História Setor 49 - Capítulo 17


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, J-hope, Jimin, Jungkook, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suga, Suho, Tao, V, Xiumin
Tags Chanbaek, Hunhan, Jikook, Kaisoo, Sulay, Taeyoonseok, Taoris
Visualizações 391
Palavras 15.962
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 17 - Com sangue termina


Pov Luhan

- Porra Tao, por que você foi falar isso? – fuzilei Sehun com um olhar.

- Não fale assim com ele. – rosnei e olhei com ironia ele se encolher.

Filha da puta.

Respirei pesadamente.

Eu sabia que ele tinha um passado e teria que lidar com isso. Entendia seus motivos de ter se afastado, era desconfortável as vezes olhar para Jongin e saber que os dois transaram, mesmo sabendo que isso não significou nada para nenhum dos dois, era apenas difícil.

Ri baixo ao ver Zitao erguer a mão e lhe mostrar o dedo do meio.

- Eu já falei que não vou deixar eles no escuro. – falou irritado.

Olhei vacilante.

Nunca tinha visto Tao tão perturbado.

Olhei para Yixing que me fitou cheio de dúvidas.

- O que isso quer dizer? Elas vão nos provocar? – Kyungsoo falou duro.

Queria gargalhar da expressão alarmada de Jongin. Ele estará em sérios problemas e sabe disso. Eu apenas podia sorri debochado, tanto ele quanto Sehun mereciam isso para aprenderem a deixar o pau dentro das calças.

- Realmente a essa altura do campeonato temos que passar por isso? – Yixing fez careta.

- Você não tem que passar por nada, e não vai. – Joonmyun retrucou impaciente.

Zitao riu sarcástico.

- Você esta brincando não é? – arqueou a sobrancelha.

Ok, as coisas estão realmente ficando tensas.

- O que? – Jongdae perguntou baixo – Seja mais claro Taozi, isso realmente esta ficando incomodo. – pediu tentando apaziguar a situação.

- Só tomem cuidado, elas são boas no que fazem. – avisou e eu assenti.

Eu sabia o que isso significava.

- Kyungsoo tente não cair nas provocações. – murmurei – Eu sei o que o Tao quer dizer. – eles me olharam curiosos – Quando você é uma pessoa morta diante o governo, não existe laços, não existe regras, sexo e sangue são coisas comum, não é como  elas fossem apaixonadas por eles, agentes gostam de foder e uns brinquedos são melhores que os outros. – falei amargo – Sinta-se lisonjeado Sehun, se Zitao vê necessidade de me advertir é porque se preocupa, isso só mostra que você fez trabalho bem feito. – debochei.

Ele me olhou sério.

Podia ver o desgosto em seu olhar.

- Eu acho que esta tudo bem. – Baekhyun murmurou – Nós sabemos que eles têm um passado, apesar que é extremamente desconfortável ver alguém flertando sem se importar com os outros. – um sorriso tenso tomou seus lábios – Não é como se vocês tivessem o direito de ficar irritado com o nosso ciúme, não quando vocês sempre estão no modo "meu". – soltei um risinho baixo – O único aqui que verdadeiramente tem o direito de se incomodar com o passado é o Luhan. – de canto vi Sehun suspirar e fiz careta por ama-lo tanto a ponto de me sentir mal por ele estar incomodado.

Fodido sentimento doentio.

Por mais que esse tipo de situação me machucasse, eu no fundo sabia que colocaria um sorriso no rosto e fingiria estar tudo bem apenas para não vê-lo se sentir culpado.

- Tudo bem, tentarei me controlar. – Kyungsoo deu de ombros – Mas já aviso que essa vadia de alguma forma deixar o Luhan desconfortável eu vou deixar ela careca. – olhei para Kyungsoo carinhosamente.

Ele era doente, mas eu o amava daquela forma.

Vi os olhos de Sehun brilharem em diversão e eu sabia que ele no fundo ficava em paz por saber que se qualquer coisa acontecer com ele, eu seria cuidado. E isso era importante para mim também. Meu setor era minha família, eu não podia negar que tinha um vínculo forte com o Ravi, o N e o Léo, até mesmo com Jaejoong, mas nada se equiparava com a forma que me encaixei no setor 49.

É a minha família.

Mas era uma chamada e eu estaria lá, o setor 79 sempre seria meu setor.

- Esta tudo bem. – falei suave entrelaçando minhas mãos na de Sehun – Me preocupa Zitao, eu conheço Dahyun. – falei seco – Eu sei bem o aquele demônio em forma humana é capaz. – fiz careta e ele me encarou fixamente.

Eu conhecia somente a líder do setor 55 porque fui recrutado para um assassinato em que precisavam de um homem para entrar, eu trabalhei ao lado daquela maldita e quase que a matei ao invés do nosso alvo.

- Conhece como? – Yifan me encarou curioso.

- Fui convocado para uma missão, o alvo era dela, mas só eu conseguiria entrar na mansão. – bufei.

Sehun me olhou curioso.

- E...? – incentivou a continuar e eu olhei com desprezo.

- Detestável, pela primeira vez eu fiquei tentado em mudar o alvo de um serviço. – resmunguei e ele arregalou os olhos de leve.

Sua expressão era confusa.

-Estranho, sei que Dahyun não é uma pessoa fácil de lidar, mas não acho que ela seja tudo isso que vocês estão falando. – o olhei incrédulo.

Zitao bufou.

Olhei alarmado.

Péssimas palavras Yifan.

- Wu era um chefe inteligente até pensar com o pau Yifan. – Kyungsoo resmungou e ele o olhou ofendido.

- Você a fodia Yifan, é claro que ela era adorável com você. – olhei para Tao implorando que ele se calasse.

Eu sabia que dali não sairia coisa boa.

- Você criou essa situação desagradável por si só Tao, engole seu ciúme e para de trazer a discórdia porque era você que queria estar no lugar dela naquela época. – Yifan rosnou.

Arregalei os olhos.

Meu corpo tencionou e ninguém ousou respirar.

- Caralho Yifan, você perdeu a porra da sua cabeça. – Kyungsoo ficou de pé o olhando com raiva – Filha da puta, Jongin pega um vibrador que eu vou enfiar no nariz desse desgraçado. – arregalei os olhos – Sua puta do caralho. – eu já estava pronto para levantar e acalmar o pirralho – Luhan me dê uma arma. – pediu e eu ri baixo.

- Não mate o Yifan, apesar dele ser um pau no cu Zitao o ama. – falei calmo.

- Não diga pau no cu como se fosse ruim. – soltei um riso incrédulo - Eu não vou mata-lo, eu ia enfiar a arma na bunda dele e dá um tiro. – me engasguei chocado.

Da onde Kyungsoo tira essas coisas?

Mas o que mais me surpreendeu foi que Minseok não se pronunciou.

E isso era só malditamente assustador.

Porque seus olhos brilhavam perigosamente.

Olhei com pesar Tao se levantar e sair da sala.

Foda, o setor 55 nem chegou e tudo já estava um caos.

- Sério Yifan, eu gosto de você pra caralho. – Yixing murmurou – Mas eu realmente quero te matar. – quase me curvei em agradecimento por ele tirar as palavras da minha boca.

- Não mais que eu. – Yifan resmungou e foi em direção ao quarto.

Puxei minha mão da de Sehun e ele resmungou.

Olhei atentamente para todos na sala. Minseok estava abraçado com Jongdae que sussurrava algo em seu ouvido. Yixing estava relaxado e conversava com Joonmyun calmamente, eu sempre me surpreenderia com o quão pacifico e forte ele conseguia ser. Kyungsoo estava irritado e Jongin apenas o deixou quieto provavelmente com medo de levar outro tiro. Baekhyun se levantou puxando Chanyeol pelo braço indo verificar as crianças.

Suspirei cansado.

Me virei encontrando os olhos de Sehun que me fitavam atentamente.

Estava cansado.

Todas as peças daquele maldito jogo foram derrubadas. Faltava pouco para o fim, e eu apenas me perguntava o quanto mais teríamos que lutar para ficar em paz. Quando eu sentia confiança que tudo teria um fim, que ficaríamos bem, apenas mais obstáculos apareciam pelo caminho.

As vezes era como se eu não tivesse nascido para ser feliz.

Sehun era tudo que eu sempre quis.

Mas eu estava malditamente cansado daquela vida.

- Droga, Sehun. – sussurrei e ele fez careta.

- Eu sinto muito. – eu sabia que sentia.

E talvez esse fosse o mais difícil em tudo. Ele sabia que aquilo me machucava e mesmo assim ele fez, independente dos seus pensamentos confusos os quais eu entendia e havia perdoado, mas ele sentir muito não mudaria uma maldita coisa.

- Você sentir não muda o passado. – falei calmo – Perdoar é saber que eu posso e quero viver ao seu lado independente de qualquer coisa, mas feridas quando cutucadas ainda machucam. – sorri calmo e ele desviou o olhar.

Eu não me sentia bem em ver ele com a expressão culpada.

Não me trazia nenhum prazer.

- Se eu pudesse mudar o passado, eu o faria. – eu sabia que sim.

E porra, eu queria também que ele pudesse.

- Acho que o maior problema do seu passado é me perguntar até quando eu vou ter que lidar com ele. – massageei minha têmpora cansado – Eu as vezes queria ter um passado, queria ter cedido a todos que queriam foder comigo, me pergunto como você lidaria com isso. – sorri ao ver seus olhos escurecerem.

- Você quer me machucar? – neguei calmamente.

- Lidar com Jongin é fácil, eu gosto dele e ele me respeita. – falei irritado – Agora ouvir piada de uma das suas vadias não vai ser fácil. – franzi o cenho o vendo fazer careta.

- Sooyeon não fará nada. – o olhei incrédulo.

- Sooyeon não fará nada. – imitei zombeteiro – Sério Sehun? – rosnei e ele segurou minha mão.

- Eu não a deixarei ficar entre a gente. – bom, pelo menos isso babaca.

- Nada mais que sua obrigação, vadia do caralho. – ele me olhou chocado e eu senti minhas bochechas esquentarem.

Eu estou andando muito com Kyungsoo e Minseok.

- Não fique assim comigo, Luhan. – respirei fundo e o puxei pela nuca roçando nossos lábios.

- Você é meu Sehun. – avisei e ele sorriu contra minha boca.

- Esse é o meu Luhan. – seus olhos brilharam – Estou falando sério, não mostre vulnerabilidade a Sooyeon, primeiro porque você não precisa, eu te amo desde sempre. – me derreti em seus braços quando ele mordiscou meus lábios – Segundo, você é o sombra, um dos assassinos mais temidos do governo, vai se deixar ser intimidado por uma garota? – abri os olhos sorrindo de lado.

- Você sabe que ela vai me provocar, não é? – olhei com desdém – Não teste minha paciência. – avisei e ele riu beijando meus lábios.

- Nós sempre podemos foder na frente dela, quem sabe ela entenda o recado. – seus lábios deslizaram pela minha bochecha e eu ofeguei – Eu vou te fazer gozar duro e forte. – gemi baixo sentindo a mordida fraca – Eu vou dizer que te amo. – seus mãos enroscaram em meus cabelos puxando com força.

Olhei seu rosto e quase gemi ao ver o desejo cintilar em seus olhos.

- Sério, procurem um quarto. – olhei para Jongdae que nos encarava com diversão – Eu estou começando a achar que vocês querem transar na minha frente. – olhei envergonhado enquanto Sehun ria alto.

- Se um dia Luhan decidir que quer ter um voyeur você será o primeiro que eu irei chamar. – olhei horrorizado e Jongdae fez careta.

- Eu realmente repasso, irmão. – debochou – Luhan é lindo, mas não quero cruzar essa linha. – piscou para mim.

Revirei os olhos.

- Eu sei. – zombei de volta – Eu não quero um voyeur, Sehun é o único que tem a sorte de acordar todos os dias vendo esse rosto esculpido pelos deuses. – brinquei o fazendo rir.

Queria ter essa auto estima que finjo ter.

Kyungsoo zombou de Jongdae, e começaram mais comentários ácidos de todos os lados. Eu apenas ri e relaxei contra o corpo de Sehun e entrelacei nossas mãos. Eu me sentia mais calmo, e ver o clima tenso se esvair me fez fechar os olhos e implorar aos céus que tudo acabasse bem.

Era nossa última missão.

Sobrevivemos até agora.

Eu realmente me recusava morrer agora que chegamos tão longe.

Tinha que dar tudo certo.

Precisava dar tudo certo.

Eu não queria perder tudo isso.

 

 

 

 

 

Sehun deitou a cabeça no meu colo e eu acariciei seus cabelos. Quase ri quando infantilmente ele esfregou o rosto em minha coxa. Olhei amorosamente sua expressão manhosa.

Ninguém o amaria mais do que eu.

- Lindo. – sussurrei e ele sorriu tímido.

- Socorro Kyungsoo, acho que estou com diabete. – dei risada da expressão enojada de Minseok.

Sehun revirou os olhos.

- Vocês me enjoam. – Kyungsoo torceu o nariz me encarando com desdém.

Mas seus olhos brilhavam em diversão.

- Aposto que você é todo carinhoso com Jongin. – apontei e ele olhou para o moreno jogado no sofá e sorriu arteiro.

- Carinhoso? Eu não trato puta com carinho. – desferiu um tapa em sua bunda – Ele é minha vadia. – me engasguei em uma gargalhada descontrolada.

- Kyungsoo. – Jongin rosnou ofendido – Para de me chamar de puta. – grunhiu irritado.

- Ok. – ele deu de ombros – Eu não trato com carinho esse homem que me presta favores sexuais em troca de dinheiro. – Minseok gargalhava histérico e eu ri ao ver que os lábios de Sehun tremiam mesmo que ele tentasse conter o riso.

- Por que eu gosto de você mesmo? – respirei fundo tentando conter a risada ao ver Jongin irritado.

- Você me ama. – Kyungsoo sorriu largo.

- Isso só me faz pensar que Jongin é tão doente quanto você. – Yifan debochou.

- Bem, antes doente do que ter porra no lugar do cérebro. – rosnou irritado e o Wu deu de ombros sabendo que ainda estávamos com raiva pela forma que ele tratou Taozi.

- Yifan. – Minseok chamou e ele semicerrou os olhos – Você transou com a líder do setor 55. – seu olhar se tornou curioso – Quem ficou por cima? – voltei a rir descontroladamente.

Yifan o olhava horrorizado.

- Você esta louco? Ela é uma mulher. – ele berrou.

- O que? – Minseok olhou defensivo – Eu ainda te acho passiva do Zitao. – ele acusou e Yifan bufou.

Limpei as lágrimas dos meus olhos.

Aqueles dois pirralhos me animavam.

- O que eu faço com vocês dois? – perguntou cansado.

- Com a gente nada. – olhei para Kyungsoo – Agora com Taozi, você deveria da pra ele. – sorri de lado vendo o líder revirar os olhos.

- Ajam como adultos. – avisei ao ver Amélia entrar na sala caminhando em nossa direção.

A pequena subiu no sofá e se jogou em cima de Sehun o abraçando. Deitou sua cabeça em seu peito e fechou os olhos. Meu coração derreteu ao vê-lo acariciar os cabelos da menina enquanto sorria.

Era isso que eu queria para minha vida.

- O que vamos fazer? – a voz de Joonmyun se fez presente e eu observei ele caminhar com dificuldade enquanto Joshua ria agarrado em sua perna.

Chanyeol e Jongdae o seguiam.

Logo em seguida Zitao apareceu se jogando em cima de Minseok que o abraçou e Baekhyun veio logo atrás deitando com a cabeça no colo de Kyungsoo.

- Fazer o que? – Yixing perguntou descendo as escadas e eu olhei curioso.

- Sobre Amélia e Joshua. – olhei para Chanyeol que franziu o cenho.

- Não é como se eles fossem encontrar um bando de mafiosos com a gente. – Joonmyun bufou olhando como se fossemos idiotas por não pensar sobre isso.

Na verdade, eu não tinha pensado sobre isso.

Isso atraiu a atenção de Sehun o suficiente para fazê-lo abrir os olhos.

- Podemos deixa-los com Jaejoong. – Kyung ponderou – Wonsoo ainda esta sob sua segurança e ele ajudaria a cuidar, eu confio mais sabendo que ele estará junto. – olhei para Joshua que gargalhava com Joonmyun que sacudia a perna tentando fazer com que ele se soltasse.

Chanyeol e Baekhyun trocaram olhares.

Mesmo todos nós cuidando dos dois, a decisão era deles.

- Eu ficaria em paz sabendo que Wonsoo esta junto. – Chanyeol concordou – E eu confio no setor 79. – assenti porque sabia que era uma boa escolha.

Jaejoong era tão bom quanto Yifan.

- Por que toda vez que falamos de Wonsoo você fica incomodado, Jongin? – Yixing perguntou do nada e eu olhei para ele que parecia tenso.

Franzi o cenho.

Eu realmente nunca me atentei a esses detalhes.

- Porque ele se lembra do Hansol. – Tao afalou abafado pois seu rosto estava afundado em uma almofada.

Jongdae olhou irritado para Zitao.

- Quem é Hansol? - perguntei vendo Kyungsoo o encarar curioso.

- Podemos não falar sobre isso? – Sehun o defendeu.

- Claro Sehun, eu realmente vou deixar para lá. – Kyungsoo falou irônico e ele bufou irritado.

- Você não precisa falar sobre Jonginie. – olhei para Sehun que o encarava preocupado.

Eu queria saber quem era Hansol.

- Ele era um garoto que foi sequestrado por Jinwon, minha missão era resgata-lo e eu falhei. – olhei surpreso vendo o desgosto em sua expressão – Eu coloquei minha vingança a cima do meu dever, achei que poderia resgata-lo e pegar aquele maldito ao mesmo tempo mas... – sua voz morreu eu fiquei completamente tenso.

- O que você fez? – Kyungsoo falou suave e era nessas horas que eu percebia que bem lá no fundo, no fundo mesmo, ele tinha um pouco de juízo.

Mas lá no fundo.

Muito no fundo.

E somente as vezes.

- Eu o deixei para trás e ele foi morto. – engoli em seco.

Olhei penalizado.

Me perguntei se um dia tivesse perto de capturar Seokjin faria essa escolha. Olhei para Sehun e percebi que nossas escolhas sempre foram moldadas pela busca da vingança. E era triste saber que era quase uma certeza que cometeríamos esse erro.

- Você se culpa por eu ter ficado para trás, você teve medo de não salvar Wonsoo. – desviei o olhar sentindo que estava invadindo um momento intimo demais.

Não era da minha conta.

- Sim. – suspirei pesado.

- Você não tem culpa Jongin. – ele murmurou – Você salvou a pessoa mais importante da minha vida, perder Wonsoo me destruiria. – seu tom foi duro – Você cometeu um erro com Hansol, mas você se redimiu quando fez a coisa certa, esta na hora de deixar essas culpas irem.

Quem dera fosse fácil.

Até mesmo ele sabia que não era tão simples assim.

- Engraçado. – fiz careta atraindo as atenções – Zhaolin esta morto, conseguimos nossa vingança e estamos a um passo da nossa liberdade... – abaixei o rosto encontrando os olhos de Sehun – E foi o que sempre esperamos não é? Mas no final, não existe a paz. – sorri triste – Não a paz que achamos que teríamos. – acariciei seu rosto.

Ergui o rosto e olhei com diversão Kyungsoo beijar a Jongin lentamente. Quando separaram ele sussurrou algo em seu ouvido que fizeram seus olhos iluminarem.

E talvez mesmo com todas as cicatrizes das escolhas que fizemos ao longo do caminho, eu tinha fé que ficaríamos bem. Me agarraria as pequenas coisas que consegui.

Como esses momentos.

A família reunida.

Sehun em meus braços.

Um lugar para pertencer.

Pessoas para amar.

 

 

 

 

Sentei na cama completamente sonolento e fiz careta ao ver a cama vazia.

Sehun sabia que eu odiava isso.

Me levantei por livre espontânea obrigação porque minha vontade era ficar o dia inteiro na cama. Fui ao banheiro e encarei meus cabelos desgrenhados no espelho.

Eu realmente pareço uma criança.

Escovei os dentes e lavei o rosto.

Não me importei em vestir uma camiseta e arrumar os cabelos, apenas sai do quarto e desci as escadas vagarosamente. A preguiça era tanta que eu estava tentado a sentar no degrau e ficar uns cinco minutos descansando.

Mas me forcei a continuar.

- Acho que você esta grávido Luhan. – foi as primeiras palavras que ouvi assim que passei pela porta da cozinha.

Olhei para Minseok.

Sehun ria.

- Claro Minseok, eu tenho certeza que sim. – revirei os olhos enquanto enchia um copo de café para ver se despertava.

Ele me olhava seriamente.

- Sério, você esta dormindo demais. – dei um gole e sorri com diversão.

- Será que estou gravido? – olhei para Sehun – Você gozou dentro? – perguntei e ele arqueou a sobrancelha.

- Não sei, gozar na boca engravida? – ele retrucou e eu sorri de lado.

Minseok olhou para mim e em seguida para Sehun.

- Posso ver? – ele perguntou animado e eu franzi o cenho.

- Eu realmente espero que você não esteja pedindo o que eu acho que você esta. – Sehun o encarou sério.

Ele fez bico.

Ele realmente estava pedindo para nos ver transar.

Minseok sendo Minseok.

- São 9 horas da manhã, podemos ser idiotas a partir das 11? – Baekhyun fez careta.

Eu apenas ri e me aproximei de Sehun beijando seus lábios.

- Bom dia amor. – murmurei contra sua boca.

- Nem parece que mata pessoas. – Kyungsoo falou me encarando – Sério, vocês me enojam. – apenas ri da sua careta de desprezo.

- Dodói. – Joshua falou de repente apontando para meu peitoral – Lu, dodói. – ele se aproximou e eu entreguei o copo para Sehun e o peguei no colo.

Para minha surpresa ele depositou um beijo em cima da cicatriz.

O apertei em meus braços e beijei seus cabelos.

- Dói tio Lu? – Amélia perguntou baixinho me olhando preocupada.

- Não, princesa. – joguei um beijinho para ela que me olhou aliviada.

- Isso é um tanto preocupante, Sombra. – me virei dando de cara com Dahyun – Você esqueceu onde é seu lugar agente? – sua voz era dura.

Encarei a líder que estava rodeada de sua equipe que nos analisava atentamente.

Praguejei mentalmente por não as ver chegando.

Olhei para Yifan e arqueei a sobrancelha.

- Amélia baby, o tio Taozi baixou vários episódios do bob esponja, porque você não leva o Josh para assistir? – incentivei vendo os olhos da menina iluminarem.

- Bob esponja. – ela pulou animada e eu coloquei Joshua no chão para acompanha-la – Eu não gosto de você. – ela falou para Dahyun antes de sair da cozinha.

Ri baixo vendo o sorriso orgulhoso de Kyungsoo.

- Qual é o meu lugar, líder? – perguntei para Dahyun que me ignorou virando para Yifan.

- Essa equipe foi comprometida Yifan. – ela o analisou e ele negou.

- Você não esta aqui para falar da minha equipe. – seu tom foi seco – Esta aqui para fazer seu serviço sem questionar, meu setor pode ter se desligado do governo, mas não esqueça que eu ainda sou seu superior. – avisou e ela não se abalou por um segundo.

- Certo, você pelo menos não mudou nada. – um sorrisinho cresceu em seus lábios e eu de canto de olho vi Zitao enrijecer.

Olhei para Yifan como quem diz "É melhor você a afastar ou eu mesmo te mato"

- Jongin. – o olhar de cabelos loiros se iluminou – Como você consegue ficar cada vez mais bonito? – ela sorriu de forma meiga e eu semicerrei os olhos.

Vadia.

Kyungsoo se aproximou dela e se inclinou.

Olhei para Jongin que parecia alarmado e Yifan ficou tenso.

- Você tem o dom de atrair pessoas vesgas. – ele se virou para Jongin – Ela é vesga. – falou exasperado – Não tem nem como saber se ela estava sentindo prazer, os olhos dela já são revirados, ela é vesga. – Minseok começou a gargalhar histericamente e até mesmo Baekhyun tossiu disfarçando uma risada – Mas enfim, se você quiser continuar vendo a beleza dele é melhor calar a boca. – avisou com indiferença.

- D.O Kyungsoo. – ela falou com desdém – Você é famoso até entre os agentes, tem uma fama bem peculiar. – falou solene.

- Seulgi. – Jongin advertiu e Kyungsoo sorriu.

- O que posso dizer? Tenho um charme natural.– bagunçou os cabelos sorrindo meigamente – Talvez seja minha boca que Jongin diz que é totalmente fodivel. – ronronou e eu revirei os olhos.

Bem, de certa forma aquilo era verdade.

- A ameace novamente e você será charmoso no mundo dos mortos. – olhei atentamente para a garota de cabelos curtos, sua expressão era neutra e não demonstrava nenhuma emoção.

- Você é engraçada. – ele riu – Pode latir mais alto por favor? – debochou a fazendo semicerrar os olhos.

- Eu adoraria arrancar sua língua. – ela falou impaciente.

Bem, esse era o efeito que D.O Kyungsoo causava nas pessoas.

Isso eu não poderia negar.

- Palavras erradas Hyerin. – olhei para Jongdae que parecia irritado – Somos aliados, mas não tente ser uma ameaça a nossa família. – avisou.

- Dae, nós podemos bater em mulher? – Minseok perguntou ansioso e isso as fizeram rir.

Yifan parecia perto de perder a paciência.

- Estamos aqui para trabalho. – Hyerin falou seriamente – Foda-se se vocês transavam, apenas não toquem nas minhas meninas. – avisou e eu sorri debochado.

- Não vou tocar nas suas meninas. – Minseok sorriu largo – Eu não só gosto do mesmo que elas, como chupo e lambo até as bolas. – me engasguei em um riso incrédulo.

Porra, Minseok.

- Vocês entenderam. – a menina revirou os olhos mas parecia constrangida.

- Se sente ameaçado, Luhan? – virei a cabeça encarando a menina.

- Sooyeon, não vá por esse caminho. – Sehun advertiu impaciente.

- O que? – ela o olhou de forma inocente – Eu gosto de transar com você, é sempre especial. – senti meu estomago revirar – Eu fui sua primeira, você foi meu primeiro. – acho que preferia mil vezes ter sido retalhado com uma faca do que ouvir aquilo – Não é como se eu não fosse estar em sua cama novamente. – respirei pesado.

Ela quer te atingir Luhan.

Lembre-se, você é o sombra.

Adverti Kyungsoo com um olhar quando vi sua boca se abrir para falar algo. Ele se calou e fitou a garota com raiva.

A encarei dos pés à cabeça.

Sua equipe me analisava.

O silêncio reinou.

Por que eu vou me submeter a isso?

- Hunnie. – chamei baixo – Me devolva meu café, antes que esfrie. – pedi e me sentei no banco e voltei a beber calmamente quando ele me entregou o copo.

A garota franziu o cenho.

Sehun me olhava hesitante.

- Você vai simplesmente ignorar essa puta mal comida? – Minseok bufou e eu dei de ombros.

- Deixa ela, vocês não têm nenhum pouco de dó? – perguntei debochado e ele me olhou incrédulo.

- Não. – ele e Kyungsoo responderam juntos.

Claro que não.

- Dó? – Sooyeon parecia irritada com minha escolha de palavras, eu apenas a ignorei.

- Por um segundo eu fiquei com raiva e até magoado. – bebi um pouco do meu café – Mas ai eu me lembrei que eu amo e estou com Sehun desde que me entendo por gente, nossos desencontros foram consequências do nosso passado, minha consciência esta tranquila eu fiz tudo porque o amo, e eu falei isso a primeira vez que vi vocês. – sorri para os agentes – Eu sei minhas fraquezas e a hora de soltar a corda. – bocejei levemente cansado – Não se rasteje doce, vá e em frente e tente entrar em sua cama. – incentivei vendo um brilho em seus olhos.

- Isso é um desafio? – ela pareceu se animar.

- Na verdade não. – franzi o cenho – Estou dizendo que você como sua equipe tem total liberdade para transar com quem quiser, mas não venha agir como uma santa puta com essas frases achando que eu sou uma garotinha magoada, apenas faça o que quer fazer. – avisei – Não existe um eu, Sehun e você. – ponderei – Nunca existiu um Sehun e você. – expliquei – Sempre existiu um eu e Sehun, o que tiver que resolver o farei com meu namorado. – ele me abraçou por trás deixando um beijo em meus cabelos.

- Eu sinto muito. – sussurrou contra minha pele – Conversaremos mais tarde. – me apertou com carinho e eu apenas assenti.

- Qual a graça disso Luhan? – Kyungsoo bateu o pé irritado – Humilhação? Qual a graça de humilha-la? – o olhei com diversão – Olha para cara dela. – apontou para Sooyeon – Com esse rosto ela já nasceu humilhada, não da nem pra chamar ela de bonitinha se coloca-la do seu lado. – mordi o lábio tentando não rir da expressão ofendida da menina – Eu quero é ver sangue. – ele insistiu me fazendo revirar os olhos.

E quando você não quer?

- Quando você não quer a discórdia? – Yixing bufou o deixando com um bico contrariado nos lábios.

- Nós deveríamos criar nosso próprio setor. – Minseok falou – Aposto que seriamos mais divertidos. – apenas balancei a cabeça negando.

Divertido? Aposto que sim.

- Esses garotos são doentes. – uma das meninas murmurou.

Bem, eu não queria concordar, mas não é como se eu tivesse escolha.

Kyungsoo apenas a encarou dos pés à cabeça.

- Eu estou até agora tentando achar o que tem especial nelas. – vacilei completamente – Essa é a versão vagina do setor 49? – perguntou e Zitao que ainda se mantinha em silêncio assentiu – Não sabia que o governo enxergava vocês de forma tão ruim, achei que eram os melhores. – torceu o nariz parecendo ainda não acreditar.

Yifan olhou ofendido.

- Quer tentar? – Hyerin puxou uma faca rodopiando na mão.

- Meu Deus Min. – Kyungsoo gritou me assustando – Ela sabe girar uma faca na mão. – sua expressão era de pura ironia – Devemos correr agora ou daqui a pouco? – debochou.

Minseok encarava a garota como se ela fosse idiota.

- Eu realmente quero mata-lo. – ela murmurou entredentes.

Bem, novamente esse era o efeito D.O Kyungsoo e Kim Minseok.

- Sério Jongdae? – a menor de todas perguntou com a expressão irritada – Você esta com esse tipinho? – apontou para Minseok.

- Cuidado com a língua. – Baekhyun se pronunciou pela primeira vez – Não vá pelo caminho das ofensas, você pode descobrir até onde vai a nossa criatividade. – olhei com diversão.

- Defina o tipinho? – Minseok falou risonho.

- Kim Minseok, filho de um traficante. – me levantei calmamente colocando o copo na pia – Estuprado por Soonmin, só de olhar consigo ver a fraqueza em seus olhos. – desdenhou e eu fechei os punhos respirando pesado.

Não cruze essa linha garota.

- O que? – ele franziu o cenho.

- A típica vitima que se apaixona pelo salvador, mas tirando isso aqui você não tem nada e nem ninguém. – sua voz foi dura.

Quebrei o copo e segurei um caco na mão me virando bruscamente. Me movi tão rápido que estava com o vidro em seu pescoço antes mesmo dela piscar.

Sorri quando as outras apontaram as armas em minha direção.

Pelo menos eram inteligentes o suficiente para não falarem nada.

- Você quer falar de passado, querida? – perguntei calmo.

- Esse é meu Luhan. – Kyungsoo bateu palmas animado.

- Soo, ela acha que pode falar do passado do nosso pirralho. – falei sugestivo e seus olhos brilharam perigosamente – Devemos ensinar a elas o porquê da palavra se chamar "passado"? – perguntei infantilmente – Ou teremos que mostrar que Minseok é nosso? – arqueei a sobrancelha e seu sorriso foi perigosamente doentio.

- Luhan. – Joonmyun advertiu com indiferença – Não atice Kyungsoo. – pediu calmo e eu rolei os olhos.

- O que você faria com ela Luhan? – Yixing perguntou com desdém e eu me forcei a disfarçar a surpresa de vê-lo perder o controle.

Realmente ninguém mexia nas feridas do nosso pirralho.

Olhei Jisoo atentamente vendo seus olhos se moverem analisando a situação.

Pressionei o vidro com um pouquinho mais de força tirando uma gota de sangue. Ouvi as armas serem engatilhadas.

- Eu sou um homem Xing, eu tenho fetiches. – lambi os lábios – Eu posso dizer que eu começaria arrancando os dedos dela...

- Para enfiar na vagina dela não seria, não é? – Kyungsoo me interrompeu – Essa aí deve ser tão larga que nem dá pra usar absorvente intimo, porque ele deve cair. – Chanyeol pigarreou desconcertado e eu apenas sorri.

- Não seja rude, Soo. – o repreendi – Não se fala esse tipo de coisa na frente das damas. – ronronei.

- Damas meu pau. – bufou.

- Chega. – Yifan rosnou e eu fiz bico quando ele me puxou pelo braço me empurrando para Sehun que me segurou.

As meninas abaixaram as armas.

- Mas Yifan...

- Eu disse chega, Kyungsoo. – e dessa vez ele não estava brincando e até mesmo para sua surpresa Kyung se calou – Eu avisei a situação antes de vir Dahyun. – a repreendeu duramente e se virou para Jisoo – Você quer falar de passado Jisoo? – a menina retesou me fazendo olhar curioso – Você sempre boa em desestabilizar um oponente, mas não se esqueça que aqui estamos acima do seu nível. – seus olhos estavam frios – Antes de cutucar a ferida de um estupro olhe bem para seu lado e veja Hiejyn, não cruze essa linha com Minseok ou você vai ver o quão cruel eu consigo ser. – olhei surpreso a expressão da menina se tornar pálida – Vocês estão disputando como um bando de crianças birrentas, e esquecendo que eu ainda sou porra do líder. – vociferou e eu me ajeitei mantendo a postura – Vocês estão aqui porque são boas no que fazem, nem por mais e nem por menos. – senti o aperto de Sehun tornar mais forte – Estamos comprometidos e eu já pedi que respeitem isso, agora voltem a focar no que realmente importa, desestabilizar a máfia e reduzir o número de disponibilização de droga. – avisou e Dahyun assentiu.

- Eu sempre serei leal a você. – ela falou calma – Mas eu não vou privar minhas meninas de se divertir, e a maior diversão delas é transar com vocês. – fiz careta.

Yifan parecia levemente constrangido.

- Que seja. – deu de ombros – Eu estou com Zitao agora, então fique longe de mim. – avisou e vi a surpresa no olhar de Taozi.

Dahyun encarou curiosa.

- Tão quieto Zitao. – ela falou suave o que não condizia com seu olhar selvagem – Finalmente conseguiu fisgar Yifan, devo lhe parabenizar? – Yifan encarava Tao com atenção.

Ele franziu o cenho.

- Que? – perguntou confuso.

- Devo te parabenizar? – perguntou novamente.

- O que? – seus olhos brilhavam em diversão.

- Você é idiota? – rosnou frustrada.

- Min, avise essa coisinha insignificante que eu não falo a língua das cobras. – debochou e eu revirei os olhos.

- Criança. – Yifan murmurou com diversão.

- Chega de provocar Dahyun, vá se instalar. – Yifan mandou e eu me soltei de Sehun saindo da cozinha.

Ótima forma de começar o dia.

 

 

 

 

 

- Eu queria rasgar a garganta daquela vadia. – falei irritado enquanto deitava a cabeça no colo de Zitao que começou a acariciar meus cabelos.

- Você fez bem Hannie. – Yixing me acalmou – Não por você, nem por ela, mas por Sehun. – falou calmo e eu o olhei confuso.

- Como assim? – perguntei sem entender.

- Você mostrou a Sehun que o único que cometeu erros ali foi ele, é a sujeira dele e não sua. – Tao me avisou – Isso me fez ver que se eu batesse de frente com Dahyun, eu apenas ia perder a razão. – pensando por esse lado ele estava certo.

Eu só queria humilhar a garota.

- Sem contar que é mais divertido ver elas se acabando de raiva tentando nos atingir. – olhei cúmplice com Yixing – Mas principalmente ver os rapazes completamente dóceis tentando nos agradar. – ronronou e eu ri alto.

- Você não presta Xing. – acusei e ele deu de ombros.

- Nunca disse que prestava. – piscou maroto – Apenas vamos jogar o jogo no ritmo delas, eu sou bom em fazer as situações virarem a meu favor. – concordei e olhei para a porta do quarto que foi aberta bruscamente.

Minseok estava irritado.

- Kyungsoo discutiu com Jongin. – murmurou se jogando na cama.

- O que? – perguntei confuso – Por que? – ele ergueu o rosto fazendo careta.

- Seulgi estava dando em cima de Jongin e Amélia a mordeu até sangrar. – arregalei os olhos surpresa – Ela chamou Amélia de pirralha e Kyungsoo deu um soco na nariz dela. – engasguei chocado pronto para me levantar, mas Minseok me segurou.

- Esta tudo bem. – falou suave – Jongin não deixou que ela fizesse nada com ele, e também não é como se ela fosse conseguir. – sorriu arteiro – Mas virou uma confusão porque Baekhyun também queria bater nela, então Yifan o segurou. – fez careta – Chanyeol brigou com Amélia por ela morder os outros, a pequena começou a chorar e saiu correndo para o Dae e Joshua não quer desgrudar do Sehun porque se assustou, Joon esta tentando controlar a situação. – fez um bico contrariado – Ele me mandou para cá só porque eu peguei um pacote de milho e joguei naquela vadia. – começamos a rir descontroladamente.

Tipico de Minseok.

- Nós precisamos agir da forma certa. – falei tentando controlar a risada – Em relação a elas. – respirei fundo – Não entrar no jogo e contornar as provocações. – eles assentiram em concordância – Vamos virar todas as situações contra elas, não percam o controle. – pedi ficando de pé – Eu vou ver como estão as coisas. – avisei saindo do quarto.

Desci as escadas apressadamente e dei de cara com Chanyeol e Jongin parados no meio da sala. Segui seus olhos e sorri ao ver Baekhyun e Kyungsoo no sofá.

Os dois dormiam pacificamente.

Até poderiam ser confundidos com dois anjos se eu não soubesse que na verdade Kyungsoo era um demônio.

A verdade é que até um demônio teria medo de Kyungsoo.

Olhei amorosamente a forma que Baekhyun estava deitado com a cabeça em seu peito e seus braços o apertavam de forma protetora.

Revirei os olhos ao ver tanto Chanyeol quanto Jongin sorrindo os encarando abobadamente.

Iria debochar, porém me dei conta que fazia o mesmo.

Malditos pirralhos que ganharam meu coração.

- Onde o Sehun esta? – perguntei baixo para não acorda-los.

- No meu quarto. – Chanyeol murmurou e eu voltei em direção as escadas subindo novamente.

Caminhei lentamente e franzi o cenho ao ver a porta aberta.

Assim que parei na porta fiquei estático.

Porra.

Me xinguei por não estar com o celular naquele momento.

Merecia uma foto.

Encostei no batente da porta e cruzei os braços.

Sorri largamente.

Sehun dormia tranquilamente com as crianças. Joshua estava em cima de si com o rosto afundado em seu pescoço e com a bunda pra cima mostrando o desenho do pororo em sua fralda. Amélia estava segurando sua mão e sua cabeça estava apoiada em seu abdômen.

Meu coração se encheu de amor.

Olhei com devoção aquela cena.

Deus, como eu o amava.

Por quanto mais eu tenho que passar para ficar em paz ao seu lado Sehun?

O quanto mais tenho que suportar?

 

 

 

3 dias depois

- Você conseguiu? – ansiosamente encarei Zitao.

Ele acenou positivamente.

- Entrei em contato com Shao Zun. – sua expressão de desgosto me deixou em alerta – Ele conseguiu confirmar a presença dos chefes do tráfico para daqui um mês. – seu olhar caiu sob mim e eu franzi o cenho.

- Qual o problema? – perguntei baixo.

Ele parecia incomodado.

Olhou para Yifan sombriamente.

De repente uma música instrumental daqueles filmes de suspense.

Olhamos para Kyungsoo.

- O que esta fazendo? – Yixing praguejou e ele deu de ombros.

- Criando um cenário para ver se o Taozi fala logo qual a porra do problema. – resmungou e eu revirei os olhos.

- Ele é sempre assim? – Sooyeon perguntou baixo – 3 dias aqui e eu quero arrancar a língua dele fora. – resmungou.

Por que você falou isso garota estupida?

Kyungsoo sorriu largo.

- Jongin não deixaria. – falou arteiro – Minha língua é muito útil a ele. – seu tom sugestivo arrancou uma careta enojada da menina.

Implorei com um olhar que Zitao falasse algo e não deixasse Kyung continuar aquilo, não quando Minseok estava pronto para entrar na brincadeira.

- Precisaremos de reforço. – Tao falou tenso – Ele conseguiu confirmar a presença dos chefes de todas as capitais. – olhei alarmado a face de Yifan se tornar pálida ao mesmo tempo que Dahyun arregalou os olhos.

Caralho, estamos mortos.

- Foi bom conhecer vocês. – Jongdae deu um sorriso tenso.

- Qual o problema? – Baekhyun perguntou confuso.

Nem queira saber criança.

- Isso significa que são cerca de 50 chefes mais seus seguranças, o que deve nos dar uma margem de 150 homens para matar. – Jongin murmurou.

Estamos fodidos.

- Eu acho que esse Shaolin sabe que é armadilha. – Minseok deu de ombros.

- Shao Zun. – Zitao corrigiu – É claro que ele sabe, o problema é que não temos para onde fugir, ou tentamos estar um passo à frente ou minha cabeça estará a prêmio no mercado negro. – olhei nervosamente para Sehun que se mantinha inexpressivo.

- Eu voto em deixar sua cabeça a prêmio no mercado no negro. – Dahyun debochou e Yifan a fuzilou com um olhar.

Fiz careta.

- Eu voto em te desmembrar e dar para os cachorros comerem. – Minseok murmurou – Mas eu não sou tão cruel a ponto de causar uma indigestão no bichinho. – sorriu de forma doce para a líder que revirou os olhos.

Eles realmente têm respostas para tudo.

- Bem, a parte do reforço eu concordo – Yixing ponderou – Posso expor minha opinião Yifan? – pediu e o líder concordou.

- Claro Yixing, você sem duvida é o melhor estrategista que temos. – seus olhos iluminaram com o elogio e quase ri da forma orgulhosa que Joonmyun o olhou.

Mas não poderia negar, Yixing era sempre coerente e tinha ótimas ideias. Ele vem auxiliando Yifan de forma perfeita.

- Eu acho que nossa vantagem esta justamente ai, na quantidade de pessoas. – ele franziu o cenho – Porque Zitao tem que morrer. – pensei sobre essas palavras e ele definitivamente estava certo.

- É claro. – apontei para Chanyeol – Temos que trabalhar em uma forma que Taozi seja dado como morto nessa reunião, porque o problema são os de fora, temos que pensar em quem jogar a culpa primeiro. – ele assentiu começando a entender o plano.

Chanyeol tinha os melhores contatos para espalhar boatos falsos.

- Sim, temos que culpar um dos chefes, dizer que foi uma armação que deu errada, pois a maioria tem filhos para suceder os negócios e entre acusações eles vão se destruir sozinhos. – Dahyun falou calma – Cada um vai saber que não foi o próprio pai, vão atrás de vingança e respostas. – Yifan assentiu rapidamente olhando para Zitao que parecia pensar sobre o assunto.

- Você esta certa. – Kyungsoo falou para surpresa de todos.

- Agora estamos recebendo apoio? – Seulgi debochou sendo repreendida com um olhar.

Esse não é o momento vadia.

- Querida. – ironizou Baekhyun – Não fuja do foco, estamos pouco nos fodendo para vocês. – falou impaciente – Se a segurança de Taozi significa que vamos ter que ser seus melhores amigos, seremos. – Tao lançou um beijo para ele que sorriu de lado.

- Olha eles são leais. – Hiejyn debochou – Team Passivos? – revirei os olhos.

Revirar os olhos.

Percebi que estava fazendo isso constantemente na presença dessas garotas.

Sinto que estou em uma linha fina entre a paciência e a vontade de matar.

- Sim, somos leais. – olhei a postura calma de Yixing – O que realmente não entendo é o deboche de vocês, seria isso inveja? – seus olhos eram avaliativos – Se bem que temos amor, amizade e lealdade, realmente deve ser difícil para vocês. – aquilo me fez sorrir em orgulho.

Pela expressão no rosto de cada uma, ele havia atingido a ferida.

- Amor? – Sooyeon debochou.

Quando Yixing abriu a boca eu ergui a mão e ele retesou se calando.

- Não gaste saliva com quem não merece doçura. – pisquei para ele – Não temos que provar nada para elas. – me voltei para Zitao – Você tem que morrer sem deixar rastros. – avisei e ele concordou.

- Bombas. – Baekhyun falou prontamente.

- O que? – Jongin olhou surpreso.

- Fogo não deixa rastros. –Hyerin respondeu.

Fogo era a melhor saída, mas como faríamos isso?

- Como vamos atrair atenção de 150 homens a ponto de mantê-los em uma casa? – Yifan ponderou.

Olhamos para Kyungsoo e Minseok.

Eles sorriram.

Claro que eles sorriram.

- Você pensou o mesmo que eu? – Minseok falou animado.

- Obviamente. – ele retrucou orgulhoso.

- O que? – Chanyeol pareceu alarmado.

- As putas nós já temos. – os dois falaram apontando para as meninas.

Engasguei uma risada tanto pela sincronia quanto pela expressão ofendida.

- Qual a ideia da vez? – Sehun perguntou divertido.

- Taozi vai oferecer uma festa para se apresentar como líder, vamos começar eliminando a parte mais fácil, os chefes. – Minseok falou para Yixing que concordou.

- Eles são o elo fraco, temos que desestabiliza-los desde começo. – Yixing me olhou esperando alguma ideia.

- Estamos falando de 50 homens que precisam apagar ao mesmo tempo sem que tenham tempo de avisar a alguém. – murmurei – E de cerca de 100 seguranças que teremos que pelo eliminar 50% da mesma forma para conseguirmos fazer algo. – aquilo era difícil, mas eu era o sombra – Olhe para mim Sehun. – pedi e ele me encarou confuso.

Olhei fixamente em seus olhos.

- Se eu precisasse te salvar de 150 homens de uma vez o que eu faria? – perguntei para mim mesmo e ele me olhou divertido – O que eu faria para te manter a salvo? – tudo, eu faria qualquer coisa.

Claro que eu faria.

- Precisamos do setor 19 e 29 aqui. – sorri largo – Preciso Yoongi e Jihoon que são especialistas em bombas. – Yifan me encarou com um sorriso nos lábios – Jeongguk que junto com Junhoe saberá a melhor forma de selar a casa. – os olhos de Tao se iluminaram – Mas principalmente preciso de Jimin e Taehyung. – sorri debochado.

- O que isso quer dizer? – Baekhyun olhou confuso.

- Significa que Zitao vai mostrar que ele é o verdadeiro filho do demônio. – seu olhar foi sombrio, mas pude ver o sorriso se curvar em seus lábios.

- Um resumo por favor. – Jisoo pediu.

- Tao vai oferecer uma bebida para os chefes, claro que ele irá tomar antes mostrando que não tem veneno. – Yifan falou calmo – Jimin e Taehyung são especialistas em drogas e venenos, eles colocarão a dose suficiente para derrubar todos de uma vez.

- Zitao vai tomar do vinho batizado? – Hyejin olhou confusa.

- Eu sou filho de Zinglin. – ele deu de ombros.

- Seu corpo foi testado a diversas drogas até se tornar imune? – Dahyun perguntou e ele apenas assentiu.

- E os seguranças? – Joonmyun questionou.

- Taehyung tem mãos mágicas para fazer gases soníferos. – expliquei – Nós não podemos usar máscaras, obviamente. – ele sorriu.

- Pode deixar comigo. – eu sabia que ele era bom naquilo – Consigo em duas semanas os dispositivos internos que irão bloquear a entrada do gás. – avisou.

- Agora é somente organizar. – Zitao murmurou.

- Entrarei em contato com o setor 19 e 29. – Yifan avisou saindo da sala.

Agora era colocar o plano em prática.

- Temos um mês para organizar o plano perfeito, nada pode dar errado. – Kyungsoo murmurou e eu assenti – Ao mesmo tempo que precisamos treinar as possíveis falhas. – tínhamos tempo dessa vez.

Olhei para Sehun e sorri.

Tinha que dar certo.

 

 

 

 

5 dias depois

- Estou preocupado.

Sehun trancou a porta do quarto e veio em minha direção.

Lambi os lábios ao vê-lo sem camisa vestindo apenas um moletom, seus cabelos bagunçados e sua expressão séria, era quase um convite ao proibido. Eu não tinha o deixado me tocar desde que o setor 55 chegou aqui. Eu ainda estava irritado.

Sooyeon me lançava sorrisos debochados constantemente.

Era irritante.

Aquela frase ainda me machucava.

Saber que ela havia sido a primeira dele.

Ela não mentiu.

Sempre seria uma lembrança em sua vida.

Suas mãos seguraram meus cabelos com firmeza e eu suspirei pesado com a segurança dos seus toques.

Sua pegada era tão fodidamente gostosa.

- Como você consegue me excitar só puxando meus cabelos? – resmunguei e ele sorriu de lado.

- Bom. – ele murmurou – Quer me falar o que te preocupa? – perguntou roçando nossas bocas.

- Claro Sehun, eu super consigo pensar com coerência com você fazendo isso. – fechei os olhos e mordi seu lábio inferior o sugando com força.

Ele grunhiu me beijando de leve.

Choraminguei frustrado.

Eu queria mais.

- O que te preocupa? – seus lábios deslizaram até minha orelha e sua respiração pesada me fez estremecer.

- Esse plano. – gemi quando ele mordiscou de leve me deixando arrepiado – Não gosto da ideia de matar tantas pessoas assim de uma vez, ainda são pessoas. – ofeguei quando sua língua roçou em minha orelha dando-me ideias pecaminosas.

Caralho Sehun.

- Precisamos fazer isso e são pessoas ruins. – sua resposta foi curta e firme como se deixasse claro que não queria argumentos sobre isso.

- Mesmo assim não gosto. – retruquei e gemi quando ele sentou em meu quadril e segurou meus braços e os prendeu contra a cama.

- É a coisa certa a se fazer. – seu nariz roçou no meu carinhosamente – E quanto Sooyeon, não foi especial e não é uma lembrança marcante em minha vida. – abri os olhos e o encarei sério.

- Você esta tentando me fazer broxar? – perguntei irritado e ele me olhou pacificamente.

- Não, eu apenas conheço você e sei que isso te machuca. – seus olhos me fitavam intensamente – Você foi meu primeiro amor, minha primeira vez e acima de tudo é meu único, Sooyeon, Jongin e quem mais que passou por minha cama foram apenas pessoas que eu usei no desespero de ter a certeza que nunca teria você, eu jamais imaginei que você carregava o mesmo tipo de culpa que eu, apenas acreditei que teria seu ódio. – havia tanta firmeza em seu olhar que eu me derreti – Você mesmo assim se manteve firme por mim, e eu sucumbi e me entreguei porque sabemos que sempre fui estupido e inconsequente, eu só queria te machucar para que você me odiasse da forma que eu achei que você deveria odiar, mas você mais do que ninguém sabe, eu não cometo o mesmo erro duas vezes. – seus olhos se fecharam e seu rosto colou no meu – Por favor, me perdoe por te machucar tanto e me dê a chance de te mostrar que você sempre será meu único. – implorou e sorri.

Eu era tão patético por esse garoto.

- Você pode começar a me mostrar me beijando. – murmurei e ele sorriu ainda de olhos fechados.

Sua boca se encaixou perfeitamente na minha.

Gemi contra seus lábios.

Sua língua deslizou na minha boca e eu suguei lentamente. Seu aperto em minhas mãos se tornou mais forte. Ergui meu quadril esfregando no seu.

- Tira a roupa. - meu corpo estremeceu com o comando em sua voz.

Eu adorava quando ele me dava ordens.

Ergui minhas pernas e prendi em seu quadril com firmeza. Ele me encarou divertido sabendo o que eu iria fazer. Girei seu corpo o virando na cama e ficando por cima. Parei sentado em cima de seu membro duro.

Sorri sacana e fiquei de pé na cama.

Ele arqueou a sobrancelha e colocou os braços embaixo da cabeça me encarando.

- Você quer um show? – debochei e ele sorriu de lado.

Lentamente comecei a me despir, nossos olhos não quebravam a conexão nem por um segundo e eu mal podia piscar.

Fiquei nu diante seus olhos.

- Gostoso. – ele apreciou e eu fiz minha melhor expressão arrogante.

- Eu sei. – respondi e antes que eu pudesse prever seus movimentos ele me puxou pelas pernas me fazendo cair sentado em seu colo.

Eu podia sentir toda a intensidade no momento em que ele segurou minha cintura. Não era somente tesão do momento, era amor. Ele roçou seu nariz no meu e suas mãos percorrem meu corpo até chegar em meus cabelos, que ele puxou vagarosamente enviando uma onda de calor a meu corpo.

Sehun sabia como atiçar todos os meus pontos fracos.

- Me deixa te amar? - nossos lábios se roçaram e eu ergui o rosto querendo seus beijos mais profundos, mas ele se afastou e me fitou esperando uma resposta.

Enganchei minhas mãos em seus cabelos e o puxei mordendo seus lábios com vontade.

- Para sempre. - sorri contra seus lábios e ele suspirou.

Eu precisava dele.

Meu corpo precisava do seu toque, seu calor.

Sehun era meu tudo.

- Eu amo tanto você, eu te quero tanto e parece que nunca será o suficiente. – segredei em seu ouvido e ele respirou pesado enquanto apertava minha cintura e tomou meus lábios em um beijo sedento, nossas línguas se embolaram em um ritmo necessitado.

Quase descontroladamente comecei a roçar nossos corpos enquanto ele me beijava com vontade. Eu queria aquilo para sempre. Segurei seus cabelos com força e os puxei sugando seu lábio inferior com vontade, nossas respirações ofegantes se misturavam em sincronia. Rocei nossos narizes encarando seus olhos escuros brilhando de desejo, sua íris dilatada mostrava sua necessidade quase que selvagem.

- Você é tão lindo – sussurrei mordendo seus lábios. – Caralho, eu poderia te olhar por horas sem me cansar – ele soltou um risinho contra meus lábios.

- Exagerado. – ele gemeu quando deixei minha boca deslizar até seu pescoço, mordi com força, arrancando um grunhido dolorido de seus lábios.

- Não é exagero. – sussurrei mordiscando o lóbulo da sua orelha e ele soltou um arquejo necessitado, seu quadril impulsionou para cima esfregando seu membro duro contra minha bunda. – Sua beleza me tira o fôlego – envolvi seu lóbulo todo na boca e suguei com vontade. A cada sugada, seu membro pulsava contra mim e eu estava enlouquecendo de desejo por saber que conseguia tirar seu controle tão rápido. – Eu posso gozar apenas te olhando. – falei baixinho deixando uma última mordida em sua orelha.

Foi o suficiente.

Ele me virou me jogando bruscamente na cama.

Seus olhos estavam intensos e sua expressão selvagem.

Lambi os lábios desejosos quando ele arrancou a calça ficando nu na minha frente. Seu sorriso sacana e convencido me fez revirar os olhos.

Ele me puxou pelas pernas me encaixando em seu quadril.

Gemi rouco ao sentir seu membro duro contra o meu.

- Eu sou tudo isso e ainda assim não consigo ser tão lindo quanto você. – sua língua deslizou em meu abdômen e eu segurei seus cabelos ofegando.

- Ok, somos lindos. – gemi e ele riu contra minha pele.

Meu riso se transformou em um gemido longo e manhoso quando seus dentes mordiscaram meu mamilo. Era difícil descrever a sensação que percorria em meu corpo. Os sons que saiam de minha boca eram vergonhosos.

Ele sugou me mamilo com força e meu corpo vibrou.

- Sehun. – implorei desesperado enroscando minhas mãos em seus cabelos puxando com força.

Sua língua habilidosa continuava lentamente me provocando.

- Sehun, pega a porra do lubrificante e me fode. – grunhi quando puxei seus cabelos e ele ergueu o rosto puxando meu mamilo com os dentes.

Caralho.

Eu era sensível demais ali.

- É isso que você quer? – debochou pegando o lubrificante na prateleira e despejou em seu membro.

Desgraçado.

- Eu só preciso de você agora, por favor. – implorei cravando minhas unhas em sua cintura o puxando para mim – Me fode, juro que depois te pago um boquete. – barganhei e ele gargalhou levantando minhas coxas.

- Parece uma vadia desesperada. – zombou esfregando a ponta de membro em minha entrada.

- Eu me sinto como uma vadia desesperada. – gemi.

Sehun rosnou e me penetrou com força.

Gritei roucamente. Ele não me deu tempo para respirar, apenas me fodeu com força.

E porra, eu precisava disso.

- Minha vadia - ele me deu outra tapa na bunda e inclinou o quadril deslizando seu membro para fora e voltou a se enterrar em mim com força me dando outro tapa. Um gemido estrangulado saiu de meus lábios e meus olhos reviraram de prazer – Porra Luhan. - ele grunhiu e eu gemi jogando a cabeça pra trás choramingando quando ele fechou a boca em um dos meus mamilos e continuava apertando minha bunda me fodendo lentamente.

Ele ergueu os quadris com força pressionando minha próstata pela primeira vez. Urrei de prazer e encarei seu rosto suado banhando em prazer, ele pareceu se divertir com minha reação. Seu membro saia e entrava pressionando levemente meu ponto, e sua boca e suas mãos maltratavam minha pele me levando a loucura.

- Hunnie, por favor. - gemi descontrolado - Mais forte, mais... - gemi manhoso e cravei as unhas em suas costas a rasgando em um arranhão de cima a baixo arrancando um grito de prazer de seus lábios.

- Você é tão gostoso – ele grunhiu apertando minhas coxas, acelerando ainda mais os movimentos. Meus gemidos eram incontroláveis, meus olhos reviravam imersos ao prazer.

Eu só precisava de mais.

E ele me deu.

- Porra – gemi fraco quando meu corpo convulsionou com a brutalidade da sua estocada e eu joguei a cabeça para trás. Meu corpo tremeu e um gemido manhoso desprendeu de meus lábios, gozei gritando seu nome à medida que minha visão escureceu e minha mente virou uma confusão sem sentido.

- Caralho Luhan. - ele grunhiu rouco quando contrai minha entrada e inclinei o rosto e mordi seu mamilo com força, choraminguei ao sentir seu corpo tremer com o orgasmo.

Seu corpo caiu por cima do meu, minha bunda ardia pelos tapas e a sensação de dor mesclada com prazer prolongou meu orgasmo. Meu peito subia e descia ofegante. E eu rocei meu rosto em seu peitoral e deixando um beijo ali.

Meu corpo estava completamente mole.

- Bom. – ronronei o abraçando – Muito bom. – suspirei.

- Eu te amo. – ele ergueu o rosto e deixou um selar em minha testa.

- Eu te amo mais. – respondi ofegante e ele fez careta me mostrando língua negando.

- Vem. – ele deu um tapinha em minha coxa e eu entrelacei minhas pernas em sua cintura – Espero não cair, minhas pernas ainda estão moles. – ele avisou e eu soltei um risinho quando ele levantou comigo no colo e caminhou para o banheiro.

Enlacei meus braços em seu pescoço e enchi seu rosto de beijos.

Ele riu baixo e me encarou amorosamente.

Quando entramos no banheiro ele me girou e eu abri o registro.

A água quente caiu sob nossos corpos.

Olhei em seus olhos.

- Você é a pessoa mais importante da minha vida. – seus olhos transbordavam amor.

- Minha única certeza é você. – respondi e ele sorriu largo.

Soltei um arquejo quando ele me prensou na parede gelada. Seu nariz roçou o meu e seu olhar caiu sob meus lábios.

- Me beija. – pedi.

Ele o fez.

Me beijou sob a água quente.

Apenas me dando a certeza que tudo ficaria bem.

Enquanto eu e ele estivéssemos juntos, nada poderia nos parar.

 

 

 

 

Desci as escadas de mãos dada com Sehun.

Quando chegamos na sala estavam todos lá.

- Meu Deus Luhan. – Baekhyun arregalou os olhos.

- O que? – perguntei confuso.

- Você foi atacado por um vampiro? – soltou um risinho malicioso e eu sorri de lado.

- Quase isso. – pisquei para ele e sentei entre as pernas de Sehun que havia sentado no tapete apoiando suas costas no sofá.

Deitei sob seu peitoral e ele me abraçou pela cintura.

Era tão bom estar assim com ele.

- Soonmin esta morto. – Minseok falou baixo atraindo atenções.

Senti meu corpo enrijecer.

- O que? – Jisoo olhou irritada – Você não disse que já tinha cuidado disso? – olhou para Yifan que apenas a encarou com frieza.

- Jisoo. – Dahyun a repreendeu – Se Yifan disse que Soonmin não era um problema é porque ele não era. – avisou com irritação.

Vi Zitao revirar os olhos.

- Pensei que tínhamos dado sete dias para os caras se divertirem. – murmurei e para minha surpresa tanto Minseok quando Kyungsoo começaram a rir.

- Ele não aguentou os ferimentos e literalmente o canibal comeu ele. – Kyungsoo gargalhou e eu fiz careta.

Eles realmente achavam aquilo engraçado.

- Você o deixou para ser torturado? – Hiejyn perguntou surpresa para Jongdae.

- Ei, a ideia foi minha. – Minseok olhou ofendido – Não tire meu mérito, Jongdae queria só matar ele. – resmungou e balancei a cabeça negativamente.

- Só matar ele? – Sooyeon perguntou incrédula.

- Claro, morrer é extremamente fácil. – Kyungsoo retrucou – Todos vocês passaram por coisas difíceis, apesar de não existir uma dor maior que a outra, meu coração dói quando penso sobre Woohyun e Hanah. – Chanyeol o olhou surpreso e eu sorri triste – Desde Kyuhyun nós estivemos em situações em que era matar ou morrer, claro que tirar a vida deles era algo necessário para seguir com nossos planos... – ele franziu o cenho ao encarar Minseok – Mas de todos, penso que Jinhe e Minseok se machucaram muito, penso no meu Baekhyun também, alguém tocar seu corpo contra sua vontade, tirar sua escolha, você lutar e não ter forças... Isso só de pensar é angustiante. – um nó se formou em minha garganta – Quando Jongdae nos chamou fui pensando tanto em Soonmin quando em Seungyeoon, e Minseok como minha alma gêmea pensou o mesmo que eu, apenas queríamos que eles sentissem esse horror, porque eles mereciam sentir. – suas palavras foram duras e eu concordei – Por isso pedimos ajuda ao Luhan. – sorri calmo com aquilo sabendo que eu fiz a coisa certa – Seungyeoon era nossa responsabilidade e ainda tenho raiva porque queria eu mesmo o matar com minhas próprias mãos, me divertir por horas o torturando. – era o meu desejo também, mas quando Kyungsoo veio a mim sabia que poderíamos fazer mais que isso – Mas não seria possível, o foco era Soonmin, então usamos Seungyeoon para contratar os malucos fodidos para torturar aquele verme, mas ele não sabia que também estava naquele plano. – sorriu debochado.

- Você não me contou o que mandou fazer com Seungyeoon. – Minseok murmurou curioso.

- Demos o mesmo destino que ele deu a você. – falei calmamente – Entre aqueles caras estava um vendedor do mercado negro, apenas o vendemos para esse servir de boneco de foda de um clube clandestino. – Minseok se engasgou chocado – Apenas fizemos igual a ele, não se sinta culpado. – apontei impaciente – Se a empregada de sua casa não tivesse ajudado você a fugir, onde estaria hoje? – perguntei amargo.

Seungyeeon e Soonmin mereciam todo aquele horror.

- Eu não me sinto culpado porque sei que eu consegui fugir, mas me pergunto quantas vidas ele conseguiu destruir depois que eu fui embora. – sussurrou.

- Por isso que eu digo que morrer não seria o suficiente. – Kyungsoo resmungou – Qual a graça de morrer se você pode deixa-lo agonizando e sofrendo para todo o sempre? – seu sorriso era psicótico.

- Ainda assim me sinto triste por não ter me divertido o matando. – fiz bico e Kyungsoo concordou ainda contrariado.

- Vocês fizeram o suficiente. – Yifan falou calmamente.

Eu sabia.

Mas ainda assim...

- Estou com um pouco de dó do canibal. – Minseok falou baixo – Espero que ele não tenha indigestão comendo a carne do Soonmin. – ponderou – Deveria mandar uma mensagem? – perguntou para mim e eu olhei incrédulo.

Ele estava falando sério?

É claro que ele estava falando sério.

- Não. – bufei – Vocês realmente acham normal falar dessa forma de um canibal como se estivesse tudo bem? – perguntei e eles deram de ombros.

- Sim. – claro que sim Luhan, por que você ainda pergunta?

- Enquanto Baekhyun já esta verde só de pensar no cara comendo carne humano. – Jongdae soltou um riso baixo e eu olhei para Baek que tinha uma expressão enojada.

- Parem de falar como se eu tivesse que achar isso normal. – ele resmungou – Vocês são loucos. – acusou e eu ri baixo.

- Eu também tenho nojo e acho que isso é além dos limites do meu estomago. – o acalmei.

- Não é algo comum do nosso dia-a-dia. – Sehun falou irônico me apertando em seus braços – Mas nós sabemos que isso existe, e as vezes temos que lidar com esse tipo de doente, e vai por mim, na maioria das vezes canibais é uma das coisas mais suaves que temos que lidar. – murmurou e eu concordei.

Baekhyun não poderia imaginar os horrores que encontramos no mundo clandestino.

- Só de pensar que alguns meses atrás nosso maior problema era lidar com Kyungsoo querendo empurrar as pessoas das escadas nas festas da alta classe, com ele querendo atacar fogo nas coisas, fazendo comentários vergonhosos com pessoas do alto escalão e obviamente nos colocando nas piores situações que poderíamos estar. – Yixing murmurou e D.O o olhou ofendido.

- Nós sabemos que o problema sempre será o Kyungsoo. – ri alto do comentário de Zitao.

- Em pensar que há alguns meses atrás minha única preocupação era capturar Zhaolin, ajudar minha equipe conseguir sua vingança, organizar as missões de cada agente para acabar com o tráfico de drogas, armas e pessoas, lavagem de dinheiro e terrorismo. – Yifan olhou com diversão – Agora meu maior problema é Minseok e Kyungsoo. – debochou – E eu achando que as coisas iam melhorar. – aquilo fez toda a equipe rir descontroladamente sob os resmungos dos pirralhos.

Enquanto ria percebi o desconforto das agentes do setor 55.

Por um segundo me senti mal por cada uma delas.

Eu sabia que aquela vida não era fácil, ainda mais para uma mulher.

E por mais que não gostasse delas, em meu intimo desejei que um dia eles pudessem ter isso.

Amizade, lealdade e amor.

Independentemente do que acontecesse dali para frente, eu sabia...

Eu sabia o quão sortudo eu era por ter eles em minha vida.

Minha família.

 

 

 

 

10 dias depois.

- Quando o Ravi e o N virão buscar Amélia e Joshua? – perguntei a Chanyeol e ele suspirou.

Aquilo não seria fácil para mim imagina para ele.

- Daqui uma semana. – ele respondeu.

Antes que eu pudesse falar algo ele olhou por cima do meu ombro e sorriu. Eu me virei, mas antes que minha visão captasse algo senti o impacto em meu corpo.

Arregalei os olhos.

Dois braços me apertavam com força e eu tinha certeza que não era os de Sehun.

Consegui me afastar minimamente para ver quem era.

- Jeongguk – berrei o apertando em meus braços.

- Olá hyung. – seu tom infantil me fez rir baixo.

Com as pernas enlaçadas na minha cintura o segurei. Ele ergueu o rosto olhando para trás de mim.

- Olá Sehunnie. – sorriu – Vocês já pararam de viadagem e se acertaram? – perguntou enquanto descia do meu colo.

Sehun bufou.

- Criança. – apontou – Sim, estamos juntos. – sorriu.

Jeon gritou animado.

Olhei para a porta vendo os agentes dos setores 19 e 29 entrar carregando suas malas. Pareciam cansados.

- E você e o Jimin? – a voz de Zitao se fez presente.

- Oi para vocês também. – Jimin resmungou se aproximando e abraçando Jeon por trás.

- Você ainda duvidava que ele iria escapar dessa criança? – Joonmyun debochou e eu ri alto ao ver o menor levemente constrangido.

- Bem, percebo que todos aqui pagaram com a língua, certo Yifan? – Hui, o líder do setor 19 tirou sarro do nosso líder que rosnou para ele.

Balancei a cabeça em diversão.

Aquilo definitivamente seria divertido.

- É ele Minseok. – Kyungsoo gritou apontando para Jeongguk deixando todos assustados.

- Não. – Yixing gemeu em constrangimento.

Ah não.

- O que esta acontecendo? – Yoongi perguntou com os olhos arregalados.

Mordi o lábio tentando não rir.

Kyungsoo e Minseok trocaram olhares cúmplices.

- Meu Deus, ele é tão fofo. – Min se inclinou olhando fixamente para Jeon que olhava constrangido.

- Eu quero ele pra mim Jongin. – revirei os olhos ao ouvir o tom possessivo de Kyungsoo.

Mais um.

Coitado do Jeon.

- Eu deveria me preocupar com isso? – Jimin arqueou a sobrancelha e eu neguei risonho.

- Depende do ponto de vista. – debochei – Preocupe-se apenas com sua própria segurança. – ri alto.

- Olha ele. – Minseok gritou escandalizado apontando o loiro na porta – Eu quero ele também. – e eu olhei para Taehyung que encarava tudo em confusão.

- Vocês não podem ter pessoas. – Jongin falou calmamente – Não ajam como loucos. – bufou.

- Mas ele realmente é fofo. – Baekhyun murmurou olhando encantando de Jeongguk para Taehyung.

Dois assassinos letais.

- Fofos. – debochei.

Os dois apenas encaravam os garotos com curiosidade.

- Se um dia você o magoar, vamos te matar. – Kyungsoo e Minseok falaram em sincronia e Jimin olhou incrédulo – Isso serve para vocês dois também. – apontou para Yoongi e Hoseok e eu olhei surpreso.

Tudo bem que Taehyung estava segurando a mão de Hoseok, enquanto Yoongi o abraçava por trás mas eu jamais imaginaria que eles eram perceptíveis a ponto de prontamente deduzir que havia algo a mais entre os três.

Porra, nem eu sabia o que diabos era aquela relação maluca.

Encontrava Yoongi constantemente em algumas missões, sempre ficava confuso ao vê-lo as vezes Hoseok e as vezes com Tae, mas como não era da minha conta eu nunca questionei.

Encontrar outros agentes era normal.

Agentes foderem uns aos outros era normal.

Jeongguk e Chang do setor 89 era os que eu mais tinha criado vinculo após uma missão na China onde tínhamos que acabar com um cartel de drogas.

- D.O Kyungsoo e Kim Minseok. – Hoseok murmurou – Fico mais aliviado que gostem do TaeTae, imagino que é difícil lidar com vocês de forma negativa. – ponderou.

- Você não faz ideia. – Seulgi resmungou passando pela sala.

- Eyshiaaaaassaaaaa. – Minseok sibilou imitando o filme do Harry Potter, a parte que ele tenta falar com as cobras.

Ele e Kyungsoo, à dias ficavam fazendo isso quando as meninas falavam com eles.

Jeon levou a mão na boca rindo baixo.

- Entrem e se instalem, há comida na geladeira, água quente e uma cama. – pude ver a expressão de todos iluminarem com aquilo – E ignorem Minseok e Kyungsoo. – avisei rindo.

- Luhan. – os dois resmungaram em protesto.

- Bem, esse é Hui, o líder do setor 19. – Yifan apresentou – Esses são Yoongi, Hoseok, Taehyung, Jaehyun e Junhoe. – apontou para os outros – Esse é Seungjae, líder do setor 29. – indicou o rapazes que nos analisava atentamente – Esse são Jimin, Jeongguk, Taeyong, Sehyuk e Jihoon. – apontou a outra equipe.

Como já os conhecia fui para o lado de Sehun enquanto eles se cumprimentavam. O abracei mordendo de leve seu ombro.

- Hunnie me dê atenção. – resmunguei e ele bagunçou meus cabelos rindo.

- Mais? – ele brincou e eu fiz bico o encarando.

- Muito mais. – pedi e ele me beijou sem se importar com a plateia.

Isso era tão bom.

Quebrei o beijo em tempo de ver Yifan sair da sala conversando seriamente com Hui, Dahyun, Seungjae, Jimin, Yoongi e Taeyong. 

De canto de olho vi Jaehyun e Jisoo conversando baixinho em um canto, enquanto Taehyung e Jeon foram arrastados por Minseok e Kyungsoo e conversavam animadamente. 

Joonmyun, Jongin e Chanyeol se entrerteram com Hyerin e Jonhoe. 

Jongdae e Yixing foi para cozinha com Sehyuk enquanto Jihoon conversava com o restante das meninas.

- Tirando essas garotas... – chamei atenção de Sehun – Parece que nossa família esta aumentando. – ele riu baixo.

- Tão ciumento. – brincou e eu semicerrei os olhos.

- Quer ficar sem transar? – rosnei e ele me puxou pela cintura.

- Xiao, você anda muito ousado. – ele me advertiu e eu o encarei desafiante – Eu realmente vou ter que te mostrar quem manda aqui? – o olhei incrédulo.

Ele realmente esta me provocando.

- Sehun. – rosnei e ele me encarou debochado.

Filho da puta.

- Eu não me esqueci que você me chamou de vadia. – ele fez uma cara pensativa.

- Vadia. – zombei.

Soltei um grito no susto quando ele se abaixou e me pegou pelas pernas me jogando em seus ombros. Senti minhas bochechas esquentarem ao ouvir os risinhos ecoarem pela sala.

- Idiota. – rosnei cravando as unhas em suas costas.

Ele subiu as escadas comigo ainda de ponta cabeça pendurado em seu ombro e socando suas costas.

- Eu vou te mostrar quem é a vadia Luhan. – ele murmurou e assim que passamos pela porta do quarto ele a chutou batendo com força.

Fui jogado na cama bruscamente.

Meu rosto estava completamente quente.

- Eu vou te matar. – rosnei o olhando.

Ele sorriu sacana e tirou a camiseta.

- Só se for de prazer. – piscou para mim.

Maldito.

Ele colocou a mão por dentro da calça e puxou seu membro duro para fora. Respirei pesado. Seu abdômen definido praticamente implorava para ser lambido. Seu membro estava duro e expelindo pré gozo. Minha boca salivou.

Meu corpo esquentou da forma que sempre reagia quando ele estava perto.

Ele se masturbou lentamente e eu gemi ao olhar em seus olhos.

Tão meu.

Engatinhei na cama ficando de joelhos na beirada. Ele se aproximou deixando seu membro na altura da minha boca. Meu cabelo foi puxado com força me obrigando a olhar em seus olhos intensos.

- Minha vadia. – sorri de lado.

Ok, eu poderia aceitar isso.

- Se eu sou sua vadia porque ainda não esta fodendo minha boca? – lambi os lábios e ele gemeu rouco.

Se eu teria o bastante? Nunca.

 

 

 

6 dias depois.

Tao esticou a folha com a planta da mansão.

Olhei atentamente cada detalhe do lugar. Saídas de emergência e pontos estratégicos que já tinham sido previamente circulados.

- Eu e Yoongi vamos estudar a estrutura da mansão e montar um sistema de explosão completo. – Jihoon colocou a mão no queixo analisando a folha – Primeiro o fogo tem que se alastrar, em seguida tudo explodir. – ponderou – O fogo precisa destruir as provas cruciais de que estávamos envolvidos nisso e não só Zitao ser dado como morto... – sua mão balançou indicando todos envolta da mesa – Mas nós também. – avisou.

Isso era relativamente preocupante.

- Me preocupa o fato que o governo pode identificar, eles vão saber que estamos vivos. – Dahyun murmurou.

Olhei para Yifan.

- Isso é com você. – apontei e ele concordou.

- O governo não será um problema. – ele prometeu e eu olhei curioso.

- O que vai fazer? – Hui perguntou sério.

Eu sabia que os outros setores não queriam se expor com o governo.

- Não se preocupe, eu sou o único líder que responde direto ao presidente. – explicou – Somente o setor 49 será desligado por completo para eles, vocês apenas vão quebrar a rede da máfia, mas ainda serão agentes de campo. – todos pareciam aliviados.

Dei um sorriso triste.

Por mais que Jeon e Jimin estivessem juntos, até mesmo Yoongi, Hoseok e Taehyung fossem esse trio estranho, nem eles e nenhum ali queria sair dessa vida, não sabia nada sobre o passado de cada um, a única certeza é que eles queriam viver como homens mortos até o fim.

Isso era extremamente triste.

- Tao. – Jimin atraiu sua atenção – Fale sobre festas da máfia, eles costumam oferecer presentes? – perguntou baixo.

- Sim. – Tao parecia imerso em pensamentos – Como chefe absoluto de distribuição em toda Ásia, baba ganhava coisas extremamente caras, raras e inclusive alguns absurdos. – fez careta.

- Absurdos? – perguntei confuso.

Ele se mexeu desconfortável.

- Alguns homens ofereciam suas filhas ou mulheres para servi-lo. – olhei enojado – Oferecia seus filhos para fazer parte de seu exército, eu lembro até dele ter ganhado uma vaca de um chefe do leste da Índia. – sua expressão era sombria – Jóias, vinhos, terras... Coisas assim. – murmurou.

- Ótimo. – Taehyung trocou olhares com Jimin – Precisamos descobrir quem dará vinho a ele, e colocaremos a droga em um igual, assim começará as provas falsas para incriminar uns aos outros. – concordei, mas ainda faltava mais.

- Existe algo que seja um legado de Zinglin? – perguntei – Precisamos de algo para deixar para trás, algo que o fogo não vai destruir completamente e prove que era você ali. – falei e ele assentiu.

- O anel do demônio. – ele respondeu – Ele me será entregue por Shao Zun na noite da apresentação. – isso era bom, as peças se encaixavam agora só faltava monta-las.

- Precisamos dividir quem fará o que. – Kyungsoo murmurou – Precisamos também cuidar dos homens de Zinglin, Shao Zun pode ser um problema. – fiz careta, nossa lista só aumentava.

- Precisamos de um roteiro com várias opções, explorar nossos pontos fortes para que qualquer coisa que fuja do que planejamos seja resolvido rápido. – Minseok abraçou Kyungsoo por trás apoiando a cabeça em seu ombro.

Ele estava certo.

Não podia haver erros, não adiantava nos colocar em coisas que não é nosso forte. Eu por exemplo não podia ficar responsável pelo equipamento de liberar o gás, não quando eu sou um assassino profissional, qualquer erro causaria nossa morte.

Tudo teria que ser bem dividido.

Puxei Sehun pela mão e sai da sala enquanto Yifan, Dahyun, Seunjae e Hui conversavam sobre a divisão das equipes. Aquilo não me interessava, eu só precisava saber em qual lugar ficaria, uma arma e facas, apenas isso.

Sehun me olhou confuso.

O puxei até a cozinha e me sentei no balcão enlaçando seu quadril o fazendo ficar entre minhas pernas.

O abracei pela cintura.

- Ainda preocupado? – bagunçou meus cabelos.

Assenti esfregando o rosto em seu peito.

- Demoramos tanto para conseguir ficar juntos, foram tantos empecilhos, segredos e machucados. – suspirei erguendo o rosto o fitando seus olhos – Eu sempre fui o Luhan para você. – acariciei seu rosto com uma mão– A meses atrás eu não tinha problemas em ser o sombra, ainda não tenho se isso significa ter que proteger você. – entrelacei nossas mãos com a outra – Você lembra que costumávamos odiar o trabalho de nossos pais? O medo constante, éramos apenas crianças e vivíamos assustados e sozinhos. – ele assentiu esfregando o rosto na palma da minha mão – Prometemos que jamais seriamos isso. – ri amargo – E olha onde estamos. – apontei e ele abaixou o olhar.

Era um pensamento infantil.

- Se eles estivessem vivos você acha que teríamos conseguido escapar dessa vida? – ele perguntou baixo.

Sorri fraco.

- Eu não sei. – fui sincero – A única coisa boa que tivemos de tudo, são eles. – indiquei o pessoal – E a única certeza é que sempre foi você, independente de tudo. – ele sorriu.

- Então não vamos deixar isso entrar. – me abraçou com força – Sem medos Luhan, eu estou aqui e vamos fazer o que sabemos de melhor. – beijou meus cabelos.

- O que? Matar pessoas? – brinquei e ele riu baixo.

- Sim. – seu tom foi divertido, mas era apenas a verdade.

- Obrigado por sempre me acalmar. – murmurei.

- Eu sempre vou estar aqui para você, princesa. – revirei os olhos.

- Você quer morrer? – rosnei e ele riu alto.

Seus braços continuaram me abraçando protetoramente, e eu tinha certeza que aquele era o melhor lugar para se estar.

Em seus braços.

 

 

 

 

Voltamos para sala e nos deparamos com uma cena inusitada.

Ri baixo.

Jimin, Hoseok e Yoongi olhavam para o sofá com uma expressão divertida.

Tombei a cabeça o suficiente para ver Jeongguk dormindo abraçado com Yixing, sua boca estava aberta e ele babava. Era estranhamente adorável. 

Olhei para o outro sofá apenas para me deparar com Taehyung sendo esmagado entre Baekhyun e Kyungsoo. Aquilo me fez ri baixo.

- Vocês estão tão fodidos. – Sehun debochou me abraçando por trás.

Jimin fez careta.

Yoongi e Hoseok apenas riam.

- Em seis dias aqui, eu já perdi as contas de quantas vezes Kyungsoo e Minseok me ameaçaram. – Hoseok falou com diversão.

Ri alto.

- Pelo menos você só foi ameaçado. – Jimin resmungou – O Guk ficou com ciúme porque eu estava conversando com a Seulgi, Minseok atacou uma faca em mim. – levantou a mão enfaixada.

Mal sabe ele que ainda teve sorte.

- Kyungsoo não fez nada? – perguntei surpreso e ele me olhou como se me chamasse de idiota.

Olhei ofendido.

- Você realmente acha que ele não fez nada? – perguntou sério e eu voltei a rir – Ele fingiu brigar com Minseok e mandou Seulgi buscar gelo no freezer branco. – o corpo de Sehun tremia atrás do meu enquanto ele tentava não rir alto.

- O que tem? – Junhoe perguntou entrando na sala.

- A cabeça de Zhaolin esta lá. – Jongdae explicou.

- Seulgi vomitou três vezes. – ele fez uma careta enojada.

Apenas balancei a cabeça em negação.

Eles nem imaginavam o quanto Kyungsoo estava pegando leve, tudo porque Jongin consegue o colocar um pouco na linha. Eles ainda não viram o pior lado daquele pirralho.

Minseok não tinha nem o que falar, agora que Jongdae conseguiu resolver as coisas consigo mesmo, faz todas as vontades daquele moleque inconsequente.

E eu podia apenas rir de tudo.

Yifan havia contado sobre tudo que aconteceu desde que os garotos foram sequestrados e como fomos parar ali.

- Agora eles vão ser super protetores com Jeon e o Tae. – Taeyong se jogou na poltrona fechando os olhos – Isso vai ser bom. – murmurou.

- Por que? – Minseok perguntou aparecendo do nada.

- Eles não confiam muito, posso dizer o nome de 3 pessoas além da equipe que eles confiam. – Jaehyun fez careta – Sem contar que eles nunca falam quando estão com problemas ou desconfortáveis. – suspirei sabendo que era verdade, afinal uma dessas 3 pessoas era eu.

Conhecia Jeon o suficiente para saber que ele dificilmente falava de seus monstros pessoais.

- Vocês são leais e fizeram eles se abrirem mais em 6 dias do que nós em 5 anos. – Hui murmurou.

- Quanto a isso vocês definitivamente não precisam se preocupar. – Sehun bufou e eu soltei um risinho – Proteção não irá faltar. – e eu concordei.

- Do jeito que as coisas andam, Yifan você terá que construir uma mansão maior e trazer os garotos para cá. - Jongdae falou com diversão.

Os olhos de Minseok iluminaram.

- Caralho Jongdae. – Minseok berrou me fazendo arregalar os olhos – Yifan. – ele gritou animado e correu na direção do nosso líder e pulou em seu colo – Por favor, por favor, por favor. – pediu recebendo um olhar chocado – Compra uma mansão com mais quartos, trás o Guk e TaeTae pra cá. – suas mãos grudaram na cabeça de Yifan e chocalhava sem parar.

Yifan estava sem reação.

Eu não poderia julga-lo.

Apenas olhava a cena ouvindo os risos escandalosos de Chanyeol, Jongin e Jihoon.

Reparei que as meninas do setor 55 saíram da sala quase que de imediato.

Taehyung sentou no sofá com uma expressão sonolenta. Olhou em volta toda atenção voltada para si e bocejou.

- O que foi? – perguntou rouco olhando para Minseok que ainda estava grudado em Yifan.

Min se soltou de Yifan e se jogou em cima dele.

- Vamos morar juntos, TaeTae. – o apertou com força.

Taehyung ainda parecia dormir, pois apenas sorriu fofamente fechando os olhos.

- Nem parece que é um assassino. – ouvi Seungjae murmurar.

Kyungsoo resmungou algo puxando Taehyung de volta que acabou por levar Minseok junto que se aconchegou com eles. Apenas observei um deles pronto para cair do sofá naquele aperto.

Me virei completamente para Sehun e sorri largo.

- Nós vamos ficar bem. – afirmei e ele concordou.

- Nós vamos. – ele prometeu.

Minha família estava completa.

 

 

 

 

 

 

Dei um soco em Sehun.

Seu braço ergueu desviando meu punho antes que pegasse em seu rosto. Dei um sorrisinho de lado e girei o copo chutando sua perna. Ele cambaleou, mas não caiu. Puxei uma faca e girei mais uma vez tentando acertar seu rosto.

Era o plano.

Aproveitei enquanto ele desviava da faca e ergui a perna o chutando do estomago.

Ele grunhiu caindo para trás.

- Porra Luhan. – rosnou levando a mão ao estomago.

- Entendeu? – me virei para Minseok que me encarava com os olhos brilhantes – Distraia o oponente em cima, e o derrube por baixo. – expliquei – Se ele cair existe de 50% de chance de você imobiliza-lo completamente, faça o que for... Não caia, derrube. – falei sério.

Olhei para o lado vendo Jongdae e Jeon treinando com Yixing, Hyerin e Jongin treinando com Baekhyun e Yifan, Hui e Dahyun treinando com Kyungsoo.

- Posso tentar agora? – Minseok atraiu minha atenção novamente.

Troquei olhares hesitantes com Sehun.

Eu realmente preferia treinar com Baekhyun ou Yixing.

- Você contra nós dois. – Sehun falou se levantando.

O fato disso animar Minseok me preocupou profundamente.

Fiquei ao lado de Sehun e Min sorriu largo antes de avançar. Desviei do seu soco e me surpreendi ao mesmo tempo que ele tentou me atingir com a mão, ergueu a perna chutando Sehun. Porra, ele era bom. Torci seu braço e ele inclinou o corpo girando enquanto se livrava do meu aperto e puxava meu corpo fazendo o soco de Sehun acerta em mim.

- Sério Sehun? Vamos apanhar de Minseok. – resmunguei esfregando o rosto e ele bufou.

Minseok de uma risada alta.

Agora se tornou pessoal, pirralho.

Avancei.

Ameacei soca-lo e quando ele foi se defender girei o corpo dando uma cotovelada em sua costela. Ele grunhiu se contorcendo. Sorri de lado.

Eu era o sombra, porra.

Aquilo era o suficiente, segurei seu braço e virei para batendo na sua perna o fazendo cair de joelhos. Sehun apenas ergueu a faca e colocou no seu pescoço.

- Não tente superar o mestre pirralho. – brinquei e ele gargalhou.

- Isso é tão legal. – seus olhos brilharam em animação e eu fiz careta.

- Caralho Kyungsoo, isso é um treinamento. – Yifan rosnou e eu virei o rosto a tempo de vê-lo puxar a faca da coxa.

- Qual o seu maldito problema, filho da puta? – Hyerin grunhiu levando a mão no nariz que estava sangrando.

Hui tinha uma expressão cansada.

- Sorte do dia: você não esta treinando com Kyungsoo. – Sehun debochou me fazendo rir.

- Não é como se Minseok fosse fácil também. – acusei e ele fez bico.

- Eu to me comportando. – resmungou – O Dae disse que eu fizesse algo que não deveria durante o treino íamos ficar uma semana sem transar. – fez careta.

Quase fui em Jongdae e o beijei em agradecimento.

- Não é como se o Jongin conseguisse algo de Kyungsoo. – Sehun reclamou e eu concordei.

Se Jongin fizesse algo semelhante, Kyung apenas o mandaria ir se foder.

- Mas eu só estou treinando Sr Wu estou a sem sexo a quase um mês porque comi uma vagina que sangra Yifan. – me engasguei vendo Yifan apertar a faca e contar até três buscando paciência.

- Kyungsoo, chega. – Jongin falou sério.

Respirei aliviado quando ele se calou.

Mas logo em seguida se virou para Jongin e ergueu a mão mostrando o dedo do meio.

- Qual o seu maldito problema Kyungsoo? Para de agir como um pirralho detestável por apenas um minuto. – Jongin rosnou e eu fechei os olhos.

Porra Jongin, não use essas palavras.

- Não. – Hui rosnou segurando a mão de Kyungsoo quando ele ergueu para jogar uma faca em Jongin.

Para meu total alarme ele virou chutando o líder do setor 19 entre as pernas o fazendo soltar seu braço gemendo de dor, e jogou a faca no chão.

- Vão se foder. – rosnou saindo da sala de treinamento.

- Fale assim com ele de novo e você estará em sérios problemas. – Minseok falou para Jongin saindo da sala e indo atrás de Kyungsoo.

Suspirei pesadamente.

- Eu vou conversar com eles. – beijei os lábios de Sehun e sai em seguida.

Caminhei lentamente em direção ao quarto pensando no que fazer. Era tão difícil lidar com Kyungsoo. Abri a porta apenas para vê-lo emburrado deitado com a cabeça no colo de Minseok.

- Você não veio me dar sermão do quanto sou irritantemente inconsequente, certo? – sua postura defensiva me fez sorrir de leve.

- Eu? – apontei para mim mesmo – Olha bem para meu rosto lindo e veja se eu perco meu tempo falando coisas que você já sabe. – seus lábios se curvaram em um sorriso – Eles estão apenas estressados, Kyung. – sua expressão se fechou na hora.

Ele suspirou incomodado e fechou os olhos.

- Eu sou realmente detestável. – olhei surpreso.

Kyungsoo inseguro?

Não, não, não... Isso esta muito errado.

- Detestável significa corajoso o suficiente para falar o que pensamos, mas não temos coragem? – olhei para porta vendo Baekhyun sorri carinhoso, Yixing, Jeon e Taehyung estavam ao seu lado.

- Ou significa os melhores comentários que um ser humano poderia fazer? – Taehyung se jogou na cama ao seu lado.

- Acho que detestável quer dizer que ele é amigo mais leal que poderíamos ter. – Yixing me abraçou por trás colocando a cabeça em meu ombro.

- Nah, significa que um pacote completo, atrevido, inteligente, corajoso e leal. – Jeon pulou na cama o fazendo abrir os olhos.

- Você quer parar de viadagem ou quer que eu te dê um tiro? – perguntei e ele explodiu em gargalhadas.

- Não corta minha felicidade, eu estava apenas pescando elogios. – piscou para mim – Você acha que eu me ofendi com aquilo? Porra, não. – ele bufou se sentando – Mas claro vou fazer muito drama para o Jongin. – suas sobrancelhas se moveram sugestivas.

- E você acha que a gente caiu na sua? – Yixing perguntou debochado – É mais fácil você se ofender se alguém falar que você é fofo. – revirei os olhos.

Ele sorriu largo.

- Fofo é o meu pau. – seu olhar foi meigo.

- Exatamente. – Taehyung fechou os olhos abraçando seu corpo – E desde quando você tem um coração para se sentir magoadinho? – ri baixo.

- Mas ainda assim falamos a verdade. – Jeon murmurou sonolento.

- Eu também amo vocês. – ele murmurou sorrindo – Será que Jongin já esta com muito peso na consciência? – perguntou animado e eu revirei os olhos.

- Você realmente vai reverter a situação para ele te pedir desculpa, não é? – Yixing suspirou.

- Sim. – Obvio Yixing, por que ainda pergunta?

- Ravi e N estão vindo buscar Amélia e Joshua. – Baekhyun murmurou.

Me sentei a beira da cama puxando Yixing para meu colo.

- Conseguiu explicar para ela a situação? – perguntei preocupado.

Vai ser tão estranho estar sem eles.

- Sim, Amélia perguntou se estávamos abandonando ela também. – meu coração encheu de tristeza – Expliquei que teríamos que fazer uma viagem de gente grande, Chanyeol deu um colar para ela cuidar, para dar a certeza que ele irá busca-la. – seu olhar baixou e Minseok o abraçou.

- Você acha que ela esta bem? – Kyungsoo perguntou sério.

- Sim. – ele sorriu triste – Ela acreditou que voltaríamos, e também falamos de Wonsoo e ela animou para conhecer o novo tio. – aquilo me aliviou de certa forma – É só que é estranho para mim deixá-los ir, Chanyeol não diz, mas isso o assusta também. – eu podia imaginar o quanto.

- Nós vamos ficar Baek. – segurei sua mão – Vamos voltar para buscar nossas crianças. – prometi e sua olhar se tornou confiante.

- Chefes da máfia se preparem, D.O Kyungsoo esta chegando. – ele ronronou e eu ri alto.

- D.O Kyungsoo e Kim Minseok, melhor trunfo que este não existe. – Yixing debochou.

Os meninos riram, mas aquela era a pura verdade.

Em uma semana iriamos para a China, estava cada vez mais perto do fim.

Olhei para os meninos ganhando força para enfrentar nossa última missão.

Eu lutaria até o fim pela minha família.

E a vitória seria nossa.

 

 

 

 

1 semana depois.

- Vem cá. – Sehun bateu na perna e eu suspirei sentando em seu colo de frente para ele – Aguente só mais um pouquinho. – pediu fazendo um carinho na minha nuca – Mais uma hora e aterrissamos. – olhei alarmado.

- Uma hora? – cravei as unhas em seus ombros olhando horrorizado.

- Hey, calma. – respirei pesadamente – Esta tudo bem. – fechei os olhos.

Não estava.

Aquela porra ia cair.

Maldito pânico de aviões.

- Me distraia. – pedi e ele sorriu arteiro.

- Muita gente baby. – revirei os olhos relaxando em seus braços.

- Idiota. – resmunguei – Você acha que conseguimos fechar todas as pontas? – perguntei quase desesperadamente tentando forçar minha mente a pensar em algo diferente.

- Acabamos de revisar tudo. – ele falou sério – Joon conseguiu todo o equipamento contra os gases, as drogas já estão prontas, Yoongi, Jihoon e Junhoe já estão aqui revistando a casa e instalando as bombas e os gases, agora é só seguir o plano. – respirei pesadamente.

Tinha que dar certo.

Eu estava exausto. Nossos dias foram preenchidos em treinamentos e repasse de plano. Yifan, Hui, Seungjae e Dahyun dividiram as equipes e cada função. Cada ação, cada palavra e cada gesto foram calculados para não haver erros. Tínhamos um plano A, B, C, D, E... E quando acabou as letras passamos para os números. E mesmo depois de incansáveis treinamentos a chance de algo dar errado era maior que a probabilidade desse plano insano dar certo.

E mesmo assim estamos aqui.

- Eu prefiro mil vezes estar nessa plano suicida que esta dentro de avião. – murmurei nervosamente e rosnei quando ele soltou um risinho – Não ria de mim idiota. – resmunguei.

Ele apenas riu mais.

Levei minha boca em seu pescoço e mordi com força, arrancando um gemido dolorido de seus lábios, em seguida comecei a sugar e senti meu corpo arrepiar quando suas mãos deslizaram pelas minhas costas apertando minha bunda. Gemi contra seus lábios.

Ergui o rosto.

Sua boca roçou na minha.

Nossas respirações se mesclaram.

- Eu nunca tenho o bastante de você. – sussurrei o puxando pela nuca e colei nossos lábios, ele me beijou duramente, me derreti em seus braços deixando sua língua enroscar na minha.

- Eu te amo. – ele sussurrou quebrando o beijo e eu senti meu coração bater desenfreado e antes que eu pudesse responder ele me puxou pelos cabelos com força me fazendo suspirar. Sua língua entrou novamente em minha boca e eu a suguei lentamente o fazendo gemer baixo - Foda Luhan. – sorri com seu gemido quando comecei quase que inconscientemente a roçar meu corpo contra o dele e eu senti minhas bochechas esquentarem por saber que não devia estar fazendo isso ali dentro do avião, quando estavam todos os agentes ali – Você vai me deixar louco - sua boca envolveu o lóbulo da minha orelha e sugou com força, seus dentes rasparam na cartilagem e eu abri a boca faltando o ar e soltei um gemido manhoso e suas mãos seguraram minha cintura com força – Você é tão lindo. - ele grunhiu e suas mãos apertaram minhas coxas com força me fazendo estremecer em seu colo.

- Ai meu Deus. - nos afastamos quase que bruscamente e olhei para o lado vendo Baekhyun com o rosto completamente vermelho - E-Eu realmente não queria atrapalhar. – ele gaguejou desajeitado e eu senti meu rosto esquentar com a situação – Deus, desculpa. – suas mãos cobriram o rosto e Sehun riu baixo enquanto eu fiz uma careta em constrangimento.

- Não se preocupe. – murmurei – Esta tudo bem? – perguntei e ele assentiu.

- Minseok disse que era para eu vir aqui porque você tem medo de altura. – seu olhar baixou – Ele disse que Sehun iria te distrair... Eu não sabia... Se eu soubesse... Eu não imaginei que essa era a distr...Droga, ele fez de propósito, vou mata-lo. – resmungou desajeitado saindo do nosso lado.

- Eu vou matar aquele pirralho. – rosnei afundando o rosto no pescoço de Sehun.

- Ainda bem que ele nos interrompeu. – ele acariciou meus cabelos – Dorme um pouco, eu estou aqui com você. – fechei os olhos me aconchegando em seu corpo.

Eu me sentia protegido em seus braços.

 

 

 

 

Suspirei cansado ao chegar na China.

Cansado e aliviado.

Não um cansaço físico pois adormeci nos braços de Sehun, mas psicológico por saber que aquilo se tornava cada vez mais real. Em três dias nossas vidas iriam mudar completamente.

Foram necessários 4 carros para levar toda a equipe para o local que ficaríamos, Yoongi, Jihoon e Junhoe estavam a nossa espera. O caminho não era longo. Deitei a cabeça no ombro de Sehun entrelaçando nossas mãos.

- Cansado? – perguntou e eu assenti ainda de olhos fechados - Já estamos chegando. – suspirei apertando sua mão com mais força.

Eu só queria dormir por algumas horas.

Chegamos em 15 minutos.

Assim que passei pela porta me joguei no primeiro sofá que vi. Gemi dolorido com um corpo que se jogou em cima do meu.

Foda-se quem quer que seja.

Eu só quero dormir.

- Acho que devemos repassar o plano mais uma vez por segurança. – ergui o rosto alarmado encarando Seungjae.

- Se alguém falar mais uma vez da porra desse plano eu vou ensinar a jogar mario ao contrario. – ergui o rosto confuso com as palavras de Kyungsoo que se ajeitava em cima de mim.

- Mario ao contrário? – Hui perguntou curioso.

- Por que vocês ainda perguntam? – Jongin gemeu frustrado.

Eu também estava curioso.

- Ao invés de entrar no cano, o cano que vai entrar em você até sair no seu nariz. – rosnou e eu esbugalhei os olhos.

- Da onde esse garoto tira essas coisas? – Jaehyun riu baixo.

Comecei a rir e o puxei para meus braços o ajeitando.

- Você definitivamente não existe. – ri bagunçando seus cabelos.

Fechei os olhos e relaxei meu corpo.

Eu queria dormir por três dias e acordar nessa maldita festa.

Não pude deixar de pensar em tudo que passamos para chegar até ali. Tudo havia sido desencadeado com o sequestro das três crianças da alta classe do governo, Minseok foi um tropeço em nosso caminho que nos fez descobrir a verdade, cada luta, cada momento. Nossas vinganças haviam sido concluídas, aqueles partiram de forma injusta finalmente descansavam em paz, nossos corações estavam calmos por saber que por nossas mãos aqueles que não mereciam viver já não estão entre nós. Foi um caminho longo e dolorido, houve mais tropeços que firmeza, mas estávamos ali juntos e somente isso importava.

Sehun estava comigo.

Minha família estava comigo.

O fim estava perto.

O que com sangue começa, com sangue termina.

 



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