História Setor 49 - Capítulo 18


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, J-hope, Jimin, Jungkook, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suga, Suho, Tao, V, Xiumin
Tags Chanbaek, Hunhan, Jikook, Kaisoo, Sulay, Taeyoonseok, Taoris
Visualizações 380
Palavras 12.218
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


LEIAM AS NOTAS FINAIS

Capítulo 18 - Era.


Pov Yifan.

Hoje tudo teria um fim.

Um fim de verdade.

Olhei meus agentes junto com os setores 19, 29 e 55 ajeitando todo o equipamento que levaríamos a festa da máfia.

Ser um líder.

Quando fui convocado por Kim Namjoon para ser líder do setor 49 meu primeiro desafio foi conectar o trabalho com nossos objetivos, servir o governo e destruir o império de Xing Zhaolin junto com seu exército da morte. O segundo passo foi pensar na minha equipe como pessoas, servir diante a alta classe significava estar disposto a morrer pela causa, eu não poderia demonstrar aos meus agentes que os via como seres humanos machucados em busca de paz, mas foi assim que eu os enxerguei a primeira vez que tive acesso a nossa base e só assim consegui traçar um perfil de cada um. A terceira fase foi ganhar o respeito de todos, mostrar que eu não era apenas o chefe mandado do presidente, mas um homem que buscava vingança da mesma forma que eles, que estaria ali para cobri-los em qualquer situação, que morreria para protege-los, e eu consegui. A quarta parte da caminhada foi motivar a base, mostrar que acreditava em cada um deles e que no final tudo daria certo, o caminho foi longo, mas conseguimos acalmar nossos corações cumprindo nossas promessas. Meu quinto desafio foi manter a equipe unida e ser transparente em todo os sentidos, nunca omiti e escondi qualquer informação relevante ou que os prejudicasse, e isso nos fez mais fortes. O sexto passo foi um dos mais complicados, a responsabilidade em assumir os atos de cada agente, quando se tem raiva e busca vingança acaba por existir uma linha tênue entre a razão e o descontrole emocional, e qualquer erro era de minha total incompetência de liderança. O sétimo e último desafio talvez fosse simples, porém o mais importante: o resultado final, como chefe era meu dever encaminhar a equipe para o sucesso, até agora consegui isso e por esse motivo nós somos o setor 49, a base de elite do governo. O melhor setor.

E eu sou o líder 49.

Hoje eu voltaria a ser um homem morto diante o governo.

E meu dever é finalizar nossa última missão com sucesso.

- O que tanto pensa Yifan? – a voz de Zitao me fez virar o rosto e sorri de leve.

Mesmo há duas horas de assumir a liderança da máfia chinesa ele ainda estava preocupado comigo.

Porra, como eu o amava.

A maior parte do tempo eu cometia erros e o machucava. E um exemplo disso era ver Dahyun me olhar com deboche do outro lado da sala.

- Nos setes motivos que me levaram a ser um bom líder. – murmurei e ele franziu o cenho.

Suas feições endureceram.

- O que isso quer dizer? – perguntou baixo – Se você acha que as chances de dar errado é maior que a de vencermos, apenas paramos por aqui. – e eu sabia que ele estava falando sério.

Mas aquilo não era uma opção.

- Desistir não é uma opção. – avisei – Atenção. – todos pararam o que estavam fazendo e se voltaram para mim.

Arqueei a sobrancelha.

- Você não vai começar nenhum discurso melodramático e nem fazer nenhuma declaração de amor, não é? – estava bom demais para ser verdade.

Me voltei para Minseok.

Suspirei pesado.

- Posso falar? – revirei os olhos e ele fez bico – Obrigado. – debochei – Chanyeol, Jeongguk, Kyungsoo e Taeyong serão os seguranças que ficarão ao lado do Zitao durante seu discurso. – analisei cada um – Dahyun, Jisoo, Hyerin, Luhan, Minseok e Jaehyun serão os garçons que irão servir os chefes da máfia. – todos assentiram calmamente – Hui, Joonmyun, Sehyuk, Jimin, Junhoe e Jongin vão ficar disfarçados entre os seguranças. – continuei falando mesmo que eles já soubessem tudo isso – Jihoon, Hiejyn, Taehyung, Baekhyun, Sooyeon, Seulgi e Hoseok vão ficar na festa disfarçados de mafiosos. – completei – E por fim, Seungjae, Yoongi, Sehun, Yixing e Jongdae ficam à paisana pela mansão observando qualquer coisa que saia de nosso controle. – finalizei baixo.

- Já repassamos isso mais de 50 vezes, qual o ponto? – Kyungsoo bufou e eu respirei pesadamente.

- Eu ainda sou o líder do setor 49 e ainda sou superior de todos os outros setores, eu só vou deixar de ser quando tudo isso acabar. – inclinei meu corpo entrelaçando minhas mãos encarando a todos – Eu quero deixar minha última ordem para todos, e isso serve para você também Huang. – quase sorri ao vê-lo endireitar a postura sabendo que naquele momento falando não era seu Yifan e sim o chefe – Eu me comprometo a tirar todos vocês de lá com vida, eu não quero nenhuma atitude heroica de ninguém, entendido homens? – todos pareceram hesitar.

- Você quer dizer que...

- Se eu disser para sair, saiam. – cortei Jongin que desviou o olhar.

- Mas Yifan...

- Isso é uma ordem. – interrompi Dahyun.

Todos se calaram.

Zitao saiu da sala.

- Se você morrer eu juro que chuto seu cadáver. – Kyungsoo rosnou – Você não tem o direito de fazer isso Sr Wu sofro de complexo Jack Dawson e vou morrer salvando todo mundo Yifan. – debochou e eu ri porque podia ver a preocupação em seu olhar.

Apesar de Kyungsoo e Minseok serem um teste constante a minha paciência eu gosto deles.

- Eu gosto de você pirralho. – falei calmo e ele arregalou o olhos.

- Puta que pariu. – ele berrou – Nós vamos morrer, não é? – ele perguntou alto – Jongin, vamos transar a última vez? – perguntou ansioso e eu olhei incrédulo.

Todos começaram a rir inclusive Jongin.

Revirei os olhos e fiquei de pé.

- Terminem de arrumar os equipamentos rapazes, saímos em duas horas. – avisei – E nada de transar antes da missão Kyungsoo. – avisei e o rapazes soltaram risinhos.

- Falou a pessoa que esta indo atrás do Taozi. – Minseok murmurou e eu semicerrei os olhos.

- Eu ouvi isso pirralho. – rosnei e ele sorriu inocentemente.

Apenas balancei a cabeça negativamente.

Mas ele não estava errado.

Eu realmente estava indo atrás de Zitao.




 

Entrei no quarto sem ao menos bater na porta.

Zitao estava sentado à beira da cama carregando um cartucho de munição em sua arma.

- Eles provavelmente sabem que é uma armadilha. – ele murmurou – Você esta se responsabilizando com qualquer imprevisto que aconteça, eu entendo. – ele parou respirou fundo e jogou a arma no chão e se virou para mim – Como você acha que eu vou me sentir se algo acontecer com você? – o tormento em seus olhos me deixou angustiado – O que vai me dizer Yifan? Que se você morrer eu devo seguir em frente? Conhecer outra pessoa? Ser feliz? – ele debochou e suspirei.

Definitivamente não.

- Se eu morrer eu venho te buscar. – falei calmamente e ele semicerrou os olhos.

- Fique no inferno filho da puta. – rosnou e eu ri baixo.

Me aproximei dele e o puxei pelo braço colando nossos corpos.

- Sai, eu to com raiva de você. – ele fez bico tentando se soltar dos meus braços.

- Como te levar a sério desse jeito? – brinquei vendo que ele já me abraçava pela cintura escondendo o rosto em meu peito.

Baguncei seus cabelos.

- Eu te odeio. – ele fungou.

- Vai da certo Zitao, eu sou a porra do líder do setor 49, eu matei Zhaolin você realmente acha que uma dúzia de mafiosos pode me parar? – perguntei baixo e ele ergueu o rosto e me deu um sorriso de lado.

- Você é sexy assim. – seus olhos brilharam e eu dei um sorriso convencido.

- Eu sei. - murmurei envolvendo minhas mãos em seus cabelos e puxando com firmeza.

Ele ofegou e eu respirei pesado.

Porra, eu adorava a forma que ele reagia a mim.

- Yifan. – meu nome saiu como um pedido em seus lábios enquanto suas unhas cravavam em meus braços.

- Eu sou um maldito possessivo com você Zitao. – rosnei roçando nossos lábios – Não quero que se machuque. – avisei – Eu quero você fora daquela mansão sem nenhum arranhão, isso é uma ordem. – falei duramente e ele apenas me encarou com deboche.

- Eu sou o filho do demônio. – arqueou a sobrancelha – Eu vou sair de lá da mesma forma que eu entrei, lindo e maravilhoso. – sorri de lado.

Esse é o meu garoto.

- Somos um fodido casal. – debochei e ele riu com uma expressão alegre.

Eu gostava de vê-lo dessa forma.

- Eu posso matar a Dahyun quando isso acabar? – perguntou com uma expressão que brilhava em expectativa e eu revirei os olhos rindo baixo.

- Kyungsoo e Minseok no final acabam sendo uma influência para todos. – falei divertido – Olha pra mim. – pedi e ele o fez – Eu sei que na maioria das vezes eu só faço merda, principalmente quando se trata de você e concordo com Kyungsoo, eu tenho porra no lugar do cérebro. – seus lábios se curvaram em um sorriso – E nós vamos conversar sobre isso, mas não agora. – baguncei seus cabelos quando ele franziu o cenho – Eu só quero que você entenda que quando me permitir ficar com você foi pra valer, e sei que sua insegurança tem motivo porque eu fiz e falei coisas ruins que te machucaram. – suspirei cansado – Mas quando eu me permitir viver por você não foi nenhuma brincadeira, não foi algo que eu fiz para jogar fora por pouca coisa, foi pra valer Zitao. – seus olhos brilharam intensamente e gostava de saber que o motivo sou eu – Você esteve ao meu lado por anos, conheceu todos meus defeitos e mesmo assim me amou com eles. – sorri fraco – Quando Lyu morreu, eu me tornei tão amargo e detestável. – um nó se formou em minha garganta – Você entende por causa de sua mama, é tão difícil saber que ela foi machucada daquela forma e eu não pude fazer nada para evitar. – a tristeza banhou seus olhos – Por isso, por elas, por nós... Vamos colocar um fim nisso hoje. – ele se agarrou a mim novamente e eu o abracei.

- Vamos terminar isso e buscar nosso Wenhan. – ele murmurou e aquelas palavras fizeram meu coração se aquecer.

Wenhan.

A emoção ainda pulsava em meu coração ao saber que Lyu havia deixado uma parte dela.

Conter a ansiedade de ir busca-lo era difícil.

Mas sua segurança em primeiro lugar.

- Vem. – Chamei me jogando na cama e o puxei para meus braços.

- Eu não gosto de como isso soa uma despedida. – ele murmurou se aconchegando contra meu corpo.

Ri baixo.

- Não seja dramático. – resmunguei e o fiz olhar em meus olhos – Quando tudo isso acabar eu vou te foder até desmaiar. – seu sorriso se tornou largo.

- Agora sim soa como uma promessa. – revirei os olhos – Como será viver depois de tudo isso? – eu sinceramente não sabia.

- Vai ser estranho porque na verdade eu não consigo lembrar da minha vida antes do setor. – fiz careta – Isso é tudo que eu conheço. – suspirei.

- Bem, vamos descobrir. – ele sorriu de leve me deixando confiante.

- Que o jogo final comece. – falei com frieza.

Há quem diga que quem busca vingança deve se cavar duas covas.

Bem, eles relativamente estavam certos.

Exceto que hoje eu cavaria centenas de covas.

Porque eu sou Wu Yifan, líder do setor 49.





 

Festa da máfia – 20h30

As equipes foram divididas.

Restava apenas Chanyeol, Jeongguk, Kyungsoo, Taeyong, eu e Zitao na van.

- Como esta a situação aí dentro? – murmurei apertando o botão do comunicador.

Shao Zun continuava tentando ligar para Zitao, mas ainda não era a hora de entrar.

- Bem, faltam poucas pessoas para chegarem. – Hoseok murmurou – Alguns já estão impacientes com o atraso do Huang, mas por enquanto tudo esta correndo conforme o planejado. – isso era bom.

- Sim, inclusive já fui convidado para participar de três projetos de tráficos de órgãos. – Sooyeon sussurrou.

Dei um sorriso de lado.

Tão patéticos.

- Coloquem os bloqueadores agora. – mandei enquanto encaixava o dispositivo interno no nariz para evitar a entrada dos gases – Ligue para Shao Zun e diga para reunir todos que estão no coquetel na sala de jantar, você fará sua entrada ali. – avisei e ele apenas assentiu pegando o celular e ligando para o homem.

- Kyungsoo e Chanyeol de um lado, Jeon e Taeyong do outro. – avisei – Eu ficarei ao lado de Zitao – organizei mentalmente a sequência de nossa entrada.

Revirei os olhos ao ver o sorrisinho de Kyungsoo.

- Claro que você vai Sr Wu eu vou morrer protegendo meu homem Yifan. – bufei exasperado.

Fuzilei Jeon, Chanyeol e Taeyong que soltaram risinhos debochados.

- Deixa ele ser romântico, Kyung. – semicerrei os olhos fitando a expressão divertida de Zitao.

- Eu to falando que ele é passivo do Taozi e ninguém acredita em mim. – ouvi o resmungo de Minseok e respirei pesado.

- Chega. – rosnei e ouvi risos coletivos pelo comunicador.

- Vocês deveriam ter transado antes de sair, Tao. – Kyung resmungou – Olha o mau humor do Yifan, isso era para ser divertido. – me virei incrédulo para ele.

Divertido?

- Esse pirralho é porra louca. – Yoongi murmurou.

- O conceito de diversão dele e Minseok é completamente estranho. – Hyerin bufou.

- Terminaram? – Hui resmungou – Shao Zun esta evacuando a sala do coquetel, poderá entrar apenas dois seguranças com cada chefe. – explicou – Como infiltrado ficaremos fazendo a guarda do lado de fora. – podia ouvir os burburinhos a sua volta.

- Isso nos dá cerca de 100 homens na sala de jantar. – murmurei – Nossas contas estavam certas? – perguntei baixo.

- Sim, tem cerca de 60 seguranças do lado de fora, então estamos na margem do planejado. – Sehyuk murmurou e eu me senti aliviado.

- Vamos? – perguntei e eles assentiram.

- Temos um fodido problema. – a voz de Luhan estava alarmada e eu retesei.

- O que? – Sehun perguntou preocupado.

Porra, nem começamos ainda.

- Tem crianças aqui. – sua voz estava tensa.

- O que? – Kyungsoo arregalou os olhos – Crianças? – perguntou chocado.

- Um adolescente e três meninas uma com cerca de dois anos e duas gêmeas. – sua voz estava tensa.

- Puta que pariu. – passei a mão nos cabelos de forma exasperada.

- Isso só pode ser brincadeira. – Jongin rosnou.

Caralho.

- Eu tenho mais três bloqueadores internos. – Joonmyun suspirou – O problema é o adolescente, as meninas podemos levar. – falou calmamente.

- Investigue o que esta acontecendo sombra, o porquê dessas crianças estarem aqui. – Seungjae falou duramente.

Zitao me olhou sombriamente.

- Não precisa. – ele falou baixo e seus olhos brilharam com frieza – Eles são meus. – suspirei ao ver sua postura se tornar tensa.

- Presentes? – Yixing sussurrou incrédulo.

- Sim. – ele retrucou ficando de pé.

Engatilhou a arma e colocou na cintura.

- Vamos acabar com isso. – rosnei irritado.

Troquei olhares com Zitao e era uma promessa muda.

Isso acaba hoje.






 

Entramos pela parte de trás da mansão.

Shao Zun nos recebeu de forma analítica.

- Pensei que você viria com meus homens. – ele encarou Zitao seriamente.

Tanto eu quanto os rapazes mantemos nossa postura de segurança, os comunicadores estavam acionados. Há qualquer momento iriamos intervir.

Tao olhou ameaçadoramente para o homem.

- Você acha que esta falando com quem Shao Zun? – ele rosnou o fazendo hesitar – Eu não confio em você e não pense por um segundo que você tem algum tipo de poder sobre mim. – sua expressão ameaçadora fez o homem retesar completamente – Dirija-se a mim de acordo com o seu posto, eu não sou baba ou Zhaolin. – avisou.

- Sim senhor. – pude ver a raiva cintilar em seus olhos.

- Bom. – ele ronronou – Agora vamos. – avisou.

Entramos caminhando lentamente para o salão onde seria o jantar. Observei cada detalhe da mansão, tentei analisar cada parte para prever cada empecilho e tudo aparentemente estava de acordo com o plano.

Shao Zun abriu a porta.

Zitao entrou.

Havia uma grande mesa extensa com 50 homens sentados, atrás de cada homem estava dois seguranças em postura, engoli a raiva ao ver um garoto que aparentava ter 15 anos de joelhos ao lado de um dos chefes, do outro lado da mesa havia uma garotinha de dois anos também ajoelhada. Suspirei pesadamente. Praticamente ao lado de Hoseok havia um carrinho de bebê para gêmeos com duas meninas que aparentava ter meses ainda.

Malditos.

Zitao parou no centro tendo visão completa da mesa.

Ele arqueou a sobrancelha.

- Pensei que baba havia ensinado vocês melhor que isso. – sua voz soou baixa e perigosa – Se curvem. – rosnou e eu quase sorri de lado.

Todos os chefes e seguranças se curvaram diante de si.

Seu sorriso se tornou largo.

- Bom. – sua postura era de verdadeiro bastardo – São meus? – perguntou baixo apontando para as crianças.

Primeiro passo: tirar as crianças daqui.

- Sim senhor. – o homem que estava com adolescente respondeu – Esse é o Taichi, é um bom garoto e obediente. – seu tom sugestivo fez meu estomago revirar.

Zitao estava me surpreendendo. Ele não falava com clareza sobre sua vida enquanto Zinglin estava vivo, mas ao observar sua postura segura de si, sua forma de agir como se fosse algo comum no seu dia-a-dia, apenas fez com que eu me perguntasse como havia sido sua infância. E no fundo eu tinha medo da resposta, porque estranhamente ele se contenta com o tratamento que recebeu do pai, que de um jeito psicótico foi bom, o que me leva a perguntar o que seria o ruim em seu conceito.

Ele sorriu atraindo atenções.

- Seu nome? – perguntou quase em um ronronar agraciado.

- Daehwi, senhor. – sua expressão se iluminou.

Tolo.

- Bem Daehwi, obrigado. – sua voz se tornou mansa – Você. – apontou para Luhan vestido de garçon – Leve meu garoto e minhas meninas, alimente-os e os faça descansar. – avisou e Luhan assentiu – Doçura, ajude-o. – apontou para Jisoo que se curvou indo o auxiliar – Vocês tem minha gratidão e respeito pelos presentes. – apenas maneou a cabeça vendo os chefes se iluminarem por sua atitude.

- Senhor. – Shao Zun se colocou ao seu lado com uma pequena almofada carregando um anel.

Lutei para não revirar os olhos.

O anel carregava o Valknut que é possivelmente o principal símbolo nórdico. É o símbolo de Odin, o deus do céu, da guerra, da vitória e da riqueza. Também chamado de "nó dos enforcados" ou "nó dos escolhidos", é um símbolo da morte na medida em que faz parte do culto aos mortos, pois Odin é o responsável por fazer a passagem das almas para a vida eterna. O símbolo é formado por três triângulos entrelaçados, o que pode ser interpretado como o poder da vida sobre a morte.

Não podemos dizer que Xing Zinglin não é criativo.

O louco realmente achava que era alguma divindade.

Zitao se curvou diante o anel.

- Enquanto caminho carrego lealdade ao sangue, onde for levarei o terror mesmo que isso degrade minha alma... Se eu ainda tiver alguma. – sua voz soou alta, enquanto colocava o anel em seu dedo um sorriso banhava seus lábios.

Mas seus olhos brilhavam em desgosto e amargura.

E aquilo machucou meu coração.

Eu entendia o peso daquelas palavras.

O peso daquele anel.

E desejei que as coisas não tivessem chegado a esse ponto.

Os chefes voltaram a se curvar.

- As crianças estão seguras, com Sehun no segunda andar. – Luhan murmurou pelo comunicador e logo em seguida passou pela porta com Jisoo.

- Tragam o vinho. – Shao Zun murmurou para os garçons – Esse vinho foi um presente de Wang Jincheng, chefe da cidade Tianjin. – apontou para o homem que se levantou e curvou rapidamente – É um local conhecido por possuir os melhores vinhos da China. – sua voz soou calma mas seus olhos incentivavam Zitao a ser amigável.

De certo Wang é um dos mais poderosos.

- Agradeço, vinho é sempre uma boa escolha. – se curvou de leve e o homem pareceu satisfeito com suas palavras.

Os garçons entraram carregando as taças e os vinhos. Luhan que entregou a Zitao duas taças e uma garrafa.

- O jogo começa agora. – Taehyung murmurou enquanto as atenções estavam voltadas para Zitao.

As duas taças foram enchidas.

- Beba primeiro Shao Zun. – as palavras de Zitao o fizeram arregalar os olhos.

- Desconfia de mim Zitao? – a voz de Jincheng soou extremamente ofendida.

- Mesmo se desconfiasse, você obviamente deve saber que isso não vai me matar, certo? – ele assentiu de forma solene e Zitao se voltou sério para Shao Zun – Beba. – rosnou e ele hesitante o fez.

Todos os chefes foram servidos.

Todos beberam do vinho.

Inclusive Zitao.

Exceto Jihoon, Hiejyn, Taehyung, Baekhyun, Sooyeon, Seulgi e Hoseok que apenas fingiram beber.

- 10 minutos. – Hiejyn murmurou.

- Maravilho senhor Wang. – falou apreciativo ronronando em apreciação – Estou satisfeito com a atitude de vocês. – seu olhar brilhou em apreciação falsa – Por isso também ofereço o que de melhor se pode ter. – seu olhar percorreu o corpo de Luhan e isso quase me fez rir – Um serviço de qualidade, certo doçura? – sua mão passou pelo rosto do sombra que abaixou a cabeça fingindo constrangimento.

- Sim senhor. – ele se curvou desajeitado e enojado ouvi vários risinhos e olhares desejosos.

- O garoto Taichi esta assustado, ele foi vendido para Daehwi e estava sendo usado como escravo sexual. – a voz de Sehun soou baixa pelo comunicador – Ele irá conosco. – voltei a focar em Zitao enquanto Seungjae e Hui conversavam com Joonmyun sobre improvisar uma máscara para o garoto.

- 5 minutos. – Jihoon murmurou.

Meu corpo ficou tenso.

Em cinco minutos a droga no vinho faria um efeito coletivo e ao mesmo tempo os gases seriam liberados.

Tinha que tudo dar certo.

- Senhor Xing Zitao gostaria de saber como funcionará o esquema de disponibilização de armas e drogas. - seu olhar se voltou para Seulgi que fingia bebericar o vinho.

Manter a conversa como uma distração.

E deu certo.

Todos os olhares se voltaram ansiosos para Zitao.

Tao arqueou a sobrancelha para Shao Zun que se moveu nervosamente.

- Ming Xi, filha de Ming Yinan chefe de Nanquim capital do norte. – sussurrou.

- Ah claro, conheço seu baba. – falou solene e Seulgi sorriu de lado – Por que ele mandou você? – seu olhar semicerrou e a menina se encolheu.

Os homens da mesa soltaram risinhos debochados.

- 2 minutos. – Sehyuk murmurou.

- Por que ele não me mandaria? – seu tom foi desafiante e Shao Zun olhou alarmado.

Mas Zitao riu baixo.

- Bom, doçura. – sorriu calmo erguendo a taça – Eu não sou Zhaolin. – essa frase deixou todos na mesa tensos – Eu sou pior que ele. – seu olhar era feroz – Eu irei ditar as novas regras no final do jantar, não me interrompa novamente senhorita Ming, eu não gostaria de enviar sua língua de presente para seu baba. – Seulgi fingiu se encolher nervosamente.

- Perdão senhor. – murmurou fingindo estar acuada.

- 1 minuto. – Hyerin avisou.

- Eu sou Xing Zitao filho do demônio. – Taozi falou alto e claro – Ofereçam lealdade a mim e eu os pouparei da morte e os guiarei para o caminho de riquezas. – olhei a forma solene que todos curvaram as cabeças.

E quando ergueram o rosto as pupilas estavam dilatadas.

- 10 segundos. – Jimin avisou.

- O que...? – a voz de um dos chefes se tornou embargada.

Automaticamente todos desmaiaram sob a mesa.

Os seguranças ergueram as armas.

- Agora. – rosnei.

O Gás foi liberado.

Antes que eles pudessem engatilhar as armas seus corpos caíram no chão.

- Caralho Tae, essa porra dessa droga esta fazendo meu estomago embrulhar. – Zitao rosnou.

Revirei os olhos puxando o corpo de Shao Zun e colocando na cadeira central onde ficaria Zitao.

- Eu ainda estou surpreso que você esta de pé. – Taehyung murmurou – Imagina a quantidade de droga que eu e Jimin usamos para fazer todos caírem de uma vez. – bufei irritado.

- Depois homens, precisamos terminar isso. – rosnei – Revistem a mansão e nos encontre aqui para sairmos todos juntos. – avisei enquanto pegava a mão de Zitao e puxava o anel de seu dedo – Quero vocês aqui em 5 minutos. – coloquei a cabeça de Shao Zun deitada sob a mesa e o anel em seu dedo.

Isso seria a prova que Zitao foi morto no jantar.

Jihoon andava por cima da mesa jogando gasolina sob todos enquanto o resto da equipe limpava qualquer indicio que estivemos ali.

Hoseok colocou fogo na mesa e automaticamente ele se espalhou pelo salão.

A porta foi aberta e todos os agentes passaram por ela.

Fiz uma contagem rápida e suspirei ao ver o garoto Taichi olhando assustado enquanto segurava a camiseta de Sehun. Jongdae estava com uma das bebês gêmeas contra seu corpo amarrada com um lençol, jongin com a outra e Yixing com a garotinha mais velha.

- Ative a bomba. – avisei e Yoongi apertou o botão.

- 10 minutos, precisamos sair daqui. – Dahyun avisou.

O fogo começou a se alastrar cada vez mais rápido.

- Vamos. – comandei a equipe e fui a frente abrindo a porta que dava acesso para o corredor da mansão.

Mas assim que o fiz haviam cerca de 40 homens apontando armas para nós.

Porra, isso não é bom.

- Olá Zitao. – um dos homens sorriu.

Ergui a arma assim como todos.

- Quem é você? – Tao rosnou e três homens vieram a frente deixando claro que eles estavam na liderança da situação.

- Deixe me apresentar...

- Cara não temos tempo para isso. – Kyungsoo bufou – A bomba foi ativada e não para desativar. – revirei os olhos.

- Então vamos morrer todos aqui. – o homem ditou – Sabíamos que ia ser uma armadilha por isso nos infiltramos entre os seguranças e viemos preparados para tudo. – bateu de leve o dedo no nariz indicando que também usava bloqueadores.

- 9 minutos, Yifan. – Sooyeon murmurou.

Porra.

- Eu me chamo Gong Yen e acho que esta na hora...

Arregalei os olhos ao ver a bala acertar certeira a testa do homem que caiu antes de completar a frase.

Todos se voltaram para Minseok.

- O que? Ele estava ficando chato. – resmungou – Vocês perdem muito tempo falando e pouco matando. – bufou e para minha surpresa ele avançou.

Pirralho maluco.

Poderia rir se a bomba não fosse explodir em 8 minutos.

Avancei para um dos líderes e Zitao para o outro.

Os barulhos dos tiros ecoaram em uma sincronia quase doentia.

Cheguei erguendo minha perna e chutando sua arma a fazendo escapar de sua mão. Apenas senti o impacto na minha barriga e soltei um grunhido baixo de dor.

- Wu Yifan, então nossas informações estavam certas – o homem falou debochado enquanto tirava uma faca das vestes. – Maldito bastardo – ele falou friamente avançando, mas minha atenção se voltou para Yixing que protegia a garotinha em seus braços enquanto lutava com um homem e antes que ele pudesse sacar a arma, eu puxei a minha atirando na cabeça dele. Yixing virou para mim e olhou agradecido.

- Saia daqui, agora. – rosnei para ele e ergui a mão com a arma e apontei para o homem.

Olhei para Yixing vendo o desviar de um homem e passar pelo corredor, olhei aliviado, mas o líder a minha frente ergueu o pé dando um chute em meu braço, fazendo com que a arma voasse da minha mão. Soltei um rosnado raivoso e chutei seu estômago, levando-o para trás com a força. Um sorriso sádico se desprendeu dos meus lábios. Por puro reflexo puxei a faca e girei o corpo cortando a garganta de outro bastardo que se aproximava para me atingir por trás.

O calor do fogo se alastrando estava se tornando insuportável.

- Tirem as crianças daqui. – rosnei para Sehun e Jongin olhando rapidamente confirmando que Yixing havia conseguido sair.

- Bastardo – ele ficou em um pé só e rodou atingindo meu rosto.

- 4 minutos, Yifan. – ouvi o grito da Dahyun.

Precisava tirar todos dali.

Me afastei de seu novo ataque e girei meu corpo atingindo seu rosto com força e ouvi o barulho de osso de seu nariz quebrando. Ele soltou um urro de dor e me chutou com os dois pés me fazendo cair costas no chão.

Saquei a arma enquanto caia.

Atirei.

Quando virei para o lado, vi vários corpos jogados no chão.

Olhei com horror vendo um dele indo pelas costas de Taehyung e Minseok o empurrando fazendo com que a faca fincasse em suas costas ao mesmo tempo que Joonmyun entrou na frente de Baekhyun sendo atingido com um tiro no abdômen.

O tempo pareceu parar.

- 2 minutos Yifan. – Seungjae gritou.

Rosnei.

O setor 49 era tudo que eu tinha, perder alguém não era uma opção. Se fosse para alguém morrer, esse alguém seria eu e apenas eu. Eu os tiraria dali vivo.

2 minutos?

Eu precisava apenas de 30 segundas.

Saquei mais duas armas e atirei, derrubando cada alvo que encontrei pelo caminho. Porém, as balas acabaram sem conseguir derrubar os dois últimos que lutavam com Hyerin e Jaehyun.

- Saiam todos, agora. – rosnei avançando para os homens – Eu disse agora. – todos recuaram.

De canto de olho vi Jeon e Kyungsoo tirarem Minseok e Chanyeol carregar Joonmyun.

Lancei um último olhar para Zitao.

- Agora. – rosnei vendo a angustia em seu olhar.

Ele saiu.

1 minuto.

Desferi um soco no rosto de um dos homens. Puxei uma outra arma e antes que eu pudesse atirar senti uma faca ser fincada em meu braço, urrei quando o homem a puxou rasgando meu ombro.

Isso vai doer pra caralho, mas é a única chance de sair daqui vivo.

Me abaixei fazendo a faca rasgar do ombro ao meu cotovelo e rodei meu pé lhe dando uma rasteira. No momento que saltei sob seu corpo, puxei uma faca e a finquei em seu pescoço vendo o sangue jorrar. Quando o último homem se aproximou apenas virei a faca e fiz um corte em sua coxa.

Veia femoral.

Ele caiu com os olhos arregalados enquanto tentava conter o ferimento, mas ambos sabíamos que ele não tinha escapatória.

Ouvi a primeira explosão na parte superior.

As paredes começaram a abalar. O fogo já havia tomado conta dentro do grande salão. O primeiro pedaço do teto desabou. Me levantei e corri pelo corredor. A dor dilacerante em meu braço estava deixando minha visão turva. Urrei puxando a faca do meu braço e minhas pernas quase cederam.

Eu devia isso a Zitao.

Por Wenhan.

Pela minha família.

Precisava sair de lá vivo.

Corri.

Tudo desabava ao meu redor e quando vi a porta que dava a saída sentir meu coração bater mais forte.

Eu Wu Yifan, líder do setor 49 sairia dali como um homem que voltou dos mortos, como uma fênix renasceria das cinzas.

Assim que passei pela porta ouvi os gritos.

Olhei cada homem, todos sangravam e estavam machucados, os piores pareciam ser Joonmyun e Minseok.

Vivos.

Isso era o que importava.

Encontrei os olhos de Zitao.

Minhas pernas cederam.

Sentia minha pele arder pelo calor da explosão.

Um barulho ensurdecedor ecoou e tudo atrás de mim desabou.

Então tudo ficou preto.

Acabou. 







 

Abri os olhos.

Trinquei os dentes para não urrar de dor ao movimentar meu braço.

Caralho, por que sempre me atingem no braço?

Apenas virei o rosto para vê-lo enfaixado. Por um segundo agradeci por ter desmaiado ou certamente iria fazer enquanto me costuravam e seria vergonhoso.

Sentei no sofá e quase sorri ao ver todos jogados pelos cantos da casa. No sofá estava Joonmyun com uma faixa enrolada na barriga e expressão pálida, a pequena garotinha estava com a cabeça deitada em sua coxa e segurava sua mão. Arqueei a sobrancelha ao vê-lo acariciar seus cabelos e a olhar com adoração. Sorri de leve. Minseok estava ao seu lado com uma faixa enrolada em diagonal, ele parecia bem apesar de tudo, seu olho estava inchado e sua boca cortada, mas havia um sorriso em seus lábios por estar segurando uma das gêmeas em seu colo ao lado de Kyungsoo que segurava a outra.

- Estamos arrumando filhos agora? – perguntei confuso e todos se voltaram para mim.

- Wu cosplay de jack versão fogo Yifan esta vivo. – Kyungsoo sorriu largo e eu bufei.

- Todos estão bem? – perguntei baixo.

- Sim, os mais machucados foram Joonmyun, Minseok, Hiejyn e Hui. – Chanyeol explicou e eu apenas maneei a cabeça.

- Quanto tempo estou apagado? – perguntei baixo tentando mover o braço e gemi de dor no processo.

Porra, isso vai demorar para melhorar.

- 6 horas. – arregalei os olhos de leve encarando Baekhyun - Joonmyun. – ele chamou baixinho e se curvou – Obrigado por salvar minha vida. – Chanyeol o abraçou por trás beijando seus cabelos.

- Obrigado por salvar a vida do meu irmão. – ele retrucou o fazendo sorrir.

- Obrigado por me salvar Minseok. – Tae murmurou sendo esmagado por Hoseok e Yoongi.

Minseok sorriu largo.

- Você é meu e de Kyungsoo, nós cuidamos do que é nosso. – apenas revirei os olhos vendo todos soltarem risinhos baixos.

- Kyungsoo me ajudou, por que? – olhei surpreso para Seulgi – Você matou o cara que tentou me atingir pelas costas. – ele apenas encarou a garota com desdém.

- Você realmente acha que eu iria dá esse prazer a ele? – sua expressão ofendida me fez rir baixo – E outra, qual a graça de te matar? Você tem que viver para morrer de inveja vendo eu e Jongin juntos. – explicou a fazendo revirar os olhos.

Jongin apenas o encarava com diversão.

- Você realmente achou que meu Kyung gosta de você? – Minseok franziu o cenho – Ela consegue ser mais iludida que Yifan achando que é ativo. – murmurou para Kyungsoo que gargalhou.

Respirei fundo.

Minha paciência sempre será testada com esses dois.

- Você. – apontei para o adolescente que segurou a blusa de Luhan me olhando assustado – Você quer ficar conosco? – perguntei suave vendo a surpresa reluzir em seus olhos – Ninguém aqui irá te machucar, você será cuidado e será livre para fazer suas escolhas, ninguém o tocará de forma intima, apenas terá uma família a partir de agora. – meu coração se encheu de tristeza ao ver lágrimas encherem seus olhos.

Suas mãos tremeram de leve.

- Eu posso? – ele sussurrou para Luhan e Sehun.

Realmente todos ali acharam filhos?

- Você é bem-vindo querido. – Luhan acariciou seus cabelos.

- Nós vamos cuidar de você. – Sehun prometeu e ele assentiu choroso.

Suspirei pesadamente.

Eu estava evitando aquele olhar.

Mas não tinha mais para onde fugir.

Olhei para o lado buscando os olhos de Zitao.

Vi um misto de emoções reluzirem em seus olhos, amor, alivio e cansaço. Estiquei meu braço menos retalhado oferecendo minha mão e ele segurou. O que eu mais queria nesse momento era ir atrás de Wenhan, voltar para a casa ao lado da minha família. Viver.

Estava tudo tão perto.

- Vamos tirar alguns dias para recuperação. – atrai atenção de todos – Oficialmente o setor 49 esta desligado do governo, mas há qualquer momento que vocês precisarem de nós, estaremos a disposição. – afirmei e todos me olharam agradecidos – Hoje conseguimos desestabilizar toda a rede da máfia chinesa, não dá para colocar um fim, mas nunca será o mesmo a partir de agora. – apertei a mão de Zitao – Assim que eu estiver em condições irei junto com Tao para o Japão buscar Wenhan, e acredito que todos irão querer ficar em Daegu. – murmurei tentando soar indiferente, mas por dentro estava em expectativa se ficaríamos juntos como uma família.

- É claro, você realmente acha que vai conseguir se livrar de nós? – Kyungsoo me olhou ofendido e eu tentei conter o sorriso.

- Você e Minseok são a penitencia de todos meus pecados, obviamente não vou conseguir me livrar de vocês nunca. – resmunguei e não me surpreendi ao ver a expressão orgulhosa dos dois.

- E o que você vai fazer para o presidente confirmar a morte de vocês e desligar o setor 49? – Hui perguntou seriamente e eu apenas sorri.

- Isso não será um problema, assim que voltar para Daegu isso será resolvido. – avisei e ele deu de ombros.

- Acabou agentes. – sorri minimamente – Nossa vingança foi concluída depois de anos, cada obstáculo foi superado e a vitória foi nossa. – um sorriso curvou nos lábios de todos – Quando fui convocado para liderar o setor 49, Kim Namjoon me disse "A força não provém da capacidade física. Provém de uma vontade indomável" fomos escolhidos por nossa sede de vingança. – expliquei olhando nos olhos dos meus agentes – Viver como um homem morto até concluir nossos objetivos – Acabou. – sussurrei para mim mesmo.

Zitao se aproximou me abraçando por trás.

Fechei os olhos minimamente.

Pela primeira vez em anos senti que um peso havia saído do meu coração.

Leve.

Me sentia leve.

Quando abri os olhos me permitir mostrar a face do Yifan que eu era antes de perder Lyu de forma brutal.

Um homem normal.

- Esta na hora de viver rapazes.






 

8 dias depois.

Kyungsoo e Minseok me olhavam raivosos.

Suspirei pela décima vez tentando ser paciente.

- Faça alguma coisa Yifan. – Minseok insistiu com um bico nos lábios.

Zitao ao meu lado soltava risinhos e eu apernas o fuzilei com um olhar.

- O que vocês querem que eu faça, porra? – rosnei frustrado e recebi um olhar ameaçador.

- Me dê uma arma. – Kyungsoo pediu novamente e eu arregalei os olhos.

- Kyung, não atire em Jimin. – Jeon soltou um risinho ao mesmo tempo que Taehyung se colocava na frente de Hoseok e Yoongi que riam da situação.

- Por que não podemos atirar? – Minseok bateu o pé indignado – Eles querem levar vocês embora. – apontou olhando raivosamente para os garotos.

Revirei os olhos.

- Nós vamos voltar. – Taehyung prometeu – Ainda somos agentes, mas sempre que pudermos iremos ficar em Daegu com vocês. – mas obviamente aquilo não os deixou satisfeito.

- Isso é culpa sua Yifan. – Kyungsoo acusou e eu olhei incrédulo.

- Mas o que eu fiz? – perguntei ofendido.

- Não manda eles irem conosco. – Minseok resmungou.

- Eu não posso obrigar eles a ficarem conosco. – expliquei pela décima quinta vez em dez minutos.

Esses garotos me cansavam.

- Você pode Sr Wu todo poderoso chefe agora vivo Yifan. – Kyungsoo apontou fazendo todos gargalharem.

Novamente respirei pesado.

- Jongin e Jongdae. – trinquei os dentes – Posso pelo menos tortura-los? – implorei e eles negaram enquanto riam abertamente.

- Nós prometemos que sempre que tivemos tempo livre, vamos para Daegu. – Jimin suspirou abraçando Jeon por trás deixando um beijo em sua nuca.

- Não o suficiente, eu gosto de dormir abraçado com Taehyung. – Minseok reclamou e Tae deu um sorriso tímido.

- Você sabe que ele é nosso, certo? – Hoseok brincou apontando para si e Yoongi.

Minseok olhou ofendido.

- Jimin, Hoseok e Yoongi parecem Jongin e Jongdae. – olhou para Kyungsoo que concordou – Tudo puta. – vi os cinco olharem ofendidos.

Acabei por rir alto e eles me fuzilaram.

- Eu já falei para você parar de me chamar de puta. – Jongin rosnou para Kyungsoo que apenas sorriu de lado.

- Não quer ser chamado de puta com essa boca de boqueteiro. – me engasguei vendo a expressão incrédula de Jongin.

Tentei conter a risada, mas falhei miseravelmente.

- Sério, eu não aguento mais vocês. – Jisoo murmurou enquanto fechava sua mala.

- Querida o que esta falando de nós? Deus só mandou amar o próximo porque não convive com você. – Minseok debochou e eu revirei os olhos.

- Terminaram? – perguntei impaciente – Kyungsoo e Minseok eu entendo vocês, mas Jeon e Tae não tem escolha, mas de certa forma depois de tudo isso eles terão mais tempo livre. – suspirei vendo eles olharem frustrados – Eu e Zitao vamos para o Japão buscar Wenhan e vocês voltam para Daegu e levam as crianças, Baekhyun e Chanyeol precisam voltar para Joshua e Amélia. – expliquei calmamente – Os setores 19, 29 e 55 precisam voltar a Seul e falar da missão com seus superiores e confirmar nossas mortes. – quase chorei de emoção ao ver que nenhum deles questionou apesar de parecerem contrariados.

Aproveitei que eles não lançaram mais nenhum comentário espertinho e sai da sala indo em busca de Zitao.

- Kyungsoo e Minseok vão me deixar louco. – falei frustrado assim que passei pela porta do quarto.

Tao me olhou com diversão enquanto terminava de arrumar sua mala.

- E quando eles não deixam alguém doido? – debochou e eu sorri cansado.

- Pelo menos graças a eles eu percebi o quanto tenho auto controle para não matar as pessoas. – ele gargalhou me fazendo rir pelo som da sua risada – Falta muito? – perguntei o abraçando por trás e ele suspirou se aconchegando em meus braços.

- Não. – deixei um beijo em sua nuca – Sei que será rápido, mas vou sentir falta dos garotos. – eu também, mas não admitiria isso em voz alta.

- São 4 horas de viagem, provável que cheguemos as 23h e pela manhã vamos nos informar como será toda burocracia para conseguir a guarda de Wenhan e Deus queira que ele não tenha sido adotado. – suspirei pois aquela ideia estava rondando minha cabeça a dias – Talvez seja necessário alguns dias para fazer um teste de dna, mas minha preocupação é dele estar com alguma família. – desabafei e ele se virou para mim e segurou meu rosto me encarando fixamente.

- Nós vamos fazer dar certo! – sorri minimamente assentindo – Você é Wu Yifan, não existe nada que você não possa fazer. – ri baixo sentindo meu ego inflar.

O empurrei fazendo cair sob a cama.

Sorri sacana.

- Gosto de como você pensa. – rosnei me colocando por cima do seu corpo.

O beijei lentamente e grunhi contra sua boca quando suas mãos puxaram meus cabelos com força.

A porta foi aberta bruscamente.

Suspirei me afastando minimamente.

- Kyungsoo. – resmunguei e seu risinho me fez virar o rosto.

- O que? – rosnei e ele arqueou a sobrancelha.

- Estou no meio de uma frustração Zitao ops Sexual? – ele debochou e eu me afastei sentando na beira da cama apenas o tempo de Minseok aparecer na porta também.

- Eles estavam transando? – sua voz estava animada e eu apenas o encarei.

- Quase. – Kyungsoo falou animado – Yifan estava com a língua na garganta do Tao. – bufei ao ouvir o riso de Zitao.

- O que vocês querem? – passei as mãos no cabelo sem esconder a frustração e gemi de dor ao sentir meu braço latejar pelo movimento brusco.

- Viemos dizer que estamos saindo. – sua voz se tornou suave e eu semicerrei os olhos – Vou avisar que você e Taozi estavam transando, quero ver a reação de Dahyun. – Minseok pareceu iluminar com aquelas palavras – Pode continuar fingindo que é ativo Yifan, eu quase acreditei. – antes que eu pudesse responder ele fechou a porta.

- Ele esta ocupado perdendo a virgindade anal. – arregalei os olhos ao ouvir o grito de Minseok – Dahyun, aceita que do maracujá o Yifan só não deu o mara. – esbugalhei os olhos ao ouvir os risos descontrolados de todos.

- Puta que pariu. – afundei o rosto em minhas mãos ignorando a dor e fuzilei Zitao que gargalhou escandalosamente.

- Da onde eles tiram isso? – Tao tentou abafar o riso e eu apenas fiz careta.

Pelos risos que ainda ecoavam Kyungsoo havia soltado algum comentário espertinho também.

Olhei para Zitao e acabei por rir baixo.

Estranhamente eu estava feliz.





 

00h24- Osaka – Japão

Lambi os lábios ao ver Zitao sair do banheiro secando os cabelos e vestindo apenas uma boxer.

- Ansioso? – ele perguntou jogando a toalha no chão e subindo na cama.

Arqueei a sobrancelha ao vê-lo sentar em meu colo se encaixando perfeitamente em meu quadril.

- Sim. – suspirei segurando sua cintura – Yixing me mandou mensagem há pouco, já estão em Daegu e Amélia e Joshua já estão em casa. – sua expressão pacifica me fez relaxar – Jaejoong a levou, e conseguiu a documentação para registro das crianças, uma nova para Taichi como cidadão coreano e um documento com adoção legal por Sehun e Luhan. – suspirei quando ele espalmou suas mãos em meu peitoral – A menina de Joonmyun e Yixing tem o nome de Yuha. – seus olhos brilharam de forma bonita e eu sorri de leve – Queria deixar registrado que sinto pena das gêmeas, principalmente Nayeon pois não quero imaginar o que Kyungsoo irá ensinar para essa criança. – bufei e ele soltou um risinho divertido – Pelo menos sei que Jongdae ainda tem um pouco de controle sob Minseok, mas ainda me preocupo com Nayrin. – franzi o cenho.

Zitao apenas ria.

- Eles vão se sair bem. – sua expressão era carinhosa – Eu estou feliz Fan, tudo terminou e nossa família cresceu. – meu coração se aqueceu banhando em amor – Eu nunca imaginei que conseguiria ser livre, obrigado. – apenas o encarei com devoção.

Ergui meu corpo colando nossos rostos.

- Você sobreviveu a tudo Zitao, não me agradeça quando o mérito de tudo isso é seu. – acariciei seu rosto – Sua força e seu caráter o trouxeram até aqui e você merece toda felicidade que a vida pode oferecer. – sua expressão surpresa me fez sorrir – Eu te machuquei tanto. – suspirei afundando o rosto na curva de seu pescoço – Eu quero pedir desculpas, por cada vez que te afastei, por Dahyun e todos os outros que eu fodi na maioria das vezes só para te machucar. – falei abafado – Minha verdadeira concepção ao entrar no setor 49 é que meu final seria apenas a morte, e foi somente isso que eu conheci. – suas mãos acariciaram meus cabelos delicadamente – Ser forte, camuflar a dor e mentir. – ergui o rosto fitando seus olhos novamente – Eu quero que você entenda que cada vez que fugi, cada não e cada vez que o afastei é porque a fraqueza da dor sempre foi mais forte, minha irmã era tão delicada e tinha uma alegria contagiante, e cada vez que pensava naqueles homens a tocando algo em mim se rompia, era tão forte o sentimento de que não podia ser feliz e nem merecia, e quando penso nisso vejo que não foi só para mim. – me perguntei o quanto meus agentes fugiram desse sentimento – Quem nunca perdeu alguém próximo com essa intensidade jamais vai entender o quanto apenas sorri machuca, a certeza que a felicidade é injusta. – eu sabia que ele entendia porque sei que por muitos anos ele também se culpou por sua mama – Mas agora tudo mudou, eu te amo e quero viver ao seu lado. – ele prendeu a respiração me fazendo rir baixinho.

- Sim? – seus olhos buscaram os meus.

- Sim, amor. – falei calmo – Você me perdoa? – sondei e ele sorriu assentindo freneticamente.

- Eu te amo Yifan. – uma frase tão simples que mudou minha vida.

Me trouxe de volta a vida.

E mais que isso, me fez querer viver.

Mordi seu lábio inferior de leve e suguei ao mesmo tempo que o forcei a rebolar lentamente em meu membro. Seu gemido ficou preso contra meus lábios. Nossas respirações se mesclaram e meu nariz roçou no seu suavemente. Envolvi minhas mãos em seus cabelos e os puxei com força ouvindo seu gemido dolorido.

- Você é tão gostoso – falei rouco em seu ouvido e ele choramingou se roçando contra meu corpo buscando por mais – Parece que nunca vou ter o suficiente. – Lambi a curva de seu pescoço até chegar no lóbulo de sua orelha – Eu vou te foder – sussurrei em seu ouvido e suguei a ponta de sua orelha deixando minha língua deslizar de cima abaixo e grunhi com sua pele arrepiada. – Eu vou amar seu corpo – prometi e ele gemeu esganiçado com a sucção que eu fazia em sua orelha.

- Yifan. – quase sorri com a forma que ele cravou as unhas em meu ombro implorando por mais.

O puxei bruscamente e o virei na cama ficando por cima de seu corpo. Prendi suas mãos contra a cama e ele ofegou me fitando com desejo.

Meu braço ainda doía, mas meu desejo por ele era maior que isso.

Abaixei o rosto e mordi seu lábio inferior, puxei-o o suficiente para aproximar o rosto novamente e beija-lo lentamente. Me arrepiei por completo quando suas mãos quentes subiram, percorrendo minhas costas nuas até se enroscarem meus cabelos, aprofundando o contato de nossos lábios.

Eu podia sentir sua necessidade.

Eu podia sentir seu desejo.

- Perfeito – falei contra seus lábios e deixei minha boca deslizar por seu maxilar mordiscando e lambendo. Quando cheguei em seu pescoço mordi com força. Queria deixa-lo insano. Deixei minha língua deslizar por sua pele enquanto de sua boca saía sons desconexos de puro prazer. Me deliciei com seu corpo tremendo embaixo do meu.

Ergui o rosto apenas para ver suas pupilas dilatadas em prazer.

Sua boca entreaberta ofegante e seus olhos semicerrados.

Fodida visão.

- Gostoso – rosnei enganchando meus dentes em seus mamilos, seu corpo arqueou na cama e eu sorri de lado quando seus braços tentaram se soltar do meu aperto firme. Chupei com força sentindo seu corpo convulsionar. Aqueles gemidos e choramingos estavam me levando ao limite.

- Me deixa te tocar Fan. – ele implorou enquanto se debatia contra meu corpo.

Sorri sacana.

- Por que eu deveria? – mordi seu mamilo com força o fazendo gemer manhosamente e roçar sua ereção contra a minha.

- Eu quero te chupar. – rosnei com aquelas palavras.

Segurei seus pulsos com uma mão só e com a outra acariciei seu rosto.

- Provocador. – acusei e ele sorriu maliciosamente – Você quer me ver perder o controle, Taozi? - levei os dedos em sua boca e contornei seus lábios – É claro que você quer. – rosnei quando ele envolveu meus dedos entre seus lábios e sugou lentamente me fazendo gemer com a provocação – Caralho Zitao. – ofeguei retirando meus dedos de sua boca – Maldito provocador. – rosnei vendo sua expressão se tornar necessitada.

Para minha surpresa ele envolveu as pernas em minha cintura e torceu o pulso se livrando do meu aperto e girou nossos corpos.

Maldito.

Sentou em meu colo sorrindo sacana.

- Minha vez. – ronronou e meu corpo estremeceu com as promessas mudas em seus olhos – Eu te quero tanto. – ele sussurrou mordiscando o lóbulo da minha orelha e gemi rouco quando lentamente ele começou a rebolar em meu colo – Você é gostoso pra caralho – ele falou envolvendo meu lóbulo todo na boca e sugando com vontade, a cada sugada meu membro pulsava e vê aquela necessidade com as aquelas pequenas caricias e palavras sussurradas em meu ouvido estava me deixando louco – Eu sinto que nunca terei o bastante, porra de amor doentio – ele falou baixinho deixando uma última mordida em minha orelha.

Desferi um tapa em sua bunda e ele arqueou a sobrancelha.

Rosnei quando ele abaixou a cabeça e mordeu meu mamilo com brutalidade. Fechei os olhos soltando ruídos vergonhosos quando ele envolveu meu mamilo em sua boca, ele sugou rodopiando a língua na ponta e raspando os dentes deixando meu mamilo intumescido e completamente sensível. Seus dentes mordiscavam com força e ele logo passava a língua me deixando enlouquecido.

- Porra Zitao. – grunhi puxando seus cabelos e seus olhos estavam ferozes.

Suas mãos seguraram a barra do moletom e ele puxou, apenas ergui o quadril o ajudando a tirar.

- Você é meu Yifan. – ele rosnou segurando meu membro.

- Sim, baby. - gemi rouco ao vê-lo inclinar sob meu pau, ele ergueu os olhos que brilharam satisfeitos por ver meu descontrole. Seu dedo brincou com minha glande já gotejante e eu revirei os olhos estremecendo. Soltei um palavrão quando ele lambeu os lábios e levou meu membro em sua boca, gemi alto e rouco, não conseguia controlar a sensação que sua boca quente e apertada causou em mim. Meu membro inchava cada vez mais em sua boca e ela ficava cada vez mais apertada e ele começou um vai e vem completamente lento.

- Zitao. – rosnei quando ele chupou com força, acelerando os movimentos de vai e vem, um gemido estrangulado saiu de meus lábios ao ver a forma que ele lambia e sugava meu pau com vontade, seus olhos perdidos em desejo.

Inclinei meu corpo e puxei seus cabelos fazendo meu pau deslizar para fora de sua boca. O puxei com força o virando na cama novamente. Havia um sorriso satisfeito em seus lábios.

- Era isso que você queria? – resmunguei puxando sua boxer para fora e jogando no chão por cima do meu moletom – Me ver perder o controle? – rosnei.

Abri suas pernas exibindo sua entrada para mim.

Sorri ao vê-lo corar furiosamente.

- Tarde demais para isso baby. – rosnei - Olha pra mim. - mandei e seus olhos encontraram os meus - Olha pra mim enquanto eu te chupo. – sorri de lado e ele abriu a boca buscando ar e soltou um gemido manhoso.

Abaixei a cabeça e lambi a ponta sentindo seu membro tremer em minha mão, seu gemido alto ecoou pelo quarto, coloquei seu membro todo em minha boca e ele jogou a cabeça para trás gemendo arrastado.

- Pelo amor de Deus. - ele gemeu e eu deslizei seu membro para fora e eu sorri maldosamente.

- Ainda não esta na hora de implorar baby. - sussurrei e nossos olhos se encontraram novamente - Você quer? Minha boca? - debochei passando o dedo na glande e um gemido esganiçado saiu de seus lábios - Eu quero sentir seu pau pulsar entre meus lábios. - ele grunhiu desesperado e seu membro pulsou em minha mão.

Voltei a abaixar e colocar seu membro em minha boca e quadris se inclinaram impulsivamente e seu membro foi até o fundo da minha garganta e um grito rouco escapou de seus lábios. Comecei a sugar passando a língua na ponta em movimentos vai e vem, e seus gemidos roucos estavam cada vez mais alto. Ergui os olhos e fitei sua expressão um tanto desesperadas e eu apenas me deliciava ao ver seus olhos revirando de prazer enquanto seus gemidos saiam descontrolados.

Deixei seu membro deslizar da minha boca novamente e voltei a masturba-lo lentamente e eu me divertia ao ver gemidos desconexos saírem de sua boca. Deixei minha língua deslizar em sua entrada e um grito esganiçado saiu de seus lábios e empurrei minha língua mais fundo.

- Yifan, por favor. - ele gemeu.

Suguei sua entrada com vontade e voltei a fode-lo com minha língua.

Ele começou a rebolar contra meu rosto enquanto seu membro pulsava em minha mão.

- Muito desesperado? – debochei erguendo o rosto e levei um dedo em sua entrada introduzindo aos poucos, sua entrada apertada tentava expulsa-lo - Apertado - grunhi e coloquei mais um o fodendo lentamente com meus dedos enquanto aumentava o ritmo da minha mão.

- Yifan. – ele grunhiu desesperado e eu ronronei empurrando os dedos mais fundos e me deliciei ao ver seus olhos revirarem de prazer, seus choramingos e seus gemidos manhosos me deixavam insanos. Ele estava tão perto. Parei de masturba-lo e retirei meus dedos da sua entrada e ele grunhiu desesperado por ter seu orgasmo impedido.

Sorri largo.

- Você vai gozar com meu pau em você. - avisei pegando o lubrificante na mala ao lado da cama. Despejei uma grande quantidade de lubrificante em sua entrada.

Puxei-o pelas pernas e o encaixei em meus quadris. Lambi os lábios em deleite com sua expressão completamente desesperada.

- Yifan, por favor – ele gemeu e eu respirei pesado encaixando meu membro em sua entrada, mas antes que eu pudesse fazer algo, ele ergueu o corpo me pegando de surpresa. Suas mãos espalmaram meu peito me empurrando para cair de costas, e sensualmente, com um sorriso arteiro nos lábios, sentou em meu quadril.

- Puta que pariu Zitao– gemi quando ele puxou meus cabelos com força, me beijando duramente enquanto descia em meu pau. Meu grito ficou preso na garganta com a sensação de sua parede interna me apertando.

Muito apertado.

Ele subiu e desceu no meu membro me fazendo gemer arrastado, apertei sua cintura e o fiz descer lentamente para não machuca-lo. Ele seguiu o ritmo que eu ditei e inclinei meu corpo fechando a boca em dos seus mamilos, olhei em devoção sua cabeça tombar para trás e ouvindo seu gemido arrastado enquanto cravava as unhas nas minhas costas.

- Yifan. – ele gemeu manhoso e eu segurei seu quadril saindo de sua entrada e voltando a estocar com força, ele gemeu descontrolado me fazendo grunhir.

O empurrei na cama e ele caiu de costas. Deslizei meu membro para fora e ele gemeu em protesto e eu dei um sorriso quase desesperado.

- De quatro. - mandei vendo suas bochechas ficarem coradas – Empina para mim que agora eu vou te foder - rosnei e ele gemeu se virando na cama e ficando de quatro.

Porra.

- Você definitivamente vai me enlouquecer. - desferi um tapa em sua bunda e ele choramingou manhoso empinando mais. - Caralho. - gemi e introduzi meu membro de uma vez e ele soltou um grito rouco enfiando o rosto no travesseiro, acelerei meus movimentos, impulsionava com força,  não tive dó, segurei sua cintura e comecei a impulsionar rápido, forte e com total brutalidade em seu canal que me esmagava.

- Yifan. - ele gritou e eu sorri sabendo que estava pressionando o lugar certo. Sai vagarosamente para entrar com força e revirei os olhos cada vez que ele contraia entrada gemendo rouco.

Inclinei meu corpo e puxei seus cabelos o fazendo choramingar.

Continuei a estocar com força, puxei seus cabelos com mais fazendo sua cabeça tombar para trás e mordi sua nuca. Seus gritos se tornaram mais altos e sua respiração estava completamente descompassada. Ele estava perto. Levei a outra mão em seu membro e apertei com força, ele urrou, seu corpo estremeceu e seu pau pulsou em minha mão. Com um gemido rouco ele gozou entre meus dedos.

- Porra. – gemi fraco quando senti sua entrada se contrair apertando meu pau, revirei os olhos, sentindo o orgasmo me atingi forte. Meu corpo tremeu e sua entrada esmagou meu membro me fazendo gozar com um grito rouco. Minha mente ficou em branco e meu corpo caiu totalmente de mau jeito por cima do dele.

- Porra. – ele falou ofegante e eu beijei suas costas suadas fechando os olhos com o corpo trêmulo devido ao orgasmo intenso.

- Que orgasmo foi esse? Minhas pernas estão moles. - suspirei com uma sensação gostosa de prazer no corpo.

- Eu queria muito te beijar agora e te abraçar. - ele falou baixinho - Mas eu não consigo me mexer. – isso me fez sorri.

- Nem eu. - rocei meu rosto em suas costas suada - Mas esta bom aqui, sentindo seu calor. - murmurei erguendo a mão um pouco e acariciei seus cabelos – Me dê mais 5 minutos e eu já cuido de você. – pedi o fazendo rir baixinho – Muito pesado? – perguntei beijando sua nuca.

- Não. – ele ronronou – Bom, fodidamente bom. – seu tom manhoso fez meu coração se encher em devoção.

Porra, eu estou tão apaixonado.

Após algum tempo consegui me levantar, Taozi estava completamente adormecido. Entrei no banheiro e tomei uma ducha rápida para em seguida molhar uma toalha em água quente e voltar para o quarto. Puxei os lençóis sujos de sêmem e ele apenas resmungou virando para o lado adormecendo novamente.

Ri baixo.

Peguei a toalha e limpei todo o seu corpo, fui até o guarda roupa e peguei uma muda de roupa, vesti uma boxers e uma calça moletom nele com certa dificuldade já que o mesmo só resmungava ainda dormindo. Foi impossível evitar o sorriso apaixonado ao ver sua expressão infantil enquanto dormia. Suspirei deitando ao seu lado.

Automaticamente seu corpo se aconchegou contra o meu.

Fechei os olhos sentindo a paz me dominar.

Finalmente eu estava sendo Wu Yifan.

A sensação de estar feliz e saber que isso iria durar me fez relaxar aliviado. Há anos não sentia isso e ignorei qualquer pensamento sobre passado e morte. Eu só queria sentir o calor do seu corpo, a forma que ele se agarrava a mim e sua respiração que batia em meu pescoço como se fosse a coisa mais certa desse mundo.

E eu sabia que sim, aquela era a coisa mais certa desse mundo.




 

Orfano Home of Angels – Osaka/ Japão – 9h30

Entrei no orfanato de mãos dadas com Zitao.

Observei o local enquanto caminhava ao lado da freira até a sala da diretora do complexo. Por um lado, meu coração ficou mais aliviado ao ver que ali as crianças pareciam bem cuidadas, eu odiaria saber que Wenhan havia passado por coisas ruins, mas eu não deveria me surpreender tanto, Lyu jamais deixaria seu filho em um lugar que não confiava.

Assim que passamos pela porta a freira diretora se curvou.

- Bom dia senhor, é um prazer recebe-los em nossas instalações. – a mulher parecia surpresa ao me ver de mãos dadas com Taozi – Me chamo Keiko Aragaki. – sua expressão continuou pacifica então me permiti relaxar a postura defensiva.

- Eu me chamo Wu Yifan e esse é meu namorado Huang Zitao, nós viemos em busca de informações sobre meu sobrinho Wu Wenhan que minha irmã Wu Lyu deixou nesse orfanato a 8 anos atrás. – falei ansiosamente e os olhos dela se arregalaram levemente.

- Você diz ser irmão de Lyu. – ela estava tensa – Então qual a frase que ela mais gostava de dizer a você? – sua pergunta me fez sorri de leve.

É claro que Lyu queria garantir que eu fosse o único a encontra-lo.

- "Aquilo que se faz por amor estar acima do bem e do mal, ele tanto fere quanto salva". – minha garganta se fechou por um momento com lembranças que inundaram minha mente.

- Meu senhor. – ela se sentou olhando surpresa e aquilo me deixou tenso.

Troquei olhares com Zitao.

- Você nos conhece. – Tao murmurou e ela assentiu.

- Eu achei que esse dia nunca chegaria. – sua expressão estava pálida – Irmã Nagasawa busque Wenhan e diga que esta na hora. – seus olhos brilharam de forma carinhosa.

Meu coração acelerou.

- Ele ainda esta aqui? – minha voz saiu carregada de emoção.

- Eu nunca o deixei ser adotado, eu sabia que viria... Lyu me avisou. – a voz da freira soou baixa e eu olhei surpreso – Ela me procurou a 8 anos atrás e me explicou que havia sido estuprada e torturada por um chefe da máfia chinesa, ela estava tão quebrada por dentro. – prendi a respiração por um segundo sentindo meu coração doer – Ela confiou a verdade somente a mim, sobre o abuso e a criança que nasceu de seu terror e mesmo assim ele foi tão amado por ela. – meus olhos se fecharam – Mas ela não suportava as lembranças, ela só queria fazer parar de doer e eu não consegui salva-la. – quando abri os olhos vi a tristeza banhada em seus olhos – Ela disse que eventualmente seu irmão mais novo descobriria a verdade e viria busca-lo, ela tinha medo de entrar em contato com você e Zhaolin descobrir a verdade então eu venho guardando seu segredo e esperando pelo senhor durante todos esses anos. – me curvei para a senhora a minha frente.

- Obrigado por ter cuidado da minha irmã e de meu sobrinho. – falei sinceramente e ela sorriu de leve – Eu sou um ex agente do governo e como agradecimento deixo minha promessa que se um dia a senhora precisar de mim, não hesitarei em ajuda-la. – ela me olhou surpresa, mas sorriu de leve balançando a cabeça.

- Você se parece com ela. – sorri de leve com suas palavras – Os mesmos olhos. – Zitao sorriu para mim suavemente.

A porta foi aberta e eu me virei bruscamente.

O tempo pareceu parar por um momento.

Era como ver uma miniatura masculina de Lyu.

Acabei por rir baixo ao ver a semelhança. Suspirei pesado ao ver que ele era uma cópia idêntica de minha irmã, exceto pelos olhos... Wenhan tinha os olhos de Zhaolin. E surpreendentemente aquilo não me incomodou.

Zitao também pareceu reparar naquilo pois sorriu me incentivando a falar algo.

O pequeno me analisava cuidadosamente.

E sorriu largo.

Olhei confuso quando ele andou apressado em minha direção e me abraçou fortemente. Suspirei tremulo e o abracei de volta.

- Você sabe quem sou eu, pequeno? – perguntei baixo e ele assentiu erguendo o rosto.

- Meu tio Wu Yifan. – sua expressão de felicidade me fez querer chorar.

- Como sabe? – sondei para ver até onde ele sabia sobre sua linhagem.

- Mamãe me deixou uma carta, quando eu aprendi a ler a senhora Keiko me entregou. – ele explicou calmamente – Isso explicou porque desde que consigo lembrar eu sou o único aluno que tem aulas de coreano e mandarim. – sorri triste ao ver que ele parecia um adolescente falando e não uma criança – Na carta mamãe dizia que um homem mau machucou ela e o papai, pediu desculpas por ter que partir, mas disse que você viria me buscar então eu estudei porque ela disse que você é chinês mas mora na Coreia, me esforcei para poder ir ficar com minha família. – um nó se formou em minha garganta – Eu tenho te esperado tio Yifan. – aquilo fora o suficiente para me fazer ajoelhar e aperta-lo em meus braços.

Pela primeira vez chorei.

Chorei as lágrimas de desespero que guardei quando soube tudo que Lyu sofreu, por sua morte e minha incapacidade de protege-la. Chorei por mim, por ter vivido como um homem morto sedento por vingança quando o que ela mais queria era isso, que eu desse uma família para Wenhan. Eu o tinha em meus braços, eu tinha Zitao e tinha minha família e não haveria mais dor, os machucados do passado deixaram algumas cicatrizes como lembranças de tudo que vivemos, mas não poderia me ferir, não mais.

Lyu me perdoe por ter demorado tanto.

Me perdoe por não ter te protegido.

Espero que agora você possa ficar em paz, eu prometo que vou viver como um homem feliz ao lado das pessoas que eu amo.

- Desculpe a demora. – sussurrei e ele me apertou com força.

- Esta tudo bem tio, eu vivi bem até agora e estou feliz por finalmente estar com minha família. – suas palavras me fizeram sorri minimamente.

Me afastei olhando para seu rosto.

- Bem, sua família é muito grande. – avisei sorrindo e sua expressão se iluminou – Esse aqui é meu namorado, Zitao. – apresentei e ele olhou surpreso, mas para minha felicidade ele esticou a mão e sem hesitar Tao a segurou nos olhando com emoção – Você tem muitos tios e agora muitos primos. – aquilo pareceu o deixar mais animado ainda.

- Eles vão gostar de mim? – por um segundo sua expressão se tornou preocupada.

Isso me fez rir.

- Querido, eles te amam. – Zitao afirmou – Todos estão ansiosos esperando sua chegada com muitos presentes para te mimar. – sorri largo ao ver sua expressão carregada em expectativa e animação.

- Eu prometo Wenhan que cuidarei de você e farei o possível e o impossível para que você seja muito feliz. – aquilo o fez soltar a mão de Zitao e me agarrar pelo pescoço novamente me abraçando.

- Vamos para casa tio Yifan. – sua voz soou chorosa e eu sorri olhando para Zitao.

- Vamos para casa.


 

2 meses depois.

- Sr Wu antes era o Edward "eu sou perigoso" e agora sou a Bella Yifan, quando vamos fazer algo divertido? – suspirei pesado ignorando o risinho de Jimin e Hoseok e olhei para Kyungsoo furiosamente – Qual é Yifan, sei que não estamos mais nessa vida, mas você poderia me deixar continuar treinando. – ele fez um bico contrariado.

Apenas o ignorei vendo Zitao se aproximar e sentar entre minhas pernas.

- Deixe Yifan em paz, Kyungsoo. – ele falou risonho e beijei seus cabelos o apertando contra meu corpo.

- Vocês me enojam. – Minseok torceu o nariz.

- Eu juro que ainda vou arrancar a língua desses moleques. – murmurei observando os rapazes se aproximando com uma cesta cheia de lanches.

- Pelo menos isso não muda. – Kyungsoo retrucou me fazendo revirar os olhos – Olha que coisa vergonhosa, os homens mortos do governo fazendo piquenique. – bufei exasperado – Que vergonha, Zhaolin deve ta agradecendo por estar no inferno tendo a bunda espetada pelo capeta, melhor do que ver uma cena dessa. – olhei fixamente para ele e respirei pesado.

- Por que você não vai transar com o Jongin? – perguntei esperançoso e ele negou.

- Aqui esta bom. – ele sorriu arteiro – Bem, se você quiser me ver transando com ele podemos mandar as crianças entrarem e eu faço um show para vocês. – olhei enojado e ele riu alto.

- Não faça isso, Kyung. – Jeon o abraçou por trás rindo – Olhe aquilo – apontou para perto do lago onde Wonsoo estava ao lado de Taichi conversando animadamente – Não atrapalhe seu irmão. – aquilo fez Kyungsoo rir baixo.

- Quem diria, a meses atrás Wonsoo estava socando Zhaolin por uma menina e agora esta toda apaixonadinho por Taichi. – Sehun debochou.

Kyungsoo torceu o nariz.

- Vaginas. – ele fez careta – Pelo menos ele criou juízo. – sorriu calmo – Oh moleque. – ele gritou chamando atenção de Wonsoo e Taichi que o olharam confusos – To orgulhoso de você, continue assim e cuide do meu Taichi ou vou cortar essa coisa minúscula que você chama de pau. – arregalei os olhos chocado e vi Taichi ficar extremamente vermelho.

- Você sabe que seu irmão sou eu não é, filhote de coruja? – Wonsoo rosnou e Kyungsoo deu de ombros – Minúsculo? Qualquer coisa deve ser pequena para sua bunda larga. – esbugalhei os olhos e vi Kyungsoo erguer o dedo do meio.

- Não responda. – rosnei quando o vi abrir a boca.

Eu respirei fundo me perguntando quem era pior, Kyungsoo ou Wonsoo. 

Depois que os pais de Kyungsoo deixaram Wonsoo passar mais tempo conosco, descobri da pior forma possível que Minseok, Kyungsoo e Wonsoo juntos eram piores ainda.

 Graças aos céus, naquele momento Minseok estava distraído com Nayrin nos braços enquanto beijava Jongdae lentamente. Taehyung, Jeon, Luhan e Kyungsoo engataram em uma conversa animada me fazendo voltar a focar em Zitao.

- Bem? – perguntei e ele sorriu assentindo.

- Yifan. – voltei minha atenção para Jimin e Yixing que estavam ao meu lado.

- Sim? – perguntei encarando Jimin.

- Ontem saiu um documento oficial sobre a morte de vocês. – ele me encarava curioso e eu sorri de lado – O que você fez? – sua curiosidade era palpável.

Eu ri baixo.

- Apenas deixei claro para o presidente que eu sou Wu Yifan. – falei sugestivo – E deixei bem avisado que quem mexesse com minha família poderia se considerar morto, seja ele quem for. – pude ver que ele queria perguntar mais, porém se calou.

Sorri voltando minha atenção para todos.

Joonmyun estava ensinando Yuha andar em uma bicicleta de rodinhas, enquanto Jongin estava deitado adormecido embaixo de uma arvore com Nayeon que também dormia em seu peitoral. Chanyeol, baekhyun e Yoongi jogavam bola com Wenhan, Amélia e Joshua.

Tudo estava bem.

Dois meses de perfeita paz ao lado da minha família.

Zitao se virou para mim me encarando amorosamente.

- Eu te amo. – ele falou contra meus lábios e eu sorri contido.

-Eu te amo mais. - respondi - Essa sensação de liberdade é tão boa. – suspirei beijando seus lábios de leve.

Ele riu baixinho.

- O homem morto aprendeu a amar. – ele acariciou meus cabelos – O homem morto voltou a sentir. – nossos olhos se encontraram – O homem morto se importou. – seus lábios roçaram os meus – O homem morto voltou a viver. – ele me beijou lentamente.

Enrosquei as mãos em seus cabelos aprofundando o beijo.

Ouvi os risinhos a minha volta e me afastei de Zitao minimamente e sorri.

O abracei forte observando minha família sendo feliz.

Paz.

Finalmente em paz.

E que seja sempre sim.

Homens mortos não amam.

Homens mortos não sentem.

Homens mortos não se importam.

Esse era o lema do Setor 49.

Eu era um homem morto.
 

Era.






 

18 horas antes.

Gabinete do presidente da Coréia do Sul – 00h00

Jaein olhava atentamente a papelada em sua mesa.

O cansaço pesava em seus olhos.

Maldita crise que estava em suas mãos.

As vezes se arrependia amargamente da carreira política que havia escolhido.

O mundo não poderia ser salvo.

Uma batida na porta o fez erguer o rosto.

- Sim? - incentivou e a porta foi aberta.

- Senhor presidente, com licença. - seu chefe de segurança se curvou antes de entrar carregando uma caixa - Esta endereçada ao senhor, é do líder do setor 79 Jaejoong, disse que só poderia ser aberta pelo senhor - seu tom hesitante o fez suspirar.

- Foi verificado pela equipe antibomba? - perguntou e o chefe de segurança assentiu - Pode sair. - ditou.

Havia uma nota sob a caixa.

A abriu.


 

Homens mortos não amam.

Homens mortos não sentem.

Homens mortos não se importam.

Esse é o lema do Setor 49.

Você quer ser um homem morto?


 

O presidente engoliu em seco.

Hesitante abriu a caixa.

Um arquejo de puro horror saiu de seus lábios o fazendo tropeçar para trás. Seu estomago revirou a medida que sua bile subiu sentindo vontade de vomitar.

A cabeça de Zhaolin jazia com os olhos abertos o fitando.

Virou para o lado a ponto de despejar tudo que estava em seu estomago.

A porta foi aberta e sua equipe de segurança entrou.

Sabia que seu rosto estava pálido.

Fechou a caixa rapidamente.

- Tudo bem senhor presidente? - seu segurança perguntou o analisando confuso.

- Apenas peça para o senhor Jaejoong do setor 79 confirmar que em breve emitirei uma nota sobre morte de todos os membros da equipe do setor 49. - ordenou e homem assentiu.

Olhou para a caixa nervosamente.

- Moonbin. - chamou seu segurança novamente que se voltou sem falar - Leve essa caixa,  e em hipótese alguma a abra, apenas coloque fogo nela. - mandou e sem hesitar o rapaz assentiu.

Quando se viu sozinho na sala se jogou na poltrona.

Engoliu em seco.

Havia entendido perfeitamente o recado.


Notas Finais


Último capitulo de setor 49, estou feliz de ter conseguido repostar essa fanfic aqui no social, quero agradecer ao imenso carinho de todos e avisar que amanhã começo a repostar Exoplanet e Mil vezes intenso!
Obrigada a todos *o*


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