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História Settling Down - Capítulo 8


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Notas do Autor


Voltei! Nem demorei muito. Vamos ver o que vai rolar nesse encontro. O capítulo tá grandinho porque aconteceu umas coisas que eu não queria deixar pro próximo capítulo...

Capítulo 8 - Capítulo VIII - O Encontro


Fanfic / Fanfiction Settling Down - Capítulo 8 - Capítulo VIII - O Encontro

- Tá, o que vamos pedir? – Eliza perguntou enquanto olhava o cardápio analisando o que poderia pedir.

- Não acha melhor nos apresentarmos primeiro e assim nós descobrimos do que gostamos? – Jerry sugeriu, deixando o cardápio de lado e apoiando os cotovelos na mesa, fitando Eliza.

- Beleza – Eliza limpou a garganta e fechou o cardápio, ajeitou sua postura e olhou para Jerry com um sorriso doce nos lábios. O jeito como ele a observava, tão atento à espera do que ela tinha a dizer, estava começando a lhe deixar bastante tímida e ela podia sentir suas bochechas esquentando, e uma leve sensação de ter borboletas no estomago estava surgindo – meu nome é Elizabeth Collins Watson, mas pode me chamar só de Eliza, por favor não me chame pelo nome completo e muito menos de Beth, eu odeio – Eliza deixou claro e olhou para o guitarrista séria e ele franziu a testa curioso.

- Mas por quê? Seu nome é bonito. Lembra a Rainha Elizabeth. – elogiou.

- Eu não me sinto confortável em ser chamada assim - encolheu os ombros - uma pessoa que hoje em dia eu odeio bastante costumava me chamar de Beth, e eu não gosto de lembrar.

- Cheia de mistério, senhorita Watson – brincou Jerry.

Eliza revirou os olhos balançando a cabeça.

- Vamos voltar para o que eu estava falando antes? – falou levemente desconfortável por ter tocado naquele assunto.

- Tá bom, desculpa, continue – Jerry se encostou na cadeira.

- Eu tenho 20 anos...

- Nossa, tão novinha ainda – Jerry a interrompe novamente.

- JERRY! – Eliza elevou seu tom de voz – caralho, dá pra parar de me interromper?!

- Desculpa, desculpa, essa foi a última vez, continue... você tem 20 anos... – colocou a mão no queixo.

- Moro em Seattle há alguns meses, na verdade eu sou de Houston no Texas.

- Hmm, country girl, huh? – Jerry sorriu provocador fazendo Eliza sorrir de volta.

- É, literalmente sim – a menina colocou algumas mechas de cabelo atrás da orelha e agradeceu ao garçom que serviu vinho em seu copo, a pedido de Jerry – Eu ainda estou tentando me adaptar a essa minha nova vida em Seattle, toda a minha família está em Houston, só não estou tão sozinha e deslocada porque conheço Lily há muitos anos e eu a considero como uma irmã, como se ela fizesse parte da minha família, e agradeço muito por ter me deixado morar com ela aqui – enquanto isso Jerry ouvia atentamente o que Eliza estava falando, não desviava o olhar dela nem pra tomar um gole de seu vinho e aquilo estava começando a lhe deixar desconsertada, mas a menina resolveu ignorar seu nervosismo e focar em sua apresentação – sou a primogênita de meus pais, tenho um irmão mais novo que mora com eles. Eu vim de uma família com o poder aquisitivo bem alto, herdamos a fortuna de meu avô, que era dono de uma universidade popular do Texas, a The WTS  – resumiu sua história, terminando com um gole de vinho para limpar a garganta.

- Uau, eu não imaginava que você fosse de família rica – Jerry arqueou as sobrancelhas surpreso – e o que te fez vim pra Seattle e trabalhar no Palace Food?

- Foi por conta de conflitos com meus pais – suspirou - principalmente com minha mãe, eu tomei a decisão de sair do ninho deles e recomeçar minha vida com meus próprios pés aqui em Seattle, sabe? Ser um pouco independente. E foi devido a uma grande confusão  bastante conflituosa que me deu um motivo pra tomar essa decisão. – Eliza passou suas mãos pelos seus braços, sentindo um leve aperto no peito e um frio na barriga ao lembrar do passado.

 

Jerry claramente notou que Eliza estava começando a ficar tensa e que falar sobre aquilo não lhe fazia bem, então na tentativa de lhe acalmar, colocou uma mão em seu braço para confortar-la.

 

- Tá tudo bem, Liza, se falar sobre isso não te faz bem você não precisa me contar se não achar necessário, eu realmente não me importo.  

- Obrigada, vamos... vamos falar sobre você – Eliza rapidamente tentou mudar de assunto – me fale sobre você agora – respirou fundo tentando se acalmar, tomando mais um gole do vinho.

- Acho ótimo, mas antes, vamos pedir alguma coisa pra comer logo? Eu estou morto de fome. Me fale do que você gosta. – o loiro passou a mão na barriga e chamou o garçom.

- Concordo – Eliza abriu o cardápio novamente – olha, eu já tinha decidido e vou pedir esse Polpetone, eu amo esse prato –  apontou mostrando no cardápio.   

- Nunca ouvi falar.

- Ele é um prato típico da Itália, eu amava pedir esse quando viajava pra lá com meus pais – Eliza finalizou seu pedido. – e você, o que vai pedir?

Jerry coçava a barba pensando no que poderia pedir. Ele não tinha tanto conhecimento em pratos típicos, diferentes e refinados, ele havia passado seus últimos anos apenas se alimentando de comidas enlatadas, ovo frito, resumindo, comidas que poderiam ser preparadas rapidamente só para matar a fome.  

- Vai esse espaguete. – escolheu meio incerto.

Eliza, notando que Jerry estava com dificuldade para escolher o que comer, decidiu ajudá-lo.  

- Quer uma dica? –sugeriu e ele aceitou – já que eu notei que você gosta de espaguete, por que você não pede um Bigoli? ele é tipo 10 vezes mais gostoso que o espaguete comum, digamos que ele é um espaguete melhorado e com mais tempero, você pode me agradecer quando provar.  

- Olha, se for ruim, você vai pagar o jantar – ameaçou divertido.

- Confia em mim, você não vai se arrepender.

Eliza e Jerry confirmaram seus respectivos pedidos e o garçom anotou, deixando os dois a sós em seguida.

- Gostei desse restaurante – disse Eliza olhando ao redor. - parece bem confortável.

- Eu nunca tinha vindo aqui antes, eu só conheço porque eu passo pela frente toda vez que vou pra casa do Sean e foi o primeiro que me veio a cabeça na hora de pensar onde eu poderia te levar – Jerry riu.

- O Peter jamais pode ficar sabendo que nós viemos aqui ao invés do Palace Food ou ele surta – Eliza disse para Jerry em um sussurro.

- Pode deixar – Jerry tomou o último gole de seu vinho e voltou a olhar para Eliza - onde nós paramos mesmo? – perguntou se referindo a apresentação.

- É a sua vez de se apresentar – respondeu.

- Certo... bom, evidentemente você deve saber alguma coisa sobre a minha vida da maneira que a mídia conta, MAS na verdade você não sabe exatamente tudo, mesmo porque eu prefiro deixar alguns detalhes sobre a minha vida pessoal bem longe da mídia.

- É... na verdade eu não sei muita coisa sobre você, vim saber que você era famoso há pouco tempo através da Lily e do Ryan – Eliza deu de ombros enquanto tomava o vinho.

- Pois bem, meu nome é Jerry Fulton Cantrell Junior, eu nasci em Tacoma e sou o filho mais velho de meus pais. Tenho dois irmãos. Eu praticamente fui criado pela minha mãe e minha avó materna depois que meus pais se divorciaram – Jerry deu uma pausa e sentiu um aperto no peito ao lembrar de sua avó e sua mãe – minha avó faleceu há quatro anos atrás e minha mãe no ano seguinte. – falou cabisbaixo.

- Nossa, Jerry – Eliza tocou em sua mão o olhando com pena – eu sinto muito pela sua perda. Não deve ter sido fácil pra você e seus irmãos.  

Jerry apertou a mão de Eliza e agradeceu pelo gesto solidário.

- Não foi mesmo, foi o pior dia da minha vida – disse Jerry em um tom sentimental – eu fiquei na merda, completamente desnorteado quando minha mãe morreu, eu não me importava mais com porra nenhuma na minha vida.

- Eu também não sei o que seria de mim se eu perdesse meus pais – disse Eliza, lembrando de seus pais em Houston – principalmente o meu pai, eu sou bastante apegada a ele.

- Eu era mais apegado a minha mãe, lógico que eu amo meu pai e eu sofreria da mesma forma se eu o perdesse, mas em questão de dar afeto e carinho, minha mãe era a que demonstrava mais. Eu tinha alguns conflitos com meu pai, por ele ser veterano de combate a guerra do Vietnã e ter passado por um monte de merda, ele era mais distante, e por eu ter morado mais tempo com minha mãe eu me apeguei mais a ela. – disse Jerry desviando o olhar de Eliza quando o garçom chegou com seus respectivos pratos pondo em cima da mesa. – obrigado – agradeceu ao garçom.

- Em questão de carinho e afeto, meu pai era quem demonstrava. Ele sempre me tratou como “a garotinha do papai” – Eliza riu afetuosa ao lembrar de seu pai – já minha mãe parecia gostar mais do meu irmão, ela sempre me tratou com uma certa distância, em contrapartida, ela queria que eu fosse exatamente do jeito que ela costumava ser quando jovem. Sabe, uma Dama da Sociedade – Eliza fez careta e revirou os olhos debochada – e parece que não deu muito certo porque eu me tornei exatamente o oposto do que ela esperava, e esse é um dos motivos no qual nós nos desentendemos bastante.

- Ela não deve estar contente em saber que a filha dela está tendo amizade com caras de banda em Seattle – Jerry alfinetou e sua boca se curvou num sorriso.

- E ela não sabe – Eliza piscou para Jerry – e nem vai saber, ou ela surta. Talvez eu conte só para o meu pai quando eu for passar as festas de fim de ano com eles.

- Ah, você vai passar com eles? Quando você pretende ir?

- Assim que Peter me liberar, provavelmente em meados dos mês de dezembro – Eliza limpa a boca com o guardanapo assim que termina de engolir sua comida – pensando bem, não falta muito tempo, nós já estamos praticamente no fim do mês de novembro – Eliza ficou pensativa e sentiu um leve calafrio subindo por suas costas em lembrar que logo logo irá ter que encarar sua mãe quando voltar para Houston.

- E você vai demorar muito em Houston? – questionou Jerry.

- Por que? Você vai sentir minha falta? – Eliza alfinetou fitando Jerry com um olhar provocador.

- Eu vou sentir falta do seu café! Quem vai fazer meu café quando eu precisar? – Jerry perguntou divertido em um tom de indignação, na tentativa de disfarçar que sim ele iria sentir falta de Eliza quando ela estiver longe, justamente agora em que ele está começando a ficar interessado nela e está tentando fazer as coisas entre eles ficarem bem, porém ele não queria demonstrar o que estava sentindo. – mas eu aposto que você não vai aguentar ficar longe de mim por muito tempo, não vai demorar muito para começar a sentir saudades e me imaginar pelado, coisa que eu duvido muito que já não tenha feito...  – Jerry piscou para Eliza galanteador, colocando seu sorriso safado no rosto em seguida.

- Nossa! Ficou tão na cara assim? – Eliza perguntou sarcástica, falsamente espantada – eu te quero, eu preciso de você!! – revirou os olhos.

Jerry soltou um riso anasalado e continuou comendo seu jantar, os dois ficaram alguns minutos em silêncio enquanto comiam, trocando olhares vez ou outra.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jerry POV

 

Que eu sou um vacilão de carteirinha, disso eu sei. De alguma forma ou de outra, mesmo que seja consciente ou até propositalmente, eu sempre dou um jeito de fazer alguma merda que magoam as pessoas.

Eu sei que eu errei com a Eliza naquele dia, e é verdade quando eu disse que eu não lembrava de 50% das coisas que eu estava fazendo, eu estava bêbado demais, e pra piorar as coisas, eu estava acompanhado de uma garota, a Lucy, com quem eu estava saindo há algumas semanas, ela me ofereceu drogas baratas da melhor qualidade, eu não pude recusar. Eu havia notado Eliza na plateia, mas eu não conseguia reconhece-la naquela penumbra no meio da multidão, ou aquilo tudo poderia ter sido alguma paranoia criada pela minha cabeça afim de me atormentar, e a propósito, eu não esperava que ela realmente fosse naquele show.

Quando nos esbarramos no camarim, a reconheci aos poucos, mas mesmo assim não tinha a total certeza de que fosse ela, porém, como eu estava acompanhado de Lucy, e digamos que ela é bastante ciumenta, preferi negar que a conhecia. Mesmo não tendo nada sério com Lucy, eu não quero que ela termine o nosso combinado. Ela consegue drogas pra nós e eu a pago com sexo, e ela também é uma ótima companhia quando eu preciso.

Eu não tive como explicar isso tudo para Eliza, mesmo que eu tentasse, ela não iria entender ou ao menos querer me ouvir. Mas o importante é que ela aceitou minha sugestão de nos conhecermos melhor de uma forma menos complicada. Se eu estou interessado nela? É claro que estou. Alguma coisa nela me atrai, desde quando meus olhos pousaram nela no Palace Food, ela mexeu comigo com aquela maneira birrenta de ser. Me sinto aliviado por ela ter me dado mais uma chance de mostrar que sou um cara legal quando eu quero ser, ela é uma mulher com uma beleza radiante e atraente, estranhamente eu gosto de conversar com ela, e eu me sinto sortudo em tê-la agora aqui na minha frente.

Ela está tão linda, seu cabelo longo cor de mel caindo perfeitamente pelos seus ombros desnudos, a claridade do lustre que iluminava a nossa mesa só fazia que seus olhos brilhassem cada vez que ela me olhava. Ela estava usando um vestido preto justo em seu corpo que valorizavam suas curvas. Embora tente parecer durona, ela conseguia ser delicada e tinha uma postura elegante.

 

 

- Então, o que está achando do Bigoli? – perguntou Eliza, me tirando de meus pensamentos.

- Hm? – perguntei meio alheio.

- O prato que você está comendo, seu besta – Eliza riu – o nome é Bigoli, esqueceu?

- Ah – sorri disfarçando minha falta de atenção – sim, claro, está uma delícia – confirmei. Realmente estava uma delícia.

- Que bom, então você vai continuar pagando esse jantar – disse divertida.

- Sorte a sua, eu sou um bom amante de espaguete, você poderia estar ferrada se eu tivesse achado ruim – brinquei – porque não vai sair muito barato.

- Então da próxima vez nós vamos no Palace Food porque lá eu não pago nada – disse Eliza.

- Hmm, então quer dizer que há probabilidades de termos um próximo encontro? – perguntei atrevido levantando as sobrancelhas repetidamente.

- Por que? Você não quer? – perguntou falsamente indignada, tentando desconversar minha pergunta - Achei que estávamos começando uma amizade – rebateu.

- Sim, é claro que eu quero, afinal nós já somos amigos agora – limpei a garganta – pode espalhar por aí que agora você é amiga de Jerry Cantrell – brinquei.

- Você é muito convencido, sabia? – Eliza riu.

 

 

 

 

 

 

Narradora

 

 

Jerry e Eliza terminaram seu jantar e ficaram mais meia hora jogando conversa fora enquanto bebiam mais vinho, que naquela altura do campeonato, a bebida já estava surtindo efeito, deixando os dois bem à vontade e a conversa mais descontraída. Eliza se divertia com o péssimo senso de humor de Jerry, que no final terminava sendo engraçado. E Jerry se sentia cada vez mais atraído por ela.

 

- Acho que já está ficando tarde, o restaurante vai fechar – disse Jerry ainda em meio a gargalhadas, notando que o restaurante estava começando a ficar vazio, com apenas 3 mesas ocupadas e eles ali.

- Ai que droga, logo agora que a conversa estava boa – Eliza tomou seu último gole do vinho já se sentindo pesada.

 

Quando Jerry terminou de pagar a conta com o garçom, Eliza tentou se levantar da cadeira rapidamente, e quando deu seu primeiro passo logo se desequilibrou e rapidamente foi segurada por Jerry.

 

 

- Caralho, eu estou me sentindo muito pesada – Eliza riu e esfregou suas pálpebras com o dedo indicador.

- Quer que eu te ajude até chegar no carro? – sugeriu Jerry ainda segurando Eliza pela cintura.

- Não precisa, acho que eu consigo andar.

 

 

 

Eliza foi andando devagar pelo restaurante, tentando se equilibrar a todo custo naquele salto alto, sem perder a pose. Mas assim que pôs os pés para fora do restaurante, imediatamente se apoiou no ombro de Jerry e tirou os sapatos, respirando aliviada.

 

- Eu já deveria saber que álcool e salto alto são coisas que não dão certo – Eliza firmou seus pés descalços no chão enquanto segurava seus sapatos nas mãos. – como estou? – fez uma pose, fazendo graça.

- Continua gostosa e elegante, mademoiselle – Jerry elogiou sincero.

 

Eliza olhou para Jerry e soltou um sorriso como agradecimento e ele retribuiu, caminharam juntos até o carro dele, com Eliza abraçando seu braço direito.

No caminho para casa de Eliza, os dois continuaram conversando bastante enquanto ouvia música no rádio. Ela aproveitou o momento descontração e contou para Jerry a tal história da foto que tirou com a Madonna, e a história rendeu boas gargalhadas ao longo do trajeto, alguns minutos depois, chegaram em frente ao apartamento dela.

 

 

- Entregue – disse Jerry desligando o carro.

- Obrigada pelo jantar, Jerry – Eliza olhou para ele – realmente sua ideia até que valeu a pena.

- Que bom, eu estava com medo de fazer alguma merda e você me dar outro fora – riu aliviado.

- Ainda bem porque se isso acontecesse eu ia mesmo, e você ainda ia ficar com a camisa manchada de vinho – Eliza disse séria e riu logo em seguida. – mas falando sério, amei a nossa noite e as nossas conversas – Eliza cutucou o braço de Jerry divertida.

- Fico feliz por você ter me dado uma chance de me redimir e que estamos bem agora – Jerry olhou fundo nos olhos dela expressando sinceridade. – fazia tempo que eu não tinha uma conversa tão boa assim com alguém, admito.

- É, eu também não – Eliza mordeu os lábios lentamente e os dois ficaram em um silencio tímido por alguns segundos, ela voltou a olhar para Jerry, que já estava lhe observando, logo sentiu seu coração começando a bater mais rápido.

- O que foi? – perguntou desconfiada.

- Você está tão linda hoje – disse calmo em um tom de voz mais baixo. – me senti um cara sortudo de estar acompanhado com a mulher mais linda daquele restaurante.

- Ah Jerry, para – Eliza riu timidamente, desviando seu olhar de Jerry e focando em um outro lugar do carro – lá vem você com as suas cantadas.

- Eu estou falando sério, acredite – Jerry segurou a mão de Eliza com delicadeza e entrelaçou seus dedos. – nunca falei tão sério. – se aproximou aos poucos.

 

Eliza apertou a mão de Jerry e fez um leve carinho com o polegar, voltando seu olhar para ele. Naquele momento a proximidade entre os dois já era tanta que Eliza conseguia sentir a respiração de Jerry contra a sua boca, e prontamente Jerry selou seus lábios contra os dela, e a garota não demorou muito pra corresponder o beijo. A princípio, foi um beijo lento e calmo. Eliza pousou suas mãos no rosto de Jerry, acariciando seu maxilar com as pontas dos dedos, e enquanto isso, o beijo foi se intensificando. Ela pediu passagem com a língua e Jerry cedeu, aprofundando o beijo. Suas respirações estavam ficando aceleradas e a necessidade de sentir o corpo um do outro só estava aumentando.

Jerry não perdeu tempo e deslizou sua mão descendo da cintura de Eliza para sua bunda, agarrando firme por de baixo do tecido de seu vestido. Aquela atitude fez Eliza se arrepiar da cabeça aos pés, e sem pensar duas vezes, começou a abrir os botões da camisa dele, expondo seu peitoral.

Naquela altura da pegação, Jerry desceu o beijo para o pescoço de Eliza, fazendo a garota arfar ao sentir a barba do homem roçando em sua pele enquanto espalhava beijos delicados no local. Apressadamente, o loiro destravou o encosto do banco de Eliza, fazendo o banco se deitar juntamente com ela, que soltou um gritinho assustada e uma risada em seguida.

Eliza envolveu suas pernas ao redor da cintura de Jerry, seu vestido já estava levantado na altura de sua cintura e Jerry voltou a beijar seus lábios avidamente enquanto tentava abrir sua calça apressado, foi quando alguém bateu no vidro do carro pegando os dois de surpresa.

- O que vocês estão fazendo aí dentro? – perguntou uma senhora idosa segurando uma lanterna nas mãos, iluminando o rosto de Eliza e Jerry, com um olhar espantado.

- O que foi, Lurdes? – perguntou uma outra senhora se aproximando do carro.

- Ai eu não acredito nisso – resmungo Eliza, empurrando Jerry de cima dela.

- Esses dois jovens estão fazendo safadeza dentro do carro! Que pouca vergonha! – reclamou exasperada a senhora para a outra senhora.

- Vamos ter que chamar a polícia então – ameaçou a mulher.

- Não não não! – Eliza abaixou o vidro do carro ligeiramente – vocês não ousem em chamar a polícia!

- Você não tem vergonha na cara, menina? – indagou a senhora incrédula.

- Senhora, escuta a gente não estava transando, eu estava apenas beijando ela – Jerry falou na defensiva.

- Quer saber? Vão cuidar da vida de vocês, caiam fora daqui – Eliza disse explosiva ao sair do carro, ajustando seu vestido, assustando as mulheres – anda, cai fora! Suas bisbilhoteiras – as olhou carrancuda, com os punhos cerrados.

 

Ao notar a raiva no tom de voz de Eliza, a mulher lançou um olhar com desdém, decidindo finalmente sair de perto, cochichando com a outra senhora enquanto se distanciavam. Jerry não conseguiu segurar a risada e soltou uma gargalhada.

 

- Parece que vamos ter que terminar isso no seu quarto então.

- Nem pensar, eu não quero mais. – Eliza pegou seus sapatos dentro do carro junto com sua bolsa.

- O que?! – perguntou descontente – Ah não Liza, qual é...

- Não era nem pra isso ter acontecido, nós passamos dos limites – passou os dedos pelo cabelo - isso só vai estragar as coisas entre nós, é melhor eu entrar.

- Eliza, eu sei que você quer isso tanto quanto eu.

- Jerry nós nos falamos amanhã ou outro dia – Eliza disse decidida, fechando a porta do carro.

- Mas... Você vai me deixar de pau duro aqui? – reclamou Jerry de dentro do carro.

- Vou! – Eliza respondeu rindo.

- Cara, tá doendo – choramingou.

- Se vira, cowboy – Eliza deu de ombros e se afastou do carro, deixando um Jerry confuso e indignado lhe observando enquanto entrava em casa.  

- É cara, parece que vamos ter que terminar isso em casa sozinho – Jerry sussurrou para seu membro que estava bastante rijo dentro da calça.   

 

 

 

Eliza entrou rapidamente em casa, sendo pega de surpresa por Lily que ainda estava acordada bebendo um copo de leite na cozinha.

 

- Já chegou? Como foi o encontro? – questionou Lily, lambendo seu lábio superior para limpar o bigode de leite.

- Foi ótimo, super divertido, olha eu estou bem cansada... te conto tudo amanhã – Eliza disse apressada, indo praticamente quase voando para o seu quarto, nem dando a chance de Lily perguntar mais alguma coisa.

 

Assim que fechou a porta do quarto, Eliza se encostou na madeira, fechando seus olhos e mordendo os lábios, imaginando os beijos molhados de Jerry, seus toques e seu membro endurecido dentro da calça roçando em sua intimidade coberta pelo tecido da calcinha.

 

- Porra... eu preciso tomar um banho frio – respirou fundo, sentindo um calor em seu corpo e a necessidade de aliviar o tesão que sentia naquele momento.

 

Ter recusado Jerry Cantrell foi bem difícil, ela estava praticamente quase entregue a ele, se não fosse suas vizinhas inconvenientes aparecendo e interrompendo as preliminares. Sua cabeça estava bastante confusa. Ela poderia ter aceitado trazer o Jerry para seu quarto e terminar o que eles estavam começando, mas um lapso de memória lhe trouxe sua sensatez, lembrando de que ela e Jerry estavam tentando apenas ser amigos e que ela não tinha a total certeza de que transar com ele seria uma boa ideia. Ela tinha receio de que uma transa seria exatamente o que Jerry estava procurando com ela, e que talvez na manhã seguinte ela já não iria mais fazer tanta importância para ele, já que conseguiu o que queria. Afinal, ela ainda não confia 100% no guitarrista.  

Além do mais, ela estava com medo de se apegar emocionalmente a ele e se decepcionar lá na frente, e apego emocional era tudo o que ela estava tentando evitar. 


Notas Finais


E aí? O que acharam? Vocês estavam achando que finalmente ia rolar o tão esperado sexo entre esses dois, mas infelizmente não foi dessa vez. Eu prometo que vou tentar não enrolar tanto pra que isso aconteça.


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