História Seu abraço é o melhor do mundo (Yuri-sobrenatural). - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Tags Ação, Lésbico, Lgbt, Romance, Sobrenatural
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Palavras 1.457
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Hentai, LGBT, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem.

Capítulo 2 - Segundo capítulo: Capturada.


Está tudo tão confuso. Porque eu trouxe essa garota pra minha casa? Porque me sinto tão diferente? Oque eu estou fazendo?

São tantas perguntas pra fazer. Mas sinto que estou fazendo a coisa certa.

Abro meus olhos, vendo aquela garota da noite passada no meu sofá, mais algo está diferente. Ela está pálida demais.

Percebo meu estado, acabei dormindo aqui mesmo, no chão.

Me lavando devagar, ficando de joelhos em sua frente, meu corpo está cansado. Então com a mão esquerda, vou até sua testa, checando sua temperatura.

Meus olhos se arregalam, de medo, por que ela está fria demais para alguém vivo. Meu coração começa a acelerar instantaneamente. Minha expressão representa medo.

Seus olhos parecem fundos, seu corpo é como de uma estátua, uma bela estátua.

Me levanto as pressas, mas isso não foi uma boa idéia. Por que tudo ao meu redor vira, como se estivesse em uma montanha russa.

Fecho meus olhos, sentindo uma grande dor de cabeça. Fico ali parada por alguns minutos, com as mãos na cabeça, até tudo passar.

Então me aproximo do corpo da garota que parece estar morta.

Então eu levo um susto, ela abre seus olhos, os olhos vermelhos. Dando um suspiro forte, como se estivesse voltando a vida. Seus lábios secos me preocupam.

Então penso rápido, andando no chão de madeira frio pela manhã, indo até a geladeira, pegando um copo de água.

Olho de soslaio, para o sofá, percebendo uma movimentação ali mesmo, da garota se sentando.

Vou ali, devagar, com cuidado. Até que ouço meu coração explodir dentro de mim, acelerado demais para uma situação como essa.

Chego em sua frente, com receio, então lhe aproximo o copo em minha mãos trêmulas.

De cabeça baixa, ela se ergue com um olhar desconfiado.

- Pode pegar. - digo tentando passar confiança, mas parece que quem precisa ser mais confiante sou eu.

Ela erque sua mão, pegando o copo, então toma a água ali com vontade.

Ela me devolvi o copo, e eu o coloco na mesinha atrás de mim.

Um silêncio constrangedor invade o lugar, então tento iniciar uma conversa.

- Quem é você? - falo com a voz trêmula. Aliás, como uma garota pode me deixar assim, só de estar perto dela, eu fico tonta, sua presença é avassaladora.

- Não vai querer saber. - ela diz olhando tudo em volta.

- Eu te salvei, não acha que eu mereço saber? - lhe disse, olhando para o chão constrangida.

- Onde estou? - Ela pergunta, acho reconhece o lugar.

- Na minha casa. - digo olhando seus olhos, enquanto eles estão atenciosamente olhando outras coisas.

Desvio o olhar, quando a mesma olha para mim. Percebo seu olhar curioso que vai ao meu pescoço machucado.

- Oque foi isso? - ela pergunta apontando para o curativo.

- Eu não sei. - digo erguendo os ombros, mostrando que não faço idéia de como isso foi parar aí.

Então ela fica em silêncio. Seu rosto é muito familiar para mim. Mas não me lembro de onde a vi.

- Eu a conheço? - digo olhando nos seus olhos.

- Não, sou nova aqui. - Ela diz tentando disfarçar algo.

- Como assim? - perguntei.

- Reconheço essa casa. Parece que moramos no mesmo condomínio. - ela diz.

Então eu desconfio mais ainda dela.

- Onde você mora? - digo mostrando interesse.

- Sua casa é a de número 4 né? - Ela pergunta, com um olhar estranho, como se já me conhecesse.

- Como sabe? - pergunto levemente assustada.

- Eu moro na casa 9, um pouco mais pra dentro do condomínio. - ela fala se levantando, sem mais nem menos anda até a porta.

- Você vai aonde? - digo sem entender aonde a mesma vai.

- Embora. - ela diz seguindo até a porta.

- Não vai me explicar oque aconteceu? - falo tentando impedi-lá de ir embora.

- Só vou te agradecer por ter me salvado, mas agora esqueça oque aconteceu aqui. - então ela abre a porta, e sai pela mesma, mancando.

A única coisa que ouço, e a porta bater, e tudo ficar em silêncio.

Me jogo no sofá, com a boca aberta. Com uma grande interrogação estampada na cara.

(...)

Se passou umas semanas depois daquele ocorrido.

Está tudo meio que normal. Estou trabalhando ainda, seguindo a rotina cansativa, e pensando naquela menina que salvei.

Mas, tem algo de errado com meu corpo, eu não consigo me alimentar, estou ficando pálida demais. Tudo em minha volta está aumentado, como uma caixa de som barulhenta.

Minha visão está demais, meus ouvidos sensíveis, minha rapidez melhorou. Mas eu sinto uma fome estranha. As vezes consigo ver as veias das pessoas, se ficar encarando, e uma sede vem atona.

Hoje é sábado, eu não trabalho. Mas em compensação, uma amiga minha vem aqui em casa, me visitar.

- Olá sumida. - ela diz entrando em casa, com uma sacola, cheia de besteiras.

- Oi. - respondo com um sorriso meio torto.

Eu havia acabo de acordar, estava com uma calça moleton, e uma camisa grande.

Ela vem até mim, me abraçando forte.

Por alguns segundo, eu consigo ouvir seu coração bater mais forte, se chocando em meu corpo.

- Oque aconteceu com você? Está pálida demais. - ela diz preocupada comigo.

- Trabalho demais. - respondo indo até meu sofá.

Já ela vai até a cozinha. Com minha audição extraordinariamente boa, eu consigo ouvir ela abrindo a sacola, e botando as coisas dentro da geladeira, então ela sussurra algo.

- Tomara que goste disso. - Então eu me viro.

- Gostar de que? - eu pergunto olhando seus olhos caramelos.

- Oi? - Ela se assusta, pra disfarçar joga um sorriso torto.

Um silêncio constrangedor fica no ar.

Então ela vem até mim, sentando-se no sofá.

- Me fala oque está acontecendo? - Ela fala olhando nos meus olhos.

- Eu não sei. - na minha mente, eu quero lhe falar tudo, mas não tem como explicar oque está havendo comigo.

- Mas você está bem? - Ela pergunta pegando na minha mão.

- Acho que sim. Oque vamos fazer hoje? - eu mudo de assunto.

(...)

O resto do dia, eu dei atenção a minha amiga. Ela estava falando de um homem que conheceu a poucas semanas. Que estava se apaixonando pelo seu jeito viril e tudo mais.

Então eu só fiquei ouvindo-a. Atentamente.

Quando ela foi embora, já estava anoite. Mas oque me preocupou, foi que quem veio buscá-la, foi o homem que ela dizia ter conhecido.

Mas ele parecia com o homem da minha visão, um flash de memória ou sonho, não tenho certeza.

Mas ele era o homem que me atacou, que me machucou. Que me deixou diferente.

Eu até tentei impedi-lá, mas não consegui. Ela foi embora com ele, e eu com medo que ela estivesse correndo perigo.

Minha cabeça por algum motivo não aparente começa a doer, então eu fico tonta, caindo na chão.

Bato minha cabeça, fazendo um barulho estridente.

A floresta com árvores brancas, e céu azul.

Eu estava aqui novamente. Mas não estava sozinha.

Tinha uma garota na minha frente, parecia aquela menina que salvei a uns dias atrás.

- Olá? - eu tento chamar sua atenção. Então ela olha pra mim, como se quisesse me matar, seus olhos vermelhos, sua boca cheia de sangue, com um vestido vermelho e descalça numa poça de sangue.

Me afasto rápido, e acabo caindo no chão.

Meu coração acelera, sinto como se fosse ter um ataque se pânico ali mesmo.

Então o cenário muda, eu estava em um bosque, o do parque que ficava perto do meu trabalho.

Eu estava lá, na minha frente, tinha outra de mim, uma pessoa como eu, com minha aparência, estava encostada em uma árvore, quando um homem, que eu conhecia de vista, estava com as mãos em meu pescoço. Estava me matando.

Então a garota apareceu, rápida demais para meus olhos. Ela estava me salvando, me levando para casa.


Uma dor estridente me acorda. Parece que eu desmaiei, abro meus olhos meio assustada.

- Oque está acontecendo comigo? - digo para mim mesma.

- Eu sei oque é S. - Uma pessoa responde minha pergunta.

Com medo de olhar, vejo o homem de mais cedo, sentado no meu sofá, com uma camisa minha, que está suja de sangue, o sangue daquela garota.

Eu me levanto, dando um passo pra trás, mas com uma velocidade sobrenatural, ele fica na minha frente, como um vulto.

Prendo a respiração com o susto, meu coração quer saltar pra fora.

- Quem é você? - digo com a voz falha.

- Seu assassino. - ele diz, mas logo em seguida, alguém bate na minha cabeça, e eu apago.


Notas Finais


Kkkk, oque será que vai acontecer com ela?


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