História Seu nome, por favor? - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin
Visualizações 641
Palavras 2.449
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


eu amo sorvete e Jikook

Capítulo 1 - Inclua isso no cardápio, Jeon


Trabalho em uma sorveteria. O sistema aqui é diferente. O cliente vem até mim, faz seu pedido, eu anoto e envio por mensagem para Somin, que prepara tudo. Depois eu grito o nome do cliente e ele vem pegar. Fácil e simples. 

Mas tem uma coisa que mexe com a minha cabeça e não é o meu pescoço. Tem um cliente que vem todos os finais de semana, e isso até seria normal e aceitável, o que me incomoda é o fato de que a cada final de semana ele tem um nome diferente.

Eu me sinto afetado porque sou curioso, mas não só por isso. Eu gostaria de saber qual o nome por trás do sorriso que sempre recebo em agradecimento ao pedido. Não estou dizendo que estou interessando no garoto, mas é exatamente isso que eu estou dizendo.

Ele é baixinho, loiro, geralmente o vejo emburrado quando vem com seus amigos. Eles parecem provocá-lo e ele fica sentado na mesa com uma feição chateada, mas depois que um menino de cabelos castanhos e sorriso engraçado lhe oferece sorvete na boca ele volta a sorrir. 

Eu não sei qual a graça de dizer um nome que não é o seu. Na primeira vez que ele apareceu aqui lembro que disse um nome estranho, nome de algum produto de limpeza. Seus amigos riram muito alto quando ele veio buscar o pedido e ele ria junto. Não entendi, mas aceitei. Vai que era o nome dele mesmo. 

Hoje ele está aqui de novo, junto com os outro cinco, esses que já fizeram seus pedidos.

— Que nome vai querer hoje? — perguntei e ele me encarou com um ohar desconfiado. Balancei a cabeça para um lado e pro outro em confusão. — Digo... Q-qual sorvete vai querer hoje? — ele sorriu de forma doce.

— Creme, por favor. 

Anotei no meu celular.

— Cobertura?

Ele me encarava com um sorrisinho no canto da boca.

— Oi? — me olhou nos olhos.

— Vai querer cobertura no sorvete? — ele pensou um pouco, mas negou. — Nome? 

— Jiyan. — ah, olha só a novidade. Um nome que não era esse na semana passada.

— Tudo bem, Jiyan. — enfatizei "seu" nome e ele riu, caminhando até sua mesa. 

Qual é a dele? Por que simplesmente não pode dizer o próprio nome? Será que não percebeu que eu já notei esse mania que ele tem de falar nomes aleatórios?

— Cada encarada que você der no meu amigo me deve um real de desconto — um dos amigos do loirinho falou.

— O quê? — olhei pra o loirinho novamente e o amigo dele em minha frente riu.

— Menos um real para você, mais um real pra mim. — disse ainda rindo.

— Você não pode determinar isso! — gritei. Senti o olhar do loirinho pesar sobre mim e o encarei, logo ele desviou, tendo as bochechas mais rosadas que o normal.

— Agora são menos dois reais. Continua desse jeito que eu vou acabar tomando sorvete de graça hoje. — disse rindo. Ele só sabe fazer isso? Que menino debochado.

— O que vai querer hoje? — tirei meus olhos do loirinho e passei a encarar o moreno em minha frente, esse que sorria de maneira estranha. Ele colocou a mão do bolso e soltou um riso abafado.

— O que eu quero? Eu quero saber o que você quer com ele. — apontou na direção do garoto de bochechas gordinhas e eu segui a direção que seu dedo apontava. Droga. — Menos três reais. Continue assim, estou adorando. 

— Não quero nada com ele.

— Você quer sim.

— Não quero não.

— Tem certeza? Olha para ele. Só não é um pedaço de mau caminho porque é o caminho todinho. — encarei o menino de novo. Puta merda. — Quatro reais. 

— Não quero nada com ele.

— Nem saber o nome? 

— Eu não quer... Espera, isso sim. — ele riu.

— Sabia que sim. Vou querer um sorvete de chocolate com três bolas, calda de chocolate e granulado colorido.

Anotei tudo.

— Algo mais?

— Só isso. 

— Certo. Nome? 

— Yoongi. — balancei a cabeça em confirmação. Ele começou a andar para sua mesa. 

— Ei, não vai me dizer o nome dele? 
 
— Por que você mesmo não pergunta? — deu de costas e seguiu para sua mesa.

Paspalho.

[...]

— Um sorvete de morango com duas bolas e granulado? — ele assentiu. — Certo. — e lá vamos nós... — Nome?

— Jungmin.

Ah, que beleza.

— Hm... — falei enquanto anotava tudo.

— O que foi, moço?

— É que... Se eu me lembro bem... Na semana passada seu nome não era outro? — ele riu. ELE RIU. — Por que você tá rindo?

— Achei que nunca ia comentar. Fazem exatamente sete semanas, foram sete nomes diferentes e nada.

— Você está fazendo isso de propósito? — ele deu de ombros.

— Talvez. 

— E agora que eu já sei, você vai me contar seu nome? — ele botou o dedo indicador no queixo e olhou para cima com semblante pensativo. 

— Hm... Não. Perderia toda a graça.

Aigoo... O que eu precisava fazer para conseguir o nome dele?

[...]

No final de semana seguinte, ele mudou de nome novamente. Eu, cansado dessa palhaçada, peguei um prato raso e com ajuda de algumas jujubas escrevi "qual seu nome?

Quando ele veio buscar o sorvete da vez, eu entreguei o prato junto. Ele riu e disse que eu era uma gracinha.

— Quem sabe se você me chamar pra sair? E na próxima, vê se não usa jujubas amarelas, não gosto muito delas. — disse e saiu rindo.

No final de semana seguinte, eu o convidei para sair através de um guardanapo. Por incrível que pareça ele aceitou, mas não, não me disse seu nome em momento algum durante o encontro.

Nós passamos a conversar pelo instagram. Ele postou um foto tomando sorvete e marcou a sorveteira na foto, eu como sou curioso fui logo stalkear. Nós passamos a conversar todos os dias. Seu user do instagram era "JMinnie" e isso não me ajudava em nada. Dica nenhuma. Todos os nomes que ele me dizia começavam com "J", disso em já estava ciente. 

Na terça-feira, ele apareceu na sorveteria segurando um pedaço de papel nas mãos, o que foi realmente estranho levando em consideração que ele só aparecia nos finais de semana. Tinha um sorriso enorme no rosto. Correu até mim e me abraçou forte. Logo me entregou o papel.

— Leia. — pediu.

"Foram mais de dezesseis nomes, mais de cento e trinta encaradas, e mais de trinta "me diz seu nome, por favor" (risos) Yoongi hyung disse que eu não conseguiria. Disse que eu me apaixonava fácil e me entregava fácil. Disse que não podia ver um homem bonito que já ia passando meu nome e número. Quando começarmos a vir aqui e eu passei a observar você, logo no primeiro momento Yoongi disse que eu não conseguiria nem mentir meu nome já que eu sou um bobão apaixonado e péssimo mentiroso. Eu gostava de ver seu rostinho confuso para cada um dos nomes que eu usava. Fiquei cada vez mais e mais encantado por você quando passou a me observar. Eu pensei um pouco e acho isso uma bobagem, digo, o cara que eu gosto tem o direito de saber meu nome. Contei para o Yoongi hyung que ele estava certo e então ele me disse hoje de manhã: "sabia que não aguentaria por muito tempo, Park Jimin"

Park Jimin...

Terminei de ler o papel e encarei o menino sorridente.

— Eu acho que gosto de você mais do que gosto de sorvete, Jeongguk. 

[...]
 

Nós trocamos os telefones naquele dia e passamos a conversar mais e mais. E o no final de semana seguinte ele não apareceu

JK:

Oi, Jiminnie. Está tudo bem com você? Senti sua falta hoje na sorveteria.

JMinnie:

Oi, Gguk. Eu estou bem, só um pouco (muito) gripado. Mamãe não me deixou sair de casa hoje [carinha triste]

JK:

Oh, deveria ter imaginado. Tem algo que eu possa fazer por você?

JMinnie:

[Rostinho pensativo] Pode vir me visitar... Quero te ver !!!

[...]

Cinco minutos se passaram e eu já estava em sua casa. Jimin mora bem perto da sorveteria e isso é ótimo. Às vezes ele me esperava sair do trabalho e a gente ia até sua casa assistir alguns filmes.

Quando cheguei lá, a senhora Park me atendeu com um sorriso no rosto.

— Tá lá em cima. — avisou e eu segui em direção ao quarto dele.

A mãe de Jimin se parece muito com ele. É extremamente simpática, carinhosa, fofa e me trata super bem. O pai dele é que me dá um pouco de medo, mas quando se trata do Jimin e da esposa ele é só amor e carinho.

Bati na porta e Jimin me mandou entrar. Ele estava deitado na cama, todo coberto, com uma bolsa de água quente na testa. Seu nariz estava vermelho, sua boca tremia e seus olhinhos mal abriam.

— Jimin-ah, você está péssimo. — ele riu.

— É, eu sei. Tudo culpa sua. 

Me aproximei da sua cama e o encarei.

— Minha? Como minha?

— Você trabalha na sorveteria e me faz ir até lá só pra ficar olhando você. O sorvete é só uma desculpa. O que eu gosto mesmo é ir lá para olhar seu rostinho lindo. — fungou um pouco.

— Se você queria me ver era só falar, cabeção. — ri. — Precisa de algo?

— Preciso de você. Mas não quero que fique gripado. Eu só queria um beijinho... 

— Pra onde foi toda sua timidez, Park Jimin?

— A febre me deixou com menos neurônios, queimou todos ele. Não consigo pensar direito. 

Pedi para que ele se afastasse um pouco e me deitei junto a ele. 

— Se eu ficar gripado você vai cuidar de mim? — perguntei. Jimin virou o rosto na minha direção e sorriu. Levei minha mão até uma mecha do seu cabelo que caía sobre seu olho e a afastei.

— Só se você me der sorvete em troca. — ri.

Nossos rostos estavam próximos. Jimin me encarava com ansiedade. Coloquei minha mão em seu rosto novamente e aproximei nossas bocas. A bolsa de água quente que estava em sua testa caiu na cama.

A boca de Jimin é gostosa de beijar. Se eu pudesse faria isso por horas e horas. Naquele momento sua boca estava fria e com um leve gostinho de morango do remédio que ele havia tomado a pouco tempo. Seu nariz encostou no meu e ele estava geladinho, isso devido ao ar condicionado que, mesmo gripado, ele insistia em ligar. As mãos dele afagaram meus cabelos e eu desci as minhas pelo seu corpo, adentrado-as no edredom, com objetivo de sentir a estrutura que tanto admiro. Em alguns momentos ele simplesmente parava de me beijar e então soltava um risadinha e um gemido abafado mostrando que gostava do que eu fazia. 

Estávamos tão envolvidos naquilo que até esquecíamos de respirar. Jimin, com muito esforço, subiu em cima de mim e se inclinou para colar nossos lábios novamente. Nós só parávamos por causa do nariz entupido dele, depois nós nos encarávamos, Jimin sorria envergonhado e apoiava a cabeça sobre meu ombro, mas logo voltávamos ao beijo. Me arrisquei mais e desci minha mão até sua bunda, que meus amigos, não era pouca coisa não. E ele não parecia se incomodar, apenas riu e me puxou mais para perto de si. 

O beijo foi ficando cada vez mais profundo. Jimin passava os dedos gordinho e pequenos pelo meu cabelo e eu apertava com mais e mais vontade sua bunda avantajada. Até que ele se afastou, mas continuou sentado em cima de mim.

— Meu nariz tá escorrendo. — fungou e usou a manga da blusa para assoar o nariz. Eu deveria achar nojento, mas eu sou bobo por Park Jimin, então apenas achei fofinho. Mas ele acabou com o clima.

— Tudo bem. Quando você melhorar a gente continua. — me sentei na cama e o puxei para uma abraço. Beijei sua testa e ele se agarrou a mim. Passei a fazer carinho nos seus cabelos claros e ele se aninhou em meu peito.

— Sabe, Jeongguk, eu adoro o frio e sorvete, mas o calor do seu corpo colado ao meu é minha sensação favorita a partir de hoje. — falou em um sussurro.

Nós ficamos um bom tempo nisso, até o pai dele entrar no quarto. Eu fiquei estático, Jimin parecia ter dormido e eu não sabia o que fazer.

— E-ele dormiu. — falei. O pai de Jimin assentiu.

— Percebi. Quando ele acordar desçam, tem lanche pra vocês. — assenti enquanto ele fechava a porta. De repente ele a abriu novamente — Obrigado por fazê-lo dormir. Ele passou a madrugada inteira tossindo, não teve uma noite de sono apropriada. — e fechou a porta.

[...]

Eu adoeci. 

Durante toda a semana Jimin frequentou minha casa e sempre trazia um pote de sopa consigo. 

— Que tal um beijinho? — perguntei.

— Só quando você estiver melhor, gracinha. 

— Mas eu te beijei quando você estava doente! — falei emburrado. Jimin riu.

— Eu sei, e foi muito bom. Eu prometi que cuidaria de você e agora estou fazendo isso. Você tem que melhorar logo para que a gente possa continuar, hm? — disse deixando um leve e rápido selar nos meus lábios.

— Você é mau. Não sei se vai merecer mais beijos. 

[...]

Um semana depois eu já estava melhor. Jimin passou a ir na soverteria na sexta-feira, já que no sábado ele costumava ir com os amigos, na sexta ele ia sozinho apenas me esperar sair do trabalho para que a gente pudesse passar um tempo juntos.

— Qual sabor do seu sorvete? — perguntou.

— Abacaxi. — ele fez uma careta.

Blé, eu não gosto desse sabor. 

— Posso te fazer mudar de ideia rapidinho. 

Me aproximei do seu rosto, beijei suas bochechas, depois seu nariz e por último seus lábios. Geladinhos e com gostinho de morango. Beijei sua boca delicadamente, com objetivo de sentir o sabor dos seus lábios. Depois o beijo se tornou afoito e mais profundo. Nossas línguas brigavam por espaço. Então me afastei. Jimin tinha a respiração descompassada.

— E então? 

— Jeongguk, por favor, inclua isso no cardápio, mas só para mim porque a partir de hoje esse é meu sabor favorito. — Disse selando a minha boca novamente. Sorri.

Ah, como ele me enlouquece.


Notas Finais


Se tiver ruim foi Bia que me obrigou a postar, se tiver bom fui em mesma kkkk


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