História Seu nome, por favor? - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Suga
Tags Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin
Visualizações 195
Palavras 2.319
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


eu amo sorvete e Jikook

Capítulo 1 - Inclua isso no cardápio, Jeon


Trabalho em uma sorveteria. O sistema aqui é diferente. O cliente vem até mim, faz seu pedido, eu anoto e envio por mensagem para Somin, que prepara tudo. Depois eu grito o nome do cliente e ele vem pegar. Fácil e simples. 

Mas tem uma coisa que mexe com a minha cabeça e não é o meu pescoço. Tem um cliente que vem todos os finais de semana, e isso até seria normal e aceitável, o que me incomoda é o fato de que a cada final de semana ele tem um nome diferente.

Eu me sinto afetado porque sou curioso, mas não só por isso. Eu gostaria de saber qual o nome por trás do sorriso que sempre recebo em agradecimento ao pedido. Não estou dizendo que estou interessando no garoto, mas é exatamente isso que eu estou dizendo.

Ele é baixinho, loiro, geralmente o vejo emburrado quando vem com seus amigos. Eles parecem provocá-lo e ele fica sentado na mesa com uma feição chateada, mas depois que um menino de cabelos castanhos e sorriso engraçado lhe oferece sorvete na boca ele volta a sorrir. 

Eu não sei qual a graça de dizer um nome que não é o seu. Na primeira vez que ele apareceu aqui lembro que disse um nome estranho, nome de algum produto de limpeza. Seus amigos riram muito alto quando ele veio buscar o pedido e ele ria junto. Não entendi, mas aceitei. Vai que era o nome dele mesmo. 

Hoje ele está aqui de novo, junto com os outro cinco, esses que já fizeram seus pedidos.

— Que nome vai querer hoje? — perguntei e ele me encarou encerrando os olhos. Balancei a cabeça para um lado e pro outro em confusão. — Digo... Q-qual sorvete vai querer hoje? — ele sorriu doce.

— Creme, por favor. 

Anotei no meu celular.

— Cobertura?

Ele me encarava com um sorrisinho no canto da boca.

— Oi? — me olhou nos olhos.

— Vai querer cobertura no sorvete? — ele pensou um pouco, mas negou. — Nome? 

— Jiyan. — Ah, olha só a novidade. Um nome que não era esse na semana passada.

— Tudo bem, Jiyan. — enfatizei "seu" nome e ele riu caminhando até sua mesa. 

Qual é a dele? Por que simplesmente não pode dizer o próprio nome? Será que não percebeu que eu já notei esse mania que ele tem de falar nomes aleatórios?

— Cada encarada que você der no meu amigo me deve um real de desconto — um dos amigos do loirinho falou.

— O quê? — olhei pra o loirinho novamente e o amigo dele em minha frente riu.

— Menos um real para você, mais um real pra mim. — disse ainda rindo.

— Você não pode determinar isso! — gritei. Senti o olhar do loirinho pesar sobre mim e o encarei, logo ele desviou, tendo as bochechas mais rosadas que o normal.

— Agora são menos dois reais. Continua desse jeito que eu vou acabar tomando sorvete de graça hoje. — disse rindo. Ele só sabe fazer isso? Que menino debochado.

— O que vai querer hoje? — tirei meus olhos do loirinho e passei a encarar o moreno em minha frente, esse que sorria de maneira estranha. Ele colocou a mão do bolso e soltou um riso abafado.

— O que eu quero? Eu quero saber o que você quer com ele. — apontou na direção do garoto de bochechas gordinhas e eu segui a direção que seu dedo apontava. Droga. — Menos três reais. Continue assim, estou adorando. 

— Não quero nada com ele.

— Você quer sim.

— Não quero não.

— Tem certeza? Olha para ele. Só não é um pedaço de mau caminho porque é o caminho todinho. — encarei o menino de novo. Puta merda. — Quatro reais. 

— Não quero nada com ele.

— Nem saber o nome? 

— Eu não quer... Espera, isso sim. — ele riu.

— Sabia que sim. Vou querer um sorvete de chocolate com três bolas, calda de chocolate e granulado colorido.

Anotei tudo.

— Algo mais?

— Só isso. 

— Certo. Nome? 

— Yoongi. — Balancei a cabeça em confirmação. Ele começou a andar para sua mesa. 

— Ei, não vai me dizer o nome dele? 
 
— Por que você mesmo não pergunta? — deu de costas e seguiu para sua mesa.

Paspalho.

[...]

— Um sorvete de morango com duas bolas e granulado? — ele assentiu. — Certo. — e lá vamos nós... — Nome?

— Jungmin.

Ah, que beleza.

— Hm... — falei enquanto anotava tudo.

— O que foi, moço?

— É que... Se eu me lembro bem... Na semana passada seu nome não era outro? — ele riu. ELE RIU. — Por que você tá rindo?

— Achei que nunca ia comentar. Fazem exatamente sete semanas, foram sete nomes diferentes e nada.

— Você está fazendo isso de propósito? — ele deu de ombros.

— Talvez. 

— E agora que eu já sei, você vai me contar seu nome? — ele botou o dedo indicador no queixo e olhou para cima com semblante pensativo. 

— Hm... Não. Perderia toda a graça.

Aigoo... O que eu precisava fazer para conseguir o nome dele?

[...]

No final de semana seguinte ele mudou de nome novamente. Eu, cansado dessa palhaçada, peguei um prato raso e com ajuda de algumas jujubas escrevi "qual seu nome?

Quando ele veio buscar o sorvete da vez eu entreguei o prato junto. Ele riu e disse que eu era uma gracinha.

— Quem sabe se você me chamar pra sair? E na próxima vê se não usa jujubas amarelas, não gosto muito delas. — disse e saiu rindo.

No final de semana seguinte eu o convidei para sair através de um guardanapo. Por incrível que pareça ele aceitou, mas não, não me disse seu nome em momento algum durante o encontro.

Nós passamos a conversar pelo instagram. Ele postou um foto tomando sorvete e marcou a sorveteira na foto, eu como sou curioso fui logo stalkear. Nós passamos a conversar todos os dias. Seu user do instagram era "JMinnie" e isso não me ajudava em nada. Dica nenhuma. Todos os nomes que ele me dizia começavam com "J", disso em já estava ciente. 

Na terça-feira ele apareceu na sorveteria segurando um pedaço de papel nas mãos, o que foi realmente estranho levando em consideração que ele só aparecia nos finais de semana. Tinha um sorriso enorme no rosto. Correu até mim e me abraçou forte. Logo me entregou o papel.

— Leia. — pediu.

"Foram mais de dezesseis nomes, mais de cento e trinta encaradas, e mais de trinta "me diz seu nome, por favor" (risos) Yoongi hyung disse que eu não conseguiria. Disse que eu me apaixonava fácil e me entregava fácil. Disse que não podia ver um homem bonito que já ia passando meu nome e número. Quando começarmos a vir aqui e eu passei a observar você, logo no primeiro momento Yoongi disse que eu não conseguiria nem mentir meu nome já que eu sou um bobão apaixonado e péssimo mentiroso. Eu gostava de ver seu rostinho confuso para cada um dos nomes que eu usava. Fiquei cada vez mais e mais encantado por você quando passou a me observar. Eu pensei um pouco e acho isso uma bobagem, digo, o cara que eu gosto tem o direito de saber meu nome. Contei para o Yoongi hyung que ele estava certo e então ele me disse hoje de manhã: "sabia que não aguentaria por muito tempo, Park Jimin"

Park Jimin...

Terminei de ler o papel e encarei o menino sorridente.

— Eu acho que gosto de você mais do que gosto de sorvete, Jeongguk. 

[...]
 

Nós trocamos os telefones naquele dia e passamos a conversar mais e mais. E o no final de semana seguinte ele não apareceu

JK:

Oi, Jiminnie. Está tudo bem com você? Senti sua falta hoje na sorveteria.

JMinnie:

Oi, Gguk. Eu estou bem, só um pouco (muito) gripado. Mamãe não me deixou sair de casa hoje [carinha triste]

JK:

Oh, deveria ter imaginado. Tem algo que eu possa fazer por você?

JMinnie:

[Rostinho pensativo] Pode vir me visitar... Quero te ver !!!

[...]

Cinco minutos se passaram e eu já estava em sua casa. Jimin mora bem perto da sorveteria e isso é ótimo. Às vezes ele me esperava sair do trabalho e a gente ia até sua casa assistir alguns filmes.

Quando cheguei lá a senhora Park me atendeu com um sorriso no rosto.

— Tá lá em cima. — avisou e eu segui em direção ao quarto dele.

A mãe de Jimin se parece muito com ele. É extremamente simpática, carinhosa, fofa e me trata super bem. O pai dele é que me dá um pouco de medo, mas quando se trata do Jimin e da esposa ele é só amor e carinho

Bati na porta e Jimin me mandou entrar. Ele estava deitado na cama, todo coberto, com uma bolsa de água quente na testa. Seu nariz estava vermelho, sua boca tremia e seus olhinhos mal abriam.

— Jimin-ah, você está péssimo. — ele riu.

— É, eu sei. Tudo culpa sua. 

Me aproximei da sua cama e o encarei.

— Minha? Como minha?

— Você trabalha na sorveteria e me faz ir até lá só pra ficar olhando você. O sorvete é só uma desculpa. O que eu gosto mesmo é ir lá para olhar seu rostinho lindo. — fungou um pouco.

— Se você queria me ver era só falar, cabeção. — ri. — Precisa de algo?

— Preciso de você. Mas não quero que fique gripado. Eu só queria um beijinho... 

— Pra onde foi toda sua timidez, Park Jimin?

— A febre me deixou com menos neurônios, queimou todos ele. Não consigo pensar direito. 

Pedi para que ele se afastasse um pouco e me deitei junto a ele. 

— Se eu ficar gripado você vai cuidar de mim? — perguntei. Jimin virou o rosto na minha direção e sorriu. Levei minha mão até uma mecha do seu cabelo que caía sobre seu olho e a afastei.

— Só se você me der sorvete em troca. — ri.

Nossos rostos estavam próximos. Jimin me encarava com ansiedade. Coloquei minha mão em seu rosto novamente e aproximei nossas bocas. A bolsa de água quente que estava em sua testa caiu na cama.

A boca de Jimin é gostosa de beijar. Se eu pudesse faria isso por horas e horas. Naquele momento sua boca estava fria e com um leve gostinho de morango do remédio que ele havia tomado a pouco tempo. Seu nariz encostou no meu e ele estava geladinho, isso devido ao ar condicionado que, mesmo gripado, ele insistia em ligar. As mãos dele afagaram meus cabelos e eu desci as minhas pelo seu corpo, adentrado-as no edredom, com objetivo de sentir a estrutura que tanto admiro. Em alguns momentos ele simplesmente parava de me beijar e então soltava um risadinha e um gemido abafado mostrando que gostava do que eu fazia. 

Estávamos tão envolvidos naquilo que até esquecíamos de respirar. Jimin, com muito esforço, subiu em cima de mim e se inclinou para colar nossos lábios novamente. Nós só parávamos por causa do nariz entupido dele, depois nós nos encarávamos, Jimin sorria envergonhado e apoiava a cabeça sobre meu ombro, mas logo voltávamos ao beijo. Me arrisquei mais e desci minha mão até sua bunda, que meus amigos, não era pouca coisa não. E ele não parecia se incomodar, apenas riu e me puxou mais para perto de sim. 

O beijo foi ficando cada vez mais profundo. Jimin passava os dedos gordinho e pequenos pelo meu cabelo e eu apertava com mais e mais vontade sua bunda avantajada. Até que ele se afastou, mas continuou sentado em cima de mim.

— Meu nariz tá escorrendo. — fungou e usou a manga da blusa para assoar o nariz. Eu deveria achar nojento, mas eu sou bobo por Park Jimin, então apenas achei fofinho.

— Tudo bem. Quando você melhorar a gente continua. — me sentei na cama e o puxei para uma abraço. Beijei sua testa e ele se agarrou a mim. Passei a fazer carinho nos seus cabelos claros e ele se aninhou em meu peito.

— Sabe, Jeongguk, eu adoro o frio e sorvete, mas o calor do seu corpo colado ao meu é minha sensação favorita a partir de hoje. — falou em um sussurro.

Nós ficamos um bom tempo nisso, até o pai dele entrar no quarto. Eu fiquei estático, Jimin parecia ter dormido e eu não sabia o que fazer.

— E-ele dormiu. — falei. O pai de Jimin assentiu.

— Percebi. Quando ele acordar desçam, tem lanche pra vocês. — assentiu enquanto ele fechava a porta. De repente ele a abriu novamente — Obrigado por fazê-lo dormir. Ele passou a madrugada inteira tossindo, não teve uma noite de sono apropriada. — e fechou a porta.

[...]

Eu adoeci. 

Durante toda a semana Jimin frequentou minha casa e sempre trazia um pote de sopa consigo. 

— Que tal um beijinho? — perguntei.

— Só quando você estiver melhor, gracinha. 

— Mas eu te beijei quando você estava doente! — falei emburrado. Jimin riu.

— Eu sei, e foi muito bom. Eu prometi que cuidaria de você e agora estou fazendo isso. Você tem que melhorar logo para que a gente possa continuar, hm? — Disse deixando um leve e rápido selar nos meus lábios.

— Você mau. Não sei se vai merecer mais beijos. 

[...]

Um semana depois eu já estava melhor. Jimin passou a ir na soverteria na sexta-feira, já que no sábado ele costumava ir com os amigos, na sexta ele ia sozinho apenas me esperar sair do trabalho para que a gente pudesse passar um tempo juntos.

— Qual sabor do seu sorvete? — perguntou.

— Abacaxi. — ele fez uma careta.

Blé, eu não gosto desse sabor. 

— Posso te fazer mudar de ideia rapidinho. 

Me aproximei do seu rosto, beijei suas bochechas, depois seu nariz e por último seus lábios. Geladinhos e com gostinho de morango. Beijei sua boca delicadamente, com objetivo de sentir o sabor dos seus lábios. Depois o beijo se tornou afoito e mais profundo. Nossas línguas brigavam por espaço. Então me afastei. Jimin tinha a respiração descompassada.

— E então? 

— Jeongguk, por favor, inclua isso no cardápio, mas só para mim porque a partir de hoje esse é meu sabor favorito. — Disse selando a minha boca novamente. Sorri.

Ah, como ele me enlouquece.


Notas Finais


Se tiver ruim foi Bia que me obrigou a postar, se tiver bom fui em mesma kkkk


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