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História Seu próprio herói - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Izuku Midoriya


Era um final de tarde, o por do sol havia começado, com o intuito de finalizar mais um dia e dar início a mais uma noite, Midoriya caminhava pela calçada em direção a sua casa, ele refletia sobre todos os acontecimentos do dia, que por incrível que pareça não foi monótono como seus outros dias, em um só dia houve tanta coisa que Izuku começou a listar todos os acontecimentos em sua cabeça se relembrando detalhe por detalhe. 

As memórias do dia vêm de uma vez, como se fosse uma surra, entre elas, Kacchan dizendo que ele deveria se matar, ele sendo atacado por um vilão, All Might o salvando, ele perguntando se poderia ser um herói e infelizmente recebendo a resposta que não, logo depois ter corrido em direção ao Kacchan que estava sendo atacado pelo mesmo vilão que havia lhe atacado mais cedo, ele recebendo um esporro dos heróis por ter se arriscado e, depois disso tudo, Kacchan ter vindo falar com ele, dizendo que não havia mandado ele salvá-lo e que ele não lhe devia nada. Conforme se lembrava do seu dia algumas lágrimas começaram a aparecer e a ser derramadas, então ele ajeitar melhor a mochila em suas costas e depois começa a passar a mão pelo seu rosto com o intuito de remover as lágrimas que estavam sendo derramadas, ele prosseguia o seu caminho enquanto sussurra para si.

— Eu deveria parar de chorar, não é como se eu já não soubesse que essa seria a resposta... — ele continuar a murmurar seguindo o seu trajeto, quando ele passa pela frente de um beco e quando já estava quase se afastando do mesmo escuta uma voz lhe chamando que logo lhe tira de seus murmúrios.

— Alguém poderia me ajudar? — perguntou um homem que estava dentro do beco, Izuku se vira em direção a voz e se aproxima um pouco mais do beco.

— Claro, como eu poderia lhe ajudar? — perguntou Izuku com um sorriso acolhedor perto da entrada do beco.

— Com licença, seu nome é Midoriya Izuku? — perguntou o cara se aproximando de Izuku.

— Sim, sou eu, como eu posso te ajudar? — disse o esverdeado se aproximando mais da entrada do beco, como já estava no final da tarde algumas ruas começavam a ficar escuras devido ao por do sol.

O moço não diz nada apenas começa a se aproximar cada vez mais dele, em silêncio, o homem possuía uma máscara no rosto e usava uma jaqueta verde com umas plumas roxas na região do pescoço, ele só ia se aproximando cada vez mais, se pudesse descrever o seu olhar seria como algo frio e calculista, o homem olhava para Izuku sem desviar o olhar, como se estivem no mundo animal e ele estivesse cercando sua presa.

Izuku começa a estranhar a aproximação do moço e começa a caminhar de costas tentando se afastar dele, mas acaba que ele tropeça e cai no chão, porém quando ele cai, acaba cortando a sua mão em uma das barras de ferro, que havia na entrada do beco, ele havia tentado se segurar para não cair mas não adiantou e ele caiu no chão, suas mãos acabam segurando o impacto fazendo com que ele caia sentado, porém elas acabaram sofrendo uns arranhões, além da mão que havia cortado no ferro estar sangrando, ele puxa sua mochila amarela que havia caído no chão e no meio do nervosismo ele acaba sujando ela com um pouco de sangue, mas ele não tinha tempo para se preocupar com isso, toda essa situação estava no mínimo estranha.

Izuku se levanta rapidamente do chão e olha ao redor reparando não haver ninguém na rua, ele estava com um mau pressentimento e várias perguntas, indagações e afirmações em mente, "Como esse cara sabe o meu nome?", "Porque ele está com uma expressão tão estranha?", "Porque ele não diz nada?", "Sua aparência é um pouco suspeita, toda esse situação é suspeita", "Seria possível ele ser um vilão?", "Talvez seja melhor eu dar uma desculpa e ir para casa", enquanto o seu cérebro entrava em um pequeno colapso com a suspeita da situação em que ele havia se metido, o homem já estava parado na entrada e fora da entrada estava Izuku, eles estavam próximos um do outro, mesmo assim o homem não falou nada apenas ficou parado olhando para o Midoriya, então Izuku finalmente toma uma decisão e resolve volta a falar, quebrando o silêncio.

- Olha só - disse apontando para o por do sol que estava quase se acabando - O por do sol já está acabando, daqui a pouco estará tudo escuro, eu devo ir para casa, sinto muito não poder lhe ajudar mas qualquer coisa você pode ir em direção a uma delegacia que há aqui perto é só seguir reto, por esse caminho - ele aponta para a rua sinalizando o caminho, o moço não fala nada, Izuku abre um pequeno sorriso de nervosismo e volta a falar - Se me der licença, preciso ir - disse se virando de costas para o moço, solta um suspiro de alívio e se preparando para voltar a caminhar.

Quando de repente ele sente um pano no seu rosto em contato direto com a sua boca e nariz, ele sente também um braço ao redor de seu pescoço, arrastando ele para dentro do beco, ele começa a se debater com o intuito de se soltar, até mesmo utilizando sua mochila para bater no homem que lhe segurava, conseguindo apenas derrubar a máscara que ele usava, mas nada de conseguir se soltar, então aos poucos ele vai sentindo seu corpo começar a amolecer, ficando cada vez mais fraco, além de sua consciência estar começando a lhe deixar e então ele desmaia, mas não sem antes escutar o que o homem lhe agarrava lhe disse.

- A sua existência já é a ajuda que eu precisava, Izuku Midoriya - disse o homem e então logo em seguida Izuku apagou de vez nos braços do desconhecido.

Chisaki segura firme o corpo do garoto afim de não deixar ele bater no chão, em seguida ele se abaixa um pouco colocando o corpo do garoto deitado no chão, se afastando um pouco do corpo que estava desacordado e se agachando em um canto da parede pegando sua máscara que havia caído, pois enquanto Izuku se debatia ele acabou batendo a sua mochila na máscara de Chisaki fazendo ela cair no chão, assim que Kai está com a máscara de volta ao rosto ele olha para o corpo do garoto no chão, depois ele solta um suspiro e fala.

- Você não tem noção do quanto o seu corpo e a sua existência é a ajuda que eu iria precisar - ele solta um pequeno riso abafado pela máscara e então apanha a mochila de Izuku, que se encontrava suja com sangue e terra, então ele segura na gola da roupa de Izuku e começa a arrastar o corpo para cada vez mais adentro do beco, então ele se vira para trás conferindo se tudo estava certo e logo em seguida volta a caminhar.

 

Naquele dia, nem um pouco monótono, Izuku é salvo pelo seu herói preferido e recebe a resposta da pergunta em que mais lhe atormentou a vida toda e não, ele não poderia ser um herói, mas no final do mesmo dia, no fim da tarde, ele é sequestrado e arrastado para dentro de um beco, sendo levado a sua nova vida, não a vida de um aspirante a herói, ou um adolescente fanático por individualidades e nem a de qualquer estudante comum, e sim, a sua nova vida de um experimento de laboratório. 

Naquela tarde, enquanto o sol se põe, assim sendo finalizando mais um dia cansativo aos trabalhadores e estudantes, e logo dando início a mais uma noite de descanso aos merecedores e justos, Izuku era arrastado para a sua nova vida, ao seu novo destino, naquele momento ele estava inconsciente mas assim que ele acordasse, ele irá se perguntar.

"Oh pai, nós recebemos o que merecemos?"



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