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História Seu próprio herói - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Quem é você?


— Quem está aqui? — perguntou Izuku, quando de repente as luzes são acessas.

— Quem é você? — perguntou um pequeno monte em cima da cama, alguém estava enrolado nos lençóis de cama, deixando apenas uma pequena abertura para seus olhos.

— E-eu, s-sou Izuku Midoriya, e você? — disse se desencosta da porta, levantando-se lentamente de onde estava sentado.

— E-Eri — disse com a voz baixa, tirando um pouco do lençol que lhe cobria, sendo possível vela melhor.

Assim que Izuku a ver percebe ser apenas uma criança, com as luzes acesas ele pode finalmente ver onde se encontrava, estava em um quarto, um simples quarto com uma cama grande e alguns poucos móveis, além de uma porta, fora a utilizada para entrar no cômodo, que provavelmente, levaria a onde deveria ser um banheiro, ao lado cama havia um interruptor, provavelmente, o mesmo utilizado por Eri para ligar a luz do quarto, também havia um interruptor ao lado da porta utilizada para entra, que no desespero Izuku não havia conseguido encontrar, assim que ele repara melhor a onde estava, volta a prestar a atenção na criança a sua frente, ela parecia assustada, na verdade era claro na sua expressão, ela está assustada e com um pouco de medo, reparando melhor em seu corpo dava para ver que ela usava uma espécie de vestido folgado, que parecia ser do mesmo material da roupa que Izuku usava, além de estar com diversas ataduras pelo corpo.

— Por que está aqui? — perguntou Eri, quebrando o silêncio que havia se estabelecido, inconscientemente, ela ainda estava um pouco agarrada aos lençóis como se algo fosse acontecer ela os usaria para se proteger.

— B-Bem, eu... — Izuku engoliu seco, como iria dizer que foi sequestrado, que não gostaria de estar aqui, que não era para estar aqui, ele coçou um pouco a nuca, enquanto elaborava uma resposta para a pergunta e a única coisa que saiu foi — Eu fui trazido para cá.

— Assim como eu — disse Eri parecendo estar um pouco surpresa, a mesma havia sido trazida para cá a muito tempo e de repente mais alguém aparece, de fato ela estava surpresa com a novidade.

— Você também foi trazida para cá? A quanto tempo? — perguntou se aproximando lentamente de Eri, não queria assusta-la com uma aproximação repentina. 

— Desde de aquele dia, quando ... — Eri desvia o olhar de Izuku para suas mãos, em seguida olhando para um canto qualquer, se mergulhando em algumas memórias sombrias do passado, os olhos começaram a ficar levemente marejados.

Mas em seguida ela sentiu uma mão ser colocada levemente em seu ombro a despertando das terríveis lembranças, ela ergueu o olhar para o seu ombro, vendo uma mão em cima dele, um leve toque delicado que lhe passava uma certa sensação de conforto, seguiu o braço com o olhar, indo em direção ao rosto do dono da mão, vendo Izuku a sua frente, ele tinha um pequeno sorriso triste em sua face, apesar da tristeza em seu sorriso também era perceptível um certo acolhimento em sua expressão.

Izuku sentiu que havia um peso nas palavras que Eri estava dizendo, percebeu ser um assunto delicado para ela, se ele que é um adolescente não estava levando o fato de estar ali muito bem, quem dirá uma criança e que pelas suas palavras ela parecia ter vindo em uma situação pior que a de Izuku, não parece algo tão "simples" quanto a trazida de Izuku para cá, mas algo a mais como se tivesse mais história do motivo dela está ali, ela era apenas uma criança, seja lá o que tiver acontecido, Izuku tinha quase certeza que não era para ela está ali.

Então ele se aproxima mais da cama sentando ao lado de Eri, era perceptível que ela estava mal e que queria chorar, em suas memórias Izuku se lembrou de um dos momentos mais tristes de sua vida, de quando era criança e descobriu não ter individualidades, ele se lembra de seu choro, suas lágrimas derramadas, ele se lembra do abraço de sua mãe enquanto chorava, apesar dela não recitar as melhores palavras possíveis para o momento, era perceptível que o gesto de carinho era para lhe trazer conforto, suas memórias com sua mãe vieram em sua mente, seus pensamentos voltaram alguns minutos atrás, quando Chisaki amaçou sua mãe caso ele não colaborasse, a vontade de chorar voltou à tona seus olhos começavam a ficar marejados a foto de sua mãe estava descansada em seu colo, ele desvia rapidamente o olhar a vendo de relance, naquele momento tudo que mais queria era estar com ela e poder abraçá-la mas a realidade tende a ser muitas vezes decepcionante. 

- Está tudo bem, não precisa me contar caso não queira ou seja difícil - disse Izuku com os olhos lacrimejados, aproximando as mãos vagarosamente para limpar uma lágrima que escorria do rosto de Eri.

Talvez seja egoísmo ou não, mas naquele momento Izuku sentia que precisava fazer isso, que ambos precisavam daquilo, era exatamente o que sua mãe teria feito consigo nesta situação, então desceu as mãos para os ombros de Eri em seguida a puxando mais para perto de si, então a abraçando, ambos precisavam daquele abraço, aquele simples gesto que lhes trazia diversos significados e importâncias, pois infelizmente por mais que ambos desejassem mudar algo, que as coisas fossem diferentes, a realidade é apenas a realidade, não é como a queremos, precisamos ou desejamos, a realidade é apenas a verdade da situação em que se encontravam.

— Obrigada, obrigada — disse Eri em uns sussurros quase inaudíveis, se não fosse o silêncio do quarto, ela se aconchega um pouco mais no abraço, segurando as roupas de Izuku com força e derramando algumas lágrimas silenciosas.

Engraçado, como contexto muda exatamente a importância e necessidade de um gesto, um simples abraço, que significaria tudo para Izuku e Eri, em outro contexto soaria estranho pessoas que literalmente acabaram de se conhecer estarem se abraçando tão aleatoriamente, simplesmente do nada uma das pessoas puxando a outra para um abraço, talvez se fosse com outras pessoas iriam ficar reclusas e se distanciaram em busca de quebrar o contato, mas não era esse o caso, lógico quando Izuku puxou a Eri para perto a abraçando de repente deixou ela surpresa, mas ela não quis desfazer o contato, era uma coisa tão diferente, totalmente diferente, ninguém a havia tocado assim, o abraço, os braços de Izuku a mão dele, era tudo era tão gentil e caloroso, que a única coisa que ela pode fazer foi se agarrara as roupas dele retribuindo o abraço.

— Me desculpa, por ter te acordado, meio que eles só me colocaram aqui ... — eles começaram a desfazer o abraço, Izuku passa rapidamente suas mãos em seu próprio rosto, para tirar as lágrimas, logo em seguida respirando fundo e voltando a falar — Então eu acho que devo ter te acordado quando cheguei, acho que nós provavelmente seremos colegas de quarto... — disse abrindo um pequeno sorriso nos lábios.

— Eu não estava dormindo, não consegui ... — Eri mexia no lençol, que antes estava enrolado ao seu corpo — Porque você estava chorando? — ergueu os olhos em busca de uma resposta.

— B-Bem, eu estava ... — Izuku para um pouco pensando no que dizer, em como deveria dosar as palavras, seu olhar vai de relance para foto de sua mãe que ainda estava em seu colo, ele pega a foto virando para Eri — Com saudades da minha mãe — disse de maneira simplista, afinal esse era realmente um dos motivos de estar chorando. 

— É ela? — perguntou curiosa se aproximando da foto, admirando a mulher que estava nela e logo em seguida olhando para Izuku — Ela é bonita, você se parece com ela — disse Eri, apontando para Izuku e em seguida para foto.

— Obrigado — disse Izuku, vendo logo em seguida Eri abaixar um pouco o rosto com um olhar triste. 

— Sinto falta do meu pai — disse Eri, desviando o olhar para o chão, mas volta a olhar para Izuku quando sente um pequeno afago em seus cabelos.

— A saudade é uma coisa difícil de se lidar — disse Izuku, afagando levemente os cabelos de Eri, tentando passar um pouco de conforto para ela, logo em seguida pensando em alguma maneira de mudar de assunto ou se distraírem — Então, não está conseguindo dormir? — perguntou.

— As vezes sim, outras não — disse puxando o lençol mais para perto de si e abraçando suas pernas.

— Certo, então como pelo visto serei seu colega de quarto eu irei lhe ajudar, com licença — disse Izuku se levantando de onde estava sentado.

Izuku se levanta indo em direção aos travesseiros para ajeita-lós, em seguida pega o lençol que, nesse meio tempo, já estava todo embolado na cama e manda Eri se deitar a cobrindo, Eri ,que já estava deitada, apenas observa tudo o que ele fazia e então assim que ele desliga a luz, Izuku vai em direção a cama se sentando do lado oposto a onde Eri estava deitada, assim que senta ele estira as pernas e desliza pelo colchão soltando um suspiro, logo em seguida se vira para Eri que permanecia lhe encarando. 

— Está tudo arrumado, agora só falta um detalhe, uma história para dormir — disse Izuku olhando para Eri.

A mesma tinha um certo brilho de curiosidade no olhar, como se tudo aquilo fosse novidade para ela, e de fato realmente era, Izuku pensou se quando era criança, ele teria esse mesmo olhar, um olhar curioso, sua mãe fazia essa mesma rotina quando era criança e não conseguia dormir, ela vinha lhe contar suas famosas histórias para dormir, eram boas lembranças, olhou para a foto de sua mãe, que estava no móvel ao lado, e então uma ideia surgiu em sua cabeça ou melhor uma lembrança.

— A muito tempo atrás na época em que se tinha ... — e assim Izuku iniciou a antiga história que sua mãe lhe contava, era a sua favorita, ele vivia pedindo para ela contar novamente, e assim contou animadamente a história enquanto Eri escutava tudo atentamente.

 

_***_

 

O dia havia sido como qualquer outro, pelo menos era o que Inko achava, pela manhã havia sido a rotina de sempre, acorda cedo, preparar o café da manhã, ela e Izuku comem a refeição, conversando sobre coisas simples e banais, depois Izuku ia terminar de se arrumar e pouco tempo depois voltava para a cozinha já arrumando e dizendo que já estava indo e ambos se despediram como fazem em qualquer dia.

— Mãe, estou indo para o colégio — disse Izuku colocando a mochila nas costas.

— Tudo bem, tenha um ótimo dia, até mais tarde — disse Inko enquanto limpava algumas coisas do cozinha. 

— Para você também, até mais tarde — disse Izuku depois de ter calçado os sapatos na entrada de casa, logo em seguida abrindo a porta e fechando. 

Apenas um dia como qualquer outro, em dias que Izuku demorava mais para chegar em casa ele avisava previamente, além de possuir um horário estipulado para voltar para casa, assim como muitos garotos da sua idade tinham, já que Izuku não falou nada Inko sabia que ele voltaria no horário de sempre, então depois da partida dele para o colégio Inko foi seguir a sua rotina do dia a dia, suas atividades diárias e rotineiras e assim o dia foi passando, quando no horário da tarde ela precisou ir ao mercado fazer algumas compras que estavam em falta, acabou que ela passou bastante tempo no mercado, voltando apenas no horário que Izuku voltaria para casa.

Assim que Inko entrou em casa anunciou sua a chegada imaginando que Izuku já estaria em casa, porém, reparou que os sapatos de Izuku não estavam na entrada e seus chinelos ainda estavam ali, ela pensou que talvez ele tivessem pegado os tênis e levado para a área da lavanderia, talvez eles estivessem sujos já que  Izuku vivia com eles, talvez ele tenha entrado em casa descalço, foi o que Inko pensou, ela foi em direção a lavanderia vendo não ter nada lá, então foi ao quarto de Izuku não o encontrando lá, verificou o horário percebendo que havia se passado apenas alguns minutos, talvez tenha se atrasado um pouco, foi o que Inko pensou, então a mesma foi para a cozinha para começar a preparar o jantar, afinal de contas ele está apenas um pouco atrasado, daqui a pouco chegaria.

O que se faz quando não se tem notícias de alguém, quando a pessoa simples some e não dá sinal de vida, já era noite, estava tarde e Inko se encontrava atualmente na frente da porta de entrada, caminhando de um lado para o outro roendo as unhas, enquanto ficava a espera de algum sinal da chegada de Izuku, ela já havia ligado para o celular dele, o colégio, para os colegas e conhecidos próximos, como os Bakugo's, porém, nada, nenhum sinal, ninguém sabe onde ele está, Inko estava com um mal pressentimento a respeito dessa demora, se fosse com outros pais talvez eles não ficassem tão preocupados, muitos até disseram que isso é normal e que não deveria se preocupar, afinal ele está na adolescência e é comum eles quererem mais liberdade e demorar a voltar para casa, era o que todos diziam, mas Izuku não era assim, não o seu Izuku, ela olhou para o relógio na parede e depois para a porta, já havia se passado tempo demais, ele não havia voltado no horário comum da escola e nem depois no horário máximo estipulado para voltar, já estava tarde e Inko não poderia mais esperar, milhares de hipóteses já se passavam em sua cabeça, então ela foi em direção ao telefone, o pegando com as mãos trêmulas e discando três números logo em seguida.

— Alô, boa noite — a sua voz estava um pouco falha, lógico, ela jamais esperaria que um dia teria que fazer esse tipo de ligação, ela respira fundo e volta a falar em seguida — É sobre meu filho, ele a-ainda não voltou para casa, ele s-sumiu ...



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