História Seu Último Tormento - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Demonios, Mistério, Originais, Sobrenatural, Terror
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Palavras 3.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá pessoas! Esse e o primeiro capítulo... Espero que gostem.

Capítulo 1 - O Prelúdio De Um Grande Mal


O Padre Henrique estava um pouco nervoso, a madrasta de Amanda acabará de dizer a ele que a garota havia sumido. Desesperado, ele procura por todos os cômodos da casa, porém, a garota não estava em nenhum lugar. Ele havia ficado responsável por ela, agora estava sendo tomado pelo medo, o que será que aconteceu com essa garota? Ele não parava de se perguntar isso. Ele revira a casa de cima a baixo e não a encontra mesmo assim, ele desce as escadas, pulando alguns degraus e tropeçando no penúltimo degrau e cambaleia pela sala. Ele pega o equilíbrio novamente e percebe que a porta da sala estava aberta, se chocando forte contra a parede. Ele vai até ela e sente o vento forte em seu rosto, ele tenta fechar novamente a porta, mas ele vê a silhueta de alguém entrando no celeiro. Só podia ser Amanda!

 

O padre pega um guarda-chuva que havia do lado da porta e o abre, correndo em direção ao celeiro, enfrentando a forte tempestade que havia lá fora. O objeto não ajudava muito, já que ele se molhava mesmo assim, graças ao forte vento que soprava as gotas de chuva nele. No meio do caminho o guarda chuva e jogado longe com a força do vento, o padre começa a se molhar e decide correr o restante do caminho. Ele empurra a porta do celeiro e adentra o local, ele estava todo ensopado, devido á chuva. Seus olhos percorrem o local, era um celeiro comum. Com feno espalhado pelo chão, rastelos em um canto, ferramentas em uma mesa de trabalho e havia algumas selas em um canto. Havia um estábulo do lado direito de Henrique, uma das celas estava ocupada pelo cavalo de Amanda, ela o chamava de Coronel. Ele era um cavalo branco com algumas manchas negras pelo corpo, era uma linda criatura. No entanto, ele não parava de relinchar e estava inquieto. Algo o assustado.

 

-Calma garoto. – O padre se aproxima do cavalo e tenta acalmar ele, fazendo um carinho em sua face. –Calma...

O cavalo vai se acalmando aos poucos e para de relinchar. O padre sente algo atrás dele e olha para trás assustado, o cavalo se assusta novamente e perde o controle.

 

– O que foi isso?! –O homem se perguntava. – Tem alguém ai?

Ele se aproxima da escada que levava ao segundo andar do celeiro, sentindo uma presença estranha vindo lá de cima. Ele vai com a sua mão trêmula até o seu bolso e pega o seu terço, começando a rezar baixinho. Logo em seguida ele ouve algo sussurrar em seu ouvido:

– Isso não vai te ajudar, Padre.

Um forte mal estar percorre o seu corpo, ele havia ficado paralisado no pé da escada. Como se seus pés tivessem se grudado ao chão de madeira do celeiro. Ele solta um longo suspiro e se obriga a subir. A cada passo ele sentia o mal estar aumentar, e a sensação só ia piorando a cada degrau. Seu coração estava muito acelerado, parecia que ia pular para fora do peito. Uma sensação de estar sendo observado aparece e de ter que olhar para trás aparece, ele tenta ignorar essa tentação e continua seguindo em frente. Ao chegar ao segundo andar ele vê uma garotinha sentada perto de uma janela aberta, com a água da chuva molhando um pouco ela. Era Amanda! O padre abre um sorriso e vai até ela. Até que sente um frio na espinha, uma sensação que percorreu todo o seu corpo. Ele se arrepia e suas mãos começam a suar frio agora.

– Amanda! O que houve com você? Porque está aqui fora sozinha há essa hora? –Pergunta ele assustado, tentando ignorar o seu mal estar e se preocupar com a garota.

A garota para de encarar a chuva e olho para o homem, esse olhar parecia vazio e sem vida. Como se ela pudesse ver a alma do padre.

– Mas eu não estou sozinha... Está comigo.

O padre ergue uma sobrancelha e protesta:

– Ele? Não tem ninguém aqui. Veja.

Ele fala e olho ao seu redor, tendo absoluta certeza que não havia mais ninguém ali. Mesmo assim, algo o deixava meio inquieto e nervoso.

-Ele está ao meu lado. –Continua Amanda. –Você não o vê?

O padre se arrepia todo e tenta encarar a garota, ele se agacha e coloco a mão nos ombros molhados dela.

– Amanda... Não tem ninguém aqui. Eu te juro. Você está se referindo ao seu amigo imaginário? O Benny?

A garota balança a cabeça negativamente.

– E outro. –Responde ela calmamente e olhando para as próprias mãos. – Eu não sabia o nome dele antes, mas ele me contou agora.

O padre aperta o seu terço com força, o objeto fura a mão dele e sai um pouco de sangue.

–Qual e o nome dele? –Pergunta o padre, tentando parecer calmo e força um sorriso.

A garota olha o padre nos olhos e diz calma:

– Lúcifer.

O padre se apavora e fica de pé.

– Sabe, ele disse ser meu amigo, não está aqui para me machucar. Ele diz estar aqui para brincar. Começando por você padre.

– Brincar?! Como assim? –Pergunta o padre, o medo já era visível em sua voz. –Amanda...

O padre tenta completar a frase, mais a sua voz falha e o mesmo fica tonto. Ele se apóia na parede e novamente ele sente uma presença atrás dele, a única diferença e que agora ele sentia uma respiração bem no seu ombro. E ele ouviu bem baixinho:

– E agora, Padre? O que você vai fazer?

O seu corpo todo se arrepia e ele olha para trás, mas dessa vez havia algo. Uma pessoa nas sombras, logo atrás dele.

– Quem está ai? – Pergunta ele, mantendo o terço junto de seu peito.

A pessoa se aproxima mais da luz fraca da noite e ali estava a mãe de Henrique.

– Mãe...? – Chama ele, erguendo uma sobrancelha, um pouco desconfiado. –O que você está...

Antes que ele pudesse terminar a frase, ele percebe uma diferença em sua própria mãe. Seus olhos não eram mais os mesmos... Tinham uma forma estranha, estavam maiores e com uma tonalidade vermelha e demoníaca. Ela se aproxima mais dele e o padre recua alguns passos.

– Meu filho... –A figura começa a falar. – Porque você me deixou sozinha?

A criatura falava, mas a sua voz não era humana e nem desse mundo. Qualquer um que ouvisse esse som passaria noites sem dormir, ou iria preferir ficar surdo para o resto de sua vida. Era como ouvir a voz da morte, você sentia sensações de gastura e calafrios enquanto a coisa falava. A voz dela era grossa, mais grossa do que qualquer outra voz que eu já ouvi, ou que poderia ouvir.

–Você não e minha mãe...

A criatura abaixa a cabeça e começa a rir, a sua gargalhada me assombra até mesmo nos dias de hoje. O padre recua mais e tropeça, caindo sentado no chão. No instante seguinte, a criatura avança contra o padre e segura seus braços, o padre tenta lutar mais seu corpo não obedecia a seus comandos.

– Por quê? Por quê? Por quê? –Repetia a criatura não parava de repetir.

O padre se apavora e tenta sair de seus braços, agora ele podia notar os olhos demoníacos da criatura. Eram como duas bolas de fogo. Ele então olha para o lado, tentando evitar olhar fixamente os olhos da criatura. Ele nota algo de diferente na sombra da criatura, havia dois chifres e um longo rabo nela. O padre olha para a criatura e a mesma abre um longo sorriso para ele, abrindo a boca logo em seguida. Dando a visão de um maxilar cheio de dentes pontudos e um forte cheiro de carne podre saia de sua boca.

– O que foi? Henrique... Não me ama mais? Sou eu, sua mãe.

O padre olha para Amanda, vendo que a mesma voltou a encarar a chuva. Ele toma coragem e se levanta, jogando a velha para o lado, ele pega o terço e começa a orar.

– Uuuh! O que você vai fazer com isso? – Zomba a criatura e ela ri logo em seguida.

O padre continua apontando o terço para a criatura, rezando em voz baixa. Suas mãos tremiam e suavam mais do que nunca.

– Eu já sei a resposta...

A criatura fala e se aproxima do padre com um sorriso em seu rosto. Ela pega o braço que o homem estava usando para erguer o terço, segura seu pulso com uma mão e o cotovelo com a outra. Era como se uma panela quente estivesse encostando-se a sua pele e ele não conseguia reagir ou fugir. Ele estava imobilizado.

– Nada! – A criatura grita e quebra o braço de Henrique.

O homem larga o terço e se encolhe com a mão no braço. Os pingos e o barulho da chuva foram substituídos pelos gritos de dor e de seu choro. Logo em seguida, a criatura começa a gargalhar, aquela risada... Eu nunca vou me esquecer.

– Sssshhhh! –Disse a criatura, com seu dedo longo perto dos lábios.

 Henrique para de gritar, a sua voz não saia mais. Era um sentimento sufocante, ele queria gritar, mas não conseguia. Ele choraminga e tenta se colocar de pé, tomado pela fúria ele grita:

– Em nome de Jesus Cristo...!

– Não fale dele!

A criatura grita furiosa, jogando o padre contra a parede, ele cai em cima de seu braço quebrado, fazendo o mesmo sentir uma dor agonizante. O Celeiro todo tremeu com a risada da criatura ao ver Henrique se contorcer e chorar de dor no chão. O padre tenta se levantar, porém falha e se apóia com a outra mão. Seu terço na sua frente, quando ele estende o seu braço e tenta pega-lo, o objeto e jogado longe.

– Opa... –Diz a criatura colocando a mão no peito, fingindo uma reação de surpresa. – Você ia usar? Desculpe-me.

Ela coloca a mão no rosto e volta a rir novamente. A sua risada e algo que eu não consigo descrever com precisão até hoje, e algo que ficou gravado na minha memória até os dias de hoje. Aquilo que me traz um mar de pesadelos e calafrios. E como se eu pudesse ouvir essa voz nesse exato momento.

O padre olha furioso para a criatura que o observava atenta.

– E então, homem de deus? O que você vai fazer sem esse seu brinquedinho? –Ela debocha e olha para o teto do celeiro.

O padre tenta se levantar novamente, dessa vez aos poucos e se apóia na parede, assim ficando de pé. Lágrimas escorriam de seu rosto molhado e suado.

– o que você quer? –Pergunta ele. – Não está infernizando essa família atoa, não é? Alguém tão importante como você estar aqui assim.

A besta muda de forma, as suas bochechas ganham um tom negro e seus olhos queimavam como se fossem chamas.

– O que eu quero e libertar essas pobres almas.

– Atormentando elas você quer dizer. E as levando para o fogo do inferno.

– Odeio que me interrompam! – A criatura grita e o celeiro treme novamente, Amanda fecha os olhos com medo. A criatura olha para trás e volta à atenção para a garota. – Me perdoe, eu não queria te assustar.

Ela olha novamente para Henrique, o olhando com uma espécie de desprezo.

– Eu tenho um pequeno plano para essa família e você está interferindo. Saiba pequeno humano, que eu vou te matar. Independente do que ocorrer aqui ou depois, eu vou te matar.

– Você não vai fazer nada! –O padre levanta a cabeça. – O espírito santo me protege.

– Ah, e mesmo? Então me diga, padre. – A voz da criatura muda e ela ganha um tom mais grave. – Porque você está com o braço quebrado.

A criatura se aproxima e o padre novamente recua.

– Me diga, porque você está... – A criatura faz uma pequena pausa e ergue o seu braço em direção ao rosto de Henrique. – Sangrando!

O padre recebe um golpe no rosto, como se algo pontudo o tivesse cortado. Ele coloca as mãos em sua testa e percebe que estava sangrando. Em seguida, a criatura fecha as suas mãos e o padre cospe sangue, se ajoelhando no chão com a mão na boca.

– Me diga então, porque você sangra... Padre.

A criatura abre a mão e o padre para de cuspir sangue. Ela o olho de pé, vendo o mesmo de joelhos em sua frente.

– Eu tenho a resposta.

A criatura se agacha e limpa a sangue da testa do padre, fazendo o sangramento parar.

– Porque ele te abandonou. Abandonou um de seus filhos.

– Mas Deus... Ele não pode. – O padre tenta falar e olha para a criatura, tentando achar uma maneira de retrucar a criatura.

– Na verdade, ele pode. Não vê o que ele fez comigo? Eu fui expulso do céu, criança. Garoto, você está de frente com o diabo e onde está seu poderoso pai? Sabem que me deus aqui? Eu sou Deus. E preciso de um pequeno favor do meu adorado filho.

O padre encara o monstro, dessa vez seus olhos pareciam queimar mais do que antes, como se aquele fogo fosse sair de suas orbitas a qualquer momento. Era como se ele pudesse se queimar só de olhar para aquelas chamas intensas.

– Você quer dizer que quer fazer um pacto comigo? – Pergunta o padre com a boca seca. Ele não acreditava no que acabará de dizer.

A expressão séria da criatura muda para uma expressão sádica e diabólica.

– Sim. – Confirma a criatura. – E bem fácil. Você só precisa...

Ela pega o padre pela gola e o aproxima, ficando perto de seu ouvido e sussurra para o mesmo.

– Falar para a madrasta dessa garota que você se livrou de mim. Que todo o mal e o período ruim que eles passaram... Acabou. Tudo teve um fim. O santo padre resolveu tudo!

Ela termina de falar e afasta aos poucos o rosto do padre, ficando de frente com ele e o encarando novamente.

– Ou você sai daqui com uma nova vida e pode viver feliz. – A Criatura para de falar e aperta com força o ombro do padre, causando uma pequena dor na região. – Ou sai num caixão e vai ouvir os anjos cantarem.

 

 

 

No dia seguinte, arrumei minhas malas e juntei minhas coisas. Precisava passar no médico para resolver essa história do meu braço estar quebrado, eu só estava usando uma tipóia improvisada. Fui para a entrada da casa e vi a madrasta e a Avó de Amanda me esperando, elas vieram até mim e me ajudaram com as malas.

– Deixa que eu levo para você. – Disseram elas de forma gentil.

Agradeço-a e abro um sorriso, juntos fomos até o taxi que me esperava na frente da casa. Henrique nunca havia gostado muito da avó de Amanda, ela usava roupas estranhas, um anel com um símbolo esquisito e emanava uma presença que incomodava ele. Porém, ele sempre tentou se dar bem com ela enquanto esteve ali.

– E a coisa? Você tem certeza que realmente acabou? – Pergunta ela sem olhar para o padre, com medo e preocupação em sua voz.

Ela vira o rosto e corre o olhar pelo quintal, vendo Amanda brincar sozinha em uma dos balanços que havia ali. Uma expressão séria se formou em seu rosto.

– Olha a verdade e que... – O padre tenta falar a verdade para ele, odiava ter que mentir para pessoas tão boas.

Ele olha pelo quintal e vê uma figura negra se materializar atrás de Amanda, apoiando uma das mãos em um dos ombros dela. A criatura leva a outra mão até os lábios, fazendo uma expressão de silêncio para o padre. O corpo de Henrique se arrepia e ele volta à realidade, tendo a mãe de Amanda o encarando, esperando por sua resposta.

– A verdade e que todo esse período ruim passou. A sua família tem a graça do todo poderoso. – Diz ele com um sorriso e vê a pobre mulher acreditar em sua mentira.

Quando ele olha novamente para a criatura, vê que ela o aplaudia com um sorriso em seu rosto. Henrique encara a gesto com um olhar frio e volta a caminhar até o carro. A madrasta e a Avó de Amanda colocam as malas dentro do veiculo e dão um abraço em Henrique, o mesmo agradece elas por terem ajudado ele a carregar as malas e terem recebido ele com tanto carinho. Ele se despede delas e dá uma última olhada em Amanda, vendo a mesma acenando para ele, fazendo um gesto de adeus. O padre abre um sorriso e acena para ela de volta, ele entra no carro e fecha a porta. O motorista liga o carro e ouço perto de meu ouvido:

– Você foi bem, Henrique. –Me arrepio todo e sinto o veículo começando a se mexer

 

Muitos se perguntam por que eu me lembro dessa história até hoje. O motivo e porque foi o dia... Em que eu vendi minha alma.

 

 

 

A madrasta de Amanda entra para dentro de casa e a avó decide ficar na varanda, ela corre o olhar pela área e vai até uma cadeira de balanço que havia ali. Ela se senta e fica olhando o taxi de Henrique sumir no horizonte. Ela passa a mão em suas mãos, acariciando o anel que havia em sua mão. Uma figura negra se materializa atrás dela e a encara com um sorriso sádico no rosto;

– Me chamou? –Pergunta a criatura se ajoelhando no chão.

– Sim. –Confirma a mulher. – Você fez bem. Conseguiu se livrar do padre. As coisas vão ficar bem mais fáceis daqui para frente.

– Eu queria ter matado ele. Mas você me impediu ontem. Por quê?

– Se você o matasse, iria acabar gerando um grande tumulto e algumas pessoas viriam aqui investigar. Não queremos isso. Não quero mais curiosos colocando o nariz onde não são chamados. Entendeu agora?

– Sim, minha lady. –A criatura faz que sim com a cabeça e abaixa o olhar novamente.

– Pode ir.

A criatura ouve as palavras da velha e se coloca de pé, desaparecendo logo em seguida.


Notas Finais


Nossa, e muita treta rolando. O que será que vai ocorrer com a pobre Amanda no próximo capítulo?


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