História Seus olhos confessam - Capítulo 39


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Henry Mills, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Morrilla, Romance, Swanqueen
Visualizações 464
Palavras 4.152
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, pessoal...
Tudo bem? Olha só quem apareceu!!!
"Pô, autora, sacanagemm..."
Chuchus, tentei voltar antes, mas tá tudo corrido! Eu estava quase tendo uma síncope para voltar logo aqui! Arrumei um tempinho e tá aí!
Especialmente pra vcs...

Boa leitura ♡

Capítulo 39 - Se eu não te amasse tanto assim


Fanfic / Fanfiction Seus olhos confessam - Capítulo 39 - Se eu não te amasse tanto assim

 Emma assoprou com cuidado a caneca de chá fumegante observando a fumaça dançar e sentiu o calor que exalava do liquido quente e amarelado tocar seu rosto, aspirou o cheiro de canela com camomila e suspirou mirando o jardim pela janela da cozinha.

A noite passada havia sido agitada, depois que o demônio de saltos saiu da sala de Regina, encontrou a morena mais abalada do que antes, não desesperada jogando tudo para o alto e derrubando as coisas como antes, mas triste, Regina, logo a morena com a postura impecável como de uma rainha, havia deixado os ombros caírem. Regina estava extremamente triste e não compartilhava aquilo. Mas Emma entendia, afinal era a mãe dela. Um demônio, mas mãe.

Arrumaram a sala do escritório e não voltaram para casa, a morena havia pedido para circularem pela cidade, e assim Emma o fez, ligou para Mary Margaret e pediu para que ficasse com Henry durante a noite, depois entrou no carro com Regina e dirigiu pela cidade. Pararam em alguns lugares, caminharam pelo parque sob a luz da lua, depois continuaram com o carro por aí até ficar tarde da madrugada e voltarem para casa. No resto da noite Regina chorou, encolhida e às vezes agarrada à Emma como se fosse afundar caso soltasse, e a loira ficou ali, quietinha, tentando acalmá-la, dando todo o suporte necessário. Regina pegou no sono quando estava quase amanhecendo, já Emma não conseguiu mais dormir.

Estava se sentindo tão impotente, era tão ruim ver o amor de sua vida sofrer e não poder fazer nada, não sabia nem por onde começar. Queria perguntar o que ela sentia, queria fazer Regina falar, queria sacudi-la até ela melhorar, mas não podia fazer nada além de respeitar, e vê-la naquele estado era agoniante.

Será que Regina iria surtar caso fosse até Cora dar uns bons tabefes naquela mulher? Tentar colocar um pouco de juízo na cabeça dela? Por Deus, era a filha dela! Será que não sentia nenhum remorso por tudo o que havia feito? Emma era mãe e não conseguia entender.

Sentiu uma presença a mais no cômodo e virou-se com a caneca de chá para encarar a figura, sorriu ao ver a mãe parada na porta com algumas sacolas de mercado. Mary Margaret analisou a filha com uma das sobrancelhas levantadas e sorriu sem mostrar os dentes enquanto caminhava até o balcão da cozinha para depositar as sacolas.

- Bom dia, amor... – foi até Emma e deu-lhe um abraço rápido. – Você está bem? – juntou as sobrancelhas enquanto a encarava esperando a resposta.

- Aham. – sorriu fraco – Henry deu muito trabalho? Obrigada por cuidar dele!

Mary sacudiu a cabeça e suspirou voltando até o balcão sendo seguida pela loira.

- Ele está na escola. Eu não sei por que você acha que me engana. – abriu uma das sacolas retirando algumas verduras que foram encaradas com curiosidade pela loira – Você vai me contar ou não o que há com você? Foi algo com a Regina? Cadê ela? Vocês estão bem? – acelerou a fala.

Emma sorriu colocando a caneca na pia e mirou a mãe antes de falar:

- Ela está dormindo lá em cima, estamos bem, mãe. – Mary estreitou os olhos, Emma revirou os dela.

- Então por que você está com uma cara de morta? Vá passar uma maquiagem. – Emma bufou – Filha, eu só me preocupo.

Emma assentiu e abriu uma sacola.

- Eu sei... É... São apenas alguns problemas que estão havendo no escritório da Gina e ela está mal com isso – Puxou a caixa de cereais de Henry – Não se preocupe. Eu e ela estamos bem. E Obrigada por ir ao mercado pra mim.

Mary assentiu.

- Acho bom você cuidar bem da minha nora. – a loira riu assentindo – É sério!

- Eu sei que você gosta mais dela do que de... Mãe! – fitou a sacola com cenho franzido – Você comprou nuggets de peixe?! – fuzilou a mais velha que deu risada – Você sabe que eu não como peixe!

Margaret deu de ombros.

- A Regina gosta.

Swan revirou os olhos e tirou a bandejinha com os nuggets.

- Pois ela que faça e coma tudo então. – A mãe de Emma gargalhou do bico que a filha fez.

- Você quer ajuda para guardar as coisas? – a loira negou com a cabeça – Então vou indo. – aproximou-se de Emma e deu-lhe um beijo na bochecha – Só cuidem uma da outra, está bem?

Emma sorriu carinhosamente e abraçou a mãe com força, queria contar a ela e pedir colo, mas não podia simplesmente sair falando das intimidades de Regina por aí, Mary com certeza iria querer ser a mãe de todos que era e ir até Regina dar um grande discurso motivador. Não era hora.

- Tchau, mãe. Amo você.

Mary se despediu e deixou Emma guardando todas as compras nos armários, inclusive os nuggets que a loira encarou com nojo antes de guardar na geladeira.

Ela subiu para trocar de roupa, já que trabalharia no turno da tarde. Pensou em deixar um bilhete para quando Regina acordasse, mas ao entrar no quarto encontrou na cama apenas os lençóis bagunçados. A porta do banheiro estava entreaberta e o chuveiro ligado, não imaginou que Regina acordaria por agora já que ficaram a noite inteira acordadas.

Entrou no banheiro sentindo o vapor quente abafando todo o lugar, o espelho estava embaçado e o box de vidro também, deixando apenas o desenho da silhueta da morena distinguível.

Ao perceber a presença de Emma, Regina falou alto para que pudesse ser ouvida através do barulho da água:

- Emma? – a loira respondeu com uma resmungar e aproximou-se da pia, riu ao perceber que a mãe estava certa quanto à maquiagem, as olheiras denunciavam a noite mal dormida – Você não quer tomar banho?

- Vou sim. Tenho que trabalhar. – Regina desligou o chuveiro – Como você está? Descansou um pouco?

A porta do box foi aberta e a loira observou por cima do ombro a morena colocar a cabeça para fora.

- Descansei. Entra aqui.

Emma assentiu e desabotoou a blusa do pijama frio enquanto resmungava:

- Você está molhando todo o chão com esse cabelo pingando.

Regina bufou.

- Sério?! – arqueou uma sobrancelha e a loira riu jogando a blusa no cesto de roupas – Vem logo.

A morena fechou a porta do box e voltou a ligar o chuveiro enquanto Emma terminava de se livrar do pijama. Reparou que Regina não havia respondido como estava se sentido, mas a loira conseguia imaginar.

Abriu o box com cuidado para não molhar todo o banheiro e entrou o fechando rapidamente.

- Minha mãe ac... – a frase foi cortada por um meio grito ao ser empurrada contra a parede fria do banheiro – Regina, o que voc...

- Shh... – a morena colou o corpo molhado no seu e a imprensou mais ainda contra a parede. O chuveiro foi desligado.

Emma sentiu todo o seu corpo reagir na hora, o calor do corpo de Regina no seu era um afrodisíaco. A morena iniciou beijos lentos e torturantes pelo ombro desnudo da loira, mordiscando a pele branca e totalmente exposta para ela, Emma arfou tentando conter todas as sensações que lhe atingiam, não era possível que ao simples toque Regina causasse tudo isso. Já estava completamente molhada.

- Re... – falou com a respiração pesada – Amor, espera...

Segurou Regina pela cintura e tentou afastá-la para tentar restabelecer-se nem que fosse um pouco da surpresa.

- Não vou esperar... – Regina, sem parar de distribuir beijos pelo pescoço da loira, tirou as mãos de Emma de sua cintura e as prendeu no alto da cabeça da loira, insinuando-se mais contra ela, separando as pernas de Emma com a sua e pressionando o meio da loira com a coxa – Eu quero e preciso de você... – mordeu o pescoço da loira com uma certa força fazendo Emma gemer – E você também quer! E quer muito... – sorriu sentindo a umidade dela molhar sua perna.

- Regina... – Emma ainda tentou soltar-se, era impossível resistir ao poder dessa mulher, a vontade só crescia e crescia trazendo um formigamento ao ventre. – Você está... bem? – a voz saiu falha.

Regina deslizou a mão pela lateral do corpo da loira e parou na bunda firme de Emma, apertando com vontade ali. Subiu os beijos até o ouvido da loira e sussurrou, a voz carregada de desejo.

- Me deixa foder você...

Emma arrepiou da cabeça aos pés e gemeu em resposta, por mais que quisesse se controlar e soubesse que Regina estava procurando um jeito de fugir do sentimento ruim que devia estar sentindo, não havia auto controle que resistisse, ela também não era de ferro.

Sem nem perceber já rebolava lentamente aumentando o contato da coxa de Regina em seu sexo, a morena sorriu e segurou o rosto da loira com a mão livre, puxando-a bruscamente para um beijo intenso, bruto, carregado de volúpia. Emma derretia-se com o beijo exigente de Regina, só com os lábios a morena era capaz de lhe deixar de joelhos e completamente rendida.

Regina liberou os braços da loira que emaranhou as mãos no meio dos cabelos escuros e molhados, acelerando o beijo, puxando a morena para si. As mãos de Regina escorregaram para os seios expostos e rijos de Emma, massageando-os com maestria, o calor da pele da loira a instigando a continuar.

Emma gemeu forte com o contato, Regina sabia exatamente como tocá-la, era como se tivesse lido um manual e estivesse seguindo direitinho as instruções.

- Você é tão gostosa... – Regina sussurrou separando as bocas para buscar ar.

Emma segurou seus cabelos e puxou a forçando a olha-la nos olhos. Regina sorriu safada.

- Para de falar e desce logo essa mão.

A morena assentiu e sorriu novamente levando a boca até o maxilar da loira escrevendo um caminho de beijos ali enquanto descia a mão pelo ventre da loira, deixando as unhas arrastarem-se pela alva pele.

- Adoro o fato de você estar sempre tão pronta para mim. – falou com a voz ao pé do ouvido da loira ao deslizar os dedos pela extensão do sexo de Swan comprovando o quão molhada ela estava. – Você me deixa louca, Emma. – fez um circulo leve com o dedo e viu Emma arfar fechando o olhos – A vontade que tenho de você não sacia nunca... – outro circulo, dessa vez um pouco mais intenso fazendo Emma desencostar-se da parede com um arquear suave de costas.

- Ah, Regina...

- Vou te fazer enlouquecer também.

Tomou a boca da loira num beijo quente ao passo que aumentava a velocidade e a intensidade dos círculos, Emma gemeu contra os lábios da morena e cravou as unhas na pele da nuca de sua nuca quando sentiu um dos dedos deslizar até a entrada e ameaçar invadi-la, os arrepios elétricos que subiam por seu corpo eram incontroláveis.

- Sem tortura. – Regina sorriu de canto e assentiu mergulhando o brilho castanho no mar verde.

Emma tentou buscar algum sinal do brilho inteiro que habitava nos olhos castanhos há algumas semanas, aquele brilho que lhe fazia sorrir, que lhe preenchia a alma de tão lindo, mas havia uma mancha ali. Aquela mancha que havia visto logo quando a conheceu, a mancha que achou que havia apagado.

- Ah! – gemeu mais alto quando a morena lhe penetrou com um dedo e iniciou um vai e vem lento e torturante – Regina...

- Isso, geme meu nome, amor.

Empurrou Emma contra a parede, fazendo as costas da loira chocarem mais uma vez nos azulejos frios. Emma segurou um grito, transformando-o num gemido rouco, quando o segundo dedo da morena lhe invadiu com força e sem nenhum aviso.

- Porr... – os lábios de Regina grudaram nos da loira com força, atrapalhando a fala e abafando os gemidos – Anh... Assim...! – sussurrou ao passo que as estocadas aumentaram a velocidade. Regina lhe invadia com força, rápido, lhe causando arrepios por todo o corpo, sem dar tempo para Emma sequer respirar.

A loira acompanhou o ritmo das estocadas com o quadril, rebolando nos dedos da morena e gemendo enquanto a mão de Regina tateava por seu corpo e sua língua explorava sua boca de forma ágil. Emma arfou quando o beijo foi finalizado com uma mordida forte e seu seio envolvido pela mão ávida e quente de sua namorada.

- Desse jeito eu vou gozar... – Regina lhe encarou e assentiu intensificando ainda mais as estocadas, sentindo o interior de Emma começar a pressionar seus dedos – Por favor... – a loira implorou.

A morena riu de maneira rouca e gostosa, levando a boca até o ouvido da loira e sussurrou sentindo cada vez mais o interior da loira lhe apertar:

- Não assim. – retirou os dedos subitamente.

- Caralho! – Emma esbravejou – Regina! Você não pode sim...

- Shh.. – puxou o queixo dela com os dedos e lhe deu um beijo brusco para que parasse de falar – Quero você na minha boca – Emma lhe fuzilou com o olhar. A morena levou a boca até o busto da loira e distribuiu beijos quentes por ali junto com mordiscadas, desceu por toda a extensão do tronco fazendo o mesmo até encontrar o sexo exposto, olhou pra cima e sorriu sacana – Vem pra mim, vem.

Separou as pernas da loira, apoiando uma delas em si mesma e abocanhou o sexo encharcado, chupando com vontade, fazendo Emma arquear as costas e soltar um gemido alto seguido de outros mais baixos e rápidos.

Uma das mãos da loira tateou a parede em busca de apoio e a outra emaranhou-se no meio dos cabelos de Regina, puxando-os.

- Deus! – gemeu quando sentiu os dedos de Regina voltando a estoca-la com força – Eu to... Eu não vou... – balbuciou.

A boca quente de Regina e a língua ágil lhe faziam enlouquecer, os dedos lhe invadindo rápido e sem parar causavam arrepios inexplicáveis. Sentiu quando seu interior explodiu num orgasmo intenso e seu corpo liberou uma descarga elétrica que lhe deixou sem forças. Relaxou completamente e fechou os olhos procurando se lembrar como respirar normalmente.

Regina lhe escalou com beijos e depositou um último com carinho em seus lábios, afagando o rosto da loira com o polegar. Deu-lhe um beijo gentil na bochecha e rodeou os braços por sua cintura, abraçando-a com força. Emma juntou o restinho de forças para abraçar de volta e aninhar a morena em seu peito.

- Eu amo você. – sussurrou e sentiu Regina sorrir.

- Obrigada por me amar.

Emma abriu os olhos e fitou a parede branca por alguns segundos, antes de afastar Regina um pouco para fitar seus olhos.

- Se você soubesse como é fácil amar você, jamais agradeceria por isso. – Regina tombou a cabeça levemente para o lado e sorriu sem mostrar os dentes. – Eu te amo... – Emma disse baixinho e tocou a pontinha do nariz da morena a fazendo abrir o sorriso.

- Eu te amo bem mais. Obrigada por estar aqui.

- Estarei enquanto você deixar... – Emma suspirou – Me promete uma coisa...

Regina arqueou uma sobrancelha e estreitou os olhos, Emma deu ombros e ligou o chuveiro.

- Promete que quando você estiver pronta, vai me contar exatamente o que está perturbando aqui... – tocou a testa de Regina com o indicador – E aqui... – desceu o dedo para o peito da morena, encarando-a.

Regina respirou fundo e assentiu.

- Agora vamos tomar banho. – a morena sorriu e aproximou-se da loira que entrava debaixo da água – Banho! Eu tenho que trabalhar!

Regina gargalhou e abraçou Emma debaixo do chuveiro, fazendo a loira soltar um gritinho quando entrou de cabeça debaixo da água.


POV EMMA

Toquei a companhia da casa de Zelena e o pouco que ela demorou para abrir me fez trocar o peso das pernas e iniciar um bater de pé ritmado no assoalho do corredor. Logo ouvi a chave e Zelena apareceu com os cabelos presos num coque ruivo e desarrumado, seu óculos de armação preta e grossa era um pouco grande demais para seu rosto fino, aquilo lhe deixava com uma aparência de criança.

Sorri e recebi autorização para entrar, a cumprimentei e rumei para a sala, sendo seguida por ela que gesticulava enquanto falava:

- E aí? Como ela está? Estou chocada com tudo isso... Como assim Cora? Nunca conheci essa mulher, mas a odeio. Ela não traz nada de bom.

Concordei com a cabeça e antes que eu pudesse falar algo, avistei Rebecca deitada no carrinho e mexendo as mãozinhas, ela estava uma fofura com aqueles cabelinhos ruivos e cacheados.

- Ah! Que linda ela está! – caminhei até carrinho para vê-la – Oi, bebê! Que fofura você!

Ouvi Zelena bufar audivelmente e desviei meu olhar para ela.

- Para de falar com minha filha como se ela fosse retardada e foca aqui no assunto.

Revirei os olhos.

- Bex, como você aguenta essa mulher? – os olhinhos azuis me fitaram com atenção – Ela é muito chata não é?

- Você e a Regina vão fazer complô para ensinar isso pra ela?

- Muito chata. – Bex riu graciosamente – Olha aí, ela concordou. – sorri de volta – Sua linda! Linda! – Ela riu ainda mais, os olhinhos azuis brilhando.

Zelena sentou no sofá ao lado do carrinho de bebê e brincou com a filha, fazendo-a rir.

- E a Regina, Emma? Estou tão preocupada! – me encarou – Ela não fala comigo, quando eu tento saber algo, ela desvia o assunto... – pressionou os lábios – Eu odeio isso nela! Uma teimosia do cão!

Ri do jeito que ela falou.

- Ela também não fala comigo, Zel. – abaixei para ficar da altura de Rebecca – Ela não está bem. Mas não compartilha. E isso me deixa arrancando os cabelos!

- Eu não conheço Cora. Mas sei que de todos, ela é a pessoa que mais pode fazer Regina sofrer. – ajeitou o óculos e pigarreou antes de continuar – Por Zeus, como existe uma mãe assim? Cara... A Bex é a minha vida!

Suspirei e pensei em Henry. Ele era meu coração, a minha força de viver, a pessoinha que eu mais amava no mundo.

- Eu sinto vontade de ir atrás de Cora e pôr ela pra correr daqui.

- Eu também! Mas isso não adianta, Regina precisa enfrentar isso. Não dá pra ela viver com tudo isso guardado pra sempre. – afirmou.

Me encolhi e senti um leve enjoo, só de pensar em toda a confusão que isso iria causar eu tinha medo.

- Eu vou levar a Re para passar o fim de semana longe daqui. Ela pediu, ela precisa.

- Vocês vão hoje?

Assenti.

- Depois que eu chegar do trabalho. Eu, ela e Henry.

- Certo... Vai ser bom. Emma... – ela buscou meus olhos – Vamos ter que ajudá-la a passar por isso.

Eu concordei com um aceno. Regina precisaria de todo o apoio e amor possível para enfrentar todas as coisas que já lhe causaram dor e a fizeram desacreditar no amor.


Apartamento - Robin

- Dios, Robin. Quando você vai mudar desse lugar horroroso? – Cora resmungou enquanto acendia um cigarro próxima à janela do quarto. – O que fez com o dinheiro que lhe dei? Podia ter procurado um lugar melhor.

Ela tragou o cigarro e observou o homem rir e cobrir-se com o lençol para esconder a nudez.

- Querida, aquilo não deu para nada. – colocou os braços para trás da cabeça como apoio e respirou fundo. – Se quiser vamos para o seu hotel...

A mulher revirou os olhos e fitou a paisagem do lado de fora da janela, um vento frio bagunçou seus cabelos e trouxe de volta a fumaça com cheiro de tabaco.

- Você gastou tudo com essas suas piranhas. – ele riu – Você é nojento.

- Há meia hora atrás você não estava reclamando. – sorriu debochado e ela o fuzilou – Vou precisar de mais.

- Não se acostume com isso. – apagou o cigarro e o deixou no cinzeiro.

- Você gosta de mim que eu sei.

Cora caminhou até a bolsa jogada numa poltrona velha olhando-o com desgosto e preencheu um cheque, rasgando-o com violência e atirando sobre a mesa de cabeceira.

- Sabe há quanto tempo eu não fumava? – puxou o vestido embolado no chão e começou a vestir-se – Desde que Regina saiu de casa. – Robin mexeu-se inquieto.

- Você conheceu sua nora?

A mulher fechou o zíper e o olhou com ódio.

- Ela não é minha nora. Regina não vai fazer isso com o nome da minha família! – respirou fundo – Preciso conversar com ela, explicar o que vim fazer aqui e tentar tirar essas perturbações da cabeça dela. Mas ela é impossível! Agora resolveu me enfrentar! – gesticulou.

Robin sentou-se na cama e a encarou.

- Imponha-se, Cora. – disse firme – Regina deve te respeitar. Ela nem sequer te deu chance... Mas saiba que ela parece gostar bastante daquela loirinha... – deu de ombros.

- Minha filha não é uma doente! Ela deve estar querendo chamar atenção, algo assim. – refletiu – Sapatão... Argh... Essa palavra me revira o estômago.

Robin levantou-se levando o lençol enrolado na cintura e aproximou-se de Cora.

- Acho que sei como acabar com isso. – Cora arqueou uma sobrancelha.

- Fala. Eu preciso consertar as coisas por aqui.

- Soube que essa tal de Emma já foi casada, separou-se recentemente...

Sorriu de canto.

- Vamos falar com o ex. – Cora retribuiu o sorriso – Volta aqui de noite? – sussurrou próximo à face da mulher mais velha.

- Vá no meu hotel. Odeio esse seu apartamento.

Riu antes de receber um beijo voluptuoso do homem.


*********

Emma verificou pelo espelho retrovisor um Henry que dormia no banco de trás do carro como se fosse um anjo. A loira lembrava-se de como havia ficado encantada com aquela estrada na primeira vez que vieram ali, mas à noite quase não dava para perceber a magia que habitava na copa daquelas árvores como durante o dia.

Regina olhava pela janela o sol quase terminando de pôr-se e a escuridão do início da noite começando a tomar cada pedacinho da paisagem lá fora. Sentiu quando a mão de Emma tocou suavemente sua coxa e virou -se para encontrar um sorriso doce que a fez sorrir de volta.

- No que está pensando? – a loira perguntou voltando a atenção para a rodovia.

- Que vir pra cá me faz esquecer da realidade que ficou para trás. – suspirou.

A loira olhou rapidamente para ela e sentiu vontade de abraçá-la até aquela nuvem triste sair de cima dela.

- Você quer conversar? – Regina enlaçou as mãos – Você não disse nada até agora. Sobre o que vai fazer, sobre sua mãe... Amor, dá pra ver que você está sufocando aí.

- Eu só preciso me por em ordem. – afagou a mão da loira com o polegar – Aqui tudo vai se ajeitar.. – se referiu ao lugar.

Emma assentiu. Forçar qualquer coisa com Regina era pior. Mas ainda sim não conseguia evitar sentir-se excluída.

- Será que se eu ligar o som, o Henry acorda? – a morena perguntou mudando de assunto.

A loira negou com a cabeça.

- Ele está cansado. Apagou mesmo.

Regina sorriu e conectou o celular ao carro.

- Presta atenção...

Apertou o play no aparelho e logo o rádio do carro respondeu iniciando a música baixinho, Regina sorriu e recostou-se novamente ao banco, voltando a envolver a mão da loira com a sua.

Meu coração, sem direção

Voando só por voar

Sem saber onde chegar

Sonhando em te encontrar

- Eu quero que você saiba, Swan que você me salvou. E tudo o que aconteceu nessas últimas semanas me abalou muito. – Emma a olhou rapidamente – Daniel, minha mãe... Foi tudo desgastante. Eu estou confusa. Mas você Emma, você me faz ter a certeza de que tudo vai se ajeitar, que eu não preciso temer nada...

Se eu não te amasse tanto assim

Talvez perdesse os sonhos

Dentro de mim

E vivesse na escuridão

Se eu não te amasse tanto assim

Talvez não visse flores

Por onde eu vim

Dentro do meu coração

- E que mesmo se algo não der certo, uma coisa eu terei ao final... – apertou a mão da loira – Você, o Henry... Me desculpa por ser assim, por me trancar, por correr ao invés de me abrir. – suspirou pesadamente – Mas é o meu jeito de lidar. Assim que eu colocar tudo dentro de mim em ordem, eu vou te falar... Mas no momento eu não sei nem por onde começar, preciso absorver.

Hoje eu sei, eu te amei

No vento de um temporal

Mas fui mais, muito além

Do tempo do vendaval

Nos desejos

Num beijo

Que eu jamais provei igual

E as estrelas dão um sinal

- Vamos esquecer do mundo aqui. Vamos aproveitar somente a... – receou – A nossa família esse fim de semana. – sentiu os dedos da loira apertarem mais ainda suas mãos.

- Você está vermelha... – Emma disse sorrindo.

- Swan... se essa música não conseguiu dizer tudo, eu completo: Te amo. Amo demais. Amo tanto que não cabe em mim!

Se eu não te amasse tanto assim

Talvez não visse flores

Por onde eu vim

Dentro do meu coração


Notas Finais


Obrigada por tudo, meus bebês!


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