História Seven Day - Capítulo 1


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Categorias Super Junior
Personagens Lee Donghae, Lee Hyukjae "Eunhyuk"
Tags Donghae, Eunhae, Haehyuk, Hyukjae, Suju, Super Junior
Visualizações 41
Palavras 1.213
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


boa leitura, anjos

Capítulo 1 - Capítulo Único.


Passava por HyukJae pela milésima vez naquela tarde. Olhava-o, aproveitava, mas pouco durava. Somente passavam um do lado do outro e somente DongHae o olhava. HyukJae sempre o ignorava, ou pelo menos fingia ignorar. Sabia que fingir não conhecer ele mais tornaria tudo um pouco melhor. Pelo menos para ele, já que para DongHae nem um pouco. Realmente acreditava que havia sido esquecido, e isso doía em seu coração. 

Os dois moravam perto, ou para ser mais preciso, no hotel ao lado. Haviam feito essa escolha de morarem tão perto quando ainda eram namorados, há cerca de seis meses atrás. Arrependiam-se, pois era inevitável não se verem várias vezes ao dia, e aquilo era desconfortável. 

Mas, por sua vez, DongHae também não teria como sequer contar as vezes em que se esbarrou com o ex-namorado de propósito. Ou as várias em que ficou esperando ele em sua cafeteria preferida, seu bar preferido. Só para observar ele, para matar a saudade que não cabia mais em si. Sabia que isso poderia pegar mal, mas já era sufocante tudo isso. Estava no poço e sabia bem. 

Se pudesse, voltaria no tempo e mudaria o dia em que terminaram por conta da briga. Aquela maldita briga que destruiu o futuro que ainda traçavam, que ainda era planejado com todo orgulho e esperança. 

No dia em que terminaram, tudo havia começado quando HyukJae chamou o namorado para conversar. Alegou que seu jeito não era suficiente, muito menos o pouco amor que conseguia demonstrar pra DongHae. O namorado tentava fazê-lo trocar toda essa ideia, contando de que não via problema nenhum nisso e que, para ele, até mesmo somente HyukJae era suficiente. Porém, isso não foi bom o bastante para fazer Hyuk mudar de ideia de terminar o namoro, e assim foi. 

HyukJae também sentia falta, mas, ao contrário de Hae, guardava isso ao máximo, tentava deixar o sentimento neutro, mesmo que depois de um tempo sentisse ele. Arrependia-se igualmente e, se pudesse, mudaria tudo. 

Olhando para aquele dia, via que estava em um momento de surto e que deveria ter ouvido o namorado. Nunca deveria ter jogado DongHae para trás, muito menos suas afirmações e conforto. 

Apesar de ambos quererem voltar atrás, sempre hesitavam em tentar. E, conforme ia passando mais os meses, mais achavam que era tarde demais. 

Somente bastou o aniversário de três meses do término de namoro dos dois para não aguentarem mais isso. Lembravam-se bem do dia do término, e talvez passaram a odiar o número sete por conta disso. Sete de fevereiro. 

Sete de maio e Donghae adentrava o bar preferido do ex-namorado, como sempre fazia, porém nunca no aniversário de término. Estava bem vestido e cheirava bem, cheiro que logo iria se transformar em cheiro de bebida. 

Ao entrar, avistou Hyuk de longe, no mesmo lugar que sempre costumava ficar a beber. Também estava bem vestido, mas o que chamava a principal atenção era a jaqueta de couro preta que usava. DongHae se lembrava muito bem de que havia sido ele que havia dado esta jaqueta. Era a jaqueta dos sonhos de HyukJae, e o namorado, na época, quis dar ela de presente. Estranhava a jaqueta já que achava que ele havia jogado ela fora ou feito sabe-se lá o que com ela, mas também ficava contente de saber que ele estava usando ela e não havia feito nada disso. 

Diferentemente dos outros dias no bar, também notava a expressão mais tristonha do outro. Perguntava-se se o motivo seria o mesmo pelo qual ele também sempre ficava triste. 

HyukJae também havia visto DongHae entrar no local, mas somente deu uma leve olhada e logo disfarçou.  

Estava em um ponto onde não aguentava mais e todo seu corpo falava para ele ir até Hae, falar que sentia sua falta e que amava ele. Sentia medo e também sempre hesitava. 

Por outro lado, pela primeira vez, DongHae não hesitou e foi caminhando até HyukJae. Estava disposto e com coragem o suficiente para se encontrar com quem mais desejava todo esse tempo. 

Sentou-se ao lado dele, notando que o olhar do outro pairou sobre ele, estranhando sua ação. Somente pediu uma bebida e repousou confortavelmente na cadeira. 

— Hyuk — Iria chamá-lo apenas pelo apelido, mas logo desistiu da ideia, achando-a má para a ocasião. — Jae? 

O mais velho olhou mais fixamente ainda, com o coração quase descarregando de tantos batimentos por segundos. Fez que sim com a cabeça. 

— Eu mesmo. — Riu em tom nervoso e baixo, e logo pegou sua bebida e deu um breve gole. Quase se engasgava ao tomar. 

— Eu odeio o “hoje”, sabia? — Indagou. 

— Como assim? — HyukJae não entendeu o que ele queria dizer. 

— Eu odeio o dia sete. Odeio muito. 

Hyuk se botou a ficar mais nervoso ainda. Não sabia como agir, sequer acreditava que tal coisa era real. Mas preferia agir com sinceridade, também.

— Eu também odeio, é o dia que mais fico para baixo. Ou melhor, para explicar, o dia que mais estou despedaçado e sinto sua falta. 

Também foi olhado por DongHae, que entendeu totalmente que eles falavam e sentiam do mesmo sentimento. Finalmente tinha certeza disto. 

Havia alguns olhares sobre eles e ambos, então, levantaram-se e foram até o banheiro masculino juntos, que se encontrava vazio como de costume. 

— Eu queria ter te chamado antes — Donghae se pronunciou ao ficar de frente para Hyuk. — Mas pensava que você provavelmente já havia me esquecido. 

Hyukjae deu um breve passo para frente, aproximando-se ainda mais. 

— Como eu te esqueceria se tudo que penso por vinte e quatro horas por dia é você? — Convenceu-o da verdade — Você deveria ter vindo bem antes mesmo. 

— Eu estava com medo... 

— Medo de quê?  

— De, apesar disso que você falou, você não me quisesse mais.  

— Eu te amo. — Falou rapidamente e necessitado. — Como eu não iria te querer? Eu te quero mais que tudo. 

DongHae encarou seus lábios e logo começaram um beijo, que já se era sedento por muito tempo. Finalmente estavam matando a saudade e toda a sede. 

Nunca imaginavam que fariam isso novamente um dia, e isso, no momento, era tão mais feliz. 

Já começavam a ficarem sem fôlego durante o beijo, mas não queriam que aquilo acabasse, ainda mais quando não parava de ficar mais fervente. 

DongHae puxava ainda mais Hyuk pela cintura e deixava rastros em sua boca. Podia sentir o calor subir e todo o amor dos dois se formar um só, assim como eles naquela mesma dança própria. 

Tiveram que parar o beijo, senão morreriam e não iriam poder aproveitar o resto que estava por vir. 

— Há algo que esqueci de falar. — DongHae se pronunciou. 

— O quê? 

— Esqueci de falar que também te amo. — Sorriu. — E há mais algo. 

— O quê? — Retribuiu o sorriso e esperava ansioso pela próxima resposta. 

— Você é mais que suficiente para mim e até mesmo para toda minha vida. — Terminou a fala, mas logo resolveu continuar. — E há mais algo. — Riu. 

— O que é dessa vez, Hae-ah? — Respondeu de modo impaciente, mas abriu ainda mais o sorriso gengival. Foi para o lado do mais novo e, em seguida, encostou o rosto no ombro de Donghae. 

— Agora eu até que gosto do dia sete. 

E aquele era o começo da noite em que, pela primeira vez, o sétimo dia do mês estava salvo. 



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