História Seven Days - Capítulo 52


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Categorias Bruno Mars
Personagens Bruno Mars
Tags Amor, Bruno Mars, Brunomars, Drama, Mars, Morte, Musica, Romance, Saudade, Sexo, Sofrimento, Violencia
Visualizações 88
Palavras 1.292
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 52 - Silêncio


Fanfic / Fanfiction Seven Days - Capítulo 52 - Silêncio

Eu não queria ficar sozinho, mas preferi.

Não consigo dormir, são tantas horas acordado... ou dias? Eu perdi a noção do tempo... todos devem estar preocupados comigo. Eu sumi. Eu não quero ver ninguém. Eu quero apenas continuar agonizando nesse quarto de hotel. Eu não sei como será depois que eu colocar os pés fora daqui... então é melhor eu adiar mais um pouco a minha saida.

Bom, eu vou explicar porque todos devem estar preocupados comigo... Depois que conversei com a Bia, no meu carro, eu simplesmente sai e não dei satisfação pra ninguém... eu queria apenas ficar sozinho, então resolvi passar a noite nesse hotel... mas isso saiu do meu controle... eu não durmo, eu não como, eu estou literalmente agonizando nessa cama... Eu sei que eu preciso arrumar forças para enfrentar tudo, mas eu também não sei como eu devo fazer isso...

Eu acho que eu estou aqui há três ou quatro dias... ou sete? Aaah, merda... eu não sei. Eu me sinto tão covarde por estar fugindo da minha realidade. Eu deveria estar lá, firme e forte, dizendo coisas positivas, como: "Ela descansou" ou "Ela não está mais sofrendo" ou até mesmo o clássico: "Ela está em um lugar melhor"... mas eu também não consigo fazer isso. Enfim, o lado bom é que eu já não estou chorando mais... chorei tudo... A dor continua do mesmo jeito, mas não consigo derrubar mais nenhuma lágrima.

O meu celular já tocou umas 40 vezes, só hoje. Desde a noite que eu cheguei aqui, ele está no chão, perto da porta do banheiro. Na segunda vez que ele tocou aquele dia, eu já joguei ele na parede... era pra ter quebrado essa merda, mas não tive tanta sorte assim.

Talvez eu fique aqui mais alguns dias... Não. Retiro o que eu disse... Eu vou pra casa.

Me sento na cama e respiro fundo várias vezes.

Bruno: Acho que eu não estou bom para dirigir. -Digo para mim mesmo, já que eu estou sem dormir há muito tempo.

O meu celular toca mais uma vez. Não importa quem seja, eu decido atender.

Praticamente me rastejando, eu vou até ele.

Bruno: Marie -Falo assim que vejo a foto dela na tela do aparelho.

Confesso, queria que fosse a Bia.

Eu atendo e espero que ela diga alguma coisa.

Ligação on.

Mari: Bruno? -Ela parece calma.- Heey. Eu estou preocupada com você.

Bruno: Bia. -Digo e demoro pra perceber que errei o nome dela.

Mari: Bia? Bruno, é a Marie. Onde você está? Estamos todos preocupados.

Bruno: Estou em um hotel. Você pode pedir para a Bia vir até aqui? Por favor.

Mari: A Bia? -Ouço ela bufar.- Diga onde você está que eu vou.

Bruno: Por favor, pede para ela.

Mari: Em qual hotel você está?

Bruno: Marie, você pode fazer o que eu lhe pedi? Se não puder avise logo.

Mari: Me diga onde você está que eu vou.

Ligação off.

Sem paciência, eu desligo na cara dela. Eu sei que isso não foi legal, eu sei... mas não me culpe, eu estou tão fora de mim.

Eu ligo para a Bia. Ela me atende rapidamente.

Ligação on.

Bruno: Bia?

Kell: Bruno!! Que bom que você ligou. Eu estou preocupada... onde você está? -A voz dela me acalma.

Bruno: Não se preocupe, eu estou em um hotel... mas você pode vir até aqui? Por favor... -Eu sei que ela vem.

Ela está sempre disposta a me ajudar, seja no que for... e mais uma vez, ela é a única pessoa que realmente entende o que eu estou passando e por quê de eu ter sumido. Ela sabe minhas dores.

Kell: Sim, claro, eu vou... mas... você está bem?

Bruno: Não... eu estou literalmente no chão. Estou sentindo muito a falta daquele pedaço que tiraram de mim... de nós. -Ela faz silêncio e então eu digo:- Vem rápido... por favor.

Kell: Em qual hotel você está mesmo?

Bruno: Naquele pequeno que tem na saída de Los Angeles. Sabe? Nós passamos na frente uma vez.

Kell: No Dallas?

Bruno: Sim, isso mesmo.

Kell: Okay, eu estou indo... Não saia daí.

Bruno: Tudo bem... Obrigado, Bia.

Ligação off.

Ai, caramba, isso tudo parece tão irreal. Vou chegar em casa e a minha filha não vai estar lá... em lugar nenhum.

Isso vai doer apenas para o resto da vida...

Algum tempo se passa e então eu resolvo me levantar do chão, afinal preciso parecer um pouco vivo quando for abrir a porta. Eu me sinto na beira da cama e espero, olhando para um enorme espelho. Estou sem camisa, o meu cabelo está mais bagunçado que o normal, estou sem os meus tênis e tudo o que não está em mim, está em algum lugar do chão. Nem vou me tentar pegar, se eu me abaixar, talvez eu não me levante de novo.

O telefone do quarto toca, eu atendo e autorizo que Bia suba.

Ela rapidamente sobe, eu abro a porta e volto a me sentar na cama, enquanto ela entra.

Bruno: Obrigado por vir. -Ela parece assustada ao ver a minha situação.

Kell: Caramba. -Seus olhos percorrem a bagunça do quarto.- Você está aqui há quantos dias?

Bruno: Eu não sei... mas estou aqui desde aquela noite. Eu realmente não faço ideia de quanto tempo se passou. Eu não vi a luz do dia... -Eu olho para as cortinas completamente fechadas.

Kell: Meu Deus...

Bruno: Três dias? Cinco? ou trinta?

Kell: Seis dias.

Bruno: Tanto faz... nada mais tem importância mesmo.

Kell: Você está se alimentando? -Ela se abaixa para pegar o meu boné que está no chão. Em seguida, o coloca em cima da cama.

Bruno: Sim, eu comi algumas vezes. Comi aqui no quarto mesmo... era o meu jeito de mostrar que eu estava vivo. Eles poderiam achar que eu estava morto, afinal, não estou muito longe disso. Podemos ir? -Eu me levanto, mas acabo me sentando novamente.

Kell: Tome um banho. Eu vou pedir pra trazerem o seu almoço. -Diz recolhendo minha camiseta, meus tênis, meu celular, meu óculos e juntando tudo na beira da cama.- Depois que você almoçar, nós vamos.

Bruno: Tudo bem. -Prefiro simplesmente fazer o que ela diz, pois tenho a certeza que é o melhor pra mim.

No quarto mesmo, sentado na cama, eu tiro a calça e caminho para o banheiro.

Eu tomo um banho rápido e quando saio, vestindo um roupão, o meu almoço já está me esperando. Bia ajuda eu me servir.

Bruno: Come também.

Ela pensa e reponde, já pegando um prato:

Kell: Okay... vou comer um pouquinho pra te fazer companhia. -Eu sorrio.- Opa. Você sorriu. -Ela comemora e eu me pego tímido.

Bruno: Me desculpe por não ter ido. Como eu disse, eu não conseguiria vê-la daquele jeito. -Digo de repente. Sinto que precisava me desculpar.

Kell: Fez bem em não ir, foi muito triste, doeu muito mais... e não se culpe, não se julgue por não ter conseguido ir ao funeral.

Ela me entende. Ela sente a dor, como eu. Ela foi destruída junto comigo.

Bruno: Como será agora? Eu realmente não sei por onde começo a me reerguer.

Kell: Primeiro você precisa focar no seu trabalho, acho que isso vai fazer muito bem pra você. -Se ela soubesse o quanto eu me sinto bem por ela estar aqui comigo.

Bruno: É... tem a performance no Grammy. Você já vai voltar para a sua casa? Tipo... vai embora da minha casa?

Kell: Melhor, né?

Bruno: Não. -Eu tomo um pouco de suco.- Eu preciso de você.

Kell: Eu não sei, Bruno. Eu...

Bruno: Até o Grammy... fique. Aliás, eu quero que você me acompanhe... se não for pedir muito.

Kell: Você sabe que eu não gosto de me expor.

Bruno: Por favor.

Kell: Vamos lá. Eu vou te explicar o porquê de eu não poder ir. -Ela respira fundo e solta os talheres.- Eu vou voltar pro FBI, em fevereiro eu já vou sair do país para a minha primeira missão... e imagine só... a minha cara estampada, em todos os lugares, como a acompanhante do Bruno Mars no Grammy.

Estou mais triste do que realmente surpreso.

Bruno: Você vai sair do pais?


Notas Finais


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