História Seven Days - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin)
Tags Colegial, Namjin, School!au, Seven Days, Short Fic, Sunbaexhoobae
Visualizações 14
Palavras 2.301
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gostei de escrever esse capítulo. x)

A música inspiração é Kiss the boy do Keiynan Lonsdale.
Você pode achar que não conhece esse fofo, mas vê/viu a série The Flash ou o filme Com amor, Simon, o conhece sim.

Boa leitura.

Capítulo 3 - Wednesday


Fanfic / Fanfiction Seven Days - Capítulo 3 - Wednesday

Namorando... Eu ‘tô namorando. Kim Namjoon é meu namorado. Por uma semana, mas ainda meu namorado.

Saí do carro pensando nisto.

– Ei – me assustei. – Presta atenção onde está indo – brigou minha mãe e notei que quase esbarrei num grupo de garotas que não pareciam incomodadas com o fato. – Terei que te escoltar até lá dentro?

– Oppa, seu idiota – ofendeu-me minha irmã mais nova no banco de trás.

Revirei os olhos me afastando. Tenho um grande desafio pela frente: segurar a barra de estar compromissado com Namjoon. Se eu fosse uma garota, acho que seria mais fácil. Ele deve estar encarando isso como “uma semana saindo com um amigo”. Não é namoro para ele, porém é para mim. Sou um cara sortudo que está saindo com um lindo – e estranho – hoobae, desejado por muitas. É nisso que vou pensar a partir de agora.

Meu celular tocou quando atravessei os portões, o Kim chamando.

 

[Hoobae gostosão]:

Sunbae

Onde você está?

[eu]:

Tô no colégio

Por quê?

[Hoobae gostosão]:

Nada

Te encontro aí

[eu]:

Onde você tá?

[Hoobae gostosão]:

Subindo a rua

[eu]:

Quê?

Então, para de conversar comigo!

Presta atenção na rua

 

Sou a última pessoa para dizer isso quando a poucos minutos estava distraído.

 

[Hoobae gostosão]:

Hahahaha tudo bem

Tenho guarda-costas comigo

 

Aigoo, garotas à espreita.

Devem estar querendo saber se ele está com alguém. Terei de socorrê-lo.

Girei meus calcanhares e desci a rua, logo vendo um amontoado de saias em volta do mais alto. Despojado, gentil, atrapalhado na cozinha, educado, ousado por pintar o cabelo de loiro platinado... Esse é Kim Namjoon, a pessoa que aqueceu meu coração ao sorrir largo e acenar para mim fazendo os olhares femininos curiosos cintilarem.

– Seokjin-sunbaenim! – exclamaram em coral.

– Bom dia – cumprimentei entusiasmado.

– Bom dia, sunbae – devolveu Namjoon.

– É a primeira vez que os vejo juntos – comentou uma das meninas. – Participar de clubes pode nos fazer criar amizades interessantes, né?

– Sim, sim – concordei. – Você faz parte de algum?

– Hum... Ainda não – respondeu tímida.

– O que está esperando? Mas, quando entrar, seja responsável e vá com frequência – orientei. Ela assentiu colocando o cabelo atrás da orelha.

– Namjoon-ssi – chamou-o uma garota de cabelos ondulados –, qual a sua namorada da semana?

Ele congelou, era nítido, mas ninguém pareceu notar.

– Não é obvio? – provoquei. – Sou eu – fiz bico.

Silêncio e mais silêncio até todos caírem na gargalhada.

– Ah, mas vocês se merecem – falou a mais baixa de todas. Queria mesmo merecê-lo. – Namjoon-ssi nunca fala com quem está saindo – lamentou.

Ele sacudiu a cabeça ainda rindo, passou o braço por meus ombros e disse:

– Com licença, precisamos ter um momento só para nós – piscou e apertou o passo as deixando para trás.

Mesmo que tenha sido engraçado, não foi uma piada, entretanto, para o Kim também foi.

Estou levando tudo a sério demais?

Num namoro, as pessoas trocam mensagens, saem juntas para comer, conversam sobre várias coisas, discutem, se provocam, se elogiam... Droga, eu tô bancando o namorado. Sendo que essas coisas também são feitas entre amigos e, como meu hoobae, ele vai respeitar e aceitar tudo que eu propor.

Isso não é namoro. Deveria ser, mas não é.

Como será que ele faz com as garotas? Ele segura nas mãos, as beija e vai além?

Entrei na sala e olhei direto para Suran que já estava a minha espera.

– O que foi aquilo? – colocou as mãos na cintura. – Desde quando está tão íntimo de Kim Namjoon?

– Temos algumas coisas para resolver – pus a mochila na mesa e sentei na cadeira. O que estava prestes a fazer poderia soar impróprio. Engoli em seco e pigarreei. – Suran-ah, você transou com o Namjoon?

Ela quase caiu da carteira, me mirou com tamanha intensidade que senti um buraco se formando no meio de meu crânio.

– Que porra de pergunta é essa?

– Ah, nada demais – afrouxei a gravata distraído. – Estava curioso pra saber se ele tem sexo garantido toda a semana, sabe. É muito bom humor para uma pessoa só.

– Tsc – estalou a língua. – Não é assim que funciona, seja segurar as mãos, os braços ou abraçar, ele nunca o faz, somente quando é absolutamente necessário – ela passou os dedos pelo cabelo. – Ouvi que algumas tentaram “fazer” com ele, mas foram recusadas. É conhecido entre nós garotas como o “Cavaleiro que Preza pela Honra”.

– É uma pena – falei um pouco desapontado. Pensei que ele tivesse mais atitude com as fêmeas. Pelo visto, seu respeito e gentileza para com as mesmas se sobressaem.

– Jin-ah, por acaso você...

– Manda aquele imprestável andar de máscara e parar de fechar o corredor com aquelas seguidoras doentes dele – interrompeu-a Yoongi. Seu termômetro de emputecimento estava no máximo. – Porra, perdi meus preciosos minutos de sono antes da aula.

Apenas ri, a professora chegou na sala e o assunto morreu.

 

 

~ × ~

 

 

– Jinnie~ Jinnie~ – empolgou-se o Min. – O que trouxe?

– Pulmão, estômago, fígado, tomate, cenoura, arroz a vapor... – enumerei. – Foi de improviso.

– Queria saber improvisar como você – invejou-me Suran.

– Compartilha aqui – o moreno indicou sua vasilha com bife, pepino e arroz. Meneei com a cabeça abrindo meus potes.

– Oh, o que ele ‘tá fazendo aqui? – questionou Shin olhando para a porta.

Segui-a e lá estava Kim Namjoon. Ansioso? Ou era impressão minha?

– Deve estar saindo com alguém da nossa turma – analisou Yoongi com a boca cheia do meu almoço e sua vasilha não muito diferente. Ele não estava errado.

Recolhi minhas coisas e me levantei pedindo licença.

– Seokjin, não acredito que você... – não fiquei para ouvir o resto do que Suran queria me dizer. Kim e eu rumamos para o terraço.

Sentamos no chão, desembrulhei o que restou do meu almoço e ele bebericou seu suco de caixinha.

– Isso é para compensar a segunda-feira? – perguntei pegando os hashis.

– Não, ué – falou como se eu fosse louco. – Estamos namorando, devemos passar a maior parte do tempo juntos.

Ele ‘tá me zoando ou falando sério?

– Namorando, é? – refleti. – Porque não parece.

– E o que seria “namorar” para o sunbae? – olhou no fundo dos meus olhos e algo balançou em mim.

– Sei lá – desviei. – Nunca fiquei tempo o bastante num relacionamento para sentir que era namoro – enchi a boca.

– Também não sei – ponderou cabisbaixo. – Só vivenciei imitações baratas.

Estava pronto para por mais comida na boca quando notei que o mais novo não tinha nada além do suco consigo.

– Aqui – estiquei o braço. – Tem que comer algo – ele piscou várias vezes e me encarou. – Não é como o que faço no clube, mas não está ruim, tá? – sorriu e abocanhou a carne e os legumes. – Acho que dividir comida e dá-la na boca do parceiro é algo que namorados fazem, né? – disparei sem pensar.

O hoobae quase engasgou, tomou um gole da bebida, engoliu e suspirou olhando para baixo.

– Desculpa, vou parar de falar – comi mais um pouco.

– Não, sunbae – se opôs. – Continue, gosto de ouvir sua voz.

– Ah – quis me esconder de vergonha. Por que ele é assim?

Acabei dando o resto da minha comida para ele. Foi constrangedor agir como um casalzinho apaixonado, mas vê-lo alimentado e por mim, me deixou satisfeito.

– Não deixe de ir ao clube mais tarde – comentei enquanto mastigava a última remeça.

– Sinceramente, sunbae - disse com a comida ainda na boca -, depois que você saiu de lá para focar no curso da universidade*, perdeu a graça continuar – eu estava prestes a contestar, mas ele continuou: – Gosto de suas habilidades e do seu esforço em dar o seu melhor e transmitir o quanto cozinhar é importante pra você. Cada prato que prepara é delicioso e eu sinto o quanto ama o que faz. Até esse, que o sunbae fez pouco caso, está divino – completou com um sorriso tão lindo que o sol a nossa esquerda não se comparava com ele em brilho.

Já recebi vários elogios, mas esse foi o mais significativo. Alguém que, até segunda-feira, eu não dava a mínima, prestava tanta atenção em mim e me admirava nesse nível. Tive que conter o choro enquanto ele terminava com o suco. Se virou para o horizonte pressionando os lábios e ali em baixo do lábio, bem pequenininho, estava um ponto que me atraiu. Inclinei-me para olhar mais de perto estendendo a mão involuntariamente.

– Namjoon, você tem uma pinta... – o Kim voltou-se para mim e seu rosto quente encaixou perfeitamente em minha palma. Fiquei sem reação e ele também.

O sinal de fim do intervalo soou. Nos afastamos no susto.

– Hã, bem... É... Temos que voltar – desconversei com o rosto muito quente e o coração a mil por segundo apanhando meus potes. – Vou te esperar as margens do Rio Han. Não falte no clube – mal notei o que estava falando, só queria sumir de sua frente. Ouvi um fraco “ok” atrás de mim.

Espera. Rio Han? Onde eu estava com a cabeça?

 

 

~ × ~

 

 

Depois de me xingar mentalmente durante as aulas e a caminho do parque a beira do Rio Han, refleti e talvez não tenha sido uma ideia ruim. Se eu o esperasse no colégio, seria abordado por Suran que me perguntaria algo que não estou pronto para responder e seríamos perseguidos por garotas sedentas. É melhor assim.

No entanto, inconscientemente sugeri um lugar a qual considero romântico e trouxe minha primeira paixão. Desde aquele dia nunca mais pisei aqui com alguma namorada. Deprimente, eu sei, é um bom espaço para se estar com alguém. Por isso, quero Namjoon comigo nesse campo ao por do sol, porque lá no terraço senti que éramos namorados, mesmo por meros minutos. Quero passar mais tempo com ele, sair com ele como um casal de verdade. Montar um piquenique na grama ao luar, falar sobre coisas que gostamos, pretendemos fazer, conhecer mais um do outro, mas as crianças correndo, os adultos bebendo, conversando e brigando com os filhos, grupos de jovens rindo alto e um casal mais afastado de mãos dadas, me lembrou que nossa estada aqui pode ser considerada amigável. É comum encontros casuais no Han e isso me entristece.

O que estou pensando? No próximo mês me formo e nada disso importará. Um dia longe do colégio e esquecerei que essa semana existiu. Logo sairá o resultado de classificação da universidade, me concentrarei no curso de gastronomia, abrirei um restaurante ao termina-lo, meu pai ficará doido para financiar meu negócio, entretanto usarei minhas economias guardadas por todos esses anos para não depender de ninguém, chamarei Yoongi para ser meu degustador e Suran minha pâtissier. Planejei os próximos dez anos de minha vida sem dificuldade.

Mas o que Kim Namjoon fará? O que quer fazer? Do que gosta? Será que ele sabe? Já vai para o segundo ano, precisa saber.

Mal o conheço e estou ocupando minha mente me preocupando. O que tiver que acontecer, que ele seja feliz. Que pare de sair com várias pessoas e se satisfaça consigo. Apesar de que o casal a minha direita está se alisando com tanto carinho que uma carência tomou conta de mim.

Eu queria estar assim com alguém. Estar assim com o Kim hoje. Agora.

Ouvi passos na grama. Levantei o olhar.

– Colocou fogo na cozinha por acaso? – disse.

– Quase isso – respondeu sem graça. – Não desista de mim, sunbae.

– Claro que não – pus me de pé. – Ainda tenho que te ensinar bibimbap – ele pareceu surpreso. – Vamos pra lá – indiquei uma parte mais afastada e com poucas árvores. – Esse casal idiota está me irritando.

– Hã... Sunbae – Namjoon falou contido.

– Ah – a ficha caiu. – Somos um também, né?

Ele riu me acompanhando. Sentamos a alguns metros dali, o casal continuou em meu campo de visão, mas o loiro estava na frente deles.

– Deveria vir aqui pelo menos uma vez toda semana – comentei.

– É – curvou a boca –, mas quero fazer isso com alguém especial.

– Desculpa se estraguei isso.

Esquece, vir aqui foi uma ideia ruim sim!

Olhei além dele, o casal estava fazendo algo que chamou minha atenção: se beijando. A quanto tempo não faço isso? Digo, apropriadamente e sentindo como se fosse a coisa mais maravilhosa do mundo e com alguém de quem gosto de verdade. Queria beijar os lábios grossos e rosados de Namjoon, tocar novamente sua pele lisa, macia e morena como um frango frito. Que merda de comparação é essa? Eu amo frango frito, mas exagerei. Não sei se Namjoon é tão saboroso quanto um. Queria tirar essa dúvida.

– Não se desculpe – falou depois de um tempo. – Você é especial, sunbae.

Sua pele escurecia conforme o sol desaparecia, seus olhos se aprofundavam à medida que eu tentava sustenta-los. Ficou silencio ou sou eu que só sabia prestar atenção no belo hoobae a minha frente?

Seu rosto se aproximou do meu, sua mão tocou a base de minha cabeça. Eu sabia o que iria acontecer, sabia o que pretendia fazer, mas apenas me deixei levar pelo clima e meus desejos. Nossos lábios se encostaram num selar doce e agradável, meu interior se esquentou e me senti pleno. Eu queria ir além, envolve-lo em meus braços e extravasar tudo que eu tenho reprimido em mim, contudo limitei-me a por minha mão em seu busto nos separando.

– Por que fez isso? – perguntei receoso.

– Você queria que agíssemos mais como namorados – falou singelo. – E seus olhos pediram por isso.

– Fez porque eu queria e não porque quis – a frustração percorreu em meu corpo.

– Não, sunbae – tentou me acalmar segurando meu pulso. – De certa forma, estava tudo tão favorável...

– Sei – desdenhei soltando-me. – Não se submeta a alguém só porque é um homem mais velho que você.

Peguei minha mochila e marchei para longe. Suran disse que ele não fazia essas coisas, como pode, então, me beijar? Isso é realmente algum tipo de jogo e está me usando para se divertir.

Não devia ter começado a me apegar. Não devia me abalar com um beijo simples. Também, não devia estar me irritando com ele e levando isso a sério.


Notas Finais


* Caso não saiba, em alguns países, as universidades disponibilizam cursos ou adiantamentos para estudantes que apresentam bons currículos, ainda durante o último ano do ensino médio. Eles tem a chance de conhecer a instituição e os cursos disponíveis, podendo escolher que área seguir depois de concluir o período de reconhecimento, onde também foram avaliados para permanecerem ou não.
Há muito tempo, vi uma matéria falando que algumas universidades aqui do Brasil estavam querendo adotar tal método, mas eu não sei se foi pra frente, ainda mais com a alteração do ensino médio.

Três dias já foram, faltam quatro.

E, independentemente em que tempo está, não tenha medo de comentar. :)


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