História Seven Days - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin)
Tags Colegial, Namjin, School!au, Seven Days, Short Fic, Sunbaexhoobae
Visualizações 61
Palavras 2.129
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Já peço desculpas pelos clichês daqui pra frente.

Boa leitura.

Capítulo 4 - Thursday


Fanfic / Fanfiction Seven Days - Capítulo 4 - Thursday

Quando Seokjin-sunbae me chamou de “Namjoon”, pensei ter ouvido coisas, o terraço estava vazio exceto por nós. O cenário mudou, mas seu rosto continuava cálido. A escuridão de suas írises me chamava, então fui. Ele recuou, estava temeroso. Fiz algo errado? Entendi errado? Não era o que queria? Achei que fosse. Achei que era o certo. Pois, achei errado. Tomou todas as decisões desde o início, me arrastou para onde bem quis e quando finalmente tenho iniciativa, falho miseravelmente. Sunbae não queria um beijo de um homem. Não queria estar com um homem. Só estava brincando comigo e eu estraguei a piada.

Não se submeta a alguém só porque é um homem mais velho que você.

Acordei no susto com o despertador. Ele tem nojo de mim.

Como vou encará-lo hoje? Não posso interromper os encontros porque seria covardia e, também, eu sempre cumpro a minha palavra. Se aceitei sair com ele essa semana, irei até o fim. O problema é se ele continuará a sair comigo, se sequer olhará para mim de novo.

Meu celular tocou. Será que é o sunbae? Tem de ser. Preciso que seja ele. Chamada de vídeo? Yuiko...

Por que demorou a atender? – noona tinha uma expressão irritada. Notei que cortou o cabelo na altura no ombro e fez uma franja. Parece ter quinze anos. – Espero que tenha sido por algo mais importante que eu. Sua família, é claro.

– O que quer? – fui seco. Ela bufou.

Diga que viu algo diferente em mim – piscou consecutivamente.

– Está a mesma de sempre, correndo atrás de mim.

Cortei o cabelo – revirou os olhos. – Garotos, nunca reparam em você.

– Vou me atrasar. Tchau.

Ei, espera – exasperou-se. – Quando eu voltar não tolerarei mais essas atitudes.

– Só voltará para sua formatura. Não precisarei falar muito com você, nem te ver.

Mas eu posso acabar morando de vez na Coreia – insinuou.

– O quê? – quase deixei o celular cair da minha mão. – ‘Tá dizendo que, quando casar, serão transferidos para cá e está me querendo como seu amante? Isso é muito nojento, noona.

Eu não disse que irei me casar – se mexeu incômoda e eu vi uma toalha bordada com o nome de um hotel atrás de si. – Falei com meus pais que amo outra pessoa, portanto, não posso me casar com aquele canalha.

– Você fugiu de casa também? – passei a mão na testa tentando me acalmar. – Pra cá você não volta. Não vou me filiar a essa ideia idiota. Vou falar com meus pais, aqui em casa você não vai ficar.

Que falta de apoio é essa, Namjoon-chan? – falou perplexa. – Abandonei tudo por amor a você e é assim que me trata?

– Desde o início, sempre me disse que o que tínhamos não significava nada, era apenas distração. Pois, agora, arque com as consequências.

O que posso fazer se você é maravilhoso e apaixonante? – mesmo em pixels e um pouco desfocada, sua feição de choro era perceptível. – Se você amar outra pessoa, nunca será rejeitado. Esse é meu maior medo, porque é impossível alguém não gostar de você.

Está enganada. Ele me rejeitou.

– Não importa – respondi com frieza. – Não tenho nada a ver com isso.

Namjoon-chan, sei que sente minha falta. Sei que no fundo me quer de volta – insistiu enquanto lágrimas rolavam de seu rosto avermelhado.

Eu até sentiria mesmo se não tivesse me aproximado de Kim Seokjin. Teria tido uma recaída por sua ausência, mas minha mente está ocupada pensando no sunbae. No quanto é admirável, no quanto é belo, em seu modo de pensar, sua espontaneidade, sua risada, seus olhos, seus lábios, o beijo que eu gostei e não me arrependo, e seu ódio por mim pelo que fiz. Só penso nele e nele e nada mais que ele.

– Não sinto sua falta, Yuiko-noona. Adeus – encerrei a vídeo chamada.



~ × ~



A primavera está chegando, as árvores já apresentam sinais do florescer. Dizem que essa estação favorece os jovens, queria que fosse verdade. Ao menos, queria acreditar que sim.

– Bom dia – surgiu uma voz em meu ombro. Sobressaltei-me, era o sunbae. Suas esferas escuras me estudavam.

– Bo-bom dia – gaguejei.

– O que é isso? – torceu o nariz bloqueando meu caminho até o prédio das salas do primeiro ano. – Está passando mal ou algo do tipo?

– Não, não. Estou bem – não transmiti tanta segurança.

– Nada de inventar um beijo de bom dia – anunciou com um sorriso sarcástico na face. – A não ser que queria quebrar o protocolo e mostrar a todos a sua “namorada” da semana.

– Não, Seokjin-sunbae – ri alto. – Decidi que não vou me submeter a ninguém, nem a caras mais velhos – continuei gargalhando e chamando a atenção das pessoas ao redor.

Ele está falando comigo. Ele não me odeia. A semana seguirá normalmente, apesar de ser bem diferente das anteriores que tive, até mesmo das com Ohara Yuiko.

– Qual é o seu problema? – estranhou o acastanhado e seguimos juntos para nossas respectivas classes.



~ × ~



– Uah~ que sono – bocejou.

– Por que não tira um cochilo? – aleguei. Estávamos em horário de almoço sentados no chão de um dos corredores vazios com acesso ao terraço. – Ainda tem um tempo até a aula.

– Nah~ vou te deixar olhando para o nada – debateu.

– Eu não ligo – persisti.

– Ok – colocou a mão em meu joelho. Um arrepio subiu a espinha. – Me empresta sua coxa.

– Ah, sunbae... – tentei dizer algo.

– Wow, é só músculo – observou me apalpando. Ainda bem não podia ver o quão corado eu estava.

– Bom, eu não sou uma garota – controlei a voz.

– Verdade – ajeitou a cabeça se aproximando mais de meu quadril. – Não posso esperar que tenha coisas macias, mas está tudo bem.

Tudo bem só pra você, né? Comecei a suar frio ao sentir o ritmo de sua respiração.

– Ei, você se lembra de Shin Suran? – perguntou de repente. – Ela é da minha turma e minha amiga.

A baixinha de longos cabelos castanhos.

– Sim – respondi.

– Fico imaginando como foi sair com ela – riu de jeito fofo se sentando novamente. – A personalidade forte com doses de meiguice quando lhe convém. É uma boa amiga. Pensa em manter contato com ela por amizade ou nem nisso? Seria bom se se conhecessem melhor. Seria muito engraçado, nós quatro juntos. Yoongi-yah iria te odi-...

– Não mantenho contato com quem já namorei – cortei-o. Seokjin ficou atordoado.

– Mas elas mandam mensagens, ligam, essas coisas, né?

– Quem sabe? – retruquei sério. – Não dou importância a números desconhecidos.

Ele ficou em silêncio por um tempo. Seu semblante enegreceu-se.

– Não acha que é muita frieza da sua parte? – sua voz carregava algo que nunca tinha ouvido antes. – Apenas assim, sem mais contato?

– Como você se sentiria se a pessoa com quem namora recebesse ligações de alguém que você sequer sabe quem é? – rebati.

– Okay, mas... – fez uma pausa. Seus ombros murcharam. – Isso significa que semana que vem deletará o meu número também.

Ele fixou os olhos num ponto distante, sua boca tremeu por dois segundos. Senti-me horrível. Na verdade, eu não queria cortar relações com o sunbae, porém preciso seguir o “protocolo”, sem distinções.

– Tudo bem – disse por fim. – Não é como se tivéssemos algo sério, né – soou cabisbaixo. – Ainda mais, já estou para me formar, não fará diferença.

Meu coração se partiu. Realmente, não é sério, mas eu queria que fosse para ambos. Queria saber se eu sou capaz de me apaixonar de novo e por ele. Não pude pensar em mais nada, meu celular estava tocando.

– Hã, com licença – falei me levantando sendo acompanhado por seus olhos inquiridores. Era a noona de novo, só que dessa vez numa ligação normal. Queria recusar, no entanto meu cérebro está programado a atende-la. – O que foi agora?

Eles bloquearam meu cartão de créditos – choramingou. – Não sei o que fazer. Me ajuda a voltar pra Seul.

– Não mesmo! – refutei veemente. – Pare de criancice e volta pra casa, noona.

Até você está desejando a minha infelicidade – soluçou alto. – Em quem posso confiar? – fungou. – EU NUNCA MAIS IREI VOLTAR, OUVIU? FUGIREMOS JUNTOS NEM QUE EU TE SEQUESTRE! – berrou.

– Acabou, noona – a raiva subiu a minha cabeça. – Não faremos nada porque não há mais um “nós”. Volte pra ele de vez e viva a promessa que fez.

EU QUERO QUE TUDO VÁ SE F-... – o celular foi tomado da minha mão. Kim Seokjin olhou para tela, expressou desgosto e desligou enquanto Yuiko ainda gritava.

– Então, você pode se desfazer das garotas desse colégio, mas ainda tem o contato de uma ex de fora daqui? – disse áspero. Engoli em seco. Seu olhar estava tão frio quanto noites abaixo de zero no inverno. – Isso não é injusto?

– Por que está com tanta raiva? – perguntei hesitante.

– Porque eu sou a porra do seu namorado – bradou com o rosto ganhando tons de vermelho. – Tenho todo o direito de estar com raiva. Se não a quer mais em sua vida, a exclua, ignore, merdas desse tipo – olhos brilhantes me fuzilavam com fervor. – Sabe que está errado, não me olhe assim – jogou meu celular em mim e retirou-se a passos firmes.

Uma exaustão me dominou e eu só ofegava com o coração na garganta como se tivesse corrido quilômetros sem obter algo. Ele tem razão, mas eu não poderia mudar da água para o vinho com ela na frente de meus pais. Fui na lista de chamadas recentes e disquei para Ohara que atendeu logo.

Por que desligou na minha cara, seu merdinha? – sibilou.

– Se me ligar de novo, eu vou te denunciar e dizer em que hotel está – dei meu ultimato. – Me deixe em paz – e desliguei.

Posso ter conseguido me livrar de vez da noona, mas, em troca, estraguei minha relação com o sunbae.



~ × ~



Meus colegas de clube me elogiavam por não ter arruinado nada hoje enquanto saiamos do colégio. Tem sido bom interagir com eles essa semana, talvez porque Kim-sunbae me instigou a isso.

– Sunbaenim! – exclamaram.

Falando no diabo. Estava encostado no portão e acenou para nós.

– Deveria aparecer por lá pelo menos uma vez na semana pra mostrar aos calouros como é que se faz – pronunciou-se um secundarista.

– Não quero desanima-los – respondeu zombeteiro.

– Queremos continuar aprendendo com o sunbaenim o máximo possível – disse uma das garotas do primeiro ano. Ele riu.

– A cozinha está inteira, não é? – perguntou para mim com um meio sorriso.

– Sim – assenti desconcertado.

– Ele fez tudo direitinho – falou outro do segundo ano e Seokjin seguiu nossos passos. – Não ficou com o exato gosto que deveria, mas já é alguma coisa.

– Certo, semana que vem ensinarei algo inesquecível – aproximou-se de mim.

Será que vai dizer que não quer mais continuar saindo comigo? Por favor, não.

– Desculpe por mais cedo – fitou a rua pensativo. – Acho que exagerei, mas foi hipocrisia da sua parte. Além do mais, eu não conheço a pessoa que te ligou.

– Tem razão – concordei. – Não se repetirá. Suas desculpas são desnecessárias – ele me assistiu fazendo um pequeno bico. – E, também – indiquei para chegar mais perto -, gosto da forma como quer me amarrar – sussurrei em seu ouvido. Seu olhar era suspeito.

– O que vocês estão cochichando um para o outro? – perguntou risonha uma das garotas. – Queremos saber.

– Esse cara – Seokjin apontou para mim – é um masoquista.

O QUÊ?

– Eh?! – gritaram agitadas enquanto os outros do clube gargalhavam e batiam em minhas costas.

Que constrangedor. Eu não quis dizer nesse sentido. Sunbae só parou de rir minutos depois de nos separarmos dos demais. Enxugou as lágrimas enquanto eu tentava argumentar algo.

– Não sou masoquista, sunbae – protestei. – Você acabou de incitar a propagação de rumores estranhos sobre mim.

Ele não estava prestando atenção, se distraiu contemplando uma floricultura.

– Né, Namjoon – a pronuncia de meu nome fez meu coração saltar. – Se você tivesse que fazer um buquê e só pudesse escolher rosas vermelhas ou brancas, com qual você faria?

Que tipo de pergunta é essa? Será que é uma indireta para eu me desculpar formalmente com ele? Bom, se for, tenho que escolher com cuidado. Ambas as flores combinam com o mais velho. Ele é intenso e áspero como a rosa vermelha, delicado e sensível como a rosa branca. Preciso saber transmitir meus sentimentos e, considerando o significado delas, já sei qual escolher.

– Com licença – entrei na loja e chamei a atendente. – Quero um buquê de dez rosas brancas.

Ela sorriu gentil, pegou as flores, as embalou e me entregou. Estavam grandes, lindas e muito cheirosas. Paguei e saí da loja. Seokjin me encarava pasmo.

– Aqui – estendi o buquê. Seu rosto ficou muito corado o recebendo. – O que foi?

– Você é mesmo um masoquista e de primeira categoria – declarou envergonhado. Fiquei sem palavras. – Hum... Obrigado – desviou o olhar.

Suspirei e, mesmo me sentindo ofendido, deixei para lá, pois sua expressão foi tão fofa. Ele pegou um ônibus que passa perto da área nobre da cidade e eu rumei para a região mais afastada do centro em direção ao casarão. Meu lar.


Notas Finais


Seria a calma antes da tempestade?

Quatro dias já foram, faltam três.


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