História Seven Days - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin)
Tags Colegial, Namjin, School!au, Seven Days, Short Fic, Sunbaexhoobae
Visualizações 67
Palavras 3.122
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Acho melhor eu parar de ler mangá shoujo.

Boa leitura.

Capítulo 5 - Friday


Fanfic / Fanfiction Seven Days - Capítulo 5 - Friday

Os primeiros raios de sol do dia iluminaram meu quarto e as rosas brancas que Namjoon me dera pareciam vivas. Nunca pensei que uma conversa entre Yoongi e Suran ficaria na minha cabeça e serviria para algo.

Quem escolhe ou prefere vermelho tem tendências sádicas – dissera a mais baixa – e quem escolhe ou prefere branco tem tendências masoquistas.*

Quê? Isso não tem nada a ver – rebatera o moreno. – 

De uma revista – respondeu absorta. – Eu meio que concordo.

Ah, então, por branco ser minha cor favorita, sou masoquista? – debochou.

É claro – falou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. – Você é bastante submisso, só banca o controlador.

‘Cê tá me zoando? – inconformou-se o Min. – Que provas tem para me acusar desse jeito?

Bom – ela jogou o cabelo para trás –, naquela partida de basquete que você levou uma bolada no lugar daquele garoto...

Do primeiro ano? – completou. – O que tem a ver? Fala sério, ele era e ainda é inexperiente, se tomasse aquela bolada ficaria com trauma. Fora que me distrai o avisando, por isso fui atingido.

Ah, ‘tá – zombou a garota. – Se distraiu foi com a carinha fofa dele e não queria que ficasse deformada.

Não fala merda – pôs a mão no rosto, começava a perder a paciência.

Yoongi, eu sei que tu gosta de pessoas altas.

O QUÊ?

A discussão rendeu e o incrível foi que eu me lembrei dela passando em frente a floricultura. Só quis saber se o que Namjoon disse era brincadeira ou tinha embasamento, apesar que uma sugestão de revista não conta para nada. Mas ele escolheu rosas brancas, assim como o que me dissera, apresentou características masoquistas sutis.

Engraçado foi chegar em casa com o buquê e ver minha mãe achando que era para ela. Quando disse que foi dado para mim, minha irmã mais nova perguntou quem teve a coragem de fazer isto e acabei por responder “um masoquista”, o que gerou uma feição de nojo da menina e seu distanciamento.

Não sei porque ele me presenteou com as flores. Achou que eu as queria? Deveria entender que não quero coisas materiais.

Minha mãe me levou de carro para o colégio, como de costume, de quebra deixaria a baixinha no banco de trás na escola e iria direto para o trabalho. Mal me despedi delas descendo do veículo e o Kim primeiranista bonitão me chamou.

– Seokjin-sunbae – sorriu cercado de garotas enérgicas.

Retribui. Ontem tinha sido mais tranquilo sem elas por perto. Na verdade, foi até estranho. Será que toda aquela aura bizarra que ele emanou afugentou qualquer uma que tentava se aproximar? Com certeza semana que vem ele não terá mais esses desconfortos. Estará com uma garota, afinal. Tudo voltará a normalidade. A doce e monótona rotina.

Que raiva. Eu não a quero.

– Seokjin, acorda. Estão roubando seu almoço – a voz rouca de Yoongi surge a minha direita.

– É sempre você que faz isso, nem ligo mais – falei.

– É sério, cara. Quero falar contigo.

Endireitei-me na cadeira para prestar atenção. É intervalo de almoço, a sala está quase vazia.

– Eu tenho um vale duplo para aquele restaurante que você odeia por ser tudo que mais quer na sua espelunca futura – informou mostrando o pedaço de papel cintilante.

– Jura? – pude imaginar meus olhos brilhando. – Como conseguiu?

– Eu conheço um cara que conhece outro cara que gosta da Suran e conhece uma amiga dela de infância e queria que eu a levasse lá já que é onde trabalha – contou. – Mas eu fui convidado para assistir o jogo do time no colégio T na primeira fila, podendo levar acompanhante. Então, entre realizar o desejo de um cara que será com certeza rejeitado pela nanica ou me divertir xingando a burrice dos jogadores na partida com ela, optei pela segunda alternativa.

Eu ri. Yoongi quer mais que todos se fodam, exceto os que ele se importa. Peguei o vale entusiasmado e o guardei como se fosse a coisa mais importante do mundo, é muito difícil conseguir reservas para aquele lugar.

– Pensei que você iria levar sua irmã como companhia, mas agora, olhando melhor sua reação – inclinou a cabeça –, acho que tem outra pessoa em mente. Está saindo com alguém?

– Hã... – hesitei. – Talvez?

– Tsc – desdenhou. – Só se for com o delírio das fêmeas. Vocês têm andado muito juntos ultimamente.

Nem consegui responder, ele se afastou desinteressado.



~ × ~



Os alunos do primeiro ano riam descontraídos no meio da aula de educação física. Namjoon estava no meio deles sorrindo divertido. Eu não sabia que ele era bom em esportes. Arremessou algumas esferas de diferentes tamanhos com precisão e deu duas rápidas voltas pelo campo antes de me aproximar da cerca. Ele é bem atlético. Seu olhar me encontrou, correu até mim.

– Tudo bem sair da aula assim? – sacudiu a cabeça.

– Seremos registrados, então dá pra andar por aí enquanto a vez não chega – seus olhos abaixaram para o caderno em meu braço. – Escolheu artes. Nossa, você deve gostar, não?

– Nada contra, só queria diminuir o número de provas – respondi simplista.

– É, faz sentido – comentou.

– Mas, também, é bom saber expressar o design que quero fazer com um prato – acrescentei. – Tem sua utilidade.

– Realmente – riu. – Agora faz mais sentido.

Kim viu algo atrás de mim, então o segui. Eram garotas sentadas na grama próxima ao prédio do segundo ano com seus cadernos de rascunho desenhando e cochichando em nossa direção.

– Acha que estão te usando como modelo?

– Provavelmente – não negou.

– Hum, sabe – comecei. – Quer jantar comigo?

– Jantar? – ficou tenso – Nós dois?

– Sim, ganhei reservas. É um restaurante maravilhoso – gesticulei. – Espera, deixa eu ver para qual dia está marcado. Porque, se você não puder...

Parei de falar. Quinta-feira da semana seguinte.

– É para a próxima semana – falei cauteloso.

Seus olhos desfocaram, segurou a cerca com a incerteza estampada na face.

– ...próxima semana? – pressionou os lábios.

– Olha, eu sei da droga do protocolo – disse chegando mais perto da grade com uma nítida irritação em minha voz. – Mas não podemos sair juntos depois como amigos?

Ele me encarou desnorteado.

– Kim Namjoon – chamou o professor. – Está em aula, sabia?

– Sim – apressou-se. – Depois conversamos – despediu-se se afastando.

– O que acabou de acontecer? – apareceu Suran. – Não foi uma conversa normal entre um hoobae e um sunbae.

– Desde quando ouve a conversa dos outros? – indaguei.

– Desde quando flerta com descaradamente? – contestou.

– Eu não estava flertando. – Afinal, ele é meu namorado.

– Não ouvi a conversa toda, mas pareceu flerte sim, com uma rejeição acompanhada – me olhou de esguelha. – Quer ser odiado pelas garotas a essa altura do campeonato? Não força a barra só porque ele é calouro.

– Primeiro: sou lindo demais para ser odiado por qualquer um e negado pelo Kim – pontuei. – Segundo: não estou ele forçando a nada. Que tipo de pessoa acha que sou?

– Do tipo anormal – suspirou. – Como te conheço, sei que não vai além, mas ele é um garoto, Jin. Tenha isso em mente e cuidado com o que diz – alertou-me.

Certamente, disto não posso me esquecer, porém ela não sabe que estou saindo com ele.

Hoje é sexta-feira, tenho só mais dois dias e já dá para notar que sou apenas mais um na lista de namoros dele. Serei descartado como as outras.

Acho melhor levar minha irmãzinha ao restaurante comigo.



~ × ~



– Não vai falar nada, sunbae? – Namjoon quebrou o silêncio quando saíamos do colégio.

– Não tenho o que dizer – falei. Ele ficou quieto.

– Se você tá com raiva por mais cedo...

– Não estou com raiva – interrompi. – Esqueça aquilo.

– Esquecer? – seus olhos se estreitaram. – Não, vamos conversar sobre isso.

– Namjoon – respirei com calma. – Não se esforce tanto para ser um bom namorado. Nenhum ser humano é perfeito, sei que você também não é, então, aja naturalmente.

Ouvi uma espécie de rugido, ele não estava mais ao meu lado, parou na calçada com a cabeça baixa e punhos fechados.

– Por que você é assim, sunbae? – questionou enfurecido. – Não percebe que não é fingimento o que faço? Não vê que me envolvo nos relacionamentos que tenho? Também tenho medo de não ser correspondido – me encarou com os olhos brilhando. Tremi na base – Eu pensei que estivesse óbvio o que sinto. Nada disso é brincadeira, Kim Seokjin. Mas você fica falando qualquer coisa, depois age como se não tivesse feito nada e voltamos a estaca zero. Não quero começar de novo, quero evoluir. Fico em dúvida se você é muito infantil ou se sou eu que não sei o que é maturidade – terminou ofegando por falar sem parar.

Quase dei um passo em sua direção para abraça-lo, porém me contive. Também não é fácil para mim, okay? Está mesmo sério nisso? Até quando? Já está pensando em passar a próxima com outra pessoa, só quer reformular tudo e vincular nossa “amizade” e seu futuro namoro. Não tenho tempo para perder em minhas últimas semanas como colegial. Não se evolui do jeito que está levando as coisas. Se quer amadurecer, pare de ser um galinha e saia com quem te interessa de verdade ao invés de se iludir e os demais que envolve em seu complexo de romantismo.

– Maturidade não tem nada a ver com isso – pronunciei-me após uma pausa. – Eu sou assim, entende? Palavras não são o bastante para mim, Kim Namjoon. E só agora que você decide se manifestar como se tivesse toda a razão. Eu realmente não te entendo.

– Então, a culpa é minha? – levantou a voz. – O covarde aqui é você! Está sempre fugindo no momento mais importante – fechou os olhos por um instante. A rua estava vazia, mas eu ouvia algo batendo. É o coração dele? Deve estar mesmo irritado comigo. – Quando ficou com raiva e disse convicto que é meu namorado, tive medo de nunca mais querer falar comigo pelo que fiz, mas você não me desprezou. Eu me senti feliz – sua voz se alterou, parecia prestes a chorar. – Porra, por que isso tinha que ser tão complicado? Por que você é tão complicado? – colocou a mão no rosto franzindo o cenho. Mais uma vez minha personalidade é um problema. – Uma pessoa tão bela que é descuidada e fala sem pensar, sem tato e pouco alerta. Eu sou definitivamente um idiota por gostar de alguém assim.

Foi a vez de ouvir minha pulsação acelerar.

Ele gosta de mim.

Do jeito que sou.

– Você é mesmo um idiota – sorri enquanto ele me encarava abismado. – Dizer uma coisa dessas...

– Seokjin-sunbaenim! – interrompeu-me uma arfante garota correndo em nossa direção. Seu rosto me é familiar, porém não me lembro se já nos falamos antes. – Posso falar com você?

– Tem que ser agora? – ela assentiu. – Ok – voltei-me para o loiro. – Vai na frente, te alcanço depois.

– Vou te esperar – falou firme com olhos afiados. – Bem aqui.

– Hum... Certo. Não vou demorar – segui a menor para uma viela atrás do colégio, antes olhei para Namjoon. Parecia... inseguro?

De repente estar diante dessa hoobae me deixou desconfortável.

– Bom... Sabe – suas irises iam de um lado ao outro procurando as palavras. É melhor ela falar de uma vez, não quero deixar o Kim esperando. – O que quero dizer, sunbaenim, é... – Esfregou as mãos compulsivamente. Suspirei.

– Você quer se declarar, não é? – ajudei-a.

– S-sim – colocou o cabelo atrás da orelha.

Já sei de onde a conheço. Estava entre o grupinho que cerca Namjoon.

– O que vê em mim que te agrada, além da minha aparência? – perguntei amigável.

– Ah, bem... Você cozinha tão bem e fica lindo o fazendo.

Sinceramente, falou duas das coisas que mais me irritam em apenas uma frase. Sou um rosto bonito que sabe cozinhar. Quando Namjoon me elogiou com algo parecido, não senti que falava do mesmo modo que os demais. Era mais como se eu o inspirasse a continuar. Pareceu honesto. Assim como agora a pouco.

– Sinto muito, mas sou um estranho e descuidado garoto dentro de uma casca de príncipe – falei com um meio sorriso. – Se decepcionará comigo – ela tentou falar, mas eu continuei. – E, também, não estou interessado em me envolver num relacionamento. Contudo, obrigado.

Sorri fraco e lhe dei as costas retornando para onde meu temporário namorado primeiranista estava.

– Que caminho o galanteador do primeiro ano pega para a casa? – perguntei curioso colocando as mãos na cintura.

– O quê? – surpreendeu-se.

– Ontem você me acompanhou até o ponto, decidi retribuir a gentileza.

– Não precisa fazer isso, sunbae.

– Mas eu quero – confrontei-o começando a andar. – Como mais velho, tenho que cuidar de você.

– Okay, então – sorriu aliciado.

Viramos a esquina que dava para o caminho oposto aos grandes prédios.

– Você mora no subúrbio*? – indaguei intrigado.

– É, tipo isso.

Andamos em silêncio. Acho que nenhum de nós queria voltar ao assunto de antes, apesar de eu o considerar essencial para ser discutido, afinal, Namjoon disse que gosta de mim.

– Eu preciso parar de fugir, não é? – disse após respirar fundo. – O que te faz continuar saindo comigo?

– Tenho um protocolo a seguir – respondeu simplesmente.

– É um homem de palavra – falei pensativo. – Só isso?

– Claro que não – parou de andar. Estávamos na praça de um largo com acesso a quatro ruas e uma delas dava a região dos casarões de figuras prestigiadas da cidade. – O sunbae tem uma personalidade mais profunda do que imaginam, fiquei interessado em conhece-lo melhor.

Constrangi-me um pouco com essa declaração. Será que devo...

– E sobre o que disse antes?

Ele ia responder, mas um grito desviou nossa atenção para uma garota que correu e se jogou no mais alto.

– Não deixa eles me levarem – choramingou cheia de sotaque pendurada ao pescoço dele.

– Noona – tentou afastá-la.

– Namjoon-chan, vamos fugir – ela, então, me avistou. – Quem é ele?

– Meu sunbae – respondeu de imediato desatando os braços de si. – E como chegou aqui se seu cartão de crédito foi bloqueado?

– Usei meu dinheiro de emergência – não parou de me encarar desconfiada. Eu não estava gostando disso, nem dela. – Você nunca anda com um sunbae, cadê a sua namoradinha semanal?

– Vou ligar pro senhor Cha para te levar ao Japão – Namjoon pegou o celular.

Que incômodo. Essa garota, a ex-namorada que o ligou ontem, recebendo atenção depois de nos interromper e eu aqui fazendo papel de idiota assistindo a cena mais ridícula que já presenciei.

– Não! – gritou a inconveniente. – Não pode me obrigar a casar com ele.

– E você não pode aparecer na minha vida quando bem entende – retrucou colocando o telefone na orelha.

– Eu errei, você deveria ser o primeiro pra mim. Desculpa, mas agora podemos ser só eu e você – agarrou seu uniforme enquanto ele concordava com alguém na ligação.

Casar? Ser o primeiro? Kim Namjoon era algum tipo de amante dela?

– O que caralhos está acontecendo? – bradei enraivecido.

Ambos me olharam assustados. Eu realmente achei que ele estivesse falando sério com todo aquele discurso, mas ele se envolveu com uma pessoa comprometida e ainda a trata com educação. Não consigo aproveitar o bastante esses encontros com todas as minhas dúvidas, agora ela brota para aumentar a minha incerteza. É demais para mim.

– Sunbae, desculpa. Eu já vou resolver isso – falou o Kim apressado.

– Hã, o que foi? – a “noona” revezava os olhos entre nós dois. – Interrompi algo? Hein? Pois saiba que minha situação é mais urgente, senhor bonitinho – apontou o dedo. – Se fosse uma das peguetes do Namjoon-chan, já teria apanhado por ainda estar aqui – ela tentou avançar, porém o mais novo a segurou.

– Ohara-ssi – repreendeu-a. – Não diga mais nenhuma besteira.

– Ela tem razão, Kim Namjoon – aumentei o tom. – Eu já devia ter ido embora.

– Sunbae! – dei-lhe as costas sem hesitar.

Entrei pisando firme em uma das ruas que dão para o centro da cidade. E daí que ele gosta de mim? Deve gostar mais dessa garota. O que disse não significava que era um sentimento romântico. É idiotice achar que sim. Talvez notou o quão carente estou e falou o que eu queria ouvir, o que eu quero acreditar. Nem percebi quando as luzes dos postes se acenderam e o céu se tornou um breu. Eu só perdi tempo hoje, desperdicei meus sentimentos com alguém que não os quer de verdade.

Parece idiotice – dissera Suran –, mas é incrível ter alguém tentando te agradar a todo custo. Ele não mede esforços em ser gentil e sorrir pra você. Um encontro é melhor do que o outro e, no último, dá pra pensar que aquilo podia ser eterno, só que ele te dispensa. Mesmo assim, vale a pena.

Nossos encontros nem foram grande coisa e ainda regrediram em qualidade. Ele foi mesmo gentil, até demais, mas será que valeu mesmo a pena? Não é tão perfeito quanto as garotas falam. Ele com certeza foi melhor com elas por serem garotas e comigo, pouco se fodeu.

Kim Namjoon é o mais próximo de um sonho do que qualquer coisa que já vivenciei.

O pior é que eu concordo. Sempre imaginei ter uma relação agitada com alguém, com altos e baixos, porque é normal e real. Contudo, não queria que isso ocorresse em menos de uma semana. Apesar disso, ele mexeu comigo. Me fez pensar em coisas eu que já estava ignorando. Ele...

– Seokjin-sunbae! – gritou a criatura de meus pensamentos.

Olhei para trás, estava correndo em minha direção. Disparei. Não quero conversar. Nem quero vê-lo mais.

– Por favor, pare!

Não sei por quanto tempo ficamos nisso. Meus passos começaram a desacelerar, mas minha mente estava a mil. Por que, Kim Namjoon? Por que tem que ser assim? Pare você de insistir em mim. Pare você de me fazer gostar dessa atitude. Pare você de...

Eu o senti se aproximando. Tive que parar, minhas pernas não aguentavam mais. Apoiei-me no murro de uma casa arfando.

– Sunbae...

– Cala a boca – esbravejei.

– Não aguento mais te ver fugindo – alterou-se. – Se está com raiva, diga! Me enfrente!

– De que adianta se isso não depende só de mim? A decisão será sua no final – permaneci de costas respirando irregular.

– Então, tomou o controle de tudo achando que não poderá mudar o que tem acontecido com as outras garotas? Acha que nada estará a seu favor no final?

– Ainda acho que não está sério de verdade – tomei coragem para encará-lo. – Tem noção do que faz com os outros? Elas podem não reclamar, mas eu vou reclamar. Me sinto iludido, porque você... Você... ARGH! – bati no murro furioso. Não conseguia dizer. Na realidade, o bom senso não queria que eu dissesse.

Caí de joelhos cansado, física e mentalmente. Namjoon me segurou em seus braços grossos e, ao olhar em seus olhos, sua escuridão me engoliu, me senti cego. A pessoa mais bonita que já vi estava ali comigo tentando me entender, tentando fazer com que eu me entenda e diga o que precisa ser dito.

Estou apaixonado por você.

Ele deve ter falado algo, mas eu só fechei os olhos e senti seu cheiro, fiquei mais fraco. Talvez sempre fosse. Tenho que descansar e parar de pensar.

Principalmente nele.


Notas Finais


1* As tendências SM que foram citadas no início, não são comprovadas ou extraídas de algum lugar digno de confiança. É algo que está num extra do mangá. Apenas fiz umas alterações para enquadrar a historia. Eu pesquisei e não achei nada relativo.

2* Subúrbio tem dois sentidos: em países subdesenvolvidos, é uma área de pobreza, como periferias, favelas; em países desenvolvidos, é uma área residencial só para a classe alta e/ou classe média alta. No caso do Namjoon, é o segundo significado por estarmos falando de Coreia, né.

Cinco dias já foram, faltam dois.

:)


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