História Seven minutes in Paradise - Capítulo 1


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Categorias Teen Wolf
Personagens Cora Hale, Erica Reyes, Hayden Romero, Kira Yukimura, Liam Dunbar, Lydia Martin, Malia Tate, Marin Morrell, Natalie Martin, Personagens Originais, Stiles Stilinski, Theo Raeken
Tags Adolescência, Amizade, Lydia Martin, Martinski, Romance, Stiles Stilinski, Stydia, Teen Wolf
Visualizações 47
Palavras 1.683
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, nenês, então, como leram essa fanfic é uma adaptação de um livro que eu gosto muito, e já deram pra perceber que é um livro clichê, ne? Bom, ele é maravilhoso e tinha que ter uma adaptação stydia.
Estou me achando por conseguir fazer capas não muito horrorosas e essa mesmo fiz em menos de duas horas, to aprendendo hahaha.
Então, espero que gostem de tudo.
Boa leitura!!!

Capítulo 1 - O idiota


Fanfic / Fanfiction Seven minutes in Paradise - Capítulo 1 - O idiota

                                                                   “And I’ve always lived like this

Keeping a comfortable distance

And up until now I had sworn to myself

That I’m content with loneliness,

Because none of it was ever worth the risk

Well you are the only exception”

The Only Exception – Paramore

Lydia Martin

Vou contar uma coisa pra você: o Stiles é a pessoa mais sem noção que conheço! Tudo bem que não conheço tanta gente assim, pelo menos não do jeito como eu o conheço.

Bem, de qualquer maneira, a minha vida social não é lá essas coisas, de modo que, se não fosse por ele, eu seria uma pessoa completamente privada da convivência com outro ser humano da minha idade.

E não sei como, mas, de uma maneira muito bizarra e incompreensível, ele é o único que me entende. Acho que isso se deve ao fato de eu ser a única que o aguenta, então, significa que estamos quites.

Não temos muita escolha e isso é basicamente o alicerce do nosso relacionamento. Quer dizer, da nossa amizade. Só isso. Não tem isso de nós aqui, pelo menos não do jeito que você pode estar pensando. Não do jeito que eu queria que houvesse.

Eu sou a “Melhor Amiga do Mundo”. É sério, eu tenho uma caneca com isso escrito para provar. E foi ele quem me deu. Nós costumávamos deitar na grama do jardim e ficar olhando o céu por horas. Agora está tudo estranho. Está tudo errado por aqui.

Um registro pessoal: gostar do seu melhor amigo pode ser complicado, doloroso e perigoso. É, eu gosto dele. E não de um jeito qualquer, mas sim de um jeito “quero ficar sozinha num lugar escuro com ele”.

Para ilustrar os meus sentimentos, o que tenho a dizer é que eu seria capaz de derretê-lo todinho e fazer uma mousse de chocolate com ele de tão gostoso que ele é.

Acho que faz mais ou menos uma semana que estou nesse estado insano. Estávamos na casa dele deitados na cama para assistir The Secret Circle, e ele passou a mão pelo meu cabelo, tirando uma mecha que havia caído no meu rosto, olhou bem nos meus olhos... E aconteceu.

O mundo ficou colorido. Tudo era um arco-íris. Por razões que nunca serei capaz de compreender, naquele instante, tive a sensação de que os meus batimentos cardíacos se elevaram – a última vez que tinha me sentido assim foi na montanha-russa.

Por alguns segundos, os nossos olhos estavam fixos um no outro e, depois, o momento passou. Mas, desde então, não paro de me lembrar daquele olhar e do jeito como ele pegou no meu cabelo!

E daí, na vez seguinte em que nos encontramos, senti as pernas tremerem e nem estava frio nem nada. Que doideira era aquela? Nem me pergunte.

Só sei que foi basicamente isso, não há nenhum grande gesto ou acontecimento que tenha ocorrido para despertar em mim essas sensações românticas de querer que ele me agarre firme nos braços.

Foi um olhar e uma pegada no cabelo e o meu juízo se perdeu para sempre. É, pode crer que isso é mesmo uma esquisitice das grandes. E eu perguntava para mim mesma: “meu Deus, como é que isso foi acontecer? ”.

O cara gosta de jogar Dead Island, Call of Duty e Bioshock e ver CSI, para você ter uma ideia de onde eu estou me metendo!

Sim, joguei com ele algumas vezes e até meio que fiquei viciada, mas só que, na atual conjuntura dos acontecimentos, eu queria que ele largasse o maldito jogo e me pegasse de vez. Se ele deixasse, eu poderia estimulá-lo de maneiras mais saudáveis.

Eu e o Stiles estávamos sentados no parapeito da minha janela. Isso nunca foi problema para nós. Mas, agora, era um PROBLEMÃO, principalmente porque as minhas mãos suavam frio e o meu coração batia de um jeito doentio e avassalador.

Eu adoro ficar assim junto dele, olhando para os telhados das casas, para o céu escuro e para as estrelas. Na frente da minha casa, há um monte de casas e prédios baixos de no máximo três andares, mas, do lado direito, tem uma selva de pedra de edifícios altos, cada um mais sofisticado que o outro.

É estranha essa região do bairro. Mas ainda bem que moramos em casas, eu nunca me imaginaria morando num prédio e tendo de lidar com todo o tipo de gente esquisita. A minha rua é sem saída – assim como a minha situação atual –, porém, ironicamente, é aqui que moramos eu e o homem da minha vida, que era aquele ser sentado ao meu lado.

Esperava que ele não notasse nada de diferente em mim naqueles últimos dias e, por isso, tentava disfarçar, falando bobagens. Se ficasse calada, seria bem pior.

– Vixe, eu não entendo nada disso – falou ele, quando comecei a tagarelar sobre a droga da prova de História.

Uma prova surpresa que a professora aplicara na semana anterior. Tão surpresa quanto o que eu sentia por ele.

– Nem me fale, eu simplesmente odeio essa coisa toda. E por que os professores têm de agir como carrascos e exigir que a gente saiba exatamente essas datas ridículas? Não basta a gente ter de lidar com as perguntas idiotas da Cora no meio de cada explicação? É absurdo.

– Bota absurdo nisso.

 – E o Theo, então, com aqueles comentários estúpidos... – completei. Afinal, a Cora e o Theo são os dois seres mais desprovidos de cérebro que habitam essa galáxia.

Dizem que não há vida sem cérebro, mas acho que os cientistas estão tremendamente errados quanto a isso, essas duas criaturas estão aqui de exemplo, eles são um enigma inexplicável que contraria toda a Ciência.

Na minha opinião, Deus os criou e, na hora de implantar o cérebro, deu: ERROR 404 NOT FOUND.

– É – concordou ele, e um silêncio se estendeu, porque percebi que ele estava mais estranho do que de costume.

E, acredite, ele é bem estranho. Às vezes, até mais do que eu.

– E então? – perguntei, para romper o silêncio catastrófico e evitar que ele escutasse as batidas do meu coração, só por via das dúvidas.

– E então o quê?

– Você... tem feito o quê?

– Que tipo de pergunta é essa, Lydia?

– Caramba, alguém está na TPM por aqui – respondi, com raiva pela aspereza com que ele me tratou, mesmo que isso não fosse o suficiente para fazer com que eu deixasse de querê-lo ainda mais.

O problema é que até de mau humor ele é sexy! Eu queria poder beijá-lo demoradamente. Queria isso o tempo todo, mas, naquele momento, nunca tinha me parecido mais impossível.

O que quero dizer é: se você não pode dar um beijo de língua arrasador e profundo no seu melhor amigo, então, em quem você pode dar? Estou pensando nisso e não me vem nenhuma outra pessoa em mente.

Ele fingiu que eu não tinha falado nada e continuou com a cabeça descansada sobre os joelhos e com os olhos fixos na rua escura.

Fiquei calada, sentindo minha pele toda arrepiar e sabendo que não tinha nada a ver com o vento frio da noite, e sim com aquele cara superdelicioso que estava perto de mim.

Apesar disso, e da ordem natural das coisas estar em colapso, de noite é bom ficar olhando o céu estrelado. Prefiro a noite ao dia, principalmente porque não tenho de fazer nada chato, como ir à escola e ver gente.

Não tenho medo de gente morta e de nenhum tipo de esquisitice sobrenatural. Humanos? Isso é outro departamento. Eles sim me apavoram.

Não sou do tipo que se pode chamar de sociável. Na verdade, acho mesmo que tenho uma ira mal resolvida contra a sociedade.

Já o Stiles fala com as pessoas e até chega a interagir com os outros seres humanos da nossa faixa etária. A minha mãe vive me perguntando por que eu não sou como ele e não participo dos grupos de atividades escolares.

É, esse é o conceito dela de diversão. Ela acha que sou uma infeliz, que gosto de agir como uma pessoa estranha, e o Stiles é visto aqui em casa como um exemplo de responsabilidade e educação.

O Stiles educado? Deixa só ela ver ele mastigando Doritos de boca aberta e arrotando o alfabeto. É fascinante! Para resumir tudo numa só palavra: eca! Tudo bem, eca antes, agora, nem tanto.

Desamarrei o cadarço do tênis dele só para ver o que ele faria. Ele me olhou de um jeito afetado e amarrou novamente, balançando a cabeça como se estivesse diante de uma criança de cinco anos.

Sei que o Stiles é um homem de poucas palavras, mas, naquele momento, ele estava parecendo um homem sem palavra nenhuma. Era muito frustrante.

Suspirei, porque isso de ficar pertinho dele assim estava ficando cada vez mais difícil para mim, já que não existia a menor chance de que ele fizesse o que eu queria que fizesse.

De qualquer maneira, a gente se entende do nosso jeito. Tirando, é claro, aquela última semana em que a minha cabeça andava a mil por causa dele.

– Não sei quanto a você, Sr. Irritadinho, mas eu vou dormir, que amanhã tem aula – disse, voltando-me para a janela e colocando as pernas para dentro. – Você vai ficar aí, curtindo a solidão ao luar?

Ele me olhou com uma expressão que ia além do tédio e, sem dizer uma só palavra, pulou para dentro do meu quarto.

– Sabe o que é estranho? – perguntei.

– Não!

Finalmente, ele falou alguma coisa! Pensei que tinha perdido a língua. E claro que isso seria horrível para mim, porque tudo o que eu mais queria era aquela língua dentro da minha boca.

– Deixa pra lá – falei, só para provocar alguma reação dele. Não funcionou. Ele ficou calado, andou até a porta e disse: – Tchau, Lydia.

E saiu sem olhar para trás.

– Tchau, seu ridículo insensível. Eu estarei aqui, caso você vire humano de novo – respondi para mim mesma.

Idiota, idiota, idiota. Não ele, eu. Se bem que ele também é um idiota. O único problema é que agora ele é um idiota que eu amo.


Notas Finais


beijos e até mais!!!


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