História Seven minutes in Paradise - Capítulo 2


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Categorias Teen Wolf
Personagens Cora Hale, Erica Reyes, Hayden Romero, Kira Yukimura, Lydia Martin, Malia Tate, Marin Morrell, Natalie Martin, Personagens Originais, Stiles Stilinski, Theo Raeken
Tags Adolescência, Amizade, Lydia Martin, Martinski, Romance, Stiles Stilinski, Stydia, Teen Wolf
Visualizações 128
Palavras 3.366
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Bolando o plano


Fanfic / Fanfiction Seven minutes in Paradise - Capítulo 2 - Bolando o plano

“Oh I am what I am I do what I want

But I can’t hide And I won’t go

I won’t sleep I can’t breathe

Until you’re resting here with me”

Here with Me – Dido

...

Deitei na cama e fechei os olhos. Tentei pegar no sono, mas tudo o que vinha na minha cabeça eram imagens do Stiles.

Eu me lembrava das várias vezes em que estivemos deitados vendo TV e de como a minha pele junto da dele parecia assustadoramente branca como a de um fantasma, em comparação ao levemente dourado perfeito da dele.

Ele gostava de me chamar de Mortícia, só para me irritar. E, agora, eu me questionava se era por isso mesmo ou se eu tinha alguma semelhança com a tal personagem abominável.

De repente, sentia-me tão insegura em relação a ele e a tudo o que ele pudesse pensar sobre mim. Antes não era assim. Eu não levava a sério nada do que ele falava.

Rolei na cama, cheia de diálogos imaginários na cabeça. Em cada um deles, o moreno expressava com veemência a sua paixão incontrolável por mim e nós vivíamos momentos de amor intensos e loucos.

Momentos que eu só conseguia imaginar pelo que via na TV, pois, na verdade, sou a criatura mais virgem que conheço – e isso inclui minha prima de oito anos. Sou virgem em todos os sentidos que se possa imaginar.

Nem minha boca escapa desse estigma pesaroso. O fato é que isso não é uma escolha, mas sim um fardo que carrego por falta de opção.

Não pretendo conservar esse status por muito tempo e, se o Stiles quisesse me ajudar com isso, não preciso dizer o quanto eu adoraria, não é?

Foi dessa maneira insensata, movida por um clarão de ideias românticas mirabolantes que inundaram a minha mente no período de preconsciência do sono (nunca leve a sério o que a sua mente confabula nos momentos que antecedem o adormecer, é assim que você se dá mal!), que bolei o que só posso classificar como um dos planos mais estúpidos que uma garota pode bolar.

Eu jamais pensei que tamanha idiotice pudesse sair de mim. Mas saiu. E era cruel como eu vibrava de emoção, inclusive na manhã seguinte, ao estudar os detalhes e começar a articular a trajetória para pôr aquela insensatez absurda em prática.

Nunca dá para confiar no bom senso quando o nível de oxitocina no cérebro está num padrão tão elevado. Infelizmente, eu não tinha alguém que me ajudasse a pesar os prós e os contras ou que me fizesse ouvir a voz da razão, pois quem costumava desempenhar esse papel era o Stiles.

Agora, ele era o último a quem eu podia recorrer para recobrar o juízo, uma vez que era por ele mesmo que eu tinha perdido a capacidade de discernimento e ele era, de fato, a razão da minha loucura.

E, segundo o meu lado poético (acho até que virei meio emo com toda essa paixão dentro de mim), a razão do meu viver. É isso aí! Como você pode ver, estou surtando.

Aquele elemento do corpo humano chamado cérebro inexiste em mim, pois, ao que me parece, foi sugado definitivamente pelos hormônios malignos ansiosos pelo corpo do meu melhor amigo perto do meu.

Agora, tudo o que resta é um buraco oco; e, onde havia a cavidade cerebral, apenas consta STILES piscando em luzes de néon cor-de-rosa.

Do jeito que as coisas estão indo, não me surpreenderei se começar a escrever poemas sobre o Stiles. É, essa é a parte preocupante.

E pra piorar ainda mais, o meu dia seguinte pós-planejamento começou mal: eu estava sentada na cozinha, terminando de comer meu cereal com leite, quando aquele que é o dono dos meus pensamentos lascivos surgiu na porta, às 6h45 da manhã, para irmos juntos à escola.

Essa era a nossa rotina, todos os dias, e até então me parecia bem normal. Mas não agora que eu me preocupava se as minhas pernas pareciam finas demais naquela calça jeans ou se devia ter prendido o cabelo, ou passado gloss.

Gloss, pelo amor de Deus! Quando foi que eu me preocupei sobre o Stiles reparar nos meus lábios antes? Isso estava ficando mais ridículo a cada minuto.

Quase derrubei a tigela da mão e engasguei quando a campainha tocou e a minha mãe apareceu na cozinha para abrir a porta para “você sabe quem”.

Ela estava com um vestido de cotton azul colado no corpo. Horripilante. Quer dizer, a menos que você esteja num clipe do Snoop Dogg nos anos 1990. Fiquei alarmada. Mas isso não era nada.

– Bom dia, filhinha.

– Não estou vendo nada de bom neste dia.

– Lydialuca, você é tão linda... parece a Branca de Neve. Podia se arrumar mais, ficar mais feminina... ser menos amarga.

O Romero (o meu irmão de dez anos que é um caso inexplicável de genialidade precoce, fornecerei detalhes mais tarde) deu uma gargalhada demoníaca e disse:

– Está mais para a Samara, de O chamado.

Uma coisa que tenho em comum com a Samara: habitamos o fundo do poço.

– Eu deveria ter afogado você na banheira quando ainda era um bebê.

– Não, não, não. Parem com isso. Vem cá, minha Branquinha de Neve – minha mãe chamou, vindo me beijar.

A campainha tocou mais uma vez.

– Deixa que eu abro! – gritei. Só podia ser onda ter de ouvir essas coisas de manhã cedo! Isso é o que se pode chamar de bullying familiar. Uma coisa que a Branca de Neve não tinha: um irmão intragável como o meu. Ou uma mãe sem noção.

Ato contínuo, abri a porta e, como era de se esperar, o Sr. Stiles Stilinski, o desejado, estava bem na minha frente.

– Oi – cumprimentou-me. – Oi – respondi, sem o menor entusiasmo, pois ainda me lembrava do mau humor dele na noite anterior, mesmo tendo passado quase a noite toda querendo que ele estivesse comigo embaixo dos lençóis.

Pondo de lado todo esse terrorismo psicológico, caminhei para fora de casa. Quase ameacei correr antes que a minha mãe resolvesse ir até a calçada. Já era apavorante usar aquele figurino na privacidade do lar, quanto mais na rua! Caso sério.

– Está tendo um dia ruim?

– Estou tendo uma vida ruim.

A minha sorte grande é que o meu irmão se recusa a ir para a escola andando, ele vai de transporte escolar, e eu, por outro lado, recuso-me a ir de transporte escolar, porque já saí do 5º ano faz tempo.

Como moro do lado de cá da rua e o Stiles do lado de lá, ele sempre passa na minha casa para irmos juntos à escola.

Nós sempre estudamos juntos, mas exatamente, desde o maternal. Geralmente, era um ritual normal ir para o colégio.

 Mas, agora, a cada passo que dou até a Beacon Hills High School, parece que o meu coração vai saltar e explodir, o que me dá a mais pura certeza de que o meu futuro é no Hospital Psiquiátrico ou na emergência cardiológica. Ou seja, estou perdida.

Ops. Acabou que, quando estava atravessando a rua, um carro verde veio com tudo e eu, de fato, quase morri, se não fosse o Stiles a me puxar pela cintura – não sabia que os braços dele eram tão fortes assim, vai ver que ele está malhando e não me disse – e me colocar na calçada rapidamente.

Tipo, ele pareceu o cara de Smallville e me SALVOU! Não é perfeito? Estou realmente perdida. Perdidamente apaixonada por ele. E quando ele falou:

– Ei, Lydia! Você quer morrer, é?

Só pude piscar os olhos.

Ele me seguiu em silêncio. Andamos até a escola, mas, dessa vez, sem trocarmos uma palavra. E esse era o cara que nos meus sonhos mais selvagens falava o quão profundo era o seu amor por mim?

Prefiro o Stiles dos sonhos, sério mesmo. Dizem que quando a gente se apaixona passa a enxergar tudo colorido e fica rindo à toa. Não está funcionando muito assim para mim. Vejo a vida em preto e branco, quero quebrar tudo e pôr fogo na casa. Não é nada divertido.

– Você tá calada – comentou o Stiles, quando estávamos na frente da escada do colégio. Olhei para ele.

– Nossa! Como você é observador.

Ele ignorou o sarcasmo.

– Aconteceu alguma coisa?

– Você me diz.

– Eita, Lydia, se você quer falar alguma coisa, fala logo.

Pisquei os olhos, sem palavras diante daquela percepção de que havia algo a ser dito, mas, no entanto, nem de longe ele imaginava que tudo o que eu queria dizer é que o desejava tanto que chegava a doer.

– Não tenho nada a declarar, Stiles. Mas obrigada por perguntar.

Nossa, ainda bem que não falei nada, pois ele teria achado que eu tinha esquecido de tomar os meus remédios ou coisa assim!

– Não há de quê. E como tão as coisas entre você e a sua mãe?

– Ótimas, considerando que ela é uma maluca de primeira.

– Ah, qual é? Ela só quer que você seja sociável, Lydia, que arrume amigas...

– Estou plenamente satisfeita com as minhas amigas imaginárias, muito obrigada.

– Você ainda bate papos unilaterais com a Marissa, a Hermione e a Bella?

Bufei. Amo o Stiles, mas às vezes tenho vontade de dar um soco na cara dele.

– Claro, Stiles. Todas as noites a gente faz uma festa do pijama, assistindo iCarly e tomando sorvete.

– Parece bem divertido.

– Sabe, minha mãe está vindo com aquelas conversas estranhas de novo. Quer me levar a um psicólogo. Mais ameaças.

– Mas que coisa! Só por que você é uma dessas adolescentes altamente irritadas?

– Sai daqui – mandei, empurrando-o.

– Para onde você tá indo?

– Para longe.

– Você tá muito sozinha. Devia comprar um animal de estimação.

– Ah, não preciso de um animal de estimação, eu tenho o meu irmão.

Ele pegou na minha mão e ficou bem na minha frente. Tentei resistir. Esforço inútil. As minhas mãos tremiam e os meus olhos, involuntariamente, percorreram a calça dele, em busca de tesouros ocultos.

– Relaxa um pouco, princesa das trevas.

– Beleza, Stiles. Vamos fingir que estou de bom humor.

– É assim que eu gosto.

Nós estávamos percorrendo o imenso corredor principal do colégio, que era basicamente um desfile de modas, com todas aquelas garotas se exibindo com os seus acessórios coloridos, calças skinny de grife e bronzeados perfeitos, enquanto gritavam uma para a outra: “ai, você está tãããããão fabulosa”.

É, “fabulosa” é a palavra da moda por aqui. Eu, como sempre, estava fora desses padrões, com a minha pulseira do Tokio Hotel, minha calça larga e minha coloração leite.

Mas é o único jeito que me sinto bem: jeans largo para esconder a ausência de atributos que todas as outras fazem questão de mostrar. Não tenho nada do que elas têm, então, é melhor omitir essa dura realidade.

Você não acreditaria nesse lugar. É insano. Queria estar num local em que as pessoas fossem normais e não agissem como um bando de idiotas o tempo todo, mas, infelizmente, isso não acontece na escola.

Acho que a selva africana deve ser mais civilizada do que aqui. Aposto que os animais respeitam uns aos outros e a natureza mantém um equilíbrio.

Todas as garotas com os seus smartphones a postos. Eu, provavelmente, sou a única garota do mundo que não tem um telefone com acesso à internet e não se importa com isso.

Não gosto nem das pessoas que conheço, imagina das que não conheço! Não tenho Facebook, Twitter, Instagram, etc. porque são redes sociais; isso não é mesmo a minha praia.

Só tenho skype por causa do Stiles, para nos falarmos quando não estamos juntos, portanto logo se conclui que não uso muito esse mecanismo de bate-papo, uma vez que eu e ele sempre estamos juntos.

– Você fez o dever de Matemática? – perguntou ele, quando chegamos na porta da nossa sala.

– Fiz, mas o meu cachorro comeu.

– E se o professor mandar você para o quadro?

– Eu improviso – respondi, me fazendo de segura, quando, na verdade, minha vontade era improvisar uma cena de amor caliente com ele.

Ah, meu Deus! É nisso que dá se apaixonar pelo seu melhor amigo que por acaso estuda na mesma sala que você e senta na cadeira da frente da sua. Não dá para se concentrar em mais nada. O meu futuro escolar é duvidoso, assim como a minha saúde mental. Juro que os hormônios são muito perigosos.

Tomei o meu lugar na sala. Na minha frente, a visão privilegiada da pele lisa do pescoço dele me fez pensar em bobagens mais uma vez.

Olhei para baixo e dava para ver a cueca azul-escura aparecendo pra cima do cós da calça larga que ele sempre usava.

Reconhecidamente um traje patético, e essa era considerada anteriormente por mim como uma imagem nojenta, agora era tão hipnotizante que fazia os pelos dos braços se arrepiarem.

Eu estava doida. Acho que o professor Carlos sentiu o pânico evidente nos meus olhos e me poupou do mico caótico de ir para o quadro quando me perguntou sobre a tarefa de casa, então, apenas levei uma advertência na caderneta, que deveria voltar assinada no dia seguinte pelos meus responsáveis pais.

Tudo bem, sou uma perita nata em falsificar assinaturas. Sério mesmo. Já vendi autógrafos do Steven Tyler no eBay.

O professor disse que em vez de resolver as questões de apenas um capítulo para a próxima aula, teríamos de resolver as de cinco capítulos.

Cinco! Sendo que eu mal resolvia de um! Eu já estava no inferno mesmo e, por isso, iria abraçar o capeta, mas não iria, nem a pau, me estressar com essas tarefas de Matemática.

– Você acredita nisso? –  Stiles se virou para mim.

– Eu acredito em universos multifacetados e paralelos, nos quais existem possibilidades infinitas. E, em algum desses universos, eu sou Bella Swan.

– Tô falando sério, Lydia.

– Eu também.

– O que fazemos com ele?

– Temos de matá-lo, esquartejá-lo e tocar fogo.

Stiles balançou a cabeça, ainda preocupado. Ele realmente achava que eu iria chamá-lo para resolver as questões. Coitado! A única questão que quero resolver com ele se mostra impossível a cada instante.

– Eu dava tudo para ter visto você improvisar aquela equação – declarou ele, quando o sinal tocou.

Olhei para ele e afundei na cadeira, voltando a olhar para o quadro, embora a aula houvesse acabado.

– Você está com algum problema?

Sim. Muitos. O meu problema principal é que fico imaginando ele sem camisa o tempo todo. Só que, claro, ele jamais saberia.

– Não – respondi, sem conseguir deixar de ficar nervosa, pois percebi os olhos dele me analisando.

– Legal. Você leu aquele livro que a professora mandou?

O morro dos ventos uivantes?

– É.

– Comecei a ler, mas é um mofo.

– Sério, mas e aí?

– Cinco letras: T-É-D-I-O.

– Oxe, achei que era de suspense ou terror.

– Suspense ou terror!?

Comecei a rir. Gargalhar, na verdade. O Stiles tem um lado ingênuo que só você vendo para crer. Mas, na verdade, até isso nele é fofo.

– Então você não conseguiu descobrir a subtrama que a professora pediu?

– A única coisa que consegui descobrir lendo esse livro foi a cura para a insônia, Stiles.

– É fogo – falou ele, sorrindo.

– E o trabalho?

– Alô, Wikipédia!

– Boa ideia.

– Sou ótima em boas ideias.

– Você sempre tem um plano para tudo.

– Você sabe que sim.

Aí a professora Marin, que dá aula de Literatura, entrou. Ela parece que veio direto de um culto de uma igreja evangélica ortodoxa: saia até a canela, camisa de manga comprida, cabelo preso. Ela é uma daquelas pessoas novas, mas que aparentam ter saído do filme Cocoon.

Ela ficou levantando questionamentos etéreos sobre O morro dos ventos uivantes. Creio eu que essa professora tem sérios problemas, porque é cada livro que ela passa para a gente ler...

Ou vai ver que ela está apenas numa fase muito deprimente; antes disso, ela passou por uma fase sexual. Ela mesma nos ensinou Literatura Portuguesa e nos obrigou a ler Os Maias, O crime do padre Amaro, O primo Basílio e Alves & Cia.

Sinceramente, ela gostava de relações indecentes. Depois, ninguém pode reclamar de onde eu tiro minhas ideias de fazer coisas picantes com o Stiles. Afinal, são os professores que moldam a mente dos alunos, né? Então, estou só seguindo o curso.

E, enquanto ela falava, alguns meninos zoavam no fundão, a Cora lixava as unhas, o Theo mexia disfarçadamente no seu iPhone e por aí vai.

Cada um daquela sala permanecia imerso em uma atividade diferente que não era prestar atenção ao que a professora explicava.

E eu, é claro, não havia como me privar de pensar no Stiles, ele sentado ali na minha frente, e o que eu mais gostaria é de me sentar no colo dele. Pensar nele acarreta em mim uma compulsão: depois que começo, não consigo mais parar.

– Parem de batucar aí! Isto aqui é uma sala de aula e não uma festa na praia! – gritou a professora, e, por um momento, a galera do fundão ficou quieta.

Ela voltou às explanações inúteis. Tem coisas que não se aprende nos livros da escola. Por que não nos ensinam como lidar com os garotos?

 – E você, Stiles? – indagou.

O jeito como ela olhou para o Stiles me deu vontade de socar a cara dela, com fúria. Esperava que ela não estivesse pensando que era a Demi Moore e ele o Ashton Kutcher. Bem, de qualquer maneira nós sabemos como essa história acaba.

Interrompi os meus pensamentos, para prestar atenção à cena.

– Concordo totalmente – afirmou ele, e eu quase tive um ataque de risos ali mesmo.

– Acha que Ellen foi uma personagem imprescindível naquele cenário? Nessa hora, realmente ri. Não pude controlar. – Acho, claro, ela é a melhor ali.

Mais risos. Era impossível parar. Achei que faria xixi nas calças. Fraldas geriátricas talvez fossem necessárias.

– Lydia, você acha o mesmo?

Ops.

– Ainda não tenho uma opinião formada sobre esse assunto. Exceto pelo fato de que acho é que a autora desse livro deve ter fumado alguma coisa estranha.

Essas aulas são um porre! Eu queria que ensinassem ufologia na escola. Seria a minha matéria preferida. Principalmente porque me sinto uma alienígena e preciso descobrir como voltar ao meu planeta de origem.

Três coisas que eu amo:

1. O Stiles.

2. Ufologia.

3. Meu iPod.

O Stiles, nessa hora, olhava para mim com um sorriso conspiratório. Leve sensação de desmaio. Coisas estranhas passaram a acontecer na minha barriga. Ele continuou rindo e olhando.

Fenômenos ocultos se manifestando dentro de mim. Ele é mais gostoso do que a pizza portuguesa da Pizzaria da Mamma.

Dá vontade de mordê-lo todinho. O que estava acontecendo comigo? E de onde esses pensamentos absolutamente errados estavam surgindo?

Ele era o cara que sabia de todos os meus segredos. Bem, quase todos, pelo menos. Esse novo segredo era algo que estava além da possibilidade de compartilhar.

Mesmo assim, ele era o único que ia ao meu quarto quando peguei catapora no ano retrasado e fiquei de cama. E não teve nojo nem medo de pegar a doença de mim – e olha que ele nunca tinha tido catapora.

O que é muito romântico e doce, se você parar para pensar. Não a catapora, mas o fato de ele ficar perto de mim. Na saúde e na doença. É como se fôssemos marido e mulher...

É muito bonito um amor assim. É claro que depois disso foi ele quem pegou de mim e eu fiquei indo na casa dele todos os dias, para passar a tarde ao lado dele.

Na verdade, ele é o único garoto que já entrou no meu quarto. E isso é um problema, agora que penso nele de maneiras comprometedoras – espero, do fundo do meu coração, que os meus pais não se liguem nisso.

Especialmente a minha mãe, que vive xeretando. Por que as mães pensam que têm de saber tudo o que fazemos? Acredite em mim, dessa vez, ela não vai querer mesmo saber.

E mais ainda depois de ter bolado o plano maligno de perder a minha virgindade com ele. Ah, o plano... Ele sabe como sou boa em planos.

Porém, ainda não pode saber de nada disso, é muito cedo. Tenho de preparar o terreno, antes de começar a colocar em prática a fase 1.

Deseje-me boa sorte!


Notas Finais


beijos e até mais!


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