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História Seven Reigns - 2JAE - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


LEIAM ESSA NOTA POR FAVOR!!!

AVISO DE GATILHO 🚨🚨

Esse capítulo contém cena que trata de assuntos envolvendo ataques de pânico e problemas com ansiedade. Se de alguma forma isso puder lhe afetar POR FAVOR NÃO LEIA, na nota final farei um resumo básico sobre o capítulo para que ninguém se perca na história.


Boa leitura a quem ler ✊🏻♥️

Capítulo 6 - Pesadelo


Fanfic / Fanfiction Seven Reigns - 2JAE - Capítulo 6 - Pesadelo

                  Capítulo seis

                     Pesadelo


A cama encontrava-se vazia agora, depois que o jovem príncipe resolveu levantar em meio a pensamentos inquietantes.

O relógio de parede que continha um belo pêndulo de ouro anunciava o horário. Eram 04h56 da madrugada. 

Jaebum coçou os olhos fechados depois que vestiu seu roupão que estava sobre a poltrona, largado ali pelo mesmo na noite anterior. Colocou um par de pantufas e partiu devagar para além da porta do seu quarto.

Os corredores — agora escuros por terem apagado os candelabros e lustres — denunciavam que todos por ali dormiam, mas isso não acalmava o coração de Jaebum que por algum motivo estava o mantendo ansioso. Andou mais um pouco, sabia que o primeiro corredor à sua esquerda o levaria aos aposentos de seu tio Leeteuk, mas ainda sentia em seu peito que não era ele que devia encontrar.

Seguiu pelo extenso corredor chegando até a escadaria, não sabia o por quê de pensamentos como os que estava tendo o terem direcionado até ali, mas sentia que devia ir ao andar de baixo. Mais precisamente até o salão real, onde se encontravam os tronos.

Continuou o caminho até uma grande porta e parou bruscamente. Pela sua testa espalhava-se algumas gotas de suor, o fazendo perceber que estava nervoso por algo, mas não sabia o motivo.

Olhou para os próprios pés, estava um pouco assustado com aquela sensação esquisita no peito. Sensação que o alertava de que algo ruim acontecia atrás daquela porta. Ele não queria estar sozinho naquele momento, mas o que poderia fazer?

Aproximou-se lentamente das maçanetas douradas das grande porta que era dupla. Girou lentamente os punhos fazendo com que ambas abrissem com um típico som de madeira e dobradiças ecoando pelo grande espaço. 

Avistou uma silhueta de costas, parecia alguém alto e magro, mas estava distante e não lhe permitia ver mais detalhes. Estava com uma capa longa que ia até o chão, onde deveria ser vista a cabeça havia uma capuz grande. Quem quer que fosse, Jaebum não reconheceria.

Mesmo incerto do que via e sentia o príncipe deu alguns passos para o lado, conseguindo enxergar para que direção o desconhecido olhava. A frente dele estava o trono do Rei Suk, seu pai. E o mesmo estava lá sentado.

Por alguns segundos o de cabelos vermelhos pareceu confuso, mas olhou para a expressão facial de seu pai. Havia pavor em seus olhos. Jaebum sentiu um arrepio percorrer seu corpo. Por que seu pai estaria com tanto medo?

Observou seu pai tensionar os braços quando apoiou as mãos no trono, o segurando como se alguém fosse tomá-lo dali a força. Seu coração apertou ao ver que seu pai parecia estar cada vez mais assustado e então olhou para a figura encapuzada e vestida totalmente de preto.

Seu coração pareceu falhar quando constatou o que aconteceria a seguir. Aquela presença desconhecida por si agora apontava um arco recurvo para o Rei. Os dedos longos e finos com luvas eram precisos segurando a corda e o corpo do arco, mantendo a flecha posicionada.

Jaebum ainda observava a cena com aquele aperto no peito se intensificando, tentou correr até seu pai mas suas pernas pareciam travadas no lugar. Olhou para baixo em aflição pois precisava fazer algo e percebeu que suas lágrimas já caiam pela sua camisa quando ouviu o barulho. 

A flecha havia deixado o arco.


Jaebum despertou ofegante e angustiado, a sensação esmagadora ainda estava em seu peito e parecia lhe causar falta de ar. Tentava respirar mas estava se sentindo cada vez pior, sentia a velha crise de pânico o consumindo aos poucos.

Se arrastou pelos lençóis que estavam suados e desarrumados pela cama em busca de força para levantar e pedir ajuda, mas não conseguia. Sua garganta parecia fechar e seu corpo tremia, precisava voltar a respirar regularmente mas não conseguia fazê-lo.

Pensou em sua mãe, ela sempre o ajudou quando suas crises chegavam para o atingir daquela forma. Jaebum tinha desenvolvido um quadro grave de ansiedade por volta dos quinze anos e às vezes os indícios daquela época ruim de sua adolescência voltavam com tudo para o derrubar.

Estava sozinho agora, sem sua mãe para o ajudar e sem ao menos conseguir gritar por ajuda. A respiração cada vez ficando mais difícil e suas mãos trêmulas não o deixavam mentir. Suava muito também.

Arrastou seu corpo mais um pouco pelo colchão na esperança de conseguir ir até a porta, mas acabou caindo da cama causando um baque alto pelo quarto. Suas costas doíam também agora e sentiu dificuldade em se deitar de costas no chão frio, mas o fez observando o teto e sentindo o ar aos poucos parar de entrar por suas vias respiratórias.

— Jaebum? — Ouviu uma voz o chamar atrás da porta do quarto. — Ouvi um barulho, está tudo bem? — Não conseguiu responder, apenas virou a cabeça para a direção da mesma e deixou que suas lágrimas caíssem. Estava acabando.

A dor, a angústia e todo aquele sentimento ruim que sentiu durante o pesadelo iriam embora enfim.

Youngjae esperou por uma resposta durante alguns segundos mas não a obteve. Sem pensar muito no que fazia virou a maçaneta da porta, mas estava trancada.

Obviamente estaria, Youngjae pensou.

Então sem pensar mais um vez, tomou distância da porta e voltou jogando seu ombro esquerdo com toda a força sobre ela. Não adiantou na primeira tentativa, mas depois de repetir aquilo três vezes conseguiu arrombar o quarto.

Passou os olhos por todo o quarto em busca do príncipe Im, mas o encontrou deitado no chão olhando em sua direção. Jaebum chorava silenciosamente e fazia pequenos espasmos como se não conseguisse respirar.

Youngjae correu até ele se pondo de joelhos no chão atrás da cabeça de fios ruivos desgrenhados e suados, logo erguendo parte de seu tronco o encostando em seu peito. Segurava Jaebum pelas costas e tentava gritar por ajuda, sentia o corpo do maior trêmulo, o que o deixou mais nervoso ainda. Quando viu alguns empregados se mobilizando tratou de abraçar forte o Im e aguardar até que viessem até eles.

— Está tudo bem, eu e-estou com você. Você vai ficar b-bem. — O moreno agora tremia também envolvendo Jaebum, que pareceu respirar um pouco mais sugando ar para seus pulmões ao mesmo tempo que chorava. — Você vai ficar bem.

Youngjae entrelaçou uma de suas mãos na dele e continuou murmurando baixinho que ele ficaria bem. Logo seus olhos pesaram e ele os fechou, tendo como sua última imagem sua mão entrelaçada na de Youngjae.

Também havia escutado algo, o príncipe Choi chorava.

                          

                             •×•


— Youngjae se acalma por favor, me conte o que aconteceu. — Mark segurava um copo de água para o moreno que ainda tremia um pouco e andava de um lado para o outro dentro do seu quarto.

Depois que levaram Jaebum, o Choi foi até o quarto de Mark pois estava muito preocupado e não conseguiria ficar sozinho e nem mesmo dormir. Logo Jackson também apareceu e agora estavam sentados observando a inquietação de Youngjae.

— E-Ele estava lá caído, parecia não conseguir respirar e eu não sei o motivo... — Ele esfregou os olhos para afastar algumas lágrimas teimosas. Por que estava tão afetado? Youngjae preferia não pensar no motivo naquele momento. — Eu só ouvi um barulho alto e fui até lá... e ele não abriu a porta então eu arrombei — continuava apreensivo e seu corpo inquieto demonstrava intensamente isso.

— Que bom, pois assim você o ajudou, Choi! — Jackson tinha um sorriso terno e se aproximou do outro o abraçando carinhosamente. — Ele ficará bem, hum?! Não se preocupe. — Se afastou do Choi o olhando docemente. Não entendia por que o mais novo estava tão afetado, mas respeitaria seus sentimentos.

— Ele está certo, Youngjae, Jaebum ficará bem. — Mark se aproximou fazendo um afago nas costas do amigo. — Tão bem que vai nos repreender por não chamá-lo de "Príncipe Im" e sim só de Jaebum, hum?! — O príncipe Taiwanês fez uma careta engraçada e Youngjae sorriu pequeno achando graça do comentário.

Ele e Jackson estavam sendo tão prestativos e o Choi era muito grato por isso. Tinha certeza que os outros três príncipes que estavam a dormir, estariam ali se houvesse os acordado. Mas claro que não o fez, eles estavam cansados e não seria justo Youngjae acordá-los por algo que ele não sabia a gravidade.

Mas nem todos pensaram dessa forma e na manhã seguinte o moreno precisou encarar uma carranca do príncipe Park durante o café, que os seis mal conseguiram digerir, pois ainda estavam a espera de notícias sobre Jaebum.

— Você poderia ter me chamado, príncipe Choi — Jinyoung falou seriamente. — Considero vocês seis o suficiente para perder algumas horas de sono. — Bebericou um pouquinho de seu café amargo, além daquilo nada mais lhe despertava apetite o suficiente para conseguir comer.

Youngjae suspirou, o príncipe norte coreano tinha todo o direito de estar bravo afinal.

— Me desculpe. — Abaixou a cabeça murchando mais ainda sua expressão. Os dedos inquietos em cima de suas pernas que estavam abaixo da mesa.

— Não é para tanto Park — Yugyeom falou olhando para Jinyoung com certa repreensão, não queria que o Choi se sentisse culpado de algo. — Nenhum de nós ajudaria ficando lá plantado no corredor a espera de notícias, não mudaria nada — salientou e então Jinyoung virou-se para Youngjae com uma expressão triste.

— Me desculpe, você não tem culpa de nada. Pelo contrário, ajudou Jaebum. — Sorriu pequeno para Youngjae que ficou um pouco mais tranquilo. 

Detestava se sentir inútil e culpado, e sentia-se assim naquele momento.

— Acho que devíamos nos unir mais aqui dentro... — Jackson falou baixinho mais para si do que para o restante do grupo, todos sentados na mesa de alimentos quase intocados.

— Como assim príncipe Wang? — Bambam perguntou, não entendendo o que o chinês pensava.

— Jackson, por favor. — Ele olhou para Bambam que assentou levemente entendendo que era para se referir a ele apenas pelo primeiro nome, este que assim como o de Mark tinha origem americana. — Nós deveríamos realmente construir uma relação forte aqui dentro, não só para apoiar Jaebum hoje. Todos nós precisamos de apoio às vezes, ninguém precisa enfrentar as coisas só quando se tem amigos. — Olhou em volta para identificar as expressões nos rostos já tão conhecidos por si naquela mesa.

Os seis sorriam agora, deixavam-se levar pelas palavras de Jackson que estava correto afinal. Todos eles tinham seus próprios problemas e estando longe de seus próprios reinos e famílias, as coisas tornavam-se piores.

Youngjae não saberia explicar o que sentiu em relação ao que viu no quarto de Jaebum, só em recordar a face agoniante do outro seu coração parecia ser apertado em segundos. Também não saberia dizer como estaria caso não tivesse os outros seis ali consigo o acalmando com palavras gentis. Ele somente se sentia grato.


                           •×•

Depois de algumas horas o diretor Joo pediu que os príncipes o aguardassem em uma pequena sala que havia no corredor, que dava acesso aos quartos dos sete jovens. Estavam sentados em sofás confortáveis, mas que embora macios não os deixavam confortáveis. Estavam claramente tensos e ansiosos por notícias.

Logo passos ressoavam por perto e a figura do diretor Joo se fez presente despertando a atenção de todos.

— Olá, altezas, trago boas notícias. — Sorriu de forma educada e um tanto quanto formal para os seis pares de olhos que estavam sobre si. — Mas não será necessário que eu dê os detalhes, já que o próprio príncipe Im está vindo até aqui para falar com vocês.

Ele acenou levemente e saiu em direção ao corredor, logo uma outra silhueta vinha já na direção da sala. Os cabelos vermelhos agora perfeitamente arrumados, pareciam nem ser os mesmos fios que estavam suados e tão fora de lugar como mais cedo.

Youngjae o fitou com intensidade sentindo um frio na barriga que estava se tornando comum quando estava na presença do outro. Tudo só piorou quando Jaebum levou seu olhar até ele parando em sua frente. Ambos agora se encaravam em uma conversa silenciosa onde ninguém mais poderia se pronunciar, somente os dois e os olhares tão profundos que não se desviavam.

— Obrigado — Jaebum falou em um tom baixo e sério, ainda não conseguia desviar seu olhar do Choi. Tinham que conversar.

Internamente ele desejava nunca mais voltar a ter pesadelos com aquele, mas que se os tivesse, ao menos gostaria de ter Youngjae para o acalmar.



Notas Finais


Resumo do capítulo para quem não leu:

Nesse capítulo o foco principal é nos problemas de ansiedade que o Jaebum sofre, sendo que há muito tempo ele não havia tido crises porém isso mudou depois de um pesadelo com o pai dele sendo acertado por um flecha. Youngjae arrombou o quarto dele e o ajudou. Também teve cena fofa dos meninos que vão se unir mais PQ A AMIZADE DELES É TUDOO.

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Bom pessoal, primeiro peço desculpas pela demora.. eu tive alguns problemas familiares e espero que logo tudinho fique bem ✊🏻
Quero salientar que sempre que eu tocar nesse tipo de assunto (o problema de ansiedade do Jaebum) colocarei avisos, pq sei que não é muito legal ler algo assim quando a pessoa sofre com isso. Eu também não me senti tão confortável escrevendo, mas é necessário pq esses acontecimentos terão ligações com o desfecho da fic 👀

Bom, depois de 2km de notas pra vcs lerem HAHAHAH eu realmente espero que vcs tenham gostado desse cap, mesmo sendo um assunto mais delicado e triste, mas é necessário NÃO ME XINGUEM MUITO TA BOM 🙌🏻

Se quiserem conversar sobre a fic meu twitter é arssunrise e eu estou a disposição ♥️

Imagem do arco recurvo tradicional citado no capítulo:

https://images.app.goo.gl/MfK2A9iTDJZnaSBx5

Leeteuk (tio do Jaebum na fanfic) integrante do Super Junior:

https://www.elfolivre.com.br/2020/04/leeteuk-reuniao-super-junior.html

OBRIGADO TAY MINHA BETA LINDAAA💕💕💕

Até o próximo alecrins dourados 😘


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