História Sex Classes - Capítulo 18


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Halsey
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Camrengp, Camren, Lauren
Visualizações 392
Palavras 2.324
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Violência
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem do capítulo, antes de começar deixa seu voto e vamos a mais um capítulo pra vocês. 

Até lá em baixo anjos. 

Capítulo 18 - Capítulo 17 - Baile de Ataque


POV Narrador 

Ela tentou dizer a si mesma que devia esperar por isso, elas não tinham um compromisso. Não era por que ela tinha sido idiota em se apaixonar que Lauren faria o mesmo. Não deveria ter se magoado tanto.

Sentiu uma pontada no estômago, vinha sentindo-se muito mal na última semana, mas a chegada da menstruação sempre lhe causava dores e enjoos. Além de uma irritação maior nos dois primeiros dias. Como haviam acabado de chegar suas regras, ela estava mais irritada e arredia naquele dia em questão.

Maldita Jauregui, por que tinha que ter terminado desta forma. Será que ela não podia ter esperado mais alguns dias?

De que adiantaria Lauren esperar ? Iria sofrer de qualquer modo.

Uma lágrima rolou de sua face e ela baixou a cabeça soluçando.

Amava-a, mas a dor de ser trocada era algo cruel. "Pequena" foi a pior parte quando ouviu a mulher se referir ao seu apelido. Ao nome carinhoso que até então era só dela.

Algo de si havia se perdido naquilo tudo.

Seu telefone tocou e ela atendeu.

- Sim Marie?

- Camila, quero lembrá-la do baile de caridade, hoje a noite, não pode faltar.

- Ah não – Ela gemeu desgostosa.

- Camila, o Grupo Vives estará lá, você não pode perder isso.

Ela fez uma careta.

- Certo, não esquecerei.

- Ah Camila... Luis ligou... de novo.

- Que droga – Ela disse baixo

- Ele está insistindo muito, o que digo pra ele?

- Diga que eu o mandei pro inferno e que pare de me ligar ou vou me queixar com o John.

Marie sorriu percetivelmente do outro lado da linha.

- Certo.

- Obrigada Marie... Ah Marie... Vou sair mais cedo hoje ok? Transfira tudo o que eu tiver para segunda feira.

- Sim.

- Obrigada.

Contrariada ela pegou a bolsa. Teria que comprar um vestido. Seria muito bom se pudesse comprar uma alma nova.

Lauren andava de um lado para o outro sem saber o que fazer. Acabara de ouvir uma mensagem de Taylor na secretária eletrônica.

"Acho que gostaria de saber que Camila vai ao baile de caridade do grupo Vives esta noite. E que Luis estará lá. Um dos dois tem que abrir mão do orgulho Laur".

A mensagem era curta e direta.

Ela franziu o cenho. Camila estava magoada por acreditar que ela a traíra. Ela estava magoado pelo mesmo motivo. A latina acreditaria na armação. Uma das duas teria que ceder, mas por que teria que ser ela e não Camila ? Era inocente não era?

Andou até o quarto em passadas largas e duras e abriu o closet com violência. Viu um smoking que comprara em madeira enquanto estivera lá com ela.

Com ela. Uma semana incrível ao lado dela.

Tirou a peça do cabide e jogou em cima da cama. Rangeu os dentes com raiva. Não iria a lugar nenhum, e se ela quisesse se jogar nos braços do pervertido do Luis esta noite que o fizesse.

Furiosa, ela saiu do quarto batendo a porta.

As horas se passaram e Lauren continuava sentado lá, olhando o relógio. Imaginando a que horas Luis chegaria. Quanto tempo levaria para seduzi-la, envolve-la. Pra onde a levaria depois da festa. A casa dele ? A casa dela ?

Sabia que antes de dela Luis compartilhara aquela cama com ela, mas agora era diferente. Lauren não podia aceitar que nem Luis, nem qualquer outro tocasse sua Camila de novo. Deitasse ao lado de Camila como fazia. Aninhasse-a contra seu corpo, sussurrasse palavras doces, observasse o lindo cabelo preto espalhado no travesseiro.

Não podia.

O ódio que sentia ao sequer imaginar as mãos brancas e mal feitas de Luis sobre ela era maior que a frustração do ego ferido.

Em dois meses ela transformara Camila em sua, sua mulher. E isso não mudaria.

Lauren levantou decidido colocando o orgulho no canto mais escondido da mente e rumou para o quarto.

Iria ao baile, acabaria com Luis, arrastaria Camila, mataria os dois. Mas ela não seria dele de novo.

O grupo Vives era um dos maiores grupos de advocacia do mundo. Estavam habilitando um empresarial de luxo em Londres e contratando jovens advogados promissores.

Camila almejava ser parte deste grupo.

Por isso, e só por isso iria aquela festa. Sorriria para as câmeras e fingiria estar tudo bem. O fundador do Grupo era uma lenda. Conseguira firmar-se como um dos maiores nomes do direito com apenas 49 anos e era reconhecido por ser um homem inteiramente da lei. Implacável dentro e fora dos tribunais.

Mas o Sr. Carlos Vives não compareceria a festa de sua empresa. Sua nova esposa Rayanne estava prestes a dar a luz e sua reputação como pai de família era ainda maior do que a de advogado. Em seu lugar estava a irreverente e igualmente brilhante Lucy Vives, sua filha mais velha. Esta seguia os passos do pai e estava indo muito bem. Lucy estava liderando as contratações do grupo e como estaria pessoalmente no baile, seria uma chance e tanto para Camila.

Ela passeava pelo salão no meio de pessoas importantíssimas. Deveria estar empolgada. Em menos de meia hora, seu chefe Vicente Pires, já a tinha apresentado aos maiores figurões da Advocacia mundial, entre eles a próprio Lucy Vives, que garantiu estar impressionado com o talento dela e prometeu levar seu nome até Carlos, afim de contratá-la.

Camila praticamente garantira o contrato que mudaria sua vida, seu nome e sua carreira, mas isto não estava importando. A verdade é que não conseguia tirar Lauren da cabeça. Sempre que se lembrava dela sentia-se quente. Era impossível esquecer tudo o que havia desfrutado em sua companhia. Com a Jauregui conhecera o real significado da palavra prazer.

Aprendeu tudo sobre o próprio corpo e como alimentá-lo. Neste instante enrubesceu lembrando-se do dia em que se tocara ao telefone e em como Lauren a fizera repetir os movimentos na sua frente numa das vezes em que fizeram amor. Não havia limites com ela, tudo era extremo.

As mãos de Lauren a levavam a loucura, os beijos dela tiravam sua sanidade. Ela estava desesperada. Desesperada de paixão, de desejo, de saudade, de amor.

Chegara várias vezes a quase desistir do orgulho e perdoá-la. E aceitá-la do jeito que fosse, com ou sem amantes. Mas seus princípios não aceitavam tal humilhação. Mas de qualquer forma ela estava dilacerada.

A taça de champagne nas mãos estava intocada. Tudo fazia lembrar aquela maldita morena e sua arte de amar. Lembrou-se do cassino e do champagne no corpo enquanto Lauren sugava cada ponto sensível do seu corpo.

Seu estômago se revirou e ela sentiu uma pontada de cólica. Maldita menstruação!

Camila quase derrubou a taça de champagne quando sentiu uma mão em seu ombro. Virou-se rapidamente para dar de cara com Luis.

- Está linda – Ele disse sem lhe dar chance de dizer qualquer coisa.

Ela suspirou e agradeceu baixo.

- Gostaria de dançar comigo Camila ?

Se tudo isto estivesse acontecendo três meses antes, sim ela adoraria. Luis estava muito bonito em seu terno italiano. Mas agora ela não sentia a menor vontade de ficar perto dele.

Seu estômago revirou em uma cólica violenta e ela sentiu um bolo ser formado em sua garganta. Não bebera, mas sentia-se enjoada. O perfume Francês que Luis usava era totalmente detestável as suas narinas.

Camila nunca imaginou que uma dança pudesse durar tanto tempo. Tudo o que queria era soltar-se daquele homem e ir embora para casa chorar sua dor sozinha.

Maldita Jauregui que não saía da sua cabeça nem do seu coração.

Podia ouvir a voz rouca e sarcástica, podia sentir seu cheiro. Era como se Lauren estivesse ali, bem perto dela. Estava definitivamente ficando louca. Ou não?

- Tire as mãos de cima dela antes que perca os dedos.

A voz rouca de Lauren realmente ecoara naquele salão. De maneira seca e ameaçadora, mas era ele.

Vestido num imponente terno preto, feito sobre medida, moldado perfeitamente o corpo generoso que ela tinha. Os cabelos morenos tinham um tom de castanho mais escuro, pois estavam molhados e com caichos.

Perfeição, era a palavra que ela usaria para a imagem que viu. Se não estivesse tonta demais com a situação.

Sem chamar a atenção dos convidados Luis parou a dança e virou-se para Lauren, ainda segurando Camila pela cintura. Ela estava atordoada demais para se soltar.

- Acho que tem problema de audição Luisinho, então vou repetir. Tire as patas sujas da cima da minha mulher, ou eu irei arrancar seus dedos um a um com meus próprios dentes. E talvez eu queira levar seus dentes como bônus também.

Luis tremeu, aprendera de maneira bastante dolorosa que Lauren não era mulher de promessas vãs, mas ainda assim, sentindo-se seguro pela multidão que os cercava, ele empinou o queixo.

- Pedi a dama educadamente que me cedesse uma dança e ela aceitou, não estou fazendo nada de errado.

Lauren aproximou-se mais e Camila sentiu as pernas fraquejarem sob o olhar assassino que Lauren tinha, para o homem a sua frente.

- Você ter nascido foi o grande erro Luisinho, agora quanto a sua educação, estou pouco me lixando para como você pediu e como ela aceitou. Quando a mulher é minha a permissão quem dá sou eu. E eu não me lembro de ter lhe deixado tocar na minha mulher. Agora vou repetir uma última vez. Largue-a.

- Você pode ser bruta Jauregui, mas não teria coragem de...

Luis não terminou a frase, pois neste momento sua boca estava tentando abafar um gemido de dor causado pela torção que Lauren deu em sua mão. A morena havia puxado a mão que Luis segurava a cintura de Camila e torcido para trás.

- Vai pagar para ver?

Ela disse ainda induzindo a dor no outro. Depois de alguns segundos Lauren o soltou.

- Três segundos para você sair. Um...

Luis hesitou, mas apenas um segundo.

- Acho melhor você levar a sério o que eu estou dizendo. – O semblante de Lauren era sombrio, assustador, Camila temeu pela integridade física de Luis e pela cena que tudo aquilo poderia causar.

- Acha que eu vou obedecer ordens suas? Até onde eu sei, Camila não tem nada com você.

Luis cometeu o erro de por a mão na cintura dela de novo.

O sangue de Lauren gelou e ela perdeu o resto de noção que tinha. Com um gesto rápido, pôs-se atrás de Luis e tirou a mão dele da cintura da latina com violência, dobrando-a nas costas do próprio homem. Luis grunhiu de dor, reprimindo a muito custo um grito.

- Lauren não... por favor. – Camila pediu quando viu o rosto do outro contorcer numa careta.

Mas Lauren não estava escutando.

- Eu vou recomeçar a contar e quando eu terminar é melhor que você esteja bem longe daqui. Longe de mim e longe dela, principalmente dela, você me entendeu?

Lauren arqueou o braço e Luis dobrou-se para a frente rangendo os dentes.

- Lauren... pare... pare já com isso.

Camila gaguejou. Queria se mostrar forte, mas estava tão assustada quanto Luis.

- Não... Não machuque ele.

A voz dela saiu mais firme e controlada embora um leve tremor pudesse ser notado. Aquele pedido simples, de proteção a Luis foi o suficiente para aflorar o instinto que Lauren ainda conseguia manter dentro de si. Em vez de atender o pedido dela, ele forçou mais o braço do outro.

- Você tem amor aos seus membros Pablito? A todos eles?

Camila fez menção de se aproximar para tentar ajudar o outro, mas um olhar gélido de Lauren foi o suficiente para detê-la.

- Proteger seu amigo não vai ajudar Camila, pense bem, vai piorar a situação dele.

Ela se deteve onde estava.

- Ouça meu maior desejo agora é arrancar cada membro do seu maldito corpo, e eu o farei se você ficar mais dois segundos na minha frente, portanto eu vou contar e você vai sumir, do contrário, eu vou sumir com você. Entendeu?

Luis gemeu e Camila fez uma careta.

Lauren machucou mais o braço dele.

- Entendeu?

- Por favor... Laur... – Camila pediu. – Deixe-o ir... por favor.

Lauren a encarou. Por mais louca de ciúmes que estivesse não conseguia negar nada aquela mulher. Mesmo que ela estivesse pisando no seu ego com botas de ferro.

- Está vendo isso seu desgraçado ? Você está ? Você foi salvo por ela, por Camila, porque se não fosse por isso, provavelmente você estaria com esta cabeça enorme debaixo do meu sapato. Agora vamos lá, tem três segundo para desaparecer, um...

Lauren começou a recontar, mas antes de largar o braço de Luis, ela ainda o machucou mais uma vez.

- Dois.

- Você é uma troglodita Jauregui. – ele disse afastando-se amedrontado.

Os olhos de Lauren caíram sobre Camila e elas digladiaram com um jogo de olhares que substituíam as palavras. Durou pouco, mas foi intenso, Camila quebrou o silêncio.

- Você não tem o direito de...

- Tenho todos os direitos. – Lauren a cortou – Venha comigo.

Ela tentou pegara mão de Camila, mas ela puxou.

Lauren estreitou os olhos. Normalmente era uma dama, mas não estava em sua sã consciência.

- Você tem duas escolhas. Vem comigo por bem e sem chamar a atenção. Ou vem carregada no meu ombro dando um show e tanto.

Camila tremeu e ela começou a andar desafiadora. Camila achou melhor segui-la.

Lauren levou Camila até um banheiro nos fundos do salão e tratou de pendurar a placa de interditado no local. Puxou-a para dentro sem a menor delicadeza.

Iria arrepender-se de cada atitude machista e intimidadora que estava tendo agora, mas só depois. Agora não conseguia pensar, tinha ido aquela festa na intenção de encontrar Camila e convencê-la a ouvi-lo, mas ao chegar lá e deparar-se com as mãos de Luis em volta da cintura da sua mulher despertou o animal primitivo e machista dentro de si.

Lauren trancou a porta do banheiro quase com violência e depois a olhou.

- O que está fazendo Lauren, por que me trouxe...

A Jauregui a interrompeu.

Simplesmente colou os lábios aos dela, fechando os braços em torno da cintura dela, com os braços presos entre os de Lauren sem que ela pudesse reagir. Foi um beijo tenso, de dor e desespero, mas ela correspondeu como se estivesse alucinada.

Quando o beijo terminou Camila estava tonta, ofegante e furiosa.

- O que está fazendo? Acha mesmo que pode me arrastar até aqui deste jeito.

Mas Lauren estava tão furiosa quanto ela.

- Sim, não só acho como fiz.

- Sua... sua... você é uma bruta. Uma mulher das cavernas Lauren Jauregui.


Notas Finais


Como estamos ?

Espero que gostem do capítulo, então não esqueçam de deixar o voto e o comentário.

A próxima fic a ser atualizada será: One Hundred Years of Love, então fica de olho pessoal.

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Até a próxima pessoal, Love u baby's.

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