História SEX ON THE FARM - taekook - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), SHINee
Personagens Jungkook, Minho Choi, Taemin Lee, V
Tags Bangtan, Bottom!jk, Bts, Christtmas, Flex, Jungkook, Kookv, Lemon, Sexonthefarm, Tae!bottom, Taehyung, Taekook, Taetop, Top!jk, Vkook
Visualizações 182
Palavras 3.727
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Esse cap já estava pronto, mas eu estava sem Internet para postar...ainda estou na verdade😑😑

Ps: Algumas coisas vão coincidir com o passado, então caso vocês não lembrem, dêem uma olhada nos capítulos anteriores ☆

Leiam as notas finais se puderem ❤

Boa leitura! 🍒

Capítulo 13 - 'He or me?'


     – Acho melhor pararmos com essa frescura toda. – Falei tentando manter a pose de garoto que não se abala, apesar que depois de tudo aquilo que ouvi Jeon contar e que contei para ele tenham me deixado meio desnorteado.

 Era a primeira vez que eu falava tudo isso para alguém, e eu senti um alívio enorme, parecia que aquilo havia saído do meu coração e parado de ocupar um espaço terrivelmente grande, além que meus pensamentos de continuar fazendo o que eu fazia antes, se esvaíram. Provavelmente me lembrando de tudo o que eu passei, percebi que não seria tratando os outros de uma forma ruim, apenas para agradar o meu ego, que eu conseguiria superar o mal que um dia um alguém me fez. 

Mas eu só consegui perceber isso porque encontrei Jeon, e ele me mostrou que suas intenções seriam as melhores se eu permitisse. Eu ainda tinha medo e não podia negar a mim mesmo isso, mas eu queria tentar mais uma vez e provar que esse tempo todo eu apenas havia gostado de uma pessoa errada, literalmente. 

 Jeon terminou de limpar algumas lágrimas suas que ainda insistiam em cair, me fazendo passar a costa das mãos no meu rosto também.

– Então... É realmente verdade sobre você comprar a fazenda? – Funguei, e já tendo removido qualquer resíduo de lágrimas dos olhos.

 – Claro que sim! Podemos ir ajeitar os papéis agora se quiser. – Jeon falou com um sorriso enorme nos lábios. 

 – E morar comigo... também é verdade? – Perguntei por fim. 

 – Tae...Eu já disse que sim, não foi? – Jeon fez um bico fofo, me fazendo abaixar a cabeça e fitar o chão, com um sorriso envergonhado. –  Se você deixar, eu queria me mudar ainda hoje... 

 – Vamos primeiro ver os papeis mocinho, você queria me matar antes, ainda não confio completamente em você! – Soltei com uma cara de bravo, brincando.

 – Mas Tae! 

 – Nem Tae, nem Hyung! Vamos logo. – Vi ele levantando da cama e já andando na minha frente. Mexi em seus cabelos, fazendo o mais novo sorrir soprado.

 **

 – Se você assinar aqui, ela é sua.  – Apontei para aonde Jeon deveria assinar, depois de ter feito ele ler todos os termos do documento. – Meu pai já havia me dado ela de qualquer jeito. – Sorri fazendo o mais novo olhar de súbito e  desconfiado para mim. – Quer dizer, ele disse que se ninguém comprasse a fazenda, ela seria minha, mas já que você comprou, ela não é mais, isso quer dizer que eu irei automaticamente está morando na minha casa que agora será sua. – Conclui, dando um selinho rápido na boca de Jeon que se mantinha atento para terminar de finalizar o documento. 

 – Já que era sua você podia dar ela de graça para mim. – Jeon falou terminando de colocar o seu nome, passando a ser dono da fazenda naquele exato momento. – Bem, agora ela é minha por direito. – Ele suspirou com os olhos levemente fechados, logo abrindo um largo sorriso. – É maravilhoso que suas coisas já estejam aqui, assim eu só vou ter que trazer as minhas coisas. Como eu já falei, eu não moro aqui, então preciso que você vá comigo comprar algumas roupas novas depois, ou eu posso dormir sem mesmo. –  O moreno se aproximou colocando suas duas mãos na minha cintura, dando beijos curtos e gentis no meu rosto, descendo até o meu pescoço, parando ali. 

 – Não acha melhor avisar sua família sobre não voltar para casa por um tempo? – Falei buscando o rosto do mais novo que estava encostado no meu pescoço. 

 – Acho que uma ligação já serve. Meus pais sempre foram muito liberais e eu vivia saindo de casa. Estou preocupado mesmo é só com as minhas roupas, sabe, elas são de marca e eu sempre gostei muito delas. – Ele falava fingindo estar triste. 

 – Irei ligar para o meu pai e avisar que estou indo levar o dinheiro para ele. – Falei já me aproximando do sofá e olhando a maleta de dinheiro deitada na mesma. – Jeon, falando nisso, como foi que você trouxe essa maleta? Não me lembro de ter te visto entrar com ela.  

 – Rum, nem queira saber. – Ele soltou um riso soprado, e pegou o celular que estava na mesa da sala. – Eu vou avisar minha mãe que não irei voltar para casa. 

 – Ah, Jeon! – Falei manhoso. – Me conta! – Ele virou os olhos e sorriu em desistência. 

 – Eu pedi para ninguém menos, ninguém mais que o próprio Tao. – Ele soltou um sorriso pequeno. – Antes de você começar a brigar comigo de novo, que por acaso, não faz muito tempo, eu falei para ele quando eu estava a caminho daqui, e ele disse que pelo menos assim você ia parar de fazer o que fazia. Simples assim. – Jeon deu de ombros e começou a discar o número de sua mãe no celular.

 – Tá, mas como ele entrou na minha casa? – Falei lembrando que estava quase que o tempo todo na piscina.

 – Bem, depois que eu sai para fora da casa junto com você, eu pedi que ele deixasse rapidamente e fosse embora.

 – Mas você fechou a porta, Jeon! 

 – Não. Eu só fiz você pensar que eu fechei. – Jeon deu uma piscadinha para mim, logo colocando o celular no seu ouvido. 

 – Des-gra-ça-do. – Falei pausadamente para o mais novo, que sorriu com o ato, já o vendo pedir para que eu me aproximasse dele.      

Omma? Oi, estou bem. Ah é que eu vou demorar voltar para casa, eu consegui comprar a fazenda que eu avisei na última ligação. Se você pode visitar-la? É claro que... 

Movimentei minhas mãos em forma de X, pedindo para que o mais novo não confirmasse isso. 

Nao... eu ainda preciso organizar as coisas e está uma bagunça...quando estiver tudo legal eu aviso, tudo bem? Avisa para o pessoal aí. 

Fiquei bem próximo de Jeon para tentar ouvir algo da conversa, encostando meu ouvido no celular, – me arrependendo logo em seguida – e serviu para mim aprender a não ouvir a conversa dos outros.  

"E as namoradinhas?" 

Revirei meus olhos, e quase que  revirando o Jeon junto, me afastando dele. 

Omma, depois eu preciso te contar sobre isso, mas agora não vai dar. Tenho que ir, vou começar a trabalhar por aqui, até mais. 

– Tae, não vai me dizer que ficou bravo com algo desse tipo? – O moreno retrucou  e eu senti vontade de matar ele, literalmente.

 É claro que eu não estava bravo, mas, acho que essa palavra é tão pesada e deveria ser levada mais a sério. 

– Não. – Falei simples. – Já está tudo certo, então?

– Você vai falar com o seu pai agora? Você não ia ligar? – Ele começou a se aproximar de mim, abandonando o celular em cima da mesa. 

– Eu achei melhor ir pessoalmente. – Dei alguns passos e peguei a maleta com o dinheiro em cima do sofá, virando de súbito para Jeon. 

– Eu posso ir com voc...

– Nem pensar! – Senti o olhar triste do mais novo sobre mim. – Jeon, eu acho que ainda é muito cedo para ele começar a imaginar o que eu e você somos. Na verdade, ainda não somos nada mas... – Me arrependi do que havia falado, mas, não tinha como voltar atrás agora. – Ele precisa de algo mais concreto. 

– Ele... ou você? – Jeon falou me fuzilando com o olhar. 

– Nós três. – Dei um sorriso pequeno, olhando nos fundos dos olhos do moreno, tentando amenizar a tensão que eu havia criado. 

– Eu vou ir comprar algumas roupas para mim, até mais. – O moreno começou a andar sem muita cerimônia. 

– Jeon, espera... – Segurei o seu pulso e o fiz parar, buscando seu olhar que estava me evitando. – Eu quero ir com você, me aguarda voltar. – Abaixei devagar a maleta até no chão, libertando minha mão que agora eu usava para acariciar o rosto do mais novo. – Por favor? – Dei um beijo manhoso na sua bochecha, e mantive aquele contato, até ouvir Jeon suspirar. 

– Você é um trapaceiro, sabia? – Ele falava com a voz embargada. 

– Eu sou? – Atravessei um pouco mais o beijo para perto da sua boca. 

– Você... É... – Ele virou um pouco seu rosto afim de fazer minha boca colidir com a sua. Afastei rapidamente o meu rosto, logo pegando a maleta no chão. – Tae! 

– Estou super atrasado! – Falei com um sorriso enorme, totalmente ao contrário da face ameaçadora de Jeon. – Me espera, em! – Dei passos largos, já alcançando a porta, sentindo toda a vontade que Jeon tinha de me colocar para dentro daquele quarto e repetir várias e várias vezes para mim não brincar com ele da maneira mais "cruel" possível. – Até mais, docinho! 

** 


JUNGKOOK


Estava arrumando algumas coisas da casa que eu literalmente não fazia a menor idéia do porque de estarem ali, além de ter enxugado o chão que eu e o Tae havíamos molhado. 

Eu já não tinha mais nada para fazer, visto que não parei um minuto quieto depois que ele saiu com aquela sacanagem que começou. Poxa, não dá para dizer não quando ele começa com isso, e eu já percebi que ele vai abusar da minha paciência também. Ele já sabe que eu o amo e farei de tudo por ele. Tsc. 

Subi algumas escadas e adentrei seu quarto. Taehyung gostava muito de coisas fofas e era impressionante a quantidade de pelúcias que ele tinha lá. Várias estantes cheias de ursos, flores com rosto, bonecos e mais um monte de coisas. 

Me aproximei e peguei um que parecia com um coração, com duas mãozinhas dos lados, com o nome "eu te amo" no meio. A começo eu apenas havia pegado porque era fofo de verdade, mas achei estranho a maneira como era grande e estufado. 

Segurei com força o meio da pelúcia e notei que atrás tinha algo rígido. Virei e notei que era um zíper. 

Senti as palpitações do meu coração aumentarem, e fiquei receoso em abrir, logo sentindo a idéia se esvair, assim como a vontade de guardar aquilo e sair do quarto como se nunca tivesse visto nada. 

Fui até a cama do e me sentei com as pernas cruzadas, retirando o conteúdo de dentro daquele 'coração'. 

Havia um papel que parecia dobrado a muito tempo, e um pingente com duas iniciais ligadas. 

T e M. 

A partir daquele momento eu já sentia vontade de tocar fogo em tudo que tinha vindo juntamente com aquele coração, mas decidi saber com o que eu estava lidando. 

Eu abri o papel com cuidado tentando não danificar nada, e senti novamente aquela raiva transpirar em suor. Era uma carta daquele desgraçado que o Taehyung havia falado. 


" Eu te amo. Te amo com todas as forças do meu coração. Te amo por que tenho milhões de motivos, te amo por que você é o motivo. Te amo por você ser Kim TaeHyung." 

                                                     /MinHo.


– Como ele pode ser tão falso? Ele disse tantas coisas para o Taehyung mas foi embora sem dar explicações sobre. Ele fez o Taehyung sofrer tanto e... 

Por algum motivo eu olhei para a estante de novo. Havia um porta jóias atrás do que antes era a pelúcia que eu havia tirado. Me levantei da cama e fui a passos rápidos, logo pegando o porta jóias e vendo um papel colado no fundo. Abri com cuidado, e comecei a ler em alto e bom som. 


 "Tae... eu te amo. Eu poderia dizer isso por todo esse papel, mas a verdade é que o amor não vai conseguir nos manter juntos."

Funguei o ar, e não sabia o que eu sentia enquanto lia aquilo. Raiva ou tristeza. 


"Eu nunca fui suficiente para você em todos os sentidos, e eu não conseguiria dar tudo aquilo que eu desejava para você. Está vendo todas essas jóias caras?"

Olhei de relance para os anéis, brincos e colares que realmente pareciam caros, imaginando ser os que Taehyung havia dito que tinham sumido, já voltando a ler. 

"Tudo isso é o que eu não posso te dar... eu queria tanto agradar você, mas não posso fazer isso. Só o meu amor não basta. Apesar de você sempre me dizer que poderíamos ficar bem, eu não acredito nisso. Eu vou embora Tae, porque quero conseguir ser o alguém que te trás um presente no dia dos namorados..."


– Namorados... 


"Eu quero você tenha orgulho de caminhar ao meu lado, sem se preocupar com mais nada. 

Então, me espere! Eu irei voltar! 

Você é e  sempre será o meu Único Amor. " 

                                                /MinHo


Certo. 

Era tristeza. 

Era tristeza que eu sentia. 

Assim como a dor que culminava no meu peito. 

Era apenas tristeza. Era apenas um vento frio. 

Era tudo aquilo que havia me trazido, me afastando para longe.  

** 

 TAEHYUNG 

– Esse é o dinheiro, a fazenda não é mais minha. – Falei para o meu pai que fitava meu pescoço. 

– Você está com uma marca estranha,  aqui. – Ele apontou para o seu pescoço e mostrou aonde estaria no meu, pegando a maleta com o dinheiro na outra mão, abandonando em cima daquele imenso balcão da sua casa.

  Minha antiga casa. 

– Eu preciso falar com você sobre algumas coisas, pai. – Olhei para o lado, notando minha mãe se aproximando, já me apertando em um abraço. – Como vocês dois. 

– É sobre onde vai morar? Claro que aqui! Se quiser, compre uma para você, por aqui perto! – Minha mãe falava, sendo acompanhada no raciocínio com o meu pai. 

– Eu vou morar na fazenda. – Falei firme. 

– Mas a fazenda já tem dono agora, Tete. – Meu pai falou, segurando o pulso da minha mãe e a afastando gentilmente, com o intuito de me ver melhor. 

– Sim. – Falei simples. 

– Explique-se. – A voz do meu pai saiu firme, e eu senti um pouco de medo. Eu não deveria. Tanto ele quanto minha mãe já sabiam do meu caso do passado, e chegaram a me apoiar. 

– Eu gosto do comprador da fazenda. É isso. – Senti uma vontade imensa de começar a chorar bem ali, mas apenas funguei. 

– Mas Tete, é a casa dele agora... eu não sei se é uma boa idéia. – Minha mãe que apenas ouvia, se pronunciou. 

– Mãe... – Dei um sorriso tímido. – Foi ele quem me chamou para morar com ele. Ele que me aguente agora. E não se preocupem, nos pretendemos ter algo sério. – Olhei para os lados, fitando aquela cor de madeira que cobria as paredes. – Eu espero. – Murmurei inaudível.

– Eu já o vi pessoalmente e ele parece ser um rapaz gentil. – Meu pai falou, por fim. 

– Estou ansiosa para conhecê-lo também. – Minha mãe apertou minha mão com carinho. – Volte mais vezes, tudo bem? E na próxima, traga o... – Ela arqueou as sobrancelhas, e eu falei o nome de Jeonkook para ela. – Jeon. Não se esqueça! – Me deu um abraço novamente e se afastou até o meu pai, que não estava longe. 

– Bom trabalho, Tete. – Aquelas palavras foram realmente acolhedoras. Eles viram a maneira como eu fiquei abalado depois de ter sido deixado sem nenhuma explicação por quem um dia eu amei. Ter conseguido supera-lo foi de perto,  uma das maiores realizações da minha vida. 

– Tenho que voltar agora. Ele está me esperando. – Dei um sorriso pequeno, e acenei. – Até mais. 

– Até mais, querido! – Minha mãe falou, e eu pude ouvir sua voz gentil enquanto ela começou a falar novamente com o meu pai ao longe. 

** 

Estava voltando para casa no carro, e fiz questão de colocar algumas músicas animadas de vários grupos que eu gostava, em especial. 

Eu não sabia porque mas meu coração estava apertado. Era como se tivesse algo incompleto; algo errado. Ele deveria estar calmo já que eu havia dito aos meus pais a verdade e Jeon também já sabia sobre meus sentimentos. Meus sentimentos que eu tinha certeza que eram verdadeiros.  

Jeon... 

O que ele está fazendo? 

** 

– Jeon? – Abri a porta já adentrando a casa que agora não era mais minha; e fechei com o pé. – Jeon? Cadê você? 

– Aqui! – A voz soou ao longe, e eu tentei segui-la, logo me vendo no meio de uma copa totalmente iluminada de vermelho, com várias velas em cada ponto estratégico, e uma mesa coberta de rosas vermelhas, com um vinho e duas taças. Havia alguns pratos que eu não fazia a menor idéia de como mas, era literalmente minhas comidas favoritas. 

Olhei para Jeon que tinha um sorriso único nos lábios. Sua pele tinha uma cor avermelhada pelo brilho das luzes vermelhas, dando um tom de sensualidade. Encarei novamente tudo aquilo e olhei perplexo para ele, já respondendo a minha pergunta passada sobre o que ele estava fazendo. 

– Jeon? O que é tudo isso? – Me aproximei em passos curtos, notando o sorriso do mais novo se esvair para algo mais sério. 

– Podemos começar a boas vindas a nossa nova casa? – Ele segurou com as duas mãos na minha cintura com possessão, e colou nossos corpos, iniciando um beijo calmo e cheio de desejo. Não o impedi, aprofundando o beijo com toda a vontade que eu já vinha guardando. Ele me pressionou para trás e eu encostei uma das mãos na mesa, sentindo seu corpo quente. 

Eu sabia que se começássemos fazer algo ali, nos não aproveitariamos tudo que aquilo que o mais novo fez. 

Afastei um pouco seu corpo e encerrei um beijo com um selinho. Ele me olhou meio confuso, mas logo entendeu o meu raciocínio. 

– Primeiro vamos aproveitar tudo isso que você fez! – Falei já puxando a cadeira e me sentando, vendo o moreno fazer o mesmo. 

Começamos com um copo de vinho, ao que acompanhávamos com as comidas e petiscos que ele havia preparado, jogando algumas conversas aleatórias. 

– Você cozinhou tudo isso? – Perguntei, tomando meu último gole de vinho, já imaginando que ficaria bêbado se continuasse. 

– Com a ajuda da sua mãe... que me passou várias dicas de suas comidas favoritas. – Ele falou orgulhoso. 

– Minha mãe? – Perguntei desacreditado. 

– Eu não sabia que ela era trabalhava com bufê. Quando eu liguei com a intenção de pedir alguns pratos que eu não conseguiria fazer, ela me atendeu. Eu disse o meu nome, e ela perguntou se eu conhecia você. Eu falei que sim, então ela me ajudou em tudo. 

– Ah? Você deve ter ligado depois de eu ter ido lá. 

–Pensei que só seu pai conhecesse meu nome. 

– Agora os dois conhecem, pode ter certeza. – Falei com um sorriso tímido, olhando de relance para Jeon, que também estava envergonhado. 

Voltamos a falar sobre mais algumas coisas, e eu acabei soltando sobre a mensagem de número desconhecido que havia recebido a um tempo atrás. 

– Eu pensei que era você! – Sorri, notando que Jeon não fazia a menor idéia sobre a mensagem. – Eu sou um idiota! – Mordi o lábio inferior. – Bem, acho melhor irmos dormir. 

– Era ele... – Jeon murmurou. 

– Ele quem? – Notei que ele despertou de um transe, como se tivesse apenas tivesse falado para ele mesmo. – Ele quem Jeon? Sobre o que está falando? – Ele não respondeu, e apenas se levantou já indo ao meu alcance, dando longos beijos no meu pescoço. Suas mãos massageavam meus braços, enquanto eu iniciava um beijo nos seus  lábios que haviam voltado ao encontro do meu rosto. 

Me levantei e comecei a beijar seus lábios com selinhos curtos, já o puxando  pela camisa para irmos para o quarto. 

** 

1 mês depois 

– Claro que não, eu juro que não vou tirar! Para, Jeon! – Tentava falar enquanto o moreno pressionava meu corpo no sofá, me enchendo de cócegas, fazendo-me prometer que não iria tirar o meu anel de compromisso. 

– É bom mesmo! – Ele me deu um selo estalado, e se afastou. – Vou buscar um pouco de suco para nós. Qual você quer? 

– Laranja! Laranja! Laranja! – Falei manhoso. 

– Tudo bem, já volto! – Ele abriu um sorriso que eu adorei ver. 

O moreno se afastou e eu pude suspirar aliviado. Ele literalmente havia descobrido meu ponto fraco. A barriga. E fazer cócegas nela era mais que o suficiente para me fazer implorar para parar. 

Fazia algumas semanas que Jeon havia me pedido em namoro. 

Ele conseguiu literalmente superar todas as minhas expectativas. 


Flashback/

Eu havia acabado de voltar da casa dos meus pais, já que não havia encontrado ninguém lá. Quando abri a porta, parece que era uma festa surpresa em família. 

Meu pai e minha mãe, juntamente com minha irmã caçula Bomi, e os dois irmãos de Jeon, Baekho e Aron, que ele já havia me falado, estavam em pé, terminando de ajeitar algumas coisas na mesa. Jeon tinha uma caixinha em mãos que guardou rapidamente quando me viu. 

– Oi, Tae! – Jeon foi o primeiro a me abraçar, me fazendo retribuir carinhosamente. 

– O quê estão aprontando? – Perguntei dando um aceno para os irmãos do moreno. Eles sorriram e cada um foi para um lado, fazendo um U na minha direção. 

Jeon me olhou e tirou a caixinha do bolso, sem desviar seu olhar. 

– Eu não sou mais um desconhecido. – Jeon me deu um selinho e eu ouvi todos baterem palmas, com risos que se mantinham nos meus ouvidos. – Eu te amo. Não posso deixar você andando sozinho por aí. – Ele piscou e pegou minha mão desocupada. – Quer namorar comigo? 

Meu coração foi a mil. Essa é a única certeza que eu tinha. Eu estive esperando por esse momento mais que tudo. 

Namorados... É uma palavra tão bonita e tão profunda. Se você souber usar, é claro. 

Era tudo que eu mais queria. Levar meu relacionamento com Jeon para algo mais sério. Porque afinal,  eu não o amava de brincadeira.

– Claro que sim! – Dei um beijo cheio de sentimentos no moreno, que deu espaço para que eu continuasse.  

Todos vieram e nos abraçaram, ainda entre o beijo. 

Jeon deu a caixinha para Bomi, enquanto colocava o anel no meu dedo, logo me deixando fazer o mesmo. 

Logo depois de colocarmos nosso namoro oficialmente, fomos comer algumas coisas que minha mãe havia preparado, enquanto conversávamos e comemoravamos. Jeon e ela pareciam tão próximos, que sinto medo dela me trocar por ele. 

Os pais de Jeon ainda não sabiam sobre nós, apenas seus irmãos. Ele prometeu para mim que contaria, então não estou preocupado. Preocupado mesmo estou com Bomi, que disse que quer morar comigo. Mas tudo tem andado tão bem...

Meu coração tem estado muito apaixonado esses dias... 

Flashback/

Ouvi uma batida leve na porta, na qual não dei muita importância, me espreguiçando no sofá. Novamente aquele som se fez presente, me fazendo levantar com o sangue nos olhos e abrir a porta. 

– Oi, Taehyung. 

Aquele rosto. Aquela voz. Era a última lembrança que eu gostaria que fosse revivida. 


Eu deveria ter ficado sentado. 




Notas Finais


Tentei deixar esse capítulo grande para compensar a demora!
Então, se vocês lembram, tem um capítulo que alguém manda uma mensagem de número desconhecido para o Tae, e é justamente o nosso querido MinHo! Ashausaush
Isso mesmo! Ele já estava mais próximo do que Jeon imaginava kkkkkk
Bem, vejo vocês no próximo o cap, juro que vou fazer o possível para não demorar 🙌
Ps: para quem não entendeu, o MinHo não roubou o Tae, ele apenas colocou em um lugar tudo junto para tentar mostrar pro Taehyung que ele era pobre e não pode comprar aquilo pra ele e pá u.u
Gente, o Tae não sabe disso! Nada disso! Quem leu foi apenas o JungKook!
Por isso que o Tae pensa que ele foi embora sem avisar, quando na verdade, ele avisou!
Aí aí aí
Até mais! 🙌


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