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História Sex Trip - Capítulo 16


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Notas do Autor


Promessa cumprida! Ontem foi meu aniversário mas tô deixando esse presente pra vocês. Os próximos caps não vão ter muito hot porque tá chegando em uma parte bem crucial da história. Vou dar uma sumida mas volto rapidinho, juro!
Muito obrigada mesmo à todas as lindas que estão acompanhando e favoritando essa fic. Vocês são incríveis <3

Capítulo 16 - The Promise


A segunda-feira chegou cinza. O vento gelado do outono soprava em meu rosto, me fazendo afundar mais meu nariz no cachecol que estava usando. Meus olhos estavam inchados após ter passado a noite chorando e minha cabeça latejava. Sentei-me num dos bancos da praça perto do apartamento que morávamos e soltei um longo suspiro.

Após ter contado para Mariana e Natasha sobre o ocorrido com Jéssica, elas trocaram a senha da fechadura e combinamos de dizer que ela estava passando uns dias na casa de uma amiga coreana para ajudá-la a estudar inglês e que não iria aparecer no curso por alguns dias, caso os coordenadores e professores perguntassem. As meninas reagiram com espanto e decepção quando falei do tapa que Jéssica havia me dado e prometeram que iam me proteger a qualquer custo. Falei para nós três nos mantermos sempre alertas e sempre avisar no novo grupo de mensagens que fizemos caso alguma de nós fosse para a casa de alguém ou a algum lugar sozinhas. Elas concordaram com o que Jay havia feito e disseram que não iria demorar muito para que o Dickids se desfizesse e no final Jéssica voltasse para nós.

A dor em meu rosto não se comparava à situação que estávamos agora. Por que ela estava tão obcecada com aquele garoto a ponto de jogar fora a companhia e amizade que tínhamos a mais de um ano? Por que ela havia agido daquela forma tão ameaçadora? O que tinha naquele caderno e por que ele era tão importante? Pensar demais nessas perguntas me deixava triste. Eram 8 horas da manhã e eu estava sem a mínima vontade de ir para a aula. Suspirei novamente. Pus a mão em meu bolso e agarrei meu celular, pensando em ligar para Jay e pedir-lhe que me encontrasse ali ou que eu pudesse ir em sua casa, mas não queria incomodá-lo naquele horário. Havia milhares de mensagens dele no meu KakaoTalk mas não consegui responder nenhuma. Não conseguiria contar o que Jéssica tinha feito. Jay ficaria irado e isso só pioraria as coisas.

Continuei sentada, vendo as horas passarem e a vida seguir. Não queria voltar para casa nem ir a qualquer lugar. Pensei que poderia ir mais cedo para o trabalho e me distrair um pouco limpando as estantes, conversando com Youngmi-nim ou pegando um livro qualquer para ler, mas meu corpo não se movia. Senti as lágrimas virem mais uma vez e as deixei escorrer, silenciosamente. Abaixei minha cabeça e desejei que uma mão divina batesse na cabeça de Jéssica e abrisse seus olhos.

Alguém se sentou ao meu lado. Não levantei os olhos para saber quem havia interrompido meu momento de introspecção.

- As meninas me avisaram sobre o que aconteceu. Fiquei preocupado e vim atrás de você.

A mão de Kangmin afagou meus cabelos, o que me fez chorar ainda mais. Agora, meu segundo problema aparecera.

Eu também prezava muito pela minha amizade com Kangmin e não queria que ele se afastasse de mim por eu estar namorando. Ele era muito importante e não aguentaria perder mais um amigo por causa de motivos bestas. Eu tinha noção que nossos laços tinham se estreitado após termos começado nossa “amizade colorida”, mas não sabia como iríamos lidar com isso a partir daquela segunda-feira. A primeira segunda-feira da minha vida sendo namorada de Park Jaebum.

Kangmin fez menção de me abraçar, mas me afastei. Enxuguei meus olhos e finalmente o encarei, tentando reunir qualquer vestígio de coragem que eu tinha. Precisava contar a ele o mais rápido possível.

- Oppa...preciso te perguntar algo.

Ele me olhou confuso, ajeitando os óculos em seu rosto.

- Ah, claro. O que houve?

- Eu...você...como você reagiria se...eu dissesse que comecei a...namorar...outra pessoa?

Os lábios dele se abriram por um segundo, mas logo se fecharam. Uma expressão indecifrável se alojou em seu rosto e instantaneamente me arrependi de ter dito aquilo. “Perdi meu amigo”, pensei, enquanto mordia meus lábios e voltava a arrancar peles mortas.

- Ei, para com isso.

Kangmin pôs o polegar em meus lábios, meio que impedindo que eu continuasse a mordê-los. Nossos olhos se encontraram, meu coração batia rápido e meu rosto estava quente. O que era aquilo? Por que eu estava me sentindo estranha? Por que eu queria que Kangmin me abraçasse e dissesse que tudo ia ficar bem? Uma lágrima desceu pelo meu rosto, sendo cuidadosamente recolhida pelos dedos longos e finos do garoto.

- Eu iria te parabenizar. Na verdade, parabenizar a outra pessoa, porque ele tem que ser um Buda pra poder te aguentar.

Dei um sorriso, leve, tímido. Como ele conseguia fazer acender em mim uma faísca de alegria logo num momento tão difícil e complicado para mim como aquele? Kangmin pegou minhas mãos e as beijou, dando um sorriso enorme fazendo com que seus olhos sumissem.

- Finalmente desencalhou! Agora vai viver um romance de dorama, aposto. Parabéns, bebê chorão.

O chutei, rindo. Me senti feliz, mesmo rodeada por pensamentos negativos. Dei graças aos céus por terem me dado um amigo tão incrível e compreensivo. Era como se a atmosfera obscura que me rodeava estivesse sendo dissipada pela luz que Kangmin trazia, fazendo com que meu coração se sentisse um pouco mais leve apesar de ainda estar bastante preocupada com Jéssica.

- Quem é o coitado? Digo, felizardo em ter conquistado o coração de manteiga derretida de Samantha?

- Ah...você teria que guardar segredo.

- HAHAHAHA já sei quem é o cara! É o Invi.

- Que Invi?

- Invisível.

Dei um soco em seu braço enquanto ríamos. Parte de mim queria contar a ele, mas havia receio em algo dar errado. Eu poderia contar uma leve mentirinha...e foi o que fiz.

- É um rapper desconhecido, nada demais. Você não escuta esse tipo de música então nem vale a pena falar o nome.

- Ei, eu escuto sim!

- Só o Haon.

- ...É, verdade.

Nos calamos por alguns minutos.

- Sam-ah...sobre a Jéss...

- Não, por favor, não fala sobre ela – o interrompi – A última coisa que eu quero pensar é nessa menina.

Mais alguns minutos de silêncio incômodo.

- Quer comer algo, então? Sei que quando você fica triste gosta de comer algo no café das irmãs daquele menino do EXO.

- KAMONG CAFÉ! Respeita o santuário das EXO-L, bobão.

Ele riu e se levantou, espreguiçando-se. Estendeu uma mão em minha direção.

- Tanto faz, vamos? Pegamos o metrô e estaremos de volta antes do seu expediente no trabalho.

Segurei sua mão e fui puxada do banco com força. Enquanto recuperava o equilíbrio, vi Kangmin sair correndo rindo de mim. Gritei “Idiota!” e corri em seu encalço, pronta para dar-lhe uma voadora. Naquele momento, depois de um final de domingo tão triste, finalmente pude sorrir.

 

Estávamos finalmente no café. Sempre me sentia boba quando ia visitá-lo. O restaurante, localizado perto de Gangnam, era um dos meus favoritos pelo fato de ser propriedade da família de um dos meus integrantes favoritos do EXO, Kim Jongin. Sabia que nunca poderia vê-lo, mas só de saber que contribuía financeiramente para o sustento dos parentes de Kai, já riquíssimos, já era o suficiente para mim. Me fazia ser uma EXO-L feliz.

- Oppa~ - chamei sua atenção enquanto bebíamos smoothies – Já te disseram que você parece o Chanyeol?

- ...Quem?

- O rapper do EXO, seu desinformado. Esse aqui – peguei meu celular e, após procurar um pouco pelas milhares de fotos na galeria de imagens, mostrei-lhe uma foto.

- Você está bêbada em plenas 9 da manhã? Samantha, ver coisas que não tem nada a ver é um sinal de alcoolismo.

Chutei sua perna por debaixo da mesa, o que fez o garoto soltar um gemido de dor.

- Ele é meu preferido! E é lindo~ Realizaria um sonho se pudesse conhecê-lo – suspirei e sorri, fechando os olhos e dando um beijo na foto de Chanyeol.

- ...Vocês mulheres são realmente esquisitas.

Continuamos conversando por um tempo. Já nem me lembrava mais da minha angústia, tristeza e preocupação com o ocorrido de domingo à noite. Conversar com Kangmin era bom, pois ele sempre me fazia rir e ignorar qualquer situação ruim mesmo que por alguns momentos.

De repente, meu celular tocou. Alguém estava me ligando. Eu não costumava atender a ligações pois odiava falar ao telefone, sempre preferi mandar mensagens ou áudios. Porém, ao ver o nome de quem me ligava, meu corpo gelou.

- O-oppa...vou sair por uns segundos, volto já!

Corri para fora do estabelecimento, atendendo ao telefone.

- Alô? Jagiya...?

- Por que você não me respondeu, Samantha?! Porra! Passei a noite e o dia inteiros preocupado com você e só agora você vem me dar sinal de vida?! Não consegui dormir, rodei Seul inteira tentando te achar, liguei pra hospitais, polícia, necrotérios, tudo pra saber onde você estava! Você sumiu e nem me deu explicação! Você é louca?!

Eu apenas ouvia os gritos. Jay estava realmente irado, completamente diferente do que conheci. Não conseguia formular uma única frase, enquanto o escutava. Meu coração palpitava. Me arrependi amargamente de tê-lo deixado no vácuo durante esse tempo. Deveria ter dado alguma satisfação...Suspirei.

- Jagiya...?

- O que foi, Samantha?

- ...Desculpa...

Deixei minhas lágrimas descerem. Lembrei do episódio que queria esquecer. Teria que contar a ele.

- Você...tá chorando? Samantha....onde você tá? Eu vou te pegar.

- N-não! Não precisa – tentei recuperar o fôlego e limpei meu rosto. Após dois soluços consegui me acalmar.

- ME FALA ONDE VOCÊ TÁ AGORA!

Jay gritou de uma forma tão brava que me assustei. Tive que afastar o celular de meu ouvido. Não poderia mentir para meu namorado...mas aquele comportamento dele era tão esquisito...Acabei cedendo, eu o amava e não queria deixá-lo pior.

Afinal, ele estava preocupado comigo porque me amava também...certo?

- E-eu to...no Kamong Café...

- Não sai daí, to basicamente do lado. To indo.

E desligou.

Fiquei alguns segundos paralisada, ainda com o celular colado à minha orelha. Não sabia o que fazer.

- Sam-ah! Tá tudo bem?

Kangmin aparecera correndo do meu lado, visivelmente preocupado. Tive um pressentimento ruim. Se ele continuasse ali, talvez Jay não fosse gostar nem um pouco.

- Oppa...tá tudo bem. E-eu preciso esperar uma pessoa aqui, você se importa de ir pra casa? – tentei persuadi-lo a ir embora. Não sabia o quão longe Jay estava e tinha receio do que poderia vir a acontecer.

- Não, vou ficar com você.

Kangmin me abraçou e deixou repousar uma mão em minha cabeça, fazendo um cafuné. Me desesperei e o empurrei, ao mesmo tempo que ouvia um carro frear bruscamente próximo a nós.

- SAMANTHA!

O grito de Jay assustou alguns pedestres que transitavam na calçada. Ele me pegou pelos ombros e me fez encará-lo. Eu estava prestes a chorar.

- Quem é esse cara e por que ele tava te abraçando, Samantha?

- Eu sou o melhor amigo dela, Yang Kangmin. Você não deveria falar assim com ela.

Kangmin parou ao meu lado, cruzando os braços. Uma tensão rodeava a nós três e isso me deixava com medo. Jay olhou para Kangmin, me soltando e deixando escapar uma risada seca e irônica por detrás da máscara que usava.

- Você não sabe o que eu passei por estar preocupado com ela. Daí chego para finalmente vê-la e ela está abraçada com um babaca desconhecido. Acha isso certo? – Jay falava em coreano com Kangmin. O clima era pesado. Lágrimas rolavam pelo meu rosto mais uma vez. Eu sabia que se aquilo continuasse os dois iriam brigar.

- O que não é certo é você gritar com uma garota fragilizada. Samantha está mal por causa da amiga dela, você deveria entender e não brigar ou reclamar.

- EU NÃO SEI O QUE PORRA ACONTECEU PORQUE ELA NÃO ME CONTA NADA, MERDA!

- P-por favor...parem...j-jagiya...eu vou lhe contar tudo, mas por favor não grita com ele...

Kangmin me encarou com uma expressão completamente diferente. Seu cabelo cobria os olhos, lhe dando um ar sombrio. A personalidade dele havia mudado.

- “Jagiya”? Então esse imbecil é o seu namorado?

Jay agarrou Kangmin pelo casaco, fazendo com que seus rostos ficassem bem próximos.

- Se você preza por sua vida, não me xingue. Posso acabar com você em questão de segundos. Então engula suas palavras e fique quieto, filho da puta.

Ele o soltou e agarrou meu pulso com força.

- Você vem comigo, tem muito o que me explicar.

Jay me guiava em direção ao carro, enquanto eu olhava desesperadamente para Kangmin. Entrei no banco do passageiro enquanto meu namorado dava a volta pela frente e sentava-se no local do motorista, dando a partida no carro e arrancando rápido.

Jay suspirou algumas vezes tentando se acalmar. Eu chorava silenciosamente afundada no banco. O que tinha acabado de acontecer? Não era essa a primeira impressão que eu queria que os dois tivessem um do outro. Fora que...aquele modo de agir de Jay me assustou. Meus pulsos doíam, meus ombros doíam. Limpei meu rosto e tentei me acalmar, enquanto sentia o carro frear suavemente. Olhei pela janela. Estávamos próximo ao rio Han.

- Baby...

A voz de Jay chamou minha atenção, então virei em sua direção. Ele havia tirado a máscara e passava a mão pelo rosto, como se quisesse conter o choro. Suspirou algumas vezes e finalmente se virou para mim.

- Me perdoa pelo que eu fiz. Eu...eu realmente estava desesperado, não foi minha intenção gritar com você ou te machucar. É que...finalmente eu encontrei o amor da minha vida e eu não quero que nada de ruim aconteça com você. Pensei o pior quando você não respondeu às minhas mensagens nem ligações e... – ele não terminou a frase pois eu o beijei. Senti suas lágrimas molharem meu rosto e suas mãos se entrelaçarem em meu cabelo. Jay me amava, era óbvio. Ele tinha medo de me perder e então finalmente percebi que o sentimento dele era de verdade. Apesar de ele ter me machucado e gritado com meu melhor amigo...ele me amava.

Ou ao menos era o que eu pensava.

Nos separamos e respirei fundo.

- Realmente tenho muito a te contar. Mas você tem que prometer que não vai fazer nada contra ninguém, certo?

Jay acenou positivamente com a cabeça e segurou minha mão.

- Jéssica brigou com as meninas depois da festa e saiu de casa, isso no domingo. Eu estava em choque porque...ela era a minha companheira de quarto e era bem próxima de mim então a partida dela me quebrou. Por isso não te avisei, só mandei aquela mensagem e desliguei o celular. Não tinha psicológico pra nada. Desculpe por isso... – Jay beijou minha mão, enquanto eu lutava contra as lágrimas – E então, na madrugada...Jéssica apareceu no quarto. Ela me...ela me deu um tapa. Disse que o Dickids teve todos os projetos cancelados e se eu ou você estivéssemos por trás disso...a gente ia morrer.

Jay tinha uma expressão de ódio em seu rosto. Não queria que ele se envolvesse em nenhuma confusão, então engoli minhas lágrimas e respirei fundo mais uma vez.

- Hoje de manhã me senti mal demais pra ir à aula, então fiquei sentada na praça perto do meu apartamento. Kangmin apareceu e tentou me confortar. Ele é meu amigo há bastante tempo, desde que cheguei aqui. Por favor, não o odeie! Ele é muito importante pra mim...

- Ele sabe quem eu sou?

- Não, disse que você era um rapper desconhecido. Fora que ele não gosta muito de rap então não precisa se preocupar. Aliás, ele é muito fã do Haon... – ri, ao lembrar das vezes que Kangmin falava do rapper. Estava me sentindo bem mais calma após falar sobre o garoto.

- Aah...aish. Certo, não vou brigar com ele nem te proibir de vê-lo. Mas espero que ele respeite o fato de você ser comprometida, então nada de abraços. Quanto à Jéssica, relaxa. Vou colocar seguranças no seu apartamento e...

- Não, babe! Vai ser muito suspeito.

- Então vem morar comigo.

- Pior ainda! Você não mora aqui em Seul, fora que sua agenda é cheia e eu só iria te atrapalhar.

- Tecnicamente eu passo mais tempo aqui do que nos Estados Unidos, então não seria problema. E você nunca me atrapalharia, meu amor – Jay beijou a ponta do meu nariz.

- E minhas amigas?

- Hm...e se elas também fossem? Vocês três podem ficar lá. Na verdade...eu tenho outra casa maior com mais quartos, então caso queiram podem morar nela.

Minha boca se abriu em espanto. Jay Park estava me cedendo uma mansão para que eu e minhas amigas morássemos?!

- V-você ta falando sério? Baby, não precisa disso...

- É pela segurança de vocês. Não confio nesse pessoal, então quanto menos exposição vocês tiverem, melhor.

- Como assim...menos exposição?

- A Jéssica sabe onde vocês estudam, certo? Onde você trabalha e locais que costumam frequentar. – Jay suspirou, meio que criando coragem para falar – E se vocês desistissem do curso?

- QUE?!

- Amor, calma. Pensa comigo. Se vocês desistirem podem ficar lá na minha casa, passar a andar em outros locais e coisa do tipo, pra despistar caso a Jéssica, Bully ou qualquer outra pessoa do Dickids esteja planejando algo de ruim contra vocês.

- Mas eu tenho que trabalhar! Fora que todas nós gastamos horrores com esse curso, não podemos jogar nosso dinheiro fora.

- Samantha, esqueceu que tá namorando com Jay fucking Park? – ele riu ao dizer a última frase ritmada, o que finalmente me fez rir também – Tudo o que você precisar eu posso te dar. Não hesite, meu amor.

- Eu não quero ser uma sanguessuga. Até hoje quero te devolver a blusa da Balenciaga e você nunca aceita.

Jay riu e bagunçou meu cabelo.

- Meu bem, já te disse mil vezes que você fica linda com aquela blusa, muito melhor que eu. Posso arranjar um outro emprego pra você caso você queira muito. Se quiser ser secretária ou coisa do tipo na AOMG eu posso fazer com que você seja. Pensando bem...eu adoraria ter você como minha secretária particular – Jay me olhou de uma forma bastante sensual e meu rosto corou. Pervertido.

- Ai meu deus, jagiya~ Você é horrível – dei-lhe um tapinha leve em seu braço, rindo. Pensei por alguns minutos, voltando meu olhar para o rio.

Deixar meu emprego que eu amava tanto, meu apartamento onde eu e minhas amigas vivemos tanta coisa e o curso...será que valeria a pena trocar todas essas conquistas por algo completamente novo e fora do meu planejamento? Como as meninas reagiriam a isso? Havia uma série de questionamentos e eu, Mariana e Natasha teríamos que pensar bem para resolvê-los. Olhei o relógio no painel do carro, eram 11 horas.

- Jay...? – quebrei o silêncio que se instalara entre nós.

- O que foi, princesa?

- Preciso voltar pro apartamento. Tenho que tomar um banho, almoçar e me arrumar pro trabalho.

- Ah sim, sim senhora. Aproveito e finalmente provo um pouco da sua comida. Você tá me devendo por duas vezes já que eu cozinhei duas vezes pra gente! – Jay sorriu e me fez rir.

- O que? Você tem certeza de que quer comer minha comida? Nem mesmo minha mãe comia meus pratos! Não me responsabilizo por futuras dores de barriga!

Ríamos, enquanto Jay dava partida no carro e seguíamos de volta para minha casa.


Notas Finais


E é isso, jaja a gente se vê de novo <3


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