História Sexologist - Capítulo 11


Escrita por: e _vodkaart

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags _suburgatory, Bottom!jimin, Bottom!jungkook, É Flex, Flex, Fuckme__styles, Jeongguk Seme, Jeongguk Uke, Jikook, Jikook!flex, Jikook!relativo, Jimin, Jimin Seme, Jimin Uke, Jungkook, Kookmin, Leiam As Tags, Namjin, Sexologist, Sexólogo, Taeyoonseok, Top!jimin, Top!jungkook
Visualizações 9.912
Palavras 9.390
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


eu ainda não me acostumei com esse titulo do capítulo, e possivelmente eu o mude. mas eu estava sem ideia do que colocar usando o "durante um mês...", mas vou pensar em um outro nome para ver se encaixa direitinho. :)

OBSERVAÇÃO: Jimin e Jungkook passam a ter 24 (quase 25) anos aqui na fanfic, mudei por conta da profissão do JK, mas ele continua sendo mais novo que o Jimin.

AAAAAAAAAAAAA eu fiquei tão feliz com as mensagens de apoio que eu recebi no capítulo anterior, vocês são maravilhosxs, sério. eu vi que tem bastante gente que também tem depressão, e eu me senti muito acolhida tanto por quem tem, e tanto por quem não tem. é de tremenda ajuda uma mensagenzinha que cada uma me mandou. obrigada pelo suporte :) (e procurem uma ajudinha para tentar tratar a depressão, vamos nos agarrar em tentar nos reerguer).

OLHA, esse capítulo é bem esclarecedor, e também cheio de dúvidas que cês vão ficar "MEUDEUS O QUE TÁ ACONTECENDO?????" mas quem vai responder isso vai ser o JK, eh isto. (e num futuro capítulo q)

eu queria dedicar esse capítulo (em exceção a todxs que acompanham) a duas meninas (creio eu serem meninas) elas me disseram no aviso anterior que hoje é aniversário delas. então, como eu disse que postaria hoje, eu quero aproveitar para desejar a @_moayukie e a @Umaarmyaibb um feliz aniversário! espero que vocês tenham muitos anos de vida, e que tenham uma longa e bela jornada nessa vidona, nenês!

EH ISTO!

perdoem qualquer erro e vamo que vamo

é nois que voa

Capítulo 11 - Durante um mês, serei a chave do seu inferno particular.


Fanfic / Fanfiction Sexologist - Capítulo 11 - Durante um mês, serei a chave do seu inferno particular.

Park Jimin.

A jaqueta de couro mantinha-me quente, agradeço mentalmente por tê-la trago ou então o frio me congelaria. O tempo tinha esfriado de ontem para hoje, denunciando que o inverno havia chegado. Meus passos eram calmos e eles eram dados no corredor, rumo ao elevador. Uma música qualquer pairava em minha cabeça, eu seguia cantando-a baixinho enquanto arrumava as luvas pretas em minhas mãos. Elas estavam literalmente congeladas.

Molhei meus lábios que antes estavam secos, provavelmente mais tardar eles ressecariam. Há um amor e ódio entre mim e o frio, eu o amo, mas também o odeio. Eu gostaria de aproveitar todo esse gelo para dormir, e não para ter que sair do conforto de minha cama e enfrentar a vida. Fitei o écran de meu celular, conferindo as horas. Faltavam pouco menos de quinze minutos para minha consulta com a Robin, ela já deveria estar a minha espera. Eu estava/estou bem ansioso para conversar com a psicóloga, tanto é que passei a noite em claro planejando em minha mente o que eu a diria. Eu tenho tudo certo para dizer quando ela questionar o que anda acontecendo comigo, eu só espero não me perder na hora do meu discurso de sofrência. Eu tenho dessas de surtar e me foder nas horas mais importantes de minha vida.

Chamei pelo elevador e suspirei agradecido por notar que ele não demoraria a chegar, então me pus a fitar o chão, esperando pela chegada do elevador.

Jungkook me veio à cabeça, em um pensamento repentino sobre o fato de que eu iria perder uma nova aula. Mas talvez ele não fosse reclamar, visto que sabe sobre minha consulta, até porque foi ele quem a marcou. Isso me faz soltar um sorriso simples... Jungkook de alguma forma se importou comigo, certo? Ele fora atrás de marcar minha consulta, eu tinha me esquecido dela e então ele foi lá e resolveu tudo. O pensamento de que ele se preocupa comigo fica pairando em minha cabeça até o momento em que o elevador chega.

Levanto minha cabeça e dou um passo para entrar no elevador, mas antes de concluir minha entrada, fito a figura de Minwoo encostado na parede. Simultaneamente arregalo meus olhos, encarando o ruivo. Ele parecia meio disperso do mundo, mas levantou seu olhar, logo passando a me encarar. Continuo parado no meio da entrada do elevador, apenas olhando para o garoto a minha frente. As portas do elevador se movem para fechar, então sem pensar entro de uma vez. Respiro fundo desviando meu olhar do rapaz para o chão, o clima tenso paira no ar e um pensamento invade minha mente;

Ele sabe sobre mim e Jungkook?

Antes que eu possa responder meu próprio questionamento, a voz do garoto ao meu lado me desperta.

— Hyung, seu celular está prestes a cair. — ele falava muito baixo, e eu quase não ouvi. Não notei bem o que ele havia dito, apenas virei meu rosto para encará-lo. Ele é bonito... E assim que percebeu meu olhar sobre si, tratou de abaixar a cabeça, passando a fitar o chão.

— O que você disse? Não ouvi muito bem. — questionei. É obvio que mesmo baixo eu ouvi o que ele tinha dito, só queria ouvir sua voz novamente.

— Que... O seu celular, ele vai cair de seu bolso. — ainda mantendo o tom de voz baixo e sem me encarar, Minwoo respondeu.

— Oh...

Sussurrei, metendo a mão no bolso traseiro de minha calça. Guardei o celular de uma forma que não fosse cair, e então voltei a olhar para Minwoo. O rapaz continuava com seu olhar no chão, não tinha uma expressão no rosto. Bem diferente de quando falou comigo pela primeira vez no refeitório, há algo de errado, certeza.

— Você está bem? — perguntei educadamente e o menino apenas assentiu. — Responda-me direito, Minwoo. Você está bem? — mesmo sem querer, apenas por preocupação, perguntei em um tom sério.

Em segundos, Minwoo levantou sua cabeça e passou a me encarar de forma... Respeitosa?

— Sim, eu estou bem. — respondeu, mantendo seu olhar no meu.

— Uh, que ótimo! — exclamei. — Eu me preocupei, você parece meio cabisbaixo. — comentei, tentando aliviar a tensão.

— Não é nada, hyung. — respondeu. — Você é gentil. — sorriu de maneira simples.

— Ah, que nada. — sorri envergonhado.

Nem parece que sente um ciúme do cão do cabelinho vermelho com o doutor gostosão.

Meu subconsciente apareceu, tinha uma xicara em mãos e uma coberta em volta de seu corpo. Tropeçando nos pés e no lençol, ele caminhou até sua poltrona vermelha.

Rolei meus olhos, mordendo meus lábios para não respondê-lo e fazer Minwoo achar que sou louco.

— Você está indo para a aula do Jungkook? — indaguei, querendo continuar a puxar assunto com o ruivo. Ele ficou em silêncio por um curto momento, enquanto eu aproveitava para curiar se meu andar já estava chegando. Faltava pouco.

— Sim, eu estou indo para a aula. — respondeu-me.

Eu virei meu rosto para encará-lo e novamente ele abaixou a cabeça, cortando nossos olhares.

Que garoto estranho... Por que ele age dessa maneira? Parece que tem medo de você, logo de você.

Meu subconsciente opinou, agora sentado.

Balancei minha cabeça negativamente, tentando afastar meu subconsciente de minha cabeça. Como se fosse possível.

Pergunte a ele porque ele não te olha quando você fala com ele. Anda, pergunta. PERGUNTA!

Surtando, meu subconsciente causou uma pontada de dor em minha cabeça.

— Por que você não olha para mim quando eu falo com você? — indago, sério.

Eu pude notar o garoto respirar fundo, fechar os olhos e logo mais abri-los. Ele levantou a cabeça e passou a me encarar.

— Jungkook. — ele respondeu, deixando-me confuso.

Jungkook?

Meu subconsciente indagou, perdido.

— Jungkook? — questionei, confuso.

— Seu andar chegou, hyung. Até mais. — voltou a abaixar a cabeça.

Olhei para frente e as portas estavam abertas, mostrando-me que eu deveria sair. Dei dois passos para frente, a um ponto de sair, mas antes de tal feito, olhei uma última vez para Minwoo. Observei o garoto reparar em meu olhar sobre si, ele fechou os olhos e suspirou. Fiz o mesmo e dei as costas, saindo do elevador.

Algo de errado não está certo.

Meu subconsciente comentou, eu balancei a cabeça positivamente, concordando.

O que o Jungkook tem a ver com o que aquele garoto disse?  

Questionou, tomando um gole do liquido que havia em sua xicara.

— Eu não sei, mas vou descobrir. — respondo. — Porém, mais tarde, quando eu tiver aula com ele. Agora eu tenho que ir para a consulta e, por favor, não dê as caras por lá. Eu não quero que Robin ache que sou louco. — sussurrei, caminhando por entre algumas pessoas.

Como se eu te fizesse passar vergonha, você já faz isso por si só. Mas tudo bem, eu vou dormir durante sua terapia.

Respondeu, dando de ombros.

— Também não é assim, se você sumir eu vou me perder todinho na hora em que estiver falando. Vou acabar falando coisa com coisa, seu dever é me ajudar, cão. — rebato.

Veja só, isto é claramente uma confissão de que você não sabe viver sem mim. Eu vou te ajudar, apesar de você ser um chato de galocha.

— Você é parte de mim, não dá para me livrar de você. Mas estou em busca de meios para fazê-lo, não se preocupe. — ironizo e observo meu subconsciente rolar os olhos.

Ao olhar para frente, observo a figura de Jungkook sair da sala, onde ocorrerá sua aula. Ele trajava uma calça branca, camiseta branca e tênis branco. Branco é a cor da paz, mas paz Jungkook não me traz. Fitei de baixo para cima o corpo bonito do meu sexólogo, a calça estava apertada e realçava suas coxas tão bonitas. Um calor desperta dentro de mim e eu me sinto perdido, sem saber o que fazer para apagá-lo.

— Merda.

Sussurro, quando o olhar de Jungkook para em mim e um sorriso me foi lançado da parte deste. Em resposta, sorrio de volta e aceno de leve com minha mão. Jungkook rebate e me chama, bufo internamente. Movo meus pés para o rumo de Jungkook e não tardo a chegar lá.

— Bom dia, Jimin. — educado, Jeon me cumprimenta. Ele tem um sorriso bonito em seus lábios.

— Fala, zé ruela. — o cumprimento também de modo educado, mas divertido. Jungkook arqueia as sobrancelhas, tentando me compreender e entender minha fala.

Eu desisto de você. D-E-S-I-S-T-O.

Com a mão na testa em forma de constrangimento ou falta de paciência, meu subconsciente me fez sorrir de lado, divertido.

— Pelo visto está se adaptando bem, hein. — Jeon diz, sorrindo de maneira simples.

— É, tenho me esforçado. — respondo e noto aparecer alguns alunos, estes não demoram a entrar na sala. — Uh, eu vou perder sua aula, mas é certo de que você está ciente de minha consulta, não é?

— Sim, estou. Não há problema em faltar aula quando a justificação para isso, e no seu caso há. Não se preocupe, eu vou dá-la em outro momento. — explica e eu assinto em concordância. — Enfim, como você está? Preparado para conversar com Robin? — encostando-se a parede, Jungkook me questionou.

— Estou bem, um pouco nervoso, mas bem. Acho que estou preparado para falar com ela, talvez seja legal. — respondo.

— Vai ser, você vai ver. — ele me encarou. — Está bonito, hyung. — minhas bochechas esquentaram com o elogio do mais novo, sem saber o que fazer, apenas ri. — E fica ainda mais quando está com vergonha, é uma bela cena. Talvez eu deva te deixar com vergonha mais vezes. — concluiu.

— Teu cu. — disparo, cerrando meus olhos para o sexólogo. — Te desço um cacete se inventar de me deixar com vergonha. — ameaço e o rapaz apenas sorri, negando com a cabeça.

— Tão meigo, fico encantado. — Jungkook se desencostou da parede e deu dois passos em minha direção. — Eu tenho que ir dar aula, hyung. Espero que tenha uma ótima consulta, vou torcer por você. — capturando minha mão direita, Jungkook me puxou para perto de seu corpo. — Fica bem, se cuida. — meu sexólogo levou sua mão em direção ao meu pescoço, trazendo meu rosto para pertíssimo do seu. — Nos encontramos mais tarde, Jimin. — um rápido selar fora deixando em meus lábios.

Eu só tive tempo de fechar meus olhos e aproveitar dos poucos segundos que tive o deleite de sentir os lábios de Jungkook colado aos meus. Quando tornei a abrir meus olhos, Jungkook já havia se esvaído de minha frente, deixando-me sozinho.

Suspiro, virando as costas e seguindo até a ala de psicologia e sexologia, meus pensamentos estavam em Jungkook.

Os céus sabem que tento resistir a Jeon Jungkook, mas meu corpo não colabora. Eu sou um tremendo de um fodido. Eu deveria montar numa tartaruga e ir me ferrar bem devagar.

•    •    •

— Você deve estar bastante nervoso, hein?!  — Jungnyee, a secretaria pessoal de Jungkook e Robin assistia minhas unhas serem todas roídas em pouquíssimos minutos.

— Nem tanto. — minto. — Por quê?

— Ah, estou quase te doando minhas unhas das mãos e em breve a dos pés, não há mais nada para você roer aí. — riu, divertida. Corei.

— Talvez só um pouquinho nervoso, nada demais. — confessei. Olhei para os lados, avaliando a decoração da recepção, simples, mas bonita. — Robin atende muitas pessoas? — perguntei, desviando minha atenção para a garota que com precisão e serialismo lixava as unhas de uma de suas mãos.

— Uhum, basicamente a maioria da galera que frequenta o curso do Dr. Jungkook. — ela respondeu e parou de lixar a unha, avaliando a mesma em seguida. — Ás vezes o doutor pede a ajuda dela com alguns pacientes, porque pode ser que algum problema relacionado ao sexo tenha alguma questão psicológica envolvida no meio. — explicou e eu assenti em entendimento.

— Isso é bacana. — dei de ombros.

Será que Jungkook falou com Robin sobre mim? E se há algo de psicológico que me atrapalhe no sexo?

Há única coisa que te atrapalha no sexo é esse seu cu doce, o resto é só questão de saber lidar.

Meu subconsciente batucava os dedos na própria perna, rolei meus olhos mentalmente e ergui o dedo do meio para a minha consciência.

Minha atenção fora desviada para o telefone da recepção que tocou e Jungnyee o atendeu rapidamente, ela murmurou um “ok” e desligou o telefone, passando a me olhar.

— Robin está a sua espera, Jimin.

— Certo.

Levantei-me respirando fundo, estava nervoso e ansioso. Jungnyee me informou onde fica a sala que eu devo ir, apesar de eu já saber. Movi-me em passos rápidos até a sala da psicóloga, mas quando perto da mesma desacelerei, por estar completamente nervoso. Parei em frente à porta e respirei três vezes seguidas, tentando manter-me calmo.

Quando menos apavorado, ergui meu punho e deixei duas batidas calmas na porta. Não deu muito tempo de pensar em outra maneira de manter-me calmo, visto que Robin autorizou minha entrada e eu logo abri a porta antes que inventasse de desmaiar ou sair correndo.

Entrei na sala, esta tinha o ar gelado, fazendo meus pelos se eriçarem. Mordi meus lábios fechando a porta, e em seguida me virei em direção à mesa que estava a ser ocupada pela moça ocidental. Tentando não surtar, caminhei em direção à cadeira em frente a Robin. A mulher mexia em alguns papeis, mas quando me viu, tratou de guardá-los e fixar sua atenção em mim.

— Olá, Jimin! — ela exclamou, animada.

— Olá, Robin. — cumprimentei tímido, e me sentei na cadeira vaga.

— Está nervoso? — assenti enquanto ela se remexia na cadeira. — É normal, a primeira vez é sempre assim, mas tente ficar calmo, só iremos conversar. — ela tinha muita calma ao falar, o que é bem o contrario de mim que saio falando tão rápido e alto. — Diga-me, o que te trás aqui? — seus olhos buscaram os meus a espera de respostas.

— Na verdade, eu não sei. Olha, ultimamente eu não sei de nada. Nada, nadinha. Eu não sei de nada. — eu não sei tinha se tornado oficialmente a minha resposta, porque eu literalmente não sei de nada.

— E por que achas que não sabe de nada? Há um motivo para que pense dessa maneira? — questionou. Eu me perdi um momento, tentando pensar em uma resposta e tentando procurar em sua mesa por algum caderno ou bloco que geralmente os psicólogos usam. Ela não vai escrever sobre mim?

— Eu estou confuso, por isso não sei de nada. — respondo.

— Certo. Agora me diga exatamente quais coisas tem lhe deixado confuso.

— Uh... — mordo meus lábios, pensando. — Eu queria saber o meu limite, entende? Tipo, saber o determinado momento em que eu devo dizer “não, isso não está certo” e tentar trabalhar para consertar o que eu acho errado. — iniciei. — Minha família está organizando todo o meu casamento, enquanto eu estou aqui. Quando o curso for finalizado, eu saio daqui e me caso. — expliquei.

— Então está noivo? E sua noiva, onde está? — outra pergunta.

— Na França, fazendo intercâmbio.

— Ela deveria estar aqui com você, não é? São noivos, e um curso como o de Jungkook é ótimo para casais que estão prestes a casarem.

— É... — murmurei. — O problema é que nosso casamento na verdade é um acordo de família, feito ainda quando éramos crianças. Por sermos grudados desde a infância e nossas famílias sendo amigas, eles decidiram que iriam escrever nosso futuro, obrigando que nos casássemos. — expliquei.

— Uau. — Robin me olhou espantada, eu ri. — E sua noiva, o que pensa sobre isso?

— Eu não falo com ela desde sua ida para a França, há uns dois meses. Mas quando ela ainda estava aqui, durante uma de nossas conversas, ela me disse não querer casar. Logo eu concordei, pois é o meu querer também. — com calma, eu disse.

— Há maneiras de vocês cancelarem este casamento, estamos no século vinte e um, não há como acontecer uma união sem que ambos estejam de acordo. — Robin me encarava, séria.

— Eu gostaria que fosse simples assim, mas há muita coisa em jogo. Fora que, eu e minha noiva, nós assinamos um acordo concordando em nos casarmos. — outra vez, expliquei com calma.

— Céus, Jimin. Se você não quer casar, procure um advogado e encontre meios de desfazer esse acordo. Você será infeliz nesse casamento, assim como sua noiva. — não tão calma quanto antes, Robin falou.

— Eu preciso que Seulgi volte o mais rápido possível da França, eu preciso conversar com ela. — finalizei o assunto. — E ainda tem mais, minha vida é uma bola de neve. — ri sem humor.

— Pois bem, me conte.

— Eu me envolvi com o Dr. Jungkook. — receoso, falei. Robin arqueou as sobrancelhas, me encarando.

— Oh, por essa eu realmente não esperava. — riu baixo. — Me conte como começou esse envolvimento.

Enquanto eu encostava minhas costas na cadeira confortável, Robin movia suas mãos em direção a uma pasta e tirava de lá uma folha, pelo que pude observar era basicamente uma ficha onde deveriam ser preenchidos os dados do paciente, para então ser escrito algo. Provavelmente o que eu direi a partir de agora, resumidamente.

Sinto-me em uma novela, é isso.

Só seja direto e responda à psicóloga.

Meu subconsciente surgiu com algumas pastas em mãos, arqueei minhas sobrancelhas, e vendo minha confusão, meu subconsciente sorriu de lado.

Se você se atrever a dizer que é hétero, eu vou jogar na sua cara todas as vezes que você gemeu o nome do Jungkook. 

Mentalmente eu dei uma voadora em meu subconsciente, por ele ser tão sarcástico e filho da puta.

— Pode começar a dizer, Jimin. Eu só estava preenchendo seus dados, espero não ter errado nada, mas Jungkook foi quem os passou para mim, então creio estar tudo certo. — ela levantou a folha de modo que eu pudesse conferir tudo o que estava escrito.

— Sim, está tudo certo. — certifiquei-a.

— Pois bem, fale-me sobre você e Jungkook.

— Eu não sei bem o que dizer, o que nós temos não é algo que possa ser levado a sério. Ele só... Me dá aulas particulares. — respondi.

Observei Robin anotar algumas coisas na folha, e notei ela separar em tópicos. Fixei minha atenção no primeiro item da folha.

1 – Casamento arranjado.

— Certo, e o que liga vocês dois além dessas aulas particulares?

— Uh, talvez o fato das aulas serem práticas e não teóricas. Jungkook não fica só nas palavras, ele literalmente me toca ao mesmo tempo em que ensina. — falo e lembro-me de nossas primeiras aulas.

— Uhum, e como você se sente sobre isso?

— Ah, eu gosto do que ele ensina, isso me ajuda muito. Porém, me sinto estranho. — faço uma careta.

— Por que se sente estranho? — Robin anota algo na folha, logo fixo minha atenção para ver o que é.

2 – Aulas particulares com Dr. Jungkook (sexólogo).

Eu sorri de lado e desviei minha atenção para os olhos da psicóloga.

— Eu não sou gay, sabe? E todo esse ensinamento sobre sexo vindo de um homem que é gay, me deixa um pouco incomodado. — expliquei. — Eu gosto da forma como Jungkook me toca, me trás algo bom, mas ao mesmo tempo não.

— Qual é sua sexualidade? — Robin me encarou.

Eu abri minha boca para responder, mas mesmo que só tivéssemos eu e ela na sala, eu podia enxergar inúmeros olhares em cima de mim. Eu via Seokjin, Namjoon e todos os outros garotos me encarando com as sobrancelhas arqueadas. Eu também tinha em minha mente os olhos de meu pai atento sob os meus, os desafiadores e cruéis de minha mãe, e até mesmo os de Seulgi. Meu subconsciente me encarava com os olhos cerrados e as diversas folhas em mãos, como se fosse atirá-las em minha cara a qualquer momento. E, ah... Eu via Jungkook bem a minha frente, podia ver que em seus olhos ele pedia que eu tivesse calma, e não respondesse algo bruto, que me fizesse sentir arrependido tempo depois. Mas todos eles aguardavam por minha resposta.

Mantenha a calma, não se cobre. Responda o que tiver que responder.

Eu sabia que era apenas fruto de minha imaginação, mas eu podia ouvir Jungkook sussurrar em meu ouvido de forma calma, e clara.

— Jimin? — ouvi a voz de Robin.

— Eu não sei... — minha voz falhou. — Eu não sei o que eu sou. — outra vez minha voz saiu falhada. — Eu não faço ideia do que eu seja. — me encolhi na cadeira.

— Não é basicamente “eu não faço ideia do que eu seja”, e sim quem você é. — Robin explicou. — Pelo pouco que conversamos, eu pude notar que antes de você vir para cá, você não teve contato algum com sua noiva e nem com outra pessoa, seja qual gênero for, estou certa? — assenti. — Jimin, isso tudo gera uma confusão enorme na sua cabeça, e é obvio que você não tem conseguido lidar com ela. Como você se sente atualmente?

— Confuso e muito, muito perdido. — respondi para Robin, que anotou algo em sua folha.

— Se sentir perdido é tragicamente algo normal, é a lei da vida. Em algum momento de sua existência, a vida te fará se sentir totalmente e solitariamente perdido. Como se a única coisa que você conhecesse fosse justamente o vazio que ocasiona se sentir perdido. — ela fixou sua atenção em mim e continuou. — Não há uma solução para deixar de se sentir perdido, Jimin. Eu não posso chegar a você e dizer “eu tenho aqui comigo a solução para você deixar de se sentir/estar perdido, tome-a, você vai ficar bem em um segundo”. Isso não existe, mas há maneiras de lutar para que esse sentimento ruim que é o de se sentir perdido diminua ao ponto de não restar quase nada. Há algo ali ainda? Sim, ainda haverá algo. Mas encontrando maneiras de lidar com esse sentimento, as coisas tendem a ficarem mais fáceis. — concluiu.

Eu estou leve como uma pluma.

Meu subconsciente saltitava por todos os cantos, sorrindo.

— Isso foi esclarecedor para mim, mas onde encontro essa maneira de diminuir o sentimento ruim que tenho de me sentir perdido?

— Se conhecendo e se auto encontrando, é o primeiro passo. O resto passa a ser fichinha depois desses dois primeiros. — ela sorriu divertida. — E quanto a se sentir confuso, isso é mais normal do que você pensa. Seres humanos são feitos de confusões internas e externas, elas existem para mostrar que sua passagem aqui na terra tem um por quê. — explicou.

— Ah, pensei que eu só estivesse aqui vegetando. — murmurei.

— Ontem achei que eu estivesse aqui na terra só vegetando também. — sorriu divertida. — Veja, é algo comum do ser humano se sentir confuso, perdido ou extremamente fora dos eixos, isso é necessário para formar quem somos, e não o que somos. — concluiu.

— Entendi.

— Quantos anos você tem?

— Vinte e quatro, prestes a completar vinte e cinco. — respondo, já notando a velhice chegar.

— E o que você desejava almejar quando completou dezoito anos? — indagou, me encarando.

— Queria chutar o pau da barraca, lançar um foda-se a tudo e seguir com minha vida. — disparei e Robin gargalhou do meu modo de falar, logo acrescentou que quando mais nova, desejou fazer o mesmo.

— O pau da barraca que a gente iria chutar com dezoito anos ‘tá enfiado no nosso cu há muito tempo. — eu arregalei meus olhos com o que foi dito, mas desatei a rir um segundo depois. — Triste, mas é a verdade.

— Eu devo concordar, e acrescento que no meu caso, trataram de enfiar mais uns dois. ‘Tá foda a situação aqui. — digo, fazendo Robin negar com a cabeça.

— Nós vamos trabalhar em tudo o que você me falou e falará conforme nossas consultas aconteçam, certo? — perguntou, logo assenti. — Sei que você está passando por dias ruins, mas logo eles ficarão bons... Ou menos destrutivos. É algo que não podemos afirmar, sabe? Alguns dias vão ser bons, outros ruins, e novamente voltam a serem bons, para então piorar de novo. A vida é assim, um cu contraindo.

— Eu gostei de você, e para te falar a verdade, estava me segurando para não soltar algum palavrão aqui. Não quero soar grosseiro, mas é muito difícil que eu não solte um palavrão em qualquer coisa que eu diga. — confessei.

— Vá em frente. — Robin permitiu.

Que boceta. — atirei.

— Algo bom, inclusive gosto. — arqueei minhas sobrancelhas. — Jimin, nós não temos muito tempo porque haverá um coquetel daqui a duas horas para os alunos, professores, sexólogos e psicólogos. Então, nossa conversa será curta. É triste porque eu adoraria te conhecer ainda mais, mas por agora eu só preciso saber sua opinião sobre a comunidade LGBTQ. — ela me olhou, agora séria.

Mantive-me calado por alguns segundos, que parecera uma eternidade. Robin continuava a me encarar, e eu me pegava sendo confrontado por meu subconsciente.

Fala algo de errado ‘pra você ver se eu não desço daqui e te desço uns socão.

Meu subconsciente tinha os braços cruzados e nariz rebitado. 

— Eu não sei bem o que dizer, tipo... Minha opinião formada. Eu não tenho. — respondo, com a voz falha. E se eu disser algo e ela ache que seja um comentário homofóbico?

— Me conte o que te ensinaram quando mais novo, o que seus pais lhe diziam sobre?

— Eles diziam que... Que não é o certo, sabe? Que um homem não deve ficar com outro homem, e sim ter uma mulher ao seu lado. Isso serve também para a mulher. — relembro dos comentários de minha mãe. — E que isso é errado, pecado e que Deus abomina. Eu meio que acreditei nisso, e até defendi. — expliquei.

— Deus é tão bom para quererem o colocar como um ser que abomina o amor entre duas pessoas. — Robin suspirou. — Então você acreditou em tudo o que te disseram, mesmo sem querer saber se é realmente errado? — assenti. — Você julga errada a forma como nos amamos, sem saber que isso é amor, o mais puro e belo dos sentimentos. — Robin falava calmamente, e tinha um sorriso pairando em seus lábios. — Não há nada de errado em se envolver com uma pessoa do mesmo sexo, Jimin. Você é jovem, independente e dono das próprias escolhas.

— Eu não quero virar isso... Eu...

— Não se vira gay, lésbica, Bi, trans, pan e etc. Você nasce de tal maneira, e para se descobrir ser o que é leva algum tempinho. Mas em algum momento você descobre um eu que não conhecia, veja só... Você e o Jungkook. — ela sorria.

— Oh, não. Ele só me dá aulas de sexo, nada mais. — nego na hora.

— E você sente prazer?

— Sinto.

— Certo, eu não vou entrar no assunto do prazer sexual, pois sou psicóloga, não sexóloga. Mas pensa só, você sente prazer com o Jungkook, gosta de como ele te toca... Seu único bloqueio é a sua mente, nela está cravada coisas que te fizeram acreditar ser erradas. A única chave para libertá-la, é você ser você mesmo. Tenta, vai dá certo. — ela piscou o olho, depois de sorrir de forma doce.

A psicóloga comeu o seu cu, Jimin. Pelo amor dos céus. Jungkook perdeu essa, tenho que confessar.

Meu subconsciente estava com as mãos apoiadas no queixo, encarando a Robin e sorrindo abobalhado. Eu podia notar os suspiros apaixonados que meu subconsciente soltava, ao observar Robin.

Eu encarei a face da minha psicóloga, antes dela levantar animada;

— Vamos encher a cara hoje no coquetel?! — Robin me fez sorrir com tal animação.

•    •    •

— Eu gostei dela, ela fala bonito, só é um pouco louca. — respondi a Taehyung, quando o mesmo me questionou sobre a psicóloga.

— Jimin, nem você é normal, quem dirá uma psicóloga que tem que tentar entender o que se passa na cabeça dos outros. — Taehyung me fez rir.

Caminhei para de frente ao espelho, abotoando o restante de botões em minha camiseta social preta. Suspirei encarando meu reflexo. É, eu estava até que bonitinho. Meu cabelo estava em um castanho escuro, mas eu podia notar que a raiz estava começando a amarelar... Droga, maldito loiro!

— Eu acho que isso vai ajudar o Jimin a se estabelecer mentalmente. — Jin comentou, assim que saiu de dentro do banheiro com uma escova de dente em mãos. — Suas consultas acontecerão quando?

— Uma vez por semana, então o restante dos dias vocês irão ter que me aguentar desabafando. — informei. — Mas foda-se, vida que segue. Aturem-me. Minha psicóloga é apenas uma vez na semana e eu sou problemático vinte e quatro horas por dia. — ironizei.

— Já dizia eu mesmo; tomei no cu. — Taehyung murmurou, logo fez uma careta. O ser estava todo jogado pela cama do Jin, e ainda comia dos meus salgadinhos. — Já estão prontos? É só um coquetel, coisa simples. Nós só vamos para beber, pestes. Não é desfile de moda não, até porque se fosse vocês não teriam chance contra mim. Gucci no meu closet não me deixa mentir. — eu e Jin gargalhamos do que o Kim havia dito.

Por fim neguei com minha cabeça, pegando meu celular. Conferi-o e vi que havia uma mensagem de meu pai me desejando boa noite e perguntando como tinha sido meu dia, sorri lembrando-me do mais velho. Sentia sua falta. Respondi logo e esperei que Jin terminasse de calçar um tênis qualquer, feito isso, saímos do quarto.

— Onde estão os outros garotos? — perguntei, caminhando em direção ao elevador.

— Lá embaixo, eu pedi que nos esperassem lá mesmo, não queria Namjoon em meu quarto. — arqueei minhas sobrancelhas para o que me foi dito, Jin percebeu e riu.

— Namjoon é diferente, estou indo com calma. — respondeu.

— Honestamente, há algo de errado nesse resort. As pessoas entram de uma maneira e saem de outra, fala sério. — disse, e levei como uma indireta para mim mesmo.

Que coisa, não?

Meu subconsciente estava todo arrumado, e me encarava com um sorriso de lado. Bufei.

— Vamos apostar corrida? Pela escada, vamos ver quem chega primeiro. — Taehyung deu a ideia. Olhei para ele e o mesmo sorria igual a uma criança.

Meu Deus, eu não sei resistir...

— O quê? Menino eu ‘tô todo lascado, vamos pelo elevador. — Jin fez cu doce.

— Não, Jin. Vamos apostar, vai ser legal. — retruquei. Ambos me encararam.

— Vejo aqui que a primeira terapia do Jimin já obteve efeito. — Taehyung brincou.

— Só vou porque o cão do Taehyung trapaceou naquele dia, vou me vingar. — Jin cedeu e provocou Taehyung com um sorrisinho no rosto.

— Teu cu.

Fomos em direção às escadas e eu me perguntei por que inventei de aceitar descê-las correndo, eu me daria mal. Eu sei que isso não vai funcionar.

— Quando eu contar até três... — fui interrompido com Taehyung e Jin passando em minha frente e descendo às escadas com rapidez. — TOMAR NO CU!

Gritei, descendo em seguida. No primeiro momento, quase caí e terminei de descer as escadas rolando e desmaiando no fim delas. Mantive-me em sã e continuei a pular alguns degraus, observando Taehyung descer na frente do Jin que berrava atrás ao mesmo tempo em que ria. Eu seguia atrás, me segurando para não cair e ter um enfarto de tanto rir dos dois homossexuais a minha frente.

AH, POR QUE VOCÊ INVENTA ESSAS COISAS, CARA?!

Meu subconsciente gritava, se agarrando em sua poltrona vermelha para não cair.

Eu ri, terminando de descer os degraus, e ainda rindo porque avistei Jin e Taehyung caídos no chão, um em cima do outro.

— Ah, mas que fracotes. — brinquei, desviando dos dois.

Observei a recepção e a mesma estava toda decorada por conta do coquetel, tinha inúmeras luzes coloridas, cada uma de uma cor. A da entrada era vermelha, espiei antes dos garotos se aproximarem e pude ver uma grande quantidade de pessoas já dentro do salão, entre tantas pessoas pude enxergar Hoseok, Yoongi, Namjoon e outros rapazes que eu não conhecia, mas que provavelmente eram amigos dos garotos.

— Os garotos já estão lá dentro, podemos entrar. — informei a Taehyung e Jin, que se aproximaram, ficando ao meu lado.

— Beleza. — Kim assentiu.

Encaminhamo-nos até a entrada do salão, e logo senti a luz vermelha bater em meu rosto. Fiz uma careta e entrei por completo, sendo seguido pelos dois garotos. Olhei ao redor e percebi que estava lotado, tinha muita, muita gente. Provavelmente toda a galera do curso, e pessoas que só estavam hospedados no resort estava no coquetel.

— Como é bom ser rico. — Jin comentou, rolei meus olhos.

Taehyung acenou para Yoongi e Hoseok, que nos avistaram e se aproximaram com Namjoon e o restante dos meninos – que nem fizeram questão de se apresentar.

Eles entraram em uma conversa aleatória, provavelmente sobre o coquetel enquanto eu olhava ao redor, buscando encontrar Jungkook. Queria vê-lo. Queria contar sobre minha primeira terapia, e até mesmo tentar de certa forma me redimir por algumas coisas.

Não é que o que Robin tenha dito sobre a comunidade LGBT tenha entrado em minha cabeça, mas me faz repensar sobre certas coisas que eu disse quando cheguei ao resort e conheci Jungkook. O meu pré-conceito quando soube que um homem gay seria meu sexólogo, e o meu preconceito a partir daí em diante.

Talvez eu tenha errado um pouco.

Um pouco? Oh, Jimin. Saia do resort, por favor.

Meu subconsciente me encarava sério, dei-lhe o dedo do meio e voltei a buscar Jungkook em meio aquele tanto de pessoas. Uma música clássica tocava, e eu sorri aprovando-a. O som não era muito alto, e então isso me deixava satisfeito por não ter que aguentar muita barulheira em meu ouvido.

— Jimin! — com o exclamar do meu nome, virei ao sentido contrario dos garotos e avistei Robin se aproximar. Ela tinha uma taça em mãos, e um sorriso nos lábios. Estava elegante, e muito bonita.

Estou apaixonado, é isso.

Meu subconsciente babou, eu ri.

— Olá, Robin! Está bonita. — elogiei, ela sorriu jogando os cabelos cacheados para trás.

— Oh, apesar de eu saber, muito obrigada pelo elogio. Você também está bonito. — amor próprio é tudo. Sorri em agradecimento. — Eu vim te fazer um convite, eu me esqueci de fazê-lo durante a terapia. Lembrei-me agora. — ela riu, e eu assenti em forma de entendimento. — Amanhã terá um grupo de apoio em que eu darei uma palestra, lá tem todo o tipo de pessoa. Queria que você fosse, pode levar consigo quem quiser, mas apareça. Conheça novas pessoas, crenças, raças. Acho que você precisa. — explicou, eu sorri de forma agradecida.

— Claro, eu irei. Obrigado pelo convite.

Nossa conversa encerrou, e logo eu vi Robin saindo acompanhada de um grupo de pessoas, provavelmente seus colegas de profissão. Mordi meus lábios ainda procurando por Jungkook. Qual é? Cadê esse homem?

— Ouvi sua conversa com a psicóloga, e eu acho que é legal que você vá. — — Yoongi se aproximou de mim, ele tinha uma bebida em mãos.

— Estou pensando em ir, talvez seja legal e esclarecedor. — murmurei e Yoongi assentiu, bebendo um gole de sua bebida. Suspirei fundo e me virei para o garoto. — Você se interessa em ir comigo? — perguntei.

Ele me olhou de lado, sorrindo sem humor.

— Claro, por que não?

Eu assenti, sussurrando um “obrigado” em seguida. Logo Yoongi já estava ao lado de Taehyung, o abraçando e beijando sua bochecha. Observei a cena por alguns segundos, que pareceram horas. Avaliei com cuidado, e vi Taehyung sorrir e sibilar um “eu te amo” para Yoongi, que sussurrou a mesma coisa para o Kim.

Peguei-me pensando no que Robin havia dito mais cedo; isso é amor, o mais puro e belo dos sentimentos.

Eu nunca tive amor, nenhum tipo. Talvez seja por isso que eu não consiga enxergar amor nas pessoas.

— Você está lindo, hyung. — aquela voz... Oh.

Virei-me tão rapidamente para onde o som da voz vinha, e quando notei estava sorrindo de lado, tendo a imagem de Jungkook bem a minha frente.

Ele estava lindo.

— Boa noite, Jungkook. — minha voz saiu baixa, mas Jungkook foi capaz de compreender. Ele se aproximou de mim, enquanto eu via minha guarda baixar. — Você também está bonito. — elogiei, de forma envergonhada. Minha nossa, não sou acostumado com isso.

— Sério? Que bom que gostou, fiz um esforço. — ele olhou para a própria roupa, estava todo social e muito, muito bonito.

— Como se fosse possível, você é bonito naturalmente, não precisa fazer um esforço sequer. — rebati de forma rápida, logo me assustei com o que tinha dito.

Como é que eu deixo transparecer as coisas tão facilmente?

— Aish, hyung. Não me deixe sem graça. — rolou os olhos. — Você fica bonito corado, está assim por ter me elogiado? Não precisa...

Eu cortei a fala de Jungkook, me aproximando de seu corpo e envolvendo o meu no seu, em um abraço. O corpo de Jeon ficou tenso, enquanto meus braços circulavam em torno de seu peitoral.

— Certo, eu não estava preparado. — ele sorriu de lado, e então me abraçou de volta.

Eu não sabia o real motivo de ter abraçado Jeon Jungkook no meio de uma festa lotada de pessoas e com uma música clássica tocando, mas eu me senti confortável quando os braços dele rodearam minha cintura e ele me abraçou por completo. Aninhou-me em seu corpo e eu senti a força que ele usa, não tão forte, mas o suficiente para que eu me sentisse totalmente envolto em seu corpo. Podia sentir seu coração batendo, as batidas estavam rápidas, e Jungkook respirava fundo. O abraço dele é bom.

— Me desculpe por isso, mas é uma boa forma de te fazer calar a boca. — falei num sussurro, ainda envolto por seus braços.

— Uma boa forma seria você me beijar, eu juro que calaria a boca e não diria mais nada. — brincou, ou não. Jungkook é muito complicado.

— Idiota. — ri baixo, me afastando de seu corpo, mesmo que seus braços tivessem lutado para ainda me manter ali. Nossa força não era desigual, ambos éramos fortes o suficiente. — Ainda preciso ouvir sua voz, então desconsidere te calar com um beijo... Pelo menos por agora. — sorri ladino.

Jungkook me encarou sério, com as sobrancelhas arqueadas.

— Jimin, o que quer dizer com “pelo menos por agora”? — indagou.

— Não é você que gosta de joguinhos? Então, tente descobrir. — olhei para o lado e encontrei Taehyung encarando a mim e a Jungkook com um sorriso malicioso. Neguei com minha cabeça, o chamando. — Nos vemos por aí, doutor. — dei um passo para trás, esperando pela aproximação do Kim.

— Jimin... — Jungkook murmurou, chamando-me. Sorri negando com minha cabeça.

Fiz um aceno com minha mão, dizendo um “até logo”, Taehyung se aproximou e o puxei, saindo do campo de visão do Jungkook.

— O que aconteceu ali? Eu vi o abraço de vocês, e olha... Não sei lidar, shippo demais. — Tae me fez gargalhar, enquanto caminhávamos pelo salão. As luzes mudavam de cor todo o momento, deixando minha visão embaçada. — Você deveria dar uns pegas logo nele, só fica enrolando o pobre com essas “aulas particulares”. Me diz que com sua terapia você vai conseguir esclarecer sua mente e dar logo uma chance para o doutor gostosão? — falando sem parar, mas ainda me fazendo rir, fiz Taehyung parar em uma mesa de bebidas juntamente comigo.

— Eu prometo não ser tão duro com ele. — respondi, bisbilhotando o que havia de bebidas.

— Certo, e promete deixá-lo duro? — ergui minhas sobrancelhas, sem entender. — Não seja duro com ele, mas o deixe duro. — não me segurei, danei a rir do que Taehyung me disse, este me acompanhou.

— Ok, deixá-lo duro é fácil. Eu respiro e Jungkook se excita. — digo.

— Eis que Jeon Jungkook é um maníaco sexual. — Taehyung pegou uma bebida.

— Maníaco por mim. — relembrei o que Jungkook me disse dias atrás.

— Eis que vocês dois são maníacos um pelo outro, mas só um assume que é. — indireta recebida com sucesso, Taehyung entregou uma bebida para mim e me puxou. — Vamos dar um rolê.

•    •    •

Fora literalmente um “rolê”, pois Taehyung me fez beber e bater perna durante a maior parte da festa. E quando já era madrugada, o Kim juntou toda a turma na parte de fora do resort e a bagunça começou de vez.

Eu vi Hoseok urinar atrás de uma árvore, vi Yoongi acender um cigarro e fumar enquanto tagarelava frases complexas de Charles Bukowski, vi Taehyung montar nas costas de Jin e gritar “vai, cavalinho”, vi Namjoon berrar pelo ares, como se estivesse domando algum cavalo. E eu me vi rindo, no meio da baderna, com um copo de bebida na mão, a qual eu não faço ideia do que seja. Se me drogasse, eu não daria à mínima, porém, continuava sóbrio. A única coisa fora do normal que fiz foi confundir um toco de árvore com um pônei, mas isso é culpa da miopia.

Tinha várias pessoas onde nós estávamos, mas essas nem ligavam para nós. Estavam mais ocupados em fazer a própria baderna, e eu me pegava curiando de vez em quando.

O único que ainda não tinha dado as caras é Jungkook, até me vi em um momento de devaneio o procurando em alguns cantos, mas ele não estava. Decidi deixá-lo de lado, um pouco. Só me sentia... Frustrado (?). Justamente hoje eu estava mais de boa quanto a ele, queria ele por perto, mas ele fez questão de sumir.

As coisas não são nada fáceis para mim, é isso.

— Oi, garoto. — uma garota de cabelos loiros parou ao meu lado, encarei-a e a reconheci do curso do Jungkook. Se não me engano, ela é lésbica. Eu a vi beijando uma garota. — Eu te vi perguntar a uma pessoa sobre o Jungkook, você quer saber onde ele está? — perguntou, seus olhos se fixaram na figura de Yoongi tirando Taehyung de cima do Jin.

— Não é basicamente isso, é só que ele gosta dos meus amigos, achei que fosse legal ele ver a baderna que eles estão fazendo. — digo a primeira coisa que vem em minha cabeça.

— Oh, claro. Sabe o Minwoo? — assenti, receoso... Oh, não... Oh, não. — Eu o vi com Jungkook conversando perto do elevador, faz uns cinco minutos. Eles ainda devem estar lá. — ela sorriu, após falar. — A propósito, me chamo Lalisa, mas você pode me chamar de Lisa. — piscou o olho. Eu ri.

— Me chamo Jimin, é um prazer te conhecer. — respondi, ela assentiu. — Bem, obrigado por me informar a localização do Jungkook. Vou atrás dele.

— Por nada.

Sem querer parecer um desesperado, mas já parecendo. Eu me despedi da Lisa e saí de onde estávamos, entrei no resort e fui caminhando em direção ao elevador. Mentalmente, mesmo que por besteira, eu torcia para que Jungkook e Minwoo realmente estivessem só conversando. Mas não podia deixar de sentir um gosto amargo em minha boca após pensar que eles poderiam estar prestes a fazer algo.

Eu tinha de chegar até eles logo.

Aumentei o volume de minha andada, querendo chegar o mais rápido até os elevadores. Quase corri, sem mentira.

Hora de acabar com a festa dos bonitos.

Meu subconsciente estava do meu lado, ah, amém.

Não precisei de muito para ver Jungkook e Minwoo próximos demais um do outro, quase colados um no corpo do outro. Jungkook falava algo para o ruivo, na medida em que se expressava bastante, suas mãos balançavam e ele arqueava as sobrancelhas de cinco em cinco segundos. Parecia discutir algo com Minwoo, que permanecia de cabeça baixa.

Fala sério, por que esse menino ainda não desceu a mão na cara do Jungkook? Onde que eu ia deixar alguém falar comigo dessa maneira?

Meu subconsciente olhava Jungkook com o maxilar travado e braços cruzados.

Vá lá, Jimin. Descobre o que está acontecendo.

— Eu? Ah, obvio que não. Os dois parecem estar tendo uma conversa séria, eu não posso chegar lá e... — me interrompi ao ver Jungkook se aproximar de Minwoo, como se fosse beijá-lo.

PUTA MERDA, CORRE!

Meu subconsciente tinha um alto-falante em mãos e gritava no mesmo.

Automaticamente, me aproximei de forma rápida, fingindo uma tosse nada convincente. A atenção de Jungkook e Minwoo se voltou para mim, e os dois me encaravam sem expressão alguma. Ótimo, eu não soube o que fazer. Jungkook e Minwoo permaneciam próximos, e na divisória dos dois elevadores, e eu simplesmente não sabia o que dizer.

— Olá, Jimin. — sorrindo de lado, Jungkook me cumprimentou.

Ah, que vontade de vomitar na cara desse ser humano.

— Oi, Jungkook. — meu ar indiferente fora impossível de evitar. Desviei meu olhar do Jeon para Minwoo, ele me olhava com cuidado. — Olá, Minwoo! — exclamei, sorrindo de lado. — Você está melhor? — perguntei, como quem não quer nada.

Jungkook encarou o ruivo com as sobrancelhas arqueadas, antes de voltar sua atenção para mim.

— Sim, eu estou melhor. Não precisa se preocupar, hyung. — ele respondeu, de forma educada.

Eu sorri em resposta, e logo encarei Jungkook. É engraçado a cara que ele nos olha, parece tentar entender nosso dialogo.

— De onde vocês se conhecem? — perguntou, olhando tanto para o ruivo, quanto para mim.

— Adoraria te explicar, mas estou muito cansado para isso. Vou para meu quarto, talvez o Minwoo te conte. — caminhei para o lado de Jungkook, já que este estava ao lado da porta do elevador. Chamei pelo elevador, e então Jungkook virou para me encarar.

— Nós precisamos conversar. — Jungkook falou, de forma séria.

CORREEEEEEE!

Meu subconsciente subiu em sua motoquinha e saiu em disparada para bem longe de onde estávamos.

— Não quero, estou com sono. Converse com Minwoo, e desculpe tê-los atrapalhado. — travei meu maxilar, Jungkook sorriu ladino.

Ah, mas que miserável.

As portas do elevador se abriram, mas antes que eu entrasse Jungkook agarrou em meu braço.

— Jimin, não faz assim. — eu encarei o rosto bonito do meu sexólogo, antes de descer meu olhar para sua mão que segurava meu braço com força. Arqueei minhas sobrancelhas e Jungkook pareceu entender o recado, pois me soltou rapidamente. — Desculpe. — pediu baixo. Não respondi, apenas entrei no elevador. Observei Jungkook colocar um de seus pés no vão da porta, impedindo que esta se fechasse. — Posso subir com você? — me encarou, eu suspirei assentindo. — Minwoo, nós conversaremos depois. — dito isso, Jeon se pôs para dentro do elevador.

Eu fiquei em silencio, enquanto Jungkook apertou no andar que iriamos. O sexólogo parou ao meu lado, me analisando por inteiro. Bufei internamente, mas senti como se milhões de pessoas estivessem me encarando tão profundamente, como Jungkook fazia. É incrível a capacidade de uma pessoa causar em você sensações tão estúpidas e ao mesmo tempo tão fascinantes. Eu estou bobo por Jeon Jungkook só me olhando, alguém avisa que eu estou pagando mico.

Durante o tortuoso momento em que dividi o ambiente com meu sexólogo, nós não falamos nada. Só era possível ouvir nossa respiração, e claro, eu olhava de canto de olho e percebia que ele me encarava. Jungkook realmente não sabe disfarçar, tsc.

— Não sei o porquê você veio, poderia ter continuado a conversar com Minwoo. — murmurei, indiferente. Jungkook sorriu de lado, me analisando. Cretino.

— Eu quero conversar com você, não com ele. — respondeu, virei meu rosto para encará-lo. Queria bater nele.

— Oh, sério? Não parecia quando eu vi vocês dois quase se beijarem. — disparei e Jungkook me encarou com as sobrancelhas arqueadas. Logo gargalhou, me deixando com cara de pateta. — O quê?

— Está com ciúme? Você sabe que eu poderia estar te beijando agora, seria algo melhor do que me ver beijar outro. — Jungkook se aproximou.

Eu engoli em seco, me sentindo tentado a agarrar Jungkook aqui mesmo. Eu tinha vontade, mas a agonia e o gosto amargo de vê-lo a um passo de beijar Minwoo falavam mais alto. Então eu só aproveitei que as portas do elevador se abriram e dei as costas para Jungkook, deixando-o sozinho.

Limitei-me a caminhar pelo corredor, em direção ao quarto. Eu sentia uma sensação ruim dentro de mim, ardia forte em meu peito. Fazia-me querer gritar, quebrar algo e depois cair de joelhos chorando.

De canto de olho pude notar Jungkook me seguir, ele continuava a me encarar, mas seu semblante estava diferente. Ele parecia se segurar para não fazer algo, seu olhar estava um tanto quanto... Selvagem. Certo, me travei inteiro, e por pouco não consigo chegar até meu quarto.

Tirei forças de onde nem tinha para abrir a porta e me colocar para dentro, deixei que Jungkook a fechasse quando tivesse entrado, e assim ele fez. Tirei meu casaco, o deixando largado na cama. Desabotoei os três primeiros botões de minha camiseta, deixando que o ar frio do quarto refrescasse um pouco meu peitoral. Livrei-me dos meus sapatos, e tirei meu celular do bolso de minha calça, o écran acendeu e havia uma mensagem de Taehyung.

Eu estou cansado desse mesmo velho amor, essa merda acaba comigo”.

Ergui minhas sobrancelhas sem entender, logo percebi que tinha uma nova mensagem.

Hoseok e Yoongi estão se agarrando. Eu literalmente não nasci para estar em um relacionamento a três quando eu sempre acabo sozinho e solitário num canto qualquer da festa”.

Segurei um riso, e respondi;

Não fique sozinho, use o conselho que você próprio me deu. Deixe-os duro, não fique apenas assistindo, se meta no meio. Você é a pessoa ideal e cheia de atitude para fazê-lo. Orgulhe-me”.

Agora sim, deixei meu celular de lado. Virei-me e dei de cara com Jungkook me encarando de cima a baixo. Certo, eu gosto disso.

— O quê? — perguntei num tom rude.

— ‘’O quê’’ pergunto eu. O que há com você? Por que está me tratando assim? — rolei meus olhos e dei as costas para Jungkook. Logo ouvi seus passos em minha direção. — Não dê as costas para mim, Jimin. — eu senti o baque de meu peitoral bater contra a parede dura e gélida de meu quarto, por pouco meu rosto não bateu também. Rangi baixo, e Jungkook levou seus lábios até o modulo de minha orelha. Antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, eu me movi e tentei me soltar da prisão que seu corpo me envolvia, rosnei baixo quando tudo o que eu ganhei fora uma pressão do quadril de Jungkook em minha bunda, consequentemente de seu pau também. — A grande merda disso tudo é que eu fico excitado para um caralho quando você me trata dessa maneira, o quão insano isso é? — Jungkook me fez fechar os olhos e suspirar... Eu não podia deixar que ele me excitasse assim, tão facilmente.

— Não quero que você me dê aula hoje, eu só quero que você vá se foder. — resmunguei, me movendo e felizmente conseguindo me libertar.

Afastei-me, e por cambalear para longe de Jungkook, quase caí em minha cama. Não havia ingerido muito álcool, até porque não bebo muito. Mas é claro como o céu de que a bebida havia surtido um efeito sob mim.

— E por que quer que eu me foda? Por que você não vem e me fode? — meu sexólogo me fez o encarar sombriamente, eu caminhei até ele e segurei em seu queixo com força. Jungkook resmungou, então trouxe seu rosto para pertíssimo do meu.

— Por que não pede a Minwoo que venha aqui e te foda? É bem provável de que ele o faça sem sequer pensar duas vezes. — digo, sorrindo de lado. — Eu estou com raiva de você, Jeon. Eu te foderia forte, bruto e só pararia quando você me jurasse de pés juntos que não encostaria a porra dessa sua boca na boca daquele ruivo sem sal. — encarei os lábios de Jungkook, logo desviei meu olhar para seus olhos... Tão carregados de desejo.

— Como eu pressenti, você está com a merda de um ciúme bobo. Não há motivos, Jimin. — Jeon tentou me envolver outra vez em seu corpo, mas eu fui mais rápido e me afastei. — Oh, isso é sério, Jimin? Eu venho aqui te fazer gozar e você está com ciúmes de um aluno meu? — Jungkook assistiu enquanto eu me afastava.

— Foda-se, eu fico com a porra do que eu quiser. E se eu estiver com ciúmes? A culpa é sua de que eu sinta isso, eu não sou obrigado a te ver prestes a beijar alguém, quando você deveria estar... — interrompo a mim, e mesmo de costas para Jungkook, ouço ele resmungar e sei que está fazendo uma careta.

— Quando eu deveria estar o quê? Diga. — neguei com minha cabeça, desabotoando minha calça. Na agonia de estar discutindo com Jungkook, eu saio arrancando minhas roupas. — Diga de uma vez, Jimin! O que eu poderia estar fazendo contigo ao invés de fazê-lo com Minwoo? Essa porra desse seu joguinho está fodendo com o meu emocional inteiro. — ele falava, e eu podia ouvir seus passos. Como se ele estivesse andando para lá e para cá.

— VOCÊ DEVERIA ESTAR ME BEIJANDO, JUNGKOOK! VOCÊ DEVERIA ESTAR ME FAZENDO SER SEU, QUANDO VOCÊ SABE QUE EU QUERO ISSO, COMO EU NUNCA DESEJEI TANTO ALGO OU ALGUÉM COMO EU DESEJO VOCÊ! — gritei, enfurecido. Virei-me na direção de Jungkook, o encarando com fogo nos olhos.

Ele tinha suas duas mãos em seus cabelos, boca entreaberta e me fitava com os olhos de coelhinho arregalados. Ótimo, assustei o sexólogo. Mas naquele momento meu desespero era maior do que toda a merda que nos cercava.

— O quê?

— É, é essa porra aí que você ouviu. Eu tenho me segurado, e tentado me controlar desde nossa primeira aula, mas não dá. EU NÃO CONSIGO! — berrei, em plenos pulmões. — Eu tenho tido que lidar com um casamento arranjado, com problemas de família, com minha vida virada de ponta cabeça... E eu tenho que lidar com você, Jeon! EU NÃO CONSIGO! Eu não sei como me sentir sobre você, eu... Eu só sei que te desejo, e eu nunca fui tão falso comigo mesmo quanto todas as vezes que eu digo não sentir nada com seus toques, mas porra... EU TE DESEJO! Eu sinto tudo o que eu não deveria sentir quando estou contigo, porque você é um homem! Mas não dá, eu não consigo. — continuei. — Meu psicológico está fodido, cara. A sua voz, o seu cheiro, o seu modo de falar e até mesmo o de andar, a droga dos seus toques e o seu olhar é a chave de todo o inferno pelo qual eu estou passando. — exclamei, me sentando na cama de Jin.

Eu caí sentado, na verdade. Fora como se eu tivesse confessado um crime, e talvez fosse um crime desejar tanto Jeon Jungkook como eu desejo. E este continuava a me encarar, sem expressão alguma. Ele continuava do mesmo modo que antes, seus olhos continuavam arregalados, mãos nos próprios cabelos e seu olhar continuava a me queimar.

— Jimin...

— Eu preciso que você me deixe sozinho, por favor. — sussurrei. — Eu não sei como as coisas funcionam com você, mas comigo são três vezes intensas, e consequentemente piores. Eu preciso ficar sozinho. — digo firme.

— Não me afaste, por favor. — ele se moveu, aproximou-se de mim, e então meu coração acelerou. — Eu sei que você quer estar sozinho, eu entendi isso. Só... Por favor, não se torture por ter me dito o que disse. E... Não me afaste por isso, não me prive de tentar te ajudar e estar contigo. — calmamente, Jungkook me confortou. — Eu estou indo, certo? — continuei imóvel, fitando o chão. — Quando você se sentir melhor, eu estarei aqui. Eu estarei sempre aqui, com você, e por você. — Jungkook se abaixou na minha altura, ficando de frente a mim. Ele deixou um beijo em minha testa, antes de se levantar e caminhar até a porta. — Fica bem.

Eu ouvi o barulho da porta ser aberta e logo a ouvi ser fechada também, denunciando que Jungkook havia me deixado sozinho, como eu pedi.

— Que grande porra. — resmunguei, sobre minha vida. — Eu sou um fodido, deveria montar numa tartaruga e caminhar em direção ao precipício. — abaixei minha cabeça, rosnando enfurecido. Levantei de repentino, caminhando pelo quarto enquanto mentalmente praguejava o quão sou um desgraçado. — É impressionante o quão eu consigo ser inútil, afastei até o Jungkook.

Rosnei novamente, eu queria bater em algo, mas tudo o que fizeram foi bater na porta. Rolei meus olhos, sem muita paciência.

— A porta está aberta. — eu tinha uma ideia de que poderia ser Taehyung, vindo reclamar de Hoseok e Yoongi. — Olha, Tae. Eu realmente não estou bem, se tu quiser se juntar a mim para juntos nos jogarmos pela janela, eu apoio. Caso o contrário, apenas me deixe sofrer em silêncio... — quando me virei em direção à porta, eu não vi Taehyung. Eu vi Jeon Jungkook. — Jungkook? O que faz aqui?

— Eu vim te libertar desse inferno pelo qual está passando. — afirmou.

Ergui minhas sobrancelhas, em total confusão. Jungkook se aproximou e quando eu pensei em rebater e questionar o que ele havia me dito, ele me puxou pela cintura, ergueu meu rosto para próximo do seu, e me encarou.

— Embora você saiba que eu sinta o mesmo, por ti. Eu queria deixar claro que o que eu quero fazer agora, é justamente o que eu quis fazer desde que você pisou os pés nesse resort. Eu quero te beijar, Jimin. E você? Você quer me beijar?

Indagou.


Notas Finais


VAI QUE É TUA, PARK JIMIN!

frisando aqui outra vez que o Jimin e Jungkook deixam a idade que eu tinha colocado no inicio da fanfic (21) e passam a ter (24) quase 25 anos. finjam que eles sempre tiveram :)

olha, eu não faço ideia do que o Jimin vai responder, eh isto. cês tão ligadxs que o Jimin é mestre em ser pau no cu, né? Poisé............ aquelas adhbdhnjnbd

GENTE, CÊS ESTÃO VICIADOS EM FAKE LOVE TANTO QUANTO EU ESTOU? MEU DEUS EU NÃO PARO DE OUVIR, CARA É MUITO VICIANTEEEEEEEEEEE q

ah, eu postei uma nova fanfic. é uma em que o Jimin faz uma lista com dez desejos sexuais e o Jungkook vai ajudar ele a realizar. cês podem me apoiar lá na minha nova saliência? q vou deixar o link nas notas finais q

SOBRE O MINWOO: gente, ele é um amor de pessoa, não apedrejem o pobre.
SEULGI É A NOIVAAAAAAAA; recebaaaaaaaaaa (não apedrejem a rainha da minha vida q)

ENFIM, espero que tenham gostado e agora é com vocês...........

BEIJA OU NÃO BEIJA?

jogo a bomba, pego minha motoquinha e caio fora, aaaaa

ps: Link da nova fic:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/sex-list-13037735

Link de Sexologist no tt: https://twitter.com/sexologistof


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