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História Sexta à noite - Capítulo 1


Escrita por: Isa-lados

Notas do Autor


Salut, povo bonito!

Pela primeira vez na HISTÓRIA, Isa-lados traz um conteúdo ERÓTICO e HETEROSSEXUAL! Eu sei, eu sei! Isso só pode ser uma loucura muito louca. But is true, família.

Uma bela noite, desfrutando de meus hiatos, tive a bela vontade de escrever uma putaria. Meses depois, ela se encontra aqui.

Espero que gostem. É um teste.

Boa leitura! ❤🌟

Capítulo 1 - Único: Ah, Marianne B.


Sexta à noite

Único: Ah, Marianne B.

Marianne encarou a caminhonete destruída, arrebentada e enferrujada na porta da sua casa.

Ela, usando um vestido vermelho de alcinha, sapatos caros e bolsa de grife, observou atentamente o universitário sair irritado de dentro, dando um chute no para-choque e quase terminando de quebrá-lo. Caminhou em passos pesados na sua direção, até parar na sua frente.

Arthur Kirkland era o seu nome. Seu namorado cinco anos mais jovem.

Descaradamente, ela o encarou de cima a baixo. Ele usava um all star fodido, uma calça com rasgos no joelho, um suéter verde da cor dos seus olhos, e um relógio de pulso tão velho que Marianne acreditava que descendia do seu bisavô. Estava perfeito assim, na verdade. Aquele era Arthur. Por mais que detestasse admitir – graças às implicações falsas que faziam – ele ficava muito atraente vestido daquela maneira... preocupante.

Abriu um sorriso de canto, debochado.

– Boa noite, mon cher – ela disse, com ar de quem não quer nada. – Espero que cheguemos no restaurante antes que essa coisa velha se parta ao meio.

– Vai à merda – ele resmungou.

Non, non, non! – Ela exclamou. – Para a merda, não! Eu quero ir para o restaurante italiano. Você está me devendo há três semanas.

Arthur ergueu os braços, dando uma volta no pátio, e depois retornando para onde estava parado de forma demonstrativa.

 – Tô aqui, não tô? – Suas sobrancelhas grossas arquearam.

Marianne enrolou uma mecha de cabelo no dedo, fazendo uma expressão reflexiva. As sobrancelhas de Arthur se arquearam mais ainda, quase saindo de sua testa coberta pela franja espetada. Após deixá-lo esperando por alguns segundos, ela declarou:

– Acho que não vou mais, Artie...

O loiro quase saltou na frente dela, em desespero.

– Por quê?!

– Não é óbvio? Você vem aqui na minha casa, não elogia o vestuário que eu preparei só para você e nem me agrada direito... – Ela dramatizou, numa cena digna de novela. Fez questão até de erguer a cabeça para o alto e apoiar as costas da mão na cabeça. – Ingleses são tão insensíveis...

A face de Arthur Kirkland corou mortalmente. Na sua cabeça, a frase “preparei só para você” repercutia como um eco. Marianne era mesmo uma diaba que sabia muito bem como tê-lo na mão. Ele engoliu o orgulho e se aproximou, segurando o seu queixo com delicadeza. Ela não relutou. Quando viu, o rapaz depositou um selinho nos seus lábios.

Marianne não aguentou o fogo, e tentou manter Arthur ali. Prestes a juntar os dois corpos e entreabrir a boca, o universitário se afastou, sorrindo com ironia para ela. Que vingancinha de quinta, pensava, ao mesmo tempo que se excitava ao ter em mente que naquele sábado à noite eles brincariam um pouco. Talvez muito. Talvez eles passassem a madrugada inteira naquele jogo de provocações até não aguentarem mais e possivelmente virem a quebrar a cama de tanto foder.

Com certeza não era uma má ideia.

– E não vai elogiar a minha roupa? – Ela perguntou, cínica.

 – Está exigindo demais, sapa – ele pôs a mão no seu ombro, guiando-a em direção à lata-velha. – Vamos, entra.

– Como desejar, sua majestade... – Marianne obedeceu, se sentando no banco do passageiro.

Arthur fez o mesmo, e logo ambos estavam indo em direção à saída da cidade, onde ficava um restaurante italiano chamado Gran Fratello. O dono era o sr. Rômulo, um amigo da família Bonnefoy, e quem administrava tudo era Lovino Vargas, seu neto. Marianne raramente tivera a oportunidade de conversar com o rapaz, mas havia escutado boatos de que ele era tão mal-humorado quanto o namorado dela.

Marianne deu uma risadinha com o pensamento, se escorando na janela. A caminhonete por dentro era bem conservada. Pelo o que ouviu de Arthur, ela havia passado por todos os seus trezentos irmãos para enfim chegar nele, isso explicava a deterioração exterior e por que ali dentro tinha cheiro de tudo. Ainda que Arthur tinha um cheiro de incenso e perfume masculino que exalava por todos os lugares, disfarçando um pouco.

No banco de trás, como ela esperava, tinha uma pilha de livros que ele costumava a ler por semana, mais um sobretudo amassado e papéis de anotações. Como Arthur trabalhava em uma biblioteca, tinha que se manter sempre atualizado com os dados cadastrais e devolutivas. O que era engraçado, já que quando ela o viu pela primeira vez, numa manifestação em frente ao seu serviço, Marianne jurou que ele era tudo, menos bibliotecário e leitor ávido.

Riu de novo, encarando-o.

– Teve muito trabalho hoje, mon cher?

– Arredei todas as estantes daquela merda com o Kiku e ainda organizei as sessões inteiras – ele bufou. – Ainda que eu sou acostumado e fiz rápido. Senão teria me atrasado para sair.

– E a faculdade?

– Terrível. Mas e você? O que fez hoje?

Marianne pensou.

– Como eu estava de folga, acordei plenamente, como sempre, e fiz o meu café e almoço... – ela se virou para ele, sorrindo. – Depois passei a tarde fazendo hidratação no cabelo. Tenho que manter eles bonitos e hidratados, não é? Se bem que eles naturalmente já são.

– Quanta modéstia, sapa.

– Não tenho culpa se Deus me agraciou com tamanha agradabilidade e beleza...

Arthur negou com a cabeça, abrindo o porta-luvas e tirando de lá alguns discos. Ele colocou todos no seu colo, num pedido indireto para ela escolher. Marianne gemeu, pois agora estava em uma situação complicada. Uma das divergências entre os dois era o gosto musical: ela gostava mais de música erudita, jazz e chanson. Arthur era da área do rock, especificamente do punk, embora também apreciasse um Vivaldi ou Chopin de vez em quando.

Ela começou a passar disco por disco. Tinha The Strokes, The Police, Dead Kennedys, AC/DC, Ramones... curiosamente um disco dos Beatles, três do Rolling Stones e dois do Beach Boys. Mas o que chamou a sua atenção foi a do Creedence Clearwater Revival.

– Não sabia que gostava de blues.

– Estava experimentando – ele respondeu.

Marianne olhou o disco mais uma vez, tomando a decisão.

– Vamos experimentar juntos, então.

Ela encaixou o disco no rádio, esperando a música começar. Era I put a spell on you, uma música que ela conhecia graças a Screamin’ Jay Hawkins. Não ia negar, essa versão tinha ficado muito interessante. Mais sensual.

E óbvio, ela não perderia a oportunidade.

Marianne moveu o quadril discretamente para o lado, se aproximando do namorado. Virou a cabeça para a janela, assim poderia observá-lo através do reflexo, e esperou com os pés inquietos. Não demorou muito para Arthur dar uma olhada nela, estranhando a quietude. Seus olhos travaram nas suas pernas amostra, mas ele logo se virou para frente, cerrando os punhos.

O fato de ele não ter feito nada a frustrou. Bem, isso não impedia ninguém de prosseguir o plano. Ela percebeu que ele tinha sido afetado, pois não parava de abrir e fechar a mão livre no colo. Então, arriscadamente, ela puxou a mão e a pousou na sua coxa.

Arthur arregalou os olhos, incrédulo. Marianne piscou o olho, dizendo em provocação:

– Caiu a mão, Artie?

Em resposta, ele apertou a região, forte, o que a fez se arrepiar da cabeça aos pés. Arthur tinha um toque caloroso e bruto, do jeito que ela gostava. Que maravilhoso seria se por um motivo eles decidissem voltar para casa.

Arthur foi diminuindo o movimento do veículo, e soltou um palavrão em inglês. Ao olhar para frente, Marianne se deparou com um tráfego absurdo em direção à saída da cidade. Isto que eles não estavam nem perto. Que boca santa ela tinha, afinal.

– Pronto! Todo mundo decidiu ir comer fora justo hoje!

– Ou talvez decidiram viajar – ela opinou. – Segunda-feira é feriado, amour.

– Cacete, hein – ele se deitou no banco, estressado.

O trânsito não se mexia. Eles provavelmente ficariam horas ali.

– Não fica assim... – Marianne se debruçou em cima dele. – Podemos aproveitar um pouquinho nesse meio tempo, não?

– Não começa, sua pervertida.

Honhonhon...

Ela apoiou uma das suas pernas próximo da sua virilha, alcançando seus lábios com volúpia. Dessa vez, ele não tinha como fugir – e nem queria. Arthur agarrou a sua cintura, fazendo-a se sentar de vez no seu colo e envolveu a sua boca com a língua de forma harmônica. Marianne gemeu baixo, puxando Arthur para mais perto, pela nuca.

Quando se separaram, para tomar o fôlego, ela notou um volume embaixo.

– Alguém acordou. Devo ser educada e dar boa noite? – Ela disse, maliciosamente.

– Aqui não, Marianne.

– Ah, vamos, ninguém vai ver se você colaborar, mon cher...

Ela segurou o seu membro duro por cima da calça, fazendo uma massagem torturante. Arthur jogou a cabeça para trás, juntando o resto de autocontrole que havia sobrado para dar uma olhada ao redor. A fila não andou. Realmente precisavam gastar o tempo com alguma coisa. Os vidros escuros da caminhonete eram apenas um bônus.

– Seja rápida – ele disse a ela.

Marianne rapidamente se abaixou na sua frente, se espremendo para conseguir ficar entre as duas pernas. Com suas mãos ágeis, desfivelou o cinto da calça, puxando o “objeto” para fora. Ela o encarou salivando com a visão. Enquanto deslizava os dedos pela extensão, Arthur ficava cada vez mais rubro, tomando cuidado para que ninguém os visse.

Ela passou a acariciar mais intenso, masturbando-o com as duas mãos. O inglês estremecia sempre que a respiração dela batia contra a sua virilha. Chegou a um ponto que não aguentou mais aquela enrolação e segurou o cabelo de Marianne, afastando-a do seu membro.

– Vai ficar enrolando ou vai trabalhar logo? – A voz de Arthur estava mais rouca que o comum, e carregada do seu sotaque londrino.

Marianne queria poder responder à altura, mas estava absorta demais na cena que se desenrolava. Arthur estava se masturbando na sua frente, sem um pingo de pudor. Quando ela viu uma gota de pré-gozo escorrer da fenda, se esticou para frente abocanhando a genital. Ele gemeu ao sentir a cavidade quente envolvê-lo, voltando a segurar o cabelo da namorada.

Marianne fazia movimentos precisos de vai-e-vem indo até onde conseguia. Utilizava a mão para acariciar as partes que não podia chegar. Mesmo num espaço tão apertado e lugar inapropriado, ela estava pegando fogo; roçava as coxas uma contra a outra, tentando buscar alívio próprio.

Arthur, em certo momento, moveu o quadril para cima, fazendo ir mais fundo. Habilidosamente, Marianne deslizou a boca aveludada para baixo, sugando o membro a ponto de deixar uma gota de saliva escapar do canto da sua boca. Os pés de Arthur se contorceram, na tentativa de descontar o prazer desproporcional que aquela mulher estava lhe dando.

Não aguentou, e assim que ela subiu novamente para a glande, ele segurou os seus braços, trazendo a francesa de volta para o seu colo.

Com uma perna de cada lado do seu quadril, Marianne se sentou, beijando Arthur com necessidade. Ambos queriam desfrutar mais daquela obscenidade, mas querendo ou não, ainda estavam no meio do trânsito. Se alguém os denunciasse, era o fim da noite.

– Vamos fazer assim – ele arfou, se separando da namorada. – A gente... eu... eu vou dobrar a próxima esquina e a gente volta para a sua casa.

– Pra casa, Arthur? – Ela murmurou. – Não vou aguentar tanto assim...

Um carro buzinou de trás, impaciente. Havia um enorme espaço entre a caminhonete e o carro da frente. O inglês pisou no acelerador sem pensar muito, nervoso e inconscientemente empurrando Marianne para o banco. Ela saltou com dificuldade, atrapalhando a visão de Arthur. Ainda que ele era experiente, e conseguiu prosseguir sem acabar de detonar o veículo.

– Aguenta aí – ele mandou, dobrando a esquina.

Em poucos minutos, os dois se encontravam na área deserta da cidade, perto de um parque imenso. Eles se entreolharam inicialmente, como se quisessem ler a mente um do outro, buscando saber os próximos passos.

Arthur, então, deitou o banco de vez, chamando-a de volta para o seu colo. Marianne não o desobedeceu. Ela já tinha tirado os sapatos de salto para facilitar o serviço. Ele habilmente puxou a sua cintura para baixo, fazendo sua intimidade friccionar contra o membro duro. A mulher começar a rebolar lenta e tortuosamente.

Ela pôs as mãos na bainha do vestido, para se livrar de vez, mas Arthur a impediu.

– Fica com ele, kitty.

Pensei que não tinha gostado...

– Bom – ele deslizou as mãos para dentro do vestido, até chegar às costas, brincando com as junções do sutiã. – Agora você sabe que sim.

Arthur o desprendeu, puxando pelas laterais para sair sem afetar o vestido. Enfim alcançou o objetivo de vê-la no seu colo, usando aquele tecido fino que contornava todo o seu corpo e salientava os bicos dos seios. Não resistiu em deslizar o dedo indicador ao redor das auréolas cobertas, sentindo-as enrijecerem perante o toque.

– Não me faça esperar, mon cher – ela implorou toda manhosa.

O inglês rapidamente esticou o braço em direção ao porta-luva, e tirou de dentro de uma caixa de giz, ao fundo, um pacote de camisinha. Abriu o plástico com os dentes e encaixou o látex, fazendo sinal para a mulher sentar. Marianne arrastou a peça íntima para o lado, colocando o membro dentro de si com certa facilidade, por estar acostumada.

Um gemido de ambos foi escutado.

Instintivamente, ela iniciou os movimentos devagar, apertando os ombros do companheiro para buscar um amparo. Arthur voltou a encaixar uma mão na cintura, enquanto terminava de descer uma alça, deixando o seio médio à mostra. Uma das suas coxas se moveram para cima, fazendo a mulher dar um pequeno pulo, atiçando-a.

Ela lhe encarava com um falso enfurecimento, ele reconhecia. Um xingamento sexual escapou de seus lábios no mesmo ritmo em que ela aumentava a velocidade, cavalgando com gosto contra o homem. A expressão de prazer que eles trocavam os levavam cada vez mais perto ao final do jogo.

Marianne se apoiou no banco, aproximando o busto do rosto de Arthur, que logo entendeu como uma deixa para se lambuzar. Quando abocanhou o seio, a francesa não resistiu e acabou chegando ao orgasmo, chamando o seu nome.

– Que feio, revirando os olhos para mim... – ele sussurrou, malicioso.

Ela apenas riu fraco, continuando da forma que podia. Em pouco tempo, ele se desmanchou trêmulo, perdendo as forças. Marianne acabou caindo por cima. Os dois se deitaram de qualquer jeito no banco.

Como eram loucos de fazerem aquele tipo de coisa em praça pública, ela pensou, se recuperando.

– Uma hora... ah, Arthur, uma hora seremos presos...

Ele acenou. Marianne tentou se mover, mas ele a abraçava como um urso.

– Artie, estou com tanta fome... será que ainda dá tempo?

– Acho que a gente já perdeu a reserva – ele disse. – Vamos pra minha casa?

Ela acenou, depositando um beijo no topo da sua cabeça.

– Eu te amo, mon cher – a mulher sorriu. – Escute bem, pois eu não vou repetir tão cedo.

– Eu também te amo, sua sapa.

Marianne achou uma graça o rubor do rosto do namorado. Assim que se desprendeu, ajeitou o vestido torto no seu corpo, e deu-lhe outro beijo, dessa vez, nos lábios. Partiram para o leste da cidade, ligando para a pizzaria mais barata durante o caminho.


Notas Finais


F-Ficou bom? 😢

Desafio: Contem quantas vezes a expressão "mon cher" foi escrita nessa oneshot.

A música que inspirou o título do capítulo é Suzie Q. do Creedence Clearwater Revival
Link: https://youtu.be/18kqUNG9mO4

Link da música citada (I Put a Spell on You): https://youtu.be/KWxDGQm2hKk

Agradeço ao meu digníssimo namorado pelo apoio moral. ❤

Até mais, meus caros! 🌈


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