História Sexta-Feira 13 - Capítulo 1


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Categorias TazerCraft
Personagens Mike, Pac
Tags Mike, Mitw, Pac
Visualizações 139
Palavras 3.026
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Musical (Songfic)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! Como já falei, decidi apagar 20 contos de amor e repostar os capítulos em forma de One. Esse era inicialmente Welluba, mas reescrevi para Mitw. Espero que gostem.

A música é "Gato preto" de Carol e Vitória.

Capítulo 1 - Sorte ou azar?


"Não ser amado é falta de sorte, mas não amar é a própria infelicidade" -Albert Camus.


Tarik Pacagnan nunca acreditou em crendice popular. Encarava as sexta-feiras 13 com naturalidade. Ele acreditava que fazia sua própria sorte ou seu próprio azar. Não tinha para quê ficar neurótico porque viu um gatinho preto ou passou por baixo de uma escada. Isso é tudo ilusão criada por pessoas que não tinham o que fazer e decidiu assustar outras pessoas. 

O jovem adulto de vinte e seis anos trabalha como professor de filosofia em uma grande e importante universidade da cidade de São Paulo. 

Na noite anterior teve que corrigir dezenas de provas e acabou indo dormir muito tarde. Estava tão cansado que acabou capotando na cama e só acordou às 7:30 da manhã seguinte com o despertador praticamente gritando para ele levantar, senão iria se atrasar. 

Mas foi tarde demais, ele já estava atrasado. Atrasado até demais. 

-Droga, droga, droga, droga... -dizia enquanto corria pelo quarto procurando roupas para tomar banho. 

Pegou a primeira calça jeans que viu, a camisa social branca que tinha vestido a dois dias atrás, a cheirou e percebeu que ainda dava para usar por mais um dia. 

Apressado saiu do quarto com as roupas em mãos e no final do corredor entrou no banheiro. Tinha que ser o próprio Flash para tomar um banho decente e rápido. 

Seu expediente de trabalho começa às 8:00. Estava super atrasado, diria que estava fodido. 

-Que merda! Não vai dar tempo tomar café. -resmungou vestindo as peças de roupas.

Teria que parar em algum lugar para comprar um café. Não consegue sobreviver sem o líquido quente correndo pelo seu esôfago. A cafeína o manter alerta e acordado.


Até pra ser flor precisa de sorte
Umas nasceram pra enfeitar a vida e outras a morte
Imagina eu, eu, eu
Imagina eu, eu, eu
Imagina eu


Voltou ao quarto e pegou sua maleta e seus livros. Colocou o celular no bolso da calça preta apertada e correu para a porta de saída. Fechou seu apartamento, pegou o elevador e desceu até o estacionamento. Pegou seu carro e saiu disparado pelas ruas da grande e movimentada cidade. 

No primeiro sinal fechado, pegou o aparelho celular e fez uma ligação para a coordenação do curso de Filosofia, avisando que chegaria uns vinte minutos atrasado. Claro que colocou a culpa no trânsito caótico, não era de total mentira, aquele trânsito parado o atrasaria ainda mais. 

Quando virou a esquina, pegando o lado direito, quase atropelou um pequeno bichano que passava correndo pela rua. 

-Gato preto. -sorriu pela coincidência.

Olhou para o celular ligado no banco do passageiro e viu a data e o dia. Sexta-feira, dia 13 de abril. Gato preto seria um incômodo se ele acreditasse nas crendices. Balançou a cabeça em negativa e à poucos metros viu uma padaria. 

Achou uma vaga perto do estabelecimento e desceu, pegou sua carteira e seu celular, andou pela calçada para chegar até a padaria. A loja vizinha, de roupas, estava em reforma e adivinha? Uma escada estava bem no meio da sua passagem. Revirou os olhos e passou, sem nada mais. 

-Superstições idiotas! -falou para si mesmo.
Entrou na padaria e comprou seu café preto, sem açúcar. Quando saiu da padaria, viu um outro carro bater contra o seu, o carro preto foi atingido por um outro prata que vinha.

-Meu carro! -gritou e correu, ouvindo o alarme tocando insaciavelmente.

Atravessou a rua e parou em frente a seu carro com a frente amassada e o airberg acionado.

-Puta que pariu! -passou a mão pelo capô todo deformado. 

Olhou para o outro  carro e a situação não era tão desastrosa quanto a sua. 

-Você está maluco, idiota? -falou grosseiro quanto o outro motorista saiu do carro.

-Caraca! -o homem de cabelos castanhos e óculos de grau parou ao lado do professor.

-É só isso que você diz? Está de brincadeira com minha cara! -bufou irritado.

-Desculpa, cara. Eu posso pagar pelo concerto, eu que bati. -se desculpou.

-Foda-se o concerto. Eu não terei lugar para onde ir, porque não terei dinheiro, já que vou ser despedido. -colocou a mão no bolso e tirou o celular.

8:27. Logo ele que nunca atrasa em nenhuma aula. Se acreditasse em sorte e azar, diria que estava no seu pior momento de azar. 

-Se meu carro não estivesse sem freio, até te daria uma carona. -o homem voltou a falar.

Tarik não respondeu nada, digitou alguns números no aparelho eletrônico e pediu para agilizar o processo de seguro. Seu carro ainda bem que tinha seguro, em uma hora um guincho viria para levar seu carro. 

Enquanto estava na ligação, viu o homem mais alto que si, também em uma ligação que parecia importante. 

Desligou após dá as informações de onde estava e olhou para sua mão, levou o copo aos lábios e bebeu um gole do líquido.

Pelo menos o café estava do seu gosto. Não iria aguentar mais uma brincadeirinha de mal gosto do universo.

Enquanto bebia, lembrou de ligar para a universidade. Avisaria que um louco bateu em seu carro e teria que esperar o seguro chegar. Não daria tempo de ir dar aula naquele dia. 

-Onde você comprou esse café?

-Na padaria do outro lado da rua. -respondeu contra vontade.

Se não fosse professor de filosofia, teria ignorado o homem. Mas ética e moral eram os conceitos que ele sabia de cor. 

-Obrigado. -o outro foi na padaria.

O professor se encostou no capô amassado do seu amado carro e continuou aproveitando seu café.

-Aê, tio. Passa o celular e a carteira. -ouviu uma voz e sentiu algo afiado na sua costela.

Olhou de sosleio e viu um garoto de no mínimo quinze anos. Pensou que ele poderia está em uma sala de aula naquele momento. Se sentiu triste, não com medo. 

Tirou a carteira do bolso, e entregou junto do celular.

-Posso ficar pelo menos com meus documentos?  -pediu receoso.

Quando o garoto ia abrindo a carteira para pegar seus documentos, ouviram um grito.

-Ei, garoto. Eu vou chamar a polícia agora mesmo. -o motorista idiota gritou do outro lado da rua e correu para chegar perto.

O garoto com a faca na mão, jogou os objetos recém roubados dentro da sacola que tinha na mão e correu como se não houvesse um amanhã.

Tarik tentou gritar para ele parar, mas não adiantou.

-Você está bem? -o homem perguntou ofegante.

-Cara, qual seu problema comigo? -o professor gritou.

-Eu acabei de te salvar. -o outro não entendeu os gritos.

-Ele ia devolver meus documentos. Mas você tinha que ameaça-lo para o pobre coitado sair correndo.

-Pobre coitado? Ele tinha uma arma.

-Você notou quantos anos ele deve ter? Não chega nem aos quinze anos. Um garoto que devia está na escola uma hora dessa, um garoto que provavelmente mora em um lugar deplorável, que precisa roubar para poder sobreviver. 

-Mesmo assim. Ele é o assaltante e nós somos as vítimas.

-Já parou para pensar em outras pessoas apesar de você mesmo? Ele é a vítima do sistema, do mundo, da vida. E você é apenas um idiota que destruiu meu carro e estragou a chance de recuperar meus documentos. 

-Cara, você é muito ético e moralista. -o maior sorriu.

-Talvez seja porque eu sou professor de FILOSOFIA. -elevou a voz na última parte.

-Sério? 

-Não. Isso é tudo uma tremenda brincadeira. -revirou os olhos. 

-Você também é chato, professorzinho.

-Me chama mais uma vez disso que juro que  perco todos os meus princípios e quebro tua cara.

-Ok, gato. 

-Se me chamar disso também. -fechou o punho.

-Então vou te chamar de quê? Você nem me disse seu nome. -deu de ombros.

-Tarik Pacagnan.

-Saúde, cara. -brincou.

-Isso não foi um espirro, idiota. É meu sobrenome.

-Sobrenome? Que tipo de língua é essa? Latim?

-Só cala sua boquinha, por favor.

-Está bem, professor Pacagnan. A propósito, meu nome é Mikhael Linnyker.

-Tanto faz. -revirou os olhos.

-Que mal humor. -Mike reclamou.

-Esse é o pior dia da minha vida. 

-Viu algum gato preto ou passou por alguma escada hoje? -o outro sugeriu.

-Os dois. 

-Sério. Você viu o gato? -o maior arregalou os olhos.

-Quase atropelei o coitado. E passei por baixo daquela escada. -apontou para a escada do outro lado da rua.

-Não pode ser só coincidência. Você está com azar da sexta treze. 

-Não acredito em superstições. -revirou os olhos escuros. 

-Você está com o carro acabado, perdeu seu celular, sua carteira, está atrasado. Isso não é superstição, é fato.

-Não. Isso tudo é culpa sua. Você que bateu no carro, me fazendo atrasar ainda mais, você que gritou para o garoto ir embora. Isso não é superstição, é você. -apontou para o outro.

-Tudo bem, não vou discutir. Mas posso esperar aqui junto com você até meu seguro vim buscar o carro, então te dou uma carona para casa, para a delegacia ou para qualquer outro lugar que tenha que ir.

-Prefiro ir a pé do que entrar em um carro com você. 

-Nossa, assim me ofende.

-Era pra ofender mesmo. Então funcionou.  -Tarik sorriu irônico.

O silêncio reinou entre os dois. Há quinze minutos estavam sentados no meio fio da rua. 

-Quantos anos você tem? -Mike puxou assunto.

-Vinte e seis. -respondeu simplista.

-Eu tenho vinte e quatro. Estou trabalhando na empresa de móveis do meu pai.

-Hum. -foi o que o mal humorado respondeu.

-Você é casado, tem filhos? 

-Se uma gata e um cachorro servir como filhos, sim. -pelo menos dessa vez foi mais de uma palavra.

-E a sua mulher não pretende ter filhos humanos? 

-Eu não sou casado.

-Ah, você não respondeu a primeira pergunta, então deduzi que fosse.

-Não, e não sou hétero para ter mulher.

-Você é gay? -o de cabelos castanhos o olhou.

-Sim. -voltou as monossílabas.

-Eu também sou gay. Quer dizer, sou bissexual. -sorriu.

-Hum. 

-Esse "hum" foi de interesse ou descaso? -riu.

-Descaso. 

-Que pena. Achei que teria uma chance com você.

-Suas chances acabaram quando o garoto correu com minhas coisas. -respondeu sem nem olhar para o outro.

-Então.. antes eu tinha chances? -sorriu mais ainda.

-Tinha, mas perdeu completamente. -o professor deu o último gole no café.

-Se eu te levar para jantar hoje a noite, talvez essa chance volte? 

-Quando recuperarem meus documentos, penso no seu caso.

-Pelo menos é alguma coisa. -deu de ombros.

Os minutos seguintes foram, praticamente um monólogo de Mikhael contando coisas da sua vida e perguntando sobre a vida do outro, que só respondia com sim, não e hum. 

Tarik poderia ter ido embora para bem longe daquele lunático que estragou seu carro, mas ouvi-lo contar sobre o dia que caiu da escada na frente de toda uma escola era divertido. Mais divertido que isso era a história de que quase morreu engasgado com uma tampinha de caneta e teve que ir para o hospital todo molhado porque fez xixi nas próprias calças. 

Ele era um louco varrido, se conhecem a menos de uma hora e está expondo seus piores micos como se fosse dados banais, como a idade ou a cor preferida.

Estava se divertindo, porém não demonstrava muito. Não iria dar o braço a torcer para o outro ver que estava se divertindo.

Alguns minutos depois, o seu seguro chegou com um guincho para levar seu carro. Mas surgiu um problema: Cadê o documento do carro? 

Uma hora dessas, deveria está do outro lado da cidade, do estado ou do país. Respirou fundo e pediu uma carona ao motorista do guincho para ir à delegacia registrar o B.O sobre o roubo e para conseguir uma declaração de que o carro era seu. 

-Eu vou com você.

-Você vai ficar e esperar seu seguro chegar.  

-Se for aquele.. -apontou para o outro guincho que vinha chegando.

Tarik revirou os olhos, achou que estaria livre do outro, mas se enganou.

Em dez minutos, Mike preencheu os papéis e seu carro foi levado. 

-Vamos?

-Eu te odeio. -suspirou derrotado.

-Para um filósofo, esse sentimento é muito impuro.

-Esse é meu sentimento mais puro para com você. -sorriu forçado.

Os dois foram levados pelo motorista do guincho até a delegacia mais próxima. 

-Bom dia, senhor. Em que posso ajudar? 

-Vim fazer um B.O contra um roubo. Eu fui roubado e levaram todos os meus documentos. E também estou precisando de uma declaração para que o seguro possa levar meu carro que foi atingido por um idiota. -olhou breve para o seu companheiro de enrascada.

-Ok. Vai dar queixa do acidente automobilístico também? -o moço perguntou.

Mikhael engoliu em seco.

-Não. Não foi nada demais, não precisa. 

-Tudo bem. Qual seu nome?

-Tarik Pacagnan.

-Pacagnan? -o policial perguntou.

-Sim.

-Uma senhora apareceu aqui há poucos minutos, dizendo que encontrou uma carteira com documentos.

-Os meus documentos?

-Um sobrenome desse não é muito comum. Só pode ser o senhor. Espere um minutinho. -levantou e entrou em uma sala.

O professor sorriu largo, só de imaginar encontrar seus documentos. Não precisaria tirar a segunda via.

-Aqui está, Tarik Pacagnan. -o policial voltou trazendo uma carteira de couro marrom.

-Muito obrigado moço. -a felicidade saia pelos seus poros.

-Vai continuar com o B.O? 

-Não. Eu já estou com minha carteira. Está tudo bem agora.

-Mas levaram seu dinheiro. -Mike falou pela primeira vez.

-Não tem problema. Era apenas um garoto que precisa mais do que eu. Além disso, só tinha vinte reais lá. Sabe como é salário de professor.

O policial riu junto com ele.

-Muito obrigado, policial. Tenha um bom dia.

-O senhor também.

Os dois homens saíram da delegacia e encontraram o motorista lhes esperando. Entregou os documentos e preencheu os papéis para o reboque.

-Precisa voltar para lá? -o senhor perguntou.

-Pode deixar que eu pago um uber para nos levar, senhor. -o mais alto falou primeiro.

-Não, nada disso.

-Deixa redimir minha mancada?! -pediu com os olhinhos de cachorro pidão.

-Tudo bem. Obrigado, senhor. 

O motorista foi embora pegar o carro estacionado perto da padaria. 

-Vou ligar para o uber. 

Dois minutos depois, o mais novo desligou o aparelho sorrindo.

-Que sorriso maquiavélico é esse? -o mais velho revirou os olhos.

-Acabei de lembrar de algo. Você disse que eu teria chance se os documentos voltassem. E voltaram.

-Nem pensar. 

-Que espécie de professor de Filosofia é você que não cumpre suas promessas? Cadê a moral e a ética?

Tarik bufou. Por que sua consciência concordava com o outro? 

-Tudo bem.

-Que ótimo. Que tal um jantar hoje às 19:00?

-Tá, tá. -falou impaciente.

Nada mais foi dito. Em poucos minutos, o uber chegou.

Tarik deu seu endereço ao motorista e Mikhael fez o mesmo.

A casa do professor era mais perto e foram por lá antes.

-Te vejo à noite. -disse saindo do carro. -Obrigado por pagar a corrida. -sorriu verdadeiro. 

-Foi um prazer, professor. -o outro sorriu encantador.


Mas espero que pra ter você
Eu consiga ser forte
Porque até um gato preto tem mais sorte do que eu
Eu, espero que não se importe
Pra que eu não passe debaixo da sua escada até lá


O uber saiu e Tarik entrou em casa. Foi um péssimo dia. Olhou para o relógio da cozinha e ainda era 9:13 da manhã. O dia seria longo.

Aproveitou o dia de "folga" e arrumou o apartamento. Fez um almoço caseiro e não uma comida encomendada no restaurante da esquina. De tarde planejou suas próximas aulas. À noite ouviu seu interfone tocar.

-Oi? -atendeu enquanto vestia uma camisa preta.

-Oi, senhor Pacagnan. Aqui na recepção tem um senhor chamado Mikhael que está a sua procura. 

-Tudo bem, seu José. Avisa à ele que estou descendo em dez minutinhos.

-Pode deixar.

-Obrigado.

Desligou o interfone e correu para calçar seus sapatos.

Em mais de dez minutinhos, estava saindo do elevador.

-Boa noite, professor. -sorriu ao vê-lo.

-Espero que seja mesmo, se for dez por cento da minha manhã, volto para casa no mesmo instante. -disse em meio à um sorriso.

-Não será. Vamos?

-Vamos.

Mike estava de carro, o carro branco e limpinho do seu irmão. 

Foram a um restaurante no centro da cidade e por incrível que pareça, não foi um completo desastre, como tinha imaginado.

Às dez estavam voltando para o prédio do mais velho.

-Não vai me chamar para conhecer seus filhos?

-Minha filha está, mas meu filho está na casa dos meus pais. É proibido cachorro nesse prédio.

-Então.. Não vai me apresentar sua filha?

-Não sei se devo. Ela é preta e hoje é sexta treze. Eu não acredito nisso, mas já você...

-Eu acredito, mas hoje foi até bom. Pelo menos eu conheci um cara incrível e chato que deve me odiar por ter batido no carro dele.

Tarik sorriu e saiu do carro.

-Vamos. Ela vai gostar de receber visita.

O outro não esperou a segunda chamada, saiu do carro e entrou no prédio junto ao mais velho.

Entraram dentro do elevador e se encararam por um breve minuto.

Quando o objeto metálico abriu no terceiro andar, mostrou dois homens se beijando loucamente, como se aquele beijo fosse o remédio para uma doença sem cura.

Saíram da elevador e foram se esbarrando pelas paredes até o último apartamento do corredor.

Tarik abriu a porta apressado e entraram. Não deu tempo algum e já estavam se jogando contra o sofá.

Ouviram um miado e sorriram. Os dois olharam para o lado e viram a gatinha com olhos azuis deitada em cima da Tv.

-Ela não é preta.

-Eu sei, só queria te amedrontar para não subir.

-Você não tem moral alguma. 

O que estava por baixo riu e recebeu um beijo urgente. Fingiram que não tinha uma gatinha branca com olhos azuis bem ali na frente observando tudo.

-Ela está me assustando. -Mike interrompeu o beijo.

-Vamos para o quarto.

Os homens levantaram e foram para o quarto apressados e rindo.

O dia que havia começado com um desastre atrás do outro, acabou terminando da melhor forma possível. 

Três meses depois, na próxima sexta-feira 13, Mikhael pediu o professor em namoro, que foi aceito depois de um discurso dos pró e contras de Tarik.


Eu consiga ser forte
Porque até um gato preto tem mais sorte do que eu
Espero que não se importe
Pra que eu não passe debaixo da sua escada até lá
Pra que eu não quebre um espelho em mil pedaços até lá


O dia que devia ser o dia de má sorte, acabou se transformando no dia especial para os dois. Nada na vida é sempre ruim. Para tudo tem uma luz no fim do túnel. Para cada sofrimento existe um final feliz. Para cada sete anos de azar, existe setenta de sorte. 

Para cada acidente de carro, seguido de roubo existe um jantar incrível. 

Se tem uma coisa que a vida nos ensina é que nada é eterno, tudo é efêmero. Sorte ou azar, você que decide o que vai ser. 

Para muitos a manhã ruim de Tarik e Mikhael foi puro azar. Mas para alguns, foi a incrível sorte de se encontrar um amor no meio de todo o caos.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Comentem e favoritem. Façam essa autora feliz!


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