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História Sexy But Psycho - Imagine Kai Exo - Capítulo 29


Escrita por: letmybabystay

Notas do Autor


Pra quem acompanha as duas histórias, vocês devem ter percebido que eu fiz um capítulo descontraído em Iceberg, onde as 3 mil palavras narram poucas horas no universo da história.

Esse também é um capítulo descontraído, mas é bem importante para o desenvolvimento.

Espero que gostem, essa semana tem mais. Ah, perdão por qualquer erro de escrita 🤧

Capítulo 29 - Não somos bons nisso


Fanfic / Fanfiction Sexy But Psycho - Imagine Kai Exo - Capítulo 29 - Não somos bons nisso

_________'s POV:



"O tempo deveria passar devagar quando estamos infelizes, mas ultimamente tem corrido como uma pequena folha na correnteza. 


Nas últimas três semanas, não tive notícias de Jong-in. Às vezes o encontrava no corredor, porém seu capuz preto se dissipava pela movimentação constante dos turnos. Eu havia me inscrito num curso de artes que duraria três meses em Seattle, passaria o Natal e Ano Novo longe de Chicago e teria a oportunidade de expandir o conhecimento referente a pinturas e esculturas, além de conhecer pessoas novas. 


Era a primeira vez que investia em mim, mas me trazia certa culpa saber que aquele dinheiro inicialmente teria outro destino se dependesse dos meus pais.


Desde então, caminhava pelas ruas de Chicago como quem precisava salvar o mundo em 24 horas, tenho encomendado pincéis e molduras de melhor qualidade, além de negociar um ano de aluguel com o proprietário e fazer a organização do evento de Rebecca.


Ela não sabia que eu havia terminado meu relacionamento, mas poucas vezes comentava o nome de Jong-in. 


Há uma semana, fiquei sabendo que eles teriam uma reunião no período da tarde, mas ele remarcou para a manhã seguinte, quando eu estava na faculdade. Ele havia levado a condição de não me ver mais a sério. 


Em alguns momentos dos últimos 26 dias, me peguei pensando em olhar pela a janela de seu apartamento, ao menos o sofá da sala, feito de couro sintético, ou então as fotografias que ficavam emolduradas na parede. Eu era péssima com isso, fingir que havia superado e seguir com minha rotina, mas ao menos estava me esforçando.


Há uma semana, Gabriel nasceu. Minha mãe deu à luz na ambulância, a caminho do hospital. Meu irmão era um bebê gordinho, com bochechas vermelhas e olhos que quase nunca se abriam.


Após exatos 26 dias sem ver meu ex e uma semana após o nascimento do meu irmão, saí de uma loja de artes e entrei na loja da rua ao lado, que possuía todo tipo de itens para bebês.


Assim que pisei meus tênis brancos no piso rosa em tom pastel, percebi uma presença familiar. Era um homem alto, usava um casaco preto e tinha uma postura semelhante a de quem eu sentia falta.


Ainda que ele estivesse de costas, consegui reconhecer quem era. A vendedora o mostrava diversos vestidos e depois um macacão com orelhas de ursinho.


— Ele vem com esse boné, para os pais ficarem parecidos com o bebê ao sair — Ela disse, colocando um boné marrom com orelhas de urso pardo em Kim Jong-in. 


Sua risada era incomparável e assim que a ouvi, deixei um roupão de banho novamente no cabide e me aproximei. Minha pele estava arrepiada, a situação me deixava tensa mesmo com sua risada carismática enquanto via as fantasias para crianças.


— Jasmin? — Perguntou assim que percebeu minha presença. Seus lábios se abriram levemente em surpresa e os olhos entregavam que estava constrangido ao me ver ali.


A vendedora sorriu para mim.


— Nem parece que você já está de cinco meses! — Ela se aproximou de forma amigável, tocando levemente meu abdômen — Vou deixar vocês a sós, parabéns pelo bebê… Se precisarem, estarei no setor de gestantes!


Fiquei abismada com aquela conversa e apenas confirmei com a cabeça, olhando assustada para Jong-in assim que a vendedora foi até outro setor.


— O que faz aqui? — Perguntamos ao mesmo tempo.


Ele riu de mim, e então olhou para o espelho. Assim que percebeu que ainda usava o boné de ursinho, livrou-se dele rapidamente e ajeitou o cabelo. 


— Meu irmão nasceu, pretendo visitar meus pais em breve… — Afirmei, pegando meu celular. O certo seria não me envolver, mas sentia falta da sua presença, de qualquer diálogo nosso — Esse é o Gabriel, ele tem exatos 7 dias de nascimento. Pretendo viajar para Ohio e levar alguns presentes pra ele.


Jong-in deu um sorriso ao ver um gif do meu pai deixando o bebê sentado no sofá e o mesmo caindo deitado em poucos segundos.


— Ele é tão bochechudo… — Ele disse, ainda olhando fixamente para o gif que se repetia pela quarta vez — Sua mãe teve alguma complicação? O bebê já teve alta? 


Confirmei com a cabeça, notando que seus olhos brilhavam ao ver Gabriel. Me lembro de que uma vez ele disse que amava crianças, inclusive queria ter um menino chamado Tae-oh.


— Bem… Eu preciso ir agora, mais tarde preciso tirar algumas fotos… — Ele disse após ficarmos um tempo em silêncio. Seu olhar estava sereno e transmitia certa paz que me trazia saudade dos dias bons.


— Você conseguiu novas propostas de trabalho? — Perguntei, feliz com a notícia.


Ele confirmou com a cabeça, colocando num cesto o boné de ursinho e mais alguns vestidos.


Quando ele se virou e caminhou até o caixa, peguei um macaquinho de pelúcia e dois sapatinhos das prateleiras mais próximas. Era engraçado como ele vivia me seguindo e agora eu me esforçava apenas para saber como as coisas estavam desde então.


— Escuta… — Eu comecei, chamando sua atenção. Ele colocou as roupas de bebê sobre o caixa e me olhou, os olhos castanhos e o cabelo da mesma cor, porém com a coloração ainda pouco saturada — Na última vez que nos vimos, você me prometeu rolinhos primavera. Eu posso pagar um almoço pra gente? São 3 da tarde, ainda conta como almoço? 


Ele parou por um tempo, pensativo. A atendente embrulhou as compras e Kim Jong-in inseriu o cartão na maquininha e suspirou por um breve momento.


— Eu quero muito, você sabe que eu quero… — Ele começou, dando um sorriso de canto — Mas isso seria uma recaída enorme, eu estou há mais de 20 dias sem… — Ele parou de se justificar quando viu meu desânimo ao ouvir suas palavras, eu concordei com a cabeça com um sorriso tímido e coloquei o macaquinho de pelúcia sobre o balcão — Quer saber? Tudo bem, um pouco de comida chinesa não faria mal… Mas eu pago.


Meu sorriso tímido se abriu ao ouvir suas palavras e senti uma euforia inexplicável me animar. Meu coração pulsava mais forte e por um breve momento senti como se estivéssemos juntos de novo. 


A _______ de 26 dias atrás teria vergonha de mim agora, Chen e Suho repreenderiam minhas atitudes e principalmente Baekhyun, que foi o estopim do nosso término.


Comprei os presentes do Gabriel e fomos andando até o restaurante chinês. Uma garoa fina começou a cair no caminho para a avenida e aos poucos o céu começou a ficar nublado, porém os raios solares mantinham a tarde alaranjada.


Jong-in segurou minhas sacolas e tirou seu casaco grande, colocando sobre nossas cabeças. Nos olhamos por um breve momento, os cidadãos de Chicago passando aos poucos pela calçada e a garoa caindo em volta do nosso refúgio.


Fixei a íris de seus olhos castanhos, era angustiante perceber que ele ficava bem mais feliz longe de mim. Seu olhar era sereno como a garoa fina que caía sobre Chicago.


— Agora posso saber o que você fazia em uma loja para bebês? Tem algum ensaio fotográfico, do tipo que bebês desmancham bolos cheios de glacê? — Perguntei, meu sorriso escondia uma ansiedade que se aflorou desde quando ouvi a vendedora citar uma gravidez de 5 meses. Alana estava grávida há mais ou menos esse mesmo tempo.


Ele desviou o olhar por um tempo, mas não parecia envergonhado por isso. Nunca o havia visto tão confiante, acho que aquilo era o real significado de amar a ponto de deixar alguém ir.


— Alana fez um acordo comigo, ela tirou a queixa com a condição de que eu assumisse a criança… — Ele olhou para meu cabelo, talvez tentando não olhar fixamente para meus olhos — Mas eu não me importo, é uma garotinha. Eu gosto de meninas também, ela disse que eu poderia escolher o nome…


— Mas isso não é justo… — Eu comecei, sentindo uma lágrima se formar em meus olhos. 


Como ele estava feliz, dei meu melhor para que a lágrima não escorresse. Se a garoa estivesse caindo sobre nós, ao menos a lágrima se misturaria com a chuva.


— Ei, está tudo bem — Ele me confortou passando o polegar em meu olho direito, impedindo que a lágrima descesse — Ela não me disse quem é o pai, mas falou que eu tenho a menor probabilidade, eu fui o único que só fez aquilo uma vez. Ela disse que ele é do mesmo ramo que ela, que vai ajudar com as despesas mas não pode assumir para não perder a carreira.


Tentei falar qualquer coisa, mas só sentia vontade de chorar. Aquilo era um absurdo, beirava a chantagem. Alana estava, de fato, tentando dar seu melhor para cuidar daquela criança, mas prender Kim Jong-in daquela forma era sujo.


— Mas esse bebê provavelmente não é seu… Alguém vai sair impune disso, é seu futuro também.


Ele riu do meu comentário, seu sorriso mostrava o quão conformado estava com isso.


— Fica tranquila, desde então eu tenho focado meus pensamentos em uma só coisa… O nome dela vai ser Kim Ga-eun — Ele sorriu, realmente esperançoso. Rapidamente lembrei da sua risada ao colocar o boné de ursinho, talvez ser pai tivesse deixado seus olhos mais brilhantes — Eu normalmente preciso de alguém em quem focar. E eu sei que tenho problemas sérios, mas eu agora perco todo meu tempo pensando nela, e eu sei que talvez ela nem seja coreana… Se ela não for, pretendo chamar de Elle. Ela é um milagre, me motiva a trabalhar mais e levantar da cama.


Eu estava sem palavras. Sempre tive minha opinião formada sobre tudo, mas agora eu não sabia o que dizer. Não queria deixar meu lado egoísta falar mais alto, eu o dispensei e o tratei como louco. Alana sabia o mesmo que eu, que embora ele tenha feito coisas duvidosas, tinha um ótimo senso protetor e não machucaria alguém que ama. Jong-in era uma opção melhor do que o verdadeiro pai.


Há males que vêm para o bem.


Sentindo uma angústia forte tomar conta do meu peito, apontei para o restaurante chinês.


— Olha lá! Já sinto cheiro dos rolinhos primavera — Assim que ele olhou para o restaurante, passei a não rapidamente sobre meus olhos e segurei as lágrimas que estavam prestes a cair.


---


Enquanto provava um saquê com frutas vermelhas e aguardava os rolinhos primavera, contei para Kim Jong-in como tem sido meus últimos dias, desde a compra dos novos materiais de pintura até meus planos de fazer um curso de artes em Seattle. Estávamos em perfeita sincronia, felizes com os planos um do outro e refletindo sobre como 26 dias pareciam ser dois anos. Exceto pela gravidez de Alana, que ainda era um mistério lento e silencioso.


Ele estava empolgado com a notícia do meu novo irmão, talvez já tivesse adquirido o seu instinto paterno.


Enquanto provava o rolinho primavera de queijo e ervas, percebi que Jong-in estava em silêncio, contemplando a chuva através da janela de vidro.


— Eu sei que nosso término não foi tão amigável quanto devia e eu realmente não estou pedindo pra voltar… — Ele começou, me fazendo deixar o rolinho sobre o prato de porcelana — Mas eu só queria te dizer que não machuquei o Baekhyun por orgulho.


— O quê? — Perguntei, confusa com o assunto repentino.


— De fato, feriu meu ego ver aquele pedido de casamento, ainda mais porque você não queria assumir nosso relacionamento para todos… — Explicou, sua expressão ficou séria e era possível ver o contorno de seu maxilar — Mas eu pude ter certeza que ele mandou o email quando citou que me mandaria para um hospício. 


Confirmei com a cabeça, constrangida.


— Sobre isso… Eu nunca vou me perdoar por te tratar como um monstro, foi ridículo dizer que eu chamaria a polícia ou algo do tipo.


Ele sorriu e provou mais um gole do saquê. 


— Tudo bem, faz sentido. Eu sigo, ameaço, roubo coisas, já tentei fazer coisas terríveis e algumas até já executei… Dei um jeito de sair de uma clínica que me manteria preso para sempre — Ele disse, passando o canudo entre o gelo e as frutas vermelhas — Você pode me chamar de monstro.


Neguei com a cabeça, sentindo minha pele se arrepiar ao ouvir "já tentei fazer coisas terríveis e algumas até já executei" e mordisquei um rolinho cheio de queijo.


— Me perdoa, eu fui um monstro.


Ele riu do meu comentário e deixou o canudo sobre a mesa, virando todo o saquê. 


— Tudo bem, eu não fui um amor também… O problema foi o email, e eu já consegui resolver isso. Elle ou Ga-eun me faz querer ser alguém melhor, eu nunca me senti tão socialmente aceito. Há males que vêm para o bem.


Dei um sorriso triste e observei a chuva, que se agravava e deixava o dia antes laranja agora azulado.


— Mas vocês são um casal agora? — Perguntei, vendo sua camisa social preta. 


De fato, ele agora estava socialmente aceito. Se vestia com mais cautela, só não havia deixado o gosto pela cor preta. O cabelo acinzentado fazia seu charme, aos poucos voltava a ser castanho. O aroma de camomila continuava sendo o mesmo de sempre, o sorriso também.


— Não, mas eu tenho ido para as consultas dela. Fui em duas nos últimos dias, além de que nós vamos fazer uma guarda compartilhada. Às vezes saímos de mãos dadas, a mídia vê como o namorado que assumiu o bebê de um relacionamento anterior, mas não é nada sério. É falso, mas a Elle nunca vai saber disso, inclusive podemos sair com outras pessoas.


Continuei olhando para a mesa e os detalhes no prato de porcelana. Havia uma cerejeira desenhada na borda. Na taça de saquê, tínhamos um canudo verde com um panda escalando-o, era como um bambu.


— Eu senti sua falta — Afirmei, brincando com o enfeite de panda — Céus, eu sou péssima com essa coisa de ex-namorados, não consigo disfarçar isso.


Ele sorriu pra mim e ajeitou a camisa social, parecia desconfortável e eu não sabia dizer se era por conta da roupa ou se pela nossa conversa.


— Você sabe melhor que ninguém que eu não sou bom em disfarçar as coisas, estaria mentindo se dissesse que não penso em você… — Ele desviou o olhar, porém um sorriso de canto se fazia presente — Eu acho mais saudável ser obcecado por uma garotinha vulnerável que ainda não nasceu do que de você, _______. Você é adulta, tem sonhos e objetivos, não precisa de proteção e muito menos de alguém que esteja calculando cada passo que dá.


— Você está diferente, mas a sua felicidade me faz feliz também… Agora você não é mais o cara de capuz que tem uma má fama na faculdade e também não é mais o meu namorado, que faz o melhor café da manhã e me presenteou com um balão de banana — Eu disse, fazendo-o rir com a minha menção ao dia do parque.


Sem perceber, Kim Jong-in apertou minha bochecha e fez uma careta engraçada.


— Não zombe do meu presente, você abriu um sorriso enorme ao ganhar aquele balão de gás hélio — Ele riu, me fazendo ficar envergonhada. Quando percebeu que estava tocando meu rosto, afastou a mão rapidamente e desviou o olhar, constrangido — Me desculpa, eu te toquei pela força do hábito.


Abri um sorriso e revirei os olhos.


— Está tudo bem, você também não parece ser bom com essa coisa de ex-namorada.


— Se eu não sou mais o monstro que todos odeiam nem sua alma gêmea, o que somos agora? — Perguntou, afastando o copo ao perceber que a garçonete trazia um yakisoba num vasilhame de vidro.


Por um breve momento, fiquei olhando fixamente para as frutas vermelhas dentro da bebida. Ele sorriu para mim e ergueu uma das sobrancelhas, me trazendo as mesmas sensações de quando ainda estávamos juntos. Um frio percorreu minha espinha e rapidamente desviei o olhar, mas ele continuava com os olhos bem atentos sobre mim.


Olhei para seus olhos e mordi levemente o lábio, não sabendo o que responder. Nossa relação beirava um suicídio, era tóxica e agora havíamos percebido isso mais do que nunca. Estávamos felizes quando separados, ele havia conseguido uma nova motivação e eu uma oportunidade de expandir meus conhecimentos sobre arte.


Quando olhava para os pontinhos brilhantes em seu olhar, só conseguia pensar em uma palavra com significado abrangente:


Paz.


Quando estava prestes a dizer algo, Kai foi interrompido por uma canção de parabéns na mesa ao lado. A garçonete trouxe um bolo com vela de foguete e a família começou a cantar alto logo ali. Jogaram confetes na nossa mesa e Kim Jong-in continuou boquiaberto quando os papéis cintilantes caíram sobre seu cabelo acinzentado. 


Sua boca ainda estava levemente aberta por conta da frase nunca dita, mas agora parecia uma expressão surpresa.


— Eu vou ao banheiro — Ele riu, tentando tirar os confetes que estavam presos entre alguns dos seus fios. 


Quando o vi caminhar até a porta grande de madeira, me lembrei de quando ele se foi. Eu o havia expulsado de casa, mas o sentimento de rejeição parecia ter inundado meu coração de maneira inexplicável. Nem fazia sentido.


Após alguns segundos lutando contra meu instinto, me dei por vencida e caminhei até o toalete. 


Após passar por uma porta rústica, havia um espaço que ficava de encontro aos banheiros. Na direita ficava o banheiro masculino e à esquerda o feminino, ambos eram unidos por um espaço com um espelho, duas pias e velas aromáticas vermelhas. Kim Jong-in estava ali, tirando confete por confete de seu cabelo, quando me viu através do espelho.


— Deixa eu te ajudar, não quero ficar sozinha — Pedi, ficando na ponta dos pés para retirar algumas folhinhas brilhantes da parte de trás do seu cabelo.


— Você sabe o que nós somos? — Perguntou, me olhando através do nosso reflexo no espelho.


— Não, mas se perguntarem, você é alguém que eu sinto falta — Afirmei, mas dei meu melhor para desfazer o olhar triste e abrir um sorriso falso — Eu não quero estragar seu progresso, Kai. Eu juro que não quero, eu sei que somos melhores separados.


O abracei por trás, sentindo uma lágrima escorrer sobre sua camisa de tecido refinado. Poucas lágrimas rolaram pois logo ri de forma abafada, questionando como era possível que seu visual obscuro se mantivesse até em trajes sociais.


— Não me abrace assim, fica impossível não ter uma recaída — Ele afirmou, me fazendo tirar meu rosto de suas costas e o olhar através do espelho. Ele sorriu de forma carismática e virou -se pra mim, pressionando mais uma vez a minha bochecha — Quer saber? Foda-se, eu não sou bom com essa coisa de ex.


Assim que ouvi as últimas palavras, percebi que ele trancou a porta rústica que servia de divisória para os restaurante até os toaletes e me beijou de forma intensa. Uma euforia percorreu meu corpo e pude sentir seu toque firme em minha cintura, o que o fez me virar de costas para a pia e me erguer, me deixando sentada sobre o balcão. Assustada com o beijo repentino, tentei dizer algo, mas logo me senti imersa por seus lábios com sabor de saquê. 


Sua mão que antes segurava firme minha cintura, desceu até minha coxa e a apertou, afastando-a.


— Eu também senti a sua falta, caso você ainda tenha dúvidas sobre isso — Ele sussurrou em meu ouvido, me fazendo arrepiar.


Dei um sorriso tímido e Jong-in deu seu sorriso ladino de sempre, me deixando ainda mais desconcertada. Sua mão passou levemente sobre a barra do meu vestido e tocou minha perna, atitude que me deixaria apreensiva se não fosse por mais um de seus beijos inesperados. Algo esquentava o ambiente e eu sabia que não eram as velas.


Quando entrelacei meus dedos pelos fios do seu cabelo acinzentado, o senti mordiscar levemente meu lábio inferior.


Merda. Suho e Chen iriam me matar.


Quando Jong-in foi até meu pescoço e pude sentir o primeiro beijo esquentar minha pele, alguém tentou abrir a porta e rapidamente me afastei e entrei na divisão feminina do toalete, deixando-o sobre a pia. Pude ouvir sua voz levemente rouca afirmando a alguém que a porta estava emperrada. Aguardei mais dois minutos e depois saí, percebendo através do reflexo que minhas bochechas estavam coradas.


Aquilo havia sido tão repentino e intenso que me deixava sem ar. Aoperceber o sorriso quase inexistente – e que só eu conseguia notar — em meu rosto, pude ter certeza de que me arrependeria depois.


Ao sair, percebi que a mesa estava vazia. Sobre ela havia apenas um bilhete e nosso prato de yakisoba, ainda intocado.


"Tenho uma sessão de fotos, mas gostei do rolinho primavera. Já paguei a conta, aproveite o almoço. 


Com carinho, KJ."


Me sentei e provei o yakisoba, sentindo que enfim havia reencontrado a felicidade que perdi nos últimos 26 dias. 


Foi a coisa mais irresponsável que havíamos feito, não por dar uns amassos em um espaço compartilhado, mas por adiantar o cronômetro da bomba relógio que nosso relacionamento era.


Enfim, não éramos bons com isso."




Notas Finais


Sn no capítulo passado: 🤔💢😡🤬😭
Sn nesse capítulo: 😅🤗🥺❤💏

Isso é porque queria ele longe, né? Ai ai

Sobre o bebê da Alana, sem comentários.

Essa fic é mais intensa, mas quem procura uma leitura soft vai gostar muito de Iceberg

https://www.spiritfanfiction.com/historia/iceberg--imagine-jaehyun-nct-21741337


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