História SFV: Obsession - A História de Phillip Thompson - Capítulo 8


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Categorias Backstreet Boys
Personagens AJ MacLean, Nick Carter
Tags Agressão, Aj Mclean, Backstreet Boys, Ciumes, Crossover, Fic Vinculada, Nick Carter, Obsessão, Perseguição, Relacionamento Abusivo, Só Faltava Você, Stalker
Visualizações 40
Palavras 7.423
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Festa, Literatura Feminina, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Eu Quero a Melanie Para Mim!


Fanfic / Fanfiction SFV: Obsession - A História de Phillip Thompson - Capítulo 8 - Eu Quero a Melanie Para Mim!


Maio, 2001

Eu acordei na manhã de sábado com meu celular tocando, abri um olho, estiquei o braço alcançando o meu celular na mesinha de cabeceira da cama e o peguei abrindo com o polegar, olhei para o visor e o nome Max estava na tela, apertei na tecla de atender e pus o celular na orelha.
- Oi Max – disse com voz rouca de sono e bocejei.
- Acordou agora? – ele perguntou.
- Foi... O que foi?
- Ele acordou agora! – ele disse falando com outra pessoa. – Phillip, nós já estamos indo para à praia!
- Fala para ele se arrumar rápido! ­
– ouvi a voz do Steve ao fundo. – Ele tem dez minutos!
- Steve está falando para...
- Eu ouvi Max! – o interrompi me erguendo e sentando na cama. – Fala para ele ir sem mim! Eu vou no meu carro.
- Phillip dá tempo!
-
Não, dez minutos é muito pouco tempo, vou demorar. Vão indo na frente.
- Ok.. – ele disse e a voz dele ficou distante. – Ele disse para irmos na frente, ele vai com o carro dele... – a chamada foi encerrada e fechei o celular colocando de volta em cima da mesa de cabeceira. Olhei para o rádio relógio e olhei as horas. – Nove da manhã – disse com voz sonolenta e bocejei mais uma vez esfregando as mãos no rosto e os olhos. Estiquei os braços para cima e para trás e saí da cama indo para o banheiro.

Depois de lavar o rosto e fazer minha higiene e necessidades matinais, eu coloquei uma roupa de praia. Bermuda azul e camisa regata branca. Calcei meus chinelos, peguei minha carteira, as chaves do carro e de casa, o celular e desci. Fui para a sala de jantar, onde meus pais estavam tomando café da manhã, meu pai estava lendo o jornal e minha mãe estava arrumada.
- Bom dia! – disse entrando e os dois me olharam.
- Bom dia filho! – disse meu pai baixando o jornal.
- Bom dia querido, você dormiu bem? – perguntou minha mãe sorrindo enquanto eu puxei a cadeira e me sentei.
- Dormi sim, ainda estaria dormindo se Max não tivesse me ligado – respondi esticando o braço pegando o bule com café.
- Vai à praia? – perguntou minha mãe e eu assenti colocando café na minha xícara.
- Steve ia passar aqui para me pegar, mas eu tinha acabado de acordar e falei para eles irem na frente. Eu vou com meu carro – disse e olhei para meu pai. – Tudo bem? – perguntei colocando o bule do café de volta no lugar.
- Phillip, o carro é seu, não precisa da minha autorização para ir à praia com ele!
- Mas você sempre me falou de não deixar o carro exposto ao sol e ao salitro, ou sujar tudo de areia! – disse pegando o leite e pondo na xícara, misturando com o café.
- Disse isso para você não fazer isso com frequência! E é só ter cuidado com o carro... Procurar uma vaga com sombra, lavar o carro depois para tirar o salitro e a areia.
- Ele sabe disso Richard! – minha mãe argumentou.
- É, eu sei! Eu tenho cuidado com meu carro! – disse e tomei um gole do café e pegando uma fatia de pão ao mesmo tempo.
- Eu sei que tem – meu pai disse levantando novamente o jornal.
- Você vai demorar muito na praia? – minha mãe perguntou e eu franzi o cenho olhando para ela e passando manteiga no pão.
- Não sei... – respondi dando de ombros. – Acho que o mesmo tempo de sempre... Por quê? – perguntei curioso e intrigado.
- Porque eu vou sair com seu pai e com os Swansons – ela respondeu e eu murmurei entendendo mordendo a fatia do pão. – Nós vamos à casa de um dos advogados da firma, é aniversário da esposa dele e eles estão fazendo uma festa na piscina da casa deles.
- E...? – perguntei querendo saber o motivo de ela querer saber se eu ia demorar na praia.
- E nada... Era só para você saber quando chegasse da praia, caso a gente não tenha voltado ainda.
- Hum... Ok – disse balançando a cabeça e tomei um gole do café. – E que horas vocês vão sair?
- Às onze – ela respondeu e eu a olhei levantando uma sobrancelha.
- E a Senhora já está pronta? – perguntei pasmado e ela riu achando graça.
- Não seja bobo Phillip! Até parece que eu iria assim! – ela disse se levantando da cadeira ainda rindo e eu olhei para a roupa dela. Ela estava usando um vestido azul, sem mangas, fechado no busto e de corte reto com um cinto preto na cintura. – Essa roupa é de ficar em casa! – ela disse ainda rindo dando a volta na mesa, passando por trás da cadeira que meu pai estava sentado. – Vou subir para começar a me arrumar! – deu um beijo no rosto de meu pai e veio até a mim, segurou minha cabeça e me deu um beijo apertado no rosto.
- Mãe! Mãe! – eu disse puxando a minha cabeça para o outro lado, ela estava me apertando. – Chega!
- Meu príncipe! – ela disse ainda segurando minha cabeça e me deu outro beijo.
- Para com isso mãe, eu tenho dezessete anos caramba! – resmunguei e ela me soltou sorrindo.
- Você vai ser para sempre meu príncipe! – ela disse se afastando e eu revirei os olhos, soltando um suspiro. – Toma cuidado na praia e usa protetor solar! – ela disse saindo da sala de jantar e eu balancei a cabeça para os lados tomando o resto do café. Minha mãe me tratava como se eu fosse um bem precioso, um diamante raríssimo. Ás vezes eu penso que mesmo que meus pais tivessem tido outro filho, eu ainda seria tratado por ela dessa maneira, mas mesmo assim não queria ter sido filho único. Essa atenção toda que ela me dava ás vezes me irritava. Claro que isso só começou a me irritar quando me tornei adolescente, quando criança, eu adorava ser mimado por ela.

Minutos após minha mãe ter saído da mesa, meu pai também saiu para ir se arrumar para sair, mas não sem antes me passar todas as recomendações de sempre: Não beber bebidas alcoólicas, tomar cuidado com a correnteza, não me distrair dirigindo e prestar bastante atenção no trânsito. Ele subiu e eu terminei de tomar meu café, me levantei pegando uma banana e saí da sala indo para a porta da frente.
- Estou saindo! – gritei para cima, abrindo a porta da frente. Saí puxando a porta e andei no pátio indo para a garagem. Minha mãe apareceu na sacada do quarto dela me chamando e eu me virei, olhando para cima.
- Toma cuidado! – gritou ela e eu me virei levantando o polegar.
Cheguei ao meu carro, entrei, coloquei minhas coisas no porta-objetos. Pus a chave na ignição e girei, dando a partida, engatei a marcha e meu celular emitiu um aviso sonoro vibrando. Era uma mensagem do Max dizendo que já estava todo mundo na praia, menos eu. Estou saindo de casa agora, chego aí em quinze minutos!, digitei a mensagem rapidamente e fechei o celular colocando de volta no lugar.

Da minha casa até a praia, eu levei exatos quinze minutos. Essa era uma das vantagens de se morar na baía, para ir à Miami Beach, bastava atravessar a ponte. Cheguei ao local da praia que sempre íamos e estacionei o carro embaixo de uma palmeira, foi pura sorte, um carro estava saindo bem na hora. Desci do carro, fechei a porta e andei pela areia procurando por meus amigos, então os avistei. Louis e Max estavam jogando a bola um para o outro, Shane estava sentado na areia com a sua prancha de surf fincada na areia e algumas das garotas sentadas com ele, conversando. Procurei por Tyler e Steve e eles só podiam estar na água, surfando. Passei o olhar pelas ondas e os vi fazendo suas manobras, então eu vi Melanie saindo da água e imediatamente eu senti um frio na barriga e meu coração batia descompassado. Ela estava com um biquíni branco com listras azuis, estava sorrindo e passou as mãos pelos cabelos, juntou as mechas e colocou para frente, apertando o cabelo tirando a água, jogou o cabelo para trás e andou em direção ao Shane e as outras garotas sentadas na areia. A cada vez que eu via a Mel, eu ficava mais atraído por ela, e a vontade de beijá-la e tê-la em meus braços só aumentavam a cada dia e eu não estava mais aguentando ter que lutar contra isso, era impossível deixar de sentir atração por ela e voltar a ser como era antes sendo que eu a via todos os dias. Eu só tinha duas opções: Parar de lutar contra o que eu sentia e ficar logo com ela, ou me afastar dela novamente até eu conseguir me livrar dessa atração que eu sentia por ela. Eu parei de andar a vendo chegar até o Shane e as garotas, ela disse algo a eles e riu. Eu não ouvi a risada, mas pelo jeito que ela ria, eu sabia que ela estava achando muita graça no que disse e na minha mente, pude ouvir a risada. Eu estava completamente atraído por ela e senti um enorme frio na barriga e estava nervoso, nunca tinha sentido isso por garota nenhuma. Ela sentou-se na areia e eu respirei fundo pensando que eu tinha que tomar uma decisão e rápido, mas eu estava em um grande dilema. Se eu escolhesse ficar com Melanie, eu tinha certeza que esse desejo, essa atração não acabaria e eu iria querer namorar com ela depois, mas aí eu teria que aturar minha mãe toda contente com o namoro. Mas por outro lado, ela pararia de me pressionar par que esse namoro acontecesse! Se eu escolhesse me afastar e tentar me livrar desse sentimento, eu não teria que apenas me afastar dela, mas de todos. Mas eu deixaria Melanie arrasada por me afastar dela novamente, e dessa vez, de jeito nenhum eu iria dizer a ela o motivo! Eu olhei para todos os meus amigos e para ela, e me virei angustiado e andando para sair da praia. Eu precisava sair dali.
- Phillip! – ouvi Max gritar meu nome, mas não olhei para trás continuando a andar na areia. Eu sabia que todos tinham olhado para onde Max estava olhando, me vendo andar na direção contrária a deles. – Phillip! – ele gritou mais alto e eu não parei, nem olhei para trás. Saí da areia e estava chegando ao meu carro quando ouvi Max chamar novamente o meu nome e ele me alcançou no momento em que eu abri a porta do carro. – Ei, o que foi?
- Eu vou embora – me limitei a dizer e entrei no carro, puxei a porta, mas Max segurou me impedindo de fechar.
- Por quê?
- Eu não posso ficar Max, tenho que ir! – disse tentando puxar a porta, mas ele ainda segurava.
- Phillip, o que aconteceu?
- Eu não consigo! – olhei aflito para ele.
- Não consegue o quê? – ele perguntou confuso e eu olhei angustiado para ele e respirando intenso. – Ficar perto da Mel?! – ele disse entendendo minha angustia e eu soltei a porta do carro colocando as mãos nos rosto.
- Eu não aguento mais ter que lutar contra o que sinto! Eu não consigo ficar perto dela, olhar para ela... Isso está acabando comigo! – desabafei e tirei as mãos do rosto, me recostando no banco do carro.
- Eu entendo... – ele disse e suspirou se apoiando no carro. – Mas você acaba acostumando – ele disse dando de ombros e com olhar baixo. Eu olhei intrigado para ele.
- Você já passou por isso? – perguntei franzindo o cenho e ele olhou para mim.
- Ah... Já... Mas não foi nada demais – ele disse nervoso.
- Quem foi a garota? – perguntei curioso.
- Você não conhece – ele disse balançando a mão. – Já tem tempo! Esquece isso.
- Você nunca me contou isso!
- Phillip, esquece isso, já tem muito tempo!
- E o que você fez? Se afastou dela ou ficou com ela?
- Nenhuma das duas opções... Eu continuei amigo dela e nunca tive coragem de dizer nada a ela – ele disse pensativo, parecendo lembrar.
- Nossa...! – eu disse virando o rosto e olhando para frente. – Como você aguentou? – perguntei olhando para ele novamente.
- Ah... – ele deu de ombros e se recostou no carro. – Eu preferi ficar perto dela a me afastar, acabei me acostumando!
- Nossa isso não era torturante? – perguntei pasmado.
- É... No inicio era, mas ficar sem falar com ela, era pior!
- E o que aconteceu? – perguntei curioso.
- Nada... Olha só, vamos deixar isso de lado! – ele disse se desencostando do carro. – Está todo mundo esperando a gente voltar e se eu voltar sem você, já sabe que vão perguntar de você e, bom... Steve vai logo sacar o porque e aí já viu né? Ele vai ficar lá zoando e depois te zoar!
- Ah! – recostei a cabeça no encosto do carro sem saber o que fazer. – Me diz o que devo fazer Max!
- Você tem três opções – ele disse e eu me virei no banco para ele. – Continuar do jeito que está, se afastar dela, ou ficar com ela.
- Todas as opções são difíceis! – disse soltando o ar pela boca. – Eu não aguento mais ficar do jeito que está, mas me afastar dela de novo, seria péssimo, eu não quero isso, mas ficar com ela também... Tem a minha mãe! Sem falar que eu não sei como dar em cima dela! Como eu vou fazer isso? É a Mel caramba! – esfreguei as mãos no rosto sem saber o que fazer.
- Phillip... – Max se agachou e eu olhei para ele. – Você tem que se perguntar o que você quer! Você claramente não quer se afastar dela de novo, então você tem apenas duas opções... Continuar do jeito que está ou ficar com ela – ele disse e eu olhei para frente, olhando para a praia. – E aí... O que vai ser? – ele perguntou e eu sabia o que queria, mas teria um preço a pagar. O preço de ter a minha mãe feliz da vida, ou o preço de estragar minha amizade com Melanie. Eu olhei para Max ainda em dúvida.
- E se eu estragar a nossa amizade? Ela pode se afastar de mim se eu disser que estou afim dela!
- Você só vai saber se você continuar perto dela e começar a flertar com ela. Começa a flertar com ela e veja a reação dela... Você sabe como é! – ele disse dando de ombros e se levantou.
- É, talvez você tenha razão – eu disse pensativo.
- Por que você não começa de agora? – ele perguntou e eu suspirei. – Vamos! O pessoal já deve estar achando estranho essa nossa demora! Esquece isso por um momento, relaxa um pouco, vamos curtir o dia de praia!
- Tem razão – eu disse saindo do carro. – Valeu Max! – toquei no ombro dele. Eu bati a porta do carro e travei as portas.

Nós voltamos para a areia e nos aproximamos da turma. Steve e Tyler ainda estavam surfando, o que era bom para mim, pois os dois são os que mais me zoam por eu estar afim da Melanie. Assim que chegamos, perguntaram o que tinha acontecido e eu dei a desculpa de ter esquecido meu celular no carro, todo mundo pareceu acreditar e eu relaxei, tirei a camisa e os chinelos e me sentei na areia. Max e Louis voltaram a jogar a bola um para o outro e Shane se levantou pegando a prancha.
- Shane, me ensina a surfar? – Melanie pediu sorrindo empolgada e ele riu.
- Claro, vem! – ele esticou a mão para ela que segurou a mão dele e ele a puxou. Os dois foram andando para a água e eu fiquei observando.
Melanie andava pulando animada e sorrindo. Eles chegaram ao raso e Shane pôs a prancha na água e instruiu Melanie, primeiro para que ela deitasse na prancha, o que ela fez e tentar ficar em pé, mas ela caía todas as vezes e ria achando graça dela mesma, me fazendo rir e ficar encantado, observando da areia. Depois de inúmeras tentativas de ficar em pé na prancha, ela conseguiu e comemorou erguendo os braços com Shane também comemorando. Ela e Shane ficaram por muito tempo na água, até que ela se virou e começou a sair da água animada e sorrindo. Shane deitou na prancha e começou a remar com os braços, passando pelas ondas e indo mais para o fundo, se juntando a Tyler e Steve. Melanie andou na areia vindo para onde estávamos e parou na minha frente com os braços colados na frente do corpo.
- Me passa essa toalha aí Phillip – ela pediu apontando e eu olhei para trás, vendo uma toalha verde em cima de uma sacola de praia.
- Essa aqui? – perguntei pegando a toalha.
- É – ela respondeu e eu passei a toalha para ela. – Obrigada! – ela disse pondo a toalha na frente do corpo e enxugou o rosto.
- Aprendeu a surfar? – perguntei rindo e ela baixou a toalha rindo e me olhando.
- É mais difícil do que pensei! – ela respondeu e rimos. – Mas é muito legal e divertido!
- É, é sim! – sorri e ela se virou de frente para o mar, olhando os outros surfando. Eu subi o olhar pelas pernas dela, molhadas, até chegar ao seu bumbum e rapidamente desviei o olhar, dobrando as pernas e abraçando os joelhos. Ela enrolou a toalha no corpo, passando pelas costas e cobrindo o bumbum e eu fiquei aliviado. Era tentador demais! Ela sentou-se na minha frente e puxou o cabelo para frente, apertando e tirando a água. Ela olhou para trás e me pediu para passar a sua bolsa de praia atrás de mim, a qual a toalha estava em cima antes. Eu peguei e passei para ela que a abriu e tirou o frasco do protetor solar de dentro, colocou um pouco na mão e passou nos ombros e braços, depois colocou mais um pouco na mão e com as pontas dos dedos, passou no rosto. Ela virou o rosto para mim sorrindo e estava com o protetor solar branco, marcado no nariz e na maçã do rosto.
- Agora sim eu estou parecendo uma surfista?! – ela perguntou para mim sorrindo e eu ri olhando encantado para ela. Mais uma vez eu me peguei pensando que daria uma linda foto dela, com o mar atrás e o cabelo dela molhado, os seus olhos estavam tão verdes e brilhando, semicerrados por causa da luz do sol, a sua boca rosada queimada do sol e o mar verde atrás dela, além de claro, as marcas do protetor solar que ela tinha feito no rosto. Eu precisava comprar uma câmera fotográfica urgente!
- Está uma perfeita surfista! – eu disse sorrindo e ela riu virando o rosto para frente e espalhando o protetor no rosto.
- Pode passar nas minhas costas? – ela perguntou segurando o frasco virado para mim e eu não sabia o que fazer. Por que ela não pede para uma das amigas? Por que logo eu? – Phillip? – ela virou o rosto para mim, me olhando.
- Ah, sim... Claro! – eu disse pegando o frasco do protetor da mão dela e ela se virou baixando a toalha. Eu engoli em seco, colocando protetor solar na minha mão. Ai, caramba!, pensei olhando para as costas dela, fechei a tampa do frasco, baixei minhas pernas colocando o frasco no meu colo e pegando a loção do protetor aos poucos com a outra mão, eu fui colocando nas costas dela e espalhando por toda sua extensão até a região baixa das costas dela e a lateral, passando pela cintura. O contato da minha mão na pele dela e sentindo a curva da sua cintura, me causou um arrepio inesperado e a minha atração por ela aumentou exponencialmente. Eu não conseguia tirar minha mão da pele dela, queria passar o protetor por todo o seu corpo, mas assim que o protetor da minha mão acabou e eu tinha espalhado por toda a área das costas dela, eu parei. – Pronto! – esbocei um sorriso e peguei o frasco no meu colo, então eu percebi que eu tinha me excitado e dobrei as pernas rapidamente, abraçando novamente os joelhos. – Toma! – disse nervoso passando o frasco para ela.
- Obrigada! – ela agradeceu sorrindo e continuou colocando o protetor na parte da frente do corpo dela e pernas.
Eu olhei para os lados, as outras garotas estavam conversando e eu dei graças a Deus de ninguém estar nos olhando e me olhando com cara pasmada. Eu baixei a cabeça olhando para baixo e respirando fundo tentando controlar a excitação.
- Phillip – Louis me chamou e eu levantei o rosto olhando para ele. – Vem jogar!
- Ah, agora não! Depois eu vou! Quero ficar sentado aqui mais um pouco – respondi e Mel se virou para mim intrigada.
- Você recusando jogar a bola? O que te deu?
- Nada... Só quero relaxar aqui na areia um pouco!
- Você está aí desde que chegou! – ela disse rindo. – Já não relaxou o suficiente? Já está até todo vermelho! – ela disse e desfez o sorriso. – Phillip, você passou protetor?
- Não... – respondi e ela me olhou chocada.
- Phillip! Não passou protetor! Branco do jeito que você é! Não é a toa que está todo vermelho! – ela disse e virou o corpo ficando de frente para mim.
- Eu nem sou tão branco assim! – eu disse rindo e ela abriu a tampa do protetor, colocou um pouco na mão e eu sabia o que ela ia fazer. – Mel, Mel...
- Nem reclama! – ela disse e ficou de joelhos. – Toma! – me deu o frasco, eu peguei e ela foi de joelhos pra atrás de mim.
- Mel, não precisa passar, eu mesmo passo!
- Nas costas? – ela perguntou e riu. – É o Senhor Fantástico do Quarteto Fantástico, que se estica todo? – riu mais e eu ri colocando protetor solar na minha mão. Ela começou a colocar aos poucos protetor nas minhas costas e espalhando por toda a extensão, assim como eu tinha feito com ela e a sensação das mãos dela na minha pele, descendo e subindo as minhas costas, passando pela lateral e ombros, me provocaram mais uma onda de arrepio e excitação. Droga!, pensei e respirei fundo tentando me controlar e concentrar em passar o protetor em mim mesmo. – Prontinho! – ela disse tirando as mãos das minhas costas e eu respirei aliviado, mas ainda estava excitado. Então ela passou para o meu lado e para piorar, ela se apoiou com uma mão na areia, ficando de quatro ao meu lado e esticou o braço alcançando a toalha e a bolsa de praia dela mais a frente. Eu olhei para ela e a ver assim só fez piorar minha situação. Puta merda!, pensei e virei o rosto desviando o olhar, fechei a tampa do frasco do protetor solar e entreguei a ela que tinha sentado sobre as pernas mexendo na bolsa de praia. Ela pegou o frasco e colocou dentro da bolsa. – Agora você não corre o risco de virar um tomate! – ela disse rindo e eu sorri sem jeito. – O que foi? – ela perguntou franzindo o cenho e sorrindo.
- Nada – eu respondi olhando para o mar e ela sentou na areia esticando as pernas e também olhando para o mar. Aos poucos eu fui controlando a excitação, até não ter mais ereção e resolvi me refrescar na água. Eu me levantei e fui para a água. Quando eu estava saindo da água, Steve apareceu do meu lado, também saindo da água segurando sua prancha na lateral do corpo.
- Você e a Mel combinaram de vir combinando para a praia? – ele perguntou rindo e eu olhei para ele sem entender.
- Seu short azul – ele disse apontando para meu short e eu olhei para baixo. – O biquíni da Mel é branco com azul!
- Ah! Nem tinha reparado nisso! – disse e ri. – E coincidentemente, minha camisa é branca – disse e ri da cara surpresa do Steve.
- É o universo conspirando! – ele disse e eu ri. Nós estávamos andando lado a lado na areia, quando Tiffany chegou até nós e pulou em cima dele passando os braços em volta do pescoço dele e o beijou com voracidade. Steve a abraçou passando o outro braço pela cintura dela e a tirando do chão.
- E o homem dela voltou do mar depois de meses surfando! – eu disse rindo olhando para eles dois e me afastando deles. Voltei para onde estava antes e me sentei na areia, Melanie estava olhando para frente e olhei para onde ela olhava. Ela estava olhando Steve e Tiffany se beijando e eu a olhei curioso e rindo. – Está com inveja? – perguntei rindo e ela me olhou franzindo o cenho.
- Quê?
- Perguntei se está com inveja – disse rindo e apontando para os dois que tinham parado o beijo e andavam até nós. Melanie olhou para eles e bufou entortando a boca.
- Não – riu. – Por que eu estaria Phillip? – me olhou.
- Você estava olhando para eles parecendo estar pensativa – ri e ela balançou a cabeça negando.
- Não... eu só estava pensando nesse “relacionamento” deles – fez as aspas com os dedos. – Steve não se amarra a ninguém.
- Nem a Tiffany – disse sorrindo e ela riu.
- É, verdade. Eu só não quero que ela se machuque – deu de ombros.
- Acho que a Tiffany sabe muito bem que tipo de cara é o Steve, ela não é besta em achar que eles vão namorar.
- É, tem razão... Acho que eu estou me preocupando a toa. Steve já deu em cima e ficou com quase o colégio inteiro e a Tiffany sabe bem disso – ela riu e virou o rosto para frente. – Quero dizer... quase todas – ela disse olhando para ele fincando a prancha de surfe na areia e colocando o cabelo molhado para trás conversando com Tiffany. – Ele nunca deu em cima de mim – ela disse franzindo o cenho.
- E você queria? – perguntei sentindo medo da resposta e um leve ciúmes. Ela riu alto achando graça.
- Não – respondeu rindo de leve e balançando a cabeça. – Quero dizer... ele é bonito, divertido, engraçado, mas é o Steve! – ela disse com jeito óbvio e eu ri. – Não ficaria com ele.
- Eu sou bonito, divertido e engraçado – disse sorrindo me inclinando para ela e ela riu.
- É, você é... e é meu melhor amigo! – ela disse sorrindo olhando para mim e eu desviei o olhar virando o rosto para frente. Foi como um balde de água gelada em cima de mim. Ela ainda me via como o melhor amigo dela. – Eu acho que eu não faço o tipo do Steve... – ela disse pensativa olhando para ele e eu ri.
- Acredite... você faz sim!
- Não, não faço!
- Mel, Steve já ficou até com uma gótica no ano passado! Vai por mim, o tipo dele, é mulher! – eu ri olhando para ela e ela franziu o cenho.
- Então eu não entendo...
- Tá, ok... – suspirei baixando a cabeça. – O motivo do Steve nunca ter dado em cima de você é porque eu pedi a ele para nunca fazer! – contei a ela e a olhei. Ela me olhava espantada.
- Por quê?
- Porque é o Steve! E você é minha melhor amiga! Eu não queria o Steve fazendo com você o que ele faz com todas!
- Mas essa seria uma escolha minha Phillip! – ela disse e parecia aborrecida por eu ter feito isso.
- Mel... Ele também não queria fazer isso com você. Apesar de ele sempre dizer que ficaria com você, ele também sempre disse que você é uma garota para namorar, não pegar e largar! – argumentei e ela virou o rosto, chateada.
- Você não tinha esse direito!
- Mel, você mesmo acabou de dizer que não ficaria com ele, por ser o Steve!
- Mas eu queria poder ter a escolha! Não você decidir isso por mim! – ela disse se levantando.
- Mel... – a chamei e eu tinha um misto de emoções passando por mim. Angustia de ela estar chateada comigo e ciúmes em pensar que ela poderia querer ficar com Steve, mesmo ela tendo dito que não ficaria. Ela começou a andar em direção a água. – Volta aqui! – disse em voz alta e ela não olhou para trás. Ai, droga!, pensei e me levantei indo atrás dela. – Mel! – a chamei em voz alta correndo e a alcancei antes dela chegar a água. – Não fica chateada comigo, por favor! Eu só fiz isso porque eu sei quem é o Steve! Eu não queria ver minha melhor amiga ser magoada por um dos meus amigos! – disse e ela virou o rosto. – Mel, por favor, me desculpa, me perdoa.
- Phillip, eu não estou chateada por não ter ficado com Steve ou ele não ter tentado nada comigo, como eu disse não ficaria com ele, mas porque você decidiu isso por mim! A escolha era minha!
- Entendi – baixei a cabeça. – Me desculpa.
- Tá... tudo bem – ela disse suspirando e eu a olhei. – Só não faça mais isso, não decida nada por mim!
- Ok... desculpa mesmo. Eu só não queria que você se machucasse com ele, conheço bem o Steve!
- Tá, tudo bem, esquece isso, deixa pra lá – ela se virou voltando a andar para a água e eu a acompanhei.
- Não queria que seu primeiro beijo fosse com Steve – disse naturalmente e ela parou se virando para mim novamente.
- Como assim? – ela perguntou franzindo o cenho. – Acha que eu ainda não dei meu primeiro beijo? – ela riu.
- Não sei... achava que sim, mas agora penso que não.
- Oh meu Deus, sério mesmo Phillip?! Eu tenho dezessete anos!
- E daí? – perguntei e ela riu se virando novamente e andando para a água. – Quem foi seu primeiro beijo? – perguntei e ela riu.
- Eu não vou te falar!
- Por que não? Você sabe com quem foi o meu!
- Oh meu Deus – ela riu e parou se virando para mim. – Danielle Connor! – ela disse e riu alto. – Com treze anos! Seus amigos sabem disso?
- Não e não conta para eles! – eu respondi e rimos.
- Tá, mas ela não conta! Nem foi beijo de verdade!
- Claro que foi! Eu só não sabia o que fazer! – eu disse rindo.
- Não, não – ela riu. – Seu primeiro beijo de verdade, eu nem sei quem foi! O beijo que você deu da maneira certa! – ela disse sorrindo me olhando e eu suspirei.
- Brooke Johnson, com catorze anos!
- Brooke... Brooke... – ela disse tentando se lembrar de quem era.
- Líder de torcida?! – eu disse fazendo-a se lembrar.
- Ah, claro! Tinha que ser uma líder de torcida! – ela disse soando obvio.
- O que quer dizer?
- Que vocês atletas só ficam com as lideres de torcida!
- Isso não é verdade!
- Quem você namorou ano passado mesmo? - ela perguntou semicerrando os olhos e querendo rir.
- Eu só namorei com Cindy para afrontar minha mãe! – eu disse e ela abriu a boca surpresa e começou a rir.
- Mentira! – ela disse rindo e me empurrou de leve pelo ombro.
- Verdade! – eu ri. – Eu teria namorado com qualquer uma para afrontar minha mãe – eu disse rindo e ela riu mais. – Mas nenhuma além da Cindy teria aguentado Dona Sylvia!
- Pensei que você gostasse da Cindy, quando namoraram claro.
- Eu passei a gostar dela com o tempo, mas depois ela se tornou insuportável e terminei, como você bem sabe! Mas não muda de assunto... Agora me diz quem foi o seu!
- Não – ela sorriu e se virou.
- Ah Mel, qual é, eu já te disse com quem foi o meu – disse andando ao lado dela e chegamos na água. – Me diz!
- Não – ela riu.
- Se seu primeiro beijo foi com o pôster do Nick Carter, não conta! – disse sério querendo rir e ela riu alto jogando a cabeça para trás e não segurei o sorriso. – Você já beijou aquele pôster né? – perguntei rindo e ela não parava de rir. – Ficou beijando o pôster e dizendo: Ai Nick, como você é lindo! – disse gesticulando e beijando o ar, mexendo a boca e ela olhou para mim rindo alto e se curvando.
- Deixa de ser idiota Phillip! – ela disse rindo e me empurrou. Eu ri indo para o lado.
- Me diz quem foi seu primeiro beijo senão vou contar para todo mundo que você beija o pôster dele! – ameacei rindo e ela abriu a boca.
- Você não faria isso!
- Ah eu faria sim! – assenti rindo. – Ah Mel, me fala vai!
- Ai, está bem... Foi com o Leo Clark, com quinze anos!
- Leo Clark?! – perguntei surpreso. Ele era do time de basquete e era do mesmo tipo de cara que o Steve era. – Do time de basquete?
- É, qual é a surpresa? – ela perguntou parando e se virando para mim cruzando os braços.
- Ele é tipo o Steve, só que do time de basquete! – eu disse pasmo.
- É, eu sei – ela deu de ombros. – Mas ele foi muito legal comigo! E a gente só saiu uma vez! Eu não saí magoada por ter ficado com ele – ela descruzou os braços e se aproximou mais de mim. – Você só pediu ao Steve para não dar em cima de mim, ou para todos os seus amigos?
- Só para o Steve – respondi e fiz uma pausa com ela acenando. – Se bem que... Por pedir isso a ele e ele aceitar por ser você e ele ser meu amigo, eu acho que os outros também fizeram o mesmo! – contraí o rosto e ela semicerrou os olhos.
- Sorte a sua que eu nunca me interessei por nenhum dos seus amigos! – ela disse e surpreendentemente eu fiquei feliz em ouvir isso, mas contive o sorriso.
- Por eles serem meus amigos e nós estávamos afastados? – perguntei e ela se inclinou para mim sorrindo.
- É... Por isso também! – ela disse com o rosto próximo ao meu e se afastou se virando ainda me olhando e sorrindo voltando a andar entrando mais no mar. Eu fiquei parado olhando para ela andar, sem entender o que ela quis dizer com isso e ela virou o rosto rindo. Por um momento pensei que ela estava flertando comigo. Será que...?! – Não... – disse para mim mesmo vendo-a entrar mais na água e mergulhar. – Ela disse que eu era o melhor amigo dela... Mas... Ela também é minha melhor amiga... – eu olhei ela emergir e ela se virou para mim. – O que você quis dizer com isso? Por o quê mais? – gritei para ela e ela riu.
- Você vai ter que descobrir Phillip! – ela gritou rindo. Eu só podia estar imaginando coisas e me confundindo. Ela não estava flertando comigo, ela estava apenas implicando comigo, coisa que a gente fazia muito um com o outro. Eu entrei mais no mar indo até ela.
- Como? Você vai me dizer? – perguntei me aproximando e ela balançou a cabeça para os lados, sorrindo. – Ah, vai me dizer sim! – disse sorrindo de canto e mergulhei com Melanie gritando e rindo. Cheguei até ela e a abracei pelas pernas e a ergui com ela se apoiando em meus ombros gritando e rindo alto. – Me diz ou eu te derrubo na água!
- Pode me derrubar – ela disse rindo e eu a derrubei com ela rindo e mergulhando. Ela emergiu, riu e se jogou para cima de mim, me empurrando e caímos na água. Ela se levantou e começou a correr rindo, empurrando a água com os joelhos, para chegar a areia. – Eu não vou te dizer nunca Phillip, você vai ter que descobrir! – ela disse em voz alta olhando para frente e eu me levantei sorrindo mordendo o lábio inferior. Eu não sabia se ela estava flertando comigo, ou se era brincadeira de melhores amigos. Se fosse outra garota, eu saberia que era flerte, mas sendo a Melanie, eu estava em dúvida.

Passamos horas na praia, nos divertindo com nossos amigos, conversando e rindo, até que deu três horas da tarde e eu resolvi ir embora. Peguei a minha blusa, me levantei e a vesti.
- Galera, eu já vou! – avisei a todos e lamentaram.
- Fica mais! – disse Tyler.  A gente já vai também... daqui a pouco, né Steve? – perguntou, já que todos eles, com exceção das garotas iam com ele. Steve assentiu me olhando.
- Não, eu já vou indo mesmo – disse e olhei para Mel. – Mel, pega as minhas coisas na sua bolsa – pedi. Eu tinha colocado meu celular, minha carteira e as chaves do carro na bolsa de praia dela.
- Quer saber... Eu acho que eu também já vou, vou aproveitar e ir com você, pode me dar uma carona? – ela perguntou e eu gelei. Eu e Mel sozinhos no meu carro?
- Claro! – sorri com os lábios, sem jeito e ela se levantou.
- Ah Mel, sério, você também? – reclamou Stephanie.
- É, está ficando tarde, já me queimei demais e vou aproveitar que Phillip mora perto da minha casa e pegar a carona com ele. Fica melhor para a Jennifer – ela se levantou pegando a bolsa dela, a toalha e os chinelos.
- Então tá! – Stephanie deu de ombros e sorriu.
- Vamos? – ela perguntou para mim e eu assenti. – Tchau galera! – ela acenou e todos acenaram de volta. Eu também me despedi do pessoal e nós dois fomos nos afastando deles andando calados saindo da praia. Chegamos ao meu carro, destravei as portas e entramos. Era a primeira vez que Melanie entrava no meu carro e eu gostei da sensação de ter ela ali dentro comigo. Dei a partida com ela colocando o cinto e saímos.

Durante todo o caminho até a casa dela, nós fomos calados, ouvindo a rádio que tocava umas músicas conhecidas, mas nenhum de nós dois estávamos cantando junto, então quis colocar uma música que eu sabia que nós dois gostaríamos de ouvir e peguei o meu CD Nevermind do Nirvana, coloquei no aparelho de som do carro e Smells Like Teen Spirit começou a tocar. Nos olhamos sorrindo e começamos a balançar a cabeça, quando a música começou a tocar, nós dois cantamos juntos, acompanhando a música empolgados. Levamos vinte minutos da praia até a casa dela, ouvindo e cantando todas as músicas, e eu tinha certeza que Melanie era perfeita para mim. Todas as garotas que já tinham entrado no meu carro, nenhuma gostavam de Nirvana, eu sabia que com ela, daríamos certo demais, nos conhecíamos como nenhuma outra pessoa e gostávamos das mesmas coisas, era perfeito demais. Eu parei o carro de frente para o portão da casa dela, parando ao lado do intercomunicador.
- Não precisa me deixar dentro de casa Phillip! Eu salto aqui mesmo – ela disse tirando o cinto enquanto eu baixava o vidro do carro e abaixei o volume do som.
- Não, eu faço questão de te deixar dentro!
- Tudo bem – ela sorriu e eu apertei o botão do intercomunicador. – Eu acho que não tem ninguém em casa, vou ter que digitar o código do portão – ela disse se virando para mim e ficou de joelhos no banco, inclinou o corpo para frente se apoiando na minha porta e ficou entre mim e o volante, esticou um braço e digitou o código no teclado do intercomunicador, mas eu só conseguia olhar para seu corpo na minha frente, olhei para o rosto dela e eu estava com uma vontade louca de beijá-la. O portão fez um barulho e começou a abrir pelo meio e para dentro, me fazendo parar de olhar para ela. Ela recuou sentando-se novamente no banco e eu acelerei entrando no pátio da casa dela. O irmão dela, Dylan, estava indo para a porta da frente da casa e parou, olhando para trás, eu parei o carro e ele se aproximou da gente. Ele tem 1,90 de altura, cabelos curtos castanhos claros, parecidos com o da Mel, lábios levemente carnudos e olhos esverdeados, assim como os dela. Todo mundo via logo a semelhança entre os dois, se não fosse pela altura, eles dois poderiam ser facilmente gêmeos de tanto que eram parecidos.
- Phillip! – ele disse surpreso e sorriu se aproximando da minha porta, enquanto Mel saltava do carro.
- Oi Dylan!
- Que milagre você aqui! – ele esticou a mão e eu o cumprimentei.
- É, vim trazer a Mel, estávamos na praia!
- Ah sei! – ele disse e olhou para ela dando a volta no carro. – Oi maninha! – ele disse para ela. Mel se aproximou dele e o abraçou dando um beijo no rosto.
- Está chegando agora? – ela perguntou a ele e ele assentiu.
- Bom, Melanie já está entregue, eu já vou indo – eu disse
- Fica um pouco – disse Dylan.
- Melhor não, eu não sei se meus pais já chegaram em casa...
- Não chegaram não – ele disse. – Falei com meu pai e eles estão na festa ainda. Não tem ninguém na sua casa. Vamos jogar basquete um pouco! – ele disse animado. – Tem tempo que a gente não joga. Aposto que enferrujou! – ele disse rindo e eu ri.
- Não enferrujei nada! Que tal outro dia? Estou um pouco cansado da praia.
- Ah Phillip, não vai agora não, fica um pouco com a gente, como nos velhos tempos! – Melanie pediu sorrindo e eu não conseguia resistir aquele sorriso e suspirei derrotado.
- Tá, está bem! Vocês venceram!
- Eba! – ela comemorou e eu desliguei o carro. – Vou fechar o portão – ela se virou e correu para o portão para fechar e eu saltei do carro rindo.

Eu e Dylan entramos na casa e ele foi direto para a cozinha, tinha almoço pronto para eles, deixado pela cozinheira deles, a Matilde, ela trabalhava na casa eles desde que nós éramos crianças. Ela era um amor de pessoa.
- Cadê a Matilde? – perguntei a Dylan que mexia nas panelas em cima do fogão.
- Meus pais deram folga a ela hoje, já que todo mundo saiu.
- Saudades dela – disse naturalmente sentando-me em uma cadeira da mesa pequena e redonda da cozinha.
- Ela também sente sua falta. Sempre pergunta por você – ele disse e eu sorri. Eu sentia falta de estar naquela casa, eu cresci ali e na minha. Ouvimos Melanie nos chamando pela casa.
- Na cozinha! – gritou Dylan e segundos depois ela apareceu.
Ela sentou-se em outra cadeira enquanto Dylan esquentava a comida e logo depois estávamos nós três almoçando juntos, conversando e rindo, como fazíamos antes e eu estava adorando nós três reunidos novamente. Depois do almoço, descansamos um pouco no jardim e depois eu e Dylan jogamos um pouco de basquete enquanto Melanie nos assistia jogar, fazia comentários das jogadas e vibrava com o jogo. Quando eu e Dylan paramos de jogar e nos sentamos no chão da meia quadra, Melanie ficou dando lances livres, jogando a bola no aro e todas entravam. Eu fiquei a observando enquanto conversava com Dylan e ele dizia que ela jogava muito bem, tinha até ganhado uma partida contra ele e eu fiquei surpreso. Era mais um ponto positivo de ficar com ela. Eu poderia jogar basquete com ela quando Dylan não estivesse ali para jogar comigo. Quando o sol se pôs e os pais deles chegaram eu achei melhor ir embora, era sinal de que meus pais também tinham chegado em casa. Eu me despedi deles, cumprimentei os pais deles na saída e fui embora. Da casa dela para a minha, levava apenas cinco minutos e no caminho eu tomei a minha decisão. Eu queria ela para mim! Não estava nem aí se minha mãe ia soltar fogos com isso! Eu queria ficar com ela, queria ela do meu lado e beijá-la, mais do que isso, eu queria namorar com ela. Queria ela no meu carro comigo, todas as vezes que saíssemos. Ela seria a única garota a entrar no meu carro. Melanie como minha mãe sempre me disse, era perfeita para mim! O único problema era: Como eu ia conquistar Melanie?


Notas Finais




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