História Shades of Cool - Capítulo 2


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Categorias Criminal Minds
Personagens Aaron Hotchner, Ashley Seaver, David "Dave" Rossi, Derek Morgan, Dr. Spencer Reid, Elle Greenaway, Emily Prentiss, Erin Strauss, Jennifer "JJ" Jareau, Penelope Garcia, Personagens Originais
Tags Darin, Doyniss, Hotchniss, Jeid, Lurcia, Moaway, Morvannah, Spever, Willifer
Visualizações 93
Palavras 2.534
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Fiquei contente com o resultado positivo que está fanfic teve, fiquei muito feliz.
Este capítulo haverá o encontro esperado, mas não como imaginam.
Muita tensão esta por vir.
Boa Leitura :D

Capítulo 2 - Comparações


Fanfic / Fanfiction Shades of Cool - Capítulo 2 - Comparações

 

Emily não conseguiu evitar que as lágrimas surgissem em meio ao voou. Sua última conversa com Ian não havia sido agradável, e odiava ter qualquer tipo de discussão com Doyle, a deixava vulnerável, mas não significava que daria o braço a torcer. Compreendia o medo dele, mas não poderia fingir que tudo estava bem, sua irmã estava em coma e por mais que não desejasse necessitava retornar.

Raras as coisas que haviam mudado no gabinete de Elizabeth Prentiss. Enquanto o barulho de seus saltos ecoavam pelos corredores, o cheiro trazia recordações de quando criança, quando aquele lugar ainda pertencia a seu pai. Costumava a brincar de esconde-esconde com Emma por ali, brincavam junto a uma menina, filha de uma amiga de seus pais. 

Emily tinha boas memórias. Não poderia reclamar de sua infância, havia sido a melhor parte de sua vida, na escola ela e Emma adquiriram o costume de irem idênticas não apenas para todos as confundirem, mas também como meio de sobrevivência. Viviam trocando de lugares para fazer atividades a quais a outra sempre tinha mais facilidade. Emma por exemplo vivia trocando para que Emily fizesse aulas de educação física em seu lugar, tinha pânico total da aula. Emma tinha certas dificuldades respiratórias, em uma das aulas agravou-se quando professor pediu exercícios de resistências a qual minutos para pausa não se era possível, sua asma havia atacado e um dos alunos escondido sua bombinha, entrou em estado de choque, sendo então mandada para o hospital.

Ambas eram o opostos, Emily sabia lidar com a pressão, entretanto quando Emma fazia algo errado ela entrava na frente dizendo ser ela, pois para a mãe, Emma era à imagem de filha que desejava, não podia deixar isto acabar.  Emily sempre bateu de frente demonstrando suas opiniões, fazendo aquilo que para ela considerava certo, Emma era diferente, era tímida, tinha medo de expor seus pensamentos, era submissa e nunca dizia não, sempre fazendo o que a mãe mandava.

-Senhorita Emma?-A secretária estava em choque. Emily havia parado e apenas a encarava seriamente, sua vontade no momento era revirar os olhos, mas conteve-se :-Mas como...

As roupas não eram nada iguais a que Emma costumava usar, mas à fisionomia totalmente idêntica o que fez confundi-lá. Emily permanecia em silêncio, sabia que a secretária não iria parar tão cedo. 

Ouviu um barulho de porta se fechando e passos aproximando-se. Emily arrepiou-se com a possibilidade de ser sua mãe a estar de aproximando, não considerava-se pronta para o encontro com ela, não ainda. 

-Emily?-Seu olhar foi em direção a mulher loira. Trajava um terninho de saia da cor cinza, os olhos claros e os cabelos loiros um pouco bagunçados transmitindo um pequeno charme. Apesar da idade, muito bela. A morena lembrava-se perfeitamente dela, Erin Strauss. Amiga de seus pais, era com a filha dela com quem brigava pelo gabinete.

-Strauss.-Seus olhos fixos sobre a senhora que aos poucos se aproximou e a comprimento com um abraço, a qual Emily retribuiu:-Estava lá dentro, provavelmente com minha mãe, ela esta sozinha no momento?-Perguntou ao se separar,com suas mãos segurando as de Strauss. 

Erin Strauss era uma das mulheres a quem Emily admirava. Strauss foi casada com um homem controlador e assim como seus pais também envolvia-se com política, quando os resultados da eleição havia saído e ele não havia sido o eleito, passou a noite toda no bar. Ao chegar pela madrugada ele quase abusou da própria filha quando ela tinha apenas 5 anos de idade, Strauss o acertou na cabeça deixando-o inconsciente chamando a polícia logo em seguida. Divorciou-se e criou a filha sozinha. Casou-se alguns anos depois com um homem com quem  encontrava-se junta até os dias atuais. As poucas notícias que sabia era as que Emma lhe contava, ou pelos jornais. 

-Ela está ocupada querida. -Fez uma pausa. Os anos poderiam ter passado, mas Strauss saberia perfeitamente distinguir Emma e Emily em um piscar de olhos. Com o tempo de convivência, havia aprendido como distinguir cada uma. Emma continha o rosto mais sereno, expressões delicadas, fáceis de se ler, Emily era diferente, não sabia explicar como, seu olhar, expressões, Emily sempre soube surpreender. Havia também a diferença que muitos não percebiam direito, Emma tinha os cabelos um pouco mais ondulados e claros ao contrário de Emily que sempre teve os cabelos escuros e mais lisos. Era esses pequenos detalhes que faziam a diferença :-No momento ela encontra-se em uma reunião, e creio que irá demorar mais um tempo, mas  gostaria de me fazer companhia em minha sala enquanto aguarda?

-Adoraria.-Passar o tempo conversando com Erin aliviaria sua mente no momento, evitaria ficar pensando  que logo iria rever a mãe.  

-Aida, assim que Aaron sair da sala de Elizabeth avise-me no mesmo instante.-Strauss comunicou a secretária que permanecia em choque olhando para Emily :-Não comente nada com ninguém, fui clara? 

-Sim senhora.-Aida, a secretária abaixou a cabeça sentando-se e logo retornando a seus afazeres. 

O caminho para a sala de Erin foi analisado por Emily, que assim como no hall de entrada pequenos detalhes haviam sido mudado, o mesmo poderia se dizer da sala da loira. Sobre a mesa havia um porta retrato, Erin junto a um homem em pé, homem a qual sabia perfeitamente de quem se tratava, seu padrinho David Rossi. Sentadas sobre o gramado um homem de cabelos negros ao meio enquanto ao seus lados duas mulheres loiras de olhos claros beijando sua bochecha. 

-Não sabia que havia tido mais filhos.-Comentou enquanto seu olhar permanecia sobre o porta-retrato. 

-Mãe não é aquela que da a luz e sim quem cria.-Emily compreendeu de imediato o que Erin queria lhe dizer :-Dave e eu estávamos enrolando para nos casarmos, foi quando Ashley chegou em nossas vidas 3 anos após você ter partido. Resolvemos adotar Ashley e então nos casamos, ela se tornou o centro das atenções tanto de Jennifer quanto de Aaron. 

-Ele seria Aaron?-Apontou para o homem no meio de Jennifer e Ashley. 

-A mãe de Aaron havia morrido com um tumor no pulmão, o pai começou a beber e logo depois veio a falecer mas pediu para que Dave cuidasse do filho. -O olhar de Erin se encontrou com o de Emily :-Os tratamos iguais, Jennifer apesar de ser minha filha de sangue desde que Aaron e Ashley apareceu não teve nenhum tratamento especial. Todos são meus filhos.

-Erin, como aconteceu?-Emily queria resposta, procurou por notícias na internet mas não havia nada sobre acidente, tão pouco notícias sobre Emma. Ao pesquisar o nome Prentiss a única imagem de destaque nas notícias que não fosse sobre política remetia-se a Elizabeth, no que se tratava da vida particular não havia praticamente nada, em nenhuma delas o nome de Emma era citado. 

-Os peritos estão fazendo todos os testes possíveis para dar uma resposta concreta, mas parece que Emma estava em alta velocidade. O que acho estranho já que se trata da Emma, eram poucas às vezes que dirigia estava sempre com o motorista e quando estava ao volante uma tartaruga andava mais rápido do que ela pilotava. -Erin arrumou sua postura sobre a cadeira :-Bom, ela estava em alta velocidade perdeu o controle e pelo que parece os freios estavam com problemas e acabou batendo contra uma árvore. Emma bateu duas vezes a cabeça no volante, os estilhaços de vidro cortaram levemente seu rosto e braços. 

-Tudo isto não faz o estilo de Emma, Erin. Algo está errado. -Emily estava intrigada, tudo o que Erin havia lhe dito não era algo a qual Emma faria.

-Nos falta apenas esperar pelos peritos.-Strauss respirou fundo, mas concordava com Emily de que havia algo errado. 

-E como está Dave?-Sua voz saiu um pouco baixa, os meses que passou com sua mãe logo após a morte de seu pai, David seu padrinho havia sido seu grande apoio.  Sentia-se mal por ter partido e nunca nem ao menos ter lhe dado notícia alguma. 

-Ele ficou mal quando você foi embora, mas não significa que não sabia de seus passos. Dave tem olhos e ouvidos em lugares inimagináveis, ele havia conseguido informações sua apenas quando saiu do país, mas nunca tocou no assunto com sua mãe. 

-Ele sabia de todos os meus passos?-Emily arqueou as sobrancelhas. Dave sempre conseguia surpreende-la, ele se parecia muito com seu falecido pai foi com Rossi que havia aprendido os grandes segredos de um de seus hobbies favoritos, gastronomia. 

-Itália, França, Grécia, Dinamarca, Rússia, Holanda, Islândia, Inglaterra.-Erin citou alguns dos lugares a qual Emily fixou-se durante um certo tempo deixando-a um pouco surpresa e curiosa para saber o que mais o casal sabia. 

Não houve tempo para que Emily fizesse mais alguma pergunta, o telefone de Erin começou a tocar sendo atendido e colocado no viva voz logo em seguida. 

-Fale, Aida.-Foram as palavras de Erin ao atender o telefone. 

-Senhor Aaron já está saindo da sala da senhora Elizabeth.-Informou a subordinada. 

-Obrigada.-Ao término do agradecimento, Erin finalizou a ligação olhando para Emily que novamente estava tensa :-A conversa será longa. Quer que eu lhe acompanhe? 

-Não será necessário.-Emily sorrio para a mais velha levantando-se ao mesmo tempo que ela. Strauss acompanhou a mais nova até a porta abrindo-a para ela :-Fico muito contente em vê-lá novamente. 

-Lhe digo o mesmo. Você tem onde ficar? 

-Estou hospedada em um hotel. 

-Gostaria de ficar em casa? Iriamos adorar sua companhia.

-Agradeço mas não, porém aceitaria um jantar. Estou morrendo de saudades do carbonara do Dave. -Emily sorrio para Erin que retribuiu. 

-Te esperamos sexta-feira às 21:00. Acho que se recorda do endereço. 

-Não haveria nem como me esquecer.-E assim se despediram com um abraço. Erin observou Emily sumir pelos corredores antes de fechar a porta de sua sala e retornar a sua mesa, pegou o telefone discando o número logo em seguida, seu marido precisava saber da novidade. 

Emily retornou para onde encontrava-se a secretária que ainda à encarava como se ela fosse de outro mundo. 

-Poderia me dar seu nome para ser anunciada?-A voz da secretária que atendia pelo nome Aida, era quase inaudível.  

-Acho que não será necessário.-Emily apontou para a porta sendo aberta. Da pouca distância que se tinha, Emily reconheceu a mãe, a postura, o estilo, nada havia mudado. Ao seu lado havia um homem jovem, trajando um terno cinza junto a uma gravata preta, assim como a mãe permanecia com uma expressão séria, reconheceu os traços, era o mesmo homem que estava na foto localizada na sala de Erin. 

-Iremos rever mais atentamente. -Elizabeth dizia e no momento que olhou para frente congelou, a filha que não via a 10 anos estava a sua frente.

Elizabeth nunca demonstrou com total precisão o afeto que continha a filhas, mas a seu modo as amava e calada sofreu com a partida de Emily. Todavia sabia que Emily de certo modo havia puxado para ela, o modo independente, defender a todo custo seus ideais, e talvez fosse por isso, por Emily ter herdado metade do seu gênio que não se davam bem. 

-Elizabeth, você está bem?-O homem perguntou logo que ela ficou estática, seu olhar foi na direção que ela olhava. Assustou-se, se ela não estivesse em sua frente, se não estivesse vendo com seus próprios olhos poderia jurar que era mentira :-Não pode ser,Emma?.-Ele deu um passo para frente pasmo :-Você é idêntica à Emma. -Ele tentava absorver o choque do que estava acontecendo. 

-Somos parecidas, mas não sou Emma.-Havia sido rude em sua resposta :-Não mudou nada mamãe.-Seu olhar foi para Elizabeth que permanecia na mesma posição. 

-Apenas envelheci.-Foram suas primeiras palavras direcionadas a Emily :-O deseja Emily? 

-Precisamos conversar. 

-Sabe o caminho para minha sala.-Nenhuma palavra precisou ser dita para que Emily entendesse o que Elizabeth lhe disse. Deixando todos para trás caminhou em direção a sala da mãe sentindo o olhar dos outros sobre suas costas. 

-Acho que precisamos conversar.-Apesar de manter seu olhar fixo sobre Emily, as palavras de Aaron havia sido direcionada à Elizabeth que respirou fundo. 

-Depois marcamos, até logo Aaron.-E então simplesmente saiu retornando para sua sala. Fechou a porta atrás de si e manteve seu olhar sobre a filha que olhava o movimento das ruas de Boston pela janela, o mesmo costume que ela tinha de quando era criança :-Certos hábitos não mudam.-Comentou caminhando pela sala sentando-se sobre sua cadeira :-O que veio fazer aqui Emily?

-Emma estar em coma já é um motivo.-Respondeu permanecendo com o olhar no movimento na rua. 

-Você nunca se preocupou.

-Quem a senhora é para dizer que nunca me preocupei? A senhora não sabe de nada.-Nervosa. Emily já estava se alterando e com as proporções que as coisas estavam acontecendo sabia exatamente qual seria o final de tudo, acabaria em mais uma discussão. Sempre foi assim e não iria ser agora depois de 10 anos que as coisas mudariam.

-Uma pessoa que some durante 10 anos apenas com cartas e ligações às escondidas, acha mesmo que é se importar?-Elizabeth aumentou o tom de voz. Elizabeth nunca quis que Emily partisse, ela era seu braço direito e desejava que seguisse seus passos. No fundo sempre soube que a filha estava bem, mas não significava que não ansiasse ao menos por uma ligação, pois apesar de tudo mesmo não querendo, admirava o espírito independente que ela tinha :-Não me olhe assim, acha mesmo que sou tão tonta a ponto de não perceber? Além de que Emma toda a vez que você ligava ou mandava uma carta passava o dia todo falando de você.

-Não vim aqui para discutir sobre coisas que aconteceram á 10 anos, onde Emma está ? 

O dia havia se tornando completamente tenso, não somente na sala de Elizabeth Prentiss mas também na de Erin Strauss Rossi. Seu filho a encarava seriamente, não sairia dali até obter a resposta que desejava. 

-Porque não me contou que Elizabeth tinha outra filha, por sinal irmã gêmea de Emma? -Aaron refez a pergunta que havia feito a alguns minutos.

-Quando Emily foi embora, Elizabeth evitava ao máximo tocar no nome dela. Antes de David se fixar por aqui, enquanto ainda arrumava os papéis, foi na época que você permanecia no treinamento, assim que se mudaram Emily já havia ido embora. 

-Por quais razões ela foi embora? Não me surpreende Elizabeth ter problemas com algumas pessoas, porém nada que não de para contornar. 

-A morte do pai a afetou, Emily sempre foi independente, uma verdadeira cópia de Elizabeth só que com algumas mudanças. Elizabeth a seu modo sofreu quando ela foi embora. -Erin contou as pequenas partes do que sabia que havia acontecido, ninguém ao certo sabia o que levou Emily a deixar tudo de uma hora para outra, mas sabiam que não era apenas sobre a morte do pai :-Mudando de assunto, o que farão a respeito do acordo com prazo até semana que vem?

-Não fazemos a mínima ideia.-Aaron respirou fundo, nenhuma das soluções que haviam pensado estava dando certo. O acordo foi feito de tal modo que ambos se beneficiassem ou igualitariamente, e os custos para o acordo não cumprido no prazo correto traria problemas para ambos os lados :-Ou ambos saem ganhando ou perdendo, é 8 ou 80 e não existe 40. Estamos ficando sem alternativas e a tendência é apenas piorar.


Notas Finais


Posso dizer que o próximo capítulo promete altas tensões entre Elizabeth, Emily e Aaron, e só tende a piorar ;-)
Espero que tenham gostado.
Até o próximo.
Bye..


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