História Shades Of Cool - Capítulo 52


Escrita por: ~

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Categorias 50 Tons de Cinza, Teen Wolf
Personagens Derek Hale, Mieczyslaw “Stiles” Stilinski
Tags 50 Tons, Amor, Dominação, Drama, Dylan O'brien, Gay, Lana Del Rey, Lemon, Masoquismo, Romance, Sadomasoquismo, Sterek, Tyler Hoechlin, Yaoi
Visualizações 280
Palavras 1.787
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Respirem fundo antes de ler...
Aproveitem o penúltimo capítulo de Shades Of Cool.
Boa leitura ^^

Capítulo 52 - Honeymoon


Fanfic / Fanfiction Shades Of Cool - Capítulo 52 - Honeymoon

Acho que nunca me senti tão leve e aliviado em toda minha vida. Algumas lágrimas deslizaram pelo meu rosto antes de eu ver, saindo entre os carros, o carro de Tyler.

Soube que era ele por causa da placa. Como eu poderia imaginar? Logo o carro idêntico ao de Tyler capota?

Ainda incrédulo por alguns segundos se suspiros, um celular toca. Finn atende.

- Uma proposta? – pergunta olhando para mim pelo retrovisor. – O que eu ganho com isso, Tyler?

Essa é minha confirmação de que ele está bem e ainda corre para me salvar.

- Acha que sou estúpido? – ele continua. Seu olhar de raiva se ameniza aos poucos. – Você se perdeu, Tyler Hale. Como foi capaz de deixar isso acontecer?

Queria ouvir o que Ty diz, mas não me atrevo a chegar perto. Mesmo depois de tudo, ainda estamos em alta velocidade em uma longa estrada e não sei se Finn está armado.

- Você promete? Sim, eu sei que você nunca quebrou uma promessa. Devo confiar no meu antigo submisso? – ele me encara novamente com um sorrisinho. Ouvir esse verme chamando meu Tyler assim me deixa com um nojo que não consigo descrever. – Sem polícia, sem ninguém além de nós, está me entendendo?

Que porra Tyler está fazendo?

- Bom garoto. E lembre-se, nenhuma surpresa.

Olho para trás e o carro de Tyler desacelera, virando no primeiro retorno e voltando.

- O que? – deixo escapar. – O que você fez? – vocifero para Finn.

- Eu nada, ele sim.

 

Tyler

Tive que respirar fundo tantas vezes que perdi a conta. Faltou-me o ar quando vi o carro capotando, mas nada se compara com a dor em meu coração em saber que meu Dylan corre perigo. Aquele monstro está com ele, pode machuca-lo. Se ele tocar um dedo no meu amor, o matarei com minhas próprias mãos.

Deixo-me aliviar ao menos um pouco quando ele aceita a proposta. Eu farei de tudo para salvar meu Dylan.

 

Consigo evacuar a casa dando qualquer desculpa para meus pais e meus irmãos. Conseguirei ficar a sós na mansão, não quero que ninguém intervenha em meu plano.

Bato algumas vezes no volante deixando uma ou duas lágrimas escorrerem pelo rosto. Eu nunca me perdoaria se algo acontecesse a aquele garoto. Eu o trouxe para esse mundo, meu mundo. Se não fosse por mim ou pelos meus desejos sexuais perversos, ele não estaria em perigo nesse momento. Na verdade, se eu não tivesse me apaixonado, se eu não o tivesse deixado me tocar emocionalmente, ele estaria em segurança agora. Eu o trouxe para toda a merda que é minha vida e eu farei de tudo para deixar ela no passado. Arriscarei tudo que eu puder para vê-lo feliz.

Respiro fundo e aperto o volante em minhas mãos, piso no acelerador e deixo meus nervos de lado enquanto dirijo rápido de volta a casa e ligo para Troy. Precisarei dele.

 

Dylan

Finn parou em um estacionamento vazio. Ele me encara pelo retrovisor com um olhar maléfico.

- O que vai fazer agora? – pergunto irônico. – Vai me matar?

- Meu caro, o jogo mudou. – ele agora se vira para mim, puxando a corda que amarra meus pulsos e fazendo nossos rostos ficarem próximos um do outro. – Mas não significa que eu não possa me divertir um pouco. Sou o maníaco aqui, não sou? – ele tira uma arma do bolso interno da jaqueta. – Pois então irei agir como tal.

Ele a aponta para a minha cabeça e sinto o cano gélido e metálico em minha testa. Finn sorri.

- Diga que não o ama. – arqueio uma sobrancelha.

- O que?

- Diga que não o ama e admita que ele nunca te amou. – seu olhar sério me causa calafrios.

- Não posso fazer isso.

- E por que não?

- Por que eu estaria mentindo. – sorrio na mesma intensidade enquanto o seu sorriso desaparece. – Tyler me ama, ME ama. – aponto para mim mesmo. – E eu amo aquele homem mais do que tudo. Não vai ser um verme que nem você que vai nos separar.

- Resposta errada.

Ele destrava a arma e coloca o dedo no gatilho. Meu coração dispara, mas eu me recuso a mostrar qualquer sinal de nervosismo ou medo. Não lhe darei esse gostinho.

- Atira. – mando sem nenhum rastro de voz trêmula. – Atira, eu tenho certeza que Tyler te caçará até no inferno.

- Que venha! – ele para de apontar a arma para minha cabeça, mas a encosta em meu peito, mais precisamente meu coração. – Assim eu posso doma-lo mais uma vez.

- É de sentir pena! – devolvo na mesma moeda. – Você precisa de ajuda. Desperdiçou sua vida correndo atrás de algo que nunca foi seu de fato. – ergo minha aliança. – Está vendo isso aqui? Esse é o símbolo que representa que ele é meu. Eu sou dele. Você é só um inseto em seu passado.

- Seu desgraçado.

Ele me dá um soco na boca, deixando minha visão turva por conta da dor. Respiro fundo enquanto me sento novamente, com dificuldade por causa das mãos amarradas. Um filete de sangue escorre pelos meus lábios, mas eu mantenho meu sarcasmo.

- Tyler está nos esperando.

Digo e Montgomery me encara por alguns segundos antes de dar a partida e voltar para as estradas e avenidas.

Eu escondi muito bem, mas por dentro eu acho que nunca chorei tanto. O que Tyler está fazendo? E se ele também tiver correndo perigo? Eu nunca me perdoaria se algo lhe acontecesse por minha causa!

Por que o mundo insiste em nos separar?

 

 

 

Avisto a mansão a alguns metros. Não há mais carros, na verdade nenhum. Damos a volta na fonte e Finn sai do carro, abrindo minha porta e me puxando com força, quase caio no chão, porém mantenho o equilíbrio. Vejo que em sua mão há um canivete.

- Santa tentação.

Ele mira em minha direção e quando penso que vai me acertar, a corda que me amarrava cai de meus pulsos.

- Não é por que estou te fazendo de refém que não podemos nos portar como cavalheiros. – ele fica por trás de mim e encosta a arma em minhas costelas, empurrando-me para andar. – Vamos lá, Dylan. Postura.

Fico reto e ando conforme ele me empurra com o cano gélido. Entramos na casa, que está deserta, nem ao menos um único empregado. Nós subimos as escadas, indo em direção a varanda principal do segundo andar.

Vejo Tyler esperando no frio da noite. Tenho que segurar meu choro ao ver sua expressão de tristeza. Sei oque ele está sentindo pelo simples fato de que se fosse ele no meu lugar, eu não estaria nada bem.

- Tyler. – diz Finn atrás de mim. Nós paramos a alguns metros dele.

- Montgomery.

- Pronto para cumprir sua parte? – pergunta agora com a arma em minha cabeça.

- Sim.

- O que? – pergunto, mas ele não diz nada.

Finn se afasta, ainda apontando a arma para a minha cabeça. Ele começa a andar até Tyler. Há dor em seu olhar, há dor em meu olhar. Seus olhos estão marejados. Quisera eu ter essa força, pois os meus estão encharcados.

- O que está acontecendo? – minha voz quase falha.

Uma pessoa surge atrás de mim e me abraça com força, me prendendo.

- Troy? O que está fazendo aqui? O que está acontecendo? – pergunto sendo envolvido mais ainda pelo loiro.

- É o trato para te manter vivo, meu caro. – diz Finn com um sorriso enorme. – Quer que eu diga, querido? Ou prefere dizer? – ele olha para Tyler.

Vejo meu amor quase tremer quando a mão de Montgomery para em suas costas. Eu não consigo aguentar ver ele assim.

- Finn nunca mais chegará perto de você, não tocará um dedo em ti, se... – Tyler tenta não olhar em meus olhos, olhando para seus pés. – Se eu voltar a ser seu submisso.

 

P.O.V Autora

15 anos atrás

 

Finn amarra os pulsos do garoto atrás de seu corpo. A coleira o incomoda. Porém, não incomodam tanto quanto os chicotes. Há sangue em suas costas. Seus dedos estão roxos pela falta de oxigênio.

Montgomery percorre seus dedos no peito nu do garoto, dando fortes tapas.

- Eu não quero mais. – diz o mais novo, mas sua boca é tapada.

- Você não tem escolha. Não tem volta. – o mais velho se aproxima de seu ouvido. – Você é minha propriedade agora, Hale.

 

Grandes casacos no verão, sorrisos falsos. Esconder as olheiras com maquiagem. Manter a postura. Essa se tornou a vida do garoto Hale. Dizer a mãe que está bem. Se isolar. E as mentiras. Mentiras, mentiras, mentiras.

“Não estou deprimido, mãe”

“Sabe que pode me contar tudo, meu filho”

“Certas coisas no mundo devem permanecer secretas”

Não só repete a frase para sua mãe, mas repete para si mesmo a todo momento. A mesma frase que Montgomery recita como um mantra.

Tyler está preso em sua própria mente. Seu corpo tão ferido quanto sua alma, talvez até mais. O mundo não foi justo com ele.

Ele se culpa, mas não devia. Como ele poderia saber que ao dizer “sim”, ele estaria se condenando ao trauma eterno?

Estaria se condenado a cicatrizes mais profundas que o oceano?

 

 

Presente

Vejo a dor nos olhos de meu amor. Tento me desvencilhar dos braços de Troy, enquanto grito. Eu não posso. Eu não posso deixar meu Tyler sofrer. Eu não posso deixar que ele reviva tudo aquilo.

“Por que? POR QUE?” grito em minha mente. Meu Ty não merece isso, ele não merece. Meu amor já sofreu demais. Tenho ânsia só de pensar naquele verme o tocando de novo.

Mas o pior é o seu olhar. O olhar de dor e desespero do homem que eu amo. Aquele com quem irei me casar, com quem construirei um futuro. Aquele por quem eu daria minha vida, apenas para que eu pudesse vê-lo sorrir novamente.

Enquanto Troy ainda me puxa para dentro da casa, vejo Finn se aproximar para dar um beijo no rosto de Tyler. A arma está pendendo em sua mão, apontada para o chão. É agora ou nunca.

Dou a mais forte cotovelada em Troy e corro até eles. Tudo parece se passar em câmera lenta. Não respiro, ninguém respira. Não há sons, não há nada ao nosso redor.

Montgomery é pego de surpresa, não conseguindo levantar a arma a tempo. Uso todas as forças de meu corpo e sinto minhas mãos em seu corpo, o empurrando metros abaixo.

Sua cabeça se choca no mármore da fonte. O sangue se mistura com a água iluminada pela luz da Lua. Uma sensação de alivio que eu nunca pensei que poderia sentir toma conta de meu ser.

Eu matei um homem e não me arrependo.

            


Notas Finais


Mano, MANO, 350 favoritos! Meu deus, eu tô surtando.
Essa escritora aqui nunca ficou tão feliz!

Sobre o cap: DYLAN VOCÊ [email protected] PARA UM [email protected] te amo

Aaa, falta apenas mais um cap :')
E antes que vocês me massacrem: PAZ, finalmente esses dois terão PAZ.
Irônico este capítulo se chamar Honeymoon, considerando o que acontecerá no próximo... Opa! Falei demais
bye ^^


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