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História Shadow and Light - Sunshine - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Capítulo Sete


Sasha fechou a porta atrás de si, sem tirar a mira de Tony Stark ou a atenção de sobre ele.

 O bilionário ergueu-se, com o terno preto — mais caro que meu apartamento, concluiu Sasha —, descontraído. Ele olhou ao redor, interessado no cômodo e nas decorações. Ainda que tivesse uma desculpa, nada justificaria ele estar em seu apartamento sem uma chave ou o convite dela.

— Eu estava passando pela rua e pensei em comprar o prédio — respondeu Tony. — Uma vista boa, uma vizinhança agradável. A propósito, sou mais rico que o Sr. Monopoly.

 Sasha ergueu as sobrancelhas, perplexa.

— E mais modesto também. Mesmo que queira comprar o prédio — deu um passo à frente, soltando o coque com uma das mãos, o cabelo caindo livremente —, o que eu não recomendo por causa da poluição e dos bares à noite, o que está fazendo dentro do meu apartamento sem a minha permissão?

 Tony retirou os óculos, apontando-os para a menina.

— Essa é uma boa pergunta. Por que você não estava com os homens de preto quando eu iria te encontrar?

 Sasha semicerrou os olhos.

 Ele estava indo para a base da SHIELD? Outro Vingador querendo encontrá-la? Não era por Bucky, então qual seria o motivo?

 A jovem suspirou, apontando para um pequeno corte em sua sobrancelha, causado por um dos objetos que voaram na batida.

— Fui sequestrada. Aparentemente, os homens de preto queriam me levar para um lugar, mas eles não eram os mesmos que gerenciam aquela prisão. Diga-me, Senhor Stark, o que faz aqui?

 Ele apontou para a pistola na mão de Sasha.

— Por que não abaixamos isso e temos uma conversa mais civilizada?

— Por que não cai fora da minha casa? Eu não tenho nada a ver com vocês.

 Tony cruzou os braços.

— Vai me entregar a eles?

— Não.

 Sasha quis atirar em Tony e acabar com aquilo. Ela soltou o ar, travando a arma e colocando-a presa atrás de si, escondida sob o casaco xadrez.

— Cinco minutos. Quer café?

 

Sasha pegou as sacolas de compras, passando o café. Ainda bem que os eletrodomésticos ainda funcionavam, apesar de precisarem de uma limpeza básica.

 Tony caminhou à ilha que divide a cozinha da sala de estar.

 Sasha apoiou-se do outro lado, encarando o herói.

— O que você queria comigo?

— Você é boa em se esconder — disse o homem. Sasha juntou as sobrancelhas, sem ter vontade de esconder suas expressões naquele momento. Era uma conversa franca. — Eu não teria encontrado você, se não fosse pela marca de nascença.

 Ela lançou um olhar sobre o tornozelo exposto, com o desenho de um pássaro voando. Sasha tinha aquilo desde pequena. Durante as missões, escondia, assim ninguém iria identificá-la. Tinha se esquecido disso durante sua fuga da SHIELD.

— Por que estaria me procurando?

 Sasha se lembrava pouquíssimo de vê-lo quando era criança. Não se lembra da voz ou do que fizeram. Apenas uma distante memória de seu rosto mais jovem e algo sobre um aeroporto.

— Porque você é a pessoa mais importante para mim.

 Ela conteve a vontade de rir.

 O cheiro de café preencheu o ar.

— Ok, isso é muito engraçado. Nunca tentaram isso comigo antes — deu de ombros, desligando a máquina para encher as xícaras com o café.

 Mesmo de costas, Sasha sabia que ele estava olhando para ela.

 Uma formiga parou perto dos grãos de açúcar sobre a pia.

— Diga a verdade — pediu Sasha, estendendo a xícara para Tony.

 Ele colocou o objeto sobre a ilha.

 Sasha tomou um gole do líquido.

— Sua mãe é Érica Gomes, você é Elise Gomes.

— Todo mundo…

— Você nasceu em Nova York, no primeiro dia de Janeiro de 1998. Sua mãe não queria deixá-la perto de mim, com medo de algo que ainda não descobri o que é. Eu a encontrei em 2001, quando você só tinha três anos, durante uma viagem de sua mãe ao Rio de Janeiro.

 Isso explicava muita coisa.

 Sasha manteve um sorriso no rosto, conforme bebia todo o líquido.

— Vai recitar minha biografia?

— Elise, você é a minha filha. Não tente se esconder novamente. Eu passei todos esses anos procurando por vocês duas.

 Sasha tomou o último gole de café, deixando a xícara sobre o quartzo branco da ilha.

 Aquelas palavras ecoavam em sua mente.

— Eu não tenho um pai.

— Sim, você tem. Só não tive a oportunidade de estar ao seu lado.

— Você não serve para ser pai! — Sasha repreendeu-se por elevar o tom. Ela respirou fundo. A boca secou, porém não tornou a umedecer os lábios. — Eu conheço a sua história. Você nunca tinha uma namorada, mas várias. Eu não sou sua filha, só um acaso genético. Por favor, saia daqui.

 Tony hesitou, balançando a cabeça.

— Não seja tão cabeça-dura.

— Cabeça-dura?

— Sei que você não quer estar na HYDRA, ou estaria lá agora. Também não quer ser presa. Eu posso te ajudar. É o que mais quero.

— Eu sobrevivi todos esses anos sozinha, muito obrigada. Não preciso de sua ajuda ou de qualquer um. Posso ganhar mais alguns anos.

 Os olhos dele brilharam — se não soubesse o quão duro ele poderia ser, diria que estava querendo chorar. Sasha calou-se por um segundo, os ombros dele crispados.

— Eu fiz tudo o que estava ao meu alcance, Elise. Não queria ter de deixado nas mãos dos nazistas. A única vez em que cheguei tão perto, você desapareceu novamente.

 O ambiente estava um silêncio, a nãos er pela voz de Tony.

 Sasha enrijeceu a coluna.

— Não quero que ganhe apenas mais alguns anos. Você tem que crescer, viver e conhecer as gerações futuras. Não precisa continuar vivendo assim — apontou para a cintura da menina. — Com armas, matando uns aos outros, mentindo… Sua mãe não iria querer isso. Ela te escondeu para sua proteção.

 Sasha cerrou um dos punhos sobre o quartzo.

— Ela morreu por minha causa. Eu era boba demais e deixei que soubessem onde estávamos. Não pode dizer o que ela quer ou não.

— É o que você quer? Realmente?

 Sasha abriu a boca para responder, porém o silêncio era ensurdecedor.

— Está muito quieto.

— É a vizinhança. Eu chequei, não há ninguém por perto — afirmou Tony, olhando para a porta.

 Sasha balançou a cabeça, indo para a sala de estar.

— Podem não estar aqui, mas tem algo estranho.

 Ele disse algo que Sasha entendeu que era para uma inteligência artificial chamada Sexta-feira.

 Sasha retirou a pistola, indo até a porta. Espiou pelo corredor. Vazio e silencioso.

 A mariposa voou para dentro do apartamento.

— Você está certa — disse Tony.

— É claro que estou. Vá embora. Eu me viro daqui.



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