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História Shadow (G!p) - Michaeng - Capítulo 41


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Capítulo 41 - Aceitação


Era sábado a tarde e hoje eu tinha trabalhado pela manhã, fazendo hora extra. Quem não gosta de ganhar uma graninha a mais, não é mesmo? Além disso meus sábados não eram como antes, quer dizer, mais ou menos. Antes eu passava os sábados com Momo, agora era com Sana, então tudo era diferente. 

Havia acabado de tomar banho e fui me sentar no sofá. O dia estava quente e nada melhor do que um banho e roupas leves.

Onde Sana estava? Pensei e como se estivesse lido meus pensamentos Sana apareceu. Ela havia entrado no apartamento toda sorridente. Confesso que viver com Sana era bem relaxante, ela era muito alto astral. 

- Já chegou do trabalho? Como foi lá? Já comeu? – Sana me encarou. 

- Acabei de comer algumas coisas que estavam nas panelas. O trabalho foi estranho, sem a Mina lá o ambiente parece mais “sério”. – Fiz sinal de aspas com as mãos – Você tem falado com a Mina e com a Chaeyoung? 

- Não, eu já liguei para as duas várias vezes. Talvez tenham viajado de novo, não? – Sana deu nos ombros e sentou ao meu lado. 

- É, mas faz uma semana que elas não dão notícias. Já falou com a Jihyo? – Perguntei. 

- Eu nem pensei na Jihyo, pra falar a verdade. – Sana levantou os pés, botando no sofá. – A gente tá tendo uma semana tão legal depois que começamos a namorar que eu sequer pensei em outras coisas. 

Fui pega de surpresa com aquela conversa da Sana. Eu a encarei, mas vi que ela estava vermelha, mas isso era um sinal bom, ela estava feliz e eu havia ficado tão triste com o término com Momo que pensei que era incapaz de fazer bem para outra pessoa. Era uma sensação boa saber que arrancava sorriso dela. Sorri. 

- É, tá tudo muito... – Antes que eu pudesse terminar de falar Sana me beijou de surpresa. Entendi, ela estava devolvendo o que eu tinha feito com ela. Espertinha. Retribui o beijo passando uma das minhas mãos pelo seu rosto, o segurando delicadamente. 

Eu pensei que nosso beijo seria breve e que fosse terminar ali, mas Sana insistiu com o nosso momento. Ela aprofundou o beijo e começou a me deitar vagarosamente no sofá, eu apenas aceitei aquilo. Não era como se estivéssemos fazendo aquilo pela primeira vez. 

Quando Sana me deitou ela se deitou em cima de mim de forma vagarosa, onde seu peso foi caindo aos pouco. 

A língua da Sana já havia pedido passagem e agora explorava minha boca gradativamente, fazendo nossos lábios se esfregarem de forma lenta e sentir o sabor dos mesmos. A boca da Sana tinha sabor de menta. Ela estava mascando chiclete ou chupando bala antes? Ah, foda-se eu só queria me perder naquele beijo e naquela pegada. Segurei Sana pelo pescoço, enquanto suas mãos passavam pelos meus braços, pelos meus ombros e depois ela foi descendo para minha cintura, onde deu uma apertada na região. Soltei um suspiro entre o nosso beijo e ela sorriu, agora mudando a direção do beijo, indo para o meu ouvido onde ela mordeu o lóbulo da minha orelha, fazendo meus pelos do corpo se arrepiarem. 

Sana mordia leve e prendia um pedaço da minha orelha em seus dentes. Sério, aquilo estava muito gostoso. Eu odiava beijo na orelha, mas Sana fazia de uma forma que não ficava estranho e babado. Desci minhas mãos por debaixo de sua blusa, na região da barriga onde passei as unhas. Senti a respiração de Sana pesar, então ela estava começando a sentir sensações com o meu toque? Me diverti só de imaginar. Segurei na barra da sua blusa para tira-la. 

- Dahyun, eu te amo. – Ela falou, não foi alto, mas foi o suficiente para aquilo ecoar pelo meu ouvido e me tirar daquele tesão que estávamos sentindo. 

- Você o quê? – Eu a encarei quando ela olhou para mim. Sana estava com um sorriso franco no rosto.

- Relaxa, não precisa se preocupar com isso, eu não vou me machucar. – Ela continuava sorrindo. – Se um dia você estiver insegura e quiser me deixar apenas seja honesta. 

- Você é a garota mais perfeita que passou na minha vida. – Sorri e ela me beijou na bochecha e me abraçou. 

Era diferente estar com ela e eu poderia ser as duas coisas, sentimental e mais “bruta”. Sana adorava minhas duas personalidades. Com ela era realmente diferente e talvez eu estivesse... ouvi o celular de Sana tocar. 

- Que porra, porque não bota essa celular no silencioso? – Reclamei quando ela se levantou para atender – Desculpa Dah, mas olha, é a Mina. 

Me sentei no sofá e esperei Sana falar com Mina e pelo andar dá conversa não parecia algo tão simples assim. 

- O que aconteceu? – Perguntei quando Sana desligou o celular.  

- Parece que nosso michaeng está com problemas. 

- Como assim? – Me arrumei no sofá. 

- A Mina perguntou se eu tinha visto a Chaeyoung e falou que passou a semana sem vê-la. Acho que terminaram. 

- A Chaeyoung sumiu? – Botei as mãos na boca para cobrir. Fiquei preocupada.

- Até onde a Mina me contou, não. Ela tá na casa dela. Quer passar lá? 

- Quero! – Chaeyoung era a minha amiga, eu só quero vê-la bem e se ela estava mal então eu teria que estar lá. 

Trocamos de roupas e saímos para a casa da Chaeyoung. Sana dirigia um pouco aflita, dava para ver que ela também estava preocupada com a Chae. Eu e Sana éramos as amigas mais próximas de Chaeyoung. 

- Ela tá bem, Sana. – Toquei a mão de Sana, que segurava o volante. 

- Obrigada. – Sana me olhou brevemente e sorriu – Por que elas tem que ser tão complicadas? As duas vão ter um filho e ficam nessa situação. Também não entendo o motivo caso tenham terminado. 

- Só vamos descobrir quando chegarmos lá. – Falei o óbvio, mas não tinha o que dizer. Só conversando com Chaeyoung para sanar nossas dúvidas. 

Chegamos na casa de Chaeyoung e ela nos atendeu parecendo bem tranquila, o que me surpreendeu e surpreendeu Sana. 

- Cara, você tá bem? – Perguntei. 

- Eu estou e vocês? – Chaeyoung sorriu. 

- Sim, mas cadê a Mina? – Sana se aproximou de Chaeyoung. 

- Acho que na casa dela. – Chaeyoung ainda mantinha aquele sorriso estranho no rosto. Parecia um sorriso falso. 

- E porque não está com ela? – Sana estava levemente nervosa. Isso era mau. 

- Por que terminamos. 

- E você diz isso com esse sorriso? – Sana se aproximava cada vez mais de Chaeyoung – Ela tá grávida e passando por um problemão na empresa, você acha mesmo que é hora de abandona-la? 

- Acho. – Chaeyoung deu nos ombros. 

- Tá errado, Chaeyoung. Isso é interesse da sua parte, agora que Mina não tem nada...

- Tem razão, Mina não tem nada para me oferecer, tá bem? Eu estava com ela por interesse. – Chaeyoung deu as costas para nós. 

- Por que está mentindo? – Perguntei fazendo as duas me encarar. – O que aconteceu, Chaeyoung? Precisa se abrir. 

- Nada, eu só não amo mais a Mina. – Chaeyoung falou de punho cerrado. 

- Está mentindo. 

Olhei para trás e na porta estava Mina, encarando Chaeyoung ofegante. 

- Mina...? – Chaeyoung estava boquiaberta. 

- Bem, acho melhor irmos Sana, o que quer que esteja acontecendo não é da nossa conta. – Segurei a mão de Sana.

Sana concordou comigo e fomos embora, desejando que as duas se resolvessem. 

 

 

- Aconteceu alguma coisa com você ou com o bebê, Mina? – Perguntei a encarando. Espero que não, não me perdoaria se tivesse acontecido algo com o nosso filho. 

- Não com ele, mas com a gente. – Mina fechou a porta da minha casa e se aproximou de mim. Eu havia passado uma semana sem vê-la, parecia pouco, mas pra mim foi uma eternidade e Mina estava tão linda, mais linda do que nunca. Seu cabelo loiro, o modo como o vestido colorido caia tão bem nela, seus olhos brilhantes, sua boca, seus lábios macios... tudo nela era incrivelmente lindo. 

- Já nos resolvemos, Mina. – Tentei não encara-la. 

- como que resolvemos se você apenas foi embora sem me ouvir? – Mina falou, seu tom de voz baixo e trêmulo. 

- Eu só fiz o que era necessário.

- E o necessário era ir embora sem ao menos conversarmos, sem entrarmos em um acordo e resolver nossos problemas juntas? Eu vacile quando cheguei naquele dia bêbada, ao invés disso poderia ter conversado mas eu fiquei tão desesperada. 

- Por minha causa. 

- POR CAUSA DA CHAEYOUNG! – Ela gritou me pegando de surpresa. Mina estava realmente nervosa. 

- Mas eu sou a Chaeyoung. – Falei. 

- NÃO, VOCÊ NÃO É A CHAEYOUNG! SE FOSSE EU JAMAIS TERIA CHEGADO TÃO LONGE E TIDO UM FILHO. – Mina me empurrou com força, me fazendo bater as costas na parede com uma certa força e agora eu estava totalmente assustada. – QUE MERDA, EU AMO E CONHEÇO QUEM VOCÊ É DE VERDADE. EU NÃO ESTOU AQUI PELA CHAEYOUNG, EU ESTOU LUTANDO POR VOCÊ, SERÁ QUE NÃO ENTENDE? 

Fiquei encarando ela sem saber o que dizer. Ela fez minha ação parecer idiota. Eu não deveria ter deixando ela. Sana também tinha razão, eu a abandonei no momento mais difícil, mas eu também estava certa, se eu pudesse me afastar e evitar problemas então eu faria. Mina não pensou no lado que eu poderia ser presa pelas ações inconsequentes de Chaeyoung e se eu fosse presa que futuro daria para ela e meu filho? Tipo, sério, dar essa vida para Mina não era minha opção. 

- Mina, eu vou ser presa. Não posso arriscar te dar um futuro lixo. – Encarei o chão – Sabe a decisão que eu tenho que tomar para ficar no corpo de Chaeyoung “para sempre?” 

Mina me encarou com uma expressão menos raivosa. 

- Eu ficando como Chaeyoung todos os homúnculos deixarão de existir. Eu tô pensando em abandonar o corpo de Chaeyoung e voltar a ser um homúnculo. 

- Você não pode fazer isso. – Mina balançava a cabeça negativamente. 

- Posso Mina e vou. Eu não tenho o direito de fazer isso com todos aqueles que se parecem comigo e querem ter pelo menos um momento para viver. O Jimin... o Jimin sempre quis viver. – Deixei algumas lágrimas rolaram pelo meu rosto. - Jimin foi uma pessoa muito importante. 

- E eu não sou importante pra você? – Mina perguntou, mas não estava nervosa. 

- Muito! – Respondi sem hesitar. – Você é a coisa mais importante pra mim. Eu nunca vou te esquecer. 

- Não me deixa, Chaeyoung. – A mão de Mina tocou a minha e eu encarei aquilo com vários sentimentos conflitantes dentro de mim. 

- Eu não quero te deixar... – Falei baixinho ainda encarando nossas mãos, nossos dedos se entrelaçavam vagarosamente. 

Mina se aproximou de mim, me encarou profundamente e então tocou seus lábios nos meus, roçando eles vagarosamente. Eu sentia sua respiração cair sobre o meu rosto, seu corpo se aproximava cada vez mais do meu. Fechei meus olhos e senti seus lábios percorrerem meu rosto, até chegar no meu queixo e depois meu pescoço, foi quando Mina soltou nossas mãos e segurou em minha cintura. 

- Mina... – Falei, mas não resisti, puxei seu rosto e selei nossos lábios em um beijo violento. Passei meus braços em volta de sua cintura e colei nossos corpos. Eu poderia devorar sua boca. Nosso beijo era desesperador e eu praticamente lambuzava seu rosto, mas Mina não se importava. 

Eu andei pela casa ainda abraçando ela e a beijando até chegar no sofá, mas quando fui me encostar no móvel cai no chão e levei Mina comigo, que caiu por cima de mim. Aquilo foi inesperado, mas me fez sorrir e vi o sorriso de Mina, aquilo alegrou meu coração. 

- Eu não vou desistir de você. – Mina jogou seus braços sobre meus ombros. 

- Por favor, não desista. – Sussurrei e a beijei novamente, onde nos deitamos no chão e passamos o resto do dia. 

Quando acordei parecia que eu tinha despertado de um sonho sem fim, mas Mina estava ali deitada sobre o meus pés. Tínhamos passado o resto da tarde e a noite fazendo amor. Ela era tão magnífica. Toquei o seu pé e mordi o dedão levemente afim de acorda-la. 

Mina acordou com um sorriso lindo e me encarou com os olhos quase fechados.  

- O que faz aí nos meus pés? – Ela perguntou. 

- Acho que fizemos um 69 e dormimos. – Brinquei. 

- Você sendo ótima como sempre. – Ela falou e veio até a mim. – Chae, eu não quero ir embora sem você, eu sei que tem suas questões de outros planos para resolver, mas se você quiser ir então tudo bem, mas enquanto estiver aqui por favor não me deixa. 

- O quê? – Eu a encarei surpresa enquanto ela acariciava meu rosto. 

- Eu entendi que não pode abandonar todos aqueles iguais a você, imagina ter pessoas passando pelo o que estamos passando? Existem outros homúnculos que também devem viver. Eu vou tentar ser forte quando partir, mas lembrarei sempre de você através do nosso filho. 

- Mina... – Eu realmente não sabia o que dizer, mas estava feliz por ela me deixar partir. – Eu te amo tanto, obrigada por entender.

Eu a abracei forte. Eu a amava, mas precisava fazer o que tinha que ser feito, só que eu queria muito ficar. Mina me prendia aqui, ela era o motivo da minha existência. 

 


Notas Finais


Relevem os erros


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