História Shadow of the Day - Capítulo 12


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Categorias Batman, Liga da Justiça, Mulher Maravilha (Wonder Woman), Naruto
Personagens Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Suigetsu Hozuki, TenTen Mitsashi
Tags Mitologia Grega, Saiino, Sasusaku
Visualizações 438
Palavras 4.732
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Luta, Magia, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse Capítulo é dedicado a Paty Maionese pelo o seu niver dia 04, sorry pelo o atraso.

Ps: Não está betado.

Capítulo 12 - Fábula


 

Konan escondia os seus machucados e mentalmente amaldiçoava a Embaixatriz. O seu gato negro de olhos brancos a observava tentando esconder os ferimentos. Konan nasceu na Inglaterra do século XVI, naquela época o país passava por uma revolução, o ouro das grandes navegações e o absolutismo Inglês estava em pleno vigor, Elizabeth 1ª era a rainha da época.

Konan era uma garota pobre, uma camponesa que morava afastada da capital Londres. Trabalhava no campo na plantação de batatas, aos domingos ia à igreja e rezava para a geada não acabar com a plantação de batatas. Nos momentos livres gostava de ir em um bosque próximo de sua casa, especialmente na época do verão, tinha uma cachoeira lá para refrescar. Em uma dessas visitas ao bosque, encontrou uma mulher de capa preta e pronunciava palavras estranhas. Konan tentou correr, mas a mulher conseguiu lhe alcançar.

A garotinha de cabelos roxos rezou para nada lhe acontecer e suas preces foram ouvidas, a mulher era gentil e começou a falar da natureza e toda a magia que ela emanava. Konan ficou maravilhada com aquele ensinamento, todo o poder da natureza ao seu conhecimento. Ela passou a frequentar cada vez mais o bosque, onde aquela bruxa lhe ensinava todo os tipo de magia. A menina cresceu e virou uma mulher, já era uma bruxa e tinha conseguido isso com maestria, no entanto algo mudou quando ela conheceu os poderes ocultos, a magia negra encheu os seus olhos e a imortalidade tornou-se o seu alvo.

Quando conseguiu a imortalidade, ela já não possuía mais uma alma. Estava vendida totalmente as suas ambições e refém, a imortalidade lhe fez escrava de uma força maior.

O tom da água estava avermelhada, ela derramava gosta de seu sangue em uma vasilha. Algumas palavras mágicas foram proferidas e um tom sombrio tomou conta do lugar.

— Eu quero saber quem é ela! — exigiu.

— Não posso te ajudar, Konan. — uma voz lhe respondeu. Ela fechou o rosto furiosa.

— Você sabe quem é, me diga, eu preciso mata-la.

— Não tenho permissão para isso.

— Você é o ser mais poderoso do submundo, como não tem permissão? — revidou furiosa.

— Eu sei, no entanto, há forças divinas Konan e não se pode mexer com elas sem haver guerra no cosmos.

— Eu quero mata-la!

— Acredite, compartilho do mesmo desejo. Acalma-se, em breve quem há de vir, virá e nos libertará.

— Odeio esses enigmas. — ela saiu do transe.

 

 

 

Ino estava aos poucos se acostumando com a vida entre os mortais, de uma coisa sabia: Detestava. Acordar cedo, trabalhar na lanchonete e ganhar pouco. Era pior que o Hades para ela. Naquela manhã ela estava ainda mais furiosa, estava cobrindo Sakura.

— O Konohamaru não veio hoje de novo. — Gaara relatava para Tenten que estava tomando conta da lanchonete. — Ele está estranho sabe.

— Estranho como?

— Era um garoto gentil, do nada mudou.

— Eu confirmo. — Deidara  falou, estava fritando bacons. — Ele virou uma outra pessoa, parece transtornado e quando isso acontece, você já sabe o que é.

— O que é? — Tenten questionou.

— Drogas.

Tenten arregalou os olhos.

— É o que acontece com os jovens.

Gaara estava de braços cruzados encostado na parede. — Jovens apreciam as drogas. — ele disse.

— Apreciam? — Tenten perguntou.

— Gostam.

— Nessa idade mesmo. — Deidara completou.

Tenten não descartou a hipótese, Konohamaru estava diferente e mal aparecia no trabalho. Ele não era assim.

— Irei comentar com o Jiraiya.  — ela disse preocupada. — Vamos voltar ao trabalho. Eu tenho que estudar para prova ainda, tenho tantas coisas para fazer e me sinto perdida. — reclamou.

— Vida corrida?

— Demais Gaara, só quero descansar.

Um barulho de vidro quebrando foi ouvido no lado de fora. Tenten correu para fora da cozinha e lá estava Ino discutindo com um cliente.

— Céus!

— Ela é maluca. —o cliente acusou-la.

— Eu sou uma deusa.

— Deusa da bagunça. — Tenten entrou no meio. — Seja lá o que houve, nos desculpe. Ela é novata e está perdida.

— Melhorem, procurem alguém mais qualificado. —o cliente saiu furioso.

Tenten alisou a têmpora, não iria procurar estresse para si.

— Ino, não pode sair por ai falando que é uma deusa.

— Eu sou.

A morena respirou fundo. Gaara assistia a cena do outro lado, Ino não era o seu problema, nunca foi. Ele até achava engraçado o fato de sua ex-mulher não o reconhecer, ele tinha feito transfiguração. A deusa continuava a mesma, irritante e tediosa. Ele não estava ali por ela e sim por Sakura, sabia que quando ela recuperasse a memória, ela iria retornar ao Olimpo e uma luta contra Atenas seria uma guerra sem precedentes, tinha que destrui-la antes e depois, achar Zeus e elimina-lo. Seria o deus superior de todo o Olimpo.

— Sabe, não é justo eu ficar aqui me esfolando para ganhar moedas e que nem são de ouro, enquanto Sakura está indo se encontrar com um homem.

— Folgas, ela merece?

— Dane-se!

— Deusa, aluguéis não se pagam por divindade, então querida, se quiser uma cama quente para dormir, vamos trabalhar.

Ino fez uma careta furiosa.

— Limpa a bagunça que você fez. — ela jogou o avental para a Ino.

— Que cavalos de fogo te atropelem! — ela proferiu irritada.

— Que o chão seja limpo! — ela retrucou e saiu. — Eu só queria um minuto de paz nesse lugar!

 

 

Sakura pegou o metrô para ir a Gotham naquela tarde. Estava sentada na janela e olhava a paisagem lá fora, árvores e mais árvores. Escutava músicas no celular, era uma amante das músicas dos anos 90, de alguma forma elas lhe traziam bons sentimentos.

Agora as músicas românticas tinham um pouco mais de sentido, achava clichê e idiota, mas pensava em Sasuke enquanto escutava. No seu colo ela segurava uma cesta de cupcakes que tinha feito, horas e mais horas nos tutoriais do Youtube de comida deram certo. O cupcake de chocolate parecia delicioso. Quando olhava para eles, sorria. Estava achando aquilo tão bobo, mas uma sensação nova. O cupido da paixão tinha acertado em cheio e logo nela.

Ela chegou na estação de Gotham, o motorista de Sasuke estava aguardando por ela.

— Senhorita!

— Olá Jugo! — ela disse sorridente.

— Vamos, o senhor Uchiha está esperando por você.

 

Sakura entrou na Range Rover prateada, não demorou para chegar na mansão Uchiha. Ela poderia ter ido voando, não demoraria dois minutos de Nova Iorque para Gotham, mas dessa vez ela queria ter a sensação de uma pessoa normal. Sua vida estava tão atribulada nos últimos dias especialmente por ser a Embaixatriz, iria comparecer no Senado americano e dar explicações sobre o caso com a Nanok. Estava nervosa e ansiosa, era um péssimo palpite.

Sua descoberta sobre a sua vida passada não era o que ela esperava, ficou frustrada em saber que era uma deusa. Não se via como tal, era difícil aceitar essa situação e todos os problemas que isso trazia, o seu pai desaparecido, sua irmã era pura perturbação e para fechar o pacote, o ex-cunhado  era o deus da guerra e a aprisionou por quase um século.

Eram tantos problemas, o único momento qual ela conseguia encontrar uma certa paz era ao lado de Sasuke e maratonando Grey’s Anatomy.  Assim que  ela entrou na mansão uma empregada avisou que o senhor Uchiha estava no escritório. Ela a guiou pelo o caminho.

— Obrigada. —ela lhe deu um cupcake de agradecimento, tinha dado para Jugo que aprovou. Sakura entrou no escritório em silêncio e caminhou até o Uchiha que estava de costa e colocou a mão nos olhos dele.

— Quem será? — ele já sabia.

Sakura sorriu. — Espero que não esteja esperando outra. —retirou as mãos dos olhos dele.

— Não estou.

— Oi! — ela disse tímida.

— Oi. — ele riu. — Infelizmente não pude te buscar na estação.

— Tudo bem. Aqui. — ela mostrou a cesta. — Espero que goste, são cupcakes de chocolate. Quem provou disse que está ótimo.

Sasuke encarou os cupcakes, estavam visivelmente bonitos, não era tão fã de doces, mas pegou um por gentileza. — Está gostoso.

Sakura sorriu. — Então é aqui que trabalha?

— Sim. — era uma sala com alguns computadores e enormes prateleiras de livros que cobriam as paredes.

— E de colete? — ele estava vestido socialmente, calças pretas, camisa branca e um colete cinza por cinza.

— Reunião via Skype.

— Ah, se eu fosse dona de algo, eu iria bem despojada. — disse descontraída.

— Eu também, mas o presidente do país estava na ligação, formalidades.

— Presidente… — ela mordeu o lábio, estaria perante ele em alguns dias também. — Você o conhece?

— Já joguei golfe com ele. Não somos íntimos. — ele respondeu.

Ela balançou com a cabeça.

— Alguma coisa?

— Nada. Você está super sexy com essa roupa. Sério, use mais. — ela trocou  de assunto. Sakura sentou-se no sofá, Sasuke estava sentado numa cadeira.

— Eu fiquei preocupado com você, a sua ligação pela noite.

— Estava estressada. É difícil ter que lidar com tantos problemas e eu só queria conversar com alguém.

— Posso ajudar? O seu colega de trabalho, ele ainda te perturba?

Sakura assentiu.

— É o jeito dele. Eu não me importo mais, ele me acha uma imbecil. Quer ser o rei da razão.

— Compreendo. Talvez ele tenha essa implicância por não confiar em você. — era a sua deixa para conseguir tirar alguma informação dela.

— Não confiar em mim? — ela afundou no sofá e negou com a cabeça. — Eu sou clara, estamos do mesmo lado, por que ele não iria confiar em mim? Acho que ele não confia em ninguém da equipe.

Sasuke apenas escutava, achou o interessante o modo que ela falava de seus acontecimentos na Akatsuki.

— Vai responder aos superiores?

— Sim. Não sei bem o que dizer e estou nervosa.

— O que aconteceu? — ele tirou o colete, estava um pouco despojado na cadeira.

— Uma mulher chegou lá e destruiu  muitas coisas, estão achando que eu tenho alguma ligação com ela, sendo que nunca a vi antes. É injusto, eu tentei ajudar, mas cheguei tarde, o estrago estava feito. — ela gesticulava. Ainda dóia para ela lembrar de tudo e ainda mais tendo que fingir os verdadeiros acontecimentos.

— O que fez para corrigir? — questionou e puxou a cadeira para perto dela.

— Bebi em bar até não lembrar mais. Vodka é um remédio para apagar lembranças. — ela riu sem graça.

— Vodka. Já esteve na Rússia? — ela negou com a cabeça.

— Não. Por quê?

— As melhores vodkas são de lá. — desviou o assunto. Esse era o seu pequeno interrogatório para descobrir se ela estava mentindo, Sasuke costumava a estudar o comportamento humano e pela psicologia, mentirosos deixavam rastros, desviam o olhar, falam com muitas justificativas, mexem mãos e pés de forma frenética, mudam o tom de voz, entre outros, sempre tinha  rastros.

— Então preciso ir lá. Preciso de boas vodkas.

— Se você diz que é inocente prove a sua inocência. — ela parecia verdadeira. Isso lhe incomodava, uma hora ela era clara e em outras, tinham partes que não se encaixavam, entre elas a foto antiga da Rússia.

— Eu sou.

— E o que você fez com ela, a mulher?

— Queria mata-la. — respondeu sincera. — Ainda quero. Ela que deveria estar sendo interrogada. Eu me encontrei com ela recentemente e ela conseguiu me enganar novamente. Deixei-a escapar. — ela falou. — E você, como está?

— Um trabalho me tira o sono, mas irei resolver. — ele respondeu. Sakura levantou-se e sentou-se no colo dele, para sua surpresa.  — Nada grave. — referia-se ao Caos.

— Estamos cheios de problemas. — ela disse passando a mão no rosto dele. Seus lábios tocaram os lábios dele. — Senti sua falta esses dias. — ela deu um sorriso mínimo. — Eu… — ela travou nas palavras, queria expressar os seus sentimentos por ele, mas subitamente sentiu um pouco de vergonha. Desviou o olhar dele.

— Você? O que foi?Está vermelha.

— Eu estou gostando de você, sério, porque não deve ser normal ficar pensando em alguém 24 horas. — ela falou rápido engolindo algumas palavras.

Sasuke encarou-la surpreso.

— Eu gosto de você Uchiha Sasuke. É tão vergonhoso admitir isso, mas eu precisava contar. Sei que deve estar me achando uma maluca, não é?

— É um pouco rápido.

— Talvez seja carência, eu nunca estive tão íntima de alguém.  — expressou sem jeito. Sua vida estava do avesso e ela não sabia como conduzir aquelas novas experiências que aparecia pela frente. — Eu só queria te dizer isso. — riu de sua inexperiência no assunto. — Você já gostou de alguém?

Ele fitou a prateleira de livros a sua frente. — Sim. Ela se foi.

— O que você sentia por ela?

Ele ficou em silêncio tentando lembrar dos sentimentos antigos, a imagem da sua ex-noiva a cada dia ficava mais apagada de sua mente. Era como estivesse perdendo seu elo com os sentimentos. Só recordava da dor de perdê-la.

Sakura notou que ele ficou desnorteado, repreendeu a si mesma por ter entrado naquele assunto. Foi tão insensível.

— Me desculpe.

— Tudo bem, — ele disse ainda desnorteado. — É complicado  falar disso, sentimentos podem ser comparados a uma caixa de vidro que deve ser manuseado com cuidado. — ele levantou-se com ela nos braços. — Sobre a sua questão com os superiores, conte o que sabe e não fique nervosa.  — ele a imprensou na parede, a encarava nos olhos. Não podia negar que Sakura era uma mulher atraente, bastante.

— Te deixei sem jeito, não foi? Eu sei que não deveria ter perguntado e muito menos ter dito o que sinto, mas de qualquer forma, eu não estou pedindo ou implorando para você gostar de mim, eu só quis colocar para fora o que eu sinto.

Naquele instante Sasuke não tinha palavras para proferir, estava estarrecido com o comportamento dela, seria Sakura/Embaixatriz tão maleável e exposta dessa maneira a confessar os seus sentimentos para alguém?Ele não precisou fazer um interrogatório e ela já tinha contado mais do que poderia.

— Eu quero te conhecer melhor Sakura. — e só havia um jeito de conseguir tirar informações dela, usar de seus sentimentos para isso. — Mas nesse momento eu só consigo pensar no quanto você me deixa louco. — literalmente.

 

**

Sakura não poderia reclamar da noite que teve ao lado do bilionário do ramo da tecnologia. Sasuke lhe deu uma noite memorável, seria difícil de esquecer as carícias e os orgamos sentidos. E lá estava ela ao lado dele na cama o observando dormir tranquilamente. Sua nova aventura sexual foi diferente da primeira vez, agora foi prazeroso.

Sakura riu boba ainda nua na cama. Sasuke abriu os olhos, sua primeira imagem do dia foi a da mulher de olhos verdes vívidos lhe encarando. Não era ruim, afinal Sakura era uma mulher belíssima. Ele estava exausto da noite passada, Sakura conseguiu lhe esgotar, nem suas rondas noturnas por Gotham conseguia o abater dessa maneira, definitivamente ele estava acostumando mal a mulher, ela era insaciável.

— Tenho medo de perguntar que horas são. — ele falou ainda sonolento.

— Dez e cinquenta e seis.

Ele passou a mão no rosto. — Nossa! — exclamou —  Dormiu bem?

— Perfeitamente.

Sasuke puxou-la para cima do seu toráx. Ele já não pensava no quanto canalha estava sendo e sim como aproveitar o momento de fragilidade dela, ele teria as informações que quisesse, no entanto teria que entrar no jogo.

Seus dedos passeavam pelo o lábio dela contornando a boca. Tão carnudos.

— Você quer me deixar louca.

— Estou conseguindo? — a provocou com uma voz rouca sedutora.

— Hm.. um pouquinho.

— Só? — a mão dele agora passeava pelas curvas dela.

— Só.

A mão grande dele forçou entrada no meio das coxas dela, seus dedos habilidosos encostaram nos grandes lábios dela. — Só? — ele iniciou uma leve masturbação.

— Você é tão perverso.. — ela disse se contorcendo sentindo as carícias. — Nem o meu irmão Dionísio usaria um golpe como esse, nem com a Ariadne.

— Dionísio? Ariadne?

 — Dionísio? — ela repetiu confusa.

— Dionísio, você tem um irmão?

— Eu disse? — ele confirmou. — Ouch, é, um dos meus irmãos que está na Grécia. — Sakura respondeu e perplexa tentando lembrar de onde tirou aquela lembrança do seu irmão.

— Curioso. — ele cessou os movimentos.

— O quê?

— Ariadne e Dionísio, ele era um deus grego qual apaixonou-se pela princesa de creta, Ariadne. A lenda conta.

— Gosta dos deuses gregos? — Sakura questionou.

— Eu que deveria te perguntar, seu irmão tem nome de deus grego e achou uma esposa com o mesmo nome da princesa. Coincidência?

— Badoo. — ela disse. — Um site de relacionamentos, você procura alguém por lá e dá match.

Sasuke riu. — Eu sei. Sua família está na Grécia?

— Estão por lá. — ela falou querendo sair do assunto.

— Não conheço a Grécia, ouvi falar que Atenas é uma cidade histórica maravilhosa.

— É. Em homenagem a deusa Atenas.

— Deusa da sabedoria.

Sakura sorriu. — Você parou de me tocar. — disse para mudar o assunto.

— Estou criando uma monstra. Bom, eu irei finalizar, mas no banho. — ele levantou-se da cama e a pegou nos braços. — Então, teve uma conta no badoo?

 

 

**

Sakura estava com uma camisa preta de manga comprida e botões brancos de Sasuke. Ela passeava pelos corredores da mansão, Sasuke estava em um reunião por Skype com um homem estranho chamado Orochimaru, ela não quis interromper e tirou o momento livre para conhecer a mansão do Uchiha, era enorme e abandonada. Ela notou que Sasuke tinha um gosto para as belas artes, sua mansão era cheia de quadros, estátuas, objetos antigos.

Ela ficou parada admirando um vaso de cerâmica com uma representação da deusa Atenas.

— Período helenístico. — disse em voz alta. — Não sou eu. — proferiu sem confiança. Estava pensativa de como tinha lembrado de Dionísio e sua esposa, foi uma lembrança, uma clara lembrança.

— São os vasos. — uma voz doce falou por trás de Sakura, ela teve um pequeno susto. — Minha coleção.

Era Uchiha Mikoto.

— Amiga do Sasuke?

— Sim, não recorda de mim? — Sakura lembrou-se do que o Uchiha falou da sua mãe não comentar nada sobre o sequestro pelo o caos. Segundo a psiquiatra, sua mãe travava qualquer lembrança traumática.

— Gostou do vaso? Fugaku comprou em Atenas.

— É um lindo vaso. — Sakura respondeu.

— Fugaku. — ela disse tristonha. — Fugaku. — repetiu.

Sakura ficou sem reação, a mulher parecia estar transtornada.

— Ele morreu. — sua face foi tranquilizada. — Meu marido morreu. Eu já deveria ter me acostumado, desde que ele se foi não houve mais paz.

Sakura apenas a observava, ela estava com uma nova aparência um pouco mais serena.

— Sasuke mergulhou na escuridão. — ela disse desgostosa. — Não tem mais paz.

— Sasuke parece ter paz.

Mikoto deu um passo à frente, estendeu sua mão e tocou o rosto de Sakura. — Ninguém nesta casa está vivo.

Sakura encarou de forma estranha aquele comentário, Mikoto Uchiha saiu de perto dela e foi embora vagando pelo o corredor. Sakura tratou de imediato de sair do corredor, viu Mikoto entrando no quarto e trancando-se. Ela desceu a escada principal, notou que tinha um homem loiro lá, tentou se esconder, mas era tarde.

— Oi!?

— Olá. — disse envergonhada tentando baixar a camisa, mas ainda exibia as suas pernas. O homem não parava de encarar o rosto da mulher. — Veio ver o Sasuke, certo?

— Sim. Quem é você?

— Me chamo Sakura. — ela desceu a escada. — E você?

— Naruto. Está aqui com o Sasuke? — ele perguntou, de primeira notou que a mulher á sua frente era a Embaixatriz, tinha visto as fotos. Só estava tentando associar o que aquela mulher estava fazendo ali com a roupa dele.

— Sim. Ele está ocupado agora, em reunião. — explicou gentilmente.

— Sakura… — ele sentou-se em um sofá e Sakura de frente para ele. — Bonito nome. — Naruto a encarava, de fato era ela. — O conhece há muito tempo?

— Algum tempo. — ela respondeu, estava tentando baixar a camisa, mas sem sorte.

— Quanto tempo? — perguntou de maneira sucinta.

— Hm…Uns dois meses aproximadamente. — ela respondeu.

— Entendo. — era justamente o tempo que ele comentou da suspeita sobre ela. Naruto passou a mão no queixo, Sasuke não poderia ser tão baixo.

— Naruto! — Sasuke apareceu na escada, foi visível o desconforto dele ao presenciar o Guardião ali e justo com Sakura. — Estava em reunião. Não sabia que iria aparecer por aqui hoje.

— Aproveitei que estava em Gotham. Queria te visitar e falar algumas coisas.

— Entendo. — ele olhou para Sakura. — Naruto, essa é Sakura.

— Já nos conhecemos, agora. — ele respondeu sério.

Sasuke percebeu que o Guardião estava o fuzilando com o olhar. — Sakura, pode nos dar uns minutos?

— Claro, sem problemas. Com licença.

— Toda. — Naruto respondeu gentilmente e acompanhou Sasuke até a biblioteca. O Uchiha fechou a porta e caminhou até a mesa principal.

— Não o esperava aqui.

— É a Embaixatriz lá fora. Não é preciso ter um grande poder de dedução para saber que ela dormiu com você aqui.

Sasuke não proferiu nenhuma palavra.

— Eu vim aqui falar que estava preocupado com a audiência dela no Senado e a encontro aqui. Ela sabe da sua identidade?

— Não. — ele respondeu.

— Está a enganando? — Naruto perguntou surpreso. — Eu não acredito que você seja capaz disso.

— Eu quero descobrir quem ela é.

— Pergunte. — seu tom de voz alterou, ele colocou a mão na mesa. — Você está usando ela. Isso é desprezível.

— Eu sei, a força e o poder dela é imensurável, isso sem falar que é imortal. Ela não me traz confiança e além do mais, ela pode estar associada com os russos. Uma espiã russa.

— Ou isso tudo pode ser paranóia de sua cabeça. — Naruto estava indignado. — E para conseguir isso, você tem que a levar para a cama? Essa é sua nova estratégia?

— Não é da sua conta.

— Você está usando os sentimentos dela.

Sasuke ficou em silêncio.

— Eu irei com ela ao Senado amanhã, irei ajuda-la.

— Foi para isso que veio?

— Foi! Sabe, as vezes eu penso que por trás da máscara do Corvo você tem algum sentimento, que demonstre afeto pelas pessoas, mas não, você é apenas um egoísta que usa as pessoas para conseguir o que quer.

Sasuke tamborilava os dedos sobre a mesa, não se importava com as acusações de Naruto.

— Quando ela descobrir que foi usada?Você mesmo mencionou sobre o poder dela e eu espero que ela te mate.

— Acredita que ela é inocente? — ele cessou os movimentos do dedo.

 — Sim. Você quando me conheceu me julgou, investigou tudo sobre mim e ainda não acreditou nas minhas intenções nesse planeta. Tivemos que lutar para chegar em um consenso que eu não queria destruir a Terra. Eu tinha os meus próprios demônios na época Sasuke e eu acredito que seja o mesmo com a Sakura.

— Esse é o seu mal Naruto, acreditar nas pessoas.

— Eu vejo o lado bom delas.

— E eu o sombrio. — respondeu seco. Naruto sabia que palavras não iria adiantar com ele, ele era cabeça dura e quando colocava algo na mente, nada era capaz de tirar.

**

 

Sakura contemplava o pôr-do-sol do jardim da mansão, o tom alaranjado tomava conta do céu e a brisa fria esvoaçava seus cabelos. O seu final de semana com Sasuke estava acabando, ela teria que retornar a Nova Iorque. Sasuke beijava o pescoço dela, lhe trazia arrepios. Sakura estava sentada no colo dele e de costas, tinham terminado de tomar um brunch e trocavam carícias.

— Eu tenho que ir agora. — ela respondeu.

— O motorista vai te levar.

— Não precisa se incomodar. — ela virou-se para ele. — Obrigada pelo o final de semana, foi maravilhoso.

— Que bom que desfrutou.

Ela depositou um beijo singelo em seus lábios. — Amei. — disse. Tinha sido o final de semana mais tranquilo que lembrava, estava totalmente relaxada e viva. Naqueles dois dias teve a oportunidade de viver o que sempre desejou, estar em paz e ser amada. Desde que pisou em Nova Iorque ela procurou uma identidade para si, já que não encontrava a sua verdadeira, de tudo o que presenciou e tentou ser, era essa identidade que desejou. Malditos livros que o Jiraiya lhe deu onde a mocinha só queria achar o seu amor, Sakura enfim estava vivendo o seu romance ao melhor estilo literário. — Obrigada.

— De nada. — retribuiu o beijo ao melhor estilo príncipe encantado.

  Quando ela se foi, ele assumiu a sua face sombria e procurou abrigo na sua base secreta, era ali que ele podia ser quem ele realmente era.

 

**

 

Sakura não dormiu durante a noite, para ela não às horas não passavam. De madrugada ela resolveu voar para espairecer um pouco, foi o mais rápido que pôde, traçou os paralelos, viu o dia na Austrália e a escuridão no Havaí. Nova Iorque não amanhecia de forma alguma.

Em Gotham, o Corvo estava em uma perseguição implacável com o seu arqui-inimigo, o Caos estava de volta e agora tinha estabelecido o pânico em um hospital no centro da cidade. Quando o Corvo conseguiu trazer a paz ao prédio hospitalar, o Caos tinha sumido, só restava os coelhos. Nenhuma pista. Sasuke chutou uma parede furioso, o tinha deixado fugir.

Sakura foi acordada com as ondas alcançando o seu pé, tinha adormecido em Oahu, uma praia do Havaí. Tinha que ir para Washington D.C, sua audiência estava prestes a começar.

Ótimo, agora ela iria chegar atrasada.

Projetou o seu vôo em alta velocidade sobre o céu azul cheio de nuvens. Olhou de relance e percebeu que estava sendo seguida por outra pessoa, era o Guardião. Ela desacelerou.

— Só assim que nos encontramos.

— Nas nuvens. — ela riu.

— Em plena velocidade, hoje é a sua audiência no Senado. — os dois voavam pelo o céu. — Como está?

Ela parou, flutuava sobre uma nuvem. — Nervosa.

— Eu sei como é, eu também senti o mesmo quando me chamaram. Apenas seja você.

— É complicado.

— Eles nos vêem como ameaças e não é para ser assim. — ele riu. — Tudo o que eu queria era ser como eles. Ter poderes não uma dádiva. — Naruto carregava esse difícil fardo sobre ele, veio de um outro planeta tão distante e teve que se adaptar ao planeta que o acolheu, não sentia ser um alien e sim um cidadão da Terra.

— Eu sei disso. — ela respondeu.

— De onde você veio?

— É difícil responder, — ela baixou a cabeça pensativa. — Eu ainda não sei quem eu sou, ainda estou perdida no meio de sete bilhões de humanos.

— Se considera como um deles?

— Eu queria, mas acho que eles não me querem como uma deles.

Naruto notou que era delicado para ela o assunto. — Não confie em todos ao seu redor, essas foi uma das lições que aprendi nessa minha vida por aqui. Quando quiser conversar, eu estarei por aqui quando você precisar.

— Obrigada.

— Temos que ir logo ou chegará atrasada.

 

**

 

Ela pousou em frente às escadas do Capitólio, um onipotente prédio símbolo da democracia americana. As escadas estavam lotadas, os seguranças tentavam conter a imprensa. A Embaixatriz dava os seus passos demonstrando confiança aos que filmavam e repórteres que faziam perguntas. O guardião preferiu não entrar com ela naquele momento, assistiu de longe.

Tantas coisas passavam pela a mente dela, cada passo que dava era um peso em suas costas, dos lados havia pessoas que a defendiam, mostravam cartazes demonstrando carinho e do outro lado os que odiavam. Um cartaz de uma mãe falando que perdeu a filha no incidente em Nova Iorque por culpa dela a fez desabar.

Mei estava ao lado de Moegi, a estagiária filmava cada passo da Embaixatriz sobre a narrativa de Mei. O presidente do senado estava esperando no topo da escada acompanhado de um general do alto escalão americano.

— Seja bem-vinda Embaixatriz.

Ela apenas cumprimentou com a cabeça. O senador e o general a acompanharam a sala do capitólio onde aconteceria a reunião. Sakura esfregou a mão direita de lado em seu uniforme tentando disfarçar o nervosismo. Estava aos poucos se acalmando.

Mei estava um pouco atrás dela, a repórter tinha conseguido credenciais para entrar na sala. Sakura caminhou para o meio do capitólio onde passaria pela a sabatina e sentou-se numa cadeira reservada a ela. Deu um breve olhar de relance no público e seu coração disparou quando viu Uchiha Sasuke sentado no meio da multidão.

Sua tranquilidade tinha ido embora…Esfregou as mãos uma na outra.

 

**

No Icha-Icha quase todos estavam sentados em frente a televisão assistindo a audiência da Embaixatriz, Ino recusou-se ver aquela palhaçada, em suas palavras: Sakura deveria destruir todos ali. Onde já se viu uma deusa se passar a dar satisfações aos humanos?Era o cúmulo.

— Desculpe o atraso. — Neji tinha chegado. — Trânsito. Já começou?

— Ainda não. —Tenten respondeu. A morena rezava para que tudo desse certo para a amiga, mal teve tempo de ver Sakura na noite passada. Ela sabia que a Embaixatriz iria se sair bem, mas assim que viu Sasuke na platéia duvidou um pouco.

Gaara estava presente e fingia estar interessado no assunto, ele pensava igual a Ino, uma deusa não poderia se humilhar tanto, mas ver Atenas daquela forma valia a pena. Contudo ele tinha outros planos para aquela audiência, Sakura mal podia esperar o desastre que estava por vir.


Notas Finais


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