História SHADOW ( Sterek ) - Capítulo 8


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Categorias Teen Wolf
Personagens Derek Hale, Stiles Stilinski
Visualizações 146
Palavras 4.656
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey sweets! Boa leitura :3

Capítulo 8 - Capítulo 7


A pequena mão na dele o lembrou de que Stiles esperava que o guiasse. Observou o macho Espécie partir, e não perdeu as formas escuras que o rastreava por ambos os lados. O cheiro dos lobos era forte o suficiente para estimar que houvesse pelo menos meia dúzia ou mais. Derek lutou para controlar seu temperamento enquanto forçou o ar a entrar e sair de seus pulmões. A raiva era uma emoção forte. Ninguém o advertiu sobre a perigosa vida selvagem que podia prejudicá-los. Claro que isso vinha em segundo plano, para o fato de que o pequeno macho deixou a cabana. Outro macho teve que salvá-lo. Todas as coisas que podiam ter acontecido quase o enviou a um acesso de raiva.

— Derek?

Ele sussurrar seu nome não ajudou. Acordou com o som de um grito fraco, sabia que era ele e que não estava na cabana. Abriu a janela, deslizou do telhado e caiu sobre o chão duro. O desespero e o medo pela segurança dele exaltaram seus sentidos, enquanto entrava na floresta seguindo seu cheiro. Seus pés estavam sangrando, mas ignorou a dor. Ele virou, encarando-o.

— Teve sorte que aqueles lobos não te despedaçaram, ou aquele macho não o machucou. Você entende?

Olhos âmbar se arregalaram e ele empalideceu.

— Sim. Não sabia que haveria algum perigo. Ninguém me disse. Fui advertido apenas sobre os residentes, e você disse que demarcou a área e que era seguro!

Derek olhou para seu corpo e para suas pernas nuas. A grande camisa que vestia quase brilhava na escuridão. Ele poderia também ter vestido um grande cartaz que dizia “venham me pegar” para quaisquer predadores por milhas.

— Não fale e não tenha medo. — ele advertiu antes de largar sua mão e curvar-se.

Stiles ofegou quando Derek agarrou seus quadris e o empurrou, até que sua barriga bateu em seu ombro. Um braço enganchou ao redor da sua cintura e o agarrou pelas costas. Endireitou-se, ajustado-o suavemente onde o pendurava através do seu corpo e seguiu em direção à cabana.

— Derek?

— Silêncio. — rosnou. — Você o ouviu. Leões, tigres, e ursos estão aqui. Você já atraiu os lobos.

Derek não teve nenhum problema em achar à cabana e a deixar na varanda. A porta estava trancada.

— Fique aí.

Ele teve que subir até o telhado, entrar pela janela aberta e correr para o andar de baixo para destrancar a porta. Stiles não se moveu um centímetro. Ele apenas o pegou em seus braços, virou-se e entrou. Chutou a porta que fechou atrás deles e livrou uma das mão para trancar as fechaduras. Recusou-se a olhar para o rosto dele enquanto o levava até o banheiro e suavemente o colocava no balcão.

— Não se mova. — Sabia que seu tom era severo, mas ainda batalhava com a raiva. Stiles deixou a cabana sem ele e queria gritar.

— Você está sangrando!

Stiles olhou para o chão azulejado e notou as pegadas sangrentas.

— É. Isso acontece quando se salta do segundo andar pela janela e corre pela floresta de noite sem sapatos. — Ele ligou o chuveiro e apenas entrou com sua boxer. — Não converse comigo agora.

A água fria ajudou a enfraquecer a dor enquanto se agrupava ao redor de seus pés, lavando o suor e o fedor do próprio medo de seu corpo. Tudo o que conseguia pensar enquanto corria para achá-lo, é que podia estar muito atrasado. Um macho podia tê-lo traumatizado ou um animal tê-lo despedaçado. O tempo permitiu que suas emoções se tranquilizassem e foi quando fechou a água. Seu olhar encontrou o dele. As lágrimas inundavam seus olhos e ainda parecia mais pálido que o normal. Agarrou uma toalha e começou a secar sua pele o melhor que pôde, com o short molhado. Limpou a garganta, tentando manter suas emoções fora da voz.

— Não deixe a cabana sem mim. — Pausou para surtir efeito. — Você entende?

— Sim.

Não queria apavorá-lo, mas o medo era muito melhor que a morte, ou ser forçado a confrontar um macho excitado com a mentalidade de um animal.

— Percebe o quão pequeno você é? O quão impotente?

Os braços dele se cruzaram no peito. Isto o deixou ainda mais raivoso.

— Sim.

— Não acho que percebeu.

Jogou a toalha no chão e avançou. O jeito que ele engasgou e se encolheu quase foi o suficiente para pará-lo, mas tinha adrenalina demais bombeando por suas veias para por um fim na sua necessidade de ensiná-lo algo que poderia salvar sua vida. Suas mãos apoiaram no balcão em cada lado dele, enquanto se debruçava até que a cabeça dele descansou contra a parede. Ele não tinha nenhum lugar para ir para evitá-lo enquanto Derek invadia seu espaço. Medo lampejava em seus olhos enquanto sua respiração aumentava.

— Podia fazer qualquer coisa com você, Stiles. Não conseguiria me parar. — Ele aproximou o rosto até que seus narizes esfregassem. — Bata-me. Empurre-me. — Sua voz aprofundou. — Acha que poderia ganhar?

— Não. — ele sussurrou.

Olhou profundamente nos olhos dele e sentiu-se como um completo bastardo. Ele estava genuinamente com medo. Novos impulsos o golpearam e ele resistiu. Queria beijá-lo e pôr suas mãos por toda parte de seu corpo. Recuou alguns centímetros.

— Você teve sorte de que aquele macho parecia manso. Poderia tê-lo levado. Estaria dentro de um quarto com ele em vez de estar comigo. Ele não estaria aproximando-se deste jeito de você para provar um argumento. Eu poderia não te achar. Rastreamento não é minha melhor habilidade. Tem alguma ideia de que tipos de imagens de pesadelos passaram pela minha cabeça enquanto procurava por você? Ouvi seu grito e acreditei que te encontraria morto ou não te acharia. 

Inspirou e expirou até que controlou seu desejo de dar mais lições, apenas por uma desculpa de tocá-lo. Ele queria. Seu pênis começou a endurecer, mas o ignorou apesar do algodão molhado deixá-lo desconfortavelmente notável.

— Sinto muito.

— Teve sorte de estar seguro agora. Confiei que tivesse o bom senso de me ajudar a mantê-lo fora de perigo. Aprendi minha lição. — Ele soltou o balcão e recuou. — Espero que aprenda a sua. Tire a roupa e tome banho. Conseguirei algo limpo para você vestir e colocarei em sua cama. Chame-me no segundo que estiver decente. Nós não acabamos.

Virou-se, saiu para o quarto dele e fechou a porta entre eles para dar-lhe privacidade. Derek pausou, escutando. A respiração irregular dele o fez se sentir pior. Achou que ele lutava contra o desejo de chorar, mas finalmente a água ligou. Sua mala estava empacotada com coisas um tanto femininas que não se sentiu confortável mexendo, mas localizou uma camisa semelhante a que ele vestia quando se conheceram. Tinha alças finas nos ombros e o algodão suave era muito fino. Ele o soltou na cama e usou o corredor para entrar em seu próprio quarto. Levou apenas segundos para trocar a cueca molhada por uma seca. Cuidaria de seus pés depois. Os cortes não estavam ruins, mas ficariam doloridos por alguns dias até que curassem totalmente.

Não podia permitir que Stiles se livrasse do que fez. Da próxima vez poderia não alcançá-lo a tempo, ou o macho poderia não ser civilizado o suficiente para ser tão educado. Ele precisava entender os perigos. As fêmeas no dormitório o mimaram demais, mas não era culpa dele. Era assim que Os Presente eram tratados.

— Droga. — falou.

Stiles se secou e checou ambos os pés. Havia um pouco de dano em um calcanhar, mas teve sorte. Derek não podia dizer o mesmo. Usou sua toalha úmida para limpar as pegadas sangrentas. Estava cheia de remorso e vergonha. Ele machucou-se porque fez uma coisa impensada. Pior, ele o viu chorar. A última coisa que queria era parecer mais fraco do que Derek já acreditava que fosse. Isto pareceu tão inofensivo no momento. Queria apenas ir lá fora, nunca achou que realmente seria perigoso. Derek marcou a área e Espécies não machucam outro Espécie. Todos os homens o evitavam. Era uma coisa boa que estivesse errado sobre isto, considerando que Torrent salvou sua vida.

Abriu a porta do quarto e foi um choque quando Derek estancou encarando-o. Ele o ouviu em seu quarto e pensou que seria seguro vestir-se depressa. Stiles se retorceu, tentando esconder suas partes de baixas.

— Merda. — Derek virou. — Desculpe. Não achei que sairia nu.

— Pensei que estava em seu quarto.

— Sua camisa está na cama.

Arremessou-se para ela e colocou-a por cima da cabeça. Em sua pressa as alças não quiseram ajustar-se em seus braços, enquanto emaranhavam com seu cabelo molhado. As coisas não podiam ficar pior. Ele estava bravo e acabou de vê-lo nu. Arrastou a camisa para baixo depois de se desenrolar olhou fixamente para as costas largas dele.

— Estou decente. — O calor ainda aquecia seu rosto quando ele virou-se de frente novamente. — Desculpe. — Acho que não foi isto que Breeze quis dizer quando disse para mostrar-lhe meu corpo nu. De jeito nenhum iria pedir para fazer sexo com ele agora. Não havia como perder a raiva refletida em seus olhos, quando ousou encontrar o olhar direto dele. — Realmente sinto muito.

— Estive pensado.

Medo o agarrou.

— Quer que eu retorne a Homeland? Estraguei isso, não é? — Abraçou a cintura, um hábito que odiava, mas não conseguia parar.

 Derek olhou para o peito dele e depois afastou o olhar.

— Não.

O sentimento de enjoou piorou.

— Vai chamar outra pessoa para ficar comigo? — Stiles o queria, não um homem diferente vivendo com ele.

Ele agitou a cabeça.

— Dormirei aqui no chão. Desse jeito não ficará tentado a dar mais passeios sozinho, já que terá que passar por cima de mim para fazer isso. Não vai sair da minha vista a menos que eu esteja tomando banho.

Suas palavras foram absorvidas e ele ficou despedaçado entre a dor e a raiva. Ele não se ofereceu para compartilhar a cama dele preferindo o chão. Aquela rejeição machucou-o profundamente. A parte onde pensou que poderia cometer o mesmo erro duas vezes, insultava sua inteligência. Não era uma completa idiota. Ele caminhou até a janela para olhar a vista, mas só viu seu próprio reflexo já que a luz no quarto deixou impossível ver qualquer outra coisa. Não era surpresa que não queria dormir com ele. Ele parecia um rato afogado. Pior, se sentia como um rato. Um rato assustado e tímido.

— Essas são as novas regras.

— São? — Sua raiva cresceu. Estava cansado de lhe dizerem o que fazer e o que não fazer. Estava livre e queria o direito de fazer como lhe agradasse, do jeito que todos os outros Espécies faziam. Stiles o enfrentou. — Então está decidido? É o final? Nenhuma discussão entre nós primeiro?

Seus olhos estreitaram.

— O que isso quer dizer?

— Disse que sentia muito. Nenhum de nós sabia que havia animais perigosos lá fora. Fui lá fora tomar um pouco de ar fresco, mas queria ver o rio. Sei que fez xixi nas árvores para demarcar a área, para manter os outros homens afastados. Sou um Presente então nenhum deles se aproximará de mim de qualquer forma. Sou um leproso em nossa sociedade ou como se fosse.

— Um o que?

— Você não lê? Eu leio. É alguém com uma doença de pele contagiosa. É chamado hanseníase. Assim é como sou tratado. É como se tivesse isso e alguém pudesse pegar de mim se chegarem muito perto.

— Machos evitam você por respeito e preocupação por seu bem-estar.

Estava cheio de ouvir isso. Todo mundo estava tentando ser tão protetor que talvez pudessem também embrulhá-lo em uma bolha, e trancá-lo dentro de um quarto. Não era justo e não era certo. Ele não era Tiny ou Halfpint e estava cansado de ser igualado a elas.

— Isto é um monte de merda. As sobrancelhas dele levantaram-se rapidamente. — Isso significa besteira. Ninguém me perguntou se eu queria ser etiquetado com esse título ou tratado do modo como tenho sido. Apenas quero uma vida normal. Sou intitulado das mesmas coisas que qualquer Espécie.

— Você foi abusado.

Ele está brincando? Sua raiva ferveu.

— Você também.

Ele empalideceu ligeiramente.

— Não é a mesma coisa. As coisas feitas comigo não quebraram meu espírito.

— Não estou quebrado também. — Derek estava realmente irritando-o. — Você acha que não ouvi as histórias de alguns do nosso povo? Ouvi. Algumas das mulheres foram estupradas por guardas enquanto estavam na Mercile. Seu tamanho e força as salvaram às vezes, mas nem sempre. Só um homem me machucou e sei que podia ter sido muito pior.

— Não vejo como.

— Posso te dizer. Halfpint e Tiny não querem ser tocadas nunca mais. Elas estão quebradas por dentro ao ponto dos homens as apavorarem. Elas querem ser protegidas e se manter afastadas de todo mundo que tem um pau. Não posso nem imaginar algumas das coisas horríveis da qual sobreviveram. Não foi um piquenique para mim, mas o Mestre não era nenhum louco depravado por sexo.

— Ele não era seu Mestre. — Derek rosnou. — Nunca mais o chame disso novamente.

— É o único nome que tenho para chamá-lo. Poderia chamá-lo de canalha ou imbecil, mas você entendeu. Era um homem velho e provavelmente poderia ter lutado com ele, mas sabia quantas coisas piores poderiam acontecer se eu fizesse isso.

Ele franziu a testa.

— Explique.

— Os guardas, Derek. Ele era a única coisa que os impedia de me estuprar. Pagava-lhes para tomarem conta de mim, e manter suas mãos para si mesmos. Não que eles mantivessem suas bocas fechadas. Nunca tive dúvidas do que queriam fazer comigo, porque frequentemente falavam sobre isto. Tentaram me subornar para permitir-lhes fazerem coisas nojentas em troca de mais comida, e uma promessa de que não os denunciaria. Estive muito faminto em minha vida, mas nunca tanto assim. Tive as palavras para usar como arma. Isto é tudo que já ousei ter.

— Palavras?

— Como ameaçar denunciá-los se me tocassem.

— Ele tocou em você.

— Sim, tocou. Também não foi bom. Eu era um objeto para ele em vez de uma pessoa. Sabia disto. Sentia isto. Eu era algo que ele possuía. Ele me vestia com roupas bonitas, assim podia me admirar como se eu fosse uma daquelas pinturas que tinha no andar de cima. Tenho cicatrizes emocionais, certo, mas me senti sortudo depois que passei um tempo com as  Fêmeas Presente e ouvi suas horríveis histórias. E, além disso, cresci lá. Não conheci pessoas vivendo de qualquer outro modo. Foi traumático e assustador, mas era normal para mim. Não sabia que existia qualquer outra coisa fora isso. Derek ficou boquiaberto para ele. — Você sabe o que Halfpint sofreu? O homem que a possuiu exibia sua mulher meio animal e os deixava tocá-la. — Lágrimas encheram seus olhos só de pensar no pesadelo infernal que sua amiga sofreu. — Ele se sentava em uma cadeira e os assistia fazerem o que queriam. Havia apenas uma regra. Não podiam contundi-la ou deixar marcas. Ele gostava dela com uma boa aparência. Derek rosnou. — Tiny foi entregue a um sujeito que era afim de coisas que me deixaram enjoado. Nunca permitirá que um homem a toque novamente. Ela prefere morrer. Nem quero repetir as coisas que falou. Fez-me sentir culpado por me lamentar. A pessoa que me teve só me forçou a aceitá-lo em meu corpo. Doía e foi sem emoção, mas não me bateu ou me humilhou fazendo isto na frente de outros. Não me fez dizer que amava as coisas que fazia com meu corpo. Nunca estava amarrado enquanto me forçava a recebê-lo em minha boca ou… — Ficou quieto, tentando controlar suas emoções furiosas. Derek olhava fixamente para o chão, suas mãos fechadas aos seus lados. Ele se acalmou. — Recuso-me a permitir que meu passado arruíne meu futuro. Não sou fisicamente tão forte quanto às  mulheres, mas também não estou quebrado por dentro. Estou curando. Recuso-me a fazer nada menos. Quanto mais aprendo, mais sou agradecido. Você entende?

Derek olhou para cima.

— Sim.

— Sinto vergonha às vezes por não lutar. — Foi sua vez de olhar fixamente para o chão. — Fiz tudo o que ele pedia porque estava com muito medo de que parasse de me proteger dos guardas. Ficava apavorado que morresse quando adoecia, pois não haveria como impedi-los.

Silêncio se prolongou entre eles.

— Devemos dormir. Derek caminhou para o corredor. — Vou pegar meu travesseiro para dormir no chão aqui no corredor.

— Pensei que fosse dormir no meu quarto.

Pausou, de costas para ele.

— O corredor é melhor. Fico mais distante de você. Ai.

— Faria isso se eu fosse Rusty ou Kit? Dormiria no chão? Aprendi a não deixar a cabana sem você. Estou ciente de todos os perigos agora. Não precisa ser minha baba como se eu fosse uma criança. Não sou.

Seu olhar saltou para seu peito.

— Estou mais que ciente disto.

A frequência cardíaca de Stiles aumentou. Não precisava perguntar-lhe o que quis dizer com isto. A atenção dele em seu peito deixou o significado claro. Ele deu-lhe as costas, mas não partiu.

— Pode dormir em seu quarto em vez do chão. Dou minha palavra, nunca mais farei qualquer coisa assim novamente. Pedirei a você para me levar para o rio da próxima vez.

— Por que fez isto? — Ele olhou para trás.

— Ir para o rio? Caminhei para o lado de fora para conseguir ar e o ouvi. Estava curioso. Pensei que estava dormindo e não achei que isto fosse grande coisa. Posso distinguir formas bem o suficiente para pensar que pudesse encontrá-lo sem cair em um buraco ou na água. 

Derek passou os dedos pelo cabelo, quebrando o contato visual.

— Tudo bem. Aceitarei sua promessa.

— Obrigado.

Ele hesitou.

— Não, não me ofereceria para dormir no chão com as fêmeas Espécies. Você não é  como elas.

— Sou menos, certo? Fraco? Talvez inútil? — Kit lhe disse que os homens viam os Presente desse modo.

— Olhe para mim.

Ele virou.

— O que?

— Sou apenas um homem, Derek. Estou ficando mais forte todo dia, e recuso-me a ser  trancado dentro de uma caixa, enquanto você e todo mundo joga a chave fora. Posso não ser tão fisicamente apto como as nossas mulheres, mas isso não me faz menos. Seu queixo subiu. — Sou tímido e menos propenso a ser brutalmente direta, mas me dê um tempo. Quero uma vida normal e isso é algo que vou ter que ganhar, a fim de ser tratado igual por aqui, não é?

Um grunhido suave saiu de Derek.

— Quer ser tratado do jeito que elas são?

— Sim.

Seu olhar o percorreu lentamente, olhando cada centímetro.

— Não deveria dizer isto agora. Você não sabe muito sobre os machos Espécies, não é?

— O que isso quer dizer?

— Acabei de te ver nu e está exigindo que eu o veja como se fosse qualquer uma fêmea Espécie. Suavemente rosnou. — Tenha cuidado com o que deseja Stiles.

Seu coração acelerou enquanto olhavam fixamente um para o outro. Olhou para baixo pelo corpo dele, e notou pela primeira vez que seu short formava uma tenda com o pau semiereto. Ficou surpreso pelo seu estado excitado. Estavam discutindo, mas isto pareceu excitá-lo. Isso não fazia nenhum sentido para si.

— Boa noite. — Ele saiu de sua visão para retornar ao quarto.

Stiles hesitou então correu atrás dele antes de perder a coragem.

— Derek.

Ele virou, um grunhido baixo passando por seus lábios separados.

— O que?

— Conte-me mais sobre os homens Espécies.

Seus olhos arregalaram e suas mãos esticaram até agarrar o topo do batente da porta do seu quarto.

— Agora não.

— Você disse que não sei muito sobre homens Espécies. Diga-me o que acha que eu deveria entender sobre eles.

Ele pareceu estar estudando seu rosto antes de falar.

— Você não pode ser tão inocente.

A explosão de temperamento ainda abasteceu sua coragem.

— Você está atraído por mim?

— Sabe que estou. — Olhou para baixo para a evidência. — É óbvio. Não há como esconder nesta boxer.

Stiles seguiu seu olhar e ficou um pouco boquiaberto com a vista do pênis de Derek empurrando contra o material. O contorno era grosso, grande e intimidador. Não estava certl como não notou sua condição até que o mencionou. Mas ele tinha olhos tão bonitos que o distraíam. E seu peito nu e os ombros largos. Toda respiração que dava a fazia apreciar a visão de ambos. Havia tanto sobre ele que achava fascinante. Derek não faria nenhuma das coisas que o Mestre fez. Estava disposto a confiar nele, ainda que ele não estivesse tão certo de sua convicção. Primeiro, entretanto, precisava descobrir se era tão resistente em ficarem mais íntimos porque ele era um Presente, ou era resultado de seus traumas. Sua boca dizia uma coisa, mas seu corpo mostrava interesse.

— Você quer dormir comigo? — Não podia acreditar que acabou de soltar essa pergunta, mas ficaria com o olhar fixo no teto a noite toda se repreendendo por ser um covarde. — Pensei que estava bravo. Estou confuso. Não entendo como pôde ter essa reação não gostando de mim.

— Estou furioso. — Ele continuava apertando a madeira da porta firmemente. — Tenho todos os tipos de coisas acontecendo dentro de mim.

— Que tipos de coisas?

Seu peito levantou enquanto sugava o ar antes de exalar lentamente.

— Não o desprezo. Esse é o problema. Podia ter sido morto pelos lobos ou levado pelo outro macho. Isso desperta certos instintos dentro de mim.

— Que tipo?

Ele fechou seus olhos e virou a cabeça para o lado para descansar sua testa contra o lado interno de seu braço, a frustração bem clara em seu rosto.

— Estou tentando entender. — Stiles suavemente explicou. — Não é minha culpa que fui mantido afastado dos homens Espécies e não sei tanto sobre você.

Sua cabeça virou na direção dele, seus olhos abriram.

— Sou um macho, não um homem.

— Eu te disse, estou trabalhando nessa coisa de linguagem.

— Você disse. — Ele largou o batente da porta e deu alguns passos hesitantes para frente, enquanto suas mãos abaixavam ao seu lado.

Stiles não retrocedeu, entretanto parte dele queria. Ele era grande e estava quase nu, mas era Derek. Surpreendeu-o quando de repente ele caiu de joelhos na frente dele, deixando seus rostos quase na mesma altura. Olhou profundamente nos olhos dele, enquanto suavemente encaixava seus quadris dentro de seu alcance. Ficou sem palavras apesar de querer saber o que ele estava fazendo.

— Explicarei. — ele falou.

Stiles assentiu, recusando-se a desviar o olhar dele.

— É meu para proteger. Sei em minha mente que você não me pertence, mas meus impulsos dizem o contrário. Outro macho chegou muito perto, e sei o que poderia ter feito com você. Isto me deixa meio louco por dentro.

— O que acha que ele teria feito comigo?

Uma sobrancelha escura curvou.

— Está certo que quer a verdade?

Nitidamente assentiu.

— Ele teria tirado sua roupa e te seduzido. Teria te montado quando estivesse disposto a aceitá-lo. Sua voz aprofundou. — Teria te virado e pegado você por trás. Isso significa sexo.

— Breeze disse para dizer a um homem para me pegar de frente, por causa do meu passado.

Ele ligeiramente empalideceu.

— Por quê?

— Era assim que… — Pausou, lembrando que ele odiava o termo “Mestre”. — O canalha fazia comigo. Ele sempre me pegava por trás, assim não tinha que me olhar e saber que me causava dor.

Derek pendurou sua cabeça até que sua testa quase descansou contra o topo de sua camisa. Sua respiração quente abanava o material fino. Stiles só hesitou por um segundo, antes de estender a mão e lentamente escovar seus dedos pelo cabelo curto.

— Como aquilo machucava? — Seu tom era áspero.

— Não entendo.

Ele continuou com sua cabeça abaixada.

— Era apenas porque você é pequeno e ele estava dentro de você que era doloroso, ou era porque não o queria e não estava molhado?

Ele foi direto o suficiente para surpreendê-lo. Também queria ser sincero com ele.

— Não sei. Não queria que fizesse aquilo e apenas doía.

Ele tirou uma mão de seu quadril, e deslizou um braço em volta de sua cintura, abraçando-o.

— Alguma vez foi bom? Nem uma vez?

— Não. — Talvez houvesse algo de errado com ele. Não considerou isso até este momento.

Derek finalmente ergueu a cabeça e ele olhou fixamente em seus olhos novamente.

— Nunca?

— Não.

— Ele acariciava você? Disse que nunca te beijou. Ele tentou te excitar?

— Ele agarrava meus quadris e me dizia para ficar quieto. Isto é tudo.

Raiva lampejou em seu olhar antes que desviasse o olhar.

— Apenas te forçava de joelhos quando o pegava?

— Mais ou menos. Curvava-me no final da cama e agarrava a grade. Era uma cama estreita.

Um grunhido o assustou. Foi um som alto, perigoso.

— Não. — Derek falou, segurando o olhar dele novamente. — Não sou ele.

— Sei disso.

— Você está curioso sobre sexo, e quer saber como seria se um macho que quisesse te tocasse?

Suas bochechas estavam queimando agora, e queria se esconder de seu olhar intenso, mas respondeu honestamente apesar disto.

— Sim.

— Por quê?

— Não entendo a pergunta.

— Por que quer que um macho te toque depois de ter sido machucado?

Tentou colocar seus sentimentos em palavras.

— Não queria a princípio, entretanto comecei a ouvir as  mulheres que vivem ao meu lado quando homens as visitavam. Elas continuamente convidam mais deles para seus apartamentos. Invejei-as porque soavam tão diferente de que conhecia. Os sons eram de prazer, não dor. Elas gostavam. Quero apenas saber como é ter alguém me tocando desse jeito. Não posso explicar melhor que isso. Gostei de tê-lo me abraçando na noite que passamos juntos.

— Não sou o macho certo para isso.

— Você não me quer. — Isso doeu. — Está tudo bem.

— Quero você. Estou dizendo apenas a verdade. Evito relações.

— É por causa de que fizeram com você? Fez com que odiasse?

— Não, não odeio. Tenho medo que perca o controle se tiver uma retrospectiva. Tenho pesadelos.

— O que exatamente fizeram com você?

Derek não respondeu e pensou que não iria, até que deu uma respirada irregular.

— Eles me deram drogas de procriação e colocaram coisas em cima dos meus olhos para me forçar a assistir vídeos de homens e mulheres humanas tocando em si mesmos. Deixava meu pau duro, porque sou macho e as drogas me excitavam muito. A dor lampejou em seus olhos bonitos. — Colocavam meu pênis em uma máquina que me estimulava a lançar minha semente.

— Roubavam seu sêmen para vender. — Lembrou-se dele lhe dizendo isso.

— Doía muito, e até depois que minha semente era tirada não paravam. Drogaram-me o suficiente para me deixar irracional, assim eu sofria. Comecei a associar dor e humilhação ao ver um corpo. Progredi um pouco desde que fui libertado. A forma de um corpo me excita agora, mas a ideia de completar a ação me faz hesitar.

Stiles continuou a acariciar seu cabelo com as pontas dos dedos.

— Isto fez com que se sentisse desse jeito, quando saí do banheiro agora sem minha toalha?

O braço ao redor de sua cintura apertou lentamente.

— Não.

— Como isto o fez se sentir?

Suavemente rosnou e abaixou seu foco para seu peito.

— Com medo, mas queria você.

— Como possivelmente posso assustá-lo? — Espantou-o que dissesse isto.

Derek olhou para cima e segurou o olhar dele.

— Você é menor que eu, e me preocupo em ser muito rude se puser minhas mãos em você.

— Está me tocando agora e está sendo muito gentil. — Stiles engoliu com dificuldade. — Talvez pudéssemos ajudar um ao outro a nos recuperar do nosso passado.

— Como?

Seu coração martelava de medo, mas queria Derek.

— Venha para a cama comigo.


Notas Finais


U.u até amanhã


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