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História Shadowborn (Stray Kids) - Capítulo 31


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Notas do Autor


Olhem minha outra fic, se quiserem, ok? Tá mto boa tbm.

Boa leitura. 💛

Capítulo 31 - Capítulo XXXI


Fanfic / Fanfiction Shadowborn (Stray Kids) - Capítulo 31 - Capítulo XXXI

— Hyunjin tem sido muito adorável, nem parece aquele garoto sério que você disse que ele era no início — diz Ana, enquanto passeamos pelo parque juntas de Will.

Observo um pássaro azul escuro pousar no galho de uma árvore a minha direita, ele abre o bico escuro rapidamente e cantarola, atraindo outro pássaro de sua espécie para perto de si. Sorrio com a cena.

— Sinceramente, não sei quem é mais adorável nessa história — diz Will, erguendo as mãos. — Acho que te shippo com Felix. Se bem que gosto de Hyunjin também...

Will retorce o rosto numa expressão confusa, e eu apenas solto uma risada soprada. Ana está empolgada com minha situação que, segundo ela, é como nos filmes de romance adolescente que gosta: uma garota dividida entre dois bonitões. Palavras dela. 

O problema é que tenho questões muito mais urgentes e que exigem mais da minha atenção do que meus sentimentos confusos por Felix e Hyunjin. Sallazar não apareceu desde aquele dia, e isso foi há três dias atrás. Seojoon me contou que ele voltou ao seu esconderijo, cuja localização não revelou a ninguém.

— Mas você ainda não transou com Felix, não é? — pergunta Ana, olhando para as pessoas caminhando ao redor.

— Como assim, ainda!? — A olho embasbacada.

Will ri, divertindo-se com minha cara. Cruzo os braços esperando uma resposta da morena.

— Vai me dizer que você nunca teve vontade de foder com ele? Quero dizer, ele é bem atraente. — Ela dá de ombros, também dando uma risada. — Pode acontecer de vocês transarem.

— Nós não nos beijamos já faz muito tempo, Ana, e nem sei se tenho cabeça para isso.

— Claro que vocês não se beijam há um tempo — diz Will. — Aconteceu tanta coisa nessa última semana que... Bem, não favoreceu vocês dois. Está claro que Felix respeita seu espaço.

Argh... E vocês? Não estão ficando com ninguém... Não conheceram ninguém...? — mudo o tópico da conversa para algo que não me leve à morte de Hyesung.

De qualquer maneira, Ana não mentiu; Felix é, sim, muito atraente.

— Eu conheci uma garota lá no Acampamento de Treinamento — diz Will, tímido. Ana e eu sorrimos empolgadas. — A gente marcou um encontro para esse fim de semana, vamos ver no que dá.

— Conhecemos ela? — pergunta nossa amiga.

— É uma das inspetoras de lá, sempre a vejo na cafeteria, depois fica de vigia perto dos chalés. Mas não sei bem... Acho que estou gostando de outra pessoa.

Essa afirmação nos pega de surpresa, Will nunca comentou sobre gostar de alguém. Noto certo desconforto em Ana, que parece mais incômodo por Will gostar de alguém.

— E você vai nos contar quem é a felizarda ou felizardo? — questiono, com um sorriso de confiança.

— Não direi nada até ter certeza. — Ele dá uma piscadela e se vira para Ana ao seu lado esquerdo. Will está entre nós duas. — E você, Ana?

Ela encolhe os ombros.

— Não gosto de ninguém — profere depressa. Conseguiríamos notar de longe que é mentira. Ana pode querer ser bem durona às vezes. — Não tenho tempo para essas coisas por causa do treinamento.

— Aham — digo, zombando. — Você não nos engana, querida Ana.

— Sendo assim, não quero falar sobre isso.

Assentimos, respeitando a escolha dela.

— E Sallazar, hein!? Que loucura, até hoje não creio que você é a garota da lenda. — Will parece deslumbrado, olhando para o horizonte com olhos brilhantes. — Confesso que estou meio apreensivo por causa daquele tal conflito que você nos contou.

— O maior problema é não sabermos quando isso vai acontecer, porque pode ser a qualquer momento — afirma Ana. — Nós temos o treinamento, mas eles não estão nos treinando para isso, especificamente. Eles nem sabem sobre o conflito. Queria que pudéssemos contar a eles.

— Eu também queria — admito, suspirando. Paramos e nos sentamos no gramado, observando a área verde que se estende a nossa frente. Uma brisa forte nos alcança de repente, acariciando minha pele e me fazendo fechar os olhos. — Infelizmente, mesmo que Sallazar tenha reaparecido, ainda é um homem misterioso. E sumiu outra vez. Confesso que me sinto um pouco culpada, perdi totalmente o controle dos meus atos e quase o matei. Quase matei o meu pai.

Franzo as sobrancelhas com o peso das palavras. Ainda é inacreditável que eu seja filha dele, mesmo que não tenha sido através de fecundação. 

Ana se levanta e vem para o meu lado direito, me deixando no centro. Ela e Will passam o braço pelos meu ombros, encostando-se em mim.

— A culpa não é sua, amiga — diz Will. — Ele é um cretino, impossível não se descontrolar. Você só precisa ter cuidado com isso.

— Um cretino do caralho! — Ana quase berra e, graças a Deus, estamos falando em Português, ou receberíamos olhares indignados de pais próximos com suas crianças. — Uma hora ele terá que voltar, você disse que ele quer te treinar, não acho que vá desistir assim.

— Talvez ele me odeie agora — digo, fitando meus coturnos surrados.

— E o prejuízo, cadê? — zomba Ana, me arrancando um sorriso. — Mas não acho que ele te odeie.

— Nem eu. Sallazar é do tipo sádico, deve estar fascinado pelo seu poder — pondera Will, fazendo aquela expressão que usa sempre que parece estar descobrindo algo que mudará a humanidade. — Você é mais poderosa que o cara mais poderoso! Puta que pariu, isso é incrível.

Rimos com a fala de Will, soando tão maravilhado que parece uma criança ganhando seu primeiro presente de Natal.

A verdade é que esses dias têm sido muito mais suportáveis por causa dos dois, amigos sinceros que eu jamais esperaria conhecer. Foi tão inesperado e súbito, e agora tenho certeza de que Will e Ana estão incluídos na minha lista de pessoas importantes, pessoas com quem me importo.

— Obrigada — digo, fazendo eles erguerem os rostos me olhando confusos.

— Pelo o quê? — pergunta o loiro.

— Por serem vocês — dou de ombros —, simplesmente.

Eles me esmagam em um abraço coletivo, me fazendo bufar, mesmo que divertindo-me. Meus amigos sabem que não sou muito fã de afeto excessivo, mas não me importo por ora. Ana caçoa:

— Awn, ela sabe ser fofa às vezes.

•••

Depois do treinamento cansativo chego na casa Kim a passos pesados, quase me arrastando pelo chão. Hyunjin não me escoltou hoje, dirigi o HB20 dele acompanhada por Ana e Will que vieram para Seul passar o dia comigo, tendo que voltar para casa sozinha.

Casa. Aqui não é minha casa e não há previsão para sairmos, o que me deixa frustrada.

A primeira pessoa com quem me deparo ao atravessar a porta é Chan, automaticamente me arrancando uma bufada. Tento passar direto, mas uma mão firme e quente segura meu antebraço nu com suavidade.

— Maria, não vá embora desta vez — diz ele, quase em súplica, com a voz angustiada. Sinto uma pontada no peito. — Por favor.

Não há mais ninguém por perto, o que me deixa sem saída, não tendo a quem recorrer. Reviro os olhos e firmo os pés no chão.

— Tudo bem. 

Não encaro Chan, não consigo; ao invés disso fixo meu olhar na parede atrás dele.

— Vamos cuidar desse seu corte primeiro — fala de maneira decidida, me puxando com delicadeza até o grande sofá preto. 

Há um corte em minha testa, resultado de uma luta com adagas contra um iniciando lycan. O australiano rapidamente pega o kit no armário ao canto, voltando e se agachando de frente para mim. 

— O que você tem para dizer? Não enrole. 

Daria para notar minha impaciência de longe. Ele respira fundo, enquanto molha uma gaze em um vidrinho de álcool, e diz:

— Precisamos falar sobre você e eu, sobre nossa amizade... E, antes de mais nada, quero que saiba que reconheço meus erros. — Decido olhá-lo nos olhos, vendo ali, nas íris avermelhadas, a sinceridade. — Reconheço que fui um maldito orgulhoso e egoísta, um babaca, quando você não tinha culpa de nada. E eu deveria ter lhe contado muito antes, você estava certa quando criticou minhas filosofias... Nem mesmo eu as segui.

Seus dedos pálidos e leves levam a gaze ao encontro do corte, a ardência vindo imediatamente.

— Ai! — balbucio, fazendo ele afastar a mão rapidamente.

— Me desculpe.

— Pode continuar, a dor faz parte.

Ele assente, continuando a limpeza. É estranho e, de certa forma, libertador finalmente conversar sobre o assunto com Chan. Já faz tanto tempo desde que Jung Mina veio e tudo aconteceu, e eu me afastei totalmente não dando espaço algum para ele. Mas, talvez, tenha sido melhor assim.

— No fim, foi Hyunjin quem lhe contou tudo! — diz ele, visivelmente frustrado. — Ele, pessoalmente, me disse. Não é engraçado que tenhamos sido grandes amigos um dia? Nos encontramos com Mina na segunda, acabamos decidindo deixá-la falando sozinha, estava fazendo mal para nós dois.

— E ela já foi embora de Seul?

— Não sei, mas espero não vê-la outra vez. — Ele assente com a cabeça, concordando consigo. — Sabe, não é que ainda sintamos paixão ou coisa assim por ela, é mais por causa da mágoa e as lembranças que ela nos traz. Mina fez mal tanto para mim quanto para Hyunjin.

— É, ele me disse que ela enganou você também.

— Enfim, o que quero dizer é que peço desculpas. Eu estava fora de mim, e óbvio que isso não justifica, mas não percebi que estava irritado demais e acabei descontando em uma pessoa que sempre esteve ao meu lado quando mais precisei. — Chan segura minha mão com a sua livre, acariciando as costas com o polegar. — Me desculpe, Maria. Quando você estava me rejeitando foi torturante para mim, ver minha melhor amiga ali, se afastando, e eu querendo estar ao seu lado. E sinto muito pela sua perda. Falando como seu melhor amigo dessa vez, e não como um presente no velório. Me desculpe, por favor. 

Fito os olhos de Chan por longos instantes, vendo o brilho de carinho e honestidade se abrigando neles. Suas sobrancelhas estão curvadas, e a carícia feita em minha mão é reconfortante.

— Eu lhe desculpo, mas com uma condição.

Ele empertiga, assumindo uma expressão de seriedade forçada.

— O que quiser.

— Você precisa me prometer, de verdade, não omitir mais nada de mim. — Ergo o dedo mindinho. — Sob nosso juramento de dedinho. Deus, há quanto tempo não fazemos isto!

Ele dá uma gargalhada gostosa.

— Eu prometo. — Ele entrelaça seu mindinho no meu com um enorme sorriso estampado no rosto, me dando a bela visão de suas covinhas.

— Já que estamos em um momento lindo de se abrir um com o outro — digo sarcástica, tomando coragem para relatar o que vem a seguir. — Bom, não vejo maneira mais sutil de contar isso: eu transei com Hyunjin.

Segundos de silêncio que mais parecem uma eternidade se seguem, me deixando tensa. 

— Não acredito nisso! — As orbes de Chan parecem estar prestes a explodir. — Meu Deus!

E algo inesperado acontece: Chan começa a rir. Confusa, vou no embalo e começo a rir também.

— Qual a graça? — pergunto, tentando conter meu riso.

— É que você e Hyunjin é tão... Não sei, improvável? Eu não esperava, mas não tenho nada a ver com quem você transa ou deixou de transar. — Ele dá de ombros, abrindo um sorriso de deboche em seguida. — Mas eu juro que vou matar aquele loiro falsificado!

Rimos feito idiotas.

Chan continua seu trabalho com o corte, colocando um band-aid ao finalizar. Acabamos programando para ele ficar e passar a noite comigo para que possamos ver algum filme.

É bom ter meu melhor amigo de volta.

•••


Notas Finais


Finalmente esses dois se resolveram aaaaa

Espero q estejam gostando.

Até o próximo cap.♡🌻


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