História Shadows in the Darkness - Capítulo 2


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Categorias (G)I-DLE, Big Bang, Blackpink, Breaking Bad, CSI: Crime Scene Investigation, O Código Da Vinci, Red Velvet, The Blacklist
Personagens D-Lite (Daesung), G-Dragon, Irene, Jennie, Jisoo, Joy, Lisa, Minnie, Miyeon, Personagens Originais, Rosé, Seulgi, Seungri, Shuhua, Soojin, Soyeon, T.O.P, Taeyang, Tom Keen, Wendy, Yeri, Yuqi
Visualizações 10
Palavras 1.743
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Choose right your fight


Um soco veio contra a barriga da garota de forma brutal.

Seu corpo fora levado para trás com o impacto sentido e o treino do qual a morena participava estava sendo infinitamente puxado. Algumas semanas atrás, Soyeon havia pedido para seu chefe voltar a treiná-la pelo fato de estar enferrujada, ato que ele concluiu de muito bom grado. Mas como nem tudo na vida são flores o americano na casa dos 30 anos resolvera ressurgir seu instinto sádico, ao ponto de fazer os treinamentos remeterem ao dos novatos mais fracos, onde o único intuito era aumentar a força das pessoas que estavam recebendo o dito treino.

E meus amigos, não era nada fácil.

A menor desfere um soco contra seu treinador, acompanhado de uma tentativa de chute na qual ele pega sua perna a atirando contra o chão. Desnorteada, Soyeon se levanta sentindo uma ardência na cabeça, indício de que havia batido o local com força. Ela precisava usar a cabeça, assim como o homem tinha força, a garota tinha agilidade. E inteligência também. Naqueles tipos de atividade, quaisquer truques sujos eram permitidos, de modo que uma barra de ferro foi utilizada pela Jeon para atingir as costas do homem. Quando ele se abaixou pela dor, Soyeon subiu em suas costas, se mantendo ali em cima enquanto desferia socos e até tapas contra a cabeça dele que tentava a retirar do local onde estava. O corpo do Diretor ia de um lado para o outro, ela tentava se manter ali ao mesmo tempo que tentava dar o máximo de golpes que conseguia. Tomando impulso para sair, seus pés se apoiaram nos ombros dele, enquanto seu corpo girava pelo salto que havia acabado de dar. Um gancho de direita foi emitido pelo homem, ato no qual Soyeon aproveitou para segurar a mão dele com as suas duas. Feito isso, a garota enfiou o polegar em seu nervo logo abaixo da palma da mão sem piedade alguma, evocando uma técnica antiga chamada Dim Mak, ou uma antiga arte chinesa que utilizava pontos de pressão com o único intuito de causar dor. O Diretor se ajoelha devido aos estímulos em suas sinapses nervosas, ato que ela aproveitou para dar um chute em seu rosto. Ela havia ganho aquele “round”. Pela primeira vez no dia.

A mão da garota se estendeu no ar para ajudá-lo a levantar, enquanto ela batia os pés impaciente. Soyeon conhecia o americano, muito bonito por sinal apenas pela alcunha de “Diretor” assim como todos os outros contratados da OAD. O sigilo quanto as vidas pessoais dos outros ali dentro era quase que uma religião, seguida fielmente por seus praticantes. Mesmo os integrantes de um patamar relativamente alto escondiam segredos uns dos outros, círculos dentro de círculos que se mantinham escondidos por um véu criado por uma fachada. Quem via o prédio por fora acreditava que era apenas um local destinado a escritórios, mas os internos sabiam a verdade.

Cada um dos ali presentes era uma arma.

— Não me diz que vamos repetir isso pelo resto do dia. Estou morta. E sim, é um trocadilho ridículo. — No dia anterior, ela matara um homem que estava com a língua solta demais. Uma coisa que ela não podia colocar na redação de biologia do colégio, pois possivelmente o título seria “Passo a passo de como estripar um corpo humano”. — Vamos comer algo, estou faminta.

As relações entre funcionários e superiores ali eram proibidas, mesmo que as de amizade ou próximas a isso. Porém aquela era uma situação meio diferenciada, caso fossem perguntados sobre o porquê diabos estavam tomando um café eram planos para explodir outro bunker. Coisas assim.

— Acho que não, garota. Temos uma reunião daqui a cinco minutos. Um de nossos associados disse ter um fato importante para contar e nenhum daqueles filhos da puta brinca em serviço.

— Se brincassem você iria fazer o que, arrancar a cabeça deles? — A sobrancelha da garota foi minimamente arqueada. — Não responda. Foi uma retórica.

Assim como dito por Soyeon ele não respondeu e apenas seguiu em frente, indo em direção a porta no fundo da sala. Os cômodos daquele prédio eram espaçosos e continham janelas do chão até o teto de vidro espelhado também a prova de balas. Uma precaução extra. A sala de reuniões se localizava no último andar da construção onde os tons predominantes nos corredores eram totalmente diferentes do que seu exterior entregava. Nas cores cinza e preto, a pintura fora feita com a finalidade de impor medo e respeito. A adolescente era relativamente nova para participar daquelas reuniões, sua idade a colocaria no patamar mais baixo da hierarquia porém suas idéias e ações a levaram até ali. A Jeon sabia se impor, sabia mostrar quem mandava e não se importava nenhum pouco com os meios utilizados para tais atos. E todos os presentes naquela reunião sabiam disso, assim que a garota e o Diretor chegaram na sala para tomar seus lugares, eles se levantaram para se curvar. Aquilo era feito sem exceção com cada um que se sentava naquela cadeira, mas com a primeira vez de Soyeon era diferente.

A trataram como a vadiazinha de estimação do coro.

E ela mostrara a eles que não era exatamente o enfeite do conselho.

— Quero um motivo plausível para ter essa reunião convocada, e você tem poucos segundos para me dar o que pedi. Ou vai ter que se virar com quatro dedos em qual é a sua mão de escrita? A direita? — O diretor pergunta, se virando para um de seus associados, o qual estava particularmente nervoso até demais. — Sabe que se não abrir a boca eu vou precisar arrancar de você e não vai ser da forma agradável.

O homem parecia mais pálido ao ouvir a palavra “dedo”, e ele tinha um envelope de papel pardo em suas mãos, envelope esse muito fino para mostrar sua real ameaça. O objeto é empurrado em direção ao homem sentado na cadeira que se localizava no “meio” da mesa, que o pega com uma feição esboçando tédio. Ao abrir o envelope e expor seu conteúdo sobre a mesa, arquejos de surpresa foram ouvidos em torno da mesa, e ao mesmo tempo, os olhos de alguns presentes queimavam de ódio. O homem na foto era um contatado daquele grupo que havia sumido duas semanas atrás, seu paradeiro era desconhecido e ele já era dado como morto. Junto a foto tinha a cópia de uma mensagem impressa. Mensagem essa que poderia deixar todos ali alarmados, afinal não era todo dia que se recebia algo do tipo:

Enquanto não olharem para seus erros, não irão me achar. Sugiro que comecem pelos contratados da empresa, afinal não é todo dia que se tem canibais, traidores e sobretudo, crianças nesse meio. Ah, e mais uma coisa: vocês pagarão por seus pecados.

Uma risada fina foi ouvida vindo de uma das cadeiras. Soyeon começara a girar sua cadeira enquanto soltava risadinhas com aquela mensagem, mas seus olhos queimavam com a raiva assim como os de várias pessoas ali. De repente ela trava a cadeira, se debruçando em cima da mesa e lançando um olhar para o portador do envelope.

— Acho que a parte de “crianças” é a parte que me toca. Isso veio do seu celular?

A surpresa era nítida no rosto do homem por ela ter sido a primeira a se manifestar, mas ninguém contrataria isso nem mesmo ele. Afinal todos tinham aquela dúvida, apenas foi verbalizada por uma pessoa que não se sabia ao certo como havia chegado até ali. Corriam boatos em torno da ascensão tão repentina da garota, até de que ela havia dormido com o diretor. Porém nenhum deles estava certo. Mas Soyeon os deixava correrem, a ajudavam mais do que atrapalhavam e passavam bem longe da verdade. Porém, aquela palavra, verdade, nada mais nada menos era que um ponto de vista. O homem assentiu, tirando o aparelho celular do bolso e o empurrando por cima da mesa também. A Jeon se estica para pegá-lo, vendo que o mesmo estava sem senha. Seu portador deveria tê-la removido antes por saber que seria revistado.

— Tentou rastrear quem te enviou isso? — Uma das vozes perguntou, outra que pertencia a uma mulher mas dessa vez muito mais velha. — Podíamos ver quem enviou caso consigam.

Um suspiro foi dado, e o homem balançou a cabeça.

— Tentei porém não consegui usar uma via de reconhecimento dupla com o aparelho.

— Talvez não tenha tentado o suficiente. — A voz do Diretor se fez presente no salão, fazendo os cochichos cessarem. Ele não entendia muito da parte tecnológica do processo, mas se recusaria veementemente a afirmar que era “basico” em alguma coisa, independente do que fosse. — Pra que diabos eu te pago se não é para fazer o seu trabalho com no mínimo, um pouco de competência? Caso for assim me avise para te substituir, aposto que aquele seu secretário que você come ia ficar muito feliz em poder assumir o seu cargo.

O americano conseguia ser realmente babaca quando queria. E um escroto também, mas ele era o escroto que eles temiam. Soyeon joga os cabelos para trás e levanta a mão, fazendo uma paródia de colegial. Ela adorava fazer o sangue dos mais velhos ali talhar pela sua presença e mais ainda por ter boas ideias. A garota ali no meio era como uma locomotiva que eles não conseguiam parar.

— Você tentou uma via de reconhecimento dupla e não deu certo, use o número de telefone para criar outras combinações com o mesmo número. As vezes ele pode ter apenas o reembaralhado. Ou talvez, usado um satélite próprio para coordenar o sinal do aparelho, de modo que precisariam não apenas hackear o celular como todos os satélites com linhas telefônicas para encontrar essa.

Uma peça que não tinha se encaixado na cabeça de nenhuma pessoa ali ainda, e que havia acabado de se montar na cabeça do Diretor foi o fato de quando o homem na foto sumiu, não havia arrombamento, não haviam sinais de luta ou coisas parecidas. Era como se o sequestrador fosse um contratado dali, uma pessoa que eles possivelmente viram no dia do sequestro e para a qual não deram muita atenção pois a função deles não era aquela. Era controlar crises, e uma estava a caminho.

Afinal, não é todo dia que um traidor está no meio do sistema como um vírus.


Notas Finais


🍒° — Música do capítulo: Hard Times
https://youtu.be/4jjkHL3ZXZo

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🍒° Alguns dos personagens não terão o nome de suas séries de origem. Várias séries citadas são apenas inspirações mas séries como “The Blacklist” farão uma pontinha bem importante.
🍒° Uma música será lançada a cada capítulo, cada música tem uma relação com o próximo capítulo.
🍒° Vou tentar, vou mesmo tentar postar dois capítulos a cada sábado.


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