História Shaking Lips - Capítulo 1


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Categorias Loona
Personagens Chuu, Kim Lip
Tags Chuu, Chuulip, Kim Lip, Lipchuu, Loona
Visualizações 141
Palavras 2.535
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: FemmeSlash
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


...uwu...
Já vamos na metade do projetinho!! Vocês acreditam? Pois eu não, socorro...
Espero que gostem. E qualquer semelhança com um certo MV... está longe de ser coincidência. hihi.

Boa leitura! <3

Capítulo 1 - Único: No need to hide.


Kim Jiwoo não era uma garota que gostasse de brincar com o fogo.

Porém, pela milésima vez só naquela semana, Jungeun estava a fazê-la quebrar os seus padrões.

Kim Jungeun, também conhecida com Kim Lip – por causa dos lábios lindos e pintados, talvez? – era uma garota cujo nome todo o mundo sabia, mas que ninguém conhecia realmente. Ela era um mistério, alguém incompreensível e completamente inacessível. Não abria o coração a ninguém, se é que tinha um coração, e consideravam-na uma princesa do gelo.

Mas talvez o apelido perfeito para ela fosse princesa do fogo, pois era bastante comum que se envolvesse em brigas com outras garotas problemáticas, e até mesmo garotos, por vezes. Ainda por cima, não gostava de perder, então quaisquer confrontos normalmente acabavam com a sua vitória ou inconsciência.

No entanto, nunca era ela que começava. Só se via em conflitos quando a provocavam ou desrespeitavam, então talvez até fosse alguém mais pacífico do que se pensava. Mas era verdade que, quando algo assim acontecia, Kim Jungeun perdia sempre o controle.

Ela devia ter algo acumulado dentro de si, mas ninguém realmente fazia ideia do que poderia ser. Ódio? Frustração? Falta de amor? Era impossível saber.

Talvez fosse à custa de todo esse mistério que várias garotas – mais do que garotos – se viam encantadas por Kim Jungeun.

O desconhecido e inalcançável é fascinante, não é?

Mas nenhuma menina se atrevia a dirigir uma única palavra à loira, com medo de ser rejeitada ou até mesmo maltratada. Ninguém sabia o que esperar dela, e ninguém tinha a ousadia de arriscar.

O desconhecido também é o mais assustador, afinal.

Só havia uma garota que estava disposta a se aventurar por esses caminhos.

Kim Jiwoo.

Era verdade que tudo o que tinha com Jungeun eram raras e ocasionais conversas de menos de dez palavras, onde a loira lhe perguntava sobre qualquer lição de casa ou trabalhos da escola, por saber que Jiwoo era uma aluna excepcional. Mas isso não era suficiente para a pequena.

Ouvia todo o mundo falar mal da garota loira, espalhando rumores de como ela provavelmente seria capaz de matar qualquer bichinho com as suas próprias mãos sem piedade alguma. Rumores que diziam que ela devia ter matado os próprios pais, e que era por isso que agia de um jeito tão estranho. Afinal, para não ter coração, devia ter sido ela própria que se livrara das únicas pessoas dispostas a dar-lhe amor, não era?

Não. Não podia ser.

Porque quando Jiwoo olhava para ela, não conseguia ver um único resquício de maldade. Sabia que as aparências iludiam, e que “os mais quietinhos são sempre os piores”, mas não conseguia acreditar que Jungeun pudesse ser realmente má. Nada justificava as brigas em que a loira se envolvia, mas também não havia nada que justificasse a divulgação de rumores tão frios e abomináveis como os que ouvia.

E era por isso que a garota estava disposta a arriscar-se um pouco para descobrir a verdade sobre Kim Jungeun.

Estava consciente de que precisava de ter cuidado. Jungeun não era alguém estável, e apesar de Jiwoo não ter más intenções, sabia que a loira podia interpretar algum dos seus gestos de maneira errada, e tinha noção de que isso não levaria a um final muito agradável para si.

Foi justamente por isso que agiu do jeito mais cauteloso possível.

O seu plano era seguir Jungeun depois das aulas. Ninguém sabia para onde ela ia no final do horário, muito menos onde vivia. E ninguém se tinha atrevido a segui-la, por motivos óbvios. Do jeito que aquela garota era, não seria de se admirar se ela tivesse uma arma em sua posse; e ela não teria medo de a usar.

Céus. Jiwoo sabia que não se devia aproximar dela, muito menos segui-la sem que ela soubesse. Porém, naquele dia, a sua consciência estava particularmente inaudível, o que a levou a fazer muitas decisões que em circunstâncias normais não faria.

Mas não havia mal arriscar-se um pouquinho às vezes, pois não? Se fosse por uma boa causa…

Okay, era possível que a sua causa fosse um pouco boba. Haveria a possibilidade de ter uma pequena paixonite por Kim Jungeun? Talvez…

Mas ninguém a podia julgar! Havia algo naquela garota que a cativava e a enfeitiçava de um jeito que nenhuma outra menina a fazia sentir. Talvez fosse a ideia de que talvez a conseguisse salvar. Salvar das trevas, das brigas, e da má reputação. Jungeun não era má. Jiwoo notava isso quando conversava com ela, por mais fria que a loira gostasse de se fazer parecer.

Então, no final do horário daquele dia, Kim Jiwoo seguiu cautelosamente o caminho que Kim Jungeun fez depois das aulas. Teve cuidado para não parecer suspeita para as pessoas que a rodeavam, e foi especialmente cuidadosa ao tentar não ser vista pela loira. No início do percurso, Jungeun não parecia estar muito preocupada em verificar se alguém a seguia, mas à medida que o tempo e a distância passavam, ela começava a olhar ocasionalmente para trás, como se estivesse indo, de fato, para um lugar que ninguém podia descobrir.

E tornava-se cada vez mais difícil para Jiwoo passar despercebida. Por precaução, teve de ir aumentando a distância a que se encontrava da loira, correndo assim também o risco de a perder de vista. Mas mais valia prevenir do que remediar, certo?

Foi então que, depois de longos minutos de perseguição perigosa – e bem-sucedida, por sorte –, Jiwoo viu Jungeun se aproximar de um monumento que parecia ser o seu destino final. Era gigantesco. A loira fez o seu percurso silencioso até ao interior do mesmo, dirigiu-se ao centro onde se encontrava uma espécie de palco circular vermelho, e pousou a sua mochila ao lado do mesmo.

O lugar era inexplicavelmente majestoso. No topo, havia uma cúpula de vidro, que deixava a luz entrar e iluminar a magnificência daquele lugar incrível. Estava abandonado e degradado, mas havia algo nele que lhe conferia uma aura imponente de imortalidade. Não estava minimamente protegido, como se nem sequer precisasse disso. Qualquer entrada era fácil, o que aliviou um pouco a pequena, que se aproximou sem fazer barulho. Escondeu-se atrás de uma das paredes desgastadas e escondidas na sombra do monumento gigantesco, e observou Jungeun com olhos curiosos.

A loira ficou estática durante alguns segundos, encarando o chão, como se esperasse para sentir algo. Era iluminada pela luz que vinha da cúpula no topo do edifício enorme, como se aquele momento fosse exclusivamente seu.

E então, começou a dançar.

Não uma dança frenética e escandalosa, mas uma dança clara, precisa e elegante, ao som de um ritmo imaginário cujas batidas Jungeun nunca perdia. O som dos seus passos ecoava alto sob a superfície oca do palco vermelho, de um jeito estranhamente melódico. Todos os sons que a garota emitisse eram amplificados pelo eco que havia no lugar, o que voltava a dar ênfase à sensação de que aquele momento era exclusivamente dela.

O corpo tenso de Jiwoo foi descontraindo aos poucos, perplexa por ver a tão-temida Kim Jungeun dançar de um jeito tão delicado. Mas tão apto. Como se soubesse sempre exatamente o que fazer, dominando completamente o próprio corpo e a atmosfera que o envolvia. Era um cenário inimaginável e inacreditável.

A Kim menor acabou por se esquecer do medo que sentia de ser vista, pelo simples fato de a loira parecer estar perdida no seu próprio mundo. Inclusive, Jiwoo estava a vê-la dançar de costas, e o provável era que Jungeun não se virasse para trás, portanto estava segura. Outra coisa que também lhe transmitia segurança era o fato de se encontrar na penumbra, num lugar coberto do edifício, onde a sua silhueta era especialmente difícil de se distinguir.

É. Não seria vista.

Agora, restava a questão:

Tinha acabado de descobrir que Jungeun dançava. Mas o que faria com essa informação?

Os seus lábios tremiam ao observar os movimentos perfeitos de Jungeun, e a vontade de se aproximar dela começou a surgir. Mas o medo também se fazia presente, e as memórias das vítimas dos punhos da Kim mais velha assombraram uma Jiwoo que não sabia o que fazer. Os minutos voavam junto com o resto de sanidade que lhe restava, chegando a um ponto onde a sua maior preocupação já não era a de não ser vista, mas sim a de controlar todos aqueles sentimentos que a simples visão do corpo de Jungeun lhe causava.

E a certo ponto, a Kim mais velha se virou.

E viu Jiwoo.

Mas não parou de dançar. Pelo contrário.

Pareceu ter sorrido de canto, de um jeito quase convencido.

O coração de Jiwoo pulou de medo. O que Jungeun faria consigo?

Nada. Ao contrário do que a pequena esperara, a loira não agiu. Não parou de dançar para descer do palco e ameaçá-la, nem nada do gênero. Simplesmente sorriu fraco, continuando a dar o seu show que, ao que parecia, tinha finalmente encontrado um espectador.

E Jiwoo não sabia se estava alucinando ou não, mas a dança da Kim pareceu começar a tornar-se mais poderosa a partir do momento em que a sua presença foi notada.

Os movimentos mais impactantes, ousados e confiantes cortaram o ar que envolvia a loira, bem como a respiração de Jiwoo, seguindo o ritmo imaginário que aquela dança tinha vindo a traçar. Então, a coreografia – ou improviso? – chegou a um fim, num último movimento gracioso que marcava claramente que Kim Jungeun já tinha dançado o suficiente. O seu peito subia e descia visivelmente devido ao cansaço, e sentou-se na borda do palco vermelho, pegando na sua mochila e tirando de lá uma barrinha de doce para comer.

Jiwoo permaneceu imóvel, observando-a de trás daquela parede, mesmo sabendo que já tinha sido vista. Notou que Jungeun parecia mais em paz do que normalmente se mostrava, e começou a pensar se a loira não seria, simplesmente, alguém que se sentia melhor estando sozinha no seu próprio lugar do que presa entre quatro paredes com inúmeras pessoas que desprezava.

Era uma visão agradável. Seria aquela a verdadeira Jungeun?

— Eu sei que está aí, Kim Jiwoo.

As palavras da loira fizeram-se presentes, alto o suficiente para que a sua voz ecoasse por todo o lugar. Um arrepio percorreu o corpo da menor. Paralisou completamente. O que diria?! Não havia resposta possível que passasse pelo seu cérebro. O seu primeiro reflexo foi voltar a esconder-se atrás da parede, e ouviu Jungeun rindo da sua reação.

— Não precisa ter medo — a Kim maior proferiu, serena o suficiente para que Jiwoo sentisse que realmente não havia problema. Então, uma Kim Jiwoo encolhida espreitou por detrás da parede, notando que Jungeun comia a sua barrinha de doce, parecendo não ter uma única preocupação no mundo.

Emanava uma aura completamente diferente da Kim Jungeun que era vista na escola.

Passos temerosos e leves foram ouvidos dentro do monumento, marcando o momento em que Jiwoo enfrentou o seu maior medo e foi finalmente ao encontro da loira tão temida.

Movia-se devagar, mas o seu coração batia rápido demais.

Jungeun não olhava para si, e Jiwoo não soube se ela o fez de propósito para não a assustar, ou por simplesmente não se importar.

Como sempre, Kim Jungeun era indecifrável.

Assim que a menor se aproximou o suficiente para que os seus pés estivessem dentro do campo de vista da loira, esta sorriu, batendo no palco em sinal de que Jiwoo se sentasse. Ela obedeceu, sentindo-se inexplicavelmente privilegiada por poder se sentar do lado da garota inalcançável. Nunca pensou que ela lhe dirigia a palavra sem intenções de descobrir se tinha havido trabalhos da escola para casa...

— Não pense que não notei que você me seguiu.

Jiwoo engoliu em seco, extremamente envergonhada. Ainda não tinha proferido uma única palavra à custa do nervosismo e do medo de dizer algo errado. Jungeun tinha notado isso.

— Você tem demasiado medo de mim. Eu não vou te bater. Não tenho motivos para isso.

Uma onda de alívio percorreu o corpo da menor, e as suas mãos pareceram ficar um pouco menos trêmulas. Mas o seu coração ainda batia com força o suficiente para quebrar o seu peito frágil.

— Porque me seguiu, pequena?

— Eu queria tentar te entender.

As palavras saíram tensas e rápidas, quase como se Jiwoo quisesse fugir logo depois de as proferir.

— Me acha tão misteriosa assim? Nunca pensou em... sei lá, vir falar comigo como uma pessoa normal?

Jiwoo sentiu uma pontada de ofensa, não sabendo se ela estava zombando de si ou se estava se referindo à própria situação abominável, criticando todas as pessoas que tinham medo de Jungeun à custa dos rumores estranhos e descontextualizados nos quais o nome dela era referido.

— Você tinha medo de mim, Jiwoo?

— Eu não tinha medo, eu…

— Eu não sou má. Eu nem me importo que falem isso de mim porque eu até prefiro que ninguém venha falar comigo, mas é solitário às vezes. E não é legal ter as pessoas olhando para você como se você fosse um monstro. Eu preferia ser invisível, sério.

— Você não é um monstro para mim  — declarou rápido, encarando as próprias mãos cerradas com força, encostadas sobre as suas coxas. Tinha a cabeça baixa e a franja tapando os olhos, como se quisesse se esconder depois de mostrar tanto do seu coração à garota que era vítima de todo o seu encanto.

— Eu sei que não. Caso contrário, você não se teria dado ao trabalho de me seguir até aqui.

— É…

Um silêncio momentâneo encheu o lugar, e durante esse tempo, o coração de Jiwoo pareceu acalmar um pouquinho mais. A loira olhou de canto para ela e achou-a uma gracinha, de bochechas coradas e feições envergonhadas.

Kim Jiwoo estava longe de ser indecifrável.

Pelo contrário.

— Olha... Você gosta de mim, Jiwoo?

A pequena não conseguia acreditar na leveza e tranquilidade no tom de Jungeun ao perguntar algo tão significativo como as palavras que tinham acabado de sair da sua boca.

— Eu só… Acho que você não é tão má como as pessoas dizem que você é… — confessou, ainda de cabeça baixa, mesmo tendo o coração gritando para se declarar.

O único problema ali era que Jungeun estava começando a ficar cansada de ver aquele rostinho bonito escondido debaixo daquela franja.

Então, olhou para a pequena de canto, sem conseguir evitar sorrir com o constrangimento dela. Levou a palma da mão à face do rosto delicado e rosado da menor, e viu os olhos dela arregalarem-se sob o seu contato. O sorriso de Jungeun fez-se presente de novo, arrasando o coração de Jiwoo. Era tão raro ver a Kim sorrir, e já devia ser a terceira vez que ela a fazia na presença daquela pequena.

— Isso é um sim? Você me seguiu até aqui, Jiwoo. Ninguém faz isso por pura curiosidade…

E aí, o olhar da pequena começou a alternar aflitamente entre os olhos castanhos de Jungeun, os seus lábios pintados, e qualquer ponto do seu campo de visão que não fosse o rosto inacreditavelmente belo da Kim.

Ansiedade.

Os seus lábios tremiam, desejosos por conhecer o sabor do vermelho da boca de Jungeun.

Jiwoo não podia mentir.

Mas não precisou de palavras para lhe contar a sua verdade.


Notas Finais


(Eu tô postando com o final assim vago esperando que tenha ficado subentendido o que a Jiwoo fez, socorro. Ficou entendível? Espero que sim... AHUAHUAHAUHUAHAH

E acima de tudo, espero que tenham gostado. Acho que esse plot não combinaria com mais nenhum ship sem ser chuulip, e não pude perder a oportunidade de incluir o meu ship favorito no projetinho. <3

Até à próxima!!


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