História Shaking the Walls - Namjin - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin)
Tags Baekhyun, Bangtan Boys (BTS), Boyxboy, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Got7, Jhope, Jikook, Jimin, Jin, Junghoseok, Jungkook, Mark, Markson, Minyoongi, Namjin, Namjoon, Romance, Seokjin, Straykids, Suga, Tuanjackson, Yoonseok
Visualizações 180
Palavras 5.826
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capítulo 01


Fanfic / Fanfiction Shaking the Walls - Namjin - Capítulo 2 - Capítulo 01

Quatro semanas depois, em San Diego

– Então, na noite de hoje, eu gostaria de fazer um brinde ao garoto mais lindo do mundo: ao meu filho, Kim Seokjin. E, ao seu futuro marido, quero dizer: cuide muito bem dele. Porque eu conheço pessoas.

Senti as bochechas corarem com o brinde que o meu pai fez a mim e ao meu noivo – o “futuro marido” que ele tinha acabado de ameaçar diante dos cinquenta presentes no jantar de ensaio. Ameaçar de uma maneira perfeitamente aceitável, claro, como o pai do noivo faz com o homem que lhe vai tomar o filho para sempre. E todos os convidados riram e ergueram a taça em nossa direção.

Meu noivo, Yuta Nakamoto, se levantou, apertou a mão do meu pai e deu um tapinha amigável nas costas dele. O tapa foi um pouco mais forte do que o necessário? Sim. A ameaça tinha sido tão afável quanto indicava o tom do meu pai? Não.

Meu olhar cruzou com o do meu pai, que piscou para mim. Deixei escapar uma risada alta, o que me rendeu um revirar de olhos da minha mãe, a pessoa com o revirar de olhos mais estrondoso naquele ambiente. Em qualquer ambiente. Principalmente em um ambiente no qual o meu pai também estivesse.

Aliviado por poder voltar ao meu prato, senti a mão de Yuta na minha nuca. Ele se inclinou sobre mim e me deu um beijo no topo da cabeça.

– Vou ali cumprimentar os Nickerson, já volto – sussurrou.

Beijei o vácuo atrás dele, que saiu voando para fazer sala. Ao me virar de volta, notei que minha mãe estava nos observando.

– Você não acha que deveria acompanhá-lo, querido? – ela perguntou, olhando na direção do meu noivo enquanto ele conversava frivolamente com as pessoas.

Nosso jantar de ensaio, e ele conversando frivolamente.

– Não muito. Já experimentou o suflê de alcachofra? Está uma delícia. – Dei mais uma garfada no suflê.

– Não acha que comeu o bastante, querido? Seu roupa de noiva já mal está cabendo em você.

– Ela gesticulou para o garçom retirar o meu prato.

Sorri resignadamente, pousando o garfo no prato com um barulho que me rendeu uma sobrancelha erguida.

– Desculpe – murmurei, limpando delicadamente meus lábios com o guardanapo, dobrando-o e então arrumando-o perfeitamente no colo.

– Deixe o menino em paz, Marjorie! Ele vai se casar, precisa aproveitar esta noite! Você sabe, antes de se enforcar – provocou meu pai.

Deixei escapar um bufo, e o pescoço da minha mãe ficou vermelho na hora.

– Por Deus, Thomas, não é apropriado provocar o menino assim na véspera do casamento – ele disse. – E o que foi aquele brinde? Você conhece pessoas ? Pelo amor de Deus, quem são essas pessoas? Contadores? Burocratas?

– Relexa! Foi uma brincadeira, só isso – retrucou ele, claramente se deliciando com a situação.

Divorciado havia seis anos depois de vinte e dois de muitos bate-bocas, não existia nada que deixava meu pai mais feliz do que tirar minha mãe do sério.

E ela sempre mordia a isca. No entanto, naquela noite, ela nos surpreendeu ao sair da mesa.

– Seokjin, vá ficar com o Yuta. Não é certo que ele tenha de recepcionar todos os convidados sozinho – ela disse antes de se afastar, sem olhar para o meu pai.

Alta e régia, a própria definição de mãe do noivo, ela habilmente se esgueirou para os bastidores a fim de averiguar se os garçons estavam circulando e se os convidados estavam sendo bem servidos. Era uma exímia anfitriã, papel que deveria ser meu. Sinceramente? Eu só queria mais daquele suflê de alcachofra tentador!

Lancei uma olhadela para o prato do meu pai, que sorriu e o deslizou pela mesa na minha direção. Sorri de volta e então devorei o suflê.

– E aí, preparado para amanhã? – ele perguntou enquanto observávamos o salão.

Gracejos, cordialidades, risadas contidas e decorosas preenchiam o salão.

Cinquenta de nossos amigos e familiares muito, muito próximos. E era apenas o ensaio. Quatrocentas (quatrocentas!) pessoas de todo o sul da Califórnia tinham sido convidadas para o casamento que ocorreria no dia seguinte, em um dos clubes mais sofisticados de San Diego. Éramos membros do clube havia anos, e, quando o divórcio dos meus pais se consumara, minha mãe deixara claro que aquele era território dela, e apenas dela. Mas meu pai arcaria com as mensalidades. Pensão alimentícia.

– Acho que sim – respondi, suspirando e me perguntando, não pela primeira vez, por que eu suspirava sempre que alguém me perguntava sobre o casamento.

Meu pai percebeu.

– Filho? – ele falou, e uma expressão de preocupação tomou seu belo rosto.

– Acho melhor ir cumprimentar os Nickerson – falei, após receber um olhar enviesado da minha mãe, do outro lado do salão.

Ela não fazia por mal. E, afinal de contas, era o jantar de ensaio do meu casamento; eu deveria estar recebendo radiante os parabéns de todos. Repeti isso para mim várias vezes durante o caminho da minha mesa, no canto, até o centro do salão, onde o meu noivo me estendia a mão. Assumi a mesma expressão de felicidade e espontaneidade que me rendera o título de Mister Golden State, quase dois anos antes. Yuta, o homem mais bonito que já conheci, sorriu para mim, e eu retribuí enquanto ele deslizava o braço em volta da minha cintura e, sem o menor esforço, me incluía na conversa.

Sorriso. Saudação. Risada. Sorriso. Saudação. Risada. Sorriso. Saudação.

Suspiro.

●●●

Consegui uma trégua um pouco mais tarde, depois que o café foi servido, os brindes intermináveis foram concluídos (o que restaria para dizer no dia seguinte se todos já tinham gastado seus discursos no jantar de ensaio?) e os convidados começaram a se dirigir à porta. Minha mãe socializava como uma profissional, sorrindo e assentindo com a cabeça para cada um que a parabenizava pelo filho adorável, pelo casal adorável, pela noite adorável.

Argh. Sorrir e assentir com a cabeça: isso era o que ela fazia de melhor.

Era um dom que eu não possuía, embora fosse capaz de fingir com primor.

Como provavam meu sorriso e assentimento durante uma discussão de vinte minutos sobre a melhor empresa de jardinagem da cidade; afinal, é preciso manter a grama sempre verde, mesmo em períodos de estiagem, não é mesmo? Ou meu sorriso e assentimento quando a senhora Snodgrass falou sem parar de um livro picante sobre o qual todos estavam comentando, mas que ninguém admitia ter lido, embora eu soubesse que todas as mulheres ali o haviam lido. Eu sorri e assenti com a cabeça até mesmo quando o senhor Peterson fez um sermão sobre imigração ilegal, sendo que eu sabia que a babá de seus filhos não tinha visto de permanência. Sinceramente, às vezes eu me sentia como aqueles cachorrinhos de brinquedo que as pessoas colocam no painel do carro. Mas então o treinamento do concurso dava as caras, e eu conseguia sorrir e fazer que sim por horas a fio, sempre parecendo interessado, sempre parecendo alegre, sempre parecendo bonito.

Mas o que se passava dentro da minha cabeça não tinha nada de bonito.

Dentro da minha cabeça, eu estava imaginando o que aconteceria se eu pulasse em cima de uma mesa e começasse a gritar. Como as pessoas reagiriam? Ficariam chocadas? Horrorizadas? Intrigadas? Quanto tempo levaria para alguém me tirar da mesa? E quanto tempo levaria para os convidados retornarem a seus cafés?

Fui removido do meu desespero mental pela minha mãe, que fazia sua segunda ronda pelo restaurante.

– Querido, os Snodgrass estão indo embora. Seja um bom menino e vá agradecer-lhes pela presença.

– Sim, mãe. – Sorrio e assinto com a cabeça. Especialmente para o meu belo noivo, que tinha sido mais rápido do que eu e já cumprimentava o senhor e a senhora Snodgrass.

●●●

Finalmente, Yuta e eu estávamos sozinhos na entrada do restaurante.

Antes que a Cinderela fosse despachado no gigantesco banco estofado da limusine, ela precisava se despedir do príncipe encantado.

– Está animado para amanhã? – ele perguntou, me cercando com seus braços fortes.

Braços que, como todas as outras partes do corpo, ele mantinha fortes graças a horas de tênis, raquetebol, natação, corrida e, claro, golfe. Um aficionado por golfe. Eu havia sido incentivado a aderir ao esporte e assim fizera. Claro que sim. Suspiro.

– Estou muito animado para amanhã – murmurei contra o peito dele, sentindo o cheiro de sua colônia. Intoxicante.

– Comentei com o Nick Nickerson que você gostaria de fazer trabalho voluntário quando voltarmos para a cidade. Ele está presidindo o comitê pela nova ala pediátrica do hospital. Inscrevi você.

– Bem, ok. Mas não sei quanto tempo terei. Acabaram de receber dois cães terapeutas no hospital e precisam de ajuda para...

– Seokjin. Querido. Já falamos sobre isso. A terapia canina foi incrível, mas isso fazia parte da sua plataforma do corcuso de modelo. Só que você não participa mais de concursos de beleza, e nós concordamos que precisa esquecer isso e assumir novos projetos, não concordamos?

– Mas, Yuta, venho trabalhando com essa organização desde o ensino médio. Nunca foi só porque eu era candidato. Eles sempre precisam de ajuda, e eu acho que...

– Não.

– Hum. O quê? – Franzindo o nariz, fitei meu noivo.

Yuta Nakamoto era alto. Moreno. Lindo. Perfeito. Minha mãe, que tinha um faro para a perfeição, foi quem nos apresentou. Yuta era advogado. Sua vida era argumentar, motivo pelo qual eu nem me dava o trabalho de discutir com ele. Difícil fazer frente ao advogado mais implacável do sul da Califórnia. Eu sabia que ele o era porque estava escrito em uma placa exibida sobre sua mesa. Então, eu raramente tentava. Entretanto...

– Você me disse não ?

– Sim.

– Pode me explicar o motivo? – Me afastei um pouco do seu peito quando Yuta tentou me abraçar com mais força.

– Não agora.

– Mas…

– Querido, está tarde. Teremos bastante tempo para falar sobre coisas desse tipo depois. Por enquanto, se concentre em ter uma bela noite de sono para acordar lindo para mim amanhã. – Sua voz aparentava brandura.

– Você sabe que eu estou louco para que amanhã chegue logo, não sabe? E depois? A lua de mel, príncipe. A melhor parte.

Suas mãos deslizaram pelas minhas costas e me puxaram para mais perto.

Soltei um suspiro, engoli o que ia dizer e me concentrei nos braços que me prendiam. Que me envolviam, quero dizer.

– Duas semanas no Taiti. Bangalô privativo. Sunga. Ou nem isso – ele sussurrou, deslizando as mãos para baixo e agarrando a minha bunda.

– Yuta! Alguém pode ver! – protestei, olhando ao redor.

Ele riu; pensava que esse tipo de protesto havia acabado. Afinal de contas, iríamos nos casar no dia seguinte. Suspiro.

– Querido, vá dormir. Amanhã, vou estar à sua espera no final do corredor da igreja. Você vai estar deslumbrante. Nós vamos dizer algumas palavras, trocar uns anéis, e então você será toda meu. O que acha? – ele murmurou suavemente enquanto me rodopiava, antes de me colocar no chão e abrir a porta da limusine.

– Aham – respondi, um pouco tonto depois do rodopio.

– Aí estão vocês! Yuta, vá para casa. Amanhã ele será todo seu, mas por hoje ainda é meu! – exclamou minha mãe, surgindo ao meu lado, um grande sorriso no rosto.

– Sim, mãe Kim – falou Yuta, que sabia o quanto ela detestava ser chamada assim.

Não contive uma risada, e minha mãe me olhou feio.

– Se despeça do seu noivo – ela disse em um tom reprovador, se abstendo de fazer qualquer comentário sobre o “mãe Kim”, como sempre.

– Boa noite, Yuta – falei, inclinando a cabeça para um beijo na testa.

– Boa noite. Até amanhã – disse Yuta, nos acomodando no ruge-ruge de seda e cetim.

Sentado ao lado da minha mãe, ouvi-a tagarelar enquanto o carro dava a partida e tomava o caminho da nossa casa. Onde eu morava desde a faculdade.

Casa dos pais. República. Casa dos pais. Casa do marido? Suspiro.

●●●

Uma hora mais tarde, eu estava no quarto em que dormia desde os sete anos.

Cama com dossel. Pompons. Faixas. Troféus. Concursos de beleza, lembra?

Aninhado sobre os cobertores, sentia o corpo quente, o coração batendo mais rápido do que o normal. Nervosismo por conta do dia seguinte, certamente. O casamento com Yuta.

Olhei para a fotografia na mesa de cabeceira. Nós dois, no dia em que ele me pediu em casamento. Na foto, o anel de noivado brilhava tanto quanto agora, no meu dedo. Era o maior diamante que eu já tinha visto, chegava a ser quase constrangedor. Tirei-o e o pousei ao lado do porta-retratos.

Eu conhecera Yuta onze meses antes. Ficamos noivos cinco meses depois do dia em que nos conhecemos. Um furacão, para dizer o mínimo – e Yuta era o furacão mais perfeitamente bem-acabado que já se viu. Nunca havia um fio de cabelo fora do lugar, nunca havia uma mancha de comida na gravata, ou um pedaço de espinafre nos dentes. O espinafre jamais se atreveria.

Mas qualquer pedaço de espinafre adoraria ter a chance de se alojar ali.

Yuta era o cara: sofisticado, bem relacionado, o solteiro que todas as pessoas de San Diego a Santa Barbara tentavam fisgar havia anos. Qualquer pedaço de espinafre se consideraria extremamente sortudo de ficar preso entre aqueles dentes de pedigree; era o que qualquer mãe espinafre sonharia para o filho. Alto. Bonito. Rico. Boa família. Se você se comportasse direitinho, poderia ganhar o bilhete premiado.

Eu era Mister Golden State. Ele era a minha coroa final após uma vida de beleza e demonstração de talentos. Eu poderia me entregar suavemente aquela noite lindamente executado, com o minha roupa no lugar. E um grito silencioso no fundo da minha garganta.

Com esse pensamento reconfortante – por reconfortante, entenda-se absolutamente aterrorizante –, apaguei a luz.

Rolei para a direita. Rolei para a esquerda. Direita. Esquerda. Direita.

Esquerda. Lágrimas.

●●●

Olhando para trás, eu queria poder dizer o que especificamente provocou uma reviravolta e me fez abandonar o casamento. Tudo o que sei é que, desde o momento em que, naquela manhã, coloquei os pés no chão, tive a sensação de que algo estava fora dos trilhos. E não me refiro apenas ao meu estômago, que não tinha parado de se remexer e de resmungar desde as três da madrugada. Suflé de alcachofra demais? Nunca saberemos.

Comi aveia em praticamente cada manhã da minha vida. Aveia em flocos, um nada de adoçante, frutas frescas (mirtilo era quase sempre a escolha da minha mãe – antioxidantes são nossos amigos!) e um pouquinho de leite desnatado. Mas hoje, quando entrei na cozinha, deparei com algo que nunca tinha visto.

Donuts.

Reais. Suculentos. Açucarados. Gordos. Maravilhosos. Donuts.

Tipo, com açúcar e gordura.

Olhei ao redor para ter certeza de que, sim, eu estava na minha própria casa. Minha tigela com aveia estava na mesa, o jogo americano e os talheres cuidadosamente postos, como de costume. A panele elétrica estava ligada, com a porção recomendada, quentinha, pronta para comer. O pequeno frasco de leite desnatado estava ao lado da tigela, com rigorosamente meia xícara daquela água suja.

Mas… eu já mencionei que havia donuts?

Pensando em retrospectiva, eu estava errado quando disse que não sabia o que provocou uma reviravolta naquela manhã. Foi com os donuts que eu saí dos trilhos.

Olhando ao redor mais uma vez, agora para ter certeza de não havia ninguém espiando aquele pecado culinário mortal, caminhei em direção à bandeja. Admirei os donuts, empilhei-os e arrumei-os com esmero de modo a criar uma apresentação lindamente deliciosa. Entre aquelas maravilhas da confeitaria, aquelas gostosuras fofinhas, aquelas gordurosas e açucaradas destruidoras de dieta, escolhi um donut do fundo, coberto de chocolate brilhante e de um ímpeto furioso contra todas as dietas que eu já havia feito.

Eu era um garoto magro; a genética associada a um estilo de vida sul- californiano me fizeram magro. Um dos motivos pelos quais ganhei o concurso de Golden State foi justamente o fato de eu ser a imagem dtdoípico garoto californiano “que todas querem ser”. Mais vom descendência coreana, Cabelo loiro. Branco. Alto Com menos curvas e mais colinas e vales. Forte graças à corrida, ao tênis, à ioga, ao pilates, ao que você imaginar. Aprendi, desde novo, que ser magro era melhor, e a prova disso é que nunca, jamais, um donut havia entrado na nossa casa. Claro, eu já tinha comido um ou outro nas festas de pijama na casa de amigos. E, quando fiz dezesseis anos e compreendi que a carteira de motorista e o dinheiro que eu ganhava trabalhando como babá me davam a liberdade de comer o que e quanto eu quisesse – o que, para ser franco, me rendeu quase cinco quilos a mais e um duro sermão da minha mãe sobre saúde e bem-estar, além da proibição de trabalhar como babá –, eu me deliciei com alguns quando a minha boca não estava sendo supervisionado. Entretanto, repito: nunca em toda a minha vida eu tinha visto um donut na minha casa. E então na minha mão. E então dentro da minha boca. E então… um segundo donut, talvez?

Lá pelo terceiro donut, minha mãe entrou na cozinha com meu assessor de casamento, Terrance. Pelo berro que saiu da boca dela, qualquer um pensaria que me viu com um facão ensanguentado na mão, e não com uma inocente rosquinha de canela. Então ela falou calmamente:

– Esses donuts são para o pessoal de apoio, Seokjin.

Sinceramente, eu preferia o berro. No caso dela, calma não era bom sinal.

Ela não percebeu o desconforto de Terrance quando dissera “pessoal de apoio”, mas, àquela altura, eu já não me importava. Era cada um por si. Ou por ela.

O Seokjin de sempre, castigado, teria feito que sim, colocado o donut de volta no lugar com um gesto arrependido e saído do aposento em silêncio, ciente de que essa indiscrição seria mentalmente catalogada e retomada no futuro, de preferência quando eu menos esperasse. Eu era um homem de vinte e quatro anos que ainda levava bronca da mãe sempre que ela considerava necessário. Ao longo dos anos, eu havia tolerado as reprimendas com uma espécie de perplexidade, mas ultimamente o controle que ela exercia sobre a minha vida – controle que, admito, eu havia concedido – tinha chegado ao limite.

Eu sabia que uma crítica ainda mais dura viria horas depois, quando eu precisasse prender a respiração para conseguir entrar no terno de noivo. E, por um motivo desconhecido, decidi colocar um basta na situação – usando meu delicioso, enorme donut.

Enchi a boca com metade daquele pedaço de paraíso, mastiguei, respirei pelo nariz e então abocanhei a outra metade e abri um sorriso, as calorias e os reprimidos vinte e quatro anos de “vai tomate cru, mãe!” turbilhonando na minha corrente sanguínea. Foi uma sensação inebriante. Engoli e lambi a ponta dos dedos com calma, sem tirar os olhos da minha mãe.

Como era de se esperar, ela permaneceu inabalável.

– Terrance, você faria a gentileza de começar a preparar a sala de estar? Imagino que o cabeleireiro chegará a qualquer momento e quero garantir que tudo esteja no devido lugar – ela disse, assentindo regiamente com a cabeça.

Terrance me lançou um sorriso amarelo, pegou uma rosquinha de canela e foi para onde havia sido mandado.

Fiquei sozinho, com minha mãe.

– Seokjin, estou certo de que você não teve a intenção de ser tão grosseiro quanto foi. O que o seu assessor vai pensar? Um noivo lindo se entupindo de comida a poucas horas de entrar no roupa para o qual passamos meses preparando o seu corpo. Desse jeito, teremos sorte se os botões não estourarem.

Deixei escapar um discreto mas desafiador arroto.

Minha mãe suspirou e olhou para o balcão. E nesse instante eu me dei conta de que aquela era a sua expressão infalível quando se tratava de mim. Ela estava sempre suspirando, quando não me pressionando. Estava sempre suspirando, quando não me silenciando. Estava sempre suspirando, quando não descrevendo em detalhes o que eu tinha feito de errado.

Eu amo a minha mãe, mas não posso negar que às vezes era muito difícil gostar dela.

– Seokjin? – Ouvi, o que me fez notar que o suspiro terminara.

– Sim?

– É assim que um mocinho responde a uma pergunta de sua mãe?

Me empertiguei automaticamente, barriga para dentro, peito para fora, cabeça ereta como se houvesse um fio no teto puxando minha coluna. Afinal de contas, a boa postura é o cartão de visita das boas maneiras.

– Mãe, me desculpe por ter sido grosseiro. Tenho certeza de que vou entrar na minha linda roupa.

Ela me examinou com cautela, o belo rosto meticulosamente contido, o cabelo meticulosamente contido, e finalmente assentiu uma única vez com a cabeça.

– Agora, vá pedir desculpas ao Terrance, querido, e, por favor, não coma mais nada até que o seu marido lhe ofereça um pedaço do bolo de casamento. Será um dia lindo… Estou tão feliz por você! – Ao se virar para se dirigir ao quintal, onde o jardineiro certamente estava arruinando suas estimadas begônias, ela falou por cima do ombro: – Vou deixar um diurético em seu criado-mudo, querido. Vamos ver o que conseguimos fazer com esse inchaço nos seus tornozelos.

Tive de reunir toda a minha força para não chutar alguma coisa com os meus tornozelos inchados. Isso se eu conseguisse erguer as minhas patas de elefante do chão. Relaxei a postura, lambi alguns grãos de açúcar incriminatórios no canto da boca e fui até Terrance e o restante do “pessoal de apoio”.

●●●

– Sabe, eu já vi de tudo – comentou Terrance. – Mãe do noivo quase saindo na mão com mãe do outro noivo. Noivo bêbado caindo de cara no bolo de casamento. Uma vez, cheguei a ver o pai do noivo tentando agarrar um dos padrinhos!

O esquadrão do glamour estava a todo vapor. Tinha uma pessoa arrumado meu cabelo, outra fazendo minha mão, outra me maquiando, outra fazendo meu pé. Enquanto isso, no cenário de fundo, uma música animada tocava e alegres padrinhos dançavam enquanto bebericavam mimosas. A casa era a própria Central do Casamento Feliz, e risadinhas irrompiam pelos quatro cantos. Ainda assim, eu, sobre quem a frivolidade pairava, estava a ponto de explodir em lágrimas. O que parecia passar despercebido por todos.

Os padrinhos eram amigos meus de anos – amigos com os quais eu, em determinado momento, tinha tido muita coisa em comum, mas dos quais vinha me sentindo cada vez mais distante nos últimos meses, conforme o precipício matrimonial se aproximava. Ao olhar para aqueles rostos perfeitos, me dei conta de que não me importava com nenhum deles. Ninguém havia percebido o meu humor soturno, exceto o meu assessor.

– E também já vi muitas noivos nervosos e suando frio – acrescentou Terrance, agachando-se na minha frente, entre duas manicures e um maquiador. – E aí, quer me falar o que está acontecendo?

Terrance tinha um metro e noventa e oito de altura e estava fabulosamente enfiado em um par de sapatos número trinta e quatro. Os quais, eu tinha certeza, eram aferrados em seus pés. De pele cor de caramelo, minúsculos dreadlocks e gigantesca personalidade, ele tinha planejado o casamento de cada pessoa rica do sul da Califórnia nos últimos dez anos. Foi a única pessoa que deu ouvidos ao que eu queria para o casamento e, embora eu tivesse cedido aos desejos da minha mãe, sempre brigou por mim. E parecia enxergar coisas que os demais não enxergavam – ou fingiam não enxergar. E ele percebeu que as lágrimas que começavam a se formar nos meus olhos não são de alegria.

Desde que tinha saído da cama naquela manhã, eu estava sentindo uma bola no meu estômago. E não era nervosismo. Eu participava de concursos de Mister desde os quatro anos de idade e sabia lidar com frio na barriga. A cada hora que passava, aquele bola aumentava e já estava afetando o resto do meu corpo. Havia um zumbido nos meus ouvidos. Os dedos das minhas mãos e dos meus pés estavam dormentes. A língua, inchada. E os meus olhos não paravam de se encher de lágrimas. O coração estava acelerado, as mãos estavam pegajosas, e palavras pinicavam a minha garganta e literalmente começavam a vazar.

Palavras assustadoras. Coisas como “não”. E “pare”. E “falando sério, pare agora”.

Mas era apenas o nervosismo por conta do casamento, certo? Aquele suor frio que me assombrava havia um mês mais ou menos. Já não eram mais assombrações. Era um grande bloco de gelo. Mas normal, certo? Não era uma reação de autodefesa do meu corpo inteiro na tentativa de externar um verdadeiro sentimento de dúvida… certo?

– Acho que só preciso ficar sozinho um pouco – falei com dificuldade, conseguindo conter as outras palavras que faziam força para sair, lutando desesperadamente para respirar.

Sufoca. Respira. Sufoca. Respira. Por favor , respire… E… Desmorona.

Terrance olhou mais uma vez para mim e pediu ao esquadrão do glamour que desse o fora. Padrinhos zarparam num borrão de sucos de laranja e champanhe, e então eu finalmente me vi sozinho.

Afundei a cabeça nas mãos e me rendi às lágrimas. Como acontece com todo mundo no dia do casamento, certo? Oh, não. Errado, muito errado.

Aquilo me parecia errado, tudo aquilo parecia muito, extremamente errado.

Eu não estava simplesmente nervoso; eu estava em estado de pânico. Um pânico que precisava de espaço para se mover e dar voz ao que me revolvia por dentro.

Minha mãe entrou na sala e perguntou:

– Posso saber por que há cinco padrinhos, duas manicures e um maquiador bebendo mimosas lá fora?

E, como estava, sentado naquele lugar, cercado por uma anágua bonita e refinada, finalmente vomitei as palavras que fermentavam dentro de mim desde manhã:

– Eu não quero me casar com Yuta.

Oh. Oooooh.

Você já passou por uma situação em que as palavras parecem pairar no ar?

Eu conseguia literalmente ouvi-los ecoando no tenso silêncio. Ergui a cabeça, e um par de saltos altos se revelou, um dos quais batia furiosamente no assoalho de madeira escura. Distingui pernas bronzeadas e torneadas, cujos joelhos estavam começando, se tanto, a se enrugar, uma saia de linho off- white, uma blusa de seda cor de pêssego, um rubi, uma esmeralda, um diamante, batom Chanel (Rouge Coco Shine, obrigada-de-nada) e arregalados olhos realçados por mais do que uma pequena dose de irritação.

– Perdão, mocinho? – ela disse. Pela primeira vez, a preocupação cruzou a sua expressão.

Preocupação com o que eu estava sentindo? Ou preocupação com a hipótese de eu estragar o seu dia perfeito? Eu sabia em qual opção apostaria todas as minhas fichas.

– Eu não quero me casar com Yuta Nakamoto. – Uau, que sensação boa.

Suspiro.

– Seokjin, pode me dizer o que está acontecendo?

Então, repeti, com vontade:

– Eu não quero me casar com Yuta Nakamoto! Nem hoje. Nem nunca. – Ao dizer essas palavras em voz alta, a reação no meu corpo foi imediata. A minha espinha se empertigou como se um peso tivesse sido removido, e a minha cabeça pareceu flutuar, presa a um barbante, uns cinquenta centímetros acima do meu corpo.

Se eu estivesse em uma fábrica, teria escrito isso num pedaço de papelão e subido em uma mesa para exibi-lo aos quatro ventos no melhor estilo Norma Rae.

– Ok. Não sei o que deu em você hoje, mas estou começando a ficar irritada.

Irritada? Aqui vai mais um pouco de vômito verbal para ajudar com a sua irritação:

– Eu não quero me casar com Yuta Nakamoto. Nem hoje. Nem nunca.

Uau, eu estava começando a me sentir bem. A minha cabeça estava flutuando lá em cima, leve como pena. E, o que era isso, eu estava sorrindo?

Um sorriso pequeno, mas um sorriso. Eu estava sorrindo.

O mesmo não podia ser dito da minha mãe.

– Explique-se – ela ordenou. E, quando a minha boca se abriu, ela acrescentou: – Se repetir isso mais uma vez, eu vou...

Soltei uma gargalhada. Em um ritmo latino, repeti:

– Eu não quero me ca sar. Yuta Nakamoto. Nem hoje . Nem nunca . – Concluí batendo meu quadril no da minha mãe, o que desmontou meu cabelo.

– Não quero mais ouvir essa baboseira! – vociferou minha mãe. – Trate de se recompor. A casa está cheia de gente, e eu não vou permitir que eles presenciem um colapso nervoso.

– Colapso nervoso? – Gargalhei de novo.

– Acho melhor eu tomar um pouco de ar. É… Um pouco de ar vai me fazer bem. – Soltei risadinhas, com um sorriso de orelha a orelha agora.

– Tchau, mãe. – Me virei na direção da cozinha e peguei minha bolsa e a chave do conversível. Conversíveis só servem para uma coisa, justamente o que eu desesperadamente precisava naquele momento: sentir o ar na cara. Vamos nessa.

– Você não vai fazer isso, Seokjin. Seokjin, me ouça! – gritou minha mãe enquanto eu me apressava em direção à porta da frente, guinchando de tanto rir.

Caramba, colapsos são rápidos. Escorreguei para dentro da BMW, dei a partida e atravessei a entrada de carros antes que minha mãe chegasse à porta da casa.

– Vou ligar para o Yuta! – ela berrou enquanto eu acenava loucamente para o esquadrão do glamour, que espreitava do portão do quintal dos fundos.

– Eu não vou me casar com Yuta Nakamoto. Nem hoje. Nem nunca! – exclamei mais uma vez, agora ao ritmo de “Ode to Joy”.

Saí do meu bairro, fiz algumas curvas loucas e peguei a estrada, capota abaixada, música a todo volume. Ainda de pijama.

Ponto para o filho da fruta do Seokjin!

●●●

Minha mãe me ligou. Dezessete vezes seguidas. Depois, Yuta ligou.

Catorze vezes seguidas. Depois, meu pai. Uma vez. Deixei todas as ligações caírem na caixapostal. Minha caixa de mensagens se entupia a cada minuto.

Não a conferi nem uma vez sequer. Depois de dirigir por um tempo, acabei na praia. Sentei na areia, e deixei o sol me banhar através da fino pijama de algodão. Passei as mãos pelo cabelo, sem me importar com o fato de que meus dedos estavam cheios de areia.

Observei uma família de quatro pessoas caminhando em direção à água.

Dois pais, filho e filha. Eles espalhavam água para todos os lados e brincavam, Um dos pais lindo de Sunga, e outro pai muito bem também de bermuda. Enquanto as crianças brincavam de fazer um castelo de areia, os pais se beijaram. Uma mão do homem de bermuda desceu e apertou a bunda da homem com sunga, que riu e fingiu afastar a mão- boba. As crianças viram os dois se beijando e fizeram cara de nojo, mas não pararam de rir. Então, as pais pegaram os filhos e os quatro foram para a água mais uma vez.

Casal bonito. Filhos lindos. Família feliz. Beleza não precisava significar fingimento. Mas, no meu caso, significava. Minha família sempre tinha sido linda, e perturbada. Eu sabia muito bem que algo podia ser belo por fora e desagradável por dentro. Depois do divórcio dos meus pais, a energia que a minha mãe costumava gastar nos bate-bocas com o meu pai foi canalizada para mim, para que eu sempre estivesse na ponta dos cascos. Talvez ela não fosse como aquelas mães obcecadas que transformam o filho em boneco de auditório. Mas era controladora. Determinada. Ela nunca se casou de novo, nunca sequer namorou, e se tornou amarga; não foi da noite para o dia, mas aconteceu.

E uma vida com Yuta seria “Um dia na vida dos Batedores de Boca”.

Ah, não de imediato. Primeiro viria a beleza, o glamour. Eu era capaz de ver essa vida passando na frente dos meus olhos como se já tivesse acontecido. O casamento com Yuta me daria tudo o que me ensinaram a desejar. Um marido lindo. Uma casa linda. Um carro novo a cada dois anos. Título do clube de campo certo. Presença em todos os comitês sociais esperados. Três filhos com exatos dois anos de diferença entre cada um. Depois a obrigatória recauchutagem com lipoaspiração na barriga, para manter tudo exatamente onde “deveria” estar. Férias de verão, Natal, férias de primavera… O que mais se poderia desejar?

Mas eu queria menos . Eu queria tão, tão menos. E, embora sempre tivesse havido pequenas bolhas de “É isso mesmo o que você quer?” pairando sobre mim, eu estava em negação até mais ou menos quarenta e cinco minutos atrás. Beleza levava a bate-boca, bate-boca levava a divórcio, e divórcio levava a amargura. Eu não queria beleza para então me separar. Eu não queria amargura. Queria para sempre. Queria um amor avassalador, intenso, enlouquecedor, ardente. E, se a gente tivesse de brigar, a gente brigaria, mas sem bater boca. Bater boca era a pior coisa do mundo.

Meu celular tocou de novo. Yuta. Levantei, limpei a areia do corpo, caminhei até a beira do mar e arremessei o telefone no Pacífico.

Em seguida, voltei para o carro e dirigi até a casa do meu pai.

●●●

Quando meus pais se divorciaram, eu tinha acabado de entrar na universidade. Assim, já era adulto o suficiente para não ter de escolher um lado. Mas, nos detalhes, que, com o tempo, deixaram de ser tão detalhes, escolhi extraoficialmente o lado do meu pai. Tranquilo, flexível, rápido para distribuir abraços e mais ainda para cair na gargalhada. Quando estava com ele, eu era um filho diferente. “Sente direito”, “Endireite essa postura”, “Não acha que uma salada de frutas seria melhor?”: eram as coisas que minha mãe murmurava automaticamente. Já do meu pai eu ouvia coisas como: “Você estava lindo na apresentação”, “Da próxima vez, não vai ter pra ninguém, gatão”, “Deixe para comer ameixas quando você estiver velho vamos, pegue o Big Mac”.

Meu pai me amava, simples assim. Então, em meio a um colapso nervoso e precisando de um refúgio seguro, para onde mais eu iria?

Como ele não estava em casa quando eu cheguei, parei o carro na parte de trás e me aninhei na rede da varanda dos fundos, tentando manter os pensamentos afastados de qualquer coisa que fosse importante. Ouvi o seu carro na entrada de veículos, e ele estacionou assim que avistou o meu.

Com uma expressão preocupada, caminhou até a varanda. E, depois de notar o pijama e os grãos de areia nos meus pés descalços, imediatamente compreendeu mais do que eu mesmo havia compreendido até aquele ponto.

– Oh, Seokjin – meu pai disse calmamente.

– É… – falei, pegando impulso para fazer a rede voltar a balançar.

Por um momento, ele apenas me observou.

– Certo – afirmou por fim, pegando seu celular.

Eu o escutei dizer à minha mãe que, sim, tinha me encontrado e que, sim, eu estava bem e que, não, eu não iria me casar naquele dia. E que ele me levaria para casa quando eu estivesse bem para isso. E que, não, ela não podia vir agora. Quando a ouvi berrar que mandaria Yuta me buscar, meu pai disse exatamente o que pensava da ideia. É possível que tenha envolvido as palavras “chutar” e “saco”. Em seguida, ele desapareceu dentro da casa, voltou com duas cervejas e nós ficamos sentados um ao lado do outro em silêncio.

E não era cerveja light. Eu parecia determinado a ingerir todas as calorias da Califórnia em menos de vinte e quatro horas.

E a ideia me soava boa pra baralho.



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