História Shall Never Surrender - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Devil May Cry
Personagens Dante, Lady, Nero, Personagens Originais, Trish, Vergil
Visualizações 18
Palavras 1.234
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Determined?


Fanfic / Fanfiction Shall Never Surrender - Capítulo 14 - Determined?

Parece que minhas palavras não surtiram efeito algum sobre a batalha. Apenas sobre o demônio-líder, que continuava me encarando, decidindo as possibilidades. Abaixei minha cabeça, esperando o pior. Eu sabia que não poderia sobreviver, pois Sanctus poderia ter a opção de me eliminar ali mesmo. Eu reconhecia que não era grande coisa, mas algo dentro de mim afirmava que ele queria algo mais do que matar sucintamente.

Ele já sabia a minha importância para Nero. Todos sabiam disso. Quando fiquei nas mãos de Sanctus, Nero devastou tudo e todos apenas para me ter de volta. Com certeza, ele não estava querendo colaborar, agora que estava preso. Acho que se Sanctus me tivesse nas mãos novamente, Nero iria colaborar. Quase gritei de dor em meu coração quando pensei em como ele poderia estar. Mas era para isso que eu estava indo. Para tira-lo de lá. E eu tinha uma certeza: Sanctus não era idiota. Ele, provavelmente, saberia o que eu estaria tramando. Mas eu precisava desviar essa atenção dele. Os segundos se passaram. Os minutos se arrastavam. Nada acontecia. Meus braços estavam arrepiados por causa do frio. Minha jaqueta havia ficado com Kalinne, pois eu não tive coragem de removê-la. Eu queria que uma parte de mim ficasse com aquele anjinho. E que minhas mãos iriam vingar aqueles desgraçados que fizeram isso com ela. E com todos. Finalmente algo aconteceu. Dois demônios, provavelmente menores, agarraram meus braços com força. Segurei meu choro, pois minha clavícula ainda não estava nada bem. Eles nada disseram, mas me pegaram e me jogaram no chão. Suas grandes pernas chutaram meu estômago, e eu reprimi um grito. Eu esperava por isso. Eles queriam vingança. Deixei meus olhos fechados, enquanto eles me agarravam pelos cabelos e me jogavam contra um carro quebrado. O vidro de uma das portas cortou meu braço esquerdo, e eu não aguentei. Gritei de dor. Eu não podia me defender. Eu havia me rendido. Por ter feito isso, era esse comportamento que eu esperaria. Como se eu quisesse morrer. Não era verdade, mas para conseguir o que eu queria, deveria me submeter a tal tortura. E, por outro lado, eu também não conseguiria me defender. O sangue jorrava de minha ferida, e a batalha continuava em volta. Tentei me esquivar de um soco do monstro, por instinto, mas ele me acertou bem no nariz, fazendo com que sangrasse horrores. Gritei em agonia, implorando para que parassem. A essa altura, eu não estava mais lembrando o porquê de estar fazendo isso. Havia perdido completamente o juízo. Socos e chutes seguiram-se por muitos minutos, seguidos de ataques com a espada. Eu percebi que eles não atacavam áreas letais, mas ainda assim, eu não aguentaria muito mais. Eu não conseguiria me defender, nem se quisesse. Nero, pensei. Perdoe-me. Eu sou fraca demais. Não aguento mais. Eu... Eu te amo. A dor era alucinante. Eu não conseguia mais manter meus olhos abertos. Percebi que não tinha nenhuma importância para Sanctus. O fim havia chegado. Eu morreria ali. Moribunda, maltratada e humilhada.

E com esse pensamento, comecei a me entregar. Não haveria mais chance para mim. A escuridão veio como uma luva, e eu por instinto, a agarrei. – Kyrie. Uma voz forte e bem pronunciada pronunciou meu nome. Mas eu não conseguia ouvir. Estava me afogando. – Kyrie. Pela segunda vez, meu nome fora pronunciado. Mas a água invadia meu ser, me puxando para longe e inibindo meus sentidos. – Abra seus olhos, querida. Está tudo bem. Tentei abrir minha boca e gritar que nada estava bem, mas não consegui. A água me puxava. A escuridão me dominava. – Kyrie, não a nada a temer. Nada está acabado. Abra seus olhos. Tentei me agarrar à voz como um colete salva vidas. Precisava sair dali, precisava ver quem estava me chamando. Com um enorme esforço, imaginei meu rosto. Cada forma, cada detalhe. Imaginei o local onde meus olhos ficariam. Era muito difícil, mas eu não iria me render. Agarrei-me a voz, e assim que consegui ter uma noção de suas palavras, empurrei as minhas pesadas pálpebras para cima. Nada havia mudado. Mas eu havia parado de me afogar. Uma escuridão me dominava, mas ainda assim, estava quieto e seguro. Tentei abrir minha boca para procurar a voz, mas isso seria esforço demais. Felizmente, ela não saíra dali. – Muito bem, Kyrie. Você é corajosa. É a minha menina corajosa. Ofeguei internamente. Meus olhos encheram-se de lágrimas. Eu conhecia aquela voz. E fazia algum tempo que eu não a ouvia. Credo. Uma luz dourada se estabeleceu pelo perímetro, fazendo com que as feições de meu irmão ficassem expostas aos meus frágeis olhos. Meus lábios tentavam se abrir ao vê-lo, mas eu mal tinha forças para manter meus olhos abertos. Credo ficava nítido a cada minuto, fazendo com que meus olhos precisassem se esforçar, para me acostumar com a sua presença. Quando ele viu que eu tentava corresponde-lo, seus lábios abriram-se em um luminoso sorriso, suas mãos procurando as minhas. – Minha menina – Ele apertou minhas mãos ao toque. Tentei chama-lo, mas não conseguia pronunciar uma palavra sequer.

– Não se esforce, minha criança. Você terá muito esforço pela frente ainda, portanto não gaste as suas energias. Hã? Muito esforço? Na morte, nós nos esforçávamos? Ergui minhas sobrancelhas em um gesto inquiridor, mas Credo apenas riu e afagou meus cabelos. – Sei o que está pensando, meu amor. Mas não. Você não está morta. Mas agora você está nas mãos de Sanctus, portanto, você terá que lutar ainda mais. Um aperto envolveu meu peito. Eu continuava viva. Eu encontraria Nero. Mas, será que eu seria forte o suficiente para sobreviver a Sanctus? – Sim, Kyrie. Você é a pessoa mais corajosa que conheço. Mais corajosa do que eu. Se eu fosse esperto, eu poderia tê-la colocado na guarda, te treinado... Mas eu não podia me permitir. Você é como se fosse a minha filha, e eu queria te proteger o tempo todo. – Mas, minha querida... Eu tinha medo por você. Você parecia tão frágil e inocente. Mas, no fundo, eu sabia que você era mais do que isso. Minha pequena guerreira. Sobreviva. Lute. Faça melhor do que eu. Consegui abrir meus lábios. Com um imenso esforço, deixei escapar uma palavra. – Co... Como? – Sendo você mesma, irmã. Tudo o que você tem feito está certo. Mas, ainda assim, você precisará se redobrar. Não vai ser fácil daqui para frente, de onde você parou. Agora, nos domínios das trevas, você terá que ser a luz. Por um motivo, Sanctus sabia de sua importância. Mas ele não sabia que ela seria usada tão cedo. Ele a usou para atingir a Nero e a mim. Mas, tenha cuidado agora. Porque, obviamente, ele vai usar Nero para atingi-la. Meu coração apertou. Tentei abrir a boca, mas som nenhum saiu. Não. Não. Não. Por favor, Nero não. – Seja forte, Kyrie. Eu te amo. Credo começou a desaparecer, fazendo com que meu coração retumbasse e eu me desesperasse. Não. Por favor. Eu não queria perde-lo novamente. – Eu... – Eu tentava gritar, mas um sussurro mal contido era o único que eu conseguia pronunciar. – Eu... Eu... Te... Amo. Uma lágrima escorreu de seu olho, assim como escorria do meu. Juntos, selamos nossas mãos em um gesto fraternal, e assim Credo se foi. A escuridão começou novamente a tomar conta, e me deixei ser levada por ela. Agora, a pior parte de minha vida iria acontecer. E, obviamente, ela seria um inferno. Literalmente. 


Notas Finais


Espero que gostem, se puder comentem <3


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