História Shall Never Surrender - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Devil May Cry
Personagens Dante, Lady, Nero, Personagens Originais, Trish, Vergil
Visualizações 7
Palavras 1.438
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - First Half


Fanfic / Fanfiction Shall Never Surrender - Capítulo 16 - First Half

Quando vi que estava sendo arrastada até a ponte, percebi que meu destino estava chegando ao fim. Tudo o que eu precisava era aguentar mais um pouco, apenas adquirir um pouco mais de tempo. Ouvi um zumbido alto dentro de minha cabeça. Isso provava que o chip ainda estava na ativa e que eles estavam monitorando tudo.

Aliás, como eles deveriam estar? Me peguei estando preocupada com aquele trio maluco, do qual eu prometera não ter mais afinidade do que simples negócios. Mas sabia que isso não seria possível. Eu me importava com eles. Com cada um deles. Esse era o meu maior erro. Eu me apegava muito às pessoas, de uma forma que eu não conseguia explicar. A consequência disso era que eu estava indo até o Inferno, literalmente, para poder resgatar aquele que eu transformei em tudo. A ponte começou a se esticar em nossa direção e eu fui jogada no centro. O chão ardia em brasas e me peguei segurando um grito. Eu precisava ser forte. Não podia demonstrar fraqueza na frente desses miseráveis. Com dificuldade, coloquei-me em pé e rapidamente dois Mephisto me seguraram. Ou melhor, fizeram uma simulação de Quem arranca o braço da magrelinha primeiro? A ponte começou a se mover na direção do pedestal onde Yamato estava sendo mantida, com fortes guardas garantindo a perfeição e a segurança da espada. Chegamos ao ponto final da ponte, com Yamato nos saudando com toda a sua graça e firmeza. A espada estava envolta por uma áurea forte e vermelha, nos transparecendo poder e audácia. Estávamos bem próximas a ela, tão próximos que eu quase conseguia toca-la. Mas então algo aconteceu. Yamato reluziu de tal forma, como se algo ou alguém a estivesse invocando de algum lugar. Meu primeiro pensamento foi... Nero. Mas depois, percebi que ele não tinha mais acesso a tal artefato. Então vi que minha entrada estava prevista e que aquela era a deixa para a minha chegada. Tudo começou a ficar ainda mais vermelho do que o normal e eu percebi que a minha hora estava próxima. Concentrei-me totalmente em minha mente, pronta para memorizar as imagens de onde eu estaria sendo levada daqui em diante. De onde era o verdadeiro covil de Sanctus. Os demônios me agarraram com força, mas aparentemente eles não me machucavam muito mais. Percebi que agora, a parte final seria de Sanctus, que estava louco por vingança. Yamato reluziu fortemente e o pedestal sob ela começou a girar em trezentos e sessenta graus. Conforme ele virava, a temperatura começava a subir e a angústia em meu peito, começava a crescer. Onde estava formando o buraco, era negritude pura e ao fundo, se prestasse bastante atenção, gritos eram ouvidos ao longe. Meu peito começou a se fechar e minha respiração começou a ficar mais densa. Sons de tortura, gritos de agonia e rizadas de prazer ecoavam de dentro do buraco que cada vez ia ficando mais fundo. Os gritos começaram a ficarem insuportáveis, com sons de membros se partindo, pessoas implorando, almas chorando como bebês enquanto a sua essência era consumidas.

E o pior de tudo. Elas se regeneravam novamente, para uma nova onda de tortura. Uma forma de se dizer: A punição eterna. Percebi que o mal estava tão presente naquele momento, que todas as almas que foram à maldade em pessoa em vida, junto com as criaturas demoníacas e a isenção da tortura eram tão forte que eu precisei me segurar para não desmaiar. Aquilo era demais. No Inferno, quem não havia sido designado até o tal lugar, morreria antes mesmo de cruzar o portal. Agora eu entendia o porquê. Simplesmente a bondade da pessoa iria ser consumida junto com a sua vida. Eu comecei a sentir uma angústia imensa em meu ser, como se meu lugar não fosse ali. Gritei apavorada quando a angústia se transformara em terror e então a minha ficha caiu. Eu estava sendo arrastada para aquele lugar. Estava sendo arrastada para o Inferno. Todas as razões sumiram de minha mente. Não. Não. Eu não podia ser levada até aquele lugar. Um jogo macabro começou em minha mente e percebi que Sanctus havia começado a jogar comigo. – Pare! – Gritei – Por favor, não. Não. Eu quero sair. Eu não quero entrar! A última parte saiu com um único grito de terror e eu entendi que isso era um jogo. Eu não queria entrar, seria demais para a minha alma. E se eu morresse e minha alma ficasse presa ali? Eu nunca havia feito mal algum. Não que eu me achasse melhor do que todo mundo. Mas ainda assim, sabia que não merecia o Inferno. Mas eu entendi que havia uma pessoa lá dentro que precisava de mim, mesmo que eu fosse milhões de vezes mais fraca. E, se ele ficasse a salvo, então eu aceitaria a punição eterna. Mas por ele. Vendo meu pânico aparente, os demônios começaram a vibrar e eu fui jogada dentro do buraco com violência. Memorizei o buraco. Captava cada detalhe. Guardava todas as informações em minha mente. Mesmo que fosse tudo escuro, que minha morte estivesse próxima. Nero iria sair dali. *** A queda não chegava ao fim. Eu estava caindo em direção a nada em particular. Mas continuei atenta. Precisava memorizar a velocidade da queda, os contornos avultados em minha volta. De repente, a queda começou a diminuir. Eu não estava enxergando bem por causa do olho machucado por um dos demônios, mas percebi uma claridade. Uma claridade a princípio amena e morna, mas que a cada vez que passava, ela ficava mais escura e mais quente. Vultos enegrecidos apareciam do nada, e puxavam meu cabelo ou beliscavam minhas costas.

Alguns chegavam a me agredir. Então, finalmente, algo aconteceu. Minha queda diminuiu por completo e eu estava parada em pleno ar. Não havia densidade, não havia tempo. Para mim o jogo estava no começo. Mas não era nada divertido. Milhares de vultos começavam a me cercar, me chicoteando e me puxando. Foi então que um corte foi aberto em meu braço. O sangue escarlate começou a jorrar, comparado a muitos outros que eu já tinha. Imediatamente tudo parou. Meu sangue continuava pingando e os vultos me observavam. Eles não tinham formato. Não tinham rosto. Sua forma era constituída pela maldade, pela tortura e pelo medo. Quando eu os olhava, sentia vontade de desistir e me entregar. Mas não fiz isso. Ouvi um sussurro letal vindo de um deles. A voz da criatura penetrou por minhas entranhas e gelou meu coração. Senti minha própria alma ser açoitada. – Viva. Muitas vozes como aquela começou logo em seguida e eu dei um grito de agonia. Era totalmente insuportável. – Ela é formada em carne. Seu sangue jorra de seu corpo. Sua alma clama em seu ser. Meu grito foi ensurdecedor. A voz era de maldade pura e eu não suportava tanta tortura. – Ela não é nosso dever. Pertence a um de nossos mestres. Pertence a Aquele que nos indicou para vir vê-la. A dor em minha alma era tanta que eu sentia que ela queria sair. Que meu corpo queria desistir de lutar. Era muita maldade. Não conseguia suportar. De repente, a dimensão começou a se transformar. Aquilo ainda não era o coração do submundo. Eu não resistiria se entrasse lá. E nem Nero. Memorizei o lugar e a informação. Comecei a me dirigir para o lugar aonde eles me direcionavam. Felizmente eles ficaram em silêncio, mas eu não iria me distrair neste momento. Agora estava tudo em jogo. Precisava memorizar tudo. Rios escarlates nos cercavam, enquanto eu era carregada em uma passarela completamente em lava. Eu desconfiava de que se pisasse ali, meus pés iriam adorar o tratamento. Gritos eram escutados ao longe e sons de tortura também.

Eu ainda não estava completamente dentro do Inferno, mas estava no meio termo. Como uma transição. Precisei me concentrar. A passarela ia ganhando forma ao final e duas portas negras me aguardavam cerradas. As maçanetas eram de um branco polido. Eram completamente feitas em ossos e trançadas com partes de tecidos. Meu estômago revirou, mas continuei em frente. Percebi que o lugar era fortemente guardado e protegido. E indistindo. Eu fora trazida ali, agora como é que Dante, Trish e Lady iriam chegar até ali, era outra história. Memorizei bem o local e os arredores. Se havia alguma entrada, eles teriam que achar. A minha parte estava concluída. E percebi que minha vida também. Diante daquelas portas, percebi que agora era tudo ou nada. Poderia não viver, mas também não iria cair sem lutar. Porque detrás daquela porta o meu maior desafio me aguardava. Minha audiência com Sanctus iria começar. 


Notas Finais


Mias um capitulo fresquinho, boa leitura <3


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