História Shall Never Surrender - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Devil May Cry
Personagens Dante, Lady, Nero, Personagens Originais, Trish, Vergil
Visualizações 12
Palavras 1.042
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - Promise


Fanfic / Fanfiction Shall Never Surrender - Capítulo 18 - Promise

Sanctus ainda estava me observando. Eu desconfiava de que ele estava suspeitando de algo. Afinal, eu me render sem ter nada em troca... Não estava correto.

Ele não poderia desconfiar de que Dante e as meninas estavam tramando. Era a minha única chance. A única chance de Nero. E a última chance do mundo. Mas Sanctus sabia. Ele sempre sabia. Ter eu ali era um trunfo, mas agora eu sabia. Ele iria me usar para chantagear Nero. Eles precisavam chegar logo. E rápido. – Vai me contar tudo o que sabe. A voz dele foi como aço. Gelada, fria e inerte. Eu já imaginava que não poderia ser tão fácil assim. Eu distrair Sanctus enquanto eles entravam, faziam um resgate a lá Tom Cruise e tudo ficasse bem. Eu sabia que ele descobriria que eu não estava ali por ter me rendido. Estava ali por ser uma isca, mesmo que por sacrifício próprio. Mesmo assim eu não iria me dar ao luxo. Não iria abrir a minha boca. Ele estapeou novamente minha face. – Vai me contar tudo o que sabe. – Repetiu naquela mesma voz monótona e mecânica, fria e letal. Levantei meu rosto latejando. Lágrimas desceram sem minhas ordens, mas mesmo assim, eu não iria sucumbir até ele. A mão dele desceu como brasa em meu rosto, só que dessa vez, foi diretamente. Ele literalmente socou a minha cara. O impacto me fez sucumbir e cair estatelada no chão, gemendo de dor. Eu estava com tamanho ódio, que não conseguia me mobilizar. Eu não tinha forças contra ele. Nem imaginava como eu faria se tivesse. Tudo o que eu havia feito começou a passar pela minha mente... Quando eu havia visto Nero pela primeira vez, eu tinha cinco anos. Eu estava chorando, porque meus pais haviam morrido. – Por que está chorando, garota? – Uma voz inocente e firme me perguntava. Quando olhei para cima, vi um garoto. Um garoto magro e alto, com os cabelos louros platinados e gigantes olhos azuis. Ele parecia ser uns dois anos mais velho do que eu e me estendia a mão, como se quisesse me confortar apenas com aquele gesto. – Porque meu papai e a minha mamãe foram embora! – Soluços preenchiam meu corpinho magro. Eu não conseguia me imaginar sozinha naquela hora. Credo tinha apenas dezessete anos de idade. Era um adolescente sozinho e confuso. E a obrigação de cuidar de mim caiu sobre seus ombros. O garotinho sorriu lentamente, me ajudando a me levantar. Depois, com a manguinha de seu casaco, desajeitadamente secou minhas lágrimas. – Meu papai e a minha mamãe foram embora também. Mas eles foram faz tempo. Eu não os conheço. Minha boquinha se abriu em um “O” de surpresa. – Como assim? Você ficou sozinho?

– Sim. – Ele assentiu com o rostinho sério. – Fiquei. Mas eu não fiquei chorando como um bobão. – Ei! – Eu gritei brava. – Eu não sou bobona! Ele riu. Depois ele me ajudou a ficar em pé direito. – Eu sei. Eu estava brincando. Quer ver uma coisa? – O que? Ele fechou suas mãos em dois semicírculos. Depois, com um pouquinho de esforço, ele fechou os olhos. – Diga para a borboleta acordar. – Ele me disse sorrindo. – Hein? – Vamos, fale! – Tudo bem. Borboleta, acorde! As mãos do menino se abriram e ele deixou uma linda borboleta surgir. Ela era azul e preta, de tamanho grande. A borboleta deu um longo giro sobre nossas cabeças, como se estivesse nos unindo. Ele segurou a minha mão e eu não a soltei. Ele me olhou sorrindo. – Sou Nero. Sorri para ele com os olhinhos brilhando. – Kyrie. *** Minha mente começou a vagar novamente. Parou quando eu estava com treze anos, uns cinco anos antes. Nero e eu estávamos sentados sobre a videira, em um grande banco de vime. Ele estava envergonhado, pois havia machucado seu braço. Parecia estranho e quieto e sempre que eu tentava aborda-lo, ele se esquivava. Mesmo aos quinze anos, Nero era um excelente guerreiro. Fora considerado um dos melhores lutadores da Ordem, sendo até cogitado para ser o próximo sucessor de Credo. – Nero, você está bem? – Já disse que estou. – Desculpe. – Eu recuei. Nero suspirou e pegou a minha mão. – Não, me desculpe. Eu estou estressado. É só isso. – É muita pressão para um menino de quinze anos. Você deveria pensar mais em si mesmo. – Já faz tempo que não sou mais menino, Kyrie. – Ele disse pacientemente. – E você está agindo como se fosse a minha mãe.

Nós rimos e depois nos abraçamos. Foi mais ou menos nessa época que eu comecei a ficar apaixonada por Nero, mas eu não queria admitir. Ele não gostava de mim dessa forma. Também, como poderia? Eu não era guerreira e nem forte. Ele não merecia passar a vida toda cuidando de mim. *** E nos últimos tempos, Nero e eu fomos crescendo. Ele se tornou um homem forte e poderoso, e aos dezoito anos foi proclamado Capitão de Honra da Ordem. Atrás apenas de Credo, que era o Supremo Oficial. Acabamos trocamos sentimentos cúmplices de amor, mas nunca tivemos tempo de declaralos. Os últimos momentos que vieram a minha mente foram os recentes. A perda de Nero. A fuga inusitada de Fortuna. A recomposição em Bellone. A procura de Dante, Lady e Trish. A determinação por encontrar Nero. A missão em Limbo. A destruição dos Navios e o impedimento do primeiro plano de Sanctus. O plano de troca. A inserção do chip. A vinda para o Submundo. A surra dos demônios. O encontro com o verdadeiro Sanctus. Meus olhos vergaram-se, mas continuei no chão. Eu não iria sucumbir. Não iria revelar nada. Levantei minha cabeça lentamente e encarei os olhos maléficos de Sanctus. – Não sei de nada. Foi apenas o que saiu de minha boca. Mas deixei meus olhos mentirem. Eu poderia sofrer a tortura que fosse, mas vez o pânico por trás da máscara de Sanctus ao saber que havia mais pontos para serem ligados, era satisfatório. – Criança insolente! – Ele berrou, me chutando nas costelas. Soltei um urro de dor. O filho da puta me chutou bem naquelas que estavam quebradas. Lembrei-me do juramento que havia feito a mim mesma. Eu iria derrotar aquele velhote de saia. – Não estou mais com vontade de brincar, menina. – Ele me fuzilou com os olhos. – Você vai morrer. Acabou, Kyrie. 


Notas Finais


Mais um para vcs, comentem se puder kkkk <3


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