História Shall we dance? taekook - Capítulo 9


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXID, EXO
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Kim Taehyung (V)
Tags Bangtan Boys, Bts, Club, Fight, Golden, Jeongguk, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Kookv, Korea, Lemon, Rap Monster, School, Suga, Taehyung, Taekook, Vkook
Visualizações 9
Palavras 2.785
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Festa, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


(quando a música aparecer você pode dar play pra ficar um climinha)

Capítulo 9 - Have a little fun



Jeon Jeongguk

Não entendi o que estava acontecendo, vi Kyungsoo se afastar do hotel e liguei meu celular desta vez sem o chip. Abri a aba das mensagens e tinha uma mensagem de Yoongi, que eu não havia visto.

Sugahyung: Eu não sei de onde você conheceu esse rapaz, mas não acho que ele seja a pessoa certa para você.

SugaHyung: Por favor Jeon, repense no que eu disse eu realmente estou arrependido. Nos dê uma segunda chance. Uma segunda chance para nós dois.

Por que eu ainda lia as mensagens dele? E de onde ele tirou essa coisa de pessoa certa? Que ódio. Estava prestes a começar a querer chorar de raiva quando senti uma respiração em meu pescoço.

— Jeon Jeongguk também é um heartbreaker, eu não acredito. — Kim disse por trás de mim, mas antes de eu correr para tentar me explicar ele continuou. — Não se preocupe, não vi o remetente da sua mensagem. E nem precisa me dar explicações, você não me deve nada.

— Ok. É complicado. — foi tudo que eu consegui dizer sem nem tentar esconder minha cara de decepção. Não queria mesmo ter que explicar.

Olhei para Kim e vi que ele me observava atentamente e depois sorriu.

— Você está em algum relacionamento ou algo do tipo? — ele disparou e eu fiquei uns 10 segundos assimilando o que ele havia perguntando. Estava prestes a responder quando chegou uma mulher até nós mudando  o assunto.

— A suíte de número 23 está pronta. Por favor queiram me acompanhar até o elevador.

Olhei para Kim sem saber ao certo o que fazer e ele só mexeu a boca dizendo "Vem atrás de mim."

Segui Kim e a recepcionista até a porta do elevador da direita, onde ela nos deixou e entregou a chave para Kim e assim que entramos no espaçoso elevador e as portas se fecharam fiquei de frente para ele e de costas para porta. Era hora dele se explicar.

— Por que estamos indo para um quarto de hotel? — perguntei tentando ao máximo não parecer desesperado para saber a resposta.

— Não é óbvio? Para eu poder abrir seu corpo e vender seus órgãos — ele respondeu com uma naturalidade que realmente me assustou, talvez minha expressão tenha me denunciado o que o fez rir. — Calma, só vamos fazer hora. Seus seguranças estão cercando todo o parque, e eu prometi que iria passar a noite com você, se eles nos separassem minha promessa seria quebrada. Eu não quebro promessas. — finalizou com um sorriso.

— Se você diz, então está tudo bem. — ri sem graça e senti a porta do elevador atrás de mim abrir. Ia me virar quando sinto os braços de Kim ao redor dos meus ombros, colocando meu queixo sobre seu ombro. Um abraço?

— Está frio não é Jeongguk? — ele disse provavelmente para explicar o abraço repentino e quando levantei meu olhar para o espelho que estava na minha frente eu vi o reflexo de um Yoongi abraçado com um rapaz de cabelos alaranjados e encarava Kim com uma cara de poucos amigos. Logo depois eles entraram no elevador da esquerda, provavelmente deixando o hotel.

Abracei Kim mais forte. Não ia chorar. Não mais.

— Droga. O espelho. — o escutei murmurar assim que nos soltamos do abraço saímos do elevador. Ele havia se preocupado comigo?

— Tudo bem, vamos? — falei sem olhar em seus olhos me direcionando para a porta que levava o número 23.

Kim estava de costas para mim enquanto passava o cartão na porta do quarto. Depois do acontecido de minutos atrás o clima havia mudado. Eu estava sem graça e nunca fui a melhor pessoa para puxar assunto. A cena anterior ainda estava fresca na minha memória. Como ele ainda tinha a audácia de me mandar mensagem pedindo uma chance e faz isso. Ele realmente tem coragem porque noção não tem nenhuma.

— Por quanto tempo você vai ficar parado aí? — escutei Kim dizer já dentro do quarto me olhando da porta, o que me fez perceber que ainda estava do lado de fora.

— Desculpe, eu não percebi. — falei entrando e observando todo o quarto. Era realmente muito bonito, a decoração, os móveis e uma sacada de vidro que tinha uma vista belíssima de todo o parque e vários prédios da enorme Seul.

— O que achou, Jeongguk? — vi o loiro estender os braços exibindo o lugar com um sorriso.

— É incrível, mas por quanto tempo vamos ficar aqui?

— VAMOS NA SACADA! — gritou ignorando minha pergunta ao escutar uma música clássica alta que vinha da rua, mais precisamente, do parque.

Ele saiu animado para a porta de vidro e logo estava debruçado sobre o parapeito. Ele estava feliz, isso me fez sorrir.

Cheguei a sacada sentindo o vento fresco bater em meu rosto e debrucei ao seu lado. Kim olhava animado para os casais dançando a música que entoava no centro do parque. Seus olhos brilhavam a cada nota daquela melodia orquestrada. Suspirei ao vê-lo sorrir e só então percebi que desde que cheguei a sacada só estava o encarando.

— É Bach. — ele falou sorrindo — Johann Sebastian Bach, I Ouverture. — completou sorrindo.

Eu estava encantado.

— Você gosta de música clássica? — indaguei.

— Eu amo. — respondeu e seu sorriso se desfez. Ele ficou reto em frente o parapeito da sacada.

— O que foi? — perguntei seguindo seus movimentos logo em seguida.

— Perdi a dança.

Olhei para seus olhos, que encaravam o parque onde os casais ainda dançavam, mas eles estavam sem o brilho de antes. Mordi meus lábios repensando sobre o que iria fazer, mas quando percebi estava totalmente reto em uma postura de dança com uma mão atrás de minhas costas e a outra estendida na direção de Kim. Demorou exatamente um minuto para ele perceber o que eu fazia e olhar de minha mão para os meus olhos.

Senti minhas bochechas esquentarem.

Kim sorriu tão abertamente que fez seus olhos fecharem e eu tenho certeza que meu coração errou uma batida. Ele estendeu sua mão, mas antes da mesma tocar a minha a música do parque parou. Tinha acabado.

— Eu não vou perder outra dança. — e tão rápido quanto disse, ele pegou o seu celular do bolso e colocou uma música. Assim que a melodia começou a invadir meus ouvidos me permiti sorrir. Era Adele, eu amava Adele.

Senti a mão quente de Kim tocar a minha que estava gelada pelo nervoso, eu sabia dançar, mas nunca tinha dançado com alguém. Make You Feel My Love estava em seus primeiros segundos quando envolvi meu braço na cintura de Kim e ele colocou sua outra mão livre em meu ombro. Eu sentia que poderia explodir a qualquer momento. A voz da Adele soava na sacada e só o os nossos passos, que por incrível que pareça, estavam sincronizados preenchiam o lugar. Nossos olhos se encontraram e eu não consegui conter um sorriso, Kim fez o mesmo. O vento fresco já parecia frio quando tocava em meu rosto. Kim soltou a mão que segurava a minha colocando as duas sobre o meu ombro, fazendo com que minha mão agora livre fosse para sua cintura também, aproximando nossos corpos. Eu jurava que meus batimentos agora sobressaltavam o instrumental da metade da música.

Kim olhou em meus olhos e encostou seu queixo em meu ombro. Ele era uns poucos centímetros mais alto que eu, o que o fez se encostar totalmente em mim e isso me permitiu sentir o seu perfume mais profundamente, fechei meus olhos respirando aquele cheiro e o guardando em minha mente. Eu estava feliz, estava grato por ter encontrado Kim essa noite. Não sei ao certo o porque, mas estava. Ele me fazia sentir em casa, e isso é bom.

A música estava acabando, e tudo que eu mais queria era que o tempo parasse ali e agora. A ultima estrofe soava e eu senti Kim suspirar em meu ombro, parecendo não gostar da ideia também.

— Obrigado, Jeongguk. — o escutei sussurrar.

— Obrigado por me encontrar. — falei em um fio de voz, mas com a certeza de que ele escutaria, e o fez.

Kim recuou sua cabeça para me encarar. Seus olhos cercavam todos os detalhes do meu rosto e os meus faziam o mesmo, como se quiséssemos registrar tudo daquele momento, Kim encarou meus lábios e meu coração aqueceu. A música estava na última frase quando ele se aproximava lentamente do meu rosto. Eu sentia sua respiração pesada se misturar com a minha quando a música parou, e como se fosse a deixa para isso, a campainha tocou.

Isso mesmo, a campainha. A maldita campainha.

Kim fechou os olhos com força como se estivesse em uma briga interna sobre ignorar ou atender, mas o clima já estava todo desfeito mesmo.

— Você deveria atender. — disse retirando lentamente minha mão de sua cintura.

— É... — ele tirou os braços de meus ombros e seguiu em direção a porta. — Nunca odiei tanto serviço de quarto. — o escutei dizer já quase na porta.

Ri passando a mão sobre meus cabelos os levando para trás e puxando uma quantidade imensa de ar me debruçando novamente sobre o parapeito. Iríamos nos beijar. Não sei como reagir a isso, eu queria e por um momento esqueci de tudo, até de que não sabia quase nada sobre ele.

— Jeongguk, pare de pensar e venha até aqui. — escutei sua voz e gelei, o que estava acontecendo comigo?

Caminhei até a sala onde um Kim ligava um aparelho de karaokê e na mesa ao lado estava uma bacia de gelo com duas garrafas que eu reconheci, Angel Select Cuvee White Brut* e Johnnie Walker Blue Ghost and Rare*. Estava boquiaberto. Kim me encarava.

— O que foi?

— Você tem noção do quanto isso é caro? E forte?

— Eu ganhei de presente, mas não precisamos beber tudo, não é?

— Não sei nem sei eu beberei. Só a Angel deve me derrubar. — fui honesto, não queria dar uma de bêbado.

— Tudo bem, vamos comer primeiro e depois bebemos um pouco, só para aquecer para o karaokê. — Kim disse sorrindo, só depois me dei conta do carrinho do serviço de quarto com pizza, hambúrgueres e latas de Pepsi.

***

— Ok, Jeongguk. Você quer escolher oque? A primeira música do karaokê ou a primeira garrafa que vamos abrir? — Kim me perguntou sorrindo maliciosamente. Aish, ele queria me ferrar isso sim.

— Como eu não sou maluco de deixar você escolher entre um champagne e um whisky, eu escolho a garrafa. — bufei me levantando do sofá e indo até a bacia retirando a garrafa preta do champagne Angel e deslacrando. Só beberia um pouco, não quero passar vergonha.

Olhei para Kim e o mesmo me estendeu seu copo de cristal vazio, sorrindo quando o liquido espumante chegou até a metade de seu copo, ele não era tão forte quanto o whisky mas uns 4 copos já fariam uma diferença. Kim apontou com a cabeça para o outro microfone enquanto colocava Bang Bang Bang do BigBang. Sorri em resposta, pegando o meu copo já preenchido e o microfone com a outra mão.

A música era animada em si, Kim fazia a coreografia desajeitadamente e eu o acompanhava. 3 copos depois já estávamos cantando Tori Kelly, 4 copos e High School Musical. Esse era meu limite. Prometi a mim mesmo que não beberia mais que isso, e fiz bem, já que estava mais solto e com calor. O que me fez tirar o suéter azul, ficando somente com a camisa branca que tinha embaixo. O ar condicionado da sala não estava fazendo efeito.

Kim terminou seu solo da Sharpei e se sentou ao meu lado no sofá tirando seu suéter também revelando uma regata preta. Não percebi que o olhava até seus olhos cruzarem com os meus e ele sorrir.

— Já parou de beber, Jeongguk? — disse sugestivamente.

— Sim, já estou bem. Se passar disso não irei lembrar mais de nada depois. — falei o fazendo pensar em algo e logo depois soltar o seu copo na mesa de descanso ao lado do sofá.

— É, tem razão. Está se divertindo?

— Mais do que eu imaginava. — sorri.

— Então que tal tomarmos só uma dose do Blue Label pra comemorar? Depois nós dois paramos.

Ponderei sobre aquilo e cheguei a conclusão de que se for só uma dose não faria mal. Eu era forte pra bebida, champangne quase não tem teor alcoólico, mas como o Angel é importado, ele tem um pouco mais. Agora um whisky como o Blue Label, ainda mais o daquela edição, eu tenho certeza que será mil vezes mais forte.

Suspirei.

— Ok. Só uma dose. — falei e vi Kim sorrir, enquanto ele pegava os copos, mudei a música que saia da TV, agora no Spotify.

— Deixa nessa!

Kim que voltava com os copos pela metade disse sorridente. Peguei meu copo e o vi parar na minha frente. Enquanto a batida de Love on Top iniciava.

Bring the beat in! — Kim cantou apontando para mim e eu gargalhei.

A música toda foi basicamente Kim cantando e apontado para mim, e eu rindo de seus movimentos e de suas tentativas falhas de imitar os high notes da Beyoncé. Logo após a música e seu whisky acabarem ele se jogou ao meu lado no sofá ofegante, seus braços expostos pela regata brilhavam levemente o que me fez encará-los. Que bela imagem.

— Cuidado para não babar, Jeongguk. — falou ainda de olhos fechados respirando quase normalmente.

— E-eu...

— Eu estava brincando. — riu anasalado.

Eu me senti em duvida sobre algo, encarei o relógio na parede a minha frente que marcava meia noite. A noite estava acabando. Tomei mais um gole do whisky que acabava em minha mão como se buscasse coragem para o que faria a seguir.

— Você tem algum interesse em mim? — perguntei meio sem graça sem ainda o encarar, percebi que ele se virou de lado no sofá e agora me encarava.

— Por que pergunta isso? — sua voz rouca invadiu meu ouvido me trazendo uma onda de calor. O whisky, claro.

— Porque você nunca me viu e de repente me chama para sair da festa. — respondi como se fosse óbvio.

— Você que nunca me viu, Jeongguk. Até hoje. — ele sorriu. — E sim, eu tenho interesse em você.

— Eu não sei se...

— Tudo bem, Jeongguk. Não precisa dizer se tem ou não interesse em mim. Você se machucou uma vez, é natural não querer se aproximar de alguém tão facilmente de novo. — finalizou encarando seus pés e com um meio sorriso no rosto.

Não sabia o que dizer, tomei o último fole do whisky em minha mão deixando o copo na mesinha e o encarei. Não era verdade, por mais que eu tivesse me machucado, meu interesse por Kim só aumentou a cada minuto que passou essa noite. Eu sentia que o conhecia, mas não lembro de onde. Ele me fazia sentir bem e eu percebi várias vezes essa noite que ele se importa comigo, mesmo que só um pouco.

Seu olhar foi de encontro ao meu. Me virei no sofá ficando de frente para ele para o encarar melhor. O silêncio não incomodava, pelo contrário, era confortável. A coragem para o que eu fiz a seguir dedico totalmente as bebidas alcoólicas que bebi, mesmo estando total consciente de todos os meus atos.

Levei meu polegar aos lábios de Kim os contornando e sentindo sua pele macia. Ele estava de olhos fechados aproveitando a sensação.

— Jeongguk...

Ao terminar de ouvir meu nome, apoiei minha mão em sua bochecha para depois juntar nossos lábios. Senti uma corrente elétrica preencher meu corpo em extase. Era como se eu esperasse por isso por toda minha vida. Kim pediu passagem com a língua e eu cedi, o que me fez suspirar em meio ao beijo. Aquele ato fez com que um turbilhão de sensações fluísse dentro de mim, transbordavam sentimentos, tanto meus quanto dele.  Apesar de termos tomado whisky pude sentir um leve gosto doce, sorri levemente.

Kim levou sua mão até minha nuca, aprofundando mais o beijo. A falta de ar já era presente, tudo estava quente e em um impulso coloquei a outra mão em seu ombro passando uma de minhas pernas por sua cintura, me sentando em seu colo. Kim sorriu entre o ósculo como se aprovasse a minha atitude. Eu nunca me vi, nem me imaginei fazendo alguma coisa parecida com isso. O que aconteceu comigo?

— Jeongguk. — Kim chamou. — A partir daqui eu não vou mais me segurar.

— E quem está te segurando? — o  provoquei levantando meus braços em rendição sorrindo para o mesmo que mordeu os lábios sorrindo também.

Jeon Jeongguk, sua noite não poderia ficar melhor.

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Notas Finais


* Angel  Select Cuvee White Brut é um champangne europeu e caro. Um dos champangnes que contém teor alcoólico comparado a de um vinho.

* Johnnie Walker Blue Ghost and Rare é um whisky da mesma linha Red Label porém mais caro, concentrado e exclusivo.

af eu amo muito a Adele e essa música é totalmente o taehyung pro jeongguk :((

+2 capítulos e fim. obrigada pelos 8K!!! 💜

o próximo é um lemonzinho hihihi

obrigada para quem não desistiu.

-elle x


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