História Shamy's Medicine - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Big Bang Theory
Personagens Personagens Originais
Tags Amy, Amy Farrah Fowler, Jim, Mayim, Médico, Shamy, Sheldon, Sheldon Cooper, Tbbt
Visualizações 106
Palavras 8.521
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey meus amores!Depois de 84 anos eu voltei kkkkk.Gente eu sei que é meio cara de pau da minha parte.Mas a verdade é que não tem o que fazer.Tenho uma vida fora daqui,e a vida é cheia de imprevistos.Muitas coisas aconteceram e colaboraram para com essa minha extensa ausência.Não vou detalha-las até porque isso realmente não interessa aqui.O que interessa mesmo é a história em si.

Bom,antes de irmos para a história,eu queria esclarecer um ponto desse capítulo.Nele eu abordo um tipo de problema social,que infelizmente ainda acontece muito.O relacionamento abusivo.Então se você não gosta de ler algo com relação a isso.Não aconselho a continuar.Apesar de haver uma grande surpresa.

O meu eu feminista,gritava para abordar esse assunto.Eu só queria mostrar o quão a mulher é forte e empoderada,apesar dos apesares do mundo em que vivemos.Gosto de escrever fatos fictícios para entreter.Mas se eu puder levar alguma mensagem para alguém que lê,isso me felicita ainda mais.


Então é isso meus amores...Boa leitura:)

Capítulo 8 - Dona de um coração vazio


Fanfic / Fanfiction Shamy's Medicine - Capítulo 8 - Dona de um coração vazio

Anteriormente em Shamy's Medicine...


"Hey,hey não tão rápido assim Fowler.Nós temos muito que conversar ainda."-Ele falava enquanto fazia Amy encará-lo segurando-a pelo queixo.


************                    ************


Agora...



"Nós não temos nada para conversar Nathan.Me larga!"-Amy tentava se livrar de seu aperto,mas era em vão.A força de Nathan sobre ela era muito mais forte do que ela poderia lutar contra.


"Ah,mas nós temos muitas coisas para conversar.Coisas que ficaram pendentes no passado Fowler."-Nathan apertava suas bochechas com uma das mãos,fazendo Amy apertar as pálpebras em função da dor que sentira em seu rosto.-"Acha que me esqueci das duas humilhações que você me fez passar a cinco anos atrás?!Você me largou no altar,no dia da cerimônia do nosso casamento.Me fez fazer papel de idiota na frente de todos os convidados.Pessoas essas,que são super renomadas na comunidade médica.E ainda por cima,depois de toda aquela lástima e humilhação,me enviou fotos mostrando que dormiu com o meu melhor amigo!VOCÊS DOIS ME TRAÍRAM!"-Ele grita furioso e em um movimento bruto,a joga sobre uma das camas sem pudor.


Era nítido como o ódio se apossava do corpo de Nathan por inteiro.Sua respiração era pesada,seus punhos serrados e trêmulos sobresaltavam as veias de sua anatomia.E seus olhos;esses abrigavam uma esclerótica avermelhada e uma íris soturna pela ira,enquanto acompanhava cada movimento da mulher que odiava mortalmente.


Amy se ergueu da cama com os antebraços,arrumou algumas mechas perdidas para trás da orelha,e após endireitar-se a postura,virou o rosto para finalmente encará-lo.Seus lábios se esticaram em um breve sorriso,antes dela começar a gargalhar sem parar.Ela parecia se divertir muito perante à tudo aquilo que o seu ex-noivo havia dito.


"Do que está rindo sua idiota?!"-Ele a insulta furioso.


"Da sua hipocrisia Nathan."-Ela ainda forçava o riso.-"Esqueceu que você me traía com todas as mulheres daquele hospital?Cirurgiãns,internas,enfermeiras...Se bobear até pacientes."-Amy se levantou da cama e ficou de pé,a uma certa distância,mas cara a cara com o homem que a machucou muito no passado.Ela sonhava com o dia em que o reencontraria,só para poder jogar na cara dele todo o seu sucesso para com sua carreira médica.-"Você me diminuia,me humilhava,falava que nunca me tornaria uma neurocirurgiã renomada.Que no máximo,me tornaria uma separadora de lixo hospitalar. Olha para mim Nathan.Eu me tornei o oposto de tudo aquilo que você dizia.Hoje eu sou chefe do departamento de neurologia do hospital número um,de toda a Califórnia. Tenho prêmios,tenho um nome em peso na comunidade médica.E você...Você continua sendo o mesmo médico e ser desprezível que sempre foi."-Ela o encarava de cima a abaixo com uma feição ignóbil.


"Você só se tornou tudo isso,por minha causa sua ingrata!Eu que lhe ensinei tudo a respeito da neurocirurgia.E como você me agradece?Me abandonando no altar e transando com o meu melhor amigo!Você usou uma das pessoas que eu mais amava para me atingir!"-Nathan dizia enquanto apertava as mãos sobre a estrutura de ferro da beliche,como se descontasse toda sua raiva ali.


"Eu me tornei o que sou hoje por conta própria!Porque se eu dependesse de você,ou de outras pessoas,eu nunca estaria onde estou hoje!"-Amy argumenta firmemente em cima da pauta de Nathan.Ela o encarou por alguns instantes,e um filme passou por sua cabeça.Ela lembrou de tudo.Cada movimento, cada palavra,cada gesto,cada momento,cada sentimento.Lembranças que desceram amargamente garganta abaixo,antes de voltar a falar:"O que você sentiu naquele dia, não se compara a um terço do que você me fez sentir durante cinco anos atrás.Eu era tão apaixonada por você,tão cega de amor,que não percebia o quão podre você era.E sabe esse seu melhor amigo cirurgião,doutor Mark Muller.Pois então,enquanto você se divertia com outras mulheres por aí,ele dava em cima de mim.Me confessava todas as suas traições,que eu burra não queria acreditar.O próprio dizia que eu merecia um homem melhor,e que ele seria esse homem se eu quisesse.Mas a  fidelidade,ao contrário de você,era imprescindível para mim Nathan."-A neurocirurgiã despejou todo o acúmulo de verdades que estavam presos anos e anos dentro de si.


"Eu amava você de verdade Amy.Antes de me aprontar uma dessas.Eu a amava."-Amy deu uma breve risada.Balançava a cabeça não crendo que ouvira justamente aquelas palavras saírem da boca dele.


"Você...Você nunca me amou Nathan.Eu era mais como propriedade para você.Uma posse.Agora amar,amar de verdade?Isso você nunca sentiu por mim.Porque não se destrói a pessoa que ama.Não como você me destruiu um dia Nathan."-Os olhos de Amy se encheram de lágrimas ao decorrer do seu discursar.E ao terminar,ela lutou para não derramá-las.Porque para ela,ele não merecia sequer um olhar.-"Você sabe,que ao me ver no espelho,pela última vez,naquele vestido branco.Eu finalmente percebi a burrada que estaria fazendo,me casando com um homem abusivo como você.E então,eu decidi me vingar.Me vingar por toda humilhação,por toda dor física e mental que você me causou. Eu queria te machucar de alguma forma e transar com o seu melhor amigo na noite anterior,foi umas delas.No dia seguinte,eu simplismente não apareci na cerimônia. Estava muito ocupada indo embora da Suíça.Eu estava me libertando.E não me arrependo de nada.Na verdade,fico feliz que tenha recebido as fotos com a seguinte mensagem:"Adeus corno."-Amy não perdeu a oportunidade de provocá-lo mais uma vez,e começou a gargalhar novamente da cara de Nathan.


"Desgraçada!"-O lado violento de Nathan voltou a se revelar.E em questões de segundos,ele a agarrou por um braço fortemente,levantando a outra mão em seguida,pronto para gopeá-la no rosto.


"Me bata!"-Amy o desafia.-"Faça o que você sempre fazia sem razão alguma a cinco anos atrás!"-Nathan não se movimentou.Ele ficou imóvil,enquanto seus olhos percorriam de forma ágil a face de Amy,que era completamente fria e audaz perante à ele. Nathan nunca havia visto Amy o enfrentar dessa maneira e isso o deixou impressionado.Ele abaixou a mão que havia levantado,agarrou-a fortemente pelo outro braço a empurrando contra a estrutura de aço da beliche.

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"Acredito que esse bom tempo longe de mim,acabou a fazendo esquecer de quem realmente sou e do que sou capaz Fowler."-Ele ameaça com um tom roco,enquanto sua mão direita acariciava o rosto de Amy,que em resposta,virou-o brutalmente não querendo sentir aquele toque que ela considerava imensamente medonho e asqueroso. Insatisfeito com suas torturas,Nathan forçou-a pelo queixo a voltar encará-lo obrigatoriamente.-"Não ache que você pode crescer para cima de mim.Porque você não passa de uma mulherzinha trivial."-Ele percorre a mão até o pescoço de Amy e o aperta.


"Você está me machucando Nathan."-Amy diz com certa dificuldade em respirar.



"É mesmo?Estava guardando esse presente para nossa lua de mel adiada."-Ele força mais o seu aperto sem piedade alguma.Amy tentava se debater contra Nathan com a intenção de fazê-lo parar.Mas ele não parava.Tentava gritar por socorro, mas suas cordas vocais não tinham forças para isso.Deus ela estava sem ar!Ela estava sufocando perante a escuridão do ódio que viam de seus olhos,e da vingança que estava sobre o sorriso de seus lábios.Seu olhar assustado,correspondeu aquilo da maneira mais simplista que existira,o derramar de duas únicas e singelas lágrimas.


Eis que fora do dormitório,o elevador abriu-se revelando nada mais,nada menos que doutor Cooper.Ele caminhava despreocupado pelo andar em direção ao dormitório,com a intenção de descanssar após 32 horas de pé.Ao girar a maçaneta,o cirurgião acabou se deparando com a horrível cena de Nathan tentando enforcar Amy.O se deparar com aquela imagem,fez Sheldon perder sua total sanidade.E no estalar de dedos,ele já estava dentro do dormitório; puxando Nathan pelo colarinho da camiseta,o golpeando com dois socos na face,e o jogando contra parede com toda sua força.


"MEXA COM ALGUÉM DO SEU TAMANHO SEU MERDA!"-Sheldon grita furioso,e em questão de segundos,ele estava em cima de Nathan o enforcando com uma mão e o acertando com sucessivos socos na face com a outra,usanda toda a força que tera sem dá-lhe a chance de qualquer defesa.


Ainda em choque,Amy esfregava seu pescoço enquanto respirava subitamente tentando reencontrar o fôlego.Ela secou o rastro de lágrimas que escorreram sobre sua face,e ao ficar sã novamente,deu de cara com a cena de Sheldon em cima de Nathan o golpeando com sucessivos socos.Deus ela tinha que fazer Sheldon parar antes que algo de pior acontecesse.


"SHELDON PARA!PARA SHELDON!"-Amy gritava desesperada tentando fazê-lo sair de cima de Nathan.Mas ela não conseguiu.Ele parecia estar completamente tomado pela fúria e pelo ódio que o empedia de escutar qualquer som em volta.Vendo que não conseguia pará-lo sozinha,Amy correu para o corredor à procura de ajuda.-"ALGUÉM ME AJUDA!ELES VÃO SE MATAR!"-Ela gritava desesperada.


Por sorte,Leonard e Raj estavam no mesmo andar.E assim que viram o desespero de Amy,saíram correndo para o dormitório.Os dois tentaram arduamente retirar Sheldon de cima de Nathan,mas ele parecia obter uma força sobrebatural,uma grande resistência aos dois.Que depois de tanta insistência e força,conseguiram arrancá-lo de cima de Nathan.


Do lado de fora,estava Amy;assistindo tudo aquilo a partir da porta,ainda desnorteada com a série de acontecimentos. Ela não sabia o que dizer,ou como agir.Sua mente estava confusa.Seu corpo estava uma completa bagunça.Tudo em função do seu sistema adrenal.Esse que reage ao estresse, liberando hormônios que nos deixam em alerta.A adrenalina e a noradrenalina.O problema é que o sistema adrenal não distingue o que é um caso normal de estresse,ou o que é desastre iminente e real.O corpo não sabe a diferença entre nervosismo e animação,pânico e dúvida,o princípio e o fim.O corpo só diz para dar o fora.Às vezes é ignorado…Isso é a coisa certa a ser feita.Mas às vezes,é preciso escutá-lo.Deveria confiar mais no instinto.Certo?Quando o corpo disser para correr…Corra!Amy acatou a mensagem de seu corpo e saiu dali o mais rápido que podia.Sumindo aos poucos no decorrer do longo corredor pálido.



"ME SOLTA!ME SOLTA!"-Sheldon gritava tentando soltar-se do agarrar de Raj.



"PAROU SHELDON!JÁ CHEGA!"-Raj grita o segurando para ter certeza de que ele não voltasse a avançar,enquanto Leonard ajudava Nathan a se levantar do chão com dificuldade.



"O que está acontecendo aqui?!"-Siebert surge na porta.-"Estava na minha sala quando avisaram-me do ocorrido."



"O seu funcionário MALUCO aí."-Nathan entona a palavra "maluco" apontando para Sheldon que lhe dera um olhar nada amigável.-"Partiu para cima de mim,sem motivo algum."-Ele diz com uma feiçao de dor ao limpar o sangue que não parava de escorrer de sua boca e supercílio.



"Parti para cima,porque você estava enforcando a doutora Fowler!"-Sheldon rebate furioso.



"OK,JÁ CHEGA!"-Siebert grita.-"Doutor Hofstadter,o senhor cuida do doutor Cooper.Que daqui uns minutos quero-o na minha sala.Agora o doutor Collins eu mesmo cuido."-Siebert retira Nathan do dormitório com a ajuda de Raj e se depara com diversos curiosos na porta."Voltem ao trabalho!"-Ele ordena e todos se dispersaram abrindo caminho.



"O senhor vêm comigo doutor Cooper."-Leonard ordena.



"Eu não preciso de babá.Sei muito bem me cuidar."-Sheldon é impolido enquanto ajeita o jaleco.



"Vêm a-g-o-r-a!"-Leonard diz separadamente entre o ranger dos dentes e sai em seguida.



Sheldon não exitou em cotestá-lo novamente.E de má vontade,o seguiu até o setor de ortopedia.



"Onde estava com cabeça Sheldon?Sério?O doutor Collins?Justamente o convidado do chefe Siebert!"-Leonard segura a mão que Sheldon usara para acertar Nathan e a examina.-"Bom,pelo que estou vendo aqui,você teve sorte de não estragar logo a coisa mais importante de um cirurgião.As mãos."-Leonard vai até a geladeira,pega uma bolsa em gel,e entraga-o a Sheldon.-"Basta colocar essa compressa gelada.Isso irá diminuir o inchasso,mas ficará com alguns pontos de hematomas.E se tiver dor,tome alguns analgésicos."


"O que queria que eu fizesse,heim?"-Sheldon para de falar por uns intantes ao sentir o uma dor aguda que o gelar causou sobre luxação.-"Fechasse a porta e fingisse que não tinha visto nada?!Dei de cara com o desgraçado enforcando a doutora Fowler. Quando pude me dar conta,já estava socando a cara dele sem dó."


"Eu não sei.Talvez ter chamando a segurança!Eu sei lá Cooper.Pior que não lhe tiro a razão.Também teria feito o mesmo.Mas o problema é que agora ele não vai deixar isso barato."



"Não tenho medo do que ele possa fazer contra mim.Eu só não entendo qual a ligação desse homem com a doutora Fowler.Percebi que ela congelou na cirurgia assim que o viu na galeria.E depois isso?!Tem alguma coisa errada aí.E eu não sei o que é.Mas eu sei que têm."-Sheldon diz encarando sua mão,ao mesmo tempo em que fazia movimentos de abrir e fechar para estimular a circulação.



"Eu também não faço a mínima ideia de qual seja a ligação entre o Collins e a Fowler."-Leonard para de falar ao sentir seu celular vibrar.-"Só sei que o chefe Siebert quer te ver."-Ele mostra o celular para Sheldon com a mensagem de Siebert.


Sheldon não disse mais nada.Ele saiu da sala e foi direto para o escritório de Siebert.No caminho até lá,sentiu olhares o perseguindo a todo momento.Aquilo o encomodava de certa maneira,mas ele já esperava.Afinal,naquele hospital,espalhava-se mais fofocas do que as propícias doenças.


Ao chegar no escritório,Sheldon encontrou a porta aberta e com modos,bateu três vezes seguido de:"Com licença.Posso entrar?"



"Entre e sente-se doutor Cooper."-O homem aponta para uma das cadeiras que havia na sua frente.-"O senhor sabe o motivo pelo qual está aqui, não sabe?"



"Se é pelo motivo de alguém ter ajudado uma outra pessoa,porque ela estava sofrendo uma agressão.Sim,talvez seja eu."-Sheldon fala irônicamente ao se acomodar mais no encosto da cadeira e entrelaçar os dedos formando-se um único punhal.



Siebert em resposta revirou os olhos e respirou profundamente.Ele sabia o quão fatigante era ter que lidar com Sheldon.-"Vou relevar a sua grosseira doutor Cooper.Até porque,sabe quantos problemas já tenho para resolver?Muitos.Mas agora o senhor é um dos principais!A regra de intolerância é muito clara,eu teria que demiti-lo.Mas eu não vou fazer isso,eu não posso fazer isso,porque o senhor é um dos meus melhores cirurgiões doutor Cooper."-Ele apontava para os diversos relátarios que tera espalhados pela mesa.-"Conversei com o doutor Collins,e ele está disposto a entrar com um processo de agressão contra o senhor.Tentei convencê-lo de diversas formas para não dar procedimento,mas ele está irreversível."



"E?"-Sheldon diz como se aquilo não significasse nada para ele.



Siebert ficou impressionado e descrente com a postura do cirurgião perante a ele:"E?! É isso que você me diz?! E?! E que eu terei um cirurgião cardiotorácica,andando pelo hospital com uma acusação na justiça.Sabe o que vai acontecer com você se for condenado?"



"Sim,doutor Kepner,eu sei muito bem.Mas não tenho medo desse doutor covarde.O que vêm debaixo,não me atinge.E também não há sequer um mero arrependimento do que fiz."-Ele é sensato.



"Não estou dizendo para o senhor ter medo ou se arrepender doutor Cooper.Só estou tentando abrir a sua cabeça.O senhor se meteu em algo que não lhe diz respeito,e agora está cheio de problemas.Nathan jura que não estava fazendo nenhum mal contra doutora..."



"Você só pode estar de brincadeira.O desgraçado está me fazendo passar de louco e mentiroso!É isso?!"-Sheldon o corta irritado.



"Ele só estava tentando se entender com sua ex-noiva!"-Sibiert rebate.



Aquelas informações foram como o  encontrar a última peça perdida.A peça que faltava para completar o tão misterioso e complexo quebra-cabeça chamado de Amy Farrah Fowler.-"Peraí...Ex-noiva?Doutora Fowler e ele?"-Sheldon pergunta só para se ter certeza de que ouvira direito.



"Sim.Foi o que ele me disse.Mas a questão aqui é outra,sua carreira está em jogo Cooper.Anos e anos de estudos, residências,cirurgias,prêmios.O tão sonhado e cobiçado Harper Avery que tu tens.Não merecem ser jogados fora.Não dessa maneira.Isso tudo não importa para você?"-Siebert pergunta preocupado com o futuro de Sheldon.



"Importa.Claro que importa.Mas eu já disse e repito,não tenho medo desse doutorzinho aí.Já enfrentei coisas muitos piores na minha vida,não vai ser por um zé ninguém,que agora vou temer.Pode falar para ele,que pode fazer o que quiser contra mim.Arcarei com todas as consequências sem problema algum.Mas que ele sentará no mesmo banco que o meu.O de réu.Então,esse assunto se encerra por aqui.Se o senhor me permite,tenho um departamento para tocar."-Sheldon levantasse da cadeira e dirige para saída,com a intenção de dar um basta naquele assunto.Pelo menos por enquanto.



"Doutor Copper,eu ainda não terminei!"-Siebert chama sua atenção,impedindo-o  de sair completamente.



Sheldon permaneceu em meio a estrutura da porta,pararelo entre a saída e a sala em si.E antes de realmente sair,ele voltou-se para o chefe com pura ousadia,e disse:"Mas eu sim.Passar bem chefe."



  ***********               **********


No outro andar,estava Amy.Dentro do seu escritório,sentada na sua cadeira de chefe de departamento.Um lugar que lhe porpocionava tanto poder,mas que naquele momento,não lhe dera nada do que se promete.Era nada mais que apenas um título. As roupas que cirurgiões usam representam uma imagem.Os jalecos,os crachás,as roupas cirúrgicas.Juntas,dão autoridade a quem as veste.Alguém em quem possa confiar.Mas por trás dessa roupa,a história muda.São sensíveis…Vulneráveis…Humanos. E tão suscetíveis a questionamentos,quanto todo mundo.E um dos inumeráveis questionamentos que existe é:Por que coisas ruins acontecem?Elas atingem do nada.Quando coisas ruins acontecem,é de repente,sem aviso.Raramente consegue-se ver a catástrofe se aproximando.Não importa o quanto se prepare bem para ela.Dá-se o melhor,mas às vezes não é o suficiente.Ata-se o cinto de segurança,coloca-se o capacete,anda-se por caminhos iluminados. Tenta-se ficar seguro.Tenta-se tanto se proteger,mas não faz a menor diferença, porque quando coisas ruins acontecem,elas vêm do nada.Coisas ruins vêm de repente, sem avisos,mas se esquece que às vezes,é assim que as coisas boas acontecem também.



Naquele momento,Amy não queria saber em zelar sua própria proteção.Ela queria desatar o cinto de segurança,tirar o capacete e assim andar por caminhamos escuros.Afim de ajudar a salvar aquele que estava perdido por lá...Por sua causa.Sua mente parecia um arduo engenho à procura de ideias,e ideias,e mais ideias sem parar.Tudo que ela queria é pensar numa forma de livrar Sheldon das garras do seu passado mal resolvido: Nathan.Ele não merecia pagar por isso.Somente quis ajudá-la,e no final das contas,as coisas tomaram uma proporção totalmente diferente.Amy forçava-se a pensar em algo.Algo que faça Nathan desistir de dar continuidade em abrir um processo de agressão contra Sheldon.Por conhecê-lo tão bem,ela sabia que ele não pararia por ai.Tinha certeza que ele faria mais.Mais para prejudicar Sheldon,mais para prejudica-lá,mais para prejudicar tudo e todos aqueles que tivessem envolvimento no seu vínculo.Ela sabia o monstro que seu ex noivo era.



Perdida sobre um mar de raciocínios,uma singela voz ecoou até sua audição.-"Posso entrar?"-Ao olhar para porta,ela viu que se tratava de Penny.



"Oh,claro Penny.Entre e acomode-se."-Ela aponta para a cadeira que havia do outro lado da sua mesa.



A loira entra revelando portar uma bandeja recheada com comidas,colocando-a com cuidado sobre a mesa de Amy e sentando-se em sua frente.-"Tomei a liberdade de trazer o seu lanche preferido. Sanduíche natural,uma garrafa de suco sabor laranja e de sobremesa,uma maçã."-Ela apontava para cada tipo de comida ao mencioná-la.



"Penny eu agradeço a sua atenção e esforço,mas eu realmente não estou com cabeça para isso agora."-Amy diz esfregando a grande tensão que havia sobre o músculo da nuca.



"Amy você precisa se cuidar!Não comeu nada desde o realizar da cirurgia de Bernie.E também depois de toda essa confusão envolvendo o Cooper e o Collins. Deculpa tocar no assunto,mas é que no hospital todo só se fala nisso.Então eu..."



"Não precisa se desculpar."-Amy a corta.-"Já era de se esperar os comentários.E eu sei muito bem o que estão falando por aí."-Penny agora a olhava de uma maneira integrante.E Amy sabia que olhar era aquele.-"Você deve estar se perguntando o porquê de tudo isso.E qual deve ser a minha ligação com Nathan.Não é?"



"Ora Amy,não nego que todas esses questões estão pairando sobre minha mente agora.Mas isso não importa.Não precisa me falar sobre isso agora."


"Não Penny,você está errada.Isso importa.E muito."-Ela respira profundamente como se procurasse forças para dizer o que queria dizer.A verdade é,que Amy quis tanto tentar anular isso de sua vida,que contá-la seria como reafirmar a sua existência.-"Penny...Eu vou lhe contar algo sobre meu passado.Algo que eu nunca contei,por prefrerir deixá-lo enterrado.Mas...Ele voltou. Voltou como se fosse uma maldita infecção que eu jurava ter curado da minha carne.A verdade é que a cinco anos atrás,eu conheci Nathan logo que terminei o programa de interna em um hospital de Glendale.Consegui a oportunidade de se residir justamente no hospital em que ele reside na Suíça.E partir daí,aconteceu toda aquela história estúpida de amor.Ele parecia ser um homem bom.Mas com o tempo,a máscara cai...E a pessoa revela a sua verdadeira face.-Amy se levanta e  caminha até perto da ampla janela de seu escritório.Com o olhar perdido sobre a paisagem que tera à frente,deu continuidade ao seu deliberar mais profundo e íntimo do passado.-"O Nathan...Nathan ele...Ele tirou algo de mim.Tirou pedaços,o tempo todo.Tão pequenos,que não notei.Ele queria que eu fosse alguém que não era.E eu me tornei aquilo que ele queria.Um dia eu era eu mesma,Amy Farrah Fowler,e de repente...Estava sendo agredida verbalmente e fisicamente,constantemente por ele.Sendo traída com várias outras mulheres,arriscando a minha carreira e concordando em me casar,usar anel e ser noiva.Até eu estar em um vestido de noiva...E ver que não era mais Amy Farrah Fowler.Me perdi por muito tempo.Mas um dia eu percebi o grande erro que estava me submetendo.Então,eu o larguei no altar,no dia do nosso casamento.E na noite anterior,dormi com o seu melhor amigo.Eu queria machucá-lo.Queria que ele sentisse sequer um pouco da dor que eu sentia constantemente.Eu sei que é errado.Mas eu não sou a primeira pessoa a errar.Só que ele parece não se conformar com tudo isso que fiz,assim com o final que tivemos...E veio atrás de mim.Para me machucar novamente.Exatamente como ele fez a cinco anos atrás."-Amy finaliza amargamente,virando-se de volta para sua amiga.


Penny a encarava com uma feição de perplexidade.Sua boca abria e fechava como se ela quisse dizer algo,mas ela não conseguia sequer formatar uma mera sílaba.Eram muitas informações para serem absorvidas.Ela sempre achou que Amy obtinha certas dificuldades em tratar de certos assuntos.Achava que ela tera uma postura tanto quanto de resistência, insignificância,frieza e esnobação.Mas agora ela entendia o porquê.Sua amiga tera um passado sofrido,que moldou e estruturou a pessoa que hoje ela é."E-eu nem sei o que falar.A-Amy eu só não entendo o porquê se submeteu a ficar tanto tempo com esse homem?Ou o por que não o denunciou para polícia?!Talvez isso tivesse o impedido de chegar a esse ponto."



"O amor Penny...Ele te cega.Eu amava tanto Nathan,mas tanto,que achava que tudo aquilo era passageiro e que ele mudaria para melhor.Mas a verdade é que tudo ficava cada vez pior.E muitos desses tipos de relacionamentos continuam,em meio das mordaças da necessidade,do medo,e até mesmo do amor asfixiado.Eu sou apenas uma,de muitas mulheres que viveram e vivem isso mundo à fora.Se rendendo à um relacionamento abusivo.Até que se compreenda o porquê se tolera um comportamento intolerável,é também compreender como se pode sair dele.Querendo ou não,ele deixou marcas sobre mim.Como cicatrizes invisíveis ao longo do meu corpo.Essas que carrego comigo até hoje e só eu posso enchergá-las.Ele me fez descrer no amor.Me fez me prometer que jamais me entregaria a outro homem.Com a intenção de não se ter mais pedaços arrancados."-As últimas palavras saíram como se arranhassem com certa angústia as paredes de sua garganta ao sibilar.


"Mas agora é diferente Amy.Você é uma mulher forte e empoderada,pode fazer justiça em jus a essas marcas.Basta acusá-lo de agressão e fazer esse monstro asqueroso ficar no seu devido lugar e hábitat natural.A cadeia."



"É aí que está o problema.Eu-não-posso!"-Amy dá um leve soco sobre a  mesa.



"Por que não Amy?!Essa não seria a sua vingança perfeita?!"



"Seria se nessa história não houvesse outra pessoa em risco!"-Amy a encarava como se fosse óbvio de quem ela estava falando.


"Oh...O Cooper..."-Penny diz em tom baixo.


"Exatamente!"-Amy volta a se sentar na cadeira principal.-"Eu preciso achar uma forma que faça o miserável do Nathan,deixar de querer acusá-lo,mas aí que mora o problema.Eu-não-sei-como!"-Ela diz com um olhar intrigado para um ponto qualquer, enquanto balançava a cadeira de uma lado para outro,de pernas cruzadas,com o seu próprio peso.



"Poxa...Se ao menos você tivesse algo que o fizesse temer...Sei lá...Tipo um cheque mate."-Penny supõe sem intenção.



Aquelas informações passaram através da audição de Amy,chegando através das terminações nervosas até campo de memória de seu cérebro,e lá,acendendo a luz da esperança.Amy lembrou-se de algo que guardara consigo esses últimos anos.Algo que ela estava esperando a hora certa para usá-lo contra Nathan.E essa parecia ser a hora mais que perfeita para isso.-"Bingo!Penny você é um gênio!Por que não havia me lembrado disso antes?!"-Ela exita em ânimo.


"Pera aí gente,como assim?Me explica o que foi que eu perdi aqui?"-A loira diz perdida sobre o repentino raciocínio da amiga.



"Infelizmente eu não posso te contar.E se contasse,seria obrigada a te matar depois."-Amy diz como se fosse a coisa mais normal de se ouvir,obtendo uma cara de espanto de Penny.-"É brincadeira sua boba.Ou talvez não.Ok, isso não importa agora.Só me diz se você sabe onde o chato do Nathan está."



"O quê?Não!Amy não!Eu não quero te ver perto desse homem novamente.É muito arriscado."



"Penny,arriscado vai ser o estrago que ele pode fazer com a vida do Sheldon.E eu não quero essa responsabilidade nas minhas costas.Você quer para sua?


"Não,mas..."


"Sem mas."-Amy a corta sem paciência.-"Só me diga onde ele está.Dizendo ou não dizendo,eu descobrirei."-Amy lhe lança um olhar intimidador.



"Ok.Eu falo!"-Penny se rende.Ela sabia que Amy teria a informação de qualquer forma mesmo.-"Ele está na sala de reuniões."-Ela finalmente revela.



"Muito obrigada.Agora é hora de colocar meu artículoso plano em prática."-Amy diz com um sorriso otimista.



"Mas que plano é esse?"-A loira insiste em querer saber.



"Êêê a curiosidade matou o gato viu?Eu já falei que não posso te falar.Apenas espere,que logo logo verá."-A neurocirurgiã caminha até a saída,mas ela para ao ter mais uma ideia que contribuirá para com sua tática.Ela volta até sua mesa,perto de Penny.-"Sabe,essa maçã aqui vai me ajudar muito."-Ela guarda a maçã no bolso do jaleco e finalmente sai da sala deixando Penny sozinha,com um ponto de interrogação enorme na cabeça.


     ***********          ***********



Ao entrar na sala de reunião,Amy se deparou com Nathan de cabeça baixa mexendo no celular,aparentemente com toda concentração voltada para ele,já que não notou sua presença ali.Ele estava sentado na cadeira central,essa que ficava na outra ponta da longa e ampla  mesa.Lugar em que geralmente era  ocupado pelo mentor das reuniões.


Para chamar atenção,Amy fechou a porta com força;fazendo o barulho ecoar pela sala,assim chamando toda atenção de Nathan diretamente para ela.Com o erguer do rosto,ela pode ver que havia hematomas roxeados ao redor do seus olhos e canto da boca.Além de um curativo no seu supercílio esquerdo,onde com base nos seus conhecimentos clínicos,ela deduziu haver um corte superficial ali.


"O que você está fazendo aqui?Veio ver o estado em que o seu namoradinho me deixou?É isso?!-Nathan diz guardando o aparelho sem retirar os olhos de Amy sequer um segundo.-"Ele sabe a mulherzinha fútil que você é Fowler?Acho melhor eu avisar para ele tomar cuidado,caso tenha um melhor amigo,provavelmente você irá dormir com ele também."-Nathan balançava a cadeira para lá e para cá com o peso do seu própio corpo,enquanto portava um sorriso sínico estampado na face.Esse que transparência um ar de superioridade e sempre causou entojo em Amy.



A neurcirugiã não rebateu suas provocações momentâneamente.Muito pelo contário.Ela primeiro caminhou até a cadeira vaga que havia na outra ponta da mesa, sentou-se,encarou-o com os olhos serrados e disse:"Mesmo todo arrebentado,você ainda consegue ser tão patético e chato né Nathan?"-Ela cruza as pernas e volta a encará-lo com uma feição de plena sobriedade.


"Fique sabendo que eu vou acabar com aquele mediquinho de quinta!Eu vou denunciá-lo para polícia,fazer de tudo para que ele apodreça na cadeia e perca a licenciatura para atuar como médico.Além de fazer questão de comprar todas as ações dessa espelunca,colocar todos os funcionários que trabalham aqui na rua e tornar tudo isso aqui em pó!Esse hospital vai inexistir do mapa se depender de mim."-Nathan finaliza passando o dedo anelar sobre a madeira da mesa,esfregando-o  com o polegar,dando uma feição de nojo.



"Se eu fosse você...Eu não faria isso Nathan."-Amy diz retirando a maçã  vermelha que havia guardado no bolso do seu jaleco.Com a fruta em mãos,ela a movimentava de um lado para o outro, com os olhos fixos no brilho que o vermelho da maçã relusia em contato com a luz da sala.



"Você sabe muito bem do que eu sou capaz Fowler.Não me subestime!"-Nathan diz irritado com o comportamento desdenhando de Amy, sobre o que ele acabara de ameaçar.



"Tem razão.E é exatamente esse ponto que eu queria chegar.Eu conheço muito bem você,isso é verdade.Só que você não me conhece tão bem quanto acha que conhece.Então para o seu bem,e também para o bem da insuportável da sua família.Acho melhor você sequer pensar nisso em que acabou de dizer."-Ela diz enquanto simulava polir o brilho da fruta com o tecido do pulso de seu jaleco.



"O que você está falando?"-Ele pergunta intrigado.



"Eu estou falando,que se você denunciar o doutor Cooper para polícia,ou fazer tudo isso com relação a esse hospital.Saiba que eu prestarei queixa de agressão contra você.E as provas que encriminam a administração da sua família sobre o hospital na Suíça,virá a público,e todo o reinada dos Collins...Desmonará.Assim como você disse,se tornará pó."-Amy simula o império dos Collins com a sua outra mão vazia e a assopra;dando um sorriso e olhar de megera para Nathan.



Ele em resposta,engoliu em seco ao saber que Amy poderia acabar com ele e sua família.Mas não se renderia tão facilmente.O neurocirurgião jogaria o seu jogo,até ver onde ela ia.-"Você está blefando Fowler.Sabe que isso tudo isso é mentira."



"Será mesmo Nathan?As cópias que eu tenho guardadas,dizem ao contrário.Elas  comprovam toda a lavagem e desvio de dinheiro que sua família exerce sobre aquele hospital.Ou seja,todo o histórico de corrupção de vocês Collins."-Ela diz mordendo um pedaço da fruta,formando um sorriso reto ao mastigá-la suavemente."



"Você não seria maluca de fazer isso Fowler!"-Ele indaga nervoso ao se levantar da cadeira rapidamente.



"Você quer pagar para ver?É isso?-Amy pergunta,mas Nathan não lhe retribui nada mais que a ação de voltar a se sentar ajeitando o blazer.-"Não consegue crer e aceitar que eu,uma mulher,é mais esperta que você né Nathan?Que tenho cartas na manga que podem acabar com você e sua família.Assim...Num piscar de olhos."-Amy estala os dedos.-"Mas fica tranquilo que é simples as instruções que eu vou lhe passar.Então,preste bastante atenção no que eu vou dizer agora,porque eu não vou repetir mais de uma vez.Você vai negar a presença da polícia,assim desistindo de denunciar doutor Cooper por agressão.Enquanto a Siebert,invente alguma história que o convença,afinal,você é o rei das mentiras.Me enganou por tanto tempo não?"-Nathan não disse sequer uma palavra.Apenas encarava Amy com olhos fulminantes e rangia os dentes um nos outros tentando controlar o grande ódio que estava sentindo por ela.



Por conhecer tão bem esse comportamento vindo dele,obviamente que Amy não perdera a oportunidade de continuar a provocá-lo-"Olha só,sua cara de derrotado.Deve ser porque você aprendeu uma coisa nova sobre a Amy de hoje em dia.Então,guarde bem essa informação que vou lhe dar.Saiba que quando eu sou boa Nathan,eu sou ótima.Mas quando eu sou má...Ah eu sou mil vezes melhor."-Amy morde a maçã mais uma vez trocando olhares fulminantes com seu ex-noivo.-"Ah,um último aviso,não adianta tentar fazer algo comigo.Tentar me fazer sumir do mapa,assim como sua família fez acontecer com outras pessoas que ousaram em derrubá-los.Há mais cópias das provas,e elas aparecerão através de outra pessoa,caso algo aconteça comigo.Então,você não tem outra alternativa.Se eu rolar.Vocês rolam junto.-Ela coloca a maçã sobre a mesa e a faz rolar até cair no chão.-"Viu?"



"SUA COBRA!"-Nathan grita entre o ranger dos dentes,socando a mesa em imensa ira.



"Own,tá bravinho tá?Não me importo nem um pouco.Morre que passa."-Ela levanta da cadeira e se dirige até a saída.-"Até nunca mais criatura desprezível."-Amy lhe dá um último olhar de desdém e abre a porta da sala.Mas antes de sair completamente,ela volta para soltar mais uma de suas provocações.-"Ah e como diria Taylor Swift: Look what you made me do (Olha o que você me fez fazer)."-Ela passa o dedo anelar no canto da boca,simulando estar limpando "o líquido do seu veneno".Dá um breve sorriso e aceno para Nathan,antes de sair de vez, cantando o resto da música.



Amy desfilava pelos corredores com uma postura autoritária,enquanto no seu rosto,havia estampado um enorme sorriso. Agora ela poderia voltar a sorrir.Sorrir porque acabara de enterrar seu passado novamente, só que dessa vez,de uma maneira muito,mas muito grandiosa.E para todo sempre.


Sentia-se a pessoa mais realizada do mundo.Só ela sabia o quão bom era aquela sensação depois de tantos anos.A sensação de livrar-se de um fardo maldito.Seria bom se pudesse desfazer as coisas.Aquilo que disse.Aquilo que fez.Mas não existe um botão de desfazer.Só existe a esperança de que se pode aprender.De que se pode mudar.Mudança para que se faça o melhor.Não há como desfazer o que já está feito.Não há como desfazer o passado, porque o futuro continua vindo.Só lhe resta manter o passado no passado.E seguir em frente.Aprender com isso.Não aprende-se com erros,pois acabasse preso em um futuro que não se escolheu.O passado está escrito,não tem como mudar.O que passou,passou,mas o futuro é própio para escolher,para o melhor ou para o pior.


Tudo que ela queria naquele momento,era voltar a seguir sua vida normalmente.E para esse feito,realizar uma bela cirurgia parecia ser o plano perfeito.Para Amy,as cirurgias são muito mais do que apenas um trabalho,são como uma terapia.E este é um dos motivos das diversas paixões que ela tem pela medicina.Porém,Amy não poderia esperar que no momento da sua saída,havia uma outra pessoa no mesmo andar,a observando de longe.Doutor Cooper. Ele apertou os olhos ao vê-la sair da sala em que estava justamente o homem que a agredira mais cedo.O presenciar aquilo o irritou tanto,que Sheldon decidiu segui-la com a intenção de confrontá-la.Ele queria entender qual era o jogo de Amy sobre tudo aquilo afinal.Caminhava com cuidado para não perdê-la de vista sobre a grande movimentação de pessoas,e eis que seu celular vibra.Ao olhar a mensagem,Sheldon não poderia acreditar.Siebert estava dizendo que Nathan havia desistido de dar continuidade ao processo contra ele.Logo veio em mente que isso tinha dedo de Amy.Quando ele retornou a visão para frente,ela tinha desaparecido.Essa mulher definitivamente não facilitava sua vida em nada desde que chegou.



"Droga Fowler!"-Ele diz irritado continuando a tentar a encontrá-la através de cada andar,cada setor,cada saída,cada corredor.E depois dessa intensa busca, acabou avistando uma pessoa muito familiar perto do quadro de salas cirúrgicas.Era Amy.A neurocirurgiã estava marcando seu nome no quadro de cirurgias,garantindo então o uso de uma SO mais tarde.Ao fechar a caneta e colocar de volta no amparo do amplo quadro branco,Amy é surpreendida por um agarrar bruto sobre seu braço esquerdo,a puxando dali.De modo atordoado e estupefato,ela viu que se travava nada mais, nada menos que doutor Cooper.



"Você vêm comigo."-Sheldon diz a  encaminhando para um lugar até então desconhecido.



Ao ficar sã do que estava acontencendo,Amy pensou em recuar e se soltar,mas era tarde demais.Sua visão agora era uma sala cheia de prateleiras de alumínio enfileiradas uma atrás da outra,essas que continham vários tipos de materiais para uso hospitalar.Sheldon havia a levado para dentro de uns dos armários do hospital e trancado a porta atrás de si.



"O que foi isso?!Você ficou maluco?!Me agarrando dessa maneira e me trazendo para dentro do armário a força,na frente de todos!"-Ela dizia furiosa arrumando o amassado de seu jaleco.




Sheldon não se importou com o seu reprender.O que ele queria com aquilo era muito simples.Uma resposta de Amy.-"O que você fez para o Collins não me denunciar,heim?Eu sei que ele é seu ex- noivo.E também sei que tem dedo seu nisso Fowler.Ele estava muito destemido em me ferrar,horas antes de eu te ver sair da sala em que ele estava.Ou o melhor,o que pretende fazer?Acredito que não o deixará sair empuni.Não depois do que eu vi.Não é?!Anda Fowler,me diz!"-Ele pergunta sem rodeios.




Ela o encarou por uns instantes,atônita com a série de questionamentos que Sheldon a bombardeara.Respirou fundo e rebateu-os:"Você não deveria perguntar isso a mim e sim à ele.E o que eu pretendo fazer,ou não,isso é problema meu.E também não se meta na minha vida Cooper,porque ela não lhe diz respeito!"-Amy é ríspida nas palavras.




"Ah Fowler,você está completamente enganada.A partir do momento que eu me envolvi nesse caso,ele muito que me interessa."-Sheldon destestava que o deixassem para trás,em quaisquer que sejam as circunstâncias.E depois de um breve silêncio,ele não mediu o nível do disparar ofensivo.-"Não sabia que você era tão burra e fraca Fowler!"



"Talvez eu tenha sido burra e fraca mesmo.Mas eu tive que me prestar a esse papel,para não prejudicar outras pessoas, esse hospital,incluindo você seu idiota!"-Ela joga na cara de Sheldon o indício de seu feito mais cedo.



"A mim?!"-Sheldon aponta para si mesmo dando uma breve risada irônica.-"Eu não posso acreditar que coloquei a minha carreira e liberdade em risco,para ouvir isso.Incorporou esse papel de imbecil,porque quis!Eu não pedi para me ajudar.E já que ajudou,me diga o que te tornou tão salvadora da pátria Fowler.Anda me diga!"



Amy engoliu em seco ao perceber que havia falado demais.Ela não poderia revelar os motivos reais a ele.Seria como colocá-lo a margem de riscos novamente.E em conhecimento ao seu prezar pela boa ética, ela tinha a certeza de que Sheldon a pressionaria a denunciá-los.-"Eu não sou obrigada a explicar meus atos.Você me ajudou e eu o agradeço muito por isso.Mas também não vou ficar me arrastando a humilhação o tempo todo.Eu já estou ferrada Cooper.Então o que quer de mim...Heim?! O-que-você-quer?!"



Sheldon a encarou com uma feição fria e disse secamente:"Eu odeio tanto você."



"Eu odeio você também,então o quê?Na verdade...Eu ando odiando tantas coisas que eu nem sei mais.Eu odeio o Nathan por ter tentado me machucar denovo.Eu odeio esse maldito pesadelo que é o caso de Bernadette.E eu odeio você por estar me pressionando a algo que eu já resolvi.Do-meu-jeito!Então pare de pensar que sabe o melhor para mim,porque você não sabe.Não é você que tem que fingir que tudo está bem para os outros.Não é você que tem que mentir para si mesmo,dizendo que tudo está bem,sendo que não está!Não é você que tem que fechar os olhos e negar tudo.Negar e mentir.Negar e mentir sucessivamente para si mesmo.ENTÃO PARA DE ME PERSEGUIR E ME DEIXA EM PAZ!"-Depois de gritar,Amy tentou sair o mais rápido possível dali.Ela tentou destrancar a porta do armário de forma exesperada.Não obtendo sucesso com o ato,ela ficou irritada e começou a chutar e socar a porta.-"Droga!Droga!Droga!"




"Para!Eu disse para você parar!"-Sheldon a repreende,mas Amy não parava seus atos de fúria.Era como se o ódio que ela sentia,bloquease sua audição completamente,impedindo-a de escutá-lo.



Sheldon não suportou mais assistir aquilo,então a puxou pelos braços, colocando-a contra parede em um movimento bruto.Suas mãos a prendiam pelos pulsos fortemente,com os braços erguidos,imobilizando-a.Com o resto do corpo livre,Amy tentou soltar-se do seu agarrar.Ela se debatia contra ele,e isso acabou fazendo Sheldon comprimir seu corpo com força contra o dela em seguida;com o intuito de imobilizá-la por completo.Suas faces estavam pararelas a clivagem de seus pescoços,possibilitando a sensação do sopro quente sobre a pele um do outro,esse que vinha de suas bocas desesperadas pela busca de ar.Até que aquilo para Amy foi o limite de toda sua força e equilíbrio.Ela não suportava mais guardar tantos sentimentos dentro de si.Ela estava tentando ser o mais forte que podia e não acabar desabando,mas isso parecia se tornar cada vez mais impossível a seu alcançe.Tudo aquilo estava a sufocando tanto,mas tanto, que em resposta,sua respiração começou a ficar mais súbita e dolorida,enquanto o ardor de seus olhos impulsionaram o derramar de lágrimas sem cessar.Ela estava saturada de tanto acontecimento.Ela não aguentava mais tanta pressão,tanta cobrança,tanta dor.Amy sentia como se tivesse que custurar sua própia pele quando alguém lhe feria,com a intenção de cicatrizar e talvez esquecer.Mas parecia que sempre lhe cortavam sobre a mesma marca,impedindo-a de se abster da dor.Ela só queria que tudo aquilo acabasse e a deixasse em paz.Era pedir demais?Querer a paz?



"Eu preciso que isso acabe...Eu... preciso..."-Amy dizia entre lágrimas e soluços,respirando subitamente pela boca à procura de uma instabilidade emocional.



Seguro de que ela estava mais calma,Sheldon decidiu abaixar seus braços devargamente,e as mãos de Amy agora livres,apoiaram-se sobre seus ombros, enquanto as mãos dele foram  amparar o rosto dela.E naquele momento,Sheldon perbeceu que nunca havia visto Amy tão vulnerável perante a ele.Ela sempre se demonstrou tão fria,forte e sagaz.Mas ali, naquele momento,era uma Amy diferente. Uma Amy desconhecida.Era como se ela tivesse se tornado algo tão frágil,que ele tinha medo de agir com um simples toque.Sheldon podia comparar aquilo com o que ele sempre tinha que lidar corriqueiramente.O tocar delicado sobre um coração.Um orgão tão sensível e  significativo como qualquer outro. E Amy parecia ser um coração em suas mãos naquele instante.


Seus polegares desceram de forma delicada e receosa ao mesmo tempo sobre as bochechas dela,seguindo o rastro de lágrimas deixado em sua pele pálida e levemente sardenta,como se as apagassem com um simples tocar.E em resposta aquele gesto,Amy apertou suas pálpebras ao sentir o calor do toque delicado de Sheldon sobre sua pele.Suas faces antes paralelas,agora estavam próximas.Tão próximas que seus narizes tocavam a pele um do outro,e suas bocas estavam a milímetros de distância.Os olhares antes fechados e perdidos sobre as sensações que os invadiam,devido a proximidade de seus corpos,se encontraram por um breve momento.Era perceptível como a íris de ambos eram tomadas completamente pelo negror da luxúria,antes de voltarem a percorrer um caminho lento de volta para os lábios opostos.Até que por iniciativa de Sheldon,a carne macia de seus lábios finalmente se tocaram...Pela primeira vez.


Foram movimentos medíocres,tímidos e demorados no começo,até que a mão esquerda de Sheldon vagou sobre as costas de Amy e se emaranhou entre a clivagem de seu pescoço e cabelo,e a direita envolveu-se de modo apertado sobre a cintura dela, puxando-a mais para ele.Amy por sua vez, viajou suas mãos timidamente,antes paradas sobre seus bíceps,que mesmo cobertos pelo tecido do jaleco,era notável como eram definidos e musculosos,até ampararem o rosto dele.


O beijo passou a se tornar mais intenso,mais lascivo,mais sedento,onde suas línguas deslizavam para dentro de suas bocas e lá se golpeavam por um espaço sem fim.Suas mãos apertavam e exploravam a carne de seus corpos,até então vestidos, bagunçando seus cabelos sem hesito algum.



Durante o calor do momento,Sheldon sentiu a necessidade de igualar a altura de Amy com a dele.E em um movimento rápido e preciso,ele a levantou do chão,arrancando dela um gemido assustado,envolvendo as pernas dela ao redor de sua cintura sem quebrar o beijo.O ato surpreso acabou derrubando alguns intens de uso hospitalar ao redor,devido o leve empurrar de seus corpos sobre uma das prateleiras.



O armário hospitalar antes silêncioso, agora ecoava os sons de seus suspiros, arfados,gemidos contidos e atrito feroz de seus lábios e toques.Tudo isso resumiasse em um desejo engrandecedor e crescente entre ambas as partes.A falta de ar lhes foi concebida,e seus lábios agora avermelhados e inchados,foram obrigados a se separar.E enquanto Amy lutava para respirar depois de toda aquela atividade,Sheldon puxou seu cabelo com cuidado,fazendo sua cabeça arquear para trás,arrancando dela um longo suspiro de prazer.Com o expor do pescoço, ele foi depositando beijos ao longo dele até o colo de Amy quase chegando perto do leve decote "V" que possuía,voltando a roçar seus lábios inchados pelo pescoço até chegar ao maxilar e encontrar seus lábios novamente,permitindo-se inebriar com o cheiro dela a todo momento.Amy sentia sua pele queimar onde ele a beijava.Era como se os lábios de Sheldon fossem feitos de um fogo indolor,e sua única resposta era mordiscar o próprio lábio inferior e bangunçar as madeixas loiro escurecido do cirurgião com as mãos em deleite.



Devido aos movimentos de empurá-la contra parede,Amy podia sentir a ereção pulsante de Sheldon sobre o tecido de suas vestes médicas em contato com sua vagina.Onde lá,a carne dura palpitava em excitação;e sua pele arrepiava com os impulsos nervosos que percorriam ao longo da sua coluna vertebral.



Submersa sobre aquele mar de sensações prazerosas e arrebatadoras,o cerébro de Amy tornou-se nebuloso,levando-a esquecer de todos os problemas.Mas ao abrir os olhos e se deparar com aquela cena,era como se todo o encanto se perdesse e ela voltasse a realidade.Ela formulou em imediato onde tudo poderia chegar.Ao sexo.Ela poderia continuar?Ela poderia descontar suas frustações transando com o homem que ela praticamente odiava e mal conhecia?Isso era justo com ela?Isso era justo com ele?E na linha desse raciocínio,Amy decidiu que deveria dar um basta,antes que as coisas chegassem a um ponto sem retorno.



"Por favor pare.Eu não posso...Eu não posso."-Ela sussurrava de modo difícil, tentando empurrá-lo com as mãos sobre o peito,enquanto era imprescindível não se deleitar com a sensação dos  beijos que Sheldon ainda distribuía em seu pescoço, colo,maxilar e lábios.-"Por favor...Pare..."-Ela pediu mais uma vez em um tom quase inaudível,e em reposta,Sheldon parou em seu respeito.Ele voltou a encará-la por alguns instantes.O peito dela subia e descia, enquanto sua boca abria e fechava à procura de ar.Suas bochechas estavam coradas,sua testa suada abrigava alguns fios grudados de suas madeixas,e seus cílios longos e grossos,o impediam de enxergar a bela imensidão esverdeada que ela carregara. Sheldon a colocou com cuidado de volta sobre o chão.Apoiou cada mão sobre a parede nos lados de Amy,e ao tentar tocar em seu rosto mais uma vez,não demorou muito para sua visão ser apenas uma parede acinzentada e sem graça,seguido por um som de abrir e fechar da porta.Ela havia ido.




"Droga Cooper!Droga!O que você fez?!"-Ele esmurrurava a parede não contente consigo mesmo,em seguida derrubando mais alguns itens da prateleira em fúria,chutando-as.



O cirugião ficou ali,parado,tentando compreender o que tinha acontecido,sem sair da posição.Sua testa encostou-se sobre a alvenaria,enquanto realizava um intensivo exercício de inspirar e expirar de olhos fechados,tentando se controlar.Sua língua contornou a forma de seus lábios avermelhados e inchados.Ele ainda podia sentir o gosto doce dela.Ele ainda podia sentir o cheiro dela impregnado sobre suas vias nasais.Ele ainda podia sentir o calor da pele dela queimar sobre a dele.Sheldon precisava esperar que o indício de protuberância no vão de suas pernas se desfizesse,antes de sair perambulando pelos leitos do hospital.


E depois de toda aquela busca de auto-controle,uma questão se esclareceu sobre sua mente,como num simples soprar.Ele quase havia transado com a mulher que ele praticamente não suportava olhar,ouvir e estar por perto?!Sheldon não teve a intenção aproveitar-se de sua vulnerabilidade.Jamais! Isso não coincidia com a sua índole e caráter.Como médico cirurgião,ele tinha respostas e formas para curar doenças,pelos menos a maioria delas.Mas isso que aconteceu ali,naquele armário...Ele não tinha palavras para descrever o que o levou até aquele ponto.Poderia muito bem culpar a natureza humana.Dizer que tudo aquilo não passou de impulsos primitivos.Mas essas desculpas pareciam soar como um algo tão mentiroso.Parecia haver algo a mais.Algo que ele não sabia o que era.E isso fazia-o sentir-se o ser mais imbecil,estúpido e ignorante do planeta.


Todos acham que médicos são os mais responsáveis do mundo.Eles têm vidas nas mãos.Não cometem erros.Não deixam passar detalhes importantes,ou fazem procedimentos errados.Porque seria ruim, certo?Sim,mas isso só é válido na medicina. São responsáveis…Por seus pacientes.Mas são assim apenas no trabalho.Em suas próprias vidas,não conseguem pensar direito.Não fazem a escolha final,apesar de fazerem isso o dia todo no hospital.Só que quando se trata sobre eles mesmos,não fazem nada disso.São uma completa bagunça.



                *********            ********



Atordoada,Amy caminhava imersa sobre a grande movimentação no longo corredor hospitlar.Pessoas indo e vindo em sua direção,junto com ele o extremo cuidado para não se colidir com uma delas,até se chegar no elevador.Durante o percurso,ela ia arrumando o desgrenhado de seu cabelo, ajeitava o amassado de suas vestes, esfregava sua testa para limpar o suor e lábios para retirar quaisquer resquício de saliva.Ela queria desdar-se de todo o ocorrido naquele armário.



Dentro do elevador,a morena tateava o painel de números desesperadamente à procura pelo botão que a levaria até o heliponto.Ao achá-lo,ela o apertou e escorou-se numa das faces do elevador respirando em alívio.Tudo que Amy queria naquele momento era um lugar pouco habitável.Ela só queria ficar sozinha e por assim tentar recompor seus ânimos que estavam a flor da pele.


De olhos fechados,enquanto o seu destino não chegava,Amy fazia um árduo exercício de inspirar e expirar;cuja  intenção era de normalizar sua respiração descompassada.Onde ao mesmo tempo,suas mãos percorriam seu colo,passando pelo pescoço,maxilar,até ir de encontro com seus próprios lábios.Era como se ela quisesse apagar todas as marcas e cessar o calor que os lábios de Sheldon deixaram ali,marcados em sua pele.Mas era difícil.Era difícil se livrar de todo aquele intenso sentir de emoções. Amy tinha a sensação de que seu coração batia de forma acelerada e forte contra seu peito.A sensação de que seu sangue fervia ao correr por suas veias,artérias e vasos sanguíneos.Deus seu sistema circulatório parecia uma panela efervescente!



Finalmente o elevador abriu-se revelando o heliponto.E ao sair dali,Amy se deparou com uma bela e ampla vista de Pasadena aos arredores do hospital.O céu. Esse abrigava um espetáculo de mesclas de cores quentes e frias.Essas que pareciam ter sido pintadas à mão,e no final,se misturado entre si de forma suave,como aquarelas ao redor do se pôr do sol.Uma obra estonteante desenhada sobre um escasso céu,a mercê dos que ali viviam.



A neurocirurgiã ficou ali,parada,com ambas de suas mãos guardadas em cada bolso do jaleco,enquanto seus olhos verdes percorriam cada ponto da cidade, contemplando a beleza que a natureza lhe proporcionara.A brisa gelada do recém chegado outono,batia-se contra sua face e esvoaçava suas madeixas morenas na direção do soprar do vento.Amy adorava essa sensação de mera liberdade.Era como se ela pudesse acompanhar cada etapa dessa sensação.Onde seu cérebro libera o neurotransmissor do prazer(dopima),e depois de caminhar pelo seu corpo,acomoda-se nas quatros áreas do seu sistema de recompensa(Amígdala,Núcleo acucumbens, Córtex pré-frontal,Hipocampo).Eis que se tens a sensação de contentamento.



Ali,naquele lugar,ela conseguiu encontrar a paz e a calma de que tanto necessitava.Amy tera enfrentado um turbilhão de coisas nos últimos nos meses, dias,horas,minutos e segundos atrás.A incerteza de um ato,a volta de um passado perturbador,e uma ação inacabada pelo levar do momento.Parecia estar enfrentando  uma forte,grande e insistente tempestade caindo sobre sua vida desde então.Mas sempre há um fim para toda tempestade.Quando todas as árvores forem arrancadas,quando todas as casas forem destruídas,o vento vai se acalmar,as nuvens vão se dispersar,a chuva vai parar.O céu ficará limpo em um instante,e só então,nesses momentos silenciosos após a tempestade,descobre-se quem foi forte o bastante para sobreviver.A chave para a sobrevivência?É a negação.Nega-se que se está cansado,nega-se que se está com medo,nega-se até o quanto se quer ter sucesso.E,mais importante,nega-se que se está em negação.Enxerga-se o que se quer. Acredita-se naquilo que quer...E assim dá certo.Mentisse tanto,que as mentiras começam a parecer verdade.Nega-se tanto, que chega uma hora em que não consegue reconhecer a verdade quando se está na cara.



[…]


Às vezes,a realidade dá um jeitinho de vir de fininho e dar um beliscão na bunda.E quando a represa estoura,a única coisa que pode fazer é sair nadando.O mundo do fingimento é uma jaula,não um casulo. Consegue-se mentir para si mesmo por um tempo.Até que o cansaso vêm,o medo vêm e negar isso não muda a verdade.Cedo ou tarde,tem que deixar a negação de lado e encarar o mundo.Andar com a cabeça erguida e com vontade.É isso que torna uma pessoa sobrevivente.Amy sabia disso,pois a cada era de tempestade,ela se tornara uma mulher cada vez mais forte do que a da tempestade passada.



O momento de pausa e reflexão,logo é interrompido com o sentir do vibrar do  celular.Ao pegar o aparelho e ver do que a mensagem se tratava,seus olhos se arregalaram estupefatos com o que viam.Amy não queria acreditar naquilo.Não podia ser!Era Bernadette!A sua única resposta perante aquela mensagem fora correr de volta para o elevador e ir de encontro com o leito de sua amiga...





CONTINUA...



Notas Finais


Eaí alguém está vivo depois de tantas emoções?Acredito que o fandom desses dois médicos cabeças duras estão indo a loucura,assim como eu.FINALMENTEEE SAIU UMA PEGAÇÃO UHUUUU!!!Kkkkk

Comentem o que acharam disso.E favorite a história para não perder nenhum capítulo quando atualizado.


Obrigada pela sua leitura e espero voltar o mais breve possível.Beijos...Até mais 😙


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