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História Shangrí-la - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Annyeong, xingus.

Cap por @chayeols
Betagem por @Myung

Capítulo 1 - Capítulo Único


Shangri-La

 

“Se você pensa que, ao subestimar aquela pessoa, você está a ajudando a ser mais forte: Pense novamente, pois você está errado.”

Lorenzo H.

 

Maio de 2016

“As especulações sobre o acidente no show do grupo masculino VIXX estão cada vez mais altas. Os membros Ravi e Leo desmaiaram durante a apresentação no México e a Jellyfish Ent., empresa que gerencia o grupo, deu uma declaração dizendo que o motivo de tal acontecimento foi a grande altitude do local onde o show estava sendo realizado. O fato do desmaio ter acontecido justamente com os dois membros citados anteriormente, provocou grande alvoroço. Já que desde 2015 ambos vem tendo longas jornadas para compor e-”

A tela do computador é abaixada sem delicadeza e Ravi se senta à minha frente, sem dizer nenhuma palavra, apenas permanecendo ali.

Nós sabíamos que as notícias estavam procurando apenas um motivo para começarem os rumores novamente. Os dois membros mais assustadores e fortes do grupo estavam decaindo porque não aguentaram a pressão. Era isso que eles queriam vender, e iam investigar toda nossa vida até encontrar algo que pudesse lhes dar margem para que as cobranças em cima de nós dois começassem novamente.

Olho para o rapaz a minha frente, com os cabelos claros, quase platinados, e engulo em seco segurando sua mão. Kim Wonsik sempre foi um cara durão, mesmo que isso fosse uma máscara que disfarçasse o que ele estava sentindo por dentro, e foi isso que nos juntou.

Eu olho para o rapaz e era como me ver no espelho: ele é meu oposto e ao mesmo tempo ele sou eu. Nós tivemos histórias parecidas e obstáculos parecidos, mesmo que houvéssemos reagido de maneira diferente.

 —Você sabe que estão só procurando um motivo para dizer que não conseguimos, de novo. – ele me olha nos olhos e balança a cabeça. —Mas nós conseguimos. Estamos conseguindo até agora, e vamos continuar conseguindo.

 —Nós sempre nos esforçamos e os fantasmas voltam para nos assombrar, para nos colocar para baixo.

 —Eu sei! – ele se levanta, e eu imito o movimento.

 Sentindo seu abraço em seguida.

 —Eu sei que é difícil, mas nós estamos indo bem-

 —Eu acho que esse é o meu limite.

 É a primeira vez que digo algo assim para Ravi. Sinto seu corpo enrijecer com a tensão que paira sobre nós dois e vejo-o se afastar de mim, andando pela sala com a mão na cabeça, aparentemente transtornado por presenciar aquilo.

 —E você vai fazer o quê, Tae?

Balanço a cabeça, sem saber o que dizer e saio da sala de prática.

Assim que passo pela porta de vidro da empresa, vejo um táxi vindo e dou sinal, entrando no carro em seguida. Ainda consigo ver Wonsik parado na porta, enquanto o motorista dá partida e me pergunta para onde eu quero ir.

Digo o endereço da minha casa, que é aqui mesmo em Seul, e encosto a cabeça no vidro da janela, fechando os olhos e pensando em tudo que estava acontecendo comigo nesses últimos tempos.

No fundo eu estou consciente de que deixar o rapaz sozinho na empresa foi uma atitude grosseira da minha parte, afinal todos estavam fora, e ele só tinha a mim, já que não podia voltar para casa. Pensar sobre isso me traz lágrimas aos olhos e, por um momento, penso em dar meia-volta e trazer ele comigo.

Mas eu sei que ambos precisamos de um tempo longe um do outro, pelo nosso próprio bem, então apenas permaneço quieto, olhando para a tela do meu celular, pensando em como as coisas saíram do controle dessa forma.

Não consigo calcular quando tempo estou dentro do táxi, pois, quando dou por mim, o motorista estaciona e me olha dizendo que chegamos e cobrando o valor da viagem.

Dou um sorriso fraco e saio do carro, me permitindo ficar parado na frente de casa enquanto o carro some da minha vista.

Olho para minha porta e me aproximo, tocando-a com a ponta dos dedos, enquanto encosto minha testa na mesma.

Penso sobre como eu aguentei até agora, depois de tudo isso. Inconscientemente levo a mão ao bolso e tiro de lá o rosário que minha mãe me deu, o qual eu sempre carrego comigo.

Sempre fui visto como uma pessoa fria e dura, mesmo que a realidade seja bem diferente. Talvez eu tenha aprendido a não demonstrar por ter um pai militar, mas eu sinto.

Eu realmente sinto tudo.

 “Uah! Ele é realmente assustador!”

 “Taekwoon, você não devia ter crescido, você era muito mais bonito quando criança”

 “Você é realmente mediano. Por que não larga a música e volta a ser atleta? Pelo menos seu pai do exército te ensinou alguma coisa!”

 “Olhe para ele, ele nem sequer é inteligente. Ele nunca conseguirá cantar”

 “Eu duvido que um dia ele chegue aos palcos com essa aparência”

 “Ele é frio demais para um rookie. Ele acha realmente que agindo assim nos programas ele irá ter fama? Que mal educado!”

Eu nunca fui cruel, ou rude, ou de fato frio. Sei que sempre tive problemas para me relacionar, ou para demonstrar o que sou e o que sinto. E eu tento com todo meu coração fazer com que as pessoas saibam disso, que elas me entendam.

Infelizmente eu continuo sendo rebaixado.

 — Omma… – sussurro ao abrir a porta de casa.

As lágrimas já caindo por meu rosto, esperando que ela tivesse ali para me ajudar

—Kwoon? Meu filho…

 Assim que seus olhos encontram os meus, ela me abraça, ato que retribuo, com o rosário ainda entre meus dedos da mão direita. Na verdade, embora por fora pudesse parecer que eu não ligava para nada do que me era dito, por dentro eu não conseguia deixar de estar assustado.

 Por que todos estavam tentando me puxar e desdenhar de mim? Por que eu tinha que tentar subir cada degrau enquanto pedras e mais pedras eram jogadas para atrapalhar?

 Eu sei que Wonsik deve se sentir da mesma forma, já que ele sempre foi igual a mim, já que ele sempre ouviu o que ouvi. Sinto a culpa invadir meu peito por tê-lo deixado sozinho, mesmo sabendo que ele me perdoaria, como sempre fazemos.

[…]

 — E como está Kim Wonsik? Vocês continuam tendo problemas? – minha mãe se senta ao meu lado e me entrega uma xícara de café com leite, sem açúcar, como eu gosto.

— Estamos tendo tempos difíceis, omma…

— Imagino. – ela segura minha mão amavelmente e acaricia o rosário que ali se encontra. —Não deixem que as pessoas subestimem vocês, eu sei que são mais que isso.

 — Mesmo quando tentamos, parece que elas passam a desdenhar mais ainda.

 — As pessoas podem ser cruéis, Taekwoon-na, mas você não deve perder esse seu coração puro nunca.

 — Eu estou tentando, ommonie. Mas, por que sempre parece que não sou suficiente para ninguém? – solvo mais um gole da bebida quente, sem coragem de encará-la.

Meu pai não estava em casa, como muitas vezes desde que me lembro, por isso cada palavra dita ecoava pelos corredores vazios.

 — Se você for o suficiente para si mesmo, você já será mais que suficiente para aqueles que estão ao seu lado. Saiba que, pra mim, você já é mais que suficiente.

 Sorrio abertamente, pela primeira vez em dias, e termino minha xícara de café, levantando-me, pronto para voltar e encontrar Ravi.

[…]

 

Assim que chego no prédio, paro em frente a porta de vidro. Segurando a maçaneta enquanto puxava, do fundo de minha alma, algum resquício de coragem para olhá-lo nos olhos, e para dizer o que eu tinha que dizer.

 O elevador silencioso não me faz sentir nem um pouco melhor, por isso sigo cantarolando uma canção qualquer, com a cabeça baixa, enquanto escutava o barulho que indicava que os andares estavam chegando.

 O corredor silencioso quase me engana, passando a impressão de que não há ninguém nesse andar, entretanto, conhecendo Wonsik como conheço, era quase uma certeza que ele estivesse trancado na sala de música, compondo alguma coisa que o fizesse tirar a cabeça e o coração das últimas situações.

 Ele sempre foi conhecido como um rapaz que, apesar de ter um rosto frio, tinha um sorriso caloroso e o dom de animar as pessoas. Esse lado era reservado a pessoas que ele gostava e se importava, ele era um rapaz amável que faria tudo para ver seus amigos sorrirem.

 Mas primeiras impressões são sempre as que acabam ficando na mente das pessoas, e eles eram considerados por todos os membros que davam a pior primeira impressão ao serem vistos. Talvez a timidez de ambos, ou a falta de jeito para se comunicar, estivesse sendo um problema.

 Mas o que os fazia ser assim começou bem antes.

 Antes de escolher usar o nome de Ravi, que significa “charmoso e encantador”, Kim Wonsik era só mais um garoto com a voz grave e vontade de cantar e dançar. Infelizmente, nessa indústria, o talento nem sempre é o suficiente, e não foi para nós dois.

Ravi recebeu, desde cedo, duras críticas sobre sua aparência e personalidade, e as pessoas sempre duvidaram que ele sequer fosse conseguir estrear, já que aparência é tudo.

Ele passou por cima de tudo isso e, assim como eu, permaneceu frio diante dos comentários maldosos, visando apenas um lugar: o palco.

Assim que entro na sala de música o encontro, de costas para a porta, escorado na cadeira, com os fones de ouvido e o caderno na mão esquerda, enquanto manuseada as teclas do teclado a sua frente com a direita. Compondo, como eu previ.

Me aproximo mais e me sento ao seu lado. Seu rosto concentrado demonstrava que ele estava absorto na música e espero que ele me note ali.

Demora menos que cinco minutos, mas sua cabeça se inclina para mim e ele sussurra, retirando os fones, com um sorriso de canto no rosto.

 — Está melhor? – confirmo com um aceno de cabeça e ele estende a mão para segurar a minha, entrelaçando nossos dedos. — Foi ver sua mãe?

Confirmo novamente com a cabeça e me recosto na cadeira onde estava, o observando.

Não posso deixar de sorrir ao pensar em tudo que passamos até agora: como chegamos na empresa, ainda garotos, sonhando em pisar em um palco antes de morrer, desesperados para mostrar que tínhamos talento, mesmo que nos dissessem o contrário.

Penso em como tivemos que ver nossos amigos irem embora quando nos colocaram, todos juntos, em um programa para que apenas os melhores sobrevivessem, para poderem estrear. Não posso lembrar desse momento sem deixar de pensar em como eu e ele choramos diversas vezes quando as câmeras eram desligadas e nós íamos dormir no alojamento, junto com os outros.

Pondero no quão felizes nós ficamos quando soubemos que havíamos sobrevivido. Quando olhei no rosto dos meus novos, mais antigos, companheiros de time e os abracei quando estávamos sozinhos. Lembro de chorar e de sentir o abraço de Hakyeon, que me consolava dizendo que eu havia ido bem, e que ele faria de tudo para ser um bom líder para nós. Ele nos disse que seriamos um bom grupo. E eu acreditei.

Lembro de como SangHyuk, que é o mais novo dos seis, nos defendia com unhas e dentes de comentários maldosos. Lembro-me de achá-lo adorável quando o fazia. Ou como Jaehwan fazia graça apenas para que pudéssemos rir e esquecer o cansaço que estávamos sentindo após treinar por mais de dez horas seguidas.

Seguro a mão de Wonsik com mais força e giro minha cadeira, ficando de frente para ele, o fazendo imitar o ato.

— No que está pensando? – ele me pergunta com a cabeça inclinada

— Em tudo que aconteceu até agora…

— Ah, eu me lembro de cada detalhe – ele ri, fazendo o som ecoar, e despertando uma sensação boa em mim.

Lembro-me de passar noites jogando videogame com Hongbin e ficar nervoso sempre que perdia o jogo. Em como Hyuk ria de mim e eu sempre acabava correndo atrás dele.

Em todos os programas que nós íamos, minha falta de expressão sempre era um tópico a ser tratado, e consigo contar as vezes em que os membros interviram por mim, me fazendo rir, e me protegendo. Lembro-me inclusive de Hakyeon aguentando piadas sobre si mesmo para que o assunto não voltasse a mim, pois todos ali sabiam como eu me sentia quanto a isso.

 Por todas as noites que eu chorei, eles estavam lá.

 Por todas as vezes em que eu fiquei envergonhado, eles me protegeram.

 Por todas as vezes que eu pensei em desistir, lá estava um deles sempre me convencendo do contrário.

 E foi assim que eu parei de dar tanta importância para aqueles que me julgavam e subestimavam. Aqueles cinco fizeram isso.

 — Me desculpe por pensar em desistir novamente…

 — Não precisa se desculpar. – ele balançou a cabeça negativamente, acariciando meu rosto. — Você não fez nada de errado. Estamos todos tendo tempos difíceis.

 — Eu não devia ter deixado você sozinho....

 — Você está aqui agora, não está?

Me deixo sorrir ao pensar em quantas vezes essas mesmas palavras saíram de sua boca. A primeira vez foi logo quando estreamos, na primeira vez que subimos ao palco, quando eu finalmente me toquei que todas aquelas pessoas estavam lá por nós. Ravi gentilmente segurou minha mão trêmula logo depois que tentei fugir do palco.

E quando eu me desculpei, ele sorriu e me disse essa frase.

A segunda veio fazia apenas um ano e meio: foi no período em que eu percebi que, mesmo que considerasse todos como família, Kim Wonsik ainda era mais que isso. Eu o olhava e meu peito apertava, meu coração acelerava, e eu não conseguia respirar sempre que nossos olhos se encontravam.

Eu estava confuso com tudo isso dentro de mim, e preferi me isolar ao pedir ajuda, pois eu nunca pensei que algo assim pudesse existir, eu estava com medo do que podia acontecer quando eu revelasse o que estava em minha mente.

Então eu fugi, fugi dos outros membros, fugi de Wonsik, fugi de mim mesmo. Eu me percebi mais calado do que nunca, e evitava contato físico com qualquer que fosse o membro que chegasse perto de mim. Lembro-me de brigar com Hyuk, coisa que eu nunca havia feito, por algo tão estúpido que senti vergonha de mim mesmo, logo depois de sair da sala.

Deixei todos preocupados, e ainda me dói pensar naquele tempo, mas algo bom aconteceu pouco depois.

O telhado do prédio da empresa era um lugar calmo onde eu sempre ia pensar, e, naquele tempo, eu o frequentava com mais frequência do que outrora. Devido a vontade de ficar longe dos membros, e de evitar responder perguntas dos funcionários, que já estavam começando a se preocupar.

Eu subia naquele lugar vazio e pegava meu celular, para ler e reler todas as ofensas que eu já havia recebido, pensando no que podia estar errado comigo para que eu me sentisse daquele jeito. Pensei que todos eles estavam certos e que eu não deveria estar ali.

 “Você nunca conseguirá mais do que quinze minutos de fama, Jung Taekwoon, você é tão estranho que ninguém irá te dar um espaço em um palco”

 “Leo? Que tipo de nome é esse que foi escolhido para ele? Taekwoon me dá arrepios e não consigo olhá-lo nas performances”

 “Ravi e Leo são realmente os membros mais feios, eles deviam sair do VIXX”

Eu olhava o celular e aquelas mensagens, algumas antigas, outras não, me davam um misto de tristeza e raiva: tristeza por saber que escutamos isso nossa vida inteira, e raiva por perceber o quão injustas e cruéis as pessoas podiam ser.

 Aquele tempo foi difícil, mas uma noite o vi entrando pela porta do telhado e, sem poder me esconder, apenas permaneci de costas para os passos de Wonsik, que se aproximavam lentamente e quase silenciosos, como o próprio.

 Ele se sentou ao meu lado e levantou a cabeça para o céu, para olhar as poucas estrelas naquela noite fria. Senti sua mão descer por meu braço, ao encontro da minha, e sinto meu corpo retesar involuntariamente. Sei que percebeu o movimento, pois parou sua mão no meio da ação, antes de resolver que queria mesmo minha mão na sua.

 Ravi esperou alguns segundos para começar a falar e pigarreou antes de perguntar se eu queria dizer a ele o que estava acontecendo comigo. Passei os olhos por seu rosto, que ainda estava erguido na direção do céu e desviei o rosto em seguida, sem conseguir responder.

 Depois ele me questionou se o problema era, novamente, os comentários maldosos que faziam sobre nós, e balancei a cabeça afirmativamente, pensando que apenas isso já bastaria para que fosse embora. Mas eu estava enganado.

 Logo depois de me ver confirmar, ele sorriu de canto e me disse que já sabia, e que estava ali para saber o que mais estava me afastando deles.

 Permaneci em silêncio, sem coragem de responder, e escutei seu suspiro em seguida, sentindo seu aperto em minha mão. Ele me pediu para olhá-lo nos olhos e ao perceber minha hesitação, suas mãos percorreram o caminho até meu rosto e o viraram delicadamente em sua direção. Eu nunca havia visto um sorriso tão belo.

 Wonsik me disse que eu era especial e que não devia dar ouvidos as pessoas que me subestimavam, visto que elas sequer me conheciam e que, se me conhecessem, elas me veriam como ele me via, como uma pessoa maravilhosa.

 Não consegui mais aguentar ao ouvir suas palavras, e senti as lágrimas descerem por minhas bochechas, marcando meu rosto. Percebi sua feição assustada e, antes que pudesse me perguntar o que estava errado, quebrei a distância entre nós e o beijei.

 Talvez fosse o choque inicial, mas, no primeiro momento, não houve resistência e nem resposta por parte do rapaz a minha frente. Depois de um tempo, ele segurou meu rosto, retribuindo o beijo de forma calma e gentil.

 Assim que nos separamos, pedi desculpa por tudo que vinha causando, e essa foi a segunda vez que essa frase me foi dita, saindo de seus lábios, que estavam delineados em um sorriso de canto.

 Naquele momento eu descobri que Ravi retribuía o sentimento que eu tinha por ele.

 Saindo de meus devaneios, o encaro de forma intensa, sussurrando:

 — Obrigado.

 — Pelo quê?

 — Por nunca desistir de mim, por retribuir meu sentimento, por me fazer ver que ninguém que desdenhe de mim merece minhas lágrimas.

— Esse é o meu papel, certo? – ele sorri e me pego sorrindo também.

Quebrando a distância entre nós, como da primeira vez, e o beijando.

[…]

 

Agosto de 2017

 — Hyung! Eu preciso de- – empurro Ravi rapidamente, o derrubando da cama, apenas para ver a cara chocada de Hyuk na porta, que acabara de ser aberta pelo mesmo.

 — Sanghyuk, eu…

— Foi exatamente o que você viu. – Wonsik, que agora estava com os cabelos arroxeados, se levantou do chão.

Resmungando enquanto se cobria com um lençol.

 —N HYUNG! RAVI E LEO ESTÃO DORMINDO JUNTOS! – consigo ouvir sua risada alta e me viro para o rapaz ao meu lado, me vestindo rapidamente e saindo atrás do mais novo.

 Não consigo alcançá-lo, e, ao chegar na sala, me deparo com quatro rostos curiosos a me olhar.

 — Eu sempre soube. – Ken dá de ombros, sem tirar os olhos de mim. — Mas nunca imaginei que iam esconder de nós!

 — Você é muito dramático. – vejo Hongbin revirar os olhos e se inclinar em minha direção. — Felicidades ao… novo casal? Não sei bem se é novo, mas mesmo assim.

 — Vocês estavam com a cabeça onde, para esconder isso da gente? – N cruza os braços, aparentemente bravo. —Sabem como isso é perigoso?

 — Sinto muito, hyung. – Ravi entra na sala fazendo uma pequena mesura ao líder. —Nós não queríamos que tivessem que mentir por nós.

 — Isso é uma falta de consideração tremenda… – Hyuk mostra a língua para nós e ameaço bater no mesmo que se encolhe.

 — Esqueceu que sou seu hyung? Você quer morrer?

 — Vocês têm escondido por quanto tempo? – N volta a atrair atenção para ele e encaro Ravi, esperando-o responder.

 — Quase dois anos e meio.

 — Isso é difícil. – Ken completa, balançando a cabeça. —Sinto muito se não pudemos ajudar vocês.

 — Vocês não tinham como saber.

 — Pretendem contar para alguém? – Hongbin se levanta, indo até a porta, em direção a cozinha.

 — Saibam que… – N sussurrou. — Qualquer que seja a decisão de vocês, nós estaremos juntos. Não vamos deixar vocês dois sozinhos nessa.

 Me permito sorrir e abraçar os membros, os agradecendo.

 Eu gostaria que as pessoas que desdenharam de mim me vissem agora. Não por vingança, mas para que elas percebam que ser cruel não leva a lugar nenhum. Que sempre haverá alguém para levantar essas pessoas que são subestimadas, sempre haverá uma mão amiga para segurá-lo nos momentos difíceis.

 Eu finalmente consegui crescer com isso, consegui esquecer daqueles que me colocaram para baixo.

 Eu encontrei meu paraíso na Terra.

 


Notas Finais


Obs: O nome de Ravi se escreve 김원식, ou seja, Kim Won-Sik, mas é pronunciado Kim WonSHik, com o som de x, portanto muitas pessoas escrevem o nome do mesmo Wonshik, de forma errada

Espero que essa história ajude de alguma forma, pois eu adorei escreve-la <3
Até a próxima :3


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