História Sharks And Serpents - Capítulo 29


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Andromeda Tonks, Avery (Marauder-era), Bellatrix Lestrange, Horácio Slughorn, Lílian Evans, Lucius Malfoy, Minerva Mcgonagall, Mulciber, Narcissa Black Malfoy, Pedro Pettigrew, Personagens Originais, Rabastan Lestrange, Regulus Black, Remo Lupin, Rodolfo Lestrange, Severo Snape, Sirius Black, Tiago Potter
Tags Drama, Durmstrang, Grifinória, Hogwarts, Marauder's Era, Marotos, Personagem Original, Romance, Severo Snape, Severus Snape, Sonserina, Suspense
Visualizações 621
Palavras 3.298
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Cá estou eu sem net no PC mas comprando credito no celular pra poder postar pra vocês ashuashuashu
Sobre os comentários eu vou respondendo os que der agora, então se não for respondido logo me perdoem por favor.
Eu espero que vocês gostem desse capitulo. Realmente. Rs
~ Sectumsempra!

Capítulo 29 - Pensamentos e Corvos


Fanfic / Fanfiction Sharks And Serpents - Capítulo 29 - Pensamentos e Corvos

Severo P.O.V

- O tribunal teria por função julgar todas as práticas categorizadas hereges pela igreja católica, o que veio a ser incluir, é claro, a prática da magia ou qualquer coisa relacionada que categorizassem como tal ou que se tivesse algum tipo de suspeita. De forma que foi assim que o Papa trouxa, Gregório IX, criou a Santa Inquisição, em mil duzentos e trinta e três, para que o avanço da magia fosse debelado, uma coisa que sabemos que realmente não acabou com os bruxos. O período da Santa Inquisição foi longo e duradouro, tendo se espalhado por todo o mundo como uma onda de caos e mortes e criando uma história bastante conhecida por seu caráter sangrento em Salem, nos Estados Unidos.

Fechei os olhos ignorando a voz monótona do professor Binns tentando varrê-la para o fundo da minha mente como um ruído. Minha cabeça estava doendo e isso dificultava a minha atenção, e a claridade da sala começava a me perturbar. Não que tivesse alguma aversão ao claro, mas por que os vitrais dali eram mais vivos e de cores estridentes do que os outros. Era uma boa distração nos dias nublados, mas com o sol eram irritantes. Estava com a cabeça deitada sobre meus braços cruzados com o rosto virado para o lado esquerdo onde estava Mihaela. Eu tinha certeza que meu pergaminho vagava por algum livro em cima da bancada junto com minha pena, o que eu não estava me preocupando naquele momento. Respirei fundo sentindo aquela sensação de um início de silêncio desagradável.

Mihaela estava calada demais, o que nunca era um bom sinal. Não era do tipo que passava o tempo inteiro conversando, mas quando se calava mais do que o habitual é por que havia alguma coisa errada.

Abri os olhos e observei-a com um pouco mais de atenção. Parecia de fato atenta a aula, coisa que até para o mais estudioso era quase impossível. O assunto sobre a inquisição trouxa e sobre as mudanças ocorridas na Europa graças a publicação do livro trouxa Malleus Maleficarum era algo até interessante, mas naquele momento com aquela monotonia do professor, estava sendo tudo, menos agradável. Sua mão movia-se com a sua pena de forma contínua e quase sem pausas sobre o pergaminho, enquanto a outra acompanhava a leitura do professor no seu livro. De onde estávamos os raios do sol atravessavam os vitrais e atingiam seu rosto, criando um espectro de várias cores que sombreavam seus cílios e seus olhos. Por alguns momentos achei que a cor turquesa que estava vendo eram seus olhos mudando de cor, mas com o movimento mínimo para a direita enquanto ela acompanhava o flutuar esquisito do professor, eu pude perceber que não eram seus olhos de fato que estavam daquela cor.

- Miha? – Chamei-a um pouco mais atento.

- Sim? – Respondeu dando uma rápida olhada para mim e voltando a escrever. Talvez eu estivesse enganado ou fosse minha cabeça me confundindo, mas me pareceu um olhar magoado.

- Aconteceu alguma coisa? – Seria alguma coisa que o sarnento do Sirius teria dito? Ou havia sido a idiotice que o Potter tinha soltado?

- Não. Por quê? – Me olhou, agora, escondendo o que eu confirmava que tinha visto.

- Seus olhos estão úmidos. – A presença anormal de lágrimas que poderiam rolar em seus olhos era um pouco assustador. Ela não deixaria elas escaparem. Não era do seu feitio chorar, e não era preciso muita coisa para chegar a essa conclusão. No entanto, isso não negava que estavam ali brilhando com os espectros vindos dos vitrais.

- Acontece. – Sorriu minimamente e voltou a escrever piscando os olhos mais rápido fazendo os últimos resquícios de umidade sumir. Admirava a sua capacidade de evitar que as emoções se expandissem como a maioria deixava que acontecesse, contudo naquele momento eu estava mais preocupado do que admirado.

Respirei fundo e enquanto ela molhava novamente a pena no tinteiro eu puxei o pergaminho para o meu outro lado. Era notável que se ela quisesse ter impedido teria, no entanto não evitou e eu agradeci por isso. Fechei o livro estendendo o braço e o puxei, colocando em cima do pergaminho deixando o caminho livre para que eu ocupasse o lugar onde estavam com os braços cruzados. Ficaria mais perto para conversar sem que o professor Binns percebesse, isto é, se perceberia.

- O que foi? – Perguntei mantendo o tom de voz baixo apoiando a cabeça novamente.

- Nada. – Sua expressão se suavizou.

- Não minta para mim, Miha. Eu sei que tem algo errado.

- Não foi nada, Snape. – Repetiu deixando o braço direito estendido onde antes estava o livro.

- Eu fiz alguma coisa? Quer dizer... – Ela não estaria magoada pelo que eu havia feito. Ou estaria?

- Não, você não fez nada. Foi só uma bobagem, nada demais. – Sorriu de canto.

- Então fale comigo. Não gosto desses silêncios distantes. – Aquilo me dava a leve sensação de alguém estar apertando alguma parte dentro de mim. Se não fosse loucura eu poderia jurar que estava compartilhando esse sentimento meio magoado com ela, mesmo sabendo que só ela estava. E isso não me deixava melhor.

- Achei que fosse dormir. – Murmurou apoiando o braço em minhas costas de modo que sua mão alcançasse meu cabelo. Estava começando a ficar acostumado com aquilo, e com os comichões que sempre me atingiam quando estava perto dela. Era como se meu corpo respondesse a aquilo, e por mais que eu não acreditasse em marcações mágicas por achar os efeitos muito psicológicos, aquilo era parecido. Contudo não era minha mente apenas confirmando um fato combinado previamente, e isso me deixava com mais perguntas do que devia.

- Não. Estava esperando você parar de fingir que estava prestando atenção ao que o professor estava dizendo. – Sussurrei sorrindo.

- Mas eu estava. – Respondeu caminhando com os dedos em minha nuca gerando espasmos involuntários em meus ombros. – Senhor eu não tenho cócegas.

- Não vale fazer isso.

- Por que?

- Por que eu vou revidar. – Sorri pensando em retirar os braços, mas ela não deixou. Abraçou-me deixando os braços ao meu redor me segurando enquanto seu queixo se apoiava no meu pescoço.

- Não vai não.

- Ah eu vou sim. – Seria fácil me soltar dela. Ela poderia ter força, mas eu ainda tinha vantagem.

- Fica quieto se não o professor vai perceber. Deveríamos estar anotando as coisas. – Sussurrou em meu ouvido e eu parei de me mexer. Fiquei um pouco desnorteado, sentindo novamente arrepios indo e vindo pela minha coluna. Havia uma grande diferença entre ouvi-la a uma distância normal e daquele modo.

- Eu não me importo que perceba. – Murmurei voltando a me mexer e sentindo seus braços novamente me apertando.

- Não faça isso, não quero ficar rindo no meio da aula. – Brincou, e em algum recôndito meu agradeceu por ela se manter com a boca perto do meu ouvido.

- E o que eu vou ganhar com isso? – Perguntei parando de me mexer e esperando a resposta dela.

- Não sei, o que você quer?

Seus braços me soltaram, porém, o braço direito continuou sobre meus ombros enquanto ela ficava com a cabeça apoiada no braço esquerdo ficando na mesma linha de visão que eu estava. Descruzei os braços ficando apenas apoiado no direito. Encaixei o indicador em seu queixo trazendo-a aos poucos para mais perto do meu rosto, até que restaram poucos milímetros de distância entre nossos lábios. A ouvi respirar um pouco mais pesado enquanto a ponta do seu dedo indicador traçava a linha do meu maxilar.

Deslizei minha mão para o seu pescoço acabando com a mínima distância que ainda existia, sentindo seus lábios colarem aos meus sem resistência alguma. Brinquei com eles por alguns momentos, eu gostava daquela frieza e de como eram macios. Sua mão agora estava em meus cabelos, e não vi mais por que adiar aquilo. Adentrei sua boca ávido, sentindo o seu gosto, explorando cada canto daquela boca e me perdendo por alguns segundos apenas naquela sensação de prazer imediata. Nunca era como as outras beijá-la, era mais intenso, como se de alguma forma eu precisasse daquilo mais do que qualquer outra coisa. Nossas línguas se entrelaçaram um pouco mais, eu podia senti-la circulando a minha com a sua, me instigando, me tomando para si e me fazendo perder um pouco a noção ao meu redor. Eu não percebi quanto tempo eu fiquei segurando a minha própria respiração, estendendo o quanto podia aquele beijo úmido e desejoso, mas quando nossos lábios se separaram eu tive que admitir a mim mesmo que eu gostava dos beijos dela, e que de fato ela sabia como fazer alguém querer mais. Talvez estivesse ficando viciado.

- Não acha que é perigoso fazer isso em sala? – Murmurou contra a minha boca me gerando alguns outros arrepios. Como ela conseguia fazer aquilo comigo?

- Não. – Murmurei abrindo os olhos.

Aquele ar gélido de fantasma aproximou-se, todavia antes que eu achasse que seríamos pegos Mihaela já havia aberto o livro e ficado em uma posição que parecia que estávamos lendo juntos apesar de estarmos com as cabeças deitadas na bancada. O professor Binns provavelmente olhou para nós com alguma cara estranha, mas se tinha algo a reclamar não o fez, pois voltou pelo corredor continuando com a sua ladainha sobre as bruxas de Salem, e sobre a atuação de Heinrich Kramer nos julgamentos.

Mihaela aproximou-se de mim, mas não me beijou como achei que faria. Sua boca aproximou-se do meu ouvido novamente e eu senti algo mais com aquilo.

- Da próxima vez que quiser fazer isso me avise com antecedência para que não seja pega de surpresa.

Eu já estava um pouco atordoado e extasiado com aquilo, mas quando senti seus lábios depositarem um beijo rápido em meu pescoço, já não sabia mais o que ainda estava fazendo ali.

♕♚♕

- Depois de terminar as lições de Defesa Contra as Artes das Trevas e Astronomia para o dia seguinte, eu estava esgotado. Não estava conseguindo mais raciocinar coisa com coisa, e se eu fosse realmente analisar o que havia escrito, talvez estivessem coisas fora do lugar. Fechei os livros e enrolando os pergaminhos, joguei tudo na mochila. Peguei minha toalha, roupa e pertences e fui para o banheiro. Estava cansado, e precisava relaxar um pouco. Avery e os outros estava roncando já, e Lucius estava saindo do banheiro com a cara de quem não dormia há séculos.

- Se não parar de fazer seus encontros não vai conseguir sobreviver por muito tempo. – Caçoei. Eu não era o único a fazer visitas ao dormitório feminino, e as dele eram bem diferentes das minhas.

- Eu tenho certeza que sobreviverei. – Sorriu malicioso jogando-se na cama.

Caminhei um pouco zonzo entrando no banheiro e deixando minhas coisas na bancada. Olhei no espelho apenas por alguns instantes, e apesar de parecer cansado era notável que mesmo sem que eu quisesse aquele ar divertido ainda estava impregnado a mim. Eu não sabia como aquilo era possível, e não passei muito tempo pensando nisso. Despi-me e liguei o chuveiro deixando a água fria me atentar um pouco para o mundo.

Eu tinha que refazer meus tempos de estudo para conseguir manter a rotina de estudos com Mihaela. Estava em uma parte que diga-se de passagem gostaria muito de absorver logo. Era notável que já havíamos visto sobre contato com os mortos, mas não daquela forma. No compêndio sobre Como Se Comunicar com os Mortos, não havia apenas a forma necromântica de comunicação, em determinado ponto de treino e com alguns feitiços um pouco mais complexos, seria possível reviver o morto por alguns instantes apenas para fazer-lhes algumas perguntas antes que voltassem ao seu estado natural de morte. Em algum recôndito meu, eu gostaria de novamente poder falar com a minha mãe. Sentia muito a sua falta, e saber que poderia pelo menos conversar um pouco com ela acalentava meu coração. Estava sendo um inferno depois que ela havia falecido, e de alguma maneira eu ainda tinha suspeitas de que havia sido aquele infeliz o causador de tudo isso.

Afastei aqueles pensamentos e peguei o sabonete, e enquanto começava pelo pescoço lembrei do beijo que Mihaela havia dado ali. Tinha sido algo diferente, e eu já esperava isso dela. Conseguia ser despretensiosa no que fazia e ao mesmo tempo demonstrar os seus porquês sem dizer nada fora do que era costumeiro. No entanto, ainda estranhava o fato de apenas eu reconhecer esse tipo de coisa no que ela fazia, e nas concessões que dava aos outros. Não entendia como, mas de alguma forma se tornava cada dia mais fácil compreender o por que dela agir de forma silenciosa e sem muitas palavras. A ideia de que ela foi machucada e usada daquela forma justificava o seu retraimento. Era o tipo de pessoa que dava sempre um passo com dois atrás, e eu não julgava ela por isso. Imaginava o quanto que seria difícil para ela confiar nas pessoas, e de alguma forma eu queria conquistar isso e não a decepcionar apesar de ser bem idiota às vezes. Poderia parecer dura o quanto quisesse para os outros, mas eu reconhecia que havia um fundo sensível ali, e outro para ser mais exato.

Enquanto terminava de me ensaboar lentamente, eu não conseguia parar de pensar em como havia me excitado apenas com aquele beijo. Era algo tão imediato que eu nem chegava a reparar quando acontecia, e naquela altura do campeonato estava ficando complicado esconder esse tipo de coisa. Bastava apenas um toque seu, e tudo mudava. Eu havia passado tanto tempo reclamando do seu sotaque que agora me recriminava por ter feito isso. Aquele arrastado típico do leste europeu tinha me causado mais sensações prazerosas do que o sotaque fechado e sonoro londrino. Agora eu realmente entendia por que o estúpido do Potter, o Avery, Múlciber, Régulo ficavam atrás dela sempre que podiam. Não era a voz dela em si que prendia, era aquela maneira de falar quase sem mexer os lábios e aquele arrastado um pouco rouco misturado com aqueles sorrisos de canto.

Balancei a cabeça me livrando daqueles pensamentos nem um pouco indevidos para aquela hora e retirei todo o sabão até não restar nada em meu corpo. Fechei o chuveiro e enrolei-me na toalha saindo do box. O sono já havia passado um pouco mais e talvez ainda tivesse pelo menos uma hora de alerta para poder terminar de ler o capítulo em que havia parado do compêndio. Me enxuguei e vesti minha roupa de dormir. Coloquei meu perfume e penteei o cabelo rapidamente. Deixei minha toalha pendurada secando e sai do banheiro pensando onde havia deixado meu livro de anotações, quando senti aquele cheiro.

Sorri sabendo quem era antes mesmo de afastar o dossel da cama.

- Decidiu vir me ver dessa vez? – Perguntei a Mihaela que reconheci estar com seu roupão azul escuro e aquela camisola azul claro que me fazia desviar os olhos para outro lugar por ser curta.

- Vim trazer umas coisas para você. – Respondeu suavemente.

- E o que... – Não pude deixar de me espantar.

Haviam dois corvos empoleirados em seus ombros, um de cada lado, tão silenciosos e quietos quanto ela.

- Já que sua coruja faleceu, eu achei que seria útil que tivesse novos mensageiros. Estes são Huginn – o da direita – e Muninn – o da esquerda – os mensageiros do Deus Odin pelo mundo de Midgard. Claro que não são os próprios, mas vão ser úteis eu espero. – Sorriu de canto dando de ombros e fazendo os corvos voarem para os meus.

Eles eram grandes tanto quanto Korppi, no entanto não bicavam da forma como ele fazia, apenas grasnavam baixo como se me reconhecendo como dono. E tão logo deram suas bicadas de reconhecimento voaram pelo dossel ainda afastado indo pousar na minha pilha de livros onde estava um dos meus roupões dobrados.

- E então? – Me perguntou inclinando a cabeça levemente para um lado.

- Eu não sei como te agradecer, Miha. Depois do seu presente de aniversário esse realmente está sendo um dos melhores. Achei que só conseguiria uma coruja nova depois de Hogwarts. – Sorri me sentindo de fato feliz. Tinha agora dois mensageiros.

- Pensei em te dar uma coruja, mas preferi eles dois. Korppi fez um bom trabalho recrutando-os. – Ela fez aspas com as mãos. – Bem. Só vim trazer os dois mesmo, provavelmente você vai querer dormir agora e eu estarei atrapalhando. – Murmurou enquanto engatinhava pela cama em direção a abertura do dossel, mas eu fechei antes disso.

- Não está atrapalhando. Quem atrapalha dando um presente desses? – Arqueei a sobrancelhas brincando, o que fez ela dar aquele sorriso um pouco mais aberto. – Podemos estudar. Eu estou terminando de ler aquele último compêndio sobre falar com os mortos, e queria... sua opinião sobre uma coisa. – Eu precisava consulta-la. Era a única que sabia daquilo ali.

- Claro. – Escorregou até ficar na minha frente mantendo o roupão cobrindo-a. Cruzou as pernas e me encarou. – O que é?

- Eu queria saber se.... daqui um tempo com a minha prática, eu possa falar com a minha mãe. – Olhei em expectativa para aqueles orbes azuis que cintilavam mesmo no quase breu do dormitório.

- Vai sim. Mas, como sempre eu tenho que fazer algumas ressalvas. É importante.

- E quais são elas?

- Você vai ter o tempo de uma hora como sabemos nos altos daquele compêndio. Porém, você só vai poder fazer isso com segurança apenas uma vez. Assim como existem vícios na magia comum, também existem na magia negra, e eles tendem a ter consequências bem piores. Você vai poder falar com a sua mãe tranquilamente, mas só uma vez, pelo menos eu te aconselho a fazer isso apenas uma vez. Vai ficar com vontade de contatar ela mais vezes, vai, mas fica a seu critério.

Tudo bem, só uma vez. Bom, pelo menos poderia ouvi-la novamente, era o que importava.

- Você já fez isso?

- Já. Para falar com uma das pessoas mais incríveis que eu já conheci.

- Quem? – Franzi a testa impressionado.

- Minha avó paterna. Reveka Mihaela. Eu gosto do meu segundo nome por causa dela, foi uma pessoa maravilhosa. – Sorriu de canto parecendo um pouco triste.

- Ei, fica triste não. – Peguei suas mãos do seu colo. – Eu entendo como é isso.

- Enfim. Vamos estudar, dá mais proveito.

Ficamos até quase duas da manhã discutindo quais os melhores métodos para se conseguir aquilo, além de discutirmos sobre o uso das poções no processo. Anotei tudo em um dos pergaminhos atento a qualquer detalhe que ela lembrasse. Era de fato bem mais fácil estudar quando se tinha uma enciclopédia viva sobre as Artes das Trevas ao lado. Quando o sono de fato a pegou achei melhor deixa-la ir, não queria tomar seu sono, e ela já parecia cansada demais.

- Amanhã nós continuamos.

- Tudo bem. – Respondi fechando o compêndio. – Ah! Antes que eu esqueça.

- Sim?

- Você vai participar do campeonato de poções de Slughorn? – Não havia assinado ainda.

- Não, Snape. Dessa vez eu vou ter que declinar. Mas por que não vai? Parece gostar dessas coisas.

- Só iria se você fosse. O Potter vai participar. – Não podia fingir que não sentia asco toda vez que pronunciava aquele nome maldito.

- Até lá podemos arrumar um jeito de fazer ele se dar mal. – Sorriu me dando um beijo na testa. Estava adorando ver aqueles sorrisos. – Agora vamos dormir.

- Boa noite. – Beijei sua testa. – Obrigado pelo presente. – As bochechas. – Pela aula. – O queixo. – Por tudo. – Seus lábios. – Durma bem.

Sua mão esquerda foi até o meu pescoço afastando o cabelo para trás, e da mesma forma que havia feito antes beijou ali um pouco mais demorado.

- Boa noite, Snape. Bons sonhos.


Notas Finais


*-* ops. Exagerei né? Kkkk'


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