História Sharps - Capítulo 51


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Bissexualidade, Emmaswan, Onceuponatime, Reginamills, Swanqueen
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Palavras 2.180
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sorry I'm late. Quem é vivo sempre aparece, não?!

Oi seres humanos que moram no meu coração sz

Bem, primeiro eu quero pedir desculpas por essa demora toda, e principalmente, pelo que vai acontecer em breve – e com em breve eu quero dizer "no próximo capítulo". Desculpa, e não me matem, matem a Jennie, e talvez a Emma KKKKe

Bem, terça tem capítulo novinho, com cheirinho de tristeza KKLKKKdesculpa.

Enfim, aproveitem bem esse capítulo porque o próximo... Eu nem vou comentar nada, apenas vou pedir para prepararem meu velório, pois terça serei uma autora morta.






Boa leitura sz

Capítulo 51 - Far Away


Um mês se passou, foram dias totalmente quase calmos sem Jennie Kim atrapalhando a vida de Emma e Regina.

Mills voltou a trabalhar normalmente. Daqui à duas semanas, haverá um desfile na Argentina, onde modelos de ambas as empresas foram chamadas para participar, e ambas irão para fotógrafa-las, junto com mais alguns fotógrafos de suas empresas. Depois do desfile, haveria uma reunião na empresa de Emma, que decidiria quem seria o novo ceo da mesma. Swan estava confiante, mas nervosa; sem Jennie por perto, Swan com certeza teria mais chances de ser a nova ceo de sua empresa.

Era uma sexta de manhã chuvosa; o clima era frio, o sol estava coberto por várias nuvens, a maioria escuras. Poderia passar de uma chuva fina e fraca à uma grossa e forte, a qualquer momento. Regina e Emma estavam em seus respectivos trabalhos, juntas de Zelena e Ruby, e Glinda e Dorothy.

*

Emma

As coisas na empresa estavam agitadas, eu estava me esgotando, ficando acabada. Vários ensaios fotográficos, entrevistas, desfiles em outros países e até mesmo aqui no Canadá. Sinceramente, está difícil. Está até sendo difícil eu me encontrar com Regina, eu sempre me atraso, mas não é porquê quero, é por causa do trabalho. Vejo que ela fica chateada às vezes, mas o que eu posso fazer?!

Sinto que estamos distantes por causa do trabalho, até mesmo em casa mal nos falamos, mas eu não posso simplesmente sair do meu emprego, e nem ela.

Estava em meu escritório com Dorothy e Glinda, as mesmas me ajudavam à editar as fotos de algumas modelos, apenas removiamos alguns erros ou clareavamos as fotos que saíam escuras. Só usavamos photoshop nas fotos se os superiores dissessem que seria necessário. Eu estava morrendo de fome, e estava dando graças à deus que nosso horário de almoço já estava chegando.

— Não acha que as duas estão muito distantes? — Dorothy e Glinda cochichavam entre si.

— Sim.

— O que vocês estão falando aí? — Me aproximei, perguntando.

— Nada. — Glinda respondeu, enquanto arrumava suas coisas em sua bolsa; Dorothy fazia o mesmo. Encarei-as, com a sobrancelha esquerda arqueada.

— Enfim... — Dorothy pigarreou, mudando de assunto. — Mais alguns minutos pro almoço, e já terminamos tudo. Vamos sair mais cedo, eu estou morrendo de fome!

— Tá bom, vou apenas salvar os arquivos e já vamos. — Respondi.

Fui até minha mesa, ligando o monitor do meu computador. Salvei os arquivos abertos, me certifiquei de que não havia deixado nada, nada mesmo, para trás, e desliguei o computador. Peguei meu celular e chaves, colocando as chaves no bolso da minha calça e verificando meu celular.

Quinze mensagens da Ruby, notificações de outras redes sociais, e treze chamadas perdidas de Regina. Eu fiquei preocupada, se ela me ligou treze vezes, talvez tenha acontecido algo. Nós três já havíamos saído da minha sala, já dentro do elevador, resolvi retornar as ligações de Regina.

Chamou uma, duas, três, quatro, cinco, seis vezes, e nada. Mandei uma mensagem para a mesma, dizendo para me ligar. Guardei o celular no bolso e após sairmos da empresa, fomos até uma lanchonete que ficava perto daqui.

— Emma. — Dorothy me chamou. Nós já estávamos na lanchonete e já havíamos pedido algo pra comer. — Posso te perguntar algo?

— Já está perguntando. — Digo, após beber um gole do meu café, recebendo um olhar torto dela. — Ok, pergunta logo.

— Certo... — Assentiu. — Você e a Regina têm saído juntas?

— Não muito. Recentemente, é raro nós sairmos juntas.

— Vocês têm se falado muito?

— Não muito, também.

— Jesus! Você e ela pelo menos fazem contato visual quando estão em casa?

— Não.

— Meu Deu- Emma... — Pigarreou. — Você e a Regina têm, sabe... Feito aquela coisa?!

— Que coisa?

— Sexo, Emma. Sexo. — A mesma disse, diretamente, e eu quase me engasguei com o meu café, e quase o cuspi no rosto da Glinda.

— Que?! Eu... Dorothy!

— Responde logo.

— Dorothy, você... — Antes que eu pudesse terminar, ela franziu os lábios, e cruzou os braços. — Não.

— Minha santa Lady Gaga, Swan! Nem parece que vocês são casadas, droga. Parecem desconhecidas.

— Olha, vocês estão fazendo tudo errado. Larguem os empregos, se separem, voltem para Storybrooke, e façam tudo de novo, mas dessa vez, certo, por favor! — Glinda começou, à olhei, franzindo o cenho.

— Gente, eu não tenho culpa de termos nos distanciado.

— Claro que tem! Vocês duas têm, na verdade.

— Eu... — Fui interrompida pelo meu toque de celular. O retirei do bolso e levantei-me da cadeira, afastando-me da mesa onde estávamos. Atendi a ligação.

— Regina?

Emma! Finalmente. — Suspirou, aliviada. — Está tudo bem por aí?

— Sim, tudo ótimo! E por aí?

Também!

— Bom! Enfim, eu vi que tinha umas treze chamadas perdidas suas. Aconteceu algo?

Na verdade, não. Eu, só queria conversar com você. E te encontrar quando estivesse no horário de almoço.

— Bem, eu já estou em horário de almoço, podemos nos encontrar agora.

Oh, ótimo! Aonde você está?

— Sabe aonde fica o FastBurguer?

Sim.

— Eu estou aqui!

Ok, meu bem. Estarei aí em minutos. Tchau!

— Tchau, anjo.

Encerrei a ligação e voltei à mesa, percebendo que duas loucas de pedra me encaravam. Me sentei ao lado de Glinda, que me encarou.

— O que foi? Tem o espírito de uma criança morta atrás de mim? — Glinda franziu o cenho, com medo do que eu falei, e olhou sobre meus ombros. Até eu fiquei com medo do que eu disse e olhei para trás.

— Deus me livre, Emma! — Dorothy disse, se encolhendo. — Não tem nada de espírito não, eu hein! Conta pra gente! O que ela queria?

— Ela quem? Regina?

— A pessoa que inventou o pão de alho, Emma. — Ironizou. — É claro que é a Regina, sua burra. — Dorothy me deu um pescotapa, e fez sua típica expressão de deboche.

— Doeu, poxa. — Levei minha mão à minha nuca, acariciando-a. — E ela disse que queria me encontrar. Ela está vindo.

— Esse momento é nosso, SwanMills vai ressurgir das cinzas. — Glinda se levantou rapidamente, exaltando à voz.

— Eu prefiro Emmagina. — Dorothy também se levantou. Pegaram suas bolsas e antes que eu pudesse impedi-las, andaram rapidamente até a saída da lanchonete.

— Ei, aonde vocês vão? — Me virei pra trás, mas já era tarde. Elas já haviam saído do estabelecimento.

Permaneci ali, parada e quieta, olhando para o teto, enquanto esperava por Regina. Passou-se alguns minutos, ouvi o sino da entrada do local tocar, indicando que alguém havia entrado. Ouvi passos pesados se aproximando de mim, a pessoa usava um salto alto, obviamente. Senti uma mão tocar meu ombro, o que me fez levar um susto; quando virei-me para ver quem era, um sorriso involuntário apareceu em meu rosto.

— Desculpe pelo susto! — Regina disse, com um sorriso no rosto.

— Não tem problema, anjo. — A mesma sentou-se à minha frente, a acompanhei com o olhar. Acho que fiquei encarando-a por um bom tempo, eu até babei.. só um pouco, eu juro.

Regina estalava seus dedos frente ao meu rosto, até eu sair do transe. Pisquei algumas vezes, limpando à baba da minha boca.

— Regina, eu posso lhe propor algo? — Perguntei, sem mais delongas. Pensei nessa proposta enquanto ela ainda estava vindo para cá, e cogitei a ideia, me perguntando se seria uma boa.

— Claro! — Sorriu abertamente. Regina Swan Mills, por quê?! Você continua me destruindo com esse sorriso, por quê faz isso?!

— Bem, eu sinto, e você também deve sentir que, ultimamente, estamos meio que, como eu posso dizer... distantes. — Ela assentiu. — Então, por isso que eu quero te propor isso: poderíamos tirar pelo menos uma semana de folga, assim poderíamos viajar, sei lá, ter o nosso momento, sabe?! Uma semana só para nós duas. O que acha?

— Emma... eu... eu acho que é uma ótima ideia! — Sorriu novamente. — Vou conversar com meu chefe.

— Ótimo! — Sorrimos. Era tão bom poder conversar calmamente com Regina, poder encarar aquelas íris castanhas e brilhosas por mais tempo. — Também irei conversar com o meu.

Ficamos na lanchonete, conversando, rindo de coisas idiotas, comendo e bebendo bastante, até nosso horário de almoço acabar.

— Um dia, há um tempo, quando eu havia seis anos, eu e Zelena estávamos em casa, com uma senhora que minha mãe sempre pagava para ficar de olho em nós duas quando ela e papai saíam de casa. Naquele dia nós fizemos a maior bagunça. — Comentou, sorrindo. — Nós implicamos com aquela mulher, até a mesma desistir de cuidar de nós duas, fizemos muita bagunça; rabiscamos uma parede com giz, giz de cera e canetinha. Comemos doces antes do almoço. Bagunçamos nossas cama. E acabou que queimamos a luz do banheiro, de tanto que acendemos e apagamos repentinamente. Eu até cheguei a chamar aquela senhora de velha surda e de velha fofoqueira, por incentivo de Zelena. Levamos um baita sermão de nossa mãe quando ela e o papai chegaram em casa, e Zelena apenas riu na minha cara depois. — Ela contava, rindo, lembrando-se do dia, da bagunça que fizeram, do sermão que levaram.

— Meu Deus, Regina! — Exclamei, soltando uma gargalhada, acompanhada da risada de Regina. — Você e sua irmã eram duas pestes. Diferente de vocês, eu era um anjo quando criança.

— Sei. Sei disso muito bem, Swan. — Semi-cerrou os olhos.

— Estou falando sério, mas... depois dos meus dez, eu me tornei uma peste, principalmente em casa! — Comentei, gesticulando, após tomar um gole do meu café. — Eu sempre jogava Atari, mas sozinha, depois da escola. Até que eu passei a não jogar mais sozinha. — Comecei à falar. Minha vez de contar como eu era uma peste quando criança. — Eu fiz amigos novos quando eu fui para outra escola, e comecei a levar meus amigos para a minha casa, então eles jogavam comigo. Minha mãe não reclamava no começo, mas depois de um tempinho, ela começou à reclamar, ao ficar sabendo que aquelas crianças, "eram más influências". Aquelas crianças eram tudo o que eu não era: levadas, bagunceiras, também respondiam os pais, e achavam que eram donas do próprio nariz. Eu me tornei uma peste depois de meses de amizades. E então, em um jantar com a minha mãe, meu pai, os amigos, e os filhos dos amigos deles, eu joguei um pedaço de carne, bem no rosto da moça que estava ao lado da minha mãe. — Regina riu ao imaginar a cena. Ela parecia bem entretida, prestava bastante atenção em mim, e ouvia atentamente cada palavra. — Depois disso, a filha dela jogou uma colher com purê de batata em mim, sujando não só meu rosto, mas também minha blusa favorita. Começamos uma guerra de comida, e os outros dois filhos daquele casal, se juntaram à nós. Um garoto e uma garota, contra eu e mais outro garoto. Nossos pais foram para debaixo da mesa, e saíram de lá até a sala, engatinhando pelo chão. Depois disso, eu tomei um baita sermão dos dois e fiquei sem meu Atari por dois meses.

Regina ria da minha desgraça, e eu ria de sua risada. Seus olhos começaram a marejar de tanto que a mesma ria. Continuamos à contar histórias de quando éramos crianças, e o assunto nos rendeu boas risadas. Quando acabou nosso horário de almoço, conversamos por mais alguns minutos, nos despedimos depois e fomos cada uma para seu respectivo trabalho.



Passou-se horas, já eram oito e vinte e cinco da noite, eu estava muito acabada e morta. Tive duas reuniões, alguns ensaios fotográficos, tive que editar várias e várias fotos, meus dedos estão até doendo – mas o motivo deles estararem assim não é o motivo que eu queria. E eu ainda havia algumas papeladas para assinar, poius uma modelo da empresa de Regina viria para a minha, e uma da minha empresa iria para a empresa dela. Após chegar em casa, passar pelo hall, pela sala e subir às escadas quase morrendo, andei rapidamente até meu quarto, entrando, e fechando a porta em seguida, podendo finalmente soltar um longo e pesado suspiro. Estava tão cansada, tão morta e tão exausta, que nem percebi Regina, que estava sentada na cama, me encarando.

— Tudo bem? — Perguntou, preocupação era visível em seu tom de voz.

— Não, eu não estou nada bem. Eu estou morta, e exausta. Realmente, eu preciso de uma folga. — Respondi.

Deixei minha bolsa em cima de uma chaise que havia perto da janela, e sentei ao lado de Regina na cama. A mesma tinha um notebook em seu colo, com a netflix aberta, em um episódio da primeira temporada de Stranger Things, agora pausado.

— Eu conversei com meu chefe, e ele liberou semana que vem. — Regina quebrou o silêncio perturbador que outrora dominava o quarto. Olhou em minha direção, lançando-me um sorriso de orelha a orelha. — E o seu? O que disse?

— Também liberou. — Sorri, levando minha mão à bochecha da mesma, acariciando-a com meu polegar. — Eu não lhe digo mais isso, frequentemente, e acho que até se tornou uma palavra estranha de se dizer, mas.... Eu te amo, Mills.

— Eu também te amo, Swan! — Exclamou, sorrindo em seguida.


Notas Finais


Até o próximo capítulo ♡


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