História Shatter Me - Capítulo 4


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags Bambam, Drama, Fantasia, Got7, Mistério
Visualizações 65
Palavras 1.496
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olar, sorry pela demora e MUITO obrigada de verdade pelos 100 favoritos, eu nunca tinha chegado nem perto desse número antes e agora só queria poder abraçar cada um de vocês <3 Eu nunca sei o que escrever aqui nas notas, mas espero que gostem do capítulo sajkhsaksah

Capítulo 4 - Nota Mental: Não Julgar Mais os Personagens de Filmes


Os pontos em sua mão incomodavam BamBam, mas não eram eles o que o atormentavam o suficiente para fazer com que o rapaz se revirar na cama por horas sem conseguir dormir. Após os acontecimentos bizarros, ele havia feito o que qualquer pessoa sensata faria, ou seja, ir até o hospital cuidar dos cortes em sua mão causados pelo caco do espelho que se estilhaçou. Felizmente não havia sido nada grave, apenas alguns pontos aqui e ali resolveram e pouco tempo depois ele pode voltar para casa.

Bammie esticou a mão pegando seu celular do criado-mudo e sentando-se na cama, ele apertou o único botão do aparelho e logo a tela acendeu mostrando as horas. Já eram quatro horas da manhã e não havia pregado os olhos nem por um minuto sequer. E como poderia sabendo que havia alguém em perigo e provavelmente ele era o único que sabia e poderia ajudar? Mas, por outro lado, o que ele poderia fazer? Não era como se ele pudesse chegar até a polícia e dizer “ei, eu acho que a garota que estava falando comigo através de um espelho foi sequestrada”. Se não o arrastassem até o hospital psiquiátrico mais próximo, no mínimo pensariam que era uma pegadinha ou algo do tipo.

Praguejando baixinho ele se levantou da cama indo até a cômoda para trocar o pijama por algo mais apresentável. Isso enquanto fazia uma nota mental para não julgar mais os personagens de filmes que faziam o que diziam para que não fizessem, já que era exatamente o que ele iria fazer naquele momento.

A madrugada estava fria, e no instante em que pisou do lado de fora BamBam se arrependeu por não ter pegado um casaco mais grosso. Ele caminhava pela calçada com passos apressados, queria chegar logo mesmo que não soubesse exatamente onde ir. Precisava de um espelho, mas onde encontraria um aquela hora? E quando encontrasse, o que faria? Aliás, por qual motivo ele estava procurando por um mesmo? Como isso poderia ajudar? Sua cabeça fervilhava com perguntas, e quanto mais ele tentava encontrar respostas, mais questões surgiam.

A garota havia dito para que ele ficasse longe dos objetos refletores. Não era como se ele já não tivesse feito isso sua vida toda, mas agora que haviam dito isso a ele, além é claro de saber que os mesmo não se partiriam mais, ele estava curioso. O que aconteceria? Pela forma como ela havia dito provavelmente seria algo perigoso, talvez ele apenas explodisse ou então se transformasse em um unicórnio, naquele momento ele estava aberto a todas as possibilidades.

De repente uma ideia surgiu em sua cabeça. O parque de diversões que ficava ali perto possuía uma daquelas casas de espelhos, que, aliás, ele costuma passar bem longe. BamBam se lembrava de ter ouvido algo sobre o local ter sido fechado por falta de manutenção e abandonado. Adolescentes recentemente haviam passado a invadir o lugar para beber escondidos, o que significava que não deveria ser difícil entrar ou ao menos foi o que ele pensou até chegar lá e começar a escalar o portão. Qual era o tamanho daquela droga? Porque naquele momento ele se sentia escalando o monte Everest, e se amaldiçoou por não ter escutado seus pais e feito mais atividades físicas.

Mesmo com o Sol já nascendo era incrível como parques abandonados ainda pareciam assustadores e saídos direito de um filme de terror. É claro que havia a possibilidade de que seu nervosismo estivesse tornando tudo pior do que realmente era, e suas mãos suando frio só reforçavam a teoria enquanto ele observava a casa de espelhos ficar mais próxima.

Quando chegou até a entrada do local Bammie empurrou a porta sem pensar duas vezes. Ele sabia que caso parasse para respirar fundo antes ou algo do tipo provavelmente acabaria desistindo e correndo como uma criancinha. Por outro lado, adentrou o local com passos cautelosos enquanto protegia o rosto com as mãos, até ter certeza de que os espelhos não iriam se quebrar e jogar estilhaços por todo lado fazendo com que ele saísse de lá parecendo uma peneira.

E agora? Ele pensou. Tentou se concentrar na garota de novo, mas não obteve resultado confirmando que ela não estava mais do outro lado para ouvi-lo, então resolveu apenas ficar ali esperando um instante, talvez algo acontecesse.

Era estranho conseguir observar o próprio reflexo claramente depois de tanto tempo, e quando BamBam se deu conta estava caminhando em direção a própria imagem. Ele levou a mão até a superfície refletora sem sequer se dar conta do ato, e quando finalmente notou tentou afasta-la sem sucesso. Era como se o reflexo  o segurasse ali e Bammie podia jurar que o viu fazendo uma expressão diferente da sua naquele momento, poucos segundos antes de sentir seu pulso ser agarrado e ele puxado em direção ao espelho, atravessando o mesmo.

Seu corpo se chocou contra o solo e ele perdeu o ar por um instante, permanecendo no chão por alguns segundos enquanto seu cérebro tentava processar o que havia acabado de acontecer. Com dificuldade ele se levantou olhando em volta e notando que continuava no mesmo lugar. Talvez ele realmente tivesse enlouquecido afinal, mas a verdade era que aquilo tendo sido real ou não ele não tinha ideia do que fazer. Frustrado ele suspirou se dando por vencido e rumando até a saída.

A sala em que ele estava podia ter continuado a mesma, mas ao lado de fora a paisagem do parque havia sido substituída por algo completamente diferente. Espelhos se estendiam por toda extensão do local até onde sua vista podia alcançar com a pouca luz que ali existia. Estavam pendurados em paredes, no teto, no chão e até fazendo parte de móveis, todas réplicas em ruínas dos locais onde os objetos originais estavam em seus respectivos mundos.

Bammie ficou estático por alguns segundos, se questionando se ainda havia como correr de volta para casa e fingir que nada aconteceu. Por mais que essa fosse sua vontade, seu corpo parecia não obedecer seus comandos naquele momento, movido pela curiosidade. Ele precisava explorar o local, sentia que aquele era o caminho para responder todas as dúvidas que há muito o assolavam, mas ainda sim sabia que as chances das coisas darem errado e ele se arrepender daquela decisão eram muito, muito grandes mesmo.

Ele começou a caminhar a passos lentos, os olhos atentos a cada detalhe procurando por um possível pista que traria as respostas que ele precisava, ou talvez apenas mais dúvidas. Não demorou para que ele reconhecesse uma versão caindo aos pedaços de seu novo guarda-roupa, com fragmentos do espelho espalhados por ali. Alguns deles estavam muito mais afastado do local do que o restante, — provavelmente restos do que a garota havia usado para se comunicar com ele —, e perto deles havia algo caído. BamBam se aproximou do objeto para o observar melhor. Uma bolsa, com a alça partida e alguns dos objetos de seu interior espalhados, e entre eles um colar com um pingente triangular que lhe parecia estranhamente familiar, e em um gesto involuntário ele simplesmente o guardou em seu bolso quando ouviu um barulho.

Até o momento ele poderia ter feito muitas coisas que sempre julgou idiotas, mas sem dúvidas perguntar “tem alguém aí?” não entraria para essa lista. Bammie não esperou ver algo para que procurasse um local para se esconder. O roupeiro seria um tanto quanto óbvio, mas como não sabiam que ele estava ali não havia ninguém o procurando, o que significava que se ele permanecesse quietinho passaria despercebido.

Passos começaram a se aproximar juntamente a vozes e BamBam tapou sua boca com as mãos para abafar o som de sua respiração, mas seu coração batia tão desesperadamente em seu peito que ele não se surpreenderia se ouvissem.

Todos ali falavam ao mesmo tempo, pareciam discutir entre si e era difícil entender o que diziam. Quando as vozes cessaram e os passos começaram a se afastar, BamBam abriu minimamente a porta do guarda-roupa para observar o que acontecia. Ao lado de fora o mesmo grupo que ele havia visto atacar a garota estava parado em frente a um espelho, que logo se iluminou e o reflexo foi substituído por uma paisagem que ele sequer prestou atenção. Seus olhos procuravam por outra coisa, ou no caso alguém, e logo ele viu um dos homens se abaixando para pegar a garota desmaiada no chão e atravessando o espelho.

Bammie esperou alguns minutos antes de sair de seu esconderijo e se dirigir até o espelho, parando em frente ao mesmo. Instintivamente ele levou a mão até o objeto torcendo para que os estranhos não estivessem do outro lado o esperando, e logo a cena que ele havia visto há pouco se repetiu com o reflexo sendo substituído pela mesma paisagem de antes. Suspirando aliviado por não ver ninguém do outro lado, ele andou em direção ao espelho, o atravessando sem dificuldades, como se já estivesse habituado ao ato.


Notas Finais


Espero mesmo que tenham gostado, e se quiserem me dizer nos comentários o que acharam eu ficaria muito feliz <3
Aproveitando o momento pra fazer uma propagandazinha, eu comecei uma fic nova também com o Bammie como protagonista, se chama Find Agharta e também é de fantasia, vou deixar o link aqui caso alguém queria dar uma olhada <3 https://www.spiritfanfiction.com/historia/find-agharta-13874864


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