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História Shattered - SpideyPool Stony - Capítulo 9


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Notas do Autor


Pessoal, voltei! Kkkk
Não me matem, ok? Tenho explicações, estava dando banho no meu peixinho.
Ok, agora sem brincadeiras estava passando por um momento muito difícil que envolvia trabalhos até o cu no EAD e meu pai ficando pior por conta do corona. Mas agora ta tudo certo, meu pai está praticamente sem o vírus em seu corpo e estou conseguindo por os trabalhos em dia, vou tentar atualizar nos fins de semana e segunda e sexta, acho que é bom. Bem, aproveitem porque está cheio de revelações que irão decidir o futuro da fic.

Capítulo 9 - Uma sensação estranha


P.O.V Tony

Acordo ouvindo o toque estridente do celular anunciando a chamada de alguém, obviamente resmungando começava a me sentar lentamente na cama estremecendo ao sentir a ardência gostosa que sentia em minhas nádegas após um sexo brutal e delicioso, a luz fraca da lua entrava pelas frestas da persiana marfim de meu quarto, Steve já não estava do meu lado, apenas um bilhete escrito um "Saí para fazer uma corrida, quando chegar tenho uma surpresa para você e o Peter. Eu amo vocês demais, minhas vidas." Sorrio com a mensagem logo me voltando ao celular que tocava sem parar ao lado da minha cama, suspirando aliviado por ser Peter e não da empresa ou da equipe.

- Oi meu filho.

- Pai, eu preciso que venha ao hospital o mais rápido possível. - Sua voz era trêmula e eu começo a ficar apreensivo.

- O que aconteceu? Você está bem? - Em uma velocidade quase sobrehumana me levanto da cama indo me arrumar com a primeira roupa que pego pela frente.

- Eu estou b-bem pai, é um amigo que desmaiou enquanto estávamos na rua e ele não tem ninguém para poder assinar a ficha dele e eu não posso porque sou menor de idade, você pode fazer esse favor?

- Claro meu amor, estou indo agora. - Suspiro aliviado pegando a chave do carro - Se acalma,  ele vai ficar bem.

- Obrigado pai. 


P.O.V Peter 

Havia chamado a ambulância assim que Wade caiu no chão inconsiente e fomos ao hospital mais próximo, pela primeira vez eu deixei com que minha fragilidade se fizesse presente novamente, uma onda de tristeza e um grito de desespero sufocado em minha garganta me consumia me fazendo derramar lágrimas mais lágrimas, eu me sentia totalmente vulnerável e não entendia o porquê de estar tão triste assim, talvez Wade tenha se tornado uma pessoa muito especial para mim em tampouco tempo.

Inquieto no corredor do hospital eu andava de um lado para o outro esperando alguma notícia de Wade quando ouço meu pai me chamar anunciando sua chegada.

- Peter eu...- Não o deixo terminar a frase pois logo corro para abraçá-lo derramando mais lágrimas em seu ombro.

- Pai... - Fecho os olhos apertando sua camiseta enquanto sentia sua mão me fazer carinho - Eu estou muito preocupado pai, obrigado por ter vindo.

- Meu amor, se acalme ele irá ficar bem. 

- Aham...- Ouvimos uma terceira pessoa se fazer presente no local, quando nos viramos avistamos um médico com uma pasta na mão- São os responsáveis de Wade Wilson?

- Sim, sim, como ele está?

- Acho melhor se sentarem... - Aquilo me fizera ficar pior ainda mas fizemos como indicado - Wade passou por todos os exames e ele foi diagnosticado com câncer em estágio avançado, cerebral para ser mais exato. - Ponho as mãos no rosto pondo aquela tristeza agoniante se apossar de meu peito e sinto meu pai esfregando minhas costas - Eu sinto muito... Mas, não temos muitas chances de fazê-lo sair dessa... O esperado é que ele sobreviva por mais dois meses com a quimioterapia.

- N-Não, não pode ser, mas como ele não percebeu isso antes?

- O câncer que ele possui é um tipo silencioso, apresentando sintomas apenas como dores de cabeça intensas e formigamento em algumas partes do corpo, a pessoa ignora e quando descobre é tarde demais... 

- Posso vê-o? - Pergunto angustiado e o doutor apenas confirma com a cabeça e me leva até a sala de Wade onde o mesmo olhava pela janela sério, primeira vez que o via tão sério daquele jeito.

- Peter? - Corro para o abraçar apertado deixando as lágrimas deslizarem livremente pelo meu rosto - Ei, se acalma babyboy.

- Como eu vou me acalmar? COMO? V-você é muito especial na minha vida e eu não quero te perder pra essa doença maldita. - Rebato nervoso não me importando se estava chorando na sua frente.

- Você não vai perder, eu não vou morrer. Amanhã mesmo irei até um lugar que deveria ter ido a muito tempo... Vou ser cobaia em um experimento de cura de câncer. - Ele diz calmo porém sério olhando diretamente para mim quando finalmente abre um sorriso - Eu não quero você chorando, ta me entendendo? Você vai ser perturbado por mim por muitos anos ainda.- ele diz calmo.

- M-Mas você não sabe se é seguro, e se isso piorar? E se der complicações? E-

Por um momento nada a minha volta tinha importância quando seus lábios calaram os meus, não percebia nada apenas sentia o adocicado sabor de seus lábios acariciando os meus, eu por vez não conseguia fazer nada nem mesmo corresponder aquele beijo, uma sensação nova se apossava de meu ser e quando pensei em ceder já estava de olhos fechados sentindo as lágrimas deixando aquele beijo salgado e molhado, e por mais que fosse desajeitado por ser meu primeiro beijo, era incrível. Eu nunca soube a minha sexualidade, mas naquele momento não impotava, aquilo era a melhor coisa que poderia acontecer. 

- Peter... Eu quero que saiba que se não der certo... Quero que saiba que mesmo em pouco tempo eu nutri sentimentos muito fortes por você e não me arrependo disso.

- Wade, eu...

- Não precisa me responder.- Ele seca as lágrimas de meu rosto e sorri me dando mais um selinho - Apenas da forma que me correspondeu já tive minha resposta.- Seu polegar acaricia meus lábios - Você fica incrivelmente sexy com os lábios avermelhados...- Morde os lábios lentamente lhe dando um ar mais quente.

- Eu não quero perder você.- o abraço novamente- Se isso que estou sentindo é amor, então eu realmente sinto algo muito forte por você. - Ponho para fora sentindo minhas bochechas corarem- Promete não me abandonar?

- Prometo Petey. Agora, tira essa cara de bunda e me ajuda a me levantar, o doutor disse que já estou de alta. Ih Yellow vai pro caralho. - Sua loucura voltou porém eu ainda me sentia mal por tudo que estava acontecendo, a primeira por descobrir o câncer terminal de wade e a segunda por descobrir meu verdadeiro sentimento por ele, era um misto de sensações que apenas faziam minha cabeça latejar de dor.

Eu não vou aguentar...


10 minutos depois...


Meu pai levou Wade de bom grado para sua casa, o caminho estava estranhamente silencioso, Wade apenas cochichava sério olhando para fora da janela, possivelmente conversando com as vozes, queria saber o que estavam falando pois o mesmo tinha o olhar baixo e frio. Deveriam estar zombando de seu atual estado... Para amenizar toda aquela tensão apoio minha cabeça em seu ombro e pego em sua mão dando beijinhos leves sobre a mesma, recebendo um sorriso de canto e uma face de um leve alívio sobre tudo aquilo.

Queria que tudo isso não passasse de um pesadelo... Pelo menos a parte em que Wade fica mal.

Após o mesmo ir para casa meu pai e eu voltamos para casa, eu logo me dirigi à meu quarto indo para o banheiro da suíte deixando o resto da dor que sentia se apossar de meu ser. Aquela angústia e bolor presentes apenas me faziam desligar do mundo e não me importar com mais nada, apenas as paranoias e a ansiedade pairando e tomando conta de mim e me obrigando a fazer coisas que jurei não fazer novamente.

(ALERTA DE GATILHO-AUTOMUTILAÇÃO)

Quando percebi estava com uma lâmina em mãos deixando com que a melodia silenciosa e agoniante da depressão guiar meus movimentos, rasgando a minha carne como se aquilo pudesse por um momento amenizar a dor e vazio extremo que sentia em minha alma, a cada corte era um grito abafado que soltava com a camisa presa entre meus dentes.

- Filho, seu pai... PETER!- Meu pai entra no banheiro desesperado ao perceber a cena logo arrancando a lâmina de minha mão - Por que você fez isso?!?- Logo sou abraçado com força sentindo o sangue quente escorrer pela minha carne branca indo até as pontas dos dedos.

Eu não conseguia fazer outra coisa além de chorar, via tudo em câmera lenta, meu pai Steve entrando no banheiro ficando em choque ao me ver naquele estado, logo meus pais passam a cuidar de mim, meu pai Tony preparando a banheira e meu pai Steve tirando minhas roupas e me pegando no colo. Eu me sentia fraco, envergonhado e completamente imbecil por deixar as coisas chegarem naquele ponto. Eu era um fraco,posso ter ganhado esses poderes mas eu ainda era o Peter frágil e fraco.

- Eu sou um fraco...- Sussurro sendo ensaboado pelo meu pai Steve enquanto meu pai Tony lavava meus fios loiros.

- Jamais repita isso, está me entendendo? - Meu pai Tony diz autoritário porém com a voz embargada - Você não é um fraco, é a pessoa mais forte que eu conheço, de verdade, você passou por tanta coisa e ainda está aqui firme e forte.

- Você não é fraco por ter seus momentos de recaída Peter. - Meu pai Steve completa - Ninguém é forte o tempo todo, nem mesmo você, você é forte e incrível. - Ele diz acariciando minha bochecha - Seu pai me contou o que houve... Vamos estar aqui pro que precisar, vamos passar por isso juntos. 

- Obrigada, eu amo muito vocês, demais...


(***)


Mais tarde naquela noite estávamos na sala comendo pizza que meu pai Steve havia trago para casa ao chegar da rua, eu já tinha tomado meus remédios de ansiedade e me sentia um pouco mais calmo por mais que aquela dor não fosse embora tão cedo.

- Filho, temos que lhe contar uma coisa. - Meu pai Tony se pronuncia - Seu pai e eu decidimos tentar reatar nosso casamento. O que você acha disso? - Ele pergunta apreensivo.

- Eu acho... Muito bom. - Sorrio levemente porém genuinamente feliz- Acho que será bom para todos nós tentarmos nos entender novamente, sermos uma família unida novamente. - Eles suspiram aliviados - E eu também tenho uma coisa para contar. - Minhas bochechas coram por um momento - Eu acho que sou gay...

- Eu não falei? Ai!- Meu pai Steve reclama ao ser acertado por uma almofada pelo meu pai Tony - Que foi? Eu sempre soube ue. 

Por um momento rimos deixando um clima mais ameno entre nós.

- Mas eu ainda não tenho certeza, eu nunca senti nada por ninguém, apenas com Wade... Inclusive nos beijamos. - Sorrio tocando levemente os lábios com as pontas dos dedos ao lembrar da cena no hospital.

- Hum, até que ele é gostosinho.- Meu pai Tony diz rindo levemente - Eu... Entendo que seja difícil essa situação, tanto sobre a sexualidade quanto sobre a situação dele, mas o conselho que eu posso te dar é tomar cuidado com os preconceituosos e passar o máximo de tempo com ele, vi como vocês fazem bem um para o outro.- Sorrio sentindo algumas lágrimas caírem, feliz e triste. 

- Te damos todo nosso apoio.




Duas semanas depois...



Duas semanas, duas semanas de pura dor e saudade, suas semanas que não tinha notícias de wade dês de que soubemos sobre o câncer, o misto de medo e insegurança tomava conta de meu ser a cada minuto que passava, tanto que havia deixado de lado por um momento as buscas sobre o Barnes pois a minha mente sempre se voltava à um certo loiro esquizofrênico extremamente sexy...

E que me fazia muito bem...

Ele não atendia minhas ligações e muito menos respondia minhas mensagens, aquilo me deixava agoniado e com medo sobre a tal experiência. Será que havia dado certo? Muitos serás pairavam pela minha cabeça.

As provas finais haviam acabado hoje e Wade não fora um dia sequer para o colégio. Sentia falta dele.

- Boas férias à todos, e não se esqueçam o baile de formatura será daqui a uma semana assim que o resultado das provas saírem. - A professora anunciava enquanto os alunos saíam gritando felizes por concluírem o último ano do colégio, sinceramente, não estava nem um pouco animado para o baile...

-...Senhor Wade, para a sua situação nós deveremos passar uma prova no começo de janeiro do ano que vem para assim darmos a nota desse bimestre.

- Está tudo bem, virei fazer a prova. Muito obrigado. 

Paraliso ao ouvir a conversa anterior ao passar pela sala do diretor, como assim Wade estava aqui na escola? Por que não me avisou? Mas isso não importava, estava feliz e afobado ao saber de sua presença. Quando o mesmo sai da sala, estranho pelo mesmo estar com um moletom e completamente encapuzado e usando uma máscara cirúrgica,coisa que não era o habitual do loiro.

- Wade! - Chamo sua atenção - Por que não me avisou que viria?

- Peter...- Ele sussurra sem virar o rosto para mim- Não era para termos nos encontrado.

Me assusto com sua resposta.

- O que...?

- Me esquece, vaza daqui garoto! - Ele diz autoritário saindo o mais rápido possível se enfiando na multidão de alunos no corredor em direção à saída. 

As lágrimas foram inevitais e logo encheram meus olhos, porém me recusei a ceder à toda a tristeza e mágoa que me invadira e decidi ir atrás de respostas correndo atrás do mesmo sentindo algumas lágrimas saírem pelos cantos de meus olhos.

Ao conseguir sair do amontoado de alunos não percebo mais a presença de alunos, decido ir até a lateral do colégio onde o mesmo andava apressado com as mãos no bolso, em um ato de desespero e raiva lanço uma teia - ao ver que haviam apenas nós dois alí - em sua direção e o puxo para mim.

Ao ter seu corpo se chocando contra o meu, seu capuz cai revelando algo que de início fiquei extremamente confuso e triste pelo seu olhar de desespero. 

Seus fios loiros já não estavam mais alí, apenas uma careca revelando uma pele grossa e repleta de cicatrizes, se  assemelhava à couro, em um ato rápido Wade vira de costas colocando novamente seu capuz.

- Agora entendeu o porquê eu não queria te ver? Eu sinto sua falta, de verdade,  a minha vontade agora é de te beijar e dizer o quanto eu o amo mas, sinceramente Peter, você merece algo bem melhor do que uma coisa horrenda coberta de cicatrizes. - Ele diz com a cabeça baixa pronto para continuar andando, porém rapidamente abraço seu corpo deixando as lágrimas saírem, sinto o mesmo acariciar minhas mãos porém não ousa virar para mim.

-Você não se resume à aparência Wade, eu amo o que você é, sua personalidade é o que me cativa, você esteve comigo no momento mais difícil da minha vida, deixe eu retribuir o favor e te ajudar nesse momento.

- Peter...

O silêncio se fez presente entre nós e eu não ousava me desvencilhar daquele abraço, eu sentia tanto por ele se sentir mal com sua atual aparência, mas eu jurava que faria de tudo para ajudá-lo nesse momento difícil de sua vida.


Notas Finais


Postarei o próximo provavelmente amanhã, não estou fazendo apologia à automutilacao apenas escrevendo uma ficção. Se você está passando por problemas psicológicos e não ha ninguém para conversar, pode me chamar no privado que farei o possível para ajudar. Você não está sozinho.

O próximo capítulo será a explicação do que aconteceu com o Wade e algumas revelações sobre o Tony e Steve.

NÃO REVISADO


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