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História Shaw We Dance? - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Espero que gostem dos meus lindinhos do MyName nessa fanfic xuxu

Capítulo 1 - Capítulo Único: 'Cause I would like to


Cada momento ao lado daquele que se ama deve ser aproveitado como se fosse o último.

Nunca sabemos quando realmente será.

Shall We Dance- Capítulo Único

O primeiro e último.

 

Quando me olhei no grande espelho, localizado na porta do guarda-roupa, não conseguia parar de tremer de ansiedade, enquanto enxergava minha imagem refletida. Meus lábios rachados e dentes brancos tilintavam, em meio aos pingos de suor que escorriam por meu rosto, resultado da volta apressada para casa.

Meus cabelos, pintados de um loiro extremamente claro, quase platinado, estavam grudando em minha nuca e testa, molhados, como o resto de meu corpo, e permaneci de pé, respirando fundo enquanto tentava encontrar as palavras.

Palavras que eu devia ter dito seis horas atrás.

.

Naquela manhã, assim que passei pelos portões da escola, senti o coração acelerar automaticamente, como vinha acontecendo há meses, enquanto eu caminhava lentamente em direção à primeira aula, que seria de Biologia.

No caminho para a sala, que ficava no prédio B, usei todo meu autocontrole para não desviar o caminho e ir na direção da biblioteca, onde sabia que ele estaria, calmamente arrumando os livros em suas prateleiras, como sempre fazia no período da manhã.

Fechei os olhos por um momento e respirei fundo, tentando acalmar os batimentos descompensados em meu peito e a vontade de vomitar.

Controle-se. Você é Lee Gunwoo, o rapaz mais desejado do terceiro ano, então não há do que ter medo.

Mesmo que esse fosse um pensamento levemente presunçoso, era nada mais que uma realidade para mim. Sou um dos melhores rebatedores do time de beisebol de toda a escola e, por acaso, também faixa preta em taekwondo, esporte que treino desde os cinco anos de idade.

Tudo isso vinha junto com um bom comportamento e notas geralmente acima da média, embora não fossem excelentes.

Era quase um fato que as pessoas iriam se sentir atraídas por mim. Mesmo que eu não visse o porquê.

Mas com ele era diferente. Porque ele não era um aluno, como eu. Ele era mais inteligente, viajado, e tinha mais conhecimento sobre coisas superiores a algumas medalhas e notas boas.

Expulsei os pensamentos que me rodeavam assim que adentrei a sala, e fui prontamente interceptado por Seyong, que se sentou na cadeira à minha frente, virado na minha direção, sem poder caber em si mesmo de tão animado que estava:

— O que você quer? — perguntei, olhando-o com o rosto entediado, esperando que o professor entrasse naquele momento, para me poupar da conversa que eu sabia que teria a seguir.

Seyong era muito previsível.

— Quem você vai convidar para o baile? — ele sussurrou, como se a pergunta fosse um segredo.

— Eu não sei. Por quê?

— Eu convidei Jung Hae para ir comigo! — seu sussurro foi tão alto que as pessoas ao redor ergueram as sobrancelhas de seus livros e cadernos, mesmo que ele parecesse não perceber — Ela aceitou!

— E por que eu devo saber isso, mesmo?

— Credo, Gunwoo, você devia me valorizar mais, eu sou seu único amigo.

Sequer tentei me segurar e comecei a rir alto o bastante para chamar atenção de toda a sala.

— Pare de apelar, você sabe que é mentira.

— Estou contigo desde sempre, e no terceiro ano eu tenho o direito de estar empolgado com a possibilidade de irmos como dois casais no baile de formatura.

— Desde quando você liga para o baile? — ergui a sobrancelha, surpreso, e ele deu de ombros antes de responder.

— Estamos saindo da escola, cara. E estão dando uma festa para comemorar isso! O quão bom pode ser?

Segurei a vontade de rir mais uma vez e abaixei a cabeça, voltando a atenção para a mochila que eu acabara de abrir, enquanto procurava o livro de biologia.

Eu devia contar agora que a faculdade vai ser pior ou deixaria que ele descobrisse por si só?

Eu fui com a segunda opção e permaneci calado, ouvindo pacientemente o monólogo de meu melhor amigo sobre seus planos para o baile, e para toda a formatura em si. E, embora eu não respondesse, devia admitir que ele tinha bons planos e que sabia se divertir.

Parecia que ele realmente havia se empenhado nisso.

— Já sabe quem você vai convidar? Se precisar eu falo com Hae para que ela me diga algumas amigas que aceitariam-

— Não preciso de ninguém me arrumando encontros. — o interrompi e foi a vez dele de rir.

— Eu esqueço que todas as mulheres se jogam aos seus pés.

É, as mulheres. Pensei, distraído, enquanto suspirava e via o professor entrar na sala, nos calando antes que eu pudesse dizer qualquer coisa a Seyong.

A aula passou rápido e, no decorrer dela, JunQ se juntou à Seyong na missão de me convencer a convidar alguma garota gentil para ir comigo nesse maldito baile.

Eles não entendiam que era inútil. E não seria eu que os avisaria.

.

Assim que saímos da sala, trombamos com Chaejin, que estava na porta, eufórico, nos esperando sair. Ele parecia radiante, e o motivo foi revelado logo em seguida:

— Vocês não vão acreditar! Eu vou ao baile! — nos entreolhamos com as sobrancelhas arqueadas, e ele continuou falando, enquanto andávamos pelo corredor cheio de alunos — Kim Dahyun me convidou para o baile, e eu aceitei.

— Você foi convidado por uma garota do terceiro ano? — JunQ perguntou, assoviando em seguida — Meus parabéns.

Chaejin estava, nos últimos tempos, muito chateado e sensível pelo fato de ser o único de nós que estava no primeiro ano e, portanto, não poderia ir ao baile, a menos que fosse convidado por alguém do terceiro.

— Quanto você pagou para ela te levar? — ouço a risada de Seyong e vejo o mais novo lhe dar um soco forte no braço, o calando — Era brincadeira.

— Então vamos nós quatro acompanhados ao baile! — ele dizia, pulando na nossa frente, e suspiro, enquanto Yong responde por mim:

— Nem todos. Gunwoo se recusa a dizer quem vai convidar. Estou achando que ele não vai levar ninguém. — e riram.

Eu tentei rir também, mas minha mente não parava de se virar em mil maneiras de negar aquela afirmação.

.

O dia letivo passou rápido e, quanto mais próximo do fim, mais descompassado meu coração batia e mais seca minha boca ficava.

Eu o evitei durante todo o intervalo, e nem passei perto da biblioteca entre as aulas, mas, ao vê-lo a minha espera na porta da escola, no horário de saída, não tive escolha senão ir até ele, com um sorriso vacilante, e erguer a mão, em um cumprimento mudo:

— Ei, você esqueceu de ir buscar o livro que pediu para reservar ontem. — Insoo ergueu o volume grosso, de capa dura, de uma história que, naquele momento, eu não lembrava que havia pedido a ele para reservar.

— E-Eu estive com muita coisa na cabeça hoje. — sorri envergonhado, tentando mostrar que não estava bem o bastante para ter uma conversa naquele momento.

Não deu muito certo.

Ele apenas deu de ombros e me virou de costas para ele, colocando o livro em minha mochila, me puxando pelo braço para fora da escola.

— Você ainda me deve uma resenha perfeita de Um conto de duas cidades, de Dickens. Vamos tomar um sorvete enquanto você me conta.

E eu me deixei levar, esperando que minha ânsia não fizesse o sorvete voltar antes de voltar para casa.

.

E, de volta ao espelho, eu me senti covarde enquanto ia me banhar e dormir, com a promessa de que eu iria convidá-lo ao baile no dia seguinte, uma sexta-feira.

Mas não foi o que aconteceu. Eu, mais uma vez, o evitei.

Dessa vez ele não ficou me esperando na saída, como fez no dia anterior, e eu fui arrastado por JunQ e os outros, até uma lanchonete onde eles continuaram tentando me convencer a convidar mais uma lista de garotas, colegas de suas acompanhantes.

Eu me sentia levemente pressionado, mas sabia que não faziam por mal, então me limitei a pegar o telefone das garotas e continuar tomando meu milk-shake, enquanto comia um grande X-Salada, mesmo sem fome.

Na semana seguinte, três dias antes do baile, ainda estava sem coragem para sequer olhar para ele. Contornei o prédio de trás, para não ter que ir até a biblioteca, enquanto ia na direção do campo onde acontecia o jogo final de beisebol da temporada do ano de 2017.

O jogo em si foi relativamente fácil, mas, por estar com a cabeça em outro lugar, eu não dei meu melhor, então mesmo a vitória não me agradou tanto.

Não parecia certa.

Assim que saí de campo, joguei meu capacete no banco, suspirando enquanto entrava no chuveiro frio, após me despir.

Meus olhos fechados me fizeram viajar por um lugar onde eu sairia dali e iria até Insoo, e o chamaria para o baile, sem ligar para o que as pessoas diriam, e sem ter que esconder dos meus amigos, ou de ninguém.

— Você tem andado muito estranho esses últimos dias, Gunwoo. — abri os olhos, assustado, apenas para encontrar meus amigos escorados à porta, de frente para mim. Seyong arqueou as sobrancelhas ao me ver assustado e passei a mão pelos cabelos, transtornado.

— Vocês têm de parar de fazer isso! — os vi dar risada entre si e bufei, inconformado — Eu podia morrer de ataque cardíaco aqui!

— Estamos preocupados com você. — JunQ disse, cruzando os braços — Aquele no jogo nem parecia o mesmo Gunwoo de sempre.

Suspirei novamente e sai do chuveiro, enrolando uma toalha na cintura, e jogando outra sobre a cabeça, para secar os cabelos.

— Eu estou pensando no baile. — resolvi contar logo, o que quer que estivesse me incomodando — Acho que não irei.

— Mas, por quê? — Chaejin parecia confuso, e descruzou os braços, me olhando, interrogativo — Nós íamos todos juntos!

— A pessoa que eu quero convidar… Eu não acho que ela vá aceitar. — sussurrei, vacilante, secando os cabelos.

— Quem é? — Seyong perguntou — Podemos falar com ela para você. É a Hae Sun? Ou a Chaeyoung?

— Insoo.

O vestiário ficou em silêncio por um instante, e tirei a toalha da cabeça, os vendo trocarem olhares.

— O ajudante da biblioteca? Mas, por que ele não quer ir ao baile com você? Ele te recusou? — JunQ perguntou, calmamente.

Fui atingido por um momento de realidade, e percebi que eles continuavam falando como se nada tivesse acontecido. Não mudaram sequer a maneira de me olhar.

Eu quis chorar de felicidade por isso.

— Eu nem cheguei a pedir. Não acho que ele irá com um rapaz ao baile. É o último baile da escola e ele nem é um aluno, é um universitário.

— Mas você não sabe o que ele pensaria sobre isso. Só saberá se perguntar. — Seyong sussurrou, dando de ombros.

— Está decidido, eu não vou. É melhor deixar essa história para lá.

— Mas voc-

— Depois do terceiro ano, eu seguirei para a faculdade de Seul com minha bolsa esportiva, e nunca mais o verei. Está tudo bem.

Depois de dizer isso, eu me virei de costas para eles, e fui para o meu armário, pegar uma roupa para vestir.

E quando tornei a virar, eles já não estavam mais lá.

.

O assunto do baile morreu depois disso e, ao contrário da semana anterior, Insoo não me esperou mais na saída, e eu não passei mais na biblioteca.

Éramos como dois estranhos, da mesma forma que no começo do ano, antes de conhecê-lo.

Meus amigos pararam de fazer perguntas, e de planejar o que quer que fosse para aquela noite, o que era estranho, mas, por pensar ser apenas respeito a mim, eu continuei como se nada tivesse acontecido no dia do jogo. Até o sábado a noite.

Exatamente às seis da tarde, quando o céu estava começando a escurecer, escutei uma buzina insistente na frente de casa, e me levantei da frente da televisão, indo até a saída e abrindo a porta, para dar de cara com três rostos familiares me observando pelas janelas do carro preto, em meio aos assovios e muita gritaria.

Não pude evitar soltar um muxoxo descrente do quão surpreendentes aqueles bastardos podiam ser.

— O que você está esperando? — Seyong disse, saindo do lado do motorista, e sendo imitado pelos outros dois — Está quase na hora do baile!

— Eu já disse que não vou.

— Mas você tem que ir, senão Chaejin não conseguirá entrar. — JunQ entrou pela porta sem nenhuma cerimônia, e o mais novo me olhou, suplicante.

— O que aconteceu com a garota do terceiro ano? — permaneci de braços cruzados enquanto entravam em minha casa e subiam as escadas em direção ao meu quarto.

— Eu desisti de ir ao baile com ela. — Chaejin deu de ombros, enquanto eu fechava a porta e subia as escadas atrás deles, que já estavam revirando meu guarda-roupa — Na verdade todos nós desistimos de nossos pares. Então precisamos que vá conosco.

— Senão vamos ficar parecendo idiotas. — Seyong disse, tirando um smoking do cabide e o avaliando — O que já não é muito difícil para nós.

— Gunwoo, quem está aqui? — minha mãe entrou pela porta, parando ao ver os três rapazes em pé, junto a mim — Oh, eu não sabia que tinha tantos amigos charmosos.

— Viemos levá-lo ao baile, Ommonie, pois ele disse que estava com preguiça. — JunQ respondeu, com a maior cara de pau que eu já vi, e com um sorriso largo e inocente  no rosto.

Minha mãe apenas riu e balançou a cabeça, se virando para sair.

— Só não o deixem fazer nenhuma besteira. Meu menino anda muito desanimado e uma festa cairia bem.

Assim que ficamos sozinhos novamente, Seyong me olhou de cima a baixo e jogou o smoking em minhas mãos, me empurrando para o banheiro.

— Se você não for conosco vamos contar para sua mãe que ficou de recuperação de biologia. — revirei os olhos e entrei no cômodo, fechando a porta para me trocar.

Não foi preciso muito tempo para que eu estivesse pronto: Um smoking com gravata bem alinhada, um sapato social bem engraxado, o cabelo platinado penteado e jogado para o lado, ainda levemente úmido pela pomada, e pronto, meia hora depois eu estava no carro com eles, a caminho do baile, sem dizer sequer uma palavra, enquanto olhava pela janela, para a rua que escurecia gradativamente.

— Você não pode ficar chateado conosco para sempre, precisa da minha carona para voltar pra casa. — Seyong disse, dando de ombros, e o encarei, dando um soco em seu braço, e ouvindo seu gemido baixo, em meio a sua risada.

— Você irá me pagar por isso. Aliás, vocês todos vão. — vi JunQ rir para Chaejin no banco de trás, mas nenhum deles me respondeu.

Assim que chegamos ao hotel onde aconteceria o baile, desci do carro e esperei pelos outros, para entrarmos juntos, mas o telefone de Seyong começou a tocar, e ele nos encarou, se desculpando com um dar de ombros, enquanto dizia:

— Entrem na frente, e eu encontro vocês assim que desligar.

Eu quis protestar, mas os outros dois assentiram e me puxaram pelo braço para a entrada do hotel, onde apresentamos os convites e entramos na festa.

O salão estava cheio e iluminado por luzes de cor roxa, o que fazia com que todos os alunos dançando se tornassem um mar de brilhantes e ternos que não se diferenciavam muito sob aqueça iluminação.

Seria difícil reconhecer alguém naquelas condições. Mas eu não pretendia fazê-lo, visto que nem queria estar ali.

Permaneci próximo a porta, enquanto JunQ e Chaenji se retiravam, me deixando sozinho, e iam para perto de seus ex-pares. E Seyong ainda não havia entrado desde que atendera o telefone.

Ótimo, eu havia ficado sozinho. De novo.

Me dirigi timidamente à mesa de ponche, dando um sorriso triste para a professora de literatura quando a mesma me serviu, me lançando um olhar solidário por me ver sem acompanhante.

Levei o copo a boca ao mesmo momento em que Seyong voltou. Havia uma garota falando com ele, e ele parecia apreensivo, olhando para os lados incansavelmente, até seus olhos pararem em mim e ele fazer sinal para que JunQ e Chaejin se juntassem a ele.

Os três, mais a garota, vieram até mim, com sorrisos no rosto, e pararam em minha frente, enquanto eu levava o copo mais uma vez a boca, para outro gole.

— Essa é Min Hee. Ela é uma universitária, e veio acompanhar um amigo ao baile. — ela acenou com a mão e, quando retribui, ela se afastou, indo para a mesa do DJ, provavelmente para pedir uma música.

— Temos uma surpresa para você! — Chaejin disse, animado, olhando para todos os lados, como se alguém muito importante, como o Presidente, fosse chegar a qualquer momento.

— Eu não acho que eu esteja no clima p-

— Não adianta tentar fugir agora. — JunQ tirou o copo, ainda meio cheio, de minhas mãos, e começou a me puxar para o salão, sendo seguido pelos outros — Nós já fizemos tudo, só resta você aceitar.

— Fizeram tudo o quê? — olho para os lados, confuso, até ver a jovem, Min Hee, fazer um sinal de positivo para eles, que se afastaram assim que uma música lenta começou.

Eu não sabia o nome da música que tocava, mas definitivamente era em inglês

Mas esse era o menor dos meus problemas, visto que, em um segundo, meus amigos haviam sumido de vista e a pista ia, aos poucos, esvaziando, me deixando sozinho no meio.

Meu coração estava disparado pela vergonha, e eu comecei a me sentir humilhado. Mas, ao sentir uma mão familiar tocar meu ombro por trás, me virei, dando de cara com o rosto sorridente de Insoo, que estava parado, com um terno cinza, me encarando, aparentemente envergonhado da situação que se encontrava.

— Eu fiquei sabendo… — seu corpo se aproximou um passo, e engoli em seco, muito consciente das pessoas em volta, todas atentas para saber o que aconteceria, para fazer qualquer movimento — que alguém estava sem coragem de convidar um outro alguém para o baile de formatura.

— Insoo… — me encontrei sem palavras.

Pela primeira vez na vida, diga-se de passagem.

— Então eu resolvi, juntamente com os amigos desse certo alguém — ele apontou para Seyong e os outros, que nos encaravam sorrindo —, fazer uma surpresa e tomar coragem no lugar desse, como eu já disse, certo alguém.

— Como você soube? — sussurrei, as mãos tremendo levemente, e Insoo deu um pequeno sorriso de canto, enquanto erguia a mão direita para acariciar meu rosto.

— O livro que te dei na quinta-feira. — o olhei interrogativo, enquanto ele segurava minha mão destra com a sua canhota, levando-a até seu ombro, se aproximando mais — Tinha um convite para ir ao baile comigo. Mas você sumiu, e eu achei que tivesse feito algo errado.

— Desculpe…

— Então fui falar com seus amigos na semana seguinte. — ele segurou minha mão livre e abraçou meu quadril com delicadeza, começando uma dança lenta e, por um momento, eu esqueci que estávamos cercados de pessoas.

— E-Eu não sabia q-

— Eu deveria ter perguntado antes de começar, mas, gostaria de dançar comigo? — sua voz rouca me interrompeu com delicadeza, me deixando sem fala mais uma vez.

Ele sorriu abertamente para mim, enquanto eu conseguia ouvir os assobios e aplausos dos outros alunos. Mas quando eu sorri de volta e assenti, respondendo positivamente sua pergunta, todo o barulho de fora parecia longe demais.

Só existíamos eu, ele, e a música.

E, quando ele encostou os lábios nos meus, eu pude jurar que reconheci a voz de Jaymes Young cantando As long as you love me.

Mas eu não saberia dizer, porque fechei meus olhos e não conseguia mais ouvir nada.

E parecia que aquele momento poderia durar para sempre.

.

— Eu quero saber como fizeram isso pelas minhas costas! — todos riram enquanto eu tirava meu terno e jogava no sofá de Seyong, que se encontrava sentado, de mãos dadas com Min Hee.

— Foi muito fácil, ainda mais com você muito preocupado em evitar falar sobre o assunto. — JunQ deu de ombros, enquanto voltava da cozinha distribuindo as garrafinhas de refrigerante.

— Eles são realmente ótimos amigos, Gunwoo. — sinto o braço de Insoo passar por meus ombros distraidamente e sorrio, deixando um beijo na curva de sua mandíbula, enquanto ele se afastava, com a bacia de pipoca e a colocava no colo de Seyong, que estava no meio do grande sofá.

— Afinal, onde está Chaejin? — ele perguntou, franzindo as sobrancelhas, enquanto pegava uma pipoca e colocava na boca.

— Ele estava-

— Ela me beijou… — viramos todos a cabeça na direção da porta do apartamento, por onde um atordoado Chaejin entrava, com o terno em mãos.

— Onde você estava? — perguntei, curioso, e ele levantou o rosto, como se finalmente tivesse percebido que estávamos ali.

— Dahyun me beijou.

Seyong olhou de canto para JunQ e eu suspirei, esperando pelo que vinha a seguir.

— Você pagou por fora pelo beijo ou estava incluso no preço do baile?

E ele foi atingido pelo sapato de Chaejin que, muito ofendido, se sentou ao meu lado e pegou minha garrafinha de refrigerante, dando um gole grande.

— Era brincadeira! — o mais velho resmungou — Seu sapato quase caiu na pipoca.

Rio baixo e me aconchego no abraço de Insoo, esperando pelo filme que começaria a qualquer momento.

A noite foi boa, mas eu tinha certeza que dançar não era minha praia.

Eu nunca mais faria isso. Esse foi meu primeiro e último baile.

.

.

.

Ok, talvez na formatura de Insoo.

 

 


Notas Finais


A história foi betada por mim mesmo, desculpe qualquer erro.


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