História She bad - Capítulo 26


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Categorias Aaron Carpenter, Cameron Dallas, Carter Reynolds, Hayes Grier, Jack & Jack, Magcon, Matthew Espinosa, Nash Grier, Nate Maloley, Sam "Wilk" Wilkinson, Taylor Caniff
Personagens Aaron Carpenter, Cameron Dallas, Carter Reynolds, Chris Miles, Hayes Grier, Jack Gilinsky, Jack Johnson, Matthew Espinosa, Nash Grier, Nate Maloley, Personagens Originais, Sammy Wilkinson, Taylor Caniff
Tags Cameron Dallas, Festa, Intercâmbio, Los Angeles, Matthew Espinosa
Visualizações 489
Palavras 4.842
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Vooooltei!!!!
Como prometido vocês vão entender porque houveram tantos posts do Instagram. Esse capítulo é bem flexível e acho que vai agradar todo mundo!!
Desculpa por qualquer erro!!!

Capítulo 26 - Do I look familiar?


Fanfic / Fanfiction She bad - Capítulo 26 - Do I look familiar?

Los Angeles - Califórnia 

14 de julho de 2017

Point of view — Anna

Minha última semana se resumiu a correr durante as manhãs e passear pelo resto do dia com o Pedro, pra aqueles lugares bem clichês, turistas em Los Angeles eu diria. Fomos a calçada da fama, ao letreiro de Hollywood, píer de Santa Mônica, Venice Beach e tudo que tínhamos direito. 

Só tenho falado com os meninos por mensagens mas não os vejo desde domingo, com exceção dos Jack’s que passaram aqui ontem para que eu pudesse desejar boa viagem, porque eles têm um show em NY, apesar de ter sido chamada várias vezes para festas, encontro na casa dos Jack’s, piscina no meu prédio e campeonato de videogame na casa do Cameron, recusei todos. 

Pedro encontrou com eles duas vezes, uma para jogar basquete nos Jack’s e para o videogame no Cameron, fico feliz que ele esteja se dando bem com os meninos. Enquanto isso vaguei por ai olhando coisas ou comprando comida no mercado e cozinhando para deixar pronta no congelador. 

Taylor e Sammy chegaram a me ligar para saber se eu estava evitando eles, apenas perguntei se havia algum motivo para a ideia sequer passar pela minha cabeça e a resposta foi: Cameron e Matt. Mas não tem nada a ver com eles, eu só tirei um tempo para mim, mesmo com Pedro estando comigo na maioria dos dias, eu não precisava lidar com ele, era pacífico. Até Hayes me mandou mensagem perguntando se algo tinha acontecido, ou eu não ia mais porque ele não estava, iludido como sempre. Disse a Hayes que estava tudo bem, assim como disse para Taylor e Sammy, prometi que sairia com eles na sexta.

Cá estou eu mais uma vez pronta em frente ao espelho, esperando um príncipe chamado Pedro terminar de se arrumar, a única pessoa no mundo que demora mais é o James, como podem demorar tanto? Eu tomo banho, seco o cabelo, escolho roupa, faço maquiagem e ainda sim fico pronta primeiro que eles. Acho que nunca vou entender.

– Meu deus Pedro o que você tanto arruma? – grito da sala mas tenho certeza que ele escutou do quarto.

– Eu não consigo escolher uma roupa! – grita de volta.

Puta que pariu. Não é possível. Eu levei menos de 3 minutos pra escolher a minha, sempre levo esse tempo. Nunca fui indecisa, nem mesmo para roupas. Só em raras exceções, quando em um dia específico fico indecisa. Geralmente esses dias são os da famosa TPM. E acredite neles eu me torno insuportável. 

Entro no quarto dele há diversas roupas espalhadas na cama, ele está sem blusa e usa uma bermuda jeans preta. Ele malhou antes de vir pra cá? Sei que o corpo dele aumentou muito no tempo dele aqui na Califórnia, por causa do surfe, mas acho que não me dei conta do quanto. Pego a camisa jeans em cima da cama: 

– Essa – digo prensando a blusa contra o peito dele, que a veste sem questionar. 

– Como eu tô? – fala sorrindo para mim. Olho de cima a baixo, abro os dois primeiros botões da sua blusa, passo a mão no seu cabelo e bagunço.

– Um gato como sempre – digo sorrindo e ele ri.

– Assim como você – vejo seus olhos percorrem desde meu decote até meu sapatos.

Não vamos ao Taylor antes hoje e mesmo que ele tenha oferecido carona era há meia hora atrás, mas eu já tinha recusado porque tinha gente demais no carro dele, pelo que entendi algumas garotas estavam em seu apartamento.

A Exchange LA apesar de ser a balada mais longe do meu apartamento é minha favorita. Quando chego na porta há uma fila a qual Taylor me mandou não pegar, mas mesmo com todos os protestos do Pedro eu espero na fila, como toda pessoa normal. 

Enfim chegamos ao cara com a prancheta e ao dar meu nome e do Pedro é como se estivesse esperando a noite inteira por nós. 

– Sr.Miller e Srta.Martinez, Mrs.Humphrey vai acompanhá-los até o camarote – fala o cara com a prancheta.

– É o mesmo lugar da última vez? – pergunto e ele assente com a cabeça – Então não há necessidade de me levar, conheço o caminho – Isso é uma total mentira, bebi tanto da última vez que nem lembro como sai daqui. 

– Srta. Martinez as instruções do Sr.Dallas foram claras, assim que você.. – Cameron claro, quem mais seria? 

– Meu nome é Anna e não quero ser acompanhada – passo pela porta mas volto – E diga ao Sr. Dallas que não gosto de ser escoltada a lugar algum – ele faz que sim com a cabeça e vejo que segura uma risada. Provavelmente isso jamais aconteceu porque nunca ninguém deve ter desobedecido as ordens do Cameron. Ele é sempre tão mandam com quem trabalha para ele, vejo isso quando atende algumas ligações.

Mais dois passos e a música invade meus ouvidos, uma musica extremamente alta que me incomoda. Preciso beber.

Peço para Pedro ir para cima avisar aos meninos que chegamos, lá tem bebida e pode-se pedir mais se quisermos, mas eu gosto de ir no bar.

– Três doses de tequila por favor – peço ao primeiro cara que aparece na minha frente. Um cara muito bonito por sinal.

– É pra já – ele vira para pegar a garrafa e o observo enquanto coloca as três doses nos copinhos a minha frente. É alto, com cabelo castanho claro, puxado pro loiro e seus olhos são verdes, ele começa a rir quando me vê observando. 

– Pareço familiar? – pergunta.

– Deveria? – eu tenho mania de responder uma pergunta com outra pergunta.

– Bom eu me lembro de você, veio aqui outro dia – quando ele fala isso eu viro a primeira. Ah o azedo do limão, como eu amo isso – Te servi pelo menos umas cinco doses – viro a segunda – Mas acho que seu acompanhante não permitia que você reparasse – e a terceira – Ou então a bebida não permitiu 

– Vou precisar de mais que cinco hoje – os olhos verdes me analisam – Provavelmente bêbada demais, afinal reparei hoje não? – ele sorri, puta merda que sorriso bonito.

– Seu acompanhante não veio hoje? – pergunta enquanto coloca tequila nos copos, ele enche os três – Um por minha conta 

– Meu amigo não veio aqui hoje – respondo exatamente o que ele queria saber e a verdadeira pergunta não era se Jack está aqui ou não – Bom não o daquele dia, mas alguns amigos meus estão aqui 

Quarto shot.

– E por que eles não estão com você? – chego mais perto e sussurro no ouvido dele.

– Porque eu estou fugindo deles – ele sorri com esse sorriso extremamente lindo.

Quinto shot. 

– Mesmo assim – continuo – Tenho certeza que daqui a pouco serei encontrada

– Bom isso seria uma pena – diz perto de mim, seu hálito tem cheiro de hortelã.

– Eu sabia que encontraria você no bar – uma voz conhecida acaba com a minha diversão.

– Falando no diabo – falo baixo só para que o cara do bar me escute e ele ri para mim.

– Sabe, eu não gosto de escoltas – digo ao me virar, dou de cara com ele extremamente gato e cabelo bagunçado.

– Eu só queria ter certeza de que iria te ver hoje – diz um Cameron aparentemente bêbado.

– Bom uma pena eu não ligar para o que você quer – Sexto shot e último, por enquanto. Me viro para o cara do bar que ainda está parado atrás de mim – Não se preocupe, vou voltar – sussurro em seu ouvido – Mas venho pelas doses – quando saio andando Cameron está no mesmo lugar – O que eu preciso para me livrar de você? 

– Dançar comigo – ao dizer isso sou puxada e arrastada para o meio da multidão, a música nos meus ouvidos soa completamente agradável agora.

 

Point of view — Cameron Dallas

——— Coloquem Talk Dirty do Jason Derulo ———

Desde que eu vi essa garota anseio por esse momento: estar sozinho com ela sem ninguém por perto para atrapalhar. E existe jeito melhor do que na multidão dançando? Olho para ela na minha frente extremamente sexy, é não existe. 

Sua cabeça se joga acompanhando a música, tento acompanhá-la mas sinto meu corpo mais lento do que o normal, ela ri toda hora que erro algo. Aquela risada gostosa dela.

Trago o corpo dela para mais perto e ela não protesta, puxo mais um pouco, sua cabeça se levanta e seus olhos me regulam. Não tiro a mão de sua cintura, que está tão bem encaixada ali. Ela segue dançando mas agora olhando para mim. 

E puta merda preferia antes. Porque não dá pra ficar parado ali, olhando. Coloco minha outra mão em sua cintura e quando ela tenta tirar eu a beijo. 

Não consigo de primeira, peço passagem com a língua e ela só cede depois de uns cinco segundos, mas quando o faz nossas línguas trabalham em sincronia. 

As mãos dela vão parar na minha nuca e sinto uma puxando meu cabelo com força, assim como a minha em sua cintura. Desço minhas mãos até sua bunda e aperto ali, ela morde meu lábio levemente quando faço isso, colo nossos corpos ainda mais. Precisamos de uma pausa para respirar, então começo a descer os beijos para seu pescoço.

Ela puxa meu queixo e nossos olhos se encontram, seus olhos azuis parecem mais escuros e demonstram maldade. Dessa vez eu quem sou puxado para o beijo, um bem mais desesperado e intenso. 

———parem a música———

Permanecemos nesse ritmo desenfreado por pelo menos 10 minutos, até que ela se afasta e volta a dançar. Puxo seu corpo de volta para o meu mas ela se afasta. Menina não brinca assim comigo. 

– Eu quero subir – ela fala.

– Não era você que gostava da multidão? 

– Não era você que gostava do camarote?

– A multidão pode ser extremamente útil 

– Para não ser encontrado? – pergunta. 

Sim exatamente para isso, assim ninguém nos interrompe, ninguém além dela mesma.

– Você vai fingir que não aconteceu dessa vez também? – pergunto ignorando suas insinuações sobre trazer ela para longe de todo mundo.

– Aquilo só não aconteceu naquele dia porque não era para acontecer, eu não estava no meu melhor momento e você também não – levo um tempo para entender o que ela diz. Isso é sobre ela ter brigado com o Matt aquele dia e eu estava irritado com a presença do Nash. 

– Então tudo bem isso ter acontecido? 

– Tudo bem é meio exagerado, mas ok isso ter acontecido – ok isso ter acontecido?

– Me sinto ofendido agora

– Isso deve ser novidade para você – com certeza é e só você faz isso, penso. 

Abro minha boca para falar mas ela já está virada de costas e andando, a puxo pelo braço. 

– Onde você vai? 

– Eu disse que queria subir, eu ainda não vi ninguém

– Fica só mais um pouco – peço com a voz mais suave que consigo mas ela é irredutível. 

– Depois podemos voltar Cameron eu quero ir lá agora – apenas assinto com a cabeça e ando atrás dela em direção as escadas. Sei que ela não vai voltar depois que subir, porque ele não vai se permitir perdê-la de vista.

 

Point of view — Matthew Espinosa

Festas e baladas continuam do mesmo jeito de sempre, garotas bonitas querendo vir aqui por status. 

Meus pensamentos são cortados no momento em que vejo a única garota que gostaria de ver essa noite. Acompanhada claro, porque sempre tem alguém atrás dela.

Vejo Cameron puxando a cintura dela e falando algo no ouvido, ela apenas ri beija sua bochecha e corre em direção a um Sammy totalmente desavisado que é surpreendido quando ela o abraça ainda de costas, ao perceber de quem se trata ele retribui e a tira do chão com o abraço.

Todos os meninos são cumprimentados, comigo sendo o último.

– Oi Matt – fala Anna com aquele sorriso encantador de sempre.

– Oi princesa – ela não me deu beijo na bochecha, seus olhos azuis apenas me encaram e então sua boca vem até minha bochecha, é quase como se ela lê-se meus pensamentos, isso acontece toda vez.

Me assusto quando chega perto e isso a faz rir, uma risada completamente bêbada, acho que é verdade que quando duas bocas se conhecem o beijo na bochecha se torna estranho, mas não pra ela.
 Seu corpo já se virou e ela vai embora, puxo seu braço.

– Mas você acabou de chegar aqui – digo.

– Eu só vim dar oi, agora é hora de me divertir

– Eu posso te ajudar – fala ao mesmo tempo que puxo sua cintura para mim. Suas sobrancelhas se levantam quando faço isso. 

Nos movemos devagar tentando entrar na música, coisa que ela faz com a maior facilidade do mundo, mas eu não, fico feliz por ela me acompanhar mesmo que seja completamente fora do ritmo.

– Achei que você não gostasse de dançar – fala perto do meu ouvido depois de alguns minutos.

– Eu gosto de dançar com você – respondo enquanto ela olha nos meus olhos.

– Tudo comigo é mais divertido – seu sorriso é convencido e tem maldade, assim como cada movimento que ela faz.

– Ei – alguém nos interrompe e vejo que é Pedro – Você pode me dar a chave do apartamento? – ela se vira e vê o mesmo que eu, uma garota loira de olhos claros bem bonita não muito mais atrás dele.

– Eu quero que ela esteja fora do meu apartamento quando eu chegar – ela usa seu tom sério e ele revira os olhos e diz:

– Se você chegar – seu olhar se volta para mim.

– Eu vou – fala ao entregar as chaves para ele.

Somos deixados sozinhos novamente e toda vez que me aproximo dela seu rosto desvia e ela ri. Um jogo, como sempre é para ela. E então a segunda interrupção da noite:

– Achei que você cumpria suas promessas – fala um Cameron completamente bêbado para a morena junto a mim.

– Espera só mais um pouquinho – sinto suas mãos se juntarem segurando minha cintura com mais força.

Você jurou – a voz dele é de cachorro perdido.

– Tá legal – a garota diz ao se soltar de mim, puxo seu braço e Cameron a espera na saída do camarote.

– Aonde você vai?

– Eu prometi a ele que voltaria lá em baixo com ele um pouco 

– Não vai, não te vejo há uns seis dias e não consegui passar cinco minutos com você – ela sorri quando digo isso.

– Já não ficou provado que eu apareço depois? – ela acrescenta – Independente do tempo

Eu não falo nada quando ela me solta e vai embora, apenas vejo Cameron pegando em sua mão enquanto arrasta ela para baixo.

 

Point of view — Anna

Eu não tenho ideia do que aconteceu com Cameron, nós soltamos as mãos por um segundo e nos perdemos nessa multidão. Está extremamente lotado aqui hoje. Procurei aos arredores mas não o encontro de jeito nenhum. Opto por ir ao meu lugar favorito aqui.

Quando chego no balcão o quase loiro de olhos verdes e sorriso perfeito de hoje mais cedo se encontra parado a minha frente.

– Tequila? – pergunta ele

– Três – ele levanta as sobrancelhas quando respondo – Acabei de me perder – viro o primeiro.

– Achei que você gostava disso

Segundo.

– Gosto quando é intencional

– Bom pode ser – seu sorriso perfeito se abre maldosamente para mim. Viro o terceiro e tudo que precisei fazer foi sorrir de volta.

 

Point of view — Matthew Espinosa

Recusei todas as garotas até agora na esperança de ela subir as escadas a qualquer momento.

Por incrível que pareça fico aliviado ao ver Cameron na ponta das escadas vindo em direção ao camarote, mas quando olho para a morena que o acompanha vejo que não é ela.

– Onde ela está? – pergunto de modo grosseiro ignorando a garota ao seu lado.

– Eu não sei

– Como você não sabe?

– Quando nós descemos eu me perdi dela, tentei procurar.. – não termino de ouvir o resto da frase, percebo que ele não tem ideia do que está falando, apenas saio andando mas Cameron segura meu braço.

– Ela sabe se cuidar Matt

Eu sei que sabe.

Só quero ter certeza de que está tudo bem, solto meu braço e desço as escadas meio a multidão.

[...]

Procurei nesta balada inteira, é impossível que ela não esteja em nenhum dos lugares que eu fui. Me sento em uma cadeira ao balcão do bar e peço três doses de whisky, viro a primeira.

– Você virando, quem diria não é mesmo? – uma voz alterada diz atrás de mim, não é possível. Me viro e dou de cara con a garota que procurava, de cabelos bagunçados totalmente risonha.

– É o que dá ficar sem você – eu não bebi tanto mas sinto que estou bem bêbado.

– Eu disse que voltaria

– Aonde você estava?

– Por ai – alguém tosse, olho para o lado e tem um cara fazendo um drink, provavelmente foi ele. Ela ri enquanto pega o copo da minha mão e vira as duas doses de whiskey restantes.

– Vai com calma

– Eu gosto de ir do meu jeito

– Depois sou eu quem tem que ficar cuidando de você – acrescento ao lembrar da nossa briga – Por pura opção minha é claro

– Já que você adora, podia cuidar de mim agora – sussurra ao meu ouvido.

Olho para ela, sei que está bêbada mas me parece bem. Quando a risada invade meu ouvido eu entendo o que ela quis dizer.

– Você adora provocar né? – falo ainda encostado em sua orelha.

– Sabe o que é mais gostoso do que provocar? – pergunta baixinho – Fazer

Me aproximo mas ela sai andando, olha para trás e entendo o recado.

A vejo entrar no corredor a esquerda e ando rápido até lá. Quando entro no corredor penso que me perdi.

– Psiu – uma voz baixa chama, olho para o lado em um ponto bem escuro no corredor e ela está ali, seus olhos claros se destacam na escuridão.

Meu sorriso sai automático ao vê-la. Chego perto o suficiente para sentir sua respiração. Ela beija o canto da minha boca e quando direciono a minha até a mesma, o rosto é desviado.

– Por que você faz isso comigo? – pergunto no ouvido dela.

– Isso o que? – diz enquanto beija meu pescoço.

Não espero mais um segundo e beijo ela, a retribuição não demora a vir e apesar do desespero, temos uma sintonia perfeita.

Minhas mãos descem da sua cintura para a bunda e ela sorri com isso. Quando somos obrigados a nos afastar por conta da falta de ar, vejo uma garota saindo do banheiro feminino e dentro aparenta estar vazio. Não penso duas vezes antes de puxá-la para dentro. E fico surpreso por ela se permitir vir. 

Entramos, o lugar está vazio, ela cola nossos lábios e tento nos levar para o mais longe da porta, mas acabamos esbarrando em algum lugar que suponho ser a pia, ficamos por ali.

Volto minhas mãos para sua bunda novamente, ela se senta na pia e a puxo para ainda mais perto apertando sua bunda, suas pernas se envolvem na minha cintura e dessa vez ela quem arranca um sorriso meu. 

Eu teria ficado aqui por horas se depois de alguns minutos uma garota ruiva não tivesse entrado no banheiro cortando nosso clima. As sobrancelhas da garota se levantam quando nos vê. 

– Vamos – fala descendo da pia.

– Pra onde? – respondo perguntando. Acho que estou desnorteado com o beijo dela. O álcool não ajuda muito também.

– Primeiro para fora daqui – ela diz e me puxa pela mão deixando a garota ruiva sozinha no banheiro. Em seguida ela apenas larga minha mão e começa a andar. Quantas vezes mais vou ter que puxa-lá de volta? – O que foi? 

– Você simplesmente vai embora? – será que não foi bom pra ela como foi pra mim? Isso é impossível, eu sentia, nós estávamos juntos naquela sintonia.

– Vou aproveitar mais um pouco da minha noite – diz naturalmente, como se o beijo não significasse nada, porque pra ela tudo é assim: nada.

– Eu posso ir com você? – não quero que ela vá mas sei que não vai ficar, quero ir onde estiver mesmo que eu só possa vê-la mas não possa beija-lá.

– Pensei que já tinha se divertido hoje

– Eu quero mais

– E desde quando você gosta tanto de se divertir? – pergunta com a voz sexy, penso delicadamente na resposta, ela vai usar isso para dizer se a acompanho ou não, demoro um pouco para falar mas ela espera pacientemente.

– Desde que eu conheci você – quando o sorriso dela se abre sei que essa foi a resposta certa, porque ela me leva para o meio da multidão.

[...]

———Coloquem Wild Thoughts do Dj Khaled———

Pense em uma garota gata e sensual, agora multiplique por 10 e então imagine ela dançando para você. 

– I don't know if you could take it – começa a cantar, seu sorriso é tão maldoso quanto seu olhar, ela mexe o corpo lentamente no ritmo da música.

White girl wasted on that brown liquor

When I get like this I can't be around you

I'm too lit to dim down a notch

Cause I could name some thangs that I'm gon' do

– Wild, wild, wild – canta em meu ouvido – Wild, wild, wild thoughts 

Puxo sua cintura para que ela possa escutar.

– When I'm with you, all I get is wild thoughts – sussurro em seu ouvido. 

Se afasta e começa a rebolar no ritmo da música, ela está completamente concentra em sua própria dança mas seus olhos azuis estão fixos em mim. 

– I hope you know I'm for the takin – Ela.. puta merda. Vejo seu corpo descendo lentamente até o chão em movimentos sensuais, acompanho cada um deles. 

Em nenhum momento seus olhos se desviam dos meus, ao subir ela para na minha frente. Mexe nos cabelos e continua a cantar:

– I'm too hip to hop around town out here with ya

Colo seu corpo no meu e me esforço para entrar no ritmo da música com ela. 

Wild, wild, wild

When I'm with you, all I get is wild thoughts

Wild, wild, wild

When I'm with you, all I get is wild thoughts

Dançamos e uma das minhas mãos segura firme sua cintura mantendo seu corpo colado ao meu, que sente cada movimento dela. Colo minha bochecha na sua para que ela escute:

– Yeah, I treat you like a lady, lady. Fuck you til you're burned out – escuto sua respiração ao meu ouvido. Desço minha mão até sua bunda e aperto. 

Throw that ass back, bouquet 

Ela ri. Sim eu também sei brincar. 

Nossos rostos estão totalmente encostados com exceção de nossas bocas, só sai daqui para sussurrar em seu ouvido:

– Girl, talking to me like you tryna do things – sinto sua risada ao meu ouvido, tão gostosa quanto ela, que se vira ainda dançando sem desgrudar seu corpo de mim. Minha mão está agarrada a sua barriga e a outra na sua coxa. Puxo mais seu corpo fazendo seu pescoço vir para trás, a bunda dela agora se movimenta colada ao meu membro.

– I probably shouldn't be around you – digo colando meus lábios em seu ouvido – You looking like there's nothing that you won't do – beijo sua bochecha, depois seu pescoço e o corpo dela se vira sem quebrar a distância. 

Nossos rostos se encontram novamente, sinto a respiração dela na minha boca. Eu não vou beija-lá, ou pelo menos vou tentar não. Fiz o jogo dela e não vou entregar de bandeja agora. 

———Parem a música———

Sem que eu perceba a boca dela para em meu ouvido.

– Desde quando você é assim? – pergunta com a voz sexy e delicada.

Desde sempre, só cansei de ser esse cara, penso. Tento formular outra resposta mas ela interrompe meus lentos pensamentos.

– Não precisa responder se não quiser – lembro do que o melhor amigo dela disse há uma semana atrás, sobre ela ter sido uma pessoa diferente, por isso me perguntou, ela reconhece a diferença de quem eu tento ser com esse Matthew de hoje, que por mais escondido que eu deixe, é quem realmente sou. 

Assinto com a cabeça e não respondo, seu olhar passei pela meu rosto assim como sua mão, que para em minha nuca e o olhar na minha boca. 

– Você ainda não tentou me beijar – observa.

– Não 

– Por que? – pergunta intrigada.

– Hora de você provar um pouco do próprio jogo – as sobrancelhas levantam e ela sorri.

Um sorriso que desce para meu pescoço, sinto seus lábios quentes sobre ele, beijos acompanhados de chupões, que vem subindo, no meu maxilar, minha bochecha, até seu rosto ficar frente a frente ao meu.

Olho seus olhos azuis profundos, ela beija levemente meus lábios e morde o inferior, puxando. Caralho. Um arrepio correu pelo meu corpo agora. 

– Você não vai retribuir? – pergunta com os lábios quase colados aos meus.

Princesa você nem precisava perguntar.

Minha língua invade sua boca, minhas mãos descem pelo seu corpo. As mãos delas agarram firme meu cabelo e mesmo sem querer deixo alguns sorrisos escaparem quando ela puxa com mais força. 

Graças a deus a interrupção vem muito tempo depois mesmo assim fico bravo quando Sammy nos atrapalha. 

– Ta na hora de ir embora – ele tenta conter uma risada mas não consegue.

Anna está com os braços em volta do meu pescoço, grudada em mim e ambos olhamos para ele.

– Já te disseram que você aparece nas piores horas? – pergunto.

– Nunca – responde sarcasticamente.

Subimos para o camarote para encontrar os meninos, ou o que sobrou deles.

– Onde tá o Taylor? – pergunta Anna, procurando com os olhos.

– Ele já foi, Chris também – responde Cameron ao nosso lado, vejo seu olhar na minha mão junto a dela.

– Como assim ele já foi?! – pergunta irritada.

– Indo ué, ele pediu para te avisar mas você não estava aqui – ela largou minha mão e seu puxo se fechou de irritação – Eu vou te dar carona se essa é sua preocupação

– Quem disse que quero sua carona? – ficaria feliz em ver ela acabar com o Cameron e não pegar carona com ele mas não resta muitas opções porque eu e Sammy vamos voltar com ele. E com certeza ela não vai de táxi ou uber, porque nenhum dos 3 deixaria – E desde quando você tem carro Cameron? 

– Desde hoje, quando o que comprei chegou

Isso é verdade. Cameron nunca quis comprar um carro, na verdade ele é bem administrativo com dinheiro, mas a nova Range Rover preta dele é maravilhosa, viemos nela hoje. 

– Morena – fala Sammy – Todos nós vamos voltar com o Cameron – ele se volta para o mesmo – Então parem de joguinhos

Ah Samuel você ainda não aprendeu que ela nunca para? 

 

Point of view — Cameron Dallas

Sammy e eu estamos parados na porta da Exchange esperando Anna e agora Matt que foi atrás dela porque faz 10 minutos que ela saiu para ir no banheiro e não apareceu mais. 

– Sammy – falo devagar – Eles já..? 

– Cameron não me mete nessa disputa de vocês 

– Eu só queria saber se eles se beijaram

– Sim – Matthew fala atrás de mim, sua expressão é calma então sei que é verdade – Ela já vem, há uma fila enorme no banheiro feminino 

– Quando? – não sei porque estou tão surpreso, eles sumiram por mais de uma hora e então apareceram de mãos dadas.

– Na piscina do prédio dela antes da casa dos Jack’s, no meu aniversário e hoje

– Tudo isso? Espera no seu aniversário ela.. 

– Sim mas depois ela foi dormir lá e..

– Mesmo bravo você não resistiu

– É

– E quando vocês saíram juntos? 

– Nada, só saímos – ele arregala os olhos – Espera, você..? 

– Hoje – respondo antes de ele terminar a pergunta e Sammy ri.

– Essa morena nunca me decepciona

O olhar do Matt é irritado, mas ele não está surpreso por eu ter insistido até conseguir.

– Bom você já conseguiu o que queria – fala irritado.

– Não 

– Como não Cameron, beijou ela, venceu esse jogo maluco que você faz

– Eu quero mais – sinto o olhar dele querendo me matar.

– Você não vai.. – fala – Nem pense..

– Não é isso Matthew, quero mais vezes 

– Por que? 

– Você beijou ela, sabe o porquê – sua cara se fechou e está completamente irritado porque ele gosta de passar o tempo com ela. Mas eu também. Com aquela garota quem não gostaria? – Olha Matt eu não quero que você fique bravo comigo, somos amigos nenhuma garota deve atrapalhar isso, nem mesmo ela – falo isso porque nós dois sabemos que essa garota é diferente de todas as outras.

– Que vença o melhor Dallas

– Só por favor não pire com qualquer coisa, nem se perder – fala Sammy olhando para Matthew e depois para mim – Isso vale para os dois

– O que vale? – pergunta uma voz feminina e feliz.

– Tudo, no amor e na guerra vale tudo – Sammy disfarça.

– E quem vai pra guerra? –  todos nós rimos. Garota esperta.

– Ninguém, vamos – digo indo em direção ao carro.

Vejo ela se aproximar do Matthew mas ele se afasta mantendo uma pequena distância entre eles. Isso com certeza a deixou desconfiada porque ela o deixa caminhando a frente e se direciona para Sammy que está atrás de mim. Escuto ela perguntar o que aconteceu.

– Morena eu não tenho ideia

– Claro que tem Samuel, ele estava quase te matando por me separar dele há trinta minutos atrás e agora não quer que eu chegue perto? 

– Você pode simplesmente perguntar a ele

– Não, não posso – fala tão baixo que tenho certeza que ele não escutou, mas eu sim.


Notas Finais


Vocês sacaram o que houve entre ela e o cara do bar? HAHAHA
O que acharam?
Eu queria saber se mais pra frente rolava vocês me ajudarem com algumas coisinhasss, vocês participariam da fic um pouquinho???
Pensando muito no nome dos shipps, no próximo coloco as opções e decidimos juntoss❤️
Até essa semana eu posto outro beijos💕


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