História She Bad - Capítulo 27


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Categorias Aaron Carpenter, Cameron Dallas, Carter Reynolds, Hayes Grier, Jack & Jack, Justin Bieber, Magcon, Matthew Espinosa, Nash Grier, Nate Maloley, Sam "Wilk" Wilkinson, Taylor Caniff
Personagens Aaron Carpenter, Cameron Dallas, Carter Reynolds, Chris Miles, Hayes Grier, Jack Gilinsky, Jack Johnson, Justin Bieber, Matthew Espinosa, Nash Grier, Nate Maloley, Personagens Originais, Sammy Wilkinson, Taylor Caniff
Tags Cameron Dallas, Festa, Intercâmbio, Los Angeles, Matthew Espinosa
Visualizações 758
Palavras 4.230
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Esse capítulo é tranquilo e a maior parte é da Anna porque é bem pessoal para ela, espero que gostem❤️❤️
Talvez eu demore para postar o próximo porque ainda não comcei a escrever e mesmo com o feriado tenho que estudat para as provas então leiam com calma!!

Capítulo 27 - Chilling day


Fanfic / Fanfiction She Bad - Capítulo 27 - Chilling day

Los Angeles - Califórnia 

15 de julho de 2017

Point of view — Anna 

Domingo.

Esse dia para mim sempre foi sinônimo de almoço na casa da minha vó, mas isso não existe mais.

Pedro vai ficar fora até terça porque foi a San Diego visitar um amigo dele que conheceu quando morava aqui. O mais estranho é que só faz um dia e realmente sinto falta dele. Me assusto com a escandalosa campainha principalmente porque parece que esqueceram a mão ali.

– PARA DE TOCAR DESGRAÇA – grito.

Assim que eu abro a porta não tenho nem tempo de dar bronca porque meu apartamento é invadido por um mar de garotos, se acomodando em segundos e já jogados no sofá. Parados rindo a minha porta ficam Jack J e Matthew, rindo da minha cara de indignação.

– Vá se acostumando, eu passo por isso toda vez que eles vão em casa – diz Jack J.

– NÃO É POSSIVEL QUE VOCÊS SEJAM TÃO FOLGADOS – grito em direção ao sofá – TIRA O PÉ DO MEU SOFÁ SAMUEL

– Relaxa morena – reviro os olhos e volto para os meninos.

– Como você aguenta?

– Você acostuma com o tempo – o loirinho fala dando de ombros.

– Oi pra você também – Matthew diz com aquele sorriso meigo dele. Tão meigo e tão irritadinho, como pode? 

– Oi – me aproximo e beijo sua bochecha, ele me segura pela cintura e meu coração dá uma leve acelerada. Oi?

– Então o que você fez para nós comermos? – Skate pergunta.

– A larica ta forte Nate? – foi inevitável não rirem.

– Pior que tá morena – responde rindo.

– Você não se importa se eu colocar aqui né? – olho para Gilinsky que está mexendo na minha TV, plugando cabos nela.

– Vocês trouxeram videogame pra minha casa?!

– Claro que trouxemos, não vou passar a tarde inteira sem videogame – G responde.

– Eu chamei vocês para um almoço – algo me diz que vou expulsa-los se passar a tarde inteira com eles.

– Que a gente podia começar já – Cameron fala comigo pela primeira vez desde que entrou aqui, solto um suspiro e apenas me conformo que ele não vão embora tão cedo.

– Quem me ajuda?

– Eu com certeza não – diz Sammy colocando os pés no sofá. Eu desisto. Os únicos que levantam a mão são: Cameron, Matt e Jack J, enquanto Sammy, Gilinsky, Taylor e Skate ficam jogados no sofá.

Johnson colocou os pratos e talheres na mesa mas la só acomodava 4 pessoas, pegando as cadeiras da varanda e se apertando dava 6. Cameron procurou pirex para colocar o macarrão e o molho, agradeço agora por ter comprado tantas coisas para o meu apartamento, finalmente estão sendo úteis. Matthew me ajudou a esquentar o molho e coloquei o macarrão enquanto Johnson e Matt discutem se é muita ou pouca comida.

– Você já viu quanto o Sammy come? – argumenta Matthew

– Não tanto quanto o Gilinsky, eu aposto – Jack J debate, realmente manter aquele corpinho não deve ser fácil.

– Chega – eu falo – Se for comida demais vocês simplesmente podem levar e comer mais tarde – digo olhando para o loirinho – E se for pouca é só fazer mais – falo para Matthew – Sinceramente vocês discutem pra tudo 

Ok. Talvez su esteja um pouco irritada por causa dos gritos na sala pelo videogame, os dois discutindo e agora o Cameron rindo. Se acalma você chamou eles aqui, eles vieram por você, porque você estava aqui sozinha. 

Talvez devesse ter ficado sozinha mesmo, nada como a paz.

– Se acalma – diz um loirinho me abraçando. 

– Ok, só parem de me encher – me desvencilho do abraço, preciso de espaço.

Sentados a mesa ficam apenas Skate, Sammy, Matthew, Cameron, Jack J e eu, enquanto Gilinsky e Taylor continuam jogando videogame.

– Você só sabe fazer macarrão?

– As coisas que eu sei fazer são tão sofisticadas que você não comeria – digo enquanto todos na mesa riem baixinho – Vou me lembrar disso quando me pedir pra cozinhar Taylor

– Garota isso aqui ta muito bom – fala um Nate de boca cheia que come desesperado.

– Nate, limpa aqui – rio apontando para meu próprio queixo demonstrando onde ele está sujo de molho branco.

– Você vai começar a me ajudar no café da manhã – o loirinho fala.

– Existe algo que você faça que não seja bom? – Sammy pergunta. 

Penso na resposta. Sentimentos. 

– Lidar com pessoas e sentimentos – minha resposta é sincera.

– Não acho que você lide mal com as pessoas – Matthew diz.

– Quando elas tem sentimentos sim 

– Por que? – Cameron pergunta.

– Eles são..demais para mim. E quando eu os tenho, atrapalha meu discernimento 

– Mas sentimentos são bons – Matthew argumenta.

– Não disse que não são, só disse que me atrapalham, por isso evito tê-los 

– Bom então é verdade que você não tem coração – Skate, que já está no segundo prato, diz.

– Eu tenho – todos na mesa olham para mim com esperança, faço uma pausa para dramatizar – Ele apenas é feito de gelo

Sammy é o primeiro a começar a rir quando acabo com a esperança de todos. 

– Até o dia que alguém derreter ele – Jack J fala piscando para mim.

– Ninguém fez nos últimos dezoito anos então..

Falamos sobre comida o resto do almoço. Peço para os meninos lavarem a louça porque eu fiz a comida, é o mínimo que eles têm que fazer.

Paro um segundo para admirar todos eles sentamos no meu sofá e alguns no chão, como isso aconteceu mesmo? Eu via esses garotos por fotos no instagram lá do Brasil e agora eles estão ocupando minha sala. 

Talvez alguém tenha derretido meu coração (mas só um pequeno pedaço ok) eu amo esses garotos não importa o quanto me irritem não vivo mais sem eles. Amo cada um deles, com seus jeitos e manias. 

Vou até a varanda, preciso de ar. Abro meu instagram, a única rede social que usei na última semana. Eu tenho mais de 400 mil seguidores agora, isso é insano. Gente de todo o tipo comenta, existem fãs clubes que me odeiam e haters, Pedro tem uns 200 mil seguidores e o número cresce cada vez mais, chega a ser assustador e o pior de tudo: ele tem fãs, eu tenho que aguentar o ego dele crescendo cada dia mais. 

Se quando os meninos me seguiram eu pirei e depois com Cameron as fãs foram a loucura, era de se esperar que quando Justin Bieber se juntasse aos meu seguidores todos notariam e como sempre as Beliebers não deixam nada passar, os comentários nas minhas fotos nunca param, ignoro todos eles.

Twitter, faz semanas que não entro nele.

“@annamartinez: I think my house has been invated by some game maniacs”

E pronto. Meu celular explode de respostas.

“@bemagcon: @annamartinez the boys are in your house?”

“@annamartinez: @bemagcon some of them” 

Posto no snapchat uma foto deles na minha sala e isso duplica as menções, agora que meu snapchat também é aberto depois de muitas discussões com os meninos eles me convenceram.

“@najacaniff: @annamartinez why are you so absent on these last days?” 

“@annamartinez: @najacaniff just enjoying all the things that los angeles can ofer to me” 

“@dallaspurpose: @annamartinez why @justinbieber followed you?”

“@annamartinez: @dallaspurpose @justinbieber because we are friends”

“@braziliandallas: @annamartinez send a kiss to brazil!”

Estava pronta para responder quando sou mencionada em um novo tweet.

“@justinbieber: @annamartinez @dallaspurpose i miss our talk FRIEND”

“@annamartinez: @justinbieber miss you too, come to see me when you have time”

“@justinbieber: @annamartinez promise that i will”

A porta da varanda se abre, escuto risos e gritos vindos de lá. O moreno dos olhos verdes senta no chão ao meu lado.

– Que foi? – pergunta me encarando – Você ia me matar se eu fumasse dentro do seu apartamento

– Ainda bem que você sabe – começo a rir.

– Você quer? – Skate coloca o baseado aceso na minha frente, posso sentir o cheiro doce da maconha.

– Não, valeu

– Me disseram que você é boa com conselhos

– Pode mandar

– Não sei se volto ou não com a minha namorada – diz soltando um suspiro.

– Por que vocês terminaram?

– Porque.. Bom.. – ele se atrapalha e pensa um pouco – Nós temos alguns problemas de vez em quando

– É difícil te dizer sem saber o que aconteceu Nate, mas tudo bem não precisa me falar

– Não é porque não confio em você morena, só não quero falar disso – pela voz parece chateado.

– Bom tudo que eu posso te dizer é que todos temos problemas e se não houvesse isso nos relacionamentos seria estranho, porque nada nunca é perfeito mas você precisa ver se esses problemas valem a pena, se no fim do dia eles forem maior que a sua felicidade então não compensa estar em um relacionamento assim, mas se eles são pequenos obstáculos e no fim fortalece sua relação sempre vale a pena lutar – Nate parece surpreso com as palavras que saem da minha boca – Isso tudo se você amar ela, no final é tudo uma questão de escutar o próprio coração, mas sempre – dou ênfase nessa parte – Escolha aquilo que te fizer feliz

– Nossa – ele ri – Você é boa mesmo, bem que Cameron disse

– Cameron disse isso? – pergunto surpresa.

– Ele disse que você dava bons conselhos – fala dando de ombros.

A porta se abre novamente. O garoto dos cabelos castanhos claros e bagunçados coloca entra na varanda, ele está enorme olhando do chão.

– Vou nessa – Skate diz levantando.

– Você não precisa ir – digo.

– Quero jogar um pouco morena – ele para em frente a porta – E obrigado 

– Sempre que precisar – digo e ganho um sorriso antes dele entrar na sala.

– Posso? – pergunta Matthew apontando para o chão ao meu lado, apenas assinto com a cabeça.

– O que aconteceu? – ele pergunta olhando para mim, sua cabeça está encostada na parede, ele parece mais bonito que o normal.

– Por que você acha que aconteceu algo?

– Você está irritada e não faz sentido porque nos chamou aqui

– Não queria passar o dia sozinha

– Mas veio pra cá ficar sozinha

Hoje era o único dia que eu queria o Pedro aqui, porque ele conhece minha família, sabe de tudo, só não se atentou a data e eu nunca fico mal com isso mas acho que estar longe de casa fez com que me afetasse.

– Você pode me contar Anna – a sinceridade em seus olhos me faz querer conversar com ele, confiar só um pouquinho.

– Hoje é um dia complicado pra mim, vocês aqui me dão apoio mesmo que não façam ideia disso

– Pelo menos ajudei de algum jeito – dá um sorriso mínimo a mim.

– Minha tia – começo olhando para frente – Faleceu quando tinha 24 anos em um acidente de carro no dia 15 de julho – continuo encarando e apesar da grade da varanda consigo ver a movimentação da rua, os carros andando, até escuto algumas buzinas.

– Anna eu sinto muito – Matt diz – Deve ser difícil para sua família e pra você

Viro meu rosto e os olhos castanhos claro me encaram.

– Está tudo bem, eu nunca nem cheguei a conhecê-la, mas sei o quanto essa data afeta minha vó, sempre vamos ao shopping comemos batata, tomamos sorvete e passo o dia distraindo ela, menos dessa vez

– Ela vai ficar bem, seu irmão vai fazer o possível pra distraí-la 

– Sim, todos eles estão almoçando na casa dela – pego a foto que James me mandou mais cedo.

Minha mãe, minha vó com uma taça de vinho na mão, meus dois primos, meu tia e sua mulher, James e meu pai levantando uma cerveja. Matthew dá uma leve risada ao ver a foto e faço o mesmo, como eu queria estar lá.

– Vocês parecem unidos 

– Nós somos – respiro fundo e controlo a vontade crescente de chorar – Todos sempre me disseram o quanto eu parecia com a minha tia, de aparência, de jeito, cresci ouvindo isso, eu queria ter conhecido ela sabe? Imagino como seria, se iríamos ser próximas, sair pra fazer compras.. – não consigo continuar. 

– Ei vem cá – me assusto quando meu pescoço é envolvido em seus braços e ele me puxa pra si – Tenho certeza de que ela teria amado te conhecer e seria muito sortuda em te ter como sobrinha

Lágrimas começam a escorrer do meu rosto e só percebo isso quando as sinto. Tento levantar minha mão devagar e ser discreta mas não dá certo, Matt vira meu rosto para ele e me encara como se eu tivesse fazendo algo totalmente anormal. Acho que ele percebe o que está fazendo e para, seus dedos passam pela minha bochecha enxugando as lágrimas, tento contê-las. Respiro fundo e envolvo meus braços em sua cintura, ficamos assim sentados e abraçados sem dizer nada apenas respirando juntos.

 

Point of view — Matthew Espinosa

Depois de quase 10 minutos de silêncio ela finalmente o quebra.

– Vem quero te mostrar uma coisa – diz já levantando.

Olho em seus olhos ainda estão um pouco vermelhos mas ela parou de chorar e o rosto não está inchado, puxo ela mais uma vez e não sou empurrado, sei que ela não é o tipo de garota fofa que fica abraçada toda hora mas pra alguém que tem o coração de gelo até que ela abraça bastante, dou um beijo em sua cabeça e essa é a deixa para irmos. 

Vamos em direção ao quarto e poderíamos ter passado discretamente se Taylor não tivesse dito nada.

– A pegação deve ter sido boa pra vocês irem terminar no quarto
– Idiota – ela grita entrando no quarto.

Vi o olhar meio irritado do Cameron quando passamos e a cara do Sammy junto as prováveis piadas que ele sussurrava para Skate, pelo menos eles controlavam as risadas diferente do Taylor, ela deixa a porta aberta, isso pelo menos evita comentários quando saírmos daqui.

– Eu já conheço seu quarto – falo quando entro e ela revira os olhos.

– Vem aqui – se volta para a escrivaninha e mexe em uma pequena caixa ali – Olha – me entrega minha foto.

Parece ela 5 anos mais velha, os cabelos escuros, os olhos azuis, traços fortes.

– Essa é.. – olho para ela e depois para a foto, são quase iguais.

– Minha tia – afirma.

– Você é igual a ela – a semelhança chega a ser assustadora.

– Eu sei – sua voz sai baixa e ela se senta na cama, deixo a foto na mesa e faço o mesmo. Me aproximo e ela se afasta.

– O que foi? – pergunto, ficamos abraçados até agora.

– Por que você faz isso? – eu odeio quando ela não fala me olhando, sempre me dá a impressão de irritação.

– Eu não entendi

– Na sexta você nem me deu tchau ao descer do carro e então aparece aqui, conversa comigo – sua voz falha antes de continuar e sai baixa – Me faz confiar em você – seu olhar se volta para mim, confuso.

Eu quero que ela confie em mim, eu gosto quando conversamos e desejo sinceridade da parte dela, sem jogos.

Mas talvez ela esteja certa, fiquei irritado quando soube do beijo com o Cameron que acabei nem dando tchau para ela.

– Foi mal eu.. – se quer sinceridade comece sendo sincero – Quer que eu seja sincero?

– Por favor

– Eu soube de você e do Cameron

Por um momento acho que ela não ouviu, penso em repetir mas ela começa a rir, isso mesmo rir.

– Meu deus, você me tratou daquele jeito porque eu beijei outro cara?

– Não foi outro cara, foi o Cameron

– E que diferença faz? – sua sobrancelha se arqueia.

– Ele é meu amigo! – esse assunto me irrita.

– E vocês têm o que quatorze anos? Onde um beijo significa algo? Devo começar a namorar com o próximo cara que eu beijar?

Depende, se o cara for eu talvez a ideia não seja tão ruim.

– Perguntei se queria sinceridade então você não tem o direito de ficar brava

– Mas é claro que tenho, você não fala comigo no fim da noite só porque eu beijei outro cara, se você for fazer isso com cada cara que eu beijar é melhor nem sermos amigos, porque você nunca mais vai falar comigo

– Teve mais alguém além do Cameron?

– Claro que teve – fala como se fosse óbvio.

– Quem?

– Não te interessa Matthew e vê se para com isso porque até onde eu sei não tenho contrato de exclusividade com ninguém – ela simplesmente sai do quarto me deixando lá irritado e sozinho.

Ela é livre para fazer o que quiser, assim como eu, se não faço a culpa não é dela, é demais que eu queria ela fazendo tudo só comigo?

 

Point of view — Anna

– Nenhum grito? – Sammy pergunta assim que eu saio do quarto – Estou decepcionado morena

– Pelo amor de deus Samuel, eu tenho classe – digo enquanto me jogo no sofá entre Skate e Gilinsky.

– Tudo bem? – os dois perguntam assim que caio entre ele, isso me faz rir, sempre tão preocupados comigo.

– Só o amigo de vocês se irritando com o que não deveria, como sempre

– O que foi dessa vez? – G pergunta.

– Pergunte a ele – Matthew sai do quarto com a expressão irritada e se joga do outro lado do sofá (o sofá é em L) ao lado de JJ.

– VOCÊ TA ROUBANDO, PARA DE ME EMPURRAR SAM – Taylor grita enquanto levanta para longe mas Sammy o persegue – AH SAMUEL – aparentemente ele perdeu.

– Minha vez! – digo sentando no chão em frente a TV, Taylor apenas me passa o controle.

– Era minha vez – Cameron protesta.

– Bom agora é a minha

– E quem disse que você pode passar na frente de todo mundo?

– Eu disse Cameron, a casa é minha, a TV é minha, vocês colocaram o videogame nela e o mínimo que eu ganho com isso é me divertir ao acabar com vocês – ele solta uma risada.

– Essa eu quero ver

– Não, essa eu quero ver, pode pegar – Samuel entrega o controle para Cameron.

É um jogo de corrida, o jogo que eu mais sei jogar em videogames, sou boa no Call of Duty também, me viro no FIFA mas em corrida fiquei ainda melhor porque tive que praticar para a autoescola, eu era horrível, meu senso de direção era péssimo, graças a deus depois de muitas aulas agora sou uma excelente motorista.

– Pronto para eu acabar com você? – pergunto sorrindo para ele

– Mas você já faz isso todos os dias – Talvez, só talvez eu tenha corado agora, mas isso é quase impossível, eu nunca coro, nunquinha.
 
[...]

– E então quem é o próximo? – pergunto olhando todos boquiabertos na sala, Samuel e Taylor gargalham, eles nem tentaram.

Cameron ficou completamente irritado por perder, Skate não se importou, Jack J me deu parabéns por vencer, porque segundo ele o próprio é o melhor dos meninos, Gilinsky ficou um pouco irritado também, ainda mais com os meninos tirando uma com a cara dele e Matthew..

– Eu vou – fala depois de quase 20 minutos em silêncio.

– Você não vai se irritar quando perder né? – pergunto quando se senta ao meu lado.

– E se eu ganhar?

– Você quer um prêmio?

– Sim

– Pode escolher

– Se eu ganhar você sai para jantar comigo – ele diz.

Não sei o que é pior: perder ou ganhar.

– Fechado

A corrida começa bem, os minutos vão passando e eu estou ganhando, faltam uns 30 segundos para acabar, a última curva e então ele bate no meu carro, foi de proposito, para me atrasar, o carro branco de Matthew passa na frente e então acaba.

Eu perdi.

Os meninos vão a loucura, sou apenas defendida por Johnson que diz que me sai muito bem.

– Tenho certeza que essa é novidade para você – diz Cameron rindo.

Com certeza é. Só existe uma pessoa para quem eu perco: James. Ele me ensinou tudo que sei, não é sempre que o aluno supera o mestre.

– Acho que alguém vai sair comigo – Matthew diz bem perto de mim.

Ele tem um sorriso vitorioso, leve e feliz, está tão lindo assim, se ele visse como fica lindo desse jeito não ficaria irritado tantas vezes.

– Eu não vou comer comida vegetariana – é tudo o que digo.

– A gente pode chegar em um acordo

– E também não vou hoje

– Por que não? – pergunta sem paciência.

– Porque tá todo mundo aqui, pensei de pedirmos pizza mais tarde

– Ou agora – fala Sammy.

– Almoçamos fazem só três horas não é possível que você esteja com fome

– Acredite é – Matt diz para mim.

– Nós temos que comer de três em três horas – Sammy argumenta.

– Eu faço pipoca e pedimos quando for umas oito pode ser?

– Oito é daqui mais três horas, até lá eu já morri de fome

– As sete então

– Que tal um filme? Já que vai ter pipoca – Taylor fala, pela cara de sono dele o seu real desejo é dormir.

– Eu topo – apoio aqui da cozinha.

– E Taylor se você quiser pode dormir no quarto do Pedro, ele vai ficar fora por uns dias – sua cara é de quem encontrou água no meio do deserto.

– Aonde ele foi? – mesmo com sono a curiosidade permanece.

– Ele foi visitar um amigo que conheceu quando morava em San Diego

San Diego? – Matthew pergunta completamente surpreso.

– Sim, por que? – ele olha para mim e depois para Cameron e então para mim de novo.

– Nada, não sabia que ele tinha morado aqui

Estranho, tenho quase certeza de que já mencionei isso a ele.

A felicidade do Samuel ao ver a pipoca é tão grande quanto a do Skate, eles discutem qual filme vamos assistir e optam por o único tipo que não vejo: terror. 

– Vamos ver outro – tento sair dessa mas Sammy é irredutível.

– Que foi você tem medo? – ele pergunta.

– Sim – isso o faz gargalhar – Não é engraçado Samuel

– É sim

– Não posso ter medos agora?

– Pode, mas não imagino você como uma garotinha assustada com um filme bobo

– Bobo? Diz isso do escuro que eu vou dormir depois

Ele não consegue controlar a risada, o resto dos meninos riem também e isso me irrita.

– Fica calma – Cameron fala – Nós vamos dormir aqui mesmo 

Vão? 

– A não der que resolva expulsar a gente – Matthew completa 

– Podem ficar – eles começam uma comemoração completamente exagerada – Só que sem bagunça

[...] 

Eu passei o filme inteiro agarrada ao Gilinsky, se eu olhei a tela por dois minutos foi muito, minha cara ficou enterrada no peito musculoso do Jack. Mas ele foi um ótimo protetor e ficava fazendo cafuné em mim além de fizer que estava tudo bem quando eu me assustava com os barulhos vindos da TV, talvez eu tenha dormido em algum momento, assim como Skate e Johnson.

Depois da pizza, que foi o momento de glória porque meu estômago doía de tanta fome e não aguentava mais o Sammy reclamando que ia morrer se não comesse, assistimos mais um filme mas agora que acabou ninguém mais aguenta manter os olhos totalmente abertos.

– Eu preciso dormir – bocejo enquanto falo isso, meu olhos parecem pensar dois quilos – Vocês se viram ai né? Vou pegar uns travesseiros pelo menos

Vou até o quarto e dou graças a deus novamente por ser tão exagerada a ponto de comprar quinze travesseiros, sendo 4 pra mim e 2 para Pedro no outro quarto.

– Eu vou dormir com o Taylor, boa noite pra vocês – Sammy diz indo em direção ao outro quarto.

– E quem vai dormir com a doidinha? – o olhar de Johnson da uma leve virada em direção ao Matthew. Não, definitivamente não.

– Você – todos ficam surpresos com a resposta, inclusive o próprio Jack – Se quiser é claro – seu olhar se volta para Matthew, depois para mim e ele fica em dúvida – Cama ou sofá, não deveria ser uma decisão difícil

Ele se levanta e vai até o meu quarto, escuto um barulho, provavelmente se jogou na cama.

– Eu com certeza vou dormir aqui – a voz de Johnson sai abafada, deve estar com a cara no travesseiro..

Se o Matthew não estava irritado antes comigo agarrada ao Gilinsky agora que o loirinho vai dormir comigo ele com certeza está.

Vou até a geladeira para pegar uma água, não durmo sem uma garrafa ou um copo cheio do meu lado. 

– Meu deus Matthew – eu me viro e dou de cara com ele, minha mão foi parar no coração por causa do susto – Não faz mais isso

– Desculpa – não consigo decifrar sua expressão – Achei que eu ia dormir com você 

– E por que você acharia isso? 

– Bom era para termos saído para jantar e você me faz ficar aqui e comer pizza, eu merecia um espaço na sua cama – ele acrescenta uma parte que me deixa irritada – Além do mais não seria a primeira vez

Bom eu também merecia ter ganhado um tchau depois de ter beijado você na Exchange mas nem tudo dá certo sempre.

– Bom você desperdiçou sua chance de dormir comigo na sexta então agora aguarda sua vez chegar de novo

Ok isso irritou ele, eu sei, mas a verdade é que não ligo, meu sono é grande demais para pensar em qualquer coisa agora. 

– Boa noite gente – digo ao passar pela sala, Matt ainda está parado na cozinha, ele ignora totalmente minha fala e é o único que não retribui meu boa noite.

Jack J já deve estar até sonhando porque quando me jogo na cama se nenhuma delicadeza ele nem se mexe.

Meus pensamentos ficam vagando e a verdade é que não me parecia justo chamar o Matthew para dormir comigo com o Cameron ali ou ao contrário, mesmo que o Matt já tenha dormido comigo mais de uma noite, eu não sei o porque mas só não pareceu certo fazer isso, porque não? Eu não sei, estou confusa, será que é o sono? Parece até que estou bêbada, tento raciocinar uma resposta mas me perco e acho que fui vencida pelo sono. 


Notas Finais


Tradução dos tweets:
- “@annamartinez: Eu acho que minha casa foi invadida por alguns maniacos por videogame”

- “@bemagcon: @annamartinez Os meninos estão na sua casa?”

- “@annamartinez: @bemagcon alguns deles”

- “@najacaniff: @annamartinez por que vode anda tão ausente nos últimos dias?”

- “@annamartinez: @najacaniff apenas aproveitando todas as coisas que Los Angeles pode me oferecer”

- “@dallaspurpose: @annamartinez porque @justinbieber te seguiu?”

- “@annamartinez: @dallaspurpose @justinbieber porque nós somos amigos”

- “@braziliandallas: @annamartinez mande um brijo para o brasil!”

- “@justinbieber: @annamartinez @dallaspurpose saudades da nossa conversa AMIGA”

- “@annamartinez: @justinbieber sinto falta também, venha me ver quando tiver tempo”

- “@justinbieber: @annamartinez prometo que irei”


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