História She Wants To Be Loved - Aurieta - Capítulo 3


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Categorias Orgulho e Paixão
Personagens Aurélio Cavalcante, Julieta Sampaio Bittencourt "Rainha do Café"
Tags Amor, Aurélio, Aurieta, Drama, Julieta, Orgulho, Paixão, Romance
Visualizações 317
Palavras 1.425
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HELLOOOOO MEUS LEITORES!! ☕
Quem é vivo sempre aparece, não é mesmo? Haha
Capítulo de hoje saiu tardezinho e depois de mto tempo, mas espero que vocês gostem!

Sem mais delongas, aproveitem sem moderação e me perdoem supostos os erros na digitação ou leitura! 💗

Capítulo 3 - - O que quer com meu marido?


Fanfic / Fanfiction She Wants To Be Loved - Aurieta - Capítulo 3 - - O que quer com meu marido?

— Julieta? — Uma voz longe ecoou minha mente fazendo-me abrir vagarosamente os olhos. — Ei, meu amor? Acorde. — Ela insistia. — Precisamos descer.

Era entorno de 06h25 da manhã, o dia já estava claro e os primeiros raios de sol começavam a nascer no Vale do Café.

Com o passar dos anos adquiri o hábito de acordar cedo, logo, sendo a primeira da casa a levantar. No entanto, tinha me recolhido mais tarde do que costumava organizando as malas para a viagem e perdi completamente a noção do tempo.

Aurélio havia insistido para que eu pedisse a Mercedes que as fizesse, mas eu não lhe dei ouvidos. Preferi organizá-las eu mesma. Era um ótimo argumento para passar mais tempo com ele, além do que, poderíamos discutir melhor sobre o casamento.

Certamente, nossa ida à São Paulo seria um alvoroço sem tamanho, vez que chegaríamos um dia antes da celebração e todos estariam ajudando a preparar tudo. Não teríamos tempo para conversar.

Coloquei uma das mãos na frente do rosto, semicerrando os olhos pela luz que adentrava as cortinas de meu quarto indo de encontro direto com eles e, desviei o olhar rapidamente encontrando os de Aurélio.

— Bom dia marido. — Mormurei sonolenta.

— Bom dia. — Sussurrou.

— Já arrumado? — Perguntei franzindo o cenho ao ver suas vestes. — Para quem não estava animado com o casamento, o Senhor está muito adiantado, não acha? — Brinquei.

Ele sorriu e me beijou o topo da cabeça.

— Depois da conversa que tivemos quase não preguei os olhos para dormir essa noite, acredito que pelo nervosismo e por tudo o que me disse. E, como me levantei mais cedo, me vesti e chamei papai para se levantar também. — Falava calmamente ao mesmo tempo que alisava meus cabelos.

— E só me chamou agora?

— Eu teria lhe acordado antes, mas você dormiu fora de hora e preferi deixá-la descansar um pouco mais para a viagem não ser tão desgastosa. — Aurélio era sempre tão zeloso, protetor. Eu admirava seu cuidado comigo.

— Obrigada. — Sorri fraco.

— Mas agora você precisa levantar, já está na hora. Do contrário, chegaremos em São Paulo mais tarde que o previsto.

— Está certo. Vou apenas tomar um banho antes. — Suspirei alongando o corpo pelo sono pesado e levantei da cama em seguida. — Me espera para descer? — Perguntei caminhando em direção ao banheiro.

— Claro.

Aurélio se levantou para me acompanhar e parou na porta observando-me em silêncio. Eu o encarei do espelho e pela sua feição séria e preocupada, percebi de imediato que queria me dizer algo.

— Está tudo bem, Aurélio?

Ele permaneceu mudo por mais alguns instantes, até que por fim pronunciou-se.

— Papai já está na sala nos esperando para tomarmos o café da manhã — Retirei minha camisola e virei-me para olha-lo. — e está um pouco irritado.

Suspirei.

— Seu pai vive reclamando, querido. Isso já não é mais uma novidade.

— Não, não é. — Ele esboçou um sorriso e segurou minha mão, acariciando-a com o polegar. — Sei que não deveria pedir isso, mas ten…

— Não diga mais nada. Eu irei me conter, prometo.

Eu sabia o quão importante era para Aurélio que Barão e eu tivéssemos uma boa convivência. E, por mais que fosse quase impossível não retrucar suas ironias, eu precisava me esforçar, por ele.

— Obrigado meu amor! — Aurélio segurou meu rosto entre as mãos e me beijou. — Agora vou deixá-la se banhar. Me chame se precisar de algo, estarei terminando de organizar nossas coisas.

Assenti com um sorriso voltando minha atenção para o banho e ele saiu fechando a porta.

Vou deixar de lado a parte em que me arrumo e irei direito para o café da manhã, mais precisamente, quando encontrei Afrânio; que cumprimentou-me tão simpático quanto de costume.

— Mas isso são modos de uma anfitriã? — Ele falava folheando o jornal. Suspirei buscando paciência e o encarei forçando um sorriso.

— Bom dia para você também, Barão. — O cumprimentei com certa ironia puxando uma cadeira para sentar-me.

— Onde já se viu deixar um senhor esperando para tomar um mísero café? — Disse e abaixou o papel para então me olhar nos olhos. — Chegamos ao fim dos tempos, isso sim!

— Tenha modos, papai! Não seja deselegante. — Aurélio o repreendeu sentando-se na cadeira ao lado da minha. — O Senhor esperou apenas alguns minutos.

— Que coisa... Tenho eu de agora esperar Dona Julieta Bittencourt se enfeitar para poder tomar meu desjejum...

Me acomodei pegando uma xícara de café, engoli seco e proferi ignorando seu sarcasmo.

— Me perdoe a indelicadeza de deixá-lo esperando, Barão. Teve uma boa noite de sono?

— Bem, — Ele largou o jornal em cima da mesa para pegar uma fatia de bolo — eu não intitularia de noite de sono algumas poucas horas de cochilo. — e se virou novamente para me encarar. — Mas chame como preferir.

— O Senhor é sempre o último da casa a acordar, não é mesmo? Entendo que esteja um um tanto irritado por hoje ter tido de levantar tão cedo. — Comentei sarcástica, mas tentando falar o mais natural possível para manter a "civilização" à mesa.

— Irritado, eu? Apenas fiz uma observação. — A cara de pau de Barão era algo espantoso.

— Ótimo. Afinal, é por uma boa causa.

— Concordo com Julieta, papai. — Falou Aurélio que antes tomava seu café, observando-nos sem dizer uma única palavra.

— Era só o que faltava, defender a cascavel… — Afrânio murmurou quase inaudível para sí, mas auto o suficiente para que conseguíssemos ouvi-lo.

Barão já estava começando a tirar-me do sério. Entretanto, eu havia prometido a Aurélio que me policiaria de qualquer alfinetada. Respirei fundo e me preparei para responde-lo, mas antes mesmo que eu pudesse dizer algo, Aurélio tomou à frente.

— O Senhor deveria estar entusiasmado ao invés de choramingando por uma noite mal dormida, papai! — Beberiquei um pouco do café disfarçando o riso enquanto os fitava. — Lembre-se que estamos indo a São Paulo celebrar o casamento de Ema, sua neta.

— Mas estou feliz por minha neta, vocês dois que se uniram em um complô contra mim. — Viro o rosto revirando os olhos sem que percebam. — Eu só estou tentando tomar meu café sossegado.

— Ora, papai! Desde que nos juntamos à mesa o Senhor tem agido grosseiramente com Julieta. Não deveria ser tão rude, e sim respeitá-la! Lembre-se também, que moras aqui de favor e que se não fosse por Julieta, seria um Barão sem teto. No mínimo, meça suas palavras quando referir-se à ela.

Não digo que fiquei feliz com a pugna dos dois, mas as vezes Afrânio passava dos limites e não lhe caía mal ouvir algumas críticas do filho.

— Mas Aurelinho, eu não quis ofender minha norinha. E-eu…

— Vamos esquecer tudo isso, está bem? — Falei calma, usando a pouca paciência que me restava. Eles assentiram e podemos por fim terminar nosso café em paz.

Tempos depois, com o carro já pronto, nós seguimos viagem. Uma viagem longa e exaustiva, assim como todas as outras que fazíamos para São Paulo.

Chegamos no fim da tarde e Darcy e Elisabeta esperavam-nos em minha casa para nos receber. Nos acomodamos em nossos aposentos e descansamos um pouco. Exceto por Aurélio, que logo que chegou saiu junto de Darcy e Elisa para visitar Ema no cortiço.

Eu não quis dormir por muito tempo, então decidi ir ao meu escritório para ler um pouco e ocupar-me até o jantar, ou no mínimo até que Aurélio voltasse. Estava concentrada, mas um falatório na sala de visitas me tirou o foco da leitura.

Imaginei ser Aurélio que havia retornado trazendo convidados para o jantar, então, deixei o livro e me dirigi apressada até o cômodo. Mas, acabei estreitando o passo assim que diante dos meus olhos revelou-se a figura de uma mulher.

Alta, morena, bem vestida e bonita. Muito bonita. Não aparentava ter mais do que 30 ou 35 anos. Eu nunca a tinha visto em minha vida. Ela perguntava para Tião sobre Aurélio.

Ele tentava avisá-la de que Aurélio não estava em casa, mas ela insistia que precisava falar com ele a todo o custo.

Séria e com os braços cruzados, aproximei-me da tal mulher que nessa altura, já havia desviado sua atenção de Tião para mim, e olhava-me de cima à baixo.

— O que quer com meu marido?


Notas Finais


Obrigada por lerem até aqui, espero que tenham gostado seus lindoxxx! 🌹

Por favor — se poderem — não se esqueçam de comentar o que estão achando pq isso ajuda baaaastante! ❤

Até breve com mais um capítulo! 💕


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