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História Shenanigans. - Capítulo 6


Escrita por: HPloveHG

Capítulo 6 - Sixth: Hermione's Birthday.



Hermione pensou que "irônico" não chegava a descrever a relação entre o tempo e seu casamento com Harry. Foi por conta do pequeno espaço de tempo que eles se casaram, afinal. Foi por conta do tempo de amizade deles que ninguém desconfiou por aparecerem casados – isto e as reportagens de Rita Skeeter que proclamava ter sempre sabido do relacionamento dos dois. Afinal fora primeiramente ela quem falara sobre isso, lá em 1994. – Além do mais, as pessoas estavam muito mais preocupadas em especular sobre há quanto tempo estava grávida...


-Isso é porque estiveram juntos na busca pelos horcruxes? Você acha que se eu tivesse lhes acompanhado, estaríamos tendo uma conversa diferente?


Hermione encarou Gina em choque, sem acreditar que a garota tivera coragem de indagar aquilo.


Harry, por sua vez, franzia o cenho. – Quem sabe? Quem se importa? – ele balançou a cabeça como se tentando afastar um estado de confusão. – Quero dizer – fechou os olhos, respirando fundo. Sua expressão ainda mais carregada. – Nós poderíamos passar toda a tarde especulando uma possível mudança de rota e no fim das contas nada faria diferença, porque, independente de qualquer conclusão que chegássemos... Eu ainda seria casado com a Mione. Não acho isso seja saudável, considerar o que poderia ter sido.


Gina encolheu os ombros. – Só perguntei porque nunca me perdoarei por não ter ido com você.


-Não se martirize. Honestamente, não haveria lugar pra você. Quero dizer – Harry espirou frustrado, quando não encontrou as palavras certas.


-Sinto como se tivesse perdido minha oportunidade sem mesmo me dar conta... Realmente achei que íamos ficar juntos quando a guerra acabasse. Quanto tudo estivesse resolvido. Que ia voltar pra mim. E que nós iriamos frequentar quase as mesmas aulas, passar um bom tempo juntos. Nos reconectando – Gina ergueu a vista para ele. - Me sinto trapaceada.


-Gina... Tudo que posso dizer é sinto muito. Olha, não é como se Hermione e eu tenhamos planejado isso, você sabe? – Harry parecia agitado enquanto falava. Bichento saiu de seu colo com um silvo, indo para debaixo da cama e Harry se tornou mais aborrecido por conta disso. - Não é como se tivéssemos virado um para o outro e "Tá legal, vamos casar! Acho que isso vai, muito provavelmente, chocar as massas. Sem contar nossos amigos, pra quê considerá-los afinal?!".


-Então por que casaram à surdina?


Hermione estava ficando cada vez mais nervosa com o rumo da conversa. Principalmente porque Harry não estava, de fato, inteiramente lúcido. Era questão de tempo para que ele falasse mais do que devia. O moreno estava, agora, muito agitado.


Harry tocou a testa, como se não soubesse se queria esfregar ou bater. – Não é uma questão de termos feito escondidos ou não. Não pensamos dessa forma. E, quer saber, era algo nosso! Temos o direito a um ato egoísta às vezes. É a nossa vida! São nossas escolhas. Então, sobre a sua pergunta – Ele ergueu a vista, seus olhos cravados em Gina. - Vejamos? Um casamento cheio de palhaçadas para Deus e o mundo ou... algo singelo, com as pessoas que realmente importavam? – indagou, dessa vez cheio de sarcasmo. – Então meio mundo ficou ofendido? Azar! Estou perfeitamente satisfeito. – encarou a amiga. – Alguma queixa?


Com um sorriso, Hermione meneou a cabeça. Antes que mais perguntas, ou acusações, viessem, a morena decidiu agir. - Harry, meu amor, já está na hora de descansar.


O jovem se voltou imediatamente para ela, com um sorriso quase tão arrogante quanto tolo. E Hermione ficou dividida entre estapeá-lo ou lhe apertar um beijo na testa e lhe colocar no colo. Mas conseguiu se recompor o suficiente para encarar Gina, fulminante. – Você já o importunou demais. Harry precisa descansar – quando a ruiva abriu a boca, Hermione ergueu a mão. – Você o está deixando agitado. Converse quanto ele estiver melhor, se ele ainda quiser.


Com um aceno de varinha, Hermione abriu a porta, fazendo sinal de dispersar com as mãos. Gina a encarou por um instante, depois a Harry – que ao momento a estava ignorando em favor de sorrir tolamente para Hermione - e então saiu do quarto com ar insultado.


-"Meu amor"?


-Shhh, você está dopado – ela brincou. - O que faremos para nos manter acordados?


-Tenho certeza que encontraremos uma ocupação – ele ergueu a sobrancelha sugestivamente, outra vez com o ar mais tolo imaginável.


[Flashback]


Eles estavam deitados lado a lado na cama, fitando o teto. Era um pouco tarde, mas tinham as luzes acesas enquanto discutiam o mais novo problema de sua "relação".


-Que tal "muffinzinho"?


Harry virou os olhos. – Qual é Mione. Você teria mesmo coragem de usar esse apelido?


-Pra mortificar alguém? – em podia ler no tom dela "mortificar você". - Absolutamente! Oh, oh! Que tal "docinho de coco" – continuou num tom zombeteiramente doce.


Balançando a cabeça, o moreno afirmou com uma careta de desgosto:


- Eu vedo isso.


-Por que precisamos de apelidos, afinal? – ela se queixou, voltando a encará-lo. – Estou bem com 'Harry'. 'Potter' ou 'Harry James' quando estiver irritada. E 'Harry James Potter' quando estiver a ponto de assassiná-lo.


-Sua mãe está nos encarando de forma estranha. De novo. Como se estivéssemos agindo errado. E tem nos dado dicas de como agir.


Hermione suspirou. Deus.


Merecia isso, a garota pensou, por ter decidido que era uma boa ideia ficar com seus pais "reforjando laços" enquanto lidava com um casamento falso.


-Querido. Doçura. Bebê. Paixão. Amor – ela continuou falando, testando as palavras. Torcendo a boca em cada palavra com nojo. Frustrada, Hermione tornou a encarar o amigo. - É tão forçado. Eu odeio isso. Quero dizer, você pode me ver usando qualquer um desses... termos?


Harry riu, negando com a cabeça.


-Nós podemos ser o casal que não tem, ou melhor, não precisa de apelidos carinhosos – sugeriu esperançosa.


Sinceramente, morria aos poucos só de pensar em ter de falar em voz alta - pior: na frente de outras pessoas – coisas como 'paixão', 'gatinho' ou – estremecer – 'vida'.


Harry a chamava, vez ou outra, de 'querida', normalmente ironicamente, brincando de marido submisso. Mas até mesmo chamá-lo por 'querido' era esquisito. Não tinha ideia do por quê. Só era estranho.


Harry mordeu o lábio inferior, ponderando. – O que acha de eu chamá-la de 'docinho'.


Eles se entreolharam e Hermione riu meneando a cabeça. – Não parece algo que diria.


Harry pareceu ofendido. – Eu posso ser carinhoso - Hermione ergueu a sobrancelha. – Eu posso!


-Não foi o que quis dizer. Só acho que não é uma palavra que usaria. Não faz seu, uh, estilo – disse conciliatória. – Na verdade, não creio que qualquer apelido seja seu estilo. Além do mais, você me chama de 'Mione'. Já me basta.


-Você acha que eu não posso - Harry se ergueu sobre seus cotovelos.


-Harry...


Ele a fitou com firmeza. – Querida. Morena. Linda. Princesa... – ele respirou fundo. - Mô.


-Você está ficando todo vermelho! – ela comentou divertida. Rindo e escondendo o rosto no travesseiro.


Nunca admitiria isso, mas eram risadinhas.


Ainda vermelho, Harry a cutucou. Fazendo cócegas – Bebê. Paixão. Amor.


-Hei, não pode usar os meus apelidos! – ela reclamou fingindo irritação, enquanto tentava se esquivar das mãos dele, rindo-se. – Para com isso, Harry!


Ele continuou, cada termo pontuado com cutucões e cócegas. E cada um ficando pior. - Gatinha. Minha vida. Amorzinho. Delícia. Chuchu. Chuchuzinho.


Hermione gritou em desgosto, sem conseguir parar de rir. Suas mãos tentando segurar as dele.


-Monstrinha.


-Hei! – Ela finalmente conseguiu segurá-lo. Havia sentado em seu estomago e empurrado as mãos dele para cima. Sabia que não ia conseguir prendê-lo por muito tempo. Harry era, afinal, muito mais forte que ela. Mas precisava tentar, ganhar um pouco de fôlego.


Harry estava rindo do ar de revolta dela, por enquanto permitindo que o segurasse. – O quê? É fofo.


-Monstrinha? – bufou. – Eu vedo isso.


-Então chuchuzinho ainda está no páreo? Eu acho que gosto disso – ele tentou a melhor cara de apaixonado possível. O que por si só era patético. – Meu chuchuzinho.


Hermione tentou expressar seu nojo, mas só conseguiu rir fazendo um som nada feminino enquanto tentava respira entre as gargalhadas. Ela caiu sobre ele, o rosto em peito, soltando suas mãos sem conseguir controlar a risada. Harry imediatamente voltou a lhe fazer cócegas.


-Não... Para. Isso é muito – oh meu Deus – eu não – não consigo respirar.


A porta do quarto foi aberta abruptamente. – Hei queridos podem diminuir o... Oh!


Hermione olhou para trás ainda rindo, sua mãe estava parada na porta parecendo... constrangida?


Confusa e ainda entre risada a morena voltou a encarar Harry. Este parecia paralisado em um estado de mortificação, duas mãos imediatamente deixando ela para cair na cama, imóveis.


-Oh Deus – a senhora Granger levou a mão à boca. – Me desculpe, eu sempre esqueço de bater na porta. E que são um casal – ela suspirou. - Meu bebê, uma moça casada!


Hermione finalmente entendeu a reação estranha de sua mãe e de Harry. E correu para sair de cima do moreno, sentando desajeitadamente ao seu lado. – Nós só estamos, uh, conversando.


A senhora lhe ofereceu um olhar de conhecimento. – Conversem em voz baixa. Amanhã seu pai e eu precisamos acordar cedo. - ergueu a sobrancelha. - E tranquem a porta. Usem magia se for preciso. Não iremos querer mais imprevistos desse tipo, não é mesmo? Nem quero imaginar se seu pai... – ela meneou a cabeça com uma risada, interrompendo-se.


-Mamãe nós não estávamos—


-Yeah, yeah - a mulher fez um sinal com as mãos, saindo do quarto, fechando a porta atrás de si.


Harry coçou a cabeça, olhando de lado para a amiga. - Muffinzinho, acho que sua mãe pensou que não estávamos fazendo nada de bom...


Hermione grunhiu, estapeando-o. – Cala boca, Harry.


Sem esconder o sorriso triunfante, ele murmurou recatado - Sim, querida.


Hermione tentou permanecer séria enquanto ia ao encontro da porta para trancá-la.


-Veja pelo lado positivo, pelo menos não foi seu pai – Harry disse. Ele ainda estava vermelho, apesar de estar brincando. – Ele provavelmente iria atrás de uma arma.


A morena o encarou. – Por quê? Nós somos 'casados'.


-Acredite-me, há limites para o que um pai pode aturar, Hermione – disse subitamente sério. – E ele pode ter mencionado algo em nossa 'conversa' – Harry murmurou.


Hermione tentou ignorar o quão desconfortável Harry havia se tornado de repente. Mas não podia deixar passar. E ele havia lhe chamando de "monstrinha". – Oh, é por isso que nunca me toca, docinho de coco? Ainda assustado demais com meu pai, tendo pesadelos sobre o que ele fará se deflorar a filhinha dele? – Harry a encarou com a boca aberta, chocado. Ganhando cor rapidamente.


Ele balbuciava sem conseguir dizer nada coerente.


-Você sabe? Mamãe provavelmente vai contar para ele o que acha que viu. Mas ele provavelmente acredita que está entrando em minhas calças muito antes de "casamento" ter sido sequer citado. Se ele não te matou até agora, acho que está a salvo.


-MIONE!


-Shhh... Não quer que voltem aqui, não é mesmo? Pode imaginar o que estão pensando agora? Com você gritando? – ela ergueu a sobrancelha.


Harry grunhiu e ela levou a mão à boca fingindo escândalo. Harry levou as próprias mãos à boca, horrorizado. E sem mais Hermione caiu na cama, rindo outra vez.


O rapaz finalmente percebeu que ela estava tirando onda com sua cara. – Você é uma pessoa horrível – ele parou um instante, depois acrescentou peçonhento: - Pixuquinha.


Foi a vez da morena grunhir.


-Hermione! – Harry murmurou alarmado, olhando para a porta como se esperasse que o senhor Granger aparecesse com uma bazuca ou algo tão letal quanto uma.


-Oh Harry, que delícia!


-Isso vai ter volta – ele murmurou tapando sua boca. Pausa. – Docinho de abóbora.


Com os olhos brilhando, Hermione se contorcia com risadas silenciosas.


[Fim do Flashback]


- xxx -


Sábado, 19 de setembro de 1998.


Para um sábado de manhã, o salão principal estava repleto. Pelo menos a mesa grifinória.


Hermione sabia que era o primeiro dia de treino oficial do time da grifinória. E porque Gina havia sido suspensa pelos dois primeiros jogos, haveria um teste para a vaga de artilheiro. Aparentemente, alunos do segundo ao sexto ano iriam fazer o teste - Ainda que só para jogar dois jogos e ficarem como reserva. Aparentemente já estavam pensando no próximo ano, onde metade da equipe teria de ser reposta. - A verdade é que até mesmo alguns alunos do sétimo ano iriam tentar, como Lilá e Simas.


Deus, aquele treino duraria horas considerando quantos estavam tentando a vaga. Hermione suspirou resignada lançando um olhar quase de traição para Harry - este que estava perdido em seu café da manhã - enquanto puxava sua cópia do profeta diário de volta para si.


Havia se afastado dela em desgosto por conta de mais uma 'lisonjeira' reportarem de Rita Skeeter. Honestamente aquela mulher era uma harpia desocupada! Lançou mais um olhar enojado para o artigo que mais uma vez especulava sua vida e quase saltou quando duas corujas pousaram a sua frente, deixando uma caixa e levantando voo no mesmo instante.


- Não vai abrir?


Ela lançou um olhar desconfiado para Harry; este que de repente parecia muito alerta. A garota voltou-se para a caixa. Era uma caixa de presentes mediana roxa e branca cheia de quadradinhos e um enorme laço prateado encima.


Mordendo o lábio, ela o fez. Era o buque mais adorável que já vira. Quase tinha pena de retirar da caixa que viera, por conta disso retirou apenas o cartão que acompanhava.


Aposto que pensou que eu havia esquecido.

Acho que me deve desculpas. Como sou magnânimo e hoje é seu dia especial, aceito todo tipo de suborno.


H.P.


Sorrindo sem jeito, Hermione tornou a encarar Harry. Seus braços já envolvendo-o num abraço apertado.


-Então pensou mesmo que eu havia esquecido? Quase me faz não querer lhe dar seu outro presente...


-Que outro presente? – se afastou.


-Eu não sei, Mione. Não acho que esteja merecendo – brincou, olhando-a de lado. – Quero dizer, mulher de pouca fé. Eu a conheço há quanto tempo mesmo?


-Harry?


Harry se perguntou se continuasse a provocando, qual seria a probabilidade de Hermione saltar sobre ele atrás de seu presente. Ele riu sob o pensamento.


Antes que Harry pudesse continuar a zombar, gritinhos estridentes às suas costas foram ouvidos. Lilá e Partavi, pelo visto, haviam se esgueirado de seus lugares para espiar o que havia dentro da caixa. Na verdade, Hermione teve de estapear as mãos de Parvati que já corriam pelo buquê.


-Hei!


Parvati a olhou timidamente. – Me desculpe, mas elas são tão lindas! E você sequer as tirou da caixa.


-E não vou.


Parvati a encarou escandalizada. – Por que em nome de Merlin não!? Elas são lindas, você tem de exibi-las para todo mundo. É a etiqueta quando se ganha flores! Fazer inveja para as outras garotas – afirmou como se fosse uma lei conhecida. - E com um buquê tão lindo como esse... ainda que eu esperasse dúzias de rosas vermelhas...


O buquê era composto por Iris, jacinto azul e orquídeas de cor azul e lilás.


Hermione virou os olhos e retrucou apenas:


– Orquídeas são minhas flores favoritas.


-Você tem um gosto caro. - Lilá riu. – Ah! Isso é pra compensar porque irão passar seu aniversário praticamente todo nos campos de quadribol?


Hermione quis esganar aquela garota, mas Harry indagou confuso. – Quem disse que passaremos o dia todo lá?


-Você viu quantas pessoas se candidataram para artilheiros, certo?


-E daí?


Lilá o encarou como se ele fosse estupido. – Você tem de supervisionar os testes.


Harry a olhou como se não a enxergasse. – uh, não sei o que lhe disseram, mas eu nem vou para o treino hoje.


-Não vai? – parecia que metade da mesa da grifinória estava prestando atenção à conversa.


Harry olhou a volta. – Bem, não. É o aniversário da Mione. E temos planos.


-Nós temos? – Dessa vez foi Hermione, completamente perdida. Harry não havia comentado nada e pela manhã sequer lhe desejara feliz aniversário. Realmente achara que ele havia esquecido.


Harry riu. – Você totalmente não merece seu presente agora – mais sério, sem jeito e em tom baixo ele continuou:


- Eu pensei que gostaria de passar seu primeiro aniversário com seus pais depois de anos?


Hermione o abraçou mais uma vez, duramente, enterrando seu rosto no pescoço do amigo. – Sério?


-Sua mãe pode ou não ter feito uma pequena chantagem emocional que fez minha resolução por um fim de semana na Austrália ter aumentado drasticamente – ele acrescentou.


-Mas... Mas você é o capitão do time! Você precisa ver os testes – alguém comentou.


Harry observou a mesa por cima da cabeça da amiga. - Hm. Não sou o capitão. Pra ser franco, não tenho ideia de quem é. Eu era o capitão. Dois anos atrás. E se minha ausência de alguma forma prejudicar o time, sintam-se a vontade para me substituir - Algumas das pessoas o fitaram como se Harry estivesse blasfemando. - Não me leve a mal, eu amo quadribol. E amo jogar. Mas se eu tiver que escolher – ele deu de ombros, voltando a encarar Hermione. A morena riu tontamente e apertou um pequeno beijo barulhento nos lábios do rapaz.


Não era grande coisa, Harry pensou. Hermione havia se desfeito de sua liberdade para ajudá-lo. Havia perdido a chance de estar com o cara que ela desejasse. Ele nem sequer queria ser um jogador profissional de quadribol... E contanto que ainda pudesse voar, tudo estaria bem.


Todos os outros acreditavam que era uma grande coisa, considerando os olhares de choque, confusão e mesmo alguns de traição que estava recebendo. Harry quase riu com ironia, sim, porque olhares feios iam fazê-lo mudar de ideia.


-Vamos lá, temos de estar em Hogsmead às 09:40. A chave de portal vai ativar nesse horário.


Hermione assentiu animadamente. Pegando seu presente, ela lançou um olhar desagradável para o Profeta Diário, que lhe desejava um feliz aniversário em letras garrafais - ou mais bem: à senhora Potter.


A jovem mulher aceitou a mão de Harry e enquanto andavam passou a metralhá-lo com perguntas. Quando ele arranjara tudo isso sem ela perceber? Ela nem sabia que Harry estava em contato com sua mãe... E qual era exatamente seu outro presente? Era a pequena viagem pra a casa dos pais dela?


Quando a morena começou a ficar ansiosa com perguntas como: Como ia fazer sem roupas? E quanto a bichento? E ela realmente precisava pegar algumas coisas no quarto pegar alguns livros-textos... Ele tinha certeza que McGonagall e Babbling haviam permitido mesmo a saída? Ele havia comunicado? Com antecedência?


-Hermione. Respira. Eu organizei tudo, está bem? Bichento está sob os cuidados de Neville por esses dias. E Luna prometeu avisar se houver algum problema. E sim, eu avisei à diretora McGonagall e professora Babbling sobre o que pretendia para esse fim de semana e elas permitiram. Você sabe, é claro, que nós já tínhamos autorização para sair nos fins de semana.


-E quanto as minhas roupas? Os livros?


Harry meneou a cabeça, rindo-se. E continuou a guiando para fora do local.





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